segunda-feira, 2 de abril de 2012

MACEIÓ, LIMOEIRO DE ANADIA E MATRIZ DE CAMARAGIBE REALIZAM A VIA SACRA


R
evivendo uma tradição milenar da Igreja Católica, o MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO das Cidades de Maceió, Limoeiro de Anadia e Matriz de Camaragibe, com o apoio da Equipe Estadual Alagoas, realizaram a VIA SACRA em preparação à Semana Santa.

A devoção da VIA SACRA consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos conhecidos como a paixão de Nosso Senhor, a partir do Tribunal de Pilatos até o Monte Calvário.

Esta maneira de meditar teve origem no tempo das Cruzadas (século X). Os fiéis que peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da Paixão de Jesus, continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Em Alagoas, o Movimento Familiar Cristão vêm incentivando a família mefecista e a toda comunidade cristã a compartilhar esta devoção à Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

MACEIÓ

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 Movimento Familiar Cristão de Maceió realizou no sábado, dia 31 de março, no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro, a Encenação da VIA SACRA com o momento do Lava Pés; Visita às Estações com Encenação Teatral; Santa Missa e Jantar Medieval.

As luzes do Rancho foram apagadas para a encenação da VIA SACRA, traduzindo a caminhada de Cristo até ao Calvário. O evento teve inicio com o momento do Lava Pés, com o casal coordenador municipal, Neto e Rita, lavando, enxugando e beijando os pés de doze mefecistas, representados por doze mefecistas de diversos Grupos de Base do MFC Maceió, relembrando o ato de Jesus com os Apóstolos. Após o ato do Lava Pés, foram distribuídas tochas e mantos para iniciar a apresentação teatral e a VIA SACRA.

Em procissão, os participantes, com tochas acessas e cantando musicas religiosas, seguiram para o local onde aconteceu a primeira encenação teatral, o Monte das Oliveiras. Na sequencia a cena da Santa Ceia e a condenação de Jesus no Palácio de Pôncio Pilatos. 

Perseguindo o evento, os mefecistas percorreram com muita fé, devoção e emoção as estações, relembrando a caminhada de Jesus, carregando a Cruz desde o Pretório de Pilatos até o monte Calvário, meditando simultaneamente à Paixão de Cristo.

Durante a VIA SACRA, o Grupo de Teatro do Projovem de Limoeiro de Anadia, dirigidos pelo Professor Everaldo, caracterizados com vestes da época de Jesus Cristo, abrilhantaram o evento, participando de todos os atos e finalizando com a encenação da ressurreição de Jesus Cristo.

Após a VIA SACRA houve a benção eucarística e foi servido aos presentes um JANTAR MEDIEVAL, em mesas rústicas (sopa nas cumbucas de barro, pão caseiro, coxa de galinha e vinho).

Participaram da VIA SACRA do MFC MACEIÓ, mefecistas dos diversos Grupos de Base do MFC MACEIÓ e mefecistas do MFC MURICI, que prestigiaram o evento com suas presenças.

LIMOEIRO DE ANADIA

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 Comunidade católica de Limoeiro de Anadia - Alagoas presenciou na noite da quarta-feira (28), um grande espetáculo de fé que emocionou a todos que participaram da 2ª VIA SACRA PENITENCIAL promovida pelo Movimento Familiar Cristão em parceria com a Igreja Católica e com o apoio da Prefeitura Municipal.

O evento bastante aguardado pela comunidade cristã do município e região teve inicio às 19h30min com a encenação teatral baseada na Paixão de Cristo, com alunos do Projovem Adolescentes, pertencentes à rede municipal de ensino e orientados pelo Professor Everaldo.

A apresentação teatral iniciou-se com a cena do Monte das Oliveiras, onde Jesus orou e foi tentado por Satanás. A apresentação prosseguiu com a cena da Santa Ceia e com a condenação de Jesus no Palácio de Pôncio Pilatos. 

Após a belíssima apresentação teatral, iniciou-se a VIA SACRA PENITENCIAL com a participação dos jovens do teatro e da comunidade cristã. A cada Estação, meditações e reflexões com o Padre Marlúcio, Pároco de Limoeiro de Anadia e a apresentação do Grupo de Teatro Projovem de Limoeiro de Anadia, vestidos com vestes da época de Jesus Cristo. Cânticos religiosos foram entoados pelas centenas de fieis que acompanhavam a VIA SACRA.

A Campanha da Fraternidade desse ano, "Fraternidade e Saúde Publica" foi lembrada durante a VIA SACRA de Limoeiro de Anadia.

