domingo, 5 de fevereiro de 2012

LITURGIA DO 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 05/02/2012



A VERDADEIRA LIBERDADE
ESTÁ NO SERVIÇO DO REINO!
Quando nos deparamos com as fragilidades e limitações da vida, somos tentados ao desânimo. No entanto, na perspectiva da fé, reconhecendo a força redentora da Palavra de Deus, nossa fragilidade é convite à liberdade plena, para que testemunhemos o amor de Deus no serviço do seu Reino.

5º DOMINGO DO TEMPO COMUM
1ª Leitura: Jó 7,1-4.6-7
Salmo Responsorial:  146
2ª Leitura: 1Cor 9,16-19.22-23
Evangelho: Mc 1,29-39

EVANGELHO
MARCOS 1,29-39

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André.
30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus.
31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.
32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio.
33A cidade inteira se reuniu em frente da casa.
34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.
35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto.
36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus.
37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”.
38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”.
39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa

Iniciemos nossa meditação da Palavra de Deus pela primeira leitura. O livro de Jó, de modo dramático, mostra a vida humana: “Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? Tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimentos. Se me deito, penso: quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde... Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. Eis, caríssimos, não são palavras negativas, desesperadas, essas de Jó. São, antes uma reflexão realista sobre o mistério da vida humana, uma reflexão cheia de esperança, porque feita à luz de Deus. Uma coisa é pensar nas realidades negativas de nossa existência simplesmente contando com nossas forças. Que desespero, que desilusão, que vazio de sentido! Outra, bem diferente, é encarar a vida também com suas trevas, à luz de Deus, o amor eterno e onipotente! Que esperança que não decepciona, que paz que invade o coração, mesmo na dor!
Notem: num mundo como o nosso, que cultua o corpo, o físico sarado, a saúde e o vigor físicos e presta tão pouca atenção ao sofrimento, à dor, ao fracasso... Num mundo que tem medo de pensar na morte e de assumir que todos morreremos, num mundo que não sabe o que fazer com o sofrimento, com a doença, com a decadência física, com a deformidade do corpo, estas palavras de Jó, convidam-nos a colocar os pés no chão. Repito: não são palavras pessimistas porque aquele que chora e busca o sentido da existência, fá-lo diante de Deus. Recordem como terminam as palavras da leitura – são comoventes: “Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. São uma oração! O triste na vida não é sofrer, não é chorar, não é morrer... Triste e miserável é sofrer e chorar e morrer sem Deus, sem este Parceiro cheio de doce ternura que dá sentido à nossa existência!

Por isso mesmo veio Jesus, nosso senhor! É isto que o Evangelho nos mostra hoje. Cristo nosso Deus, tomando pela mão a sogra de Pedro e erguendo-a do seu leito, revela que vem nos tomar pela mão – a nós, feridos e doentes de tantas doenças, fraquezas e medos! Este é o Evangelho, a Boa notícia: em Jesus, Deus revela o sentido de nossa existência porque se revela como Deus próximo, Deus de compaixão, Deus capaz de dar um sentido às nossas dores e até à nossa morte. Cristo nos toma pela mão, Cristo toma sobre si as nossas dores. Não precisamos fingir que não envelhecemos, que não adoeceremos, que não morreremos... Sabemos que nem a vida nem a morte nos podem afastar do amor de Cristo; sabemos que nele, tudo se enche de novo sentido... Por isso todos o procuram, porque procuram um sentido para a existência!

