sábado, 18 de abril de 2009

2º DOMINGO DA PÁSCOA







COMUNIDADES DE FÉ EM MISSÃO
Pe. Paulo Bazaglia, ssp

As narrativas de aparição de Jesus ressuscitado são sempre episódios de missão. Aos discípulos que estavam trancados por medo Jesus aparece e, mostrando mãos e lado com as marcas da crucifixão, identifica-se como o Filho ressuscitado: aquele que realizara a missão confiada pelo Pai, aquele que se entregara pelos outros até a morte de cruz, aquele que agora estava vivo na comunidade.

Vivo na comunidade, Jesus envia em missão, pondo-se no meio dos discípulos: ele é o centro da comunidade dos seguidores, e a certeza de sua presença enche os discípulos de alegria.

Ao aparecer, Jesus deseja a paz: a plenitude da vida e dos bens que permitem às pessoas viver na dignidade de filhas de Deus. E, ao desejar a paz, envia o Espírito Santo, soprando sobre os discípulos, repetindo o gesto de Deus ao criar o ser humano em Gênesis.

O envio do Espírito renova a criação, pois dá a cada um de nós a vida renovada segundo a ressurreição de Jesus. É o Espírito Santo enviado por Jesus que nos permite recordar hoje o que ele fez e disse e nos impulsiona, na fé, a continuar sua missão.

Felizes somos nós, que não vimos e cremos. Tomé, mesmo não tendo tocado em Jesus, precisou vê-lo para acreditar. Acreditar em Jesus é assumir a missão que ele nos confia. Missão de construir a paz, de construir comunidades onde se vença o medo, se viva o perdão e as pessoas sejam acolhidas e atuem como sujeitos de transformação.

Quem tem fé, de fato, não vive no medo e no fechamento. Fé é coragem e abertura, é alegria e missão. O Espírito do Ressuscitado abre portas e janelas, abre mentalidades e consciências e impulsiona à vivência comunitária da fé. Porque a fé não se vive sozinho: se para a família existe um lar, para a fé existe a comunidade. Em comunidade, vamos nos transformando e transformando o mundo, de acordo com a nova criação inaugurada por Jesus, de modo que ele continue sendo o centro de nossas comunidades e de nossas vidas.


EVANGELHO João 20,19-31
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois destas palavras mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 24Tomé, chamado dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: 'Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. – Palavra da salvação.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

VAMBERTO É HOMENAGEADO EM GUARABIRA (PB)

O vice-coordenador do Movimento Familiar Cristão de Maceió, empresário Vamberto Marinho foi agraciado, na noite desta sexta-feira, 17, no plenário da Câmara Municipal de Guarabira (PB), com a MEDALHA HONORÍFICA OSMAR DE AQUINO, a mais importante comenda concedida pelo município aos filhos ilustres.

Comerciante do segmento têxtil, Vamberto já foi homenageado com títulos honorários das cidades de Maceió, Marechal Deodoro e do Estado de Alagoas, através da Assembléia Legislativa.

“Entendo que a presente manifestação dessa Casa Legislativa, excede os sentimentos pessoais dos amigos, pela oficialização de um ato nobre, para manifestar a um cidadão conterrâneo, a excelência, o reconhecimento. O efeito construtivo do reconhecimento em todas as áreas da vida humana é significativo. A proporção do estímulo que no reconhecimento oferece se praticado com uma disciplina diária entre as pessoas, certamente teríamos uma sociedade mais agradecida. Posso até mesmo acreditar que a sociedade é vítima de dois perigos: o perigo do esquecimento e o perigo da familiaridade. Esquecer ou tornar comum os fatos conhecidos podem resultar na ingratidão, no esquecimento, na falta de estímulo. Neste caso, sou um homem privilegiado”. Afirmou Vamberto em seu discurso na Câmara de Vereadores de Guarabira.

Vamberto se destaca não apenas nas atividades empresariais, mas, sobretudo na atuação social nas cidades e comunidades onde está com sua marca instalada, promovendo diversas ações apoiadas na responsabilidade social, criando projetos filantrópicos. “Papai Noel Existe”, momento em que, no Natal, distribui presentes com crianças carentes, fazendo a alegria daqueles que pouco ou nada têm; fundou o grupo Mãos Dadas, voltado para atender famílias carentes de Maceió e é presidente de honra da Associação dos Pais e Amigos dos Leucêmicos de Alagoas (APALA) há mais de doze anos, são algumas das ações sociais desenvolvidas pelo empresário.

Vamberto é casado com Marly, tem cinco filhos, é coordenador do GRUPO AMIZADE e vice-coordenador da Equipe Cidade do MFC MACEIÓ.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ PROMOVE SEMINÁRIO DE SOCIALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E DO CONTROLE SOCIAL

O Conselho de Leigos da Arquidiocese de Maceió promove nesta sexta-feira (17) e sábado (18) para os Movimentos de Leigos o SEMINÁRIO DE SOCIALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E DO CONTROLE SOCIAL no auditório da ESMAL na Rua Cônego Machado, no Farol.

O investimento por pessoa é de R$ 15,00 (quinze reais) com direito a alimentação no local e as inscrições podem ser realizadas até às 8 horas desta sexta-feira (18). Os mefecistas maceioenses podem se inscrever por e-mail com Luciana Fon (E-mail: lucianafon@bol.com.br).

A Arquidiocese de Maceió em sua ação missionária tem despertado cada vez mais para a importância de enfrentar as mudanças sociais “com uma ação missionária e profética da Igreja”.

Oportunizar ao movimento leigo da Arquidiocese, um espaço de socialização de informações acerca dos instrumentos de participação social e de controle social pertinentes às políticas públicas e efetivar a participação do movimento leigo no espaço de diálogo social das políticas públicas no Estado, a partir de sua atuação nos vários segmentos sociais.

A programação se inicia nesta sexta-feira (17) às 18 horas com o credenciamento dos participantes previamente inscritos, às 18h30m haverá um momento de reflexão. A abertura acontecerá às 19 horas com Dom Antonio Muniz Fernandes, Arcebispo de Maceió, em seguida acontecerá a palestra “As Políticas Públicas Sociais e a Garantia dos Direitos Sociais” com a Dra. Valéria Correia.

No sábado (18) o Seminário reinicia às 8h30m com o momento de reflexão e às 9 horas a palestra “As Políticas Públicas Sociais e a Garantia dos Direitos Sociais” com Pedro Guido. Haverá plenárias, coffee breack e almoço para os participantes. O termino está previsto para as 17 horas.
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PADRE JOÃO NETO FALA SOBRE A PÁSCOA EM NOITE DE FORMAÇÃO

O Movimento Familiar Cristão proporcionou aos mefecistas maceioenses uma Noite de Formação com o Padre João Neto, que falou sobre a “Páscoa” na noite de ontem (15) no auditorio da Faculdade de Teologia, no bairro do Farol.

Para um auditório lotado de mefecistas dos diversos grupos de base, Padre João Neto explicou da importância da Páscoa que é um evento religioso cristão, considerado como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido nesta altura do ano 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes. Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

A suposta última ceia partilhada por Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Jesus por altura da hecatombe dos cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta festividade.

Padre João Neto falou da importância do Movimento Familiar Cristão e da necessidade de seus membros seguirem os Evangelhos e viverem a verdadeira Páscoa Cristã.






HIPERTENSÃO MASCARADA

O diagnóstico de pressão alta (a não ser em situações especiais, quando o paciente já tem o coração doente) não deve mais ser feito apenas baseado nas medidas da pressão dentro dos consultórios médicos. A medida da pressão fora (em casa; no trabalho) torna-se quase obrigatória para afastar duas situações relativamente frequentes.

Uma delas, a mais comum, é a hipertensão do avental branco. O paciente ao chegar ao consultório, especialmente na presença do médico, altera muito a pressão. Mas se utilizarmos algumas formas científicas de medir a pressão fora do consultório ela (a pressão) será normal. Mais recentemente começamos a falar de uma nova modalidade, que é exatamente o contrário da hipertensão do avental branco. Denominada de hipertensão mascarada, é caracterizada pelo encontro de pressão normal no consultório e aumentada quando fora dele.

