sábado, 14 de julho de 2012

ESCALA ATUALIZADA PARA AS MISSAS DO MFC NO ALDEBARAN


ESCALA PARA AS MISSAS
DO MFC NO ALDEBARAN
Igreja Nossa Senhora das Graças
Paróquia de Santa Catarina Labouré
Aldebaran – Maceió - Alagoas
JULHO A DEZEMBRO DE 2012
TODOS OS DOMINGOS - ÀS 17:30H
JULHO
DIA
CASAL 1
CASAL 2
01
JOÃO E PATY
RAINEY E ANA
08
VALDO E NILDA
JORGE E PENHA
15
AILSON E SIMONE
NETO E RITA
22
RAINEY E ANA
JOÃO E PATY
29
JORGE E PENHA
VALDO E NILDA
AGOSTO
DIA
CASAL 1
CASAL 2
05
NETO E RITA
AILSON E SIMONE
12
JOÃO E PATY
RAINEY E ANA
19
VALDO E NILDA
JORGE E PENHA
26
AILSON E SIMONE
NETO E RITA
SETEMBRO
DIA
CASAL 1
CASAL 2
02
RAINEY E ANA
JOÃO E PATY
09
JORGE E PENHA
VALDO E NILDA
16
NETO E RITA
AILSON E SIMONE
23
JOÃO E PATY
RAINEY E ANA
30
VALDO E NILDA
JORGE E PENHA
OUTUBRO
DIA
CASAL 1
CASAL 2
07
AILSON E SIMONE
NETO E RITA
14
RAINEY E ANA
JOÃO E PATY
21
JORGE E PENHA
VALDO E NILDA
28
NETO E RITA
AILSON E SIMONE
NOVEMBRO
DIA
CASAL 1
CASAL 2
04
JOÃO E PATY
RAINEY E ANA
11
VALDO E NILDA
JORGE E PENHA
18
AILSON E SIMONE
NETO E RITA
25
RAINEY E ANA
JOÃO E PATY
DEZEMBRO
DIA
CASAL 1
CASAL 2
02
JORGE E PENHA
VALDO E NILDA
09
NETO E RITA
AILSON E SIMONE
16
JOÃO E PATY
RAINEY E ANA
23
VALDO E NILDA
JORGE E PENHA
30
AILSON E SIMONE
NETO E RITA

sexta-feira, 13 de julho de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - MARIA DE PAULINHO

CORREIO MFC BRASIL Nº 290


DOM EUGÊNIO SALES
O Cardeal que acolheu perseguidos dos regimes militares

N
a segunda-feira (09), dom Eugênio nos deixou, ao encontro do Pai. Além de sua longa missão religiosa no nordeste e no Rio, atuou com coragem e inteligência na defesa dos direitos humanos.

Uma das atuações de grande destaque da trajetória de dom Eugenio foi quando, de maneira silenciosa, abrigou no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul, entre 1976 e 1982. A maioria vinha da Argentina, mas havia também chilenos, uruguaios e paraguaios. Discretamente, o cardeal cultivou relações com os militares no poder no Brasil e ajudou a salvar vidas. O capítulo inicial dessa história se desenrolou num fim de tarde do outono de 1976, quando um jovem bateu na porta do Palácio São Joaquim, escritório e residência de dom Eugenio, na Glória. Sem documentos, dizia-se refugiado do regime militar instaurado seis semanas antes na Argentina. Dom Eugenio contou ter vivido um conflito.

— Foi um drama. Com o crucifixo na mão, eu pensava: “Como cidadão brasileiro, não posso receber montonero, tupamaro, aqueles refugiados que vinham (...)”. Em seguida, repensava: “Agora eu, como pastor, tenho o dever de receber” — relembrou ele, em entrevista recente.

O cardeal pegou o telefone, um instrumento de trabalho fundamental à sua ação política nos bastidores, e ligou para o general Sylvio Frota, então ministro do Exército.

— Chamei o Frota no telefone (...) e falei: “Frota, se você receber comunicação de que comunistas estão abrigados no Palácio São Joaquim, de que estou protegendo comunistas, saiba que é verdade, eu sou o responsável. Ponto final” — recordou.

Esse gesto acabou se transformando numa grande operação. Para dar conta de tantos pedidos de abrigo de refugiados políticos, dom Eugenio autorizou o aluguel de quartos e depois apartamentos. Foram 80 imóveis alugados em 14 bairros da cidade, como Centro, Lapa, Flamengo, Copacabana e Botafogo. Dom Eugenio mandou abrir os cofres da Mitra e liberou dinheiro também para gastos pessoais, assistência médica e auxílio jurídico. Em pouco tempo, o número de foragidos das ditaduras do Cone Sul chegando ao Rio chegou a 15 por semana.

A ajuda aos perseguidos políticos não se restringiu aos nossos vizinhos. Ajudou presos brasileiros, sem distinções ideológicas, como Sebastião Paixão, dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que foi mandado para o presídio da Frei Caneca após ser torturado por 83 dias. Num episódio significativo, dom Eugenio deixou embaraçado o general Abdon Sena, que lhe pediu uma missa pelo aniversário do AI-5...

— Vocês que estão satisfeitos com o AI-5 podem agradecer a Deus, mas não por meu intermédio — respondeu.
  
OS “ANOS DE CHUMBO” E
MOVIMENTOS CRISTÃOS (II)

PRISÕES E TORTURAS DE LEIGOS CRISTÃOS 
NO RIO E SÃO PAULO
Helio Amorim
MFC/RJ

J
osé e Lya Sollero, foram coordenadores Nacionais do Movimento Familiar Cristão - MFC (1977-1980). Sollero, em São Paulo, e sua filha, foram presos por esse esquema militar repressivo nos anos da ditadura. Guida Sollero foi torturada no aparelho do DOI-CODI no Rio, mantida isolada por um ano da família que somente pôde vê-la na audiência da instrução do processo militar. Assisti ao seu depoimento perante uma junta de cinco oficiais militares e um juiz civil, sentados em mesa colocada num palco de auditório, para que a presa ficasse dois metros abaixo, ladeada por dois gigantescos policiais fardados, para completar o cenário de intimidação.


Guida relatou corajosa e detalhadamente as torturas que sofreu reiteradamente: pau-de-arara, choques elétricos, socos e humilhações de todo tipo. Testemunhei a cena, único presente admitido por engano além dos pais e irmãos com suas lágrimas e sofrimento.

Em 1980, na missa de abertura do VIII Encontro Latinoamericano do MFC, em Porto Alegre, nas preces da comunidade, Sollero foi ao altar, relatou as torturas na filha e perdoou publicamente os torturadores. Pode-se imaginar o impacto desse ato e as lágrimas provocadas.

Guida foi libertada finalmente e trazida para casa de Mariana e Cyro Miranda, do MFC e ele seu advogado, recebida com festa e alívio pelas famílias da Comunidade da Barra da Tijuca, sem qualquer condenação, o que confirmava a barbárie gratuita que durou um ano.

Essa Comunidade, com dez famílias do MFC e outros movimentos cristãos, foi invadida por comando militar armado e teve também dois casais presos. Fernando e Letícia Cotrim foram presos sob acusação de pertencer a uma organização política denominada MPL (Movimento Popular de Libertação). Fernando sofreu o horror de ser obrigado a assistir às estúpidas torturas da esposa. Seu depoimento está na Revista Eclesiástica Brasileira (n.47). José e Zilda Villela foram presos pelo aparelho repressivo da aeronáutica por esconder Luiz Bustini, o filho de um amigo que, torturado, revelou o endereço do abrigo.

As pessoas que foram abrigadas na Comunidade foram muitas, enviadas pelas diversas organizações que já não tinham como fazer isso. A Igreja, vários padres, bispos, conventos e outras Instituições religiosas faziam isso também. Em dezembro de 1978, o Centro Ecumênico de Documentação e Informação, no Rio, coletou vasto material sobre a repressão sofrida pela Igreja naquela década. (1)

Cláudio e Lygia Campos, membros do MFC tiveram seu filho Cláudio, médico, também do MFC, preso e estupidamente torturado a ponto de baixar na UTI do Hospital do Exército, no Rio, depois de forçado a beber grande quantidade de água salgada, com danos graves nos rins. Seus pais foram chamados para entrevista pessoal pelo comandante da repressão militar, general Sílvio Frota, que os alertou sobre o risco de vida do filho por moléstia anterior à prisão. Queixou-se do custo elevado do tratamento que o Exército Brasileiro estava despendendo para tentar salvá-lo. Fui ao hospital e Mons. Trevisan, capelão militar, me relatou a verdade e a gravidade do caso. O jovem médico sobreviveu e foi absolvido de uma acusação irresponsável.

O MFC foi ainda perseguido com a prisão de Jorge Hue, presidente nacional do Movimento nos anos 60, e seu filho estudante. Fui à CNBB, ainda no Rio, relatei o fato interrompendo a reunião geral dos bispos que acontecia naquela manhã. D. Aloysio Lorscheider saiu do auditório, telefonou para o Gen. Frota, aos berros e socando a própria mesa, exigindo a imediata liberdade de Jorge. Foi atendido pelo general, constrangido diante do discurso nada eclesiástico do presidente da CNBB.

(1) Ver Documento Repressão à Igreja no Brasil, 1978, de D. Paulo Evaristo Arns e D. Tomás Balduino: “A máquina de tortura instalada no Estado não havia poupado nem sacerdotes”.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - FLÁVIO & LUCILA

A PEC DO SUPREMO



A PEC DO SUPREMO
  
A
o ler o jornal Gazeta de Alagoas, de 16 de junho do fluente ano, fui surpreendido na coluna do jornalista Cláudio Humberto, com os seguintes títulos: “PEC FAZ DO SENADO INSTÂNCIA DE RECURSO AO STF”, “A VIDA COMO ELA É”, “MAIOR MOITA” E “NADA A VER”. Aprofundei a leitura e logo fiquei atônito, verdadeiramente abestalhado, com tanta asneira engendrada por pessoas legitimadas pelo voto popular e com assento na Câmara Federal e no Senado da República. É que um grupo de senadores ligados ao ex-presidente Lula articula uma Proposta de Emenda Constitucional para estabelecer o Senado Federal como instância recursal ou revisora de decisões adotadas pelo STF que envolvam matérias constitucionais. Trocando em miúdos o Senado teria mais poderes que o Supremo Tribunal Federal em determinadas decisões judiciais. Pasmem os senhores, brasileiros e brasileiras, a motivação para tal estupro constitucional, seria a insatisfação com decisões da Corte e o suposto arrependimento de Lula com algumas indicações de ministro. Tudo corre pela via secreta dos bastidores, sendo negada qualquer intenção de rever possíveis condenações dos réus do mensalão, em futuro próximo.

Para espancar toda e qualquer dúvida, fiz breve pesquisa, constatando que realmente  tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania a PEC nº 33, de 2011, de autoria do Deputado Nazareno Fonteles e outros, cujo relator é o experiente Deputado Esperidião Amin, que insere em seu relatório o fato de que tal Emenda pretende alterar a quantidade mínima de votos de membros de tribunais para declaração de inconstitucionalidade de leis; condicionar o efeito vinculante de súmulas aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal à aprovação pelo Poder Legislativo; e submeter ao Congresso Nacional a decisão sobre a inconstitucionalidade de emendas à Constituição. Conclui o eminente Relator pela admissibilidade constitucional da tal PEC nº 33/2011. No fundo, a PEC ora em comento objetiva alterar a redação dos artigos 97, 103-A e parágrafos, e acrescenta os parágrafos 2º A, 2º B e 2º C, ao Art. 102.

Nas argumentações que apresenta, para justificar tal barbárie, alinha a judicialização das relações socais e o ativismo judicial em questões relevantes, sem nenhuma legitimidade democrática, justamente porque não passaram pelo exame do Congresso.

Minha gente as assertivas postas pelo Deputado Autor e demais pares não se sustenta a qualquer análise que se faça, não apenas diante dos fatos já acontecidos, com os históricos julgamentos do STF, como também à luz dos princípios constitucionais sobre a matéria, além do Poder Legislativo não cumprir com o seu papel de legislar, legitimado pelo voto popular. É justamente nesse vácuo legislativo, que se pretende estuprar a CONSTITUIÇÃO CIDADÃ, retirando poderes do Judiciário, com argumentos pífios e sem nenhum embasamento constitucional. Comportamento desse jaez é inconcebível na vida democrática.

Concluo, afirmando que as motivações e as argumentações aqui colocadas e sucintamente analisadas, são ridículas e inconcebíveis para um país sério, que se afirma democrático e de direito.

terça-feira, 10 de julho de 2012

COORDENADOR DO MFC ALAGOAS É HOMENAGEADO COM TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DE PIRANHAS-AL

James Magalhães de Medeiros
Coordenador Regional Nordeste e
Estadual Alagoas do MFC


O
 coordenador regional nordeste e estadual Alagoas do Movimento Familiar Cristão, James Magalhães de Medeiros, foi agraciado pelo poder Legislativo da Cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, com título de cidadão honorário do município, na sexta-feira (06).

"É um título que muito significa para mim. Cheguei aqui como juiz substituto na década de 70 e criei uma amizade com o povo de Piranhas. A homenagem me enobrece e me faz crescer como cidadão. Espero trazer uma maior contribuição para a cidade", disse James Magalhães de Medeiros.

O título de honraria é concedido pela Câmara Municipal a pessoas que prestaram serviços à comunidade. O presidente da Casa, vereador Agilson Ferreira Barros, foi quem dirigiu a sessão solene especial, realizada no Centro Cultural Miguel Arcanjo de Medeiros. O termo especial do título de cidadão honorário foi entregue pela vice-prefeita, Maristela Sena Dias.

"Piranhas é encantadora, especial e diferenciada. Estamos muito felizes em entregar este título a pessoas que irão levar o nome de Piranhas e abrilhantar ainda mais nossa cidade", destacou Mellina Freitas, prefeita do município.

"Estamos promovendo o reconhecimento a pessoas que trouxeram benefícios para nossa terra. Outorgamos esta comenda por reconhecer os serviços prestados a Piranhas", disse o desembargador Washington Luiz, que nasceu no município.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, destacou a importância da solenidade de outorga da homenagem, reforçando a responsabilidade que o homenageado terá para com o município.

CONFLITO DE GERAÇÕES


A
s queixas são muitas: a família não as ouve, os irmãos partem para a briga, elas se sentem mal-amadas e os limites colocados pelos pais se confundem a toda a hora. Este é o resultado de uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com adolescentes atendidas no Ambulatório de Ginecologia da Adolescência do Hospital das Clínicas.

O estudo ouviu 92 jovens, com idade média de 16 anos, que receberam atendimento psicológico entre janeiro e julho do ano passado. Desse total, 83% apresentaram algum tipo de queixa. O medo, relativo a diversos fatores, como engravidar, morrer, contrair Aids e até medo do futuro, foi citado por 11% delas. Outras estavam incomodadas com conflitos amorosos (9%), afirmaram ser nervosas (8%), preocupadas (6%), ansiosas (4%) e apresentaram quadro de desânimo (4%). Queixas relativas à insatisfação com o próprio corpo, indecisão, notas escolares baixas e falta de alguém para conversar também foram apontadas pelas adolescentes.

No entanto, o problema de relacionamento com a família foi apontado por 22% das entrevistadas. "Queríamos saber quais as situações que mais angustiavam as adolescentes. Chegamos a pensar que eram relacionamentos com amigos e namorados, mas, para nossa surpresa, a maior parte dos conflitos era com os familiares" - afirmou dra. Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente. "Chegam a falar que não se sentem amadas e têm vontade de sair de casa. Algumas falam até em morrer. Tudo isso é uma questão muito forte" - acrescenta. Para a médica, essa situação "mostra claramente a dificuldade que existe no diálogo entre pais e filhos".

Outra percepção que o estudo possibilitou foi a incapacidade de os pais manterem os limites que estabelecem, fazendo as jovens se sentirem ainda mais confusas, o que acontece também com os meninos da mesma faixa etária. "Há uma dupla ordem por parte dos pais. Ao mesmo tempo em que proíbem alguma coisa, pouco tempo depois voltam atrás. Os pais se deparam com muitos desafios e muitas vezes não sabem como se colocar diante dos filhos" - avalia dra. Albertina.

Para ela, essa realidade é diferente daquela considerada normal na adolescência, em que a visão infantil que se tem dos pais enquanto criança vai sendo substituída por uma visão adulta. "Pelo que apuramos na pesquisa, trata-se mesmo de um conflito familiar. As adolescentes entendem que realmente estão sendo rejeitadas e se sentem muito criticadas pelos pais" - ressalta.

Diálogo - Segundo a médica, esse desencontro familiar não significa um total desinteresse dos pais pela vida dos filhos adolescentes. "Os pais querem cada vez mais dialogar com os filhos, mas faltam ferramentas para este diálogo. Ou melhor, as ferramentas usadas são inadequadas" - garante dra. Albertina Duarte.

Com isso, os jovens entendem que não estão sendo amados e respeitados pelos familiares, principalmente pelos pais. "Conflitos interpessoais e intra-psíquicos envolvendo adolescentes são naturais, mas é preciso dar espaço para que elas falem sobre esses problemas e expressem seus pontos de vista. Trabalhar o lado emocional e reduzir a vulnerabilidade dos jovens é fundamental para evitar comportamentos de risco, como o uso de drogas" - salienta a médica.

Há 20 anos atuando na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, dra. Albertina lembra que sempre realizou pesquisas para aperfeiçoar o atendimento ao adolescente, e as questões psicológicas sempre foram consideradas. "Hoje aprofundamos as questões familiares" - explica. Em várias unidades de Saúde de São Paulo, há serviços voltados para o público adolescente, inclusive com a formação de grupos, com os pais. "Não há dúvida de que é fundamental ouvir e compreender o filho na adolescência" - lembra.

Para a médica, assim como uma criança nasce e precisa de cuidados específicos, o adolescente também requer uma atenção especial. "O corpo de um adolescente muda, assim como sua relação com o mundo e com seus pais. E os adultos precisam facilitar essa transição" - argumenta a médica. "Eles precisam ter seus próprios amigos, mas o grande grupo é a família, e eles necessitam ser acolhidos por ela. Precisam ser tratados com seriedade, mas também com serenidade" - finaliza.

Veja, abaixo, algumas dicas de como ajudar seu filho a viver uma adolescência saudável:

- Ouça o que ele tem a dizer. É fundamental ouvi-lo e compreendê-lo.
- Diga: "Eu te amo", em palavras e em gestos. A linguagem do afeto acontece também com o olhar.
- Mostre que o seu amor é incondicional, porém esclareça que não aceita as atitudes erradas." Argumente que as regras colocadas também são prova de seu afeto.
- Explique que, apesar de jovem, ele também é vulnerável aos perigos. E que muitas decisões que ele considera como proibições são para protegê-lo.
- Elogie-o sempre que puder.
- Seja firme ao colocar os limites necessários.
- Valorize a história da família, principalmente em relação ao trabalho e à ética.
- Não faça críticas em público.
- Nunca o compare com os irmãos ou outros jovens.
- Sempre que possível, leve-o nas festas e busque-o.
- Não se esqueça de promover passeios familiares com a presença dele.

Reportagem da Revista Família Cristã.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

MFC ALAGOAS ANUNCIA INICIO DA REFORMA DA SEDE

Engº Alex Sander - MFC Maceió


A
 coordenação estadual do Movimento Familiar Cristão em Alagoas confirmou que dará inicio, ainda nesta semana, as obras de reforma da Sede do MFC, localizada na Rua Araújo Bivar, nº 580, no Bairro da Pajuçara, em Maceió. A obra ficará sob a responsabilidade do engenheiro civil Alex Sander, membro do Grupo Monte Sinai do MFC Maceió.

Os trabalhos devem ser iniciados ainda esta semana, e será realizada a recuperação total do telhado; impermeabilização das laterais do prédio; recuperação do reboco danificado pelas infiltrações; impermeabilização das áreas descoberta; pintura das áreas danificadas; e a recuperação do banner de identificação do prédio.

A conclusão dos trabalhos deve acontecer nos próximos 30 dias. Enquanto acontecem as obras de reforma, a Sede ficará indisponível para as atividades mefecistas durante o período.

A ECE trabalha para conseguir recursos para melhorar a “acústica” do auditório da Sede do MFC. Ainda esta semana a coordenação manterá contato com profissionais da área para definir as melhorias necessárias para serem implantadas e o valor que será necessário capitalizar para realizar o serviço. 

domingo, 8 de julho de 2012

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - LUIZ FERNANDO & MESSEJANIA

HOJE, 144ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITURGIA DO 14º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 08/07/2012


  
A DIFÍCIL CONDIÇÃO DO PROFETA!
Não é fácil denunciar os erros e as contradições das pessoas e propor as mudanças que se fazem necessárias. Aqueles que se atrevem a isso são ameaçados, perseguidos e até assassinados. Os profetas de Israel e o próprio Jesus experimentaram a difícil condição do profeta. Contudo, depositaram sua confiança em Deus e foram fiéis à missão que Deus lhes confiou.
  
14º DOMINGO 
DO TEMPO COMUM
1ª Leitura: Ez 2,2-5
Salmo Responsório:  122
2ª Leitura: 2Cor 12,7-10
Evangelho: Mc 6,1-6

EVANGELHO
MARCOS 6,1-6
  
Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam.

2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres realizados por suas mãos?

3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?”

E ficaram escandalizados por causa dele.

4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.

5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles.

Jesus percorria os povoados da redondeza, ensinando.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju-Sergipe
   
O Evangelho deste domingo apresenta-nos Jesus na sua Nazaré. Ali mesmo, na sua própria cidade, onde nascera e fora criado, os seus o rejeitam: “’Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?’ E ficaram escandalizados por causa dele”. Assim, cumpre-se mais uma vez a Escritura: “Veio para o que era seu e os seus não o receberam” (Jo. 1,11). E a falta de fé foi tão grande, a dureza de coração, tão intensa, a teimosia, tão pertinaz, que São Marcos afirma, de modo surpreendente: “Ali não pôde fazer milagre algum!”, tão grande era a falta de fé daquele povo.

Meus caros, pensemos bem na advertência que esta Palavra de Deus nos faz! O próprio Filho do Pai, em pessoa, esteve no meio do seu povo, conviveu com ele, falou-lhe, sorriu-lhe, abraçou-lhe e, no entanto, não foi reconhecido pelos seus. E por quê? Pela dureza de coração, pela insistência teimosa em esperar um messias de encomenda, sob medida, a seu bel prazer... Valia bem para Israel a censura da primeira leitura de hoje, na qual o Senhor Deus se dirige a seu servo: “Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim. A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra, vou-te enviar, e tu lhes dirás: ‘Assim fala o Senhor Deus’. Quer escutem, quer não, ficarão sabendo que houve entre eles um profeta!” Que coisa tremenda, meus caros: houve entre os israelitas um profeta, e mais que um profeta: o Filho de Deus, o Eterno, o Filho amado... E Israel o rejeitou!

Mas, deixemos Israel. E nós? Acolhemos o Senhor que nos vem? Escutamos com fé sua Palavra, quando ele se dirige a nós na Escritura, aquecendo nosso coração? Acolhemo-lo na obediência da fé, quando ele se nos dirige pela boca da sua Igreja católica, ensinando-nos o caminho da vida? Acolhemo-lo, quando nos fala pela boca de seus profetas? Não tenhamos tanta certeza de que somos melhores que aqueles de Nazaré! Aliás, é bom que nos perguntemos: por que os nazarenos não foram capazes de reconhecer Jesus como Messias? Já lhes disse: porque o Senhor não era um messias do jeito que eles esperavam: um simples fazedor de milagres, um resolvedor de problemas... Jesus, pobre, manso, humilde, era também exigente e pedia do povo a conversão de coração. Mas, há também uma outra razão para os nazarenos rejeitarem Jesus: eles foram incapazes de ver além das aparências. De fato, enxergaram em Jesus somente o filho de José, aquele que correra e brincara nas suas praças, aquele ao qual eles haviam visto crescer. Assim, sem conseguir olhar com mais profundidade, empacaram na descrença. Mas, nós, conseguimos olhar com profundidade? Somos capazes de escutar na voz dos ministros de Cristo a própria voz do Senhor? Somos sábios o bastante para ouvir na voz da Igreja a voz de Cristo?

É exatamente pela tendência nossa, tremenda, de sermos surdos ao Senhor, que Jesus tanto sofreu e que Paulo se queixava das dificuldades do seu ministério. O Apóstolo fala de um anjo de Satanás que o esbofeteava. Que anjo era esse? Ele mesmo explica: suas “fraquezas, injúrias, necessidades, perseguições e angústias sofridas por amor de Cristo”. O drama de Paulo é uma forte exortação aos pregadores do Evangelho e a todos os cristãos. Aos pregadores do Evangelho essa palavra do Apóstolo recorda que o anúncio será sempre numa situação de pobreza humana, de apertos e contradições. A evangelização, caríssimos, não é um trabalho de marketing televisivo como vemos algumas vezes nos “missionários” dos meios de comunicação. O Evangelho do Cristo crucificado e ressuscitado, é proclamado não somente pela palavra do pregador, mas também pela carne de sua vida. Como proclamar a Palavra sem sofrer por ela? Como anunciar o Crucificado que ressuscitou sem participar da sua cruz na esperança firme da sua ressurreição? O Evangelho não é uma teoria, não é um sistema filosófico. O Evangelho é Cristo Jesus encarnado na nossa vida, de modo que possamos dizer como São Paulo: “Eu trago no meu corpo as marcas de Jesus” (Gl. 6,17) Triste do pregador que pensar em anunciar Jesus conservando-se para si mesmo. Um diácono, um padre, um bispo, que quisessem se poupar, que separasse a pregação do seu modo de viver, que fosse pregador de ocasião, tornar-se-ia um falso profeta, transformar-se-ia em marketeiro do Evangelho, portanto, inútil e estéril. É toda a vida do pregador que deve ser envolvida na pregação: seu modo de viver, de agir, de vestir, de relacionar-se com os bens materiais, sua vida afetiva, seu modo de divertir-se, seu tipo de amizade... Tudo nele dever ser comprometido com o Senhor e para o Senhor!

Mas, essa palavra de são Paulo na liturgia de hoje vale também para cada cristão. Hoje, somos minoria. O mundo não-crente, secularizado zomba de nós e já não crê no anúncio de Cristo que lhe fazemos. Sentimos isso na pela! Pois bem, quando experimentarmos a frieza e a dura rejeição, quando em casa, no trabalho, nos círculos de amizades, formos ignorados ou ridicularizados por sermos de Cristo, recordemos do Evangelho de hoje, recordemo-nos dos sofrimentos dos apóstolos e retomemos a esperança: o caminho de Cristo é também o nosso; se sofrermos com ele, com ele reinaremos; se morrermos com ele, com ele viveremos (cf. 2Tm. 2,11-12) Não tenhamos medo: nós somos as testemunhas, os profetas, os sinais de luz que Deus envia ao mundo de hoje! Sejamos fiéis: o Senhor está conosco, hoje e sempre.

ORAÇÃO
Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria e daí aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas.  Amém!

LEMBRE-SE:
“UM DOMINGO SEM MISSA...
É UMA SEMANA SEM DEUS!”

Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 7 de julho de 2012

O PODER DAS REDES SOCIAIS NAS ELEIÇÕES 2012

  

O PODER DAS REDES SOCIAIS NAS ELEIÇÕES 2012


N
as eleições municipais deste ano os candidatos vão se utilizar da força das redes sociais na conquista de votos. Não se enganem, será através da Internet que a maioria dos candidatos vai procurar conquistar os eleitores, com campanha e slogan fortes para disseminá-lo nas redes.

As redes sociais são detentoras de grande poder de influenciar. Em 2008, Obama mostrou a força das redes sociais em uma eleição. Contrariando especialista, depois do primeiro debate presidencial na Band, Plínio Arruda se tornou o “Obama brasileiro”.  Ele alcançou o TT mundial no Twitter por ter adotado uma postura inusitada perante os outros candidatos.

São exemplos para ilustrar como as atitudes dos candidatos repercutem nas redes sociais e, no marketing político. As assessorias terão que redobrar a atenção em todos os detalhes da campanha. O mínimo escorregão do candidato pode acabar com toda a imagem positiva construída.

A verdade é que as redes sociais se tornaram uma poderosa aliada na guerra política. O problema é que, às vezes, a arma pode estar virada para si mesmo. Cabe aos especialistas em mídias sociais trabalhar junto com as assessorias para garantir o menor dano à imagem do candidato.

Certamente que a eleição municipal não será do nível das eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas ela vai ensinar a não desprezar o poder que o eleitor passou a ter nas redes sociais.

Aos políticos que utilizarão as redes sociais para promoverem suas campanhas... toda sorte do mundo, aproveitem bem esse espaço que veio para ficar.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 289


O QUE INDICAM ESTES NÚMEROS?
Os dados que acabam de ser apresentados pelo IBGE com respeito às religiões brasileiras no Censo Demográfico de 2010 confirmam a situação de progressivo declínio na declaração de crença católica. Os dados apresentados indicam que a proporção de católicos caiu de 73,8% registrados no censo de 2000 para 64,6% nesse último Censo, ou seja, uma queda considerável.

CATOLICISMO NO BRASIL EM DECLÍNIO:
OS DADOS DO CENSO DE 2010

Faustino Teixeira
PPCIR/UFJF

T
rata-se de uma redução que vem ocorrendo de forma mais impressionante desde o censo de 1980, quando então a declaração de crença católica registrava o índice de 89,2%. Daí em diante, a sangria só aumentou: 83,3% em 1991, 73,8 % em 2000 e 64,6% em 2010. O catolicismo continua sendo um “doador universal” de fiéis, ou seja, “o principal celeiro no qual outros credos arregimentam adeptos”, para utilizar a expressão dos antropólogos Paula Montero e Ronaldo de Almeida. A redução católica ocorreu em todas as regiões do país, sendo a queda mais expressiva registrada no Norte, de 71,3% para 60,6%. O estado que apresenta o menor percentual de católicos continua sendo o do Rio de Janeiro, com 45,8% (uma diminuição com respeito ao censo anterior que apontava 57,2%). O estado brasileiro com maior percentual de católicos continua sendo o Piauí, com 85,1% de declarantes (no censo anterior o registro era de 91,4%). Os dados indicam que o Brasil continua tendo uma maioria católica, mas se a tendência apontada nesse último censo continuar a ocorrer teremos em breve uma significativa alteração no campo religioso brasileiro, com impactos importantes em vários campos.

O novo censo aponta um dado que já era previsível, a continuidade do crescimento evangélico no Brasil. Foi o segmento que mais cresceu segundos os dados agora apresentados: de 15,4% registrado no censo de 2000 para 22,2%. O aumento é bem significativo, em torno de 16 milhões de pessoas. Um olhar sobre os três últimos censos possibilita ver claramente essa irradiação crescente: 6,6% em 1989, 9,0% em 1991, 15,4% em 2000 e 22,2% em 2010. O Brasil vai, assim, se tornando cada vez mais um país de presença evangélica. Há que sublinhar, porém, que a força desse crescimento encontra-se no grupo pentecostal, que é o responsável principal por tal crescimento, compondo 60% dos que se declararam evangélicos (nada menos do que 13,3% de todo percentual evangélico diz respeito aos pentecostais e 4,8% aos de origem evangélica não determinada). Os evangélicos de missão não registram esse crescimento expressivo, firmando-se em 18,5% da declaração de crença evangélica.

Os “sem religião”, que no censo de 2000 representavam a terceira maior declaração de crença no Brasil mantiveram o seu crescimento, ainda que em ritmo menor do que o ocorrido na década anterior. Eles eram 7,28% no censo de 2000 e subiram agora para 8% (um índice que comporta mais de 15 milhões de pessoas), e o seu registro mais significativo continua sendo no Sudeste.Esse crescimento não indica, necessariamente, um crescimento do ateísmo, mas uma desfiliação religiosa, um certo desencanto das pessoas com as instituições religiosas tradicionais de afirmação do sentido. Reflete um certo “desencaixe” dos antigos laços, como bem mostrou Antônio Flávio Pierucci em suas pesquisas.

Os espíritas também seguem crescendo. Os dados do censo de 2010 indicam um crescimento importante, com respeito ao censo anterior: de 1,3% para 2%. São agora cerca de 3,8 milhões de adeptos declarantes. Trata-se do núcleo que tem os melhores indicadores de educação, envolvendo o maior número de pessoas cm nível superior completo (31,5%). Os dados apontados pelo censo são importantes, mas há que lembrar a presença de uma “impregnação espírita” na sociedade brasileira que escapa à abordagem  estatística. Isso os estudiosos do espiritismo têm mostrado com pertinência. As crenças e práticas espíritas têm uma alta “ressonância social”, transbordando a dinâmica de vinculação aos centros espíritas.

Quanto às religiões afro-brasileiras, tanto a umbanda como o candomblé mantiveram-se no eixo de 0,3% de declaração de crença. Não houve mudança substantiva com respeito ao censo anterior, que indicava a porcentagem de 0,26% para a umbanda e 0,08 para o candomblé.

Com respeito às outras religiões, permanecem com uma representatividade pequena que em sua soma geral não ultrapassa 3,2% de declaração de crença. Mantém-se viva a provocação feita por Pierucci em artigo escrito depois do censo de 2000 sobre a diversidade religiosa no Brasil, de que o Brasil continua hegemonicamente cristão, e a diversidade religiosa – ainda que em crescimento -, permanece apertada em estreita faixa um pouco acima de 3% da declaração de crença. Com base nos dados do censo agora apresentado, os cristãos configuram 86,8% da declaração de crença. Não há dúvida que isso pode ser problematizado com a questão complexa da múltipla pertença ou então da malha larga do catolicismo, que envolve, como diz Pierre Sanchis a presença de “muitas religiões” em seu interior.