O grande dom que Cristo nos faz não é milagres nem curas nem solução de problemas. Deixemos essa visão miserável, mesquinha e pagã para os pagãos e os que enganam e ganham dinheiro e poder em nome de Cristo. Nosso modo de ver é outro, é aquele mesmo que o Cristo nos ensinou e do qual ele mesmo nos deu o exemplo pela sua vida e pela sua morte! O santo Padre Bento XVI assim escreveu: “Uma visão do mundo que não pode dar um sentido também à dor e não consegue torná-la preciosa, não serve para nada. Tal visão fracassa exatamente ali, onde deveria aparecer a questão mais decisiva da existência. Aqueles que sobre a dor não têm nada mais a dizer a não ser que se deve combatê-la, enganam-se. Certamente, é necessário fazer tudo para aliviar a dor de tantos inocentes e limitar o sofrimento. Mas, uma vida humana sem dor não existe e quem não é capaz de aceitar a dor, foge daquelas purificações que são as únicas a nos tornar maduros. Na comunhão com Cristo, a dor torna-se plena de significado, não somente para mim mesmo, como processo de purificação, no qual Deus tira de mim as escórias que obscurecem a sua imagem, mas também, para além de mim mesmo, é útil para o todo, de modo que, todos nós podemos dizer como São Paulo: ‘Agora eu me alegro nos sofrimentos que suporto por vós, e completo na minha carne o que falta dos padecimentos do Cristo pelo seu corpo que é a Igreja’ (Cl. 1,24)... A vida vai além da nossa existência biológica. Onde não há mais motivo pelo qual vale a pena morrer, também não há motivo que faça valer a pena viver.”

Para isso Jesus veio – “foi para isso que eu vim!”, diz o Senhor hoje. Veio para anunciar o Reino e expulsar tudo aquilo que demoniza a nossa existência. E nada nos inferniza mais que viver sem sentido!

Não vivamos como os pagãos, que vão sendo levados pela existência, fugindo da realidade e refugiando-se nas ilusões. Quanto excesso de divertimento, de eventos esportivos, de programas turísticos, de sonhos de consumo, de lazer e diversão... Se tudo isso numa justa medida é saudável, com o excesso que hoje se vê, é prejudicial, é sinal de uma humanidade doente, que tem medo de enfrentar as verdadeiras e profundas questões da existência! É que sem uma relação vive e íntima com o Senhor, é impossível enfrentar a nossa dura realidade! É neste sentido que o cristianismo nos apresenta um Evangelho, uma Boa Notícia: porque nos dá o Sentido, que aparece em Cristo Jesus!

Abramo-nos para o Senhor; nele apostemos nossa existência e tornemo-nos para os outros sinais de esperança e de vida, como são Paulo que se sentia devedor do Evangelho a todos. Que seja o Senhor Jesus consolo de nosso pranto, força no nosso caminho, alívio de nossas dores e prêmio de vida eterna.

ORAÇÃO
Velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Amém!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

SEREIS UMA SÓ CARNE - Parte 2 - Artigos do Prof. Felipe Aquino


O SENTIDO DO CASAMENTO

O
 mesmo Deus que criou o homem e a mulher uniu-os em matrimônio.  A Bíblia nos diz que, ao criar o homem, Deus sentiu-se insatisfeito, porque não encontrara em todos os seres criados nenhuma criatura que o completasse. E Deus percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18a). Então, disse ao homem: “Eu vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18b), alguém que seja como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. Retirou “um pedaço” do homem para criar a mulher (cf. Gn 2,21-22). Nessa linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita da mesma essência e da mesma natureza do homem, isto é, “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gn 1,26). Santo Agostinho nos lembra de que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, porque a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas companheira e auxiliar. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.

Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis agora aqui o osso de meus ossos e a carne de minha carne” (Gn 2,23a). Foi, sem dúvida, a primeira declaração de amor do universo. Adão se sentiu feliz   e completo em sua carência. Então Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher, e já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24). Isso quer dizer: serão uma só realidade, uma só vida, uma união perfeita. E Jesus fez questão de acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6b).

Após uni-los, Deus disse ao casal: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “frutificai [crescei] e multiplicai”. Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante instituição da humanidade.  A família é a célula principal do plano de Deus para os homens e ela surge com o matrimônio.

É muito significativo que Deus tenha dito ao casal: “crescei”; e, em seguida, “multiplicai”. Isso mostra que a primeira dimensão do casamento é o crescimento mútuo do casal, realizado no seu amor fecundo. Ninguém pode multiplicar sem antes crescer. Como é que um casal vai educar os filhos, se eles, antes, não se educaram, não cresceram juntos?