Essa modalidade é de detecção mais difícil, porque ainda estamos acostumados a diagnosticar a pressão alta tomando por base essas medidas tradicionais realizadas no interior dos consultórios.
Quais as consequências de não se ter esse tipo de hipertensão devidamente diagnosticado? Como o diagnóstico não é realizado, o tratamento não é estabelecido e o paciente fica exposto aos riscos de ter uma doença importante de forma escondida (mascarada).

A suspeita de se ter essa modalidade de hipertensão pode ser feita quando encontramos num paciente com pressão sempre normal alterações no coração, no cérebro, nos rins e, principalmente, nos vasos (em especial no fundo de olho). O paciente vai ao oftalmologista para um exame de rotina e ao ter o seu fundo de olho examinado o médico lhe pergunta se tem hipertensão? Naturalmente o paciente fala que não, mas deve ser orientado a procurar esclarecer o motivo daquela alteração (tão típica dos quadros de pressão alta) ter surgido.

Não conhecemos muito sobre essa modalidade nova de hipertensão, mas já sabemos que ela não anda sozinha, e sim agrupada a outros fatores de risco como: obesidade, estresse emocional e tabagismo (ou melhor, tabaquismo como me ensinou o querido professor Uedison Numeriano).

O maior problema é que a hipertensão mascarada tem sua gravidade comparada à hipertensão não controlada, e como tem os números de pressão “escondidos” torna-se uma nova inimiga ainda mais importante que a própria pressão alta “revelada”.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O COMPROMISSO COM O OUTRO: UM EXERCÍCIO DE CIDADANIA E FÉ NA VIDA

A vida humana diferencia-se da vida animal em inúmeros aspectos bio-físico-sociais. Entretanto, nossa singularidade, o que nos faz realmente humano, são os diversos símbolos e significados simbólicos que atribuímos a nós mesmos, aos outros e a tudo o que nos cerca e que povoa o nosso universo moral, constituído de elementos tirados da materialidade e espiritualidade das nossas vidas.

O nosso universo moral é, então, aquilo que elegemos sozinhos, em família, em grupo ou em sociedade, e que nos faz sentir verdadeiramente humanos, dotados de um sentido de vida ao qual atribuímos valor e significado. Ao longo da nossa existência terrena elegemos o outro como o portador desses valores e significados. Depositamos nesse outro aquilo que acreditamos ser a nossa própria essência de vida. Porém, uma série de acontecimentos cotidianos e extra-ordinários, muitas vezes nos coloca em conflito com esse outro e, portanto, com a nossa própria essência humana.

Superar esses conflitos é, por seu lado, um desafio muitas vezes maior que a nossa própria capacidade de discernimento e enfrentamento do problema. Diante disso estamos sempre a nos perguntar: preocupar-se e querer cuidar do outro faz sentido e significa alguma coisa para a nossa vida? A resposta, ainda que cultural e socialmente deva ser sim, do ponto de vista da nossa individualidade, das nossas motivações pessoais pode, muitas vezes, não ser tão óbvia assim.

Esse conflito que nos desvia do caminho solidário encontro e cuidado com o outro acaba por abalar a nossa própria essência fundadora: não existe vida humana que não tenha sido estabelecida em comunhão com o intensamente humano e com o supremo divino. Construímos verdadeiramente nossa humanidade na exata medida que compartilhamos experiência, significado e sentido de vida entre humanos. Não há caminho que nos faça ser diferente.

O MFC acredita, piamente, que não há caminho em sentido diverso da solidariedade e do cuidado com o outro para que possamos realizar plenamente a nossa humanidade. Esse é o verdadeiro dom divino: a comunhão humana na terra. Mas esse dom só se efetiva enquanto ação de homens e mulheres que fazem à opção pelo outro. Quanto a isto, a forma de caminhar que nos faz percorrer nosso destino é aquela que nos permite conciliar fé e política: o mundo espiritual e o mundo material que, enquanto instrumentos do supremo divino e do intensamente humano, nos permite uma militância de valor em prol do outro, o nosso próximo, o incrivelmente nosso semelhante.

Mas não nos basta comungar a crença no outro para a afirmação da nossa humanidade. É preciso agir em prol do outro. Nossa ação, enquanto cidadãos cristãos devem ser profundamente marcados pela fé que nos move e pelas estratégias que adotamos para alcançar e cuidar do outro. A nossa estratégia militante consiste em ocupar e transformar os cenários público-políticos desonrados e sem valor em cenários de efetivação do bem e do interesse público pelas coisas verdadeiramente humanas. Nossa militância, portanto, tem que ser exemplar e estar assentada naquela outra qualidade fundamental que nos separa dos animais: o trabalho transformador da nossa própria natureza. Para isso é imprescindível uma prática política transformadora e educadora dos homens e mulheres para o bem comum. E isso, acreditamos nós do MFC, se faz com o nosso trabalho abnegado porque coroado com o dom do Espírito Santo. Venha militar conosco e cuidar do outro com a determinação de quem quer construir uma nação digna do seu povo.

Rita e Luiz Carlos Torres Martins
MFC Juiz de Fora – MG.


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segunda-feira, 13 de abril de 2009

SER JOVEM

Ser jovem é ser construtor de ideais,
desvelando gestos concretos com coragem e ousadia,
que se engrandecem quando o aplauso
da ribalta se esvazia.


Ser jovem é ser alvorada,
desbravando surpresas no meio das labutas
de cada dia,
e iluminando-se de serenidade
quando o crepúsculo se anuncia.


Ser jovem é ser militante de um mundo melhor,
pensando suas ações como aventuras que
mudam a história,
para projetar nos anos de seus porvir
sinais de sua vitória.

Ser jovem é ser trovador
cantando as lutas da liberdade
e celebrando as conquistas de uma nova humanidade.


Ser jovem é ser sonhador,
incitando a embriaguez da utopia
na construção de um novo que propicia.


A. S. Bogaz e Márcio Couto

sábado, 11 de abril de 2009

DOMINGO DA PÁSCOA




O AMOR VENCEU! VITÓRIA DA VIDA!
Pe. José Bortolini, ssp

Como entender o mistério da ressurreição? Alguns afirmam que é questão de fé. Mas há outro caminho, o do amor, algo tão forte que nem a própria morte consegue dominar e vencer. Se entendermos a profundidade e o alcance do amor, então compreenderemos que ele tem em si algo de divino, imortal. E, dessa forma, chegaremos à compreensão de que o amor ressuscitou Jesus, para nosso bem. O amor venceu!

Quem nos esclarece isso é o Discípulo Amado, que tem um relacionamento de amor para com Jesus. Num texto que fala tanto de túmulo (o evangelho de hoje), ele é quem nos arrasta com a força do amor e provoca em nós a fé na ressurreição: “Ele viu e acreditou”.

Bem diferente é a atitude de Simão Pedro, que perde a corrida e, pior, não alcança a fé – gerada pelo amor –, apesar de ver mais coisas que o Discípulo Amado (vê também o sudário). Ocorre que, no Evangelho de João, Simão Pedro, salvo raras exceções, representa a dificuldade e a resistência em aceitar Jesus do jeito que ele é, sem pretender que o Mestre seja como o discípulo (cf. 13,6-8 e 18,17ss). Quando não amamos, podemos enxergar inúmeras coisas, sem nada concluir. Ao contrário, o amor nos leva a ver coisas grandes nas pequenas, fazendo nascer a fé.

O Discípulo Amado espera que Pedro entre antes no túmulo porque Pedro tem uma tarefa que somente ele próprio poderá realizar: reconciliar-se com o Jesus do lava-pés, com o Jesus elevado numa cruz... Reconciliar-se com o amor que dá a vida, com o amor mais forte que a própria morte. Somente no capítulo 21 é que Simão Pedro “se encontra” e descobre sua vocação: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”. Tornou-se Discípulo Amado, que acredita na vitória da vida e do amor.