MATRIZ DE CAMARAGIBE

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a sexta-feira (30), em Matriz de Camaragibe, aconteceu a VIA SACRA organizada pelo MFC MATRIZ DE CAMARAGIBE em parceria com a Pastoral da Liturgia, Comunidade Pastoral e AJS.

O evento saiu defronte do NURE – Núcleo Rural de Educação e percorreu a Avenida Antonio Manoel dos Santos e as ruas São Francisco, Pedro Mata, Santa Rita, Aroldo Loureiro, Doutor Mendonça Braga, Praça Bom Jesus, Tabelião Domingos de Souza, travessa Doutor Osman Mascarenhas, encerrando na Igreja do Senhor Bom Jesus, no Centro da Cidade, com a participação da comunidade católica.

Durante as estações, o Padre Marcos Antônio Silva de Souza fez meditações e o Grupo de Teatro da Equipe de Jovens participou da VIA SACRA, encenando a cada estação com os fieis cantando musicas religiosas próprias para a ocasião.

No final, o Padre Marcos agradeceu a presença de todos e deu a benção final, conclamando a comunidade católica a vivenciarem como cristãos a Semana Santa.

VEJA FOTOS DO MFC MACEIÓ
NO RANCHO PÉ DE PINHÃO

                       

VEJA FOTOS DO MFC
EM LIMOEIRO DE ANADIA



 

VEJA FOTOS DO MFC
EM MATRIZ DE CAMARAGIBE



FEDERAL OU ESTADUAL? EIS A QUESTÃO...


FEDERAL OU ESTADUAL?
EIS A QUESTÃO...
C
omo Químico Industrial, passei 35 anos trabalhando na iniciativa privada, mais especificamente na indústria química nos estados da Bahia e Alagoas, e parte desse tempo, concomitantemente, durante 5 anos, como professor universitário no antigo CENTEC-Bahia.

Nessa minha caminhada tive que tomar uma serie de decisões, escolhendo entre opções que me deixavam sem dormir e sempre vendo e avaliando o que seria melhor para minha vida profissional e para a minha família, com o pé no presente e a cabeça no futuro, pensando na realização profissional, na qualidade de vida, na minha família e em um futuro mais promissor, interessante e desafiador em todos os aspectos.

Graças ao meu bom Deus, todas as decisões que tomei foram bastante positivas, apesar de que uma ou outra deixou a desejar, principalmente pela falta de uma analise mais planejada e mais detalhada. Para decidir, conjecturava muito, planejava muito e avaliava centena de possibilidades, Plano A, Plano B, Plano N´s, consultava família e amigos. Entretanto, quando todas essas analises e consultas não demonstravam a decisão clara e definitiva, apelava sempre para a decisão final que era a resposta a seguinte pergunta: como estaremos, eu e minha família, lá ou cá daqui a 10 anos? E, após a resposta, agia com os músculos, cérebro e coração para concretizar a minha decisão.

Foi assim que decidi abandonar o Cargo de professor adjunto no CENTEC-BA e de Coordenador de laboratório na empresa que trabalhava no Polo Petroquímico de Camaçari e aportar em Maceió no dia 7 fevereiro de 1987 com toda a minha família para trabalhar no Polo Cloro Químico de Marechal Deodoro. Hoje, aposentado e consultor, considero que a decisão foi acertada e estou muito feliz, pois essa terra além de me receber de braços aberto, me deu a oportunidade de me realizar em vários aspectos. Aqui também encontrei muitos Amigos, com “A” maiúsculo, que não substituíram os meus queridos amigos baianos, mas preencheu tranquilamente a falta que os amigos antigos me faziam.

E o que tudo isso tem há ver com a pergunta acima? Essa é a pergunta que precisa ser respondida pelo meu filho nessa etapa da sua vida. Decidir ser um Engenheiro na atual empresa que trabalha (estadual) ou ir para um novo desafio em outra empresa (federal). Para tomar essa decisão ele, da mesma forma que eu, tem analisado todos os prós e contra a nível financeiro, familiar, qualidade de vida, etc., além da sonhada realização profissional. Apesar de saber que essa é uma decisão eminentemente pessoal, tenho tentado passar um pouco da minha experiência nesse tipo de decisão. Certamente não serei o fiel da balança para a decisão.

É Estadual ou Federal...? Pela minha experiência, considero muito importante a análise detalhada do lado financeiro, familiar, profissional e qualidade de vida e ele, como um bom engenheiro, pragmático e racional, tem feito essa analise muito bem. Acho importante também utilizar o bom senso e a percepção, mais acima de tudo é superimportante, responder a pergunta: como estaremos daqui a 10 anos com a decisão que tomar? Sei que não é fácil responder essa pergunta. Entretanto, quando a resposta sair, juntar todas as forças e seguir em frente com foco na resposta encontrada e trabalhar com confiança, dedicação e perseverança para daqui a 10 anos estar feliz e dando risada com as duvidas que viveu na época que teve de tomar a decisão.