O casamento não é uma aventura nem um “tiro no escuro” como dizem alguns; é, sim, um projeto sério de vida a dois, onde cada um está comprometido em fazer o outro crescer, isto é, ser melhor a cada dia. Se a esposa não se torna melhor por causa da presença do marido a seu lado, e vice versa, então o casamento deles está sem sentido, pois não realiza sua primeira finalidade. Também um namoro, um noivado, ou até uma simples amizade, não terão sentido se um não for para o outro um fermento de auxilio e crescimento. Enfim, o casamento não é para “curtimos a vida a dois”, egoisticamente; ele existe para vivermos ao lado de alguém muito especial e querido que queremos construir. É por isso que se diz que “amar não é querer alguém construído, mas, sim, construir alguém querido”.

Para ajudar o outro a crescer é preciso aceitá-lo como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. A partir daí é possível então, com muita paciência e carinho, ajudar o companheiro a crescer; e crescer quer dizer “atingir a maturidade como pessoa humana” no campo psicológico, emocional, espiritual, moral, etc.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

MEFECISTA RAINEY MARINHO É O REPRESENTANTE DA RARES EM ALAGOAS

Anamaria e Rainey Marinho


O
 mefecista maceioense e cartorário, Rainey Barbosa Alves Marinho, é o representante regional da RARES – REDE ANOREG DE RESPONSABILIDADE SOCIAL no Estado de Alagoas.

A RARES é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, com objetivo único de contribuir para a qualidade de vida dos brasileiros. A RARES se preocupa com a responsabilidade social, demonstrando que seus atos vão além da segurança jurídica, ajudando a manter o bem estar de milhares de pessoas.

Por meio da atuação da RARES, as iniciativas dos mais de vinte mil notários e registradores brasileiros, de qualquer lugar do país, estarão registradas. Com a RARES, estas contribuições sairão de uma cidade ou de um estado para serem divulgada em todo país, e cada cartório será um posto de atendimento.

A RARES estará presente em programas que irão desde a assistência básica a famílias carentes, com a “Campanha Cidadã – Cartório em Ação”, atuando com doações de alimentos e de roupas, até projetos de sustentabilidade.

A escolha de Rainey Marinho para representar regionalmente a RARES em Alagoas se deu pela sua competência, à frente de seu Ofício, bem como, de diversas ações sociais que participa, numa luta permanente pela melhoria da vida dos brasileiros, tornando-se fácil e natural a escolha de seu nome para a função.

No MFC, Rainey de Anamaria é membro do Grupo Genezaré; vice-coordenador da ECCi – Equipe de Coordenação de Cidade de Maceió; e membro da Equipe de Liturgia do MFC na Paróquia de Santa Catarina Labouré (Aldebaran).

ANIVERSARIANTE DO DIA - LÚCIO DE NÚBIA

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MOÇÃO DE REPÚDIO

CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL
REGIONAL SUL I – SÃO PAULO

MOÇÃO DE REPÚDIO

"Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância"
(Jo 10, 10)

O
 Conselho Nacional do Laicato do Brasil Regional Sul 1, vem a público manifestar seu repúdio às ações do Governo do Estado de São Paulo em não cumprir o seu dever constitucional de zelar pela integridade da população, inclusive crianças, idosos e doentes. Diante de um brutal ataque criminoso não respeitou o direito humano à moradia das pessoas no bairro “Pinheirinho” situado em São José dos Campos.

O laicato católico brasileiro organizado em Conselho de Leigos e Leigas reafirma seu repúdio por essa forma de governo que alimenta uma política excludente e de não promoção da vida digna e se contrapõe ao projeto cristão de vida em abundância para todos.

O grito desses excluídos de “Pinheirinho” é um clamor que exige de nós, indignados com tal fato, atitudes coerentes com a nossa fé, uma vez que a opção preferencial pelos pobres é uma exigência de todo o cristão/ã;

Nesse momento em que comemorarmos o jubileu de 25 anos de caminhada do CNLB Regional 1, fazemos nosso o jubileu da Bíblia que propunha o perdão das dívidas de modo que as pessoas tivessem condições de vida digna.

Esperamos que fatos como esse não se repitam, que a dignidade do ser humano seja respeitada por primeiro, que o preconceito contra o pobre seja derrubado e que haja investimento pleno em políticas públicas a fim de que as questões sociais sejam tratadas com ética, com justiça em vez da repressão que alimenta a violência.

Afirmamos também que o CNLB Regional Sul 1, através de seus Conselhos Diocesanos estarão atentos às investidas, por conta dos demais executivos municipais do Estado de São Paulo.

O CNLB Regional Sul 1, ainda sob o impacto de lamentável atrocidade cometida contra os indefesos, propõe que se crie Comissão de Representantes dos vários segmentos sensibilizados e órgãos públicos; para que, a partir das AUDIÊNCIAS PÚBLICAS busquem soluções duradouras para os flagelados do Pinheirinho!

São Paulo, 30 de janeiro de 2011.

Assinam essa carta o Movimento Familiar Cristão e os demais cristãos leigos e leigas presentes nos Diversos Conselhos Diocesanos, Equipes de Articulação e nas Organizações Filiadas ao CNLB Regional Sul 1.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - EDUARDO DE CRISTINA

GRUPO AMIGOS DE CAMINHADA COMEMORA UM ANO DE ATIVIDADES


O
 GRUPO AMIGOS DE CAMINHADAS comemorou no último dia 3 de janeiro um ano de atividades onde se trabalhou o cuidado com a saúde e o cultivo de grandes amizades.

Durante o primeiro ano, o Grupo Amigos de Caminhadas promoveu uma série de atividades físicas e sociais, unindo o grupo e seus familiares.

Coordenado por uma diretoria composta por Ermi Ferrari (coordenador), Vamberto Marinho (vice-coordenador), Albino Olívio (secretário) e Wedny (promoter), desenvolveram um trabalho que manteve ativo o Grupo Amigos de Caminhadas.

Na gestão 2011, as caminhadas tiveram acompanhamento através de uma planilha diária dos percursos percorridos; Foi criada a logomarca "Amigos de Caminhadas" e foram confeccionadas camisas para identificar os membros nas caminhadas e atividades sociais; Mensalmente, o grupo de reuniu num dos sábados do mês para se confraternizarem e comemorarem os aniversariantes do mês com um saboroso Café da Manhã no restaurante do Maceió Mar Hotel, com a participação dos familiares e incentivadores convidados; Confraternizações do Grupo no Rancho Pé de Pinhão (Marechal Deodoro), Praia da Lagoa do Pau (Coruripe) e passeio à Mata Grande; Ajuda a entidades filantrópicas; Realização do “Curso de Caldeiras” para os jovens do Projeto Nova Jericó, em Marechal Deodoro; Participação no Ato de Natal; Confraternização de Final de Ano conjunta com o Grupo Amigos de Caminhada da Praia, participação de membros e familiares, animados por uma Banda de Frevo; Entre outras atividades promovidas pelo Grupo.

Mas o mais importante para a diretoria da Gestão 2011 foi a consolidação do Grupo e a adesão de novos amigos ao Grupo Amigos de Caminhadas. Já foi iniciado o planejamento do projeto "Alagoas de Cabo a Rabo" onde o grupo percorrerá todo o litoral Alagoano, desde a praia de Peroba em Maragogi, até a Foz do Rio São Francisco em Piaçabuçu.

NOVA DIRETORIA
Amigos de Caminhada vestidos com o novo padrão de camisas
Num concorrido Café da Manhã no restaurante do Maceió Mar Hotel, tomou posse no sábado, 21 de janeiro, a nova diretoria do Grupo Amigos de Caminhadas para a gestão 2012. Gilson Barros é o novo coordenador, Edom Braga é o vice-coordenador, Alaô Coelho é o secretário e Vamberto Marinho é o promoter.

A nova diretoria tem a missão de continuar juntando nas manhãs das praias de Ponta Verde e Jatiuca, essa turma maravilhosa, para cuidar da saúde, se confraternizar e aumentar a cada dia essa amizade que vem se consolidando a cada dia.