EVANGELHO: João 20,1-9
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram”. 3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. 9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos. – Palavra da salvação.

SÁBADO DE ALELUIA

O Sábado Santo, também chamado Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa no calendário de feriados religiosos do Cristianismo. Nas Filipinas, nação notoriamente católica, chama-se a este dia Sábado Negro. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.

Na tradição católica, é costume os altares serem desnudados, pois, tal como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações são as que fazem parte da Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, excepto o da Confissão. São permitidas exéquias, mas sem celebração de missa. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida sob a forma de viático, isto é, em caso de morte.

Muitas das igrejas de comunhão anglicana seguem estes mesmos preceitos. Já a Igreja Ortodoxa, bem como os ritos católicos orientais, seguem as suas próprias tradições e possuem terminologia própria para estes dias e respectivas tradições e celebrações. Como é de esperar, apesar de a Páscoa e os dias relacionados serem importantes para todas as tradições cristãs, do Mormonismo ao Catolicismo, as celebrações variam grandemente.

Antes de 1970, os católicos romanos deviam praticar um jejum limitado: por exemplo, abstinência de carne de gado, mas consumo de quantidades limitadas de peixe, etc. Em alguns lugares, a manhã do Sábado de Aleluia é dedicada à "Celebração das Dores de Maria", onde se recorda a "hora da Mãe", sem missa.

É no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.

No Sábado Santo, é celebrada a Vigília pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa.

Sábado: remonta à Criação, passa pelo Êxodo e vai até ao fim do Apocalipse.

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Páscoa significa renascimento, renascer.

Desejamos que neste dia, em que nós cristãos, comemoramos o seu renascimento para a vida eterna, possamos renascer também em nossos corações.

Uma feliz e Santa Páscoa.

Equipe Cidade do MFC Maceió

NOITE DE FORMAÇÃO SERÁ DIA 15 COM PADRE JOÃO NETO

A equipe de Formação do Movimento Familiar Cristão de Maceió reunida na última segunda-feira, 6, definiu para a próxima quarta-feira, dia 15, às 19h30min, no auditório da Faculdade de Teologia (Rua Prof. Virgínio de Campos, 574 – Farol), a NOITE DE FORMAÇÃO deste mês de abril, que terá o tema “PÁSCOA”, tendo como palestrante o Padre João Neto.

A reunião coordenada pelo casal Helion e Verônica, aconteceu no prédio da empresa BONTEMPO e contou com a presença dos mefecistas Dorgivan e Virgínia, Fernando e Luciana Fon, Beto e Marli, Jorge, Sônia, Claudete e Fiel e James.

A NOITE DE FORMAÇÃO DO MFC foi criada com a finalidade de reunir mensalmente todos os mefecistas maceioenses para que os relacionamentos gerem um comportamento de afeição e amor, de fraternidade e de simpatia, resultando nas nossas grandes amizades fixadas ao plano de Deus, e é fundamental a presença de todos nestas reuniões de Formação.

Os mefecistas devem fazer uma corrente de convocação aos demais companheiros mefecistas para que todos se façam presentes nesta Noite de Formação, que será importante para nossa caminhada.” Afirmou Helion, Coordenador de Formação do MFC Maceió.





A ESTRANHA PEDAGOGIA DO PATINHO

Eu tenho um adorável e estranho amigo. Ele é um cardiologista de destaque nacional e nas horas vagas cultiva uma relação curiosa com os animais. Possui um cachorrinho de estimação (Pipo) que o acompanha no café matinal e senta-se à mesa com ele. Ele tem um especial interesse pelas notícias da televisão e, neste presente momento, está estudando um pouco do idioma inglês. Numa pequena granja que mantém em Atibaia, cria alguns outros animais, entre eles um peru que se chama Pedro Vitor. Cria também alguns cavalos e, de vez em quando, comemora os seus aniversários, com direito a bolos, velinhas e muita animação.

Justifica essa paixão enaltecendo a lealdade dos animais. Nunca estão mal humorados, e tampouco cobram dele alguma coisa. Sempre fazem festa com o mínimo que lhes oferece.

Essa introdução não é certamente para ressaltar apenas as estranhas estripulias de meu amigo. Vou aproveitar do que tenho aprendido com ele para refletir sobre a pedagogia da aprendizagem. Contou-me (ele) a seguinte experiência: havia em sua pequena granja uma grande galinha. Falo grande porque era uma galinha evoluída, daquelas que se presta para determinadas experiências educacionais (sem tremer o bico diante das adversidades). O que aprontou esse meu amigo? Colocou junto com alguns ovos da própria galinha um ovo de pato para ser chocado. A galinha desenvolveu todo o período de preparação para chocar os seus pintinhos, também chocando, sem saber, um ovo de pato.

Decorrido o prazo para a eclosão do ovo, surgem vários pintinhos e um patinho (que não era feio, apenas diferente dos outros pertencentes à mesma ninhada). A galinha, que era uma verdadeira educadora, foi encarando com naturalidade, sem se escandalizar com as diferenças, até porque o patinho ainda era uma criança. Quando a galinha saia para passear e procurar comida levava toda a ninhada. Os pintinhos, por serem também crianças, aceitaram sem nenhuma discriminação o irmão patinho (que, insisto, não era feio, sendo até mais bonitinho e menos peralta que os irmãos pintinhos).

Certo dia, a galinha estava de saída em busca de comida para os filhos, quando resolveu passar por perto de um pequeno lago. O patinho, que de natureza era pato, mesmo sem ter nada de tão diferente dos irmãos pintinhos, resolveu se atirar na água (porque a sua natureza lhe dizia ser de terra e água). A galinha mãe ficou desesperada, e largando os pintinhos (que marchavam tranquilamente na sua retaguarda) lançou-se no lago para tentar salvar o patinho (compromisso de educadora).

Não precisa nem dizer que quem quase morre afogada foi ela, porque sua natureza era a de ser galinha, mãe de pintinhos comportados e não de patinho de natureza apenas diferente.

Faz bom tempo que não encontro esse meu amigo, e nem sei se ele continua fazendo novas experiências. Para mim, essa estranha pedagogia do patinho (que não era feio, insisto) apenas serviu para desenvolver esse lado galinha, capaz de me atirar ao lago, mesmo sem saber nadar, quando percebo que meu filho (embora de outra natureza), não tem a sua criancice entendida e respeitada. Galinha pedagogicamente adequada é aquela que entende de naturezas diferentes, e não a que se satisfaz conduzindo a parte comportada da ninhada.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Havia um homem muito rico, possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados.

Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de fazer festas, estar com seus amigos e de ser bajulado por eles. Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu Aldo enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai retiniam os ouvidos e logo se ausentavam sem dar o mínimo de atenção.

Um dia o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca, e junto a ela uma placa com os dizeres: Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai”.

Mais tarde chamou o filho, levou-o até o celeiro e disse: “Meu filho, eu já estou velho. Quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos, irá vender os animais e os bens para se sustentar, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você. E quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos. É por isso que eu construí esta forca, sim, ela é para você, eu quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse você se enforcará nela. O jovem riu, achou absurdo, mas para satisfazer o pai prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer. O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como o pai havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade. Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer: “Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, mas agora é tarde, é tarde demais...”

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava. A passos lentos se dirigiu ao celeiro. Entrando viu a forca e a placa empoeirada e disse: “Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos desta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada”.

Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, e disse: “Ah, se eu tivesse uma nova chance!”. Então pulou, sentiu por um instante, a corda apertar sua garganta. Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente. O rapaz caiu no chão, e sobre ele caíram as jóias, esmeraldas, perolas e diamantes. A forca estava cheia de pedras preciosas, e por fim um bilhete que dizia:

- “ESSA É A SUA NOVA CHANCE, EU TE AMO MUITO”.

Assina: SEU PAI

domingo, 5 de abril de 2009

GRUPO VIDA

Casais militantes do MFC MACEIÓ cujos respectivos grupos de origem estavam extintos sentiram–se alijados dos compromissos básicos do nosso Movimento: das reuniões periódicas e necessárias, das práticas desenvolvidas para decisões fundamentais e vivenciais e fraternais do grupo como um todo. Daí a idéia de criar um novo grupo de base.