O melhor de tudo é ter confiança e saber que Deus estará sempre do nosso lado e que a decisão que tomarmos deve ser entregue humildemente a Ele, pois Ele sabe o que é melhor para nós.

É assim que sempre fiz, continuo fazendo e recomendo a todos aqueles que amo e sempre quero o melhor, inclusive ao meu querido filho.

ERMI FERRARI - Pós-graduado em Química Analítico–UFBa; MBA em Marketing - FGV; Lead Assessor "Registered Assessor Training Course" - P-E Batalas-UK e BVQI; Consultor com ampla experiência nas normas ISO-9001 - 2008 e ISO-14.001, OHSAS 18.001, SASSMAQ; Instrutor de cursos de formação de Auditores Internos da Qualidade e Ambienta e SSMA. Membro do MFC Maceió (AL).

domingo, 1 de abril de 2012

LITURGIA DO DOMINGO DE RAMOS 01/04/2012





“OBEDIENTE ATÉ A MORTE,
E MORTE DE CRUZ!”
Com ramos nas mãos e gritos de Hosana, acolhemos triunfalmente Jesus, aquele que vem em nome do Senhor para instaurar um Reino que é novo, porque alicerçado na justiça, no amor e na paz. Ele vem para redimir toda a humanidade da escravidão da morte e do pecado. Gritar “Hosanas” é comprometer-se com sua Palavra e assumir a tarefa de continuar sua missão no mundo.

DOMINGO DE RAMOS
1ª Leitura: Is 50,4-7
Salmo Responsório:  21
2ª Leitura: Fl 2,6-11
Evangelho: Mc 15,1-39

EVANGELHO
MARCOS 15,1-39

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos:

1Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos.

2E Pilatos o interrogou:

Pilatos: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1: Jesus respondeu:

Pres.: “Tu o dizes”.

Narrador 1: 3E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. 4Pilatos o interrogou novamente:

Pilatos: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!”

Narrador 1: 5Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado.

6Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. 7Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato.

8A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume.

9Pilatos perguntou:

Pilatos: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?”

Narrador 2: 10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja.

11Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás.

12Pilatos perguntou de novo:

Pilatos: “Que quereis então que eu faça com o rei dos judeus?”

Narrador 2: 13Mas eles tornaram a gritar:

Ass.: Crucifica-o!

Narrador 2: 14Pilatos perguntou:

Pilatos: “Mas, que mal ele fez?”

Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:

Ass.: Crucifica-o!

Narrador 1: 15Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado.

16Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa.

17Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça.

18E começaram a saudá-lo:

Ass.: “Salve, rei dos judeus!”

Narrador 1: 19Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.

20Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.

21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz.

22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”.
23Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou.

24Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um.

25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.

26E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação:

Ass.: “O Rei dos Judeus”.

Narrador 2: 27Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. (28)

29Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

Ass.: “Ah! Tu, que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, 30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!”

Narrador 2: 31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:

Ass.: “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!”

32O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!”

Narrador 2: Os que foram crucificados com ele também o insultavam. 33Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde.

34Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:

Pres.: “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”

Narrador 2: Que quer dizer:

Pres.: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Narrador 2: 35Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:

Ass.: “Vejam, ele está chamando Elias!”

Narrador 2: 36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:

Leitor 1: “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”.

Narrador 2: 37Então Jesus deu um forte grito e expirou.
(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)

Narrador 1: 38Nesse momento, a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes.

39Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:

Leitor 1: “Na verdade, este homem era o Filho de Deus!”

Narrador 1: Palavra da Salvação.

Ass.: Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
  
Baste-nos alguns pensamentos, nesta eucaristia solene que abre a grande semana da nossa fé, a Semana santíssima, que culminará com a solenidade da Páscoa, domingo próximo.

Já fizemos memória da entrada do Senhor Jesus em Jerusalém. Ele é o Filho de Davi, o Messias esperado por Israel, que vem tomar posse de sua Cidade santa. Mas, que surpresa! É um Messias humilde, que entra não a cavalo, mas num humilde burrico, sinal de serviço e pequenez! Ei-lo: seu serviço será dar a vida pela multidão. Ele é Rei, mas rei coroado de espinhos e não de humana vanglória. Termos seguido o Senhor nessa solene procissão com ramos é tê-lo reconhecido como nosso rei, rei pobre e humilde. Tê-lo seguido é nos dispor a segui-lo nas pobrezas e humildades da vida, dispondo-nos a participar de sua paixão e cruz para ter parte na glória de sua ressurreição.