Na oportunidade foi entregue o novo padrão de camisas do Grupo Amigos de Caminhadas, na cor azul, confeccionada com material diferenciado, para proporcionar mais conforto e comodidade nas caminhadas.


O Grupo Amigos de Caminhadas é formado por: Ermi Ferrari, Vamberto Marinho, Edom Braga, Wedny Nogueira, Gilson Barros, Albino Olívio, Abelardo Bulhões, Iran Malta, Pedro Pacca, Alaô Coelho, Cláudio Marques, Valter Pitta, Candido, Almir, Manuel e Luiz Gama (Lula).              

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

COORDENADOR DO MFC ALAGOAS RECEBERÁ TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DE CAMPO ALEGRE-AL

James Magalhães de Medeiros
Coordenador Estadual do MFC/AL e CONDIR/NE

O
Coordenador Estadual Alagoas (ECE) e Regional Nordeste (CONDIR/NE) do MFC - Movimento Familiar Cristão, James Magalhães de Medeiros, receberá no próximo dia 8 de fevereiro, o Título de Cidadão Honorário do Município de Campo Alegre, Alagoas.

James Magalhães foi agraciado com o Título de Cidadão Honorário de Campo Alegre pelos relevantes serviços prestados à sociedade do município. O título foi concedido através da Lei Municipal Nº 602 de 21 de dezembro de 2011.

James Magalhães é natural de Maceió-AL, nasceu no dia 9 de fevereiro de 1948, filho do casal Francisco Tavares de Medeiros e Airine Magalhães de Medeiros, casado com Maria de Fátima Alves de Medeiros, de cuja união nasceu três filhos: Sandro, Leandro e Juline. É Bacharel em Direito formado pela Universidade Federal de Alagoas, turma de 1973.

James exerce atualmente o cargo de Desembargador Corregedor-Geral da Justiça do Estado de Alagoas; membro efetivo do Conselho Estadual da Magistratura; membro e diretor-adjunto da Secretaria de Direitos e Prerrogativas da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB); membro e 2º vice-presidente do Colégio dos Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil; vice-presidente da Academia Alagoana de Letras e Artes de Magistrados; vice-presidente da Academia Maceioense de Letras; membro da Academia Alagoana de Letras; e coordenador Estadual Alagoas e Regional Nordeste do Movimento Familiar Cristão.

A entrega do título acontecerá em sessão solene na sede da Câmara Legislativa Municipal de Campo Alegre, às 9 horas, com a presença de mefecistas, familiares, amigos e autoridades dos poderes legislativo, executivo e judiciário.

O mefecista James Magalhães já foi condecorado com títulos de Cidadão Honorário das cidades de Traipu, Santana do Ipanema, Arapiraca e Junqueiro, além de várias Comendas e Medalhas recebidas nos âmbitos municipal, estadual e nacional.

HOJE, MISSA DE 30º DIA DE MATHEUS BERNARDO

(Clique na imagem para melhor visualização)

domingo, 29 de janeiro de 2012

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - BODAS DE PRATA - FERNANDO E LUCIANA FON

LITURGIA DO 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 29/01/2012



UM ENSINAMENTO NOVO,
PROCLAMADO COM AUTORIDADE!
Jesus ensinava com autoridade. Sua doutrina era nova e ao mesmo tempo vinculada aos patriarcas e profetas. O povo que o escutava logo percebia que Ele era muito superior aos escribas e fariseus. O Mestre não só falava, mas operava sinais maravilhosos, mostrando sua misericórdia e expulsando a maldade. Ele é o Filho de Deus feito homem, nosso salvador e libertador.

4º DOMINGO DO TEMPO COMUM
1ª Leitura: Dt 18,15-20
Salmo Responsorial:  94
2ª Leitura: 1Cor 7,32-35
Evangelho: Mc 1,21-28

EVANGELHO
MARCOS 1,21-28

21Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.

22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.

23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”.

25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”

26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.

27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!”

28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa

“TODOS FICAVAM ADMIRADOS COM O SEU ENSINAMENTO, POIS ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE, NÃO COMO OS ESCRIBAS”

Hoje a Palavra a nós proclamada mostra o Senhor ensinando. O Evangelho nos dá conta que seu ensinamento causava admiração. E por quê? Porque Jesus não é um simples mestre, um mero rabi... Vocês escutaram na primeira leitura o que Moisés prometera – ou melhor, o que Deus mesmo prometera pela boca de Moisés: “O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar!” Eis! Moisés, o grande líder e libertador de Israel, aquele através do qual Deus falava ao seu povo e lhe dera a Lei, anuncia que Deus suscitará um profeta como ele. E os judeus esperavam esse profeta. Chegaram mesmo a perguntar a João Batista: “És o profeta?” (Jo 1,21), isto é, “És o profeta prometido por Moisés?” Pois bem, caríssimos: esse Profeta, esse que é o Novo Moisés, esse que é a própria Palavra de Deus chegou: é Jesus, nosso Senhor! Como Moisés, ele foi perseguido ainda pequeno por um rei que queria matar as criancinhas; como Moisés, ele teve que fugir do tirano cruel, como Moisés, sobre o Monte – não o Sinai, mas o das Bem-aventuranças – ele deu a Lei da vida ao seu povo; como Moisés, num lugar deserto, deu ao povo de comer, não mais o maná que perece, mas aquele pão que dura para a vida eterna. Jesus é o verdadeiro Moisés; e mais que Moisés, “porque a Lei foi dada por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1,17). Jesus é a plenitude da Lei de Moisés, Jesus não é somente um profeta, mas é o próprio Deus, Senhor dos profetas, Senhor de Moisés! Moisés deu testemunho dele no Tabor e cairia de joelhos a seus pés se o encontrasse. Jesus, caríssimos, é a própria Palavra do Pai feita carne, feita gente, habitando entre nós!

Mas, essa Palavra não é somente voz, sopro saído da boca. Essa Palavra que é Jesus é tão potente (lembrem-se que tudo foi criado através dela!), que não somente fala, mas faz a salvação acontecer. Por isso os milagres de Jesus, suas obras portentosas: para mostrar que ele é a Palavra eficaz e poderosa do nosso Deus. Ao curar um homem atormentado na sinagoga de Cafarnaum, Jesus nosso Senhor mostra toda a sua autoridade, seu poder e também o sentido de sua vinda entre nós: ele veio trazer-nos o Reino de Deus, do Pai, expulsando o reino de satanás, isto é, tudo aquilo que demoniza a nossa vida e nos escraviza! – Obrigado, Senhor, Jesus, pela tua vinda! Obrigado pela tua obra de libertação! Muito obrigado porque, em ti, tudo é Palavra potente: tua voz, tuas ações salvadoras, teu modo de viver, teus exemplos, tuas atitudes! Tu não somente tens palavras de vida eterna; tu mesmo és a Palavra de Vida! Obrigado! Dá-nos a capacidade de escutar-te sempre!

Se Jesus é essa Palavra potente, Palavra de vida, então viver sua Palavra é encontrar verdadeiramente a vida e a liberdade. Na leitura do Deuteronômio que escutamos, Deus dizia, falando do profeta que haveria de vir: “Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar.

Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome”. Ora, se Jesus é a Palavra de Deus, então é nele que encontramos a luz para os nossos passos e o rumo da nossa existência. Num mundo como o nosso, que prega uma autonomia louca do homem em relação a Deus, uma autonomia contra Deus, nós que cremos em Jesus, devemos cuidar de nos converter sempre a ele, escutando sua palavra. Ele nos fala, caríssimos: fala-nos nas Escrituras, fala-nos na voz da sua Igreja, fala-nos íntimo do coração, fala-nos na vida e nos acontecimentos... Certamente, ouvi-lo não é fácil, pois muitas vezes sua palavra é convite a sairmos de nós mesmos, de nossos pensamentos egoístas, de nossas visões estreitas, de nossa sensibilidade quebrada e ferida pelo pecado. Sairmos de nós para irmos em direção ao Senhor, iluminados pela sua santa palavra – eis o que Cristo nos propõe hoje!

É tão grande a bênção de encontrar o Senhor, de viver nele e para ele, que São Paulo chega mesmo a aconselhar o celibato, para estarmos mais disponíveis para o Senhor. Vocês escutaram a segunda leitura da Missa deste hoje. O Apóstolo recomenda o ficar solteiro, não por egoísmo ou ódio ao matrimônio, mas para ter mais condições de ser solícitos para com as coisas do Senhor e melhor permanecer junto ao senhor. É este o sentido do celibato dos religiosos e dos padres diocesanos: recordar ao mundo que Cristo é o Senhor absoluto de nossa vida e que por ele vale a pena deixar tudo, para com ele estar, para, como Maria irmã de Marta, estar a seus pés, escutando-o e para ele dando o melhor de nós. O celibato, que num mundo descrente e sedento de prazer sensual, é um escândalo, para os cristãos é um sinal do primado de Cristo e do seu Reino.

Rezemos para que aqueles que prometeram livremente viver celibatariamente cumpram seus compromissos com amor ao Senhor e à Igreja. Rezemos também para que os cristãos saibam ver no celibato não uma armadilha ou uma frustração, mas um belíssimo sinal profético, um verdadeiro grito de que Deus deve ser amado por tudo e em tudo, acima de todas as coisas. Se os casados mostram a nós, celibatários, a beleza do amor conjugal e do mistério de amor esponsal entre Cristo e a Igreja, nós, solteiros pelo Reino dos Céus, mostramos aos casados e ao mundo que tudo passa e tudo é relativo diante da beleza, da grandeza e do absoluto dAquele que Deus nos enviou: o seu Filho bendito, sua Palavra eterna, Verdade que ilumina, liberta e dá vida. A ele a glória para sempre.

ORAÇÃO
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração, e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Amém!

HOJE, 123ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

sábado, 28 de janeiro de 2012

SEREIS UMA SÓ CARNE - Parte 1 - Artigos do Prof. Felipe Aquino


INTRODUÇÃO

O
 dia do casamento é o mais feliz para os noivos. Um se entrega ao outro na alegria do amor, esperando uma vida feliz para sempre… No coração os sonhos coloridos estão à espera de sua realização.

Contudo, a realidade, não raramente, acaba sendo bem diferente. Para muitos, aquilo que seria uma vida feliz acaba se transformando numa amarga realidade. Mais de 30% dos casais de hoje se separam antes de completar um ano de vida conjugal. Isso nos leva a perguntar: O que gera tanta separação e frustração? Por que o amor que os unia no namoro e no noivado não foi capaz de mantê-los unidos no casamento? Há poucos meses juravam amor eterno um ao outro, mas agora já não há mais amor recíproco. O que houve?

É preciso parar e analisar profundamente essa questã0 vital para que também você não seja surpreendido de maneira tão dura. É hora de refletir: De onde vêm as brigas, os desentendimentos, os rancores, que acabam levando o casal à separação, frustrando para muitos a sua vida conjugal e familiar?

A razão básica que gera essa situação infeliz é a falta de preparação para a vida matrimonial. Os homens e as mulheres se preparam para tudo nos dias de hoje, mas não para o casamento. Muitos casais se ocupam apenas com o aspecto material e financeiro, e deixam de lado as questões mais profundas da vida que vão viver a dois.

Se perguntarmos para a maioria dos casais por que eles se casaram, ou porque vão se casar, muitos não saberão responder. A maioria se casa porque todos se casam e não querem ficar sós. Uns se casam por sexo, outros por dinheiro ou posição social, outros talvez até para ficarem livres dos pais e da família que já não suportam, outros por fuga ou, ainda, por qualquer motivo.

Na verdade, poucos, infelizmente, são os casais que sabem o sentido grandioso do matrimônio que os espera.

O casamento é a construção de um projeto de vida a dois que, para ser bem realizado, precisa contar com a determinação de ambos. É um plano a realizar. Uma família a construir. É a fonte da vida e do amor.

Mas todo empreendimento somente tem sucesso quando queremos a todo o custo atingí-lo, custe o que custar em termos de sacrifícios. Só atingimos uma meta difícil quando estamos convencidos de que vale a pena conquistá-la. Só chegaremos ao topo de uma alta montanha, vencendo o cansaço e o desânimo da subida, se estivermos convencidos de que vale a pena chegar lá para, de cima, olhar a beleza das coisas. Se não houver a determinação e a motivação necessárias, desanimaremos no meio da caminhada.

É o que acontece, infelizmente, com muitos casais. Desanimam no início ou no meio da vida a dois, porque não estão suficientemente convencidos da beleza e do valor profundo do casamento. Por isso, as dificuldades em seu relacionamento levam-nos a desistir do plano de construir uma vida juntos. Muitas vezes, são sufocados pelos problemas da vida e, pior ainda, pela falta de amor recíproco.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

MEFECISTA ASSUME SECRETARIA DO TRABALHO, EMPREGO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DE ALAGOAS

Alberto Sextafeira (Grupo Luz - MFC Maceió)


O
 Governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB) convidou, nesta sexta-feira (27), o coordenador do GRUPO LUZ do Movimento Familiar Cristão de Maceió, Alberto Sextafeira, para assumir a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional (Seteq).

Alberto Sextafeira aceitou o convite e vai ocupar o cargo no lugar de Herbert Motta, que passa para a Secretaria Executiva do Governo, substituindo Adriana Toledo.

O mefecista Alberto Sextafeira é professor aposentado do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e já foi secretário municipal de Educação de Maceió, vereador, vice-prefeito, deputado estadual (onde foi presidente e líder do governo). Atualmente é o diretor administrativo da Assembléia Legislativa de Alagoas.

Herbert Motta já foi secretário de Estado da Saúde e seu nome estava sendo cogitado para assumir o cargo na Secretaria Executiva do Governo há alguns meses.

CONVITE - MISSA DO 7º DIA DE ALAN WAGNER S. SIMÕES

(Clique na imagem para melhor visualizar)

NOITE DE FORMAÇÃO DO MFC MACEIÓ SERÁ TERÇA-FEIRA, DIA 7 DE FEVEREIRO


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 Movimento Familiar Cristão de Maceió – Alagoas promove na próxima terça, dia 7 de fevereiro, a partir das 19h30min, no auditório da APALA (Travessa Roberto Simonsen, 178 - Gruta de Lourdes - entra no final do muro do Hospital do Açúcar), palestra com o tema: “COMUNICAÇÃO ENTRE PAIS E ADOLESCENTES NA VISÃO DOS ADOLESCENTES”.

A palestrante será Maria das Graças Ribeiro Câmara (Gal de Porfírio – Grupo Vida), pedagoga, professora de relações humana e coordenadora pedagógica da Escola Monteiro Lobato.

A palestrante discutirá o “quanto mais forte for o vínculo dos pais com os filhos, maiores serão as chances de influenciá-los, pois estarão mais propensos a ouvir e levar em consideração as orientações. Durante o conturbado período da adolescência, cultivar a relação de proximidade torna-se um desafio e uma necessidade ainda maior”.

Todos os mefecistas, seus familiares e amigos estão convidados a participarem do evento que marca o início das Noites de Formação do MFC MACEIÓ no ano 2012. A coordenação das Noites de Formação a partir deste ano será dos casais João e Patrícia Cassella (Grupo Genezaré) e Fernando e Luciana Fon (Grupo Amigos na Fé).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PAPA BENTO XVI DIVULGA MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Papa Bento XVI


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 Papa Bento XVI divulgou na terça-feira, 24, a Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2012. Com o título “Silêncio e palavra: caminho de evangelização”, Bento XVI explica que as relações entre o silêncio e palavra são “dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas”.

Leia a íntegra da 46ª Mensagem para o DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS:

SILÊNCIO E PALAVRA: CAMINHO DE EVANGELIZAÇÃO

Amados irmãos e irmãs,

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort.  ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de Janeiro – Dia de São Francisco de Sales – de 2012.

BENEDICTUS PP XVI