Os casais PAULO e MARILÚCIA, VAVÁ e MARIA, BETUCA e TÂNIA, VALVERDE e ROSA, JULIO e SONIA, CLÁUDIO e BETH, se reuniram na residência de PORFÍRIO e GAL, em 5 de agosto de 1995, instituindo, assim, o novo grupo de base que, por idéia da Gal e por unânime concordância, foi chamado de GRUPO VIDA.

Com o GRUPO VIDA em plena atividade, foram incorporados ANA SORIANO, GERALDO e NAZARÉ, PÉRICLES e ULA, VICENTE e SOCORRO, DORGIVAN e VIRGINIA, EDELZITO e VERA e como casal convidado, TIÃO e SUELY que são membros do Grupo Caná da Galileia.

Hoje, o GRUPO VIDA está consolidado, está encravado sobre a rocha cristã e fixado às grandes amizades que envolvem seus componentes.

Até agora, o GRUPO VIDA, sempre esteve presente em todos os eventos patrocinados pelo MFC e nunca deixou de realizar as suas reuniões quinzenais, onde se realizam debates de vários assuntos necessários ao desenvolvimento do grupo e do MFC.

Por falta de um local adequado, o GRUPO VIDA guarda todo o acervo, completo, dos documentos originais, quadrantes, fotografias e relatórios, do período de 1980 a 2008, que possibilitaram a realização do livro “DOCUMENTO HISTÓRICO DO MFC MACEIÓ” de autoria de Mário Humberto Peixoto Lima, o popular BETUCA.
(Clique na imagem para ver em tamanho real)
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sábado, 4 de abril de 2009

VALVERDE: TRÊS NOMES DE UMA ESTRELA MEFECISTA






Certa feita, durante uma viagem de avião, um amigo contou-me uma história e esta história versava sobre o seu nome, então ele dizia, não gosto do meu nome! Porque se refere a um sobrenome espanhol que nada tem haver com a cultura brasileira. O certo, é que ele não estava satisfeito, demonstrava muito bem sua insatisfação. Foi quando lhe perguntei o porquê da palavra e qual seria a sua origem? Contou que sua mãe era leitora de romances e que em um dos contos encontrou o tal nome, encantada com a palavra, resolveu denominar o filho. Diante da explicação do amigo, elogiei o nome, dizendo que era diferente e representava um destaque singular.

Hoje, teimosamente, fazendo uso da amizade que nos une, resolvi por conta própria, como conhecedor do trabalho de evangelização do meu amigo irmão, fazer com que todos perceba que o nome de batismo do amigo tinha uma forte razão de ser, coisa do destino, como as previsões dos sábios, astrólogos e profetas que enxergavam adiante o futuro das pessoas; dou-lhe um pseudônimo VAIVERDE, por que longe vão os caminheiros de Jesus, e meu irmão é um desses mensageiros incansável, que faz da BOA NOVA de CRISTO o Canto que Encanta, que Transforma, que Liberta, Acalma, Santifica e Salva. Neste binômio está o VAI, do envio, dos que são missionários, caminham sem cessar, bate de porta em porta, visita os doentes, dar água a quem tem sede, cura os paralíticos com suas palavra de conforto e de amor, ama a todos sem distinção. VERDE porque é vida, representa a esperança e como bem diz o salmo 23,1-2 “O senhor é meu pastor, nada me falta. Em verdes pastagens me faz repousar; para fontes tranqüilas me conduz”, muitos o segue e buscam no SEU exemplo de BOM CRISTÃO a fortaleza para como Ele, fazer Novas Todas as Coisas: denunciando, investigando, protegendo, orando, promovendo o bem comum, no combate a Injustiça.

Meu Irmão VALVERDE, sempre fostes um VALEVERDE, admiro o teu trabalho e o teu exemplo, e digo, sou mefecista meia tigela diante de tua sabedoria, teu exemplo e teu amor a Cristo e aos Irmãos, e como a luta continua, digo avante, porque és obstinado e a messe é grande. Que Você seja sempre este Vale de Esperança e de Amor.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

GRUPO AMIZADE

Durante a 10ª Nucleação do Movimento Familiar Cristão de Maceió, realizada em outubro de 1994, nasceu o GRUPO AMIZADE, formado pelos casais Sandra e Ermi, Marly e Beto, Margot e Arthur, Verônica e Helion, Anginha e Luizinho, Geralda e Wilza e Antonino.

O grupo, se conheceu no encontro e desde os primeiros momentos criaram laços muito fortes de amizade e amor, surgindo assim o nome carinhoso de GRUPO AMIZADE.

Durante esses 15 anos de atuação mefecista, o GRUPO AMIZADE vem desenvolvendo um trabalho de evangelização e ações filantrópicas em parcerias com outros grupos e entidades ligadas à Igreja Católica Apostólica Romana.

Com o mesmo entusiasmo que praticam a religiosidade, o GRUPO AMIZADE é bastante ativo nas atividades sociais, promovendo constantemente o encontro dos participantes do grupo em eventos de lazer, proporcionando uma melhor integração do grupo.

Seus integrantes são participantes ativos das ações promovidas pelo Movimento Familiar Cristão, tendo seus membros participados nos últimos três anos de todos os momentos do MFC Maceió.

(Clique na imagem para ver em tamanho real)

PAPA NOMEIA CÔNEGO HENRIQUE SOARES NOVO BISPO AUXILIAR DE ARACAJU

O papa Bento XVI nomeou, nesta quarta-feira, 1º de abril, o cônego Henrique Soares da Costa como bispo auxiliar da arquidiocese de Aracaju, no estado de Sergipe. A nomeação atende ao pedido do arcebispo da capital sergipana, dom José Palmeira Lessa.

Cônego Henrique, 45, é alagoano de Penedo. Fez seus primeiros estudos em Junqueiro (AL) e em Maceió. De 1981 a 1984 fez o Seminário de Maceiro e, em 1984, recebeu o bacharelado em Filosofia pela Universidade Federal de Alagoas. De 1985 a 1989 foi noviço no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, e no Mosteiro Trapista de Nossa Senhora do Novo Mundo, no Paraná.

Em 1990, volta para o Seminário de Maceió onde inicia a Teologia. No ano seguinte, vai para Roma e conclui a Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana com mestrado em Teologia Dogmática.

Ordenado padre em 15 de agosto de 1992, cônego Henrique é reitor da Igreja Nossa Senhora do Livramento, em Maceió, desde 1994. Foi professor de teologia no Seminário Provincial de Maceió e no Curso de Teologia do centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC). Lecionou, ainda, no Instituto Franciscano de Teologia, em Olinda, e no Instituto Sedes Sapientiae, em Recife.

Na arquidiocese de Maceió, foi membro do Conselho Presbiteral, do Cabido Metropolitano, do Colégio de Consultores; vigário episcopal para os leigos e coordenador da Comissão de Formação Política e responsável pelos diáconos permanentes.
Fonte: CNBB

terça-feira, 31 de março de 2009

JEJUM DE SOLIDARIEDADE

Acontece nesta sexta-feira (03) na Praça da Assembléia Legislativa, o Jejum de Solidariedade às pessoas que passam fome no mundo. Este gesto (jejum) é um momento de rica espiritualidade e reflexão que nos remete ao próprio Jesus Cristo que jejuando fortaleceu ainda mais o inicio de sua missão. Com este gesto queremos também iniciar a Semana Santa em sintonia com milhões de irmãos e irmãs que são obrigados a viverem na mais humilhante e degradante miséria. Miséria que é fruto da ambição, do egoísmo, da concentração de riquezas e da falta de vivencia da palavra de Deus.

Todos os membros de movimentos, pastorais, entidades, grupos e religiosos estão convocados a jejuar e participar deste dia de fé, solidariedade e compromisso com o Deus da vida, pois na fidelidade ao Deus dos pobres, a serviços dos povos da terra queremos “ver brotar o direito como água e correr a justiça como o riacho que não seca” (Amós 5,24).

A organização do encontro será do Padre Rogério Madeiro Pereira, CM, Coordenador das Pastorais Sociais e Organismos da Arquidiocese de Maceió.

PROGRAMAÇÃO

Data: 3 de abril (sexta-feira)
Local: Praça da Assembléia Legislativa

· 08h – Sem terra não há pão (Padre Rogério)
· 09h – Cinzas e penitência (Padre Raul)
· 10h – Lava-pés e missão (Irmã Raimunda)
· 11h – Sem justiça não há paz (Padre Fausto)
· 12h – Eucaristia e compromisso (Padre Alex)
· 13h – Calvário e serviço (Irmã Teresa)
· 14h – Crucificação e martírio (Irmã Cícera)
· 15h – Sem pão não há justiça (Pastor Wellington)
· 16h – Ressurreição e libertação (Missionários do Campo)
· 17h30 – Celebração ecumênica: Sem justiça não há paz (Pastor Wellington, Padre Fausto e Padre Alex).
· 18h15 – Partilha do pão com meninos e meninas de rua (projeto Erê)

domingo, 29 de março de 2009

MARCO MOTA






Estou convencido de que o sucesso é uma conseqüência de causa e efeito, isto é, estabelece-se um objetivo e, com força de vontade, perseverança e tenacidade, persegue-se a conquista do ideal estabelecido. Os orientais definiram, com muita propriedade, esta assertiva: "Faze o que deves e conquistarás o que desejas". Entretanto, não posso deixar de reconhecer que determinadas pessoas, independentemente da genética, nasceram fadadas ao triunfo.

Marco Antônio Mota Gomes é um desses privilegiados. Adolescente, era exímio jogador de futebol, atleta do time juvenil do CRB. Recebeu, inclusive, propostas de clubes do Rio de Janeiro e São Paulo. A medicina falou mais alto. Especializou-se em cardiologia. Professor da Escola de Ciências Médicas de Alagoas, membro ativo da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, foi Presidente Latino-Americano do Movimento Familiar Cristão (MFC).

Articulista de O Jornal, granjeou, de imediato, um número enorme de admiradores graças à beleza da mensagem de suas crônicas. Reuniu algumas delas em seu primeiro livro, Falando de Coração. Destaco alguns tópicos da crônica "O simples e o evoluído”, que revelam o escritor nato: Evolução é o estágio superior do amor e só pode ser encontrado nas pessoas que partem do simples e se desviam do complexo. Algumas pessoas podem fazer o caminho do simples para a complexidade, e até voltarem para o simples para de novo seguirem evoluindo, e isso é chamado de sabedoria. As coisas evoluídas são complexas, e as pessoas que evoluem são sábias.

Evidencio o resgate que fez do mandacaru, cacto que simboliza, na imaginação popular nordestina, o egoísmo, pelo fato de não proporcionar, na aridez da caatinga, nem sombra, nem encosto: Os sertanejos são conhecedores do simbolismo e das riquezas do mandacaru. Planta que retrata bem o sofrimento de um povo, de uma raça e de uma geração que resiste ao tempo e teima em continuar vivendo. Planta um pouco esquisita, para quem nunca viu. De uma beleza exótica e nem sempre admirada por todos. O local escolhido pelo mandacaru para criar vida é sempre onde a vida é uma hipótese remota. Surge como uma "teimosia". Parece querer dizer que é possível nascer e se desenvolver em meio a tanta desesperança. Consegue ser verde onde a cor predominante é a do chão queimado e o colorido é visão, vista turva, delírio. Cresce forte e se protege dos predadores gerando espinhos finos e afiados, e o mais impressionante é que consegue num gesto inexplicável dar uma flor de rara beleza, embora não exale perfume.

Oferece-nos uma bela definição do amor: Eu prefiro pensar que o amor nunca acaba. O amor existe, muitas vezes transparente numa relação harmônica e, às vezes, escondido em relações conflituosas e difíceis. O amor parece-me muito mais uma possibilidade humana inesgotável e um estágio permanente de luta para a conquista de felicidade do que mesmo um valor mensurável de afeto que possamos ter por alguém. Visto desta forma, o amor surge muito mais como essa possibilidade de cada indivíduo buscar ser feliz, implicando em que essa busca esteja sempre relacionada com o outro que desejamos, também, fazer feliz. O amor não aprisiona o amante nem o amado. O amor liberta.

No Dia Internacional da Mulher, destaca Anita, uma criatura inesquecível, cuja amizade eu tive o privilégio de receber: A minha vida já foi marcada por um amor especial por uma mulher que hoje permanece "ressuscitada" em minha memória e só depois de vinte e quatro anos de nossa "separação", resolvi revelar publicamente. Com ela aprendi a ser homem e a distinguir o certo do errado: com ela aprendi a ser solidário e a ter um coração disponível para entender o outro; com ela aprendi a rezar e a acreditar que a oração move sempre o indivíduo ao encontro de seus problemas, sem alienação; mas com ela aprendi, principalmente, a conviver com os meus defeitos e tentar superá-los, aí acho que é onde reside a minha maior virtude.

Marco Antônio, em sua simplicidade, considera-se apenas um contador de histórias, mas, na verdade, nos oferece ensinamentos para encontrar o simples, pois é através dele que encontramos o caminho para Deus.

CNBB diz que ninguém foi excomungado no caso de aborto da menina de 9 anos

Apesar de o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, ter anunciado a excomunhão dos envolvidos no caso da menina de 9 que fez aborto por ter sido estuprada pelo padrasto , na quinta-feira a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou que ninguém foi punido pela Igreja. Numa tentativa de minimizar os efeitos das declarações de Dom José Cardoso Sobrinho, a CNBB alegou que o arcebispo apenas teria avisado que a conduta dos envolvidos poderia resultar na excomunhão.

Para a CNBB, a polêmica em torno das declarações do religioso tiram de foco o centro do problema: a violência que a menina vinha sofrendo há três anos dentro de casa.

- Na verdade, o bispo não excomungou ninguém. O bispo anunciou que esse tipo de ato traz consigo, pelas normas católicas, tal possibilidade. Tenho certeza de que Dom José não teria, de forma alguma, a intenção de ferir quem já estava ferido, mas de chamar a atenção justamente para um certo permissivismo que faz com que a vida do nascituro não seja considerada - disse Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB.

- O seu grito e o seu desabafo em torno da excomunhão em nenhum momento se dirigiram às vítimas. Tenho certeza de que Dom José não quis ferir quem já estava ferido - repetiu Dom Dimas Lara Barbosa, secretário da conferência.

Para ele, a intenção do colega era chamar a atenção para a permissividade que levaria as pessoas a desconsiderar a vida de quem ainda está no ventre da mãe.

Dom Dimas disse que a menina, por não ter consciência, e sua mãe, por ter agido "sob pressão", não podem ser excomungadas. Já no caso de médicos que declararam ter intenção de praticar regularmente o aborto, vale a punição da Igreja, segundo o religioso.

No caso do padrasto que vinha abusando da menina e de sua irmã há vários anos, automaticamente ele já estaria "fora da comunidade" por não partilhar dos dogmas da igreja, segundo Dom Dimas.

Na tentativa de reparar o dano à imagem da Igreja, uma semana após as declarações do arcebispo, que chegou a dizer que o estupro é um crime menor que o aborto, a CNBB afirmou que o estupro é um "pecado mortal". O presidente da CNBB explicou que o estupro não é um crime penalizado com a excomunhão, mas que todos têm conhecimento da gravidade do ato.

sexta-feira, 27 de março de 2009

OS LEIGOS NA IGREJA

Por dom Eugênio de Araújo Sales
Sem dúvida, a valorização do leigo na vida eclesial foi uma das mais importantes contribuições do Concílio Vaticano II à vida religiosa. O documento "Apostolicam Actuositatem" foi aprovado na oitava sessão, em 18 de novembro de 1965. Abriu grandes perspectivas, possibilitando maior e benéfica atuação do laicato. Entre inúmeras atividades e novos campos de trabalho, estão as pequenas comunidades de base. Nelas, o fiel, fundamentado na leitura e reflexão da Palavra de Deus, aperfeiçoa sua missão, decorrente do Batismo, da Confirmação e de contacto mais vivo, frutuoso com os irmãos, pela facilidade de estabelecerem relações entre grupos menores. O anonimato dos maiores aglomerados, mesmo dentro de um mesmo templo e paróquia, cede espaço ao acolhimento e mútuo conhecimento. Diz o Santo Padre, em sua recente Exortação Pós-Sinodal "Igreja na América" (nº 41): "A paróquia é um lugar privilegiado (...) Por Isso, é oportuna a formação de comunidades e de grupos eclesiais de tal dimensão, que permitam estabelecer verdadeiras relações humanas".

Esses novos horizontes que foram criados, devem ser constantemente conferidos com a doutrina. As interpretações pessoais, particulares, mesmo oriundas de cristãos zelosos e de elevado nível, sempre estão sujeitas ao Magistério vivo, deixado por Cristo, para governar a obra que fundou. O entusiasmo pelo novo, a descoberta de outros horizontes, pode ser destrutivo quando insinua edificar uma Igreja sem claro reconhecimento da hierarquia.

Ela é a expressão da estrutura divina da Igreja. Jesus Cristo, como homem, embora sendo Senhor, vive sob o olhar do Pai; quer fazer sempre a vontade de quem O enviou: "Pai, se é de teu agrado (...) Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua" (Lc 22,42). Seu último testemunho é a entrega obediente, aceitando a Cruz. Ele quer que sua obra seja o exemplo que nos legou. Devemos ser testemunhas do Senhor Jesus, no Espírito Santo (cfr Jo 15, 26s). Fiel a essa exigência, São Paulo assim se expressa: "Sede meus imitadores, como eu mesmo o sou de Cristo" (1 Cor 11,1).

Essa estrutura hierárquica estabelecida por Cristo, como fundamento de sua Igreja, não se confunde com o conceito monárquico nem democrático. Qualquer paradigma sócio-político é inadequado. A autoridade da mesma não é fundada na convergência da vontade popular. Esta merece apreço, mas não se torna, por si mesma, sinal de veracidade ou exigência a ser cumprida.

Acresce que a expressão "Povo de Deus" não é a única imagem a revelar a essência da instituição fundada por Jesus. Há diversas outras, de igual valor, que se completam para nos mostrar a riqueza do ensinamento divino. Ver a Igreja como Corpo Místico de Cristo é fundamental para entendê-la e nos ajuda a obedecer aos que foram chamados a governar esse mesmo Povo de Deus. Jesus a comparou a um rebanho com o pastor. Ela é um serviço à comunidade. Trata-se da presença amorosa do Divino Redentor. Conserva essa característica mesmo quando corrige ou pune. Isto, quando assim o exige o bem comum ou o proveito do próprio fiel. São Paulo, que tanto exalta a santidade dos leigos pela habitação do Espírito Santo, com não menor clareza propõe e impõe o dever que o Senhor lhe deu: "Em nome de Cristo, exercemos a função de embaixadores e, por nosso intermédio, é Deus mesmo que vos exorta" (2 Cor 5,20). No uso dessa autoridade, o Apóstolo chega a excluir alguém da comunidade dos fiéis (Cfr 1 Cor 5,2-12): O Sacerdócio ministerial , em nome e com o poder de Jesus Cristo, recebeu o encargo de "formar e reger o Povo de Deus" ("Lumen Gentium" 10,2).

O cristão batizado que recebeu o sacramento da Ordem desde que viva em comunhão com o Papa, Sucessor de Pedro, e o Colégio Episcopal, continuador dos Apóstolos dá à comunidade a chancela de autenticidade cristã. E leva ao Povo de Deus a graça divina, pelos sacramentos. Seus gestos e palavras sacramentais são realmente poder redentor de Cristo no meio do povo.

À luz dessa doutrina católica o verdadeiro fiel proclama a importância do leigo e das organizações laicais. Ela em nada diminui a vitalidade e o valor dos mesmos, pois somente pela inserção na árvore que é Cristo, poderá produzir frutos duradouros. Nós queremos a Igreja conforme Jesus a organizou e não segundo o parecer e interpretações dos homens. Todo ensino discordante do que vem do Senhor através do Magistério, deve ser corrigido. Calar-se diante dele é atraiçoar a missão confiada por Jesus aos pastores de seu rebanho. As afirmações, mesmo parcialmente inexatas são, talvez, mais danosas que o próprio erro integral, pela facilidade de serem aceitas, acobertadas em parcelas de verdade. Assim, cita-se o Concílio Ecumênico mas seu espírito, nos pontos essenciais, é abandonado. Insinua-se, sob o título "Uma Igreja, Povo de Deus", sem uma autêntica hierarquia.

Ao proclamar o valor dado hoje ao laicato, que deve ser firmemente aceito e vivido, não devemos esquecer que, em nossos dias, não lhes foi outorgado algo de novo, pois sempre na Igreja o leigo ocupou espaço. Sua participação, isto sim, teve incentivada sua importância nos desafios dos nossos tempos. O mesmo se diga da posição da Bíblia no crescimento da vida de cada fiel.

Para nós, católicos, há um ponto de referência que nos assegura o caminho certo: estar em comunhão com o Magistério, obedecer às diretrizes do sucessor daquele a quem Cristo confiou a sua grei: "Pedro (...) apascenta minhas ovelhas" (Jo 21,17).
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quinta-feira, 26 de março de 2009

ARCEBISPO CELEBRA MAIS UMA MISSA PELA PAZ

O arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antonio Muniz Fernandes celebra nesta quinta-feira (26), às 18 horas, na Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres, no Centro, mais uma edição da Missa Pela Paz.

A organização dos ritos está a cargo das equipes litúrgicas das Paróquias de Nossa Senhora de Lourdes, no bairro da Gruta de Lourdes e Menino Jesus de Praga, no Pinheiro.

Essas paróquias englobam todas as comunidades da região do Farol, além dos bairros do Ouro Preto, Novo Mundo, Santo Amaro e Canaã.

O objetivo da Celebração Eucarística é criar na sociedade com uma cultura de paz, para que sejam formuladas maneiras de minimizar a violência, que cresce a cada dia no Estado.

A missa acontece toda última quinta feira de cada mês e durante a celebração são apresentados os nomes, para uma prece especial, de todas as pessoas que foram vítimas da violência, nas respectivas comunidades, para que os estragos provocados pela criminalidade sejam de alguma forma minimizados por Deus.

Quando a celebração eucarística termina, Dom Antonio Muniz recebe lideranças das comunidades e autoridades competentes, para que sejam discutidas alternativas para se combater a violência nessas localidades.

ONDE MORAS?

“A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, dizia o poeta Vinícius de Moraes. Lendo e meditando o Evangelho, poderíamos dizer, parafraseando esse grande compositor, que a “vocação cristã é a arte do encontro com a/nossa humanidade, embora haja tantos ‘desencontros’ na Igreja”...

A passagem de referência, na qual fundamos – evitando, na medida do possível, o ‘fundamentalismo’ – a afirmação anterior, são os versículos 35-42, do capítulo I do Evangelho da Comunidade de João. Ela situa-se entre o testemunho de João Batista e as bodas de Canaã, em meio a uma série de buscas e encontros, pautados pelas palavras dos envolvidos nessa dinâmica:

- “Eis o Cordeiro de Deus”. Cordeiro é também servo. João, que encontrara o Nazareno fazendo fila no Jordão, aponta para Jesus, reconhecendo nele o servo sofredor e provocando a reação de dois discípulos seus. Estes, aceitando o testemunho-provocação do precursor, por própria iniciativa, vão trás Jesus.

- “O que vocês estão procurando?”. Acontece outro encontro: os discípulos vão em frente e Jesus olha pra trás. Convergência: eles vão, Ele vem. O motor que dinamiza e possibilita a experiência é a busca, a inquietação, o honesto e sincero desejo de encontrar, a permanente abertura... As primeiras palavras de Jesus, no Evangelho de João, são uma pergunta radical, sem cuja resposta a vida carece de sentido!

- “Mestre, onde moras?” Surpreendentemente, os discípulos parecem não estar interessados em doutrinas ou teologias. Não perguntam quem é Jesus, mas onde ele mora, donde ele aprendeu a ser mestre. Interessa-lhes a vida, com suas riquezas e condicionamentos.

- “Venham, e vocês verão”. Jesus não indica um lugar fixo, estático, fechado. Nem cátedras nem catedrais. Exige uma atitude dinâmica, de permanente atenção e de promessa cumprida no fim de um processo. Ele é o Mestre peregrino, que não tem onde reclinar a cabeça. É a Palavra que “se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1,14). Sua morada é a humanidade! Só se descobre o “lugar” onde Deus mora humanizando-se!

Só se pode ser discípulo de Jesus sendo cada vez mais “gente”... André (homem = humanidade) e o outro discípulo “permaneceram com ele”, a partir daquele encontro, quando o sol começava a declinar, nas proximidades da noite... Faz-se experiência do encontro na incerteza do futuro, na assunção do risco, quando as dificuldades batem à porta, quando o caminho se estreita e o horizonte parece sumir da vista. Permanência é fidelidade.

- “Nós encontramos o Messias”. Mais um encontro. A verificação da experiência pessoal passa pelo crisol da comunidade. Se o encontro é autêntico, outros encontros acontecerão. O exemplo arrasta!

- “Você é Simão, o filho de João. Você vai se chamar Cefas”. Encontrando Jesus, encontrando os outros, encontramo-nos a nós mesmos! Reconhecemos a nossa identidade e assumimos a nossa missão: inserir-nos na corrente do seguimento e do testemunho daquele que veio de encontro à nossa humanidade, assumindo-a, para que todos encontrem nele vida!

- “Siga-me”. Ai, sim! Depois de vários encontros, vem a confirmação de um chamado – mandamento que exige total disponibilidade a fazer caminho... caminhando.

- “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu...”. De encontro em encontro, a fé nasce, se fortalece e se expressa com autenticidade. Só tem o legítimo direito de proclamar que o homem histórico chamado Jesus de Nazaré, o filho do carpinteiro José, é o Servo de Javé, o Mestre e o Senhor, quem percorreu com Ele o caminho da humanização e quem está disposto a abraçar, como o sentido da própria caminhada, a tarefa de fazer deste mundo de desencontros um mundo mais humano!

Muitas vezes o texto em questão foi e continua sendo alimentando certos fundamentalismos “vocacionais”. Vocação não é busca de privilégios nem alienação. Vocação, em João, não é fruto de uma simples experiência particular nem da revelação individual de Deus, mas processo comunitário. Ela nasce do testemunho daqueles que, buscando sinceramente, encontraram... E as nossas comunidades cristãs, propiciam realmente o encontro com a humanidade, o seguimento de Jesus e o testemunho-missão? Ou tornam-se, cada vez mais, guetos onde a comodidade, o intimismo e a fuga – camuflagem do desencontro – se refugiam?
Gustavo Covarrubias Rodríguez
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segunda-feira, 23 de março de 2009

ALAGOAS PARTICIPA DE REUNIÃO DO CONDIR NO CEARÁ

O Movimento Familiar Cristão, através do CONDIR NORDESTE, esteve reunido sábado (21) e domingo (22), na cidade de Fortaleza, Ceará, com a participação dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará e Sergipe, com o objetivo de avaliar e discutir as suas ações na região Nordeste, no período compreendido entre outubro/2008 e fevereiro/2009, bem como propor medidas e adotar providências para sua atuação nos próximos seis meses. A pauta ficou assim estabelecida: 1 – Finanças; 2 – Relatórios das Estaduais; 3 – 17º ENA (Encontro Nacional); 4 – Informações do CONDIN; 5 – 14º ELA (Encontro Latino Americano); 6 – Novo Estatuto do MFC; 7 – Eleição próxima da nova coordenação do CONDIR-NE; 8 – Calendários; 9 – Livraria; 10 – Comunicações do CONDIR/NE; 11 – Próxima reunião; 12 - O que ocorrer; 13 – Avaliação.

O Conselho Diretor Nordeste do Movimento Familiar Cristão, nesta sua 4ª reunião administrativa foi composto pelos mefecistas José Newton, Ariadna e Florisval (Condir); Jorge e Gilson (Alagoas), Reginaldo e Vera (Sergipe), Permíndio (Bahia); Márcio, Valéria, José Maria, Neuza e Virginia (Ceará). Como assessor espiritual da reunião, Padre Manú (Condin). A reunião aconteceu no Colégio Christus, no bairro de Aldeota.

No sábado a reunião administrativa teve inicio com a Liturgia do MFC FORTALEZA e concluída com a Liturgia do MFC MACEIÓ. Após os trabalhos administrativos, os participantes de Alagoas, Bahia, Ceará e Sergipe foram recepcionados na residência de José Newton e Ariadna (Condin) com um jantar musical. No domingo a primeira Liturgia ficou sob a responsabilidade do MFC BAHIA e finalizando o encontro, MFC ARACAJU fez a Liturgia final. Ainda no domingo, aconteceu a palestra do Padre Marco Passerini, missionário Comboniano e membro da Pastoral Carcerária do Ceará sobre a CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009, bastante aplaudida pelos presentes. Os trabalhos foram concluídos com a Celebração Eucarística com o Padre Manú, assessor espiritual do CONDIN - Conselho Diretor Nacional do MFC.

O MFC MACEIÓ aproveita o ensejo para agradecer ao MFC do Ceará, em especial ao casal coordenador estadual, Márcio e Valéria, e ao assessor espiritual do Condin, Padre Manú, pela acolhida aos representantes alagoanos nesta quarta reunião do CONDIR/NE.

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I RETIRO DO MFC É SHOW!

Com o sucesso já esperado, realizou no último sábado (21) nas dependências do Colégio Santíssimo Sacramento, o I RETIRO ESPIRITUAL de 2009, promovido pelo MFC MACEIÓ com o tema “QUARESMA, TEMPO DE REFLEXÃO”, com o Pe. João Neto.
Oitenta mefecistas dos Grupos de Base: SORRISO, AMIGOS NA FÉ, GIRASSOL, VIDA, GENESARÉ, RENOVAÇÃO, CANÁ DA GALILEIA, AMIZADE, SAGRADA FAMÍLIA, CASA SOBRE A ROCHA, GÊNESIS, NOVA VIDA, ESPERANÇA e ÁGAPE participaram do I RETIRO ESPIRITUAL 2009.

O Retiro iniciou-se as 8 horas com a acolhida aos participantes pelas equipes de Canto e de dirigentes do MFC Maceió. Em seguida, Cláudio, Luciana Fon e Sônia fizeram a oração inicial e as 9:15 horas, Padre João Neto realizou a primeira reflexão sobre o “Jejum”, concluindo a programação as 17 horas com o encerramento após a Celebração Eucarística.

A PROGRAMAÇÃO
08:00h – Acolhida (Equipe de Canto e Dirigentes);
08:30h – Oração Inicial (Cláudio, Luciana Fon e Sônia);
09:15h – Primeira Reflexão - Jejum (Padre João Neto);
10:00h – Deserto (Padre João Neto);
10:30h – Lanche;
10:45h – Segunda Reflexão – Oração (Padre João Neto);
11:30h – Diálogo à Dois (Padre João Neto);
12:00h – Almoço - no local;
14:00h – Via Sacra (Padre João Neto);
15:00h – Lanche;
15:15h – Terceira Reflexão – Esmola e Liturgia (Padre João Neto);
16:00h – Celebração Eucarística – Encerramento (Padre João Neto).

sábado, 21 de março de 2009

CONDIR/NE SE REUNE EM FORTALEZA


O Movimento Familiar Cristão, através do CONDIR NORDESTE, está reunido desde as 9 horas deste sábado (21), na cidade de Fortaleza (CE), com a participação dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará e Sergipe, ocasião em que extensa pauta está sendo discutida, com discussões, debates e definições.

O Conselho Diretor Nordeste do Movimento Familiar Cristão nesta reunião administrativa é formada por Jorge e Gilson (Alagoas), Reginaldo, Vera e Florisval (Sergipe), Permíndio (Bahia); José Newton, Ariadna, Márcio, Valéria, José Maria, Neuza e Virginia. Como assessor espiritual da reunião, Padre Manú.

A reunião acontece no Colégio Cristos, no bairro de Aldeota e deve se estender até o meio dia deste domingo (22).

sexta-feira, 20 de março de 2009

RETIRO DO MFC É NESTE SÁBADO

Acontece neste sábado (21), o I RETIRO ESPIRITUAL de 2009 promovido pelo MFC MACEIÓ com o tema “QUARESMA, TEMPO DE REFLEXÃO”, no Colégio Santíssimo Sacramento, com o Padre João Neto.

Mais de setenta mefecistas já confirmaram a presença no retiro, mas acredito que até momentos antes do inicio, o número de participantes aumentará consideravelmente. Afirmou Luciana Fon, coordenadora do retiro.

Luciana Fon confirmou que a programação continua sendo a divulgada anteriormente, com a acolhida as 8 horas e o encerramento as 17 horas (após a Santa Missa). O investimento é de R$ 10,00 (dez reais) por pessoa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

CONFLITO DE GERAÇÕES

As queixas são muitas: a família não as ouve, os irmãos partem para a briga, elas se sentem mal-amadas e os limites colocados pelos pais se confundem a toda a hora. Este é o resultado de uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com adolescentes atendidas no Ambulatório de Ginecologia da Adolescência do Hospital das Clínicas.

O estudo ouviu 92 jovens, com idade média de 16 anos, que receberam atendimento psicológico entre janeiro e julho do ano passado. Desse total, 83% apresentaram algum tipo de queixa. O medo, relativo a diversos fatores, como engravidar, morrer, contrair Aids e até medo do futuro, foi citado por 11% delas. Outras estavam incomodadas com conflitos amorosos (9%), afirmaram ser nervosas (8%), preocupadas (6%), ansiosas (4%) e apresentaram quadro de desânimo (4%). Queixas relativas à insatisfação com o próprio corpo, indecisão, notas escolares baixas e falta de alguém para conversar também foram apontadas pelas adolescentes.

No entanto, o problema de relacionamento com a família foi apontado por 22% das entrevistadas. "Queríamos saber quais as situações que mais angustiavam as adolescentes. Chegamos a pensar que eram relacionamentos com amigos e namorados, mas, para nossa surpresa, a maior parte dos conflitos era com os familiares" - afirmou dra. Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente. "Chegam a falar que não se sentem amadas e têm vontade de sair de casa. Algumas falam até em morrer. Tudo isso é uma questão muito forte" - acrescenta. Para a médica, essa situação "mostra claramente a dificuldade que existe no diálogo entre pais e filhos".

Outra percepção que o estudo possibilitou foi a incapacidade de os pais manterem os limites que estabelecem, fazendo as jovens se sentirem ainda mais confusas, o que acontece também com os meninos da mesma faixa etária. "Há uma dupla ordem por parte dos pais. Ao mesmo tempo em que proíbem alguma coisa, pouco tempo depois voltam atrás. Os pais se deparam com muitos desafios e muitas vezes não sabem como se colocar diante dos filhos" - avalia dra. Albertina.
Para ela, essa realidade é diferente daquela considerada normal na adolescência, em que a visão infantil que se tem dos pais enquanto criança vai sendo substituída por uma visão adulta. "Pelo que apuramos na pesquisa, trata-se mesmo de um conflito familiar. As adolescentes entendem que realmente estão sendo rejeitadas e se sentem muito criticadas pelos pais" - ressalta.

Diálogo - Segundo a médica, esse desencontro familiar não significa um total desinteresse dos pais pela vida dos filhos adolescentes. "Os pais querem cada vez mais dialogar com os filhos, mas faltam ferramentas para este diálogo. Ou melhor, as ferramentas usadas são inadequadas" - garante dra. Albertina Duarte.

Com isso, os jovens entendem que não estão sendo amados e respeitados pelos familiares, principalmente pelos pais. "Conflitos interpessoais e intra-psíquicos envolvendo adolescentes são naturais, mas é preciso dar espaço para que elas falem sobre esses problemas e expressem seus pontos de vista. Trabalhar o lado emocional e reduzir a vulnerabilidade dos jovens é fundamental para evitar comportamentos de risco, como o uso de drogas" - salienta a médica.

Há 20 anos atuando na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, dra. Albertina lembra que sempre realizou pesquisas para aperfeiçoar o atendimento ao adolescente, e as questões psicológicas sempre foram consideradas. "Hoje aprofundamos as questões familiares" - explica. Em várias unidades de Saúde de São Paulo, há serviços voltados para o público adolescente, inclusive com a formação de grupos, com os pais. "Não há dúvida de que é fundamental ouvir e compreender o filho na adolescência" - lembra.

Para a médica, assim como uma criança nasce e precisa de cuidados específicos, o adolescente também requer uma atenção especial. "O corpo de um adolescente muda, assim como sua relação com o mundo e com seus pais. E os adultos precisam facilitar essa transição" - argumenta a médica. "Eles precisam ter seus próprios amigos, mas o grande grupo é a família, e eles necessitam ser acolhidos por ela. Precisam ser tratados com seriedade, mas também com serenidade" - finaliza.

Veja, abaixo, algumas dicas de como ajudar seu filho a viver uma adolescência saudável:

" Ouça o que ele tem a dizer. É fundamental ouvi-lo e compreendê-lo.
" Diga: "Eu te amo", em palavras e em gestos. A linguagem do afeto acontece também com o olhar.
" Mostre que o seu amor é incondicional, porém esclareça que não aceita as atitudes erradas." Argumente que as regras colocadas também são prova de seu afeto.
" Explique que, apesar de jovem, ele também é vulnerável aos perigos. E que muitas decisões que ele considera como proibições são para protegê-lo.
" Elogie-o sempre que puder.
" Seja firme ao colocar os limites necessários.
" Valorize a história da família, principalmente em relação ao trabalho e à ética.
" Não faça críticas em público.
" Nunca o compare com os irmãos ou outros jovens.
" Sempre que possível, leve-o nas festas e busque-o.
" Não se esqueça de promover passeios familiares com a presença dele.

*Reportagem publicada na Revista Família Cristã, edição fevereiro/2009.

segunda-feira, 16 de março de 2009

GRUPO MÃOS DADAS

Renata e Nando, Raneide e Marreta, Seilza e Cláudio

O GRUPO MÃOS DADAS retoma as suas atividades mefecistas com força total. Coordenados por Raneide e Marreta, o Grupo esteve reunido durante a festa de aniversário de Rafaela, neta de Raneide e Marreta e já marcaram data e local para a próxima reunião.

Composto por mefecistas de primeira linha, o GRUPO MÃOS DADAS somente vem a fortalecer o Movimento Familiar Cristão de Maceió que contará com a experiência de seus membros para prosseguir nessa caminhada mefecista.

BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA

O resultado do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA foi excelente em todos os sentidos. Além da animação que contagiou os foliões mefecistas no tradicional desfile dos blocos carnavalescos do Jaraguá Folia 2009, o lucro deste primeiro evento promovido pelo MFC MACEIÓ foi de R$ 1.890,00 (hum mil, oitocentos e noventa reais) que já está a disposição da tesouraria do Movimento Familiar Cristão de Maceió.

A Equipe de Eventos colocou à venda 350 camisas neste carnaval, a expectativa para 2010 é de no mínimo 500 camisas, atendendo assim a um maior número de mefecistas, seus familiares e amigos.