Primeiro: o meio que Deus escolheu para nos salvar não foi o que é grande e vistoso, tão apreciado pelo mundo. Ao invés, o Pai nos salvou pela humilde obediência do Filho Jesus. Reconheçamos na voz do Servo sofredor da primeira leitura a voz do Filho de Deus: “O Senhor Deus me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhes resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para arrancarem a barba. O Senhor é o meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, porque sei que não serei humilhado”. Palavras impressionantes, caríssimos! O Filho buscou humildemente, na obediência de um discípulo, a vontade do Pai – e aí encontrou força e consolo, encontrou a certeza de sua vida. São Paulo, na segunda leitura de hoje, confirma isso com palavras não menos impressionantes: “Jesus Cristo, existindo na condição divina, esvaziou-se de si mesmo, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz”. Caríssimos em Cristo, num mundo que nos tenta a ser os donos da verdade, desprezando os preceitos do Senhor Deus e seus planos para nós, aprendamos a humilde obediência de Cristo Jesus, entremos em comunhão com o Cristo obediente ao Pai até a morte. Só então seremos livres realmente, somente então viveremos de verdade!

Um segundo pensamento: o breve e concreto relato da Paixão segundo São Marcos, apresenta-nos ao menos três modos de nos colocar diante do Cristo nosso Senhor. Dois modos inadequados, que deveremos evitar, apesar de tantas vezes neles cairmos; e um modo correto, a que somos continuamente chamados.

Ei-los: primeiramente, o modo dos discípulos, tão vergonhoso: “Então todos o abandonaram e figuram”. Oh! que desde o início temos sido covardes, desde os princípios somos um mísero bando de infiéis! Quantas vezes, nos apertos da vida, fugimos e o abandonamos: no vício, no comodismo, na busca de crendices e seitas, no fascínio por ideologias, idéias e filosofias opostas à nossa fé! Como é fácil fugir, como é fácil, ainda agora, abandoná-lo! – Perdoa-nos, Senhor Jesus, porque ainda hoje somos assim, ainda somos como os primeiros discípulos: frágeis, inconstantes, covardes mesmo! Perdoa-nos pelo pouco amor, pela falta de compromisso!

Depois, o modo de Pedro, que “seguiu Jesus de longe”. Atenção, caríssimos Pedros aqui presentes! Não se pode seguir Jesus de longe! Quem o segue assim? Quem pensa poder ser discípulo pela metade; quem se ilude, pensando seguir o Senhor sem combater seus vícios e pecados; quem imagina poder servir a Deus e ao dinheiro, ao Senhor e aos costumes e modos e pensamentos do mundo! Como terminarão esses? Como terminou Pedro: negando conhecer Jesus! – Senhor, olha para nós, como olhaste para Pedro; dá-nos o arrependimento e o pranto pela covardia e frieza em te seguir! Faze-nos verdadeiros discípulos teus, que te sigam de perto até a cruz, como o discípulo amado, ao lado de tua santíssima Mãe!

Finalmente, uma atitude bela e digna de um verdadeiro discípulo do Senhor: aquele gesto, da misteriosa mulher, que ungiu a cabeça do Senhor com nardo puro, caríssimo! Notaram, o detalhe de Marcos? “Ela quebrou o vaso e derramou o perfume na cabeça de Jesus”. Quebrou o vaso... isto é, derramou todo o perfume, sem reservas, sem pena, com amoroso estrago... Para o Senhor, tudo; para o Salvador o melhor! E São João diz que “a casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo” (Jo 12,3). Ó mulher feliz, discípula generosa! Dando tudo ao Senhor, perfumou toda a casa com o bom odor de um amor ser reservas! Quanta generosidade dessa mulher politicamente incorreta! Quanta hipocrisia, quanta mesquinhez dos apóstolos politicamente corretos, que não compreenderam seu gesto de amor gratuito! – Senhor Jesus, faz-nos generosos para contigo! Que te amemos como essa mulher: sem reservas, sem fazer contas! Ó Senhor, que nos amaste até o extremo, ensina-nos a te amar assim também, colocando nossos perfumes, isto é, aquilo que temos de precioso, a teus pés! Então, o mundo será melhor, porque o bom odor do amor haverá de se espalhar como testemunho da tua presença!

Fiquemos com estes santos pensamentos, preparando-nos durante toda esta semana para o tríduo pascal, que terá seu cume na santa vigília da Ressurreição! Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento de sua paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Amém!

Editado por MFC ALAGOAS

HOJE, 130ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN