terça-feira, 9 de outubro de 2012

ECE E MFC JOVEM SE REÚNE HOJE NA SEDE DO MFC



A
 Coordenação Estadual do Movimento Familiar Cristão em Alagoas se reúnem nesta terça-feira (9), com a Equipe de Coordenação do MFC JOVEM e as Coordenações de Equipes de Serviço que trabalharão no ENCONTRO DE JOVENS DO MFC MACEIÓ, que acontecerá de 9 a 11 de novembro, na Sede dos Cursilhos.

A reunião acontecerá a partir das 19h30min na Sede do MFC ALAGOAS, na Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara (Rua do estádio do CRB, ao lado do Bptran), em Maceió.

Na reunião será revisto o planejamento e assuntos relacionados ao Encontro que terá a participação de 40 (quarenta) jovens.

A Equipe de Coordenação do MFC JOVEM DE ALAGOAS é formada pelos casais Flávio e Lucila (Grupo Caná da Galileia), Palmeira e Millena (Grupo Mãos Dadas) e Gilson e Nana (Grupo Mãos Dadas).

A Equipe de Coordenação Estadual Alagoas é formada pelos casais James e Fátima (Coordenadores), Vamberto e Marly (Vice-Coordenadores), Fiel e Claudete (Secretários), Gilson e Nana (Tesoureiros) e Jorge e Penha (Comunicação e Blog).

domingo, 7 de outubro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - ARTUR DE VIVIEN

HOJE, 157ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN



LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”
  

LITURGIA DO 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 07/10/2012


    
   
“FIDELIDADE DE DEUS E
FIDELIDADE DOS ESPOSOS!”
Deus falou: “Não é bom que o homem esteja só”. Fomos criados à sua imagem e não conseguimos viver sem companhia. Somos essencialmente sociais porque precisamos uns dos outros e porque a vida em comunhão é nosso caminho de realização. O matrimônio e a família foram planejados por quem entende do ramo. O que Jesus nos fala sobre isso continua ou não sendo uma boa notícia? 
   
27º Domingo Comum
 
1ª Leitura: Gn 2,18-24
Salmo Responsório:  127
2ª Leitura: Hb 2,9-11
Evangelho: Mc 10,2-16

EVANGELHO
MARCOS 10,2-16

Naquele tempo, 2alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher.

3Jesus perguntou: “O que Moisés vos ordenou?”

4Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”.

5Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. 6No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 8Assim, já não são dois, mas uma só carne.

9Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”

10Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto.

11Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. 12E, se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”.

13Depois disso, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam.

14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. 15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”.

16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.

 — Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe

Neste domingo, a Palavra de Deus trata do matrimônio e de sua indissolubilidade. Eis aqui um tema que se tornou tabu nos tempos atuais e, por isso mesmo, precisa ser tratado com toda clareza pelos cristãos… Afinal, se o Evangelho não for sal e luz, para que serve?

Comecemos com o plano de Deus, descrito no Gênesis de modo figurado, como as parábolas que Jesus contava. São textos que não devem ser tomados ao pé da letra! Se lermos com atenção, perceberemos algo muito belo: Deus, à medida que vai criando, vê que tudo é bom… Ao criar o ser humano, vê que “era muito bom” (Gn 1,31). Mas, há algo na criação que o Senhor Deus viu que não era bom: “Não é bom que o homem esteja só”. Se o ser humano é imagem do Deus-Trindade, ele não foi criado para a solidão, mas deve viver em relação com outros: “Vou dar-lhe uma auxiliar que lhe seja semelhante”. Notemos os detalhes tão belos da criação da mulher: (1) “O Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão”. Por quê? Para ficar claro que o homem não participou da criação da mulher; esta é tão obra de Deus quanto aquele. (2) “Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. Da costela tirada de Adão, o Senhor Deus formou a mulher”. A imagem é bela: tirada do lado do homem, como companheira e igual! (3) “E Adão exclamou: ‘Desta vez sim, é osso de meus ossos e carne da minha carne!’” É a primeira vez que o homem falou, na Bíblia! E sua palavra foi uma declaração de amor… não a Deus, mas à mulher que o Senhor Deus lhe dera de presente: osso de meus ossos, carne de minha carne… parte de mim, cara metade, outro lado do meu coração! E, finalmente, o preceito de Deus, inscrito no íntimo do coração humano pelo próprio Criador: “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne”. Pronto! Esta é o sonho de Deus para o amor humano!

Já aqui há três observações a serem feitas: (a) o laço de amor entre o homem e a mulher é superior a qualquer outro laço, inclusive aquele que liga pais e filhos: o homem e a mulher deixarão pai e mãe para ir ao encontro de sua esposa, de seu esposo. (b) Esta união, no sonho original de Deus, envolve a pessoa toda, corpo e alma: “serão uma só carne”! É uma união completa, abrangente, total: serão um só coração, um só sonho, uma só conta bancária, uma só casa, um só futuro, um só destino! (c) A relação matrimonial, no sonho de Deus, é uma relação entre um homem e uma mulher. Por isso mesmo, jamais os cristãos poderão equiparar a união entre homossexuais ao matrimônio! O respeito às pessoas homossexuais é dever de todos nós; o respeito pela consciência dessas pessoas, que têm o direito de dar o rumo que acharem justo às suas vidas, é obrigação nossa, é gesto de amor que Jesus espera de seus discípulos. Mas, equiparar a relação matrimonial a qualquer outra relação afetiva, sobretudo homossexual, nunca! Por fidelidade a Cristo, nunca! Por respeito ao plano de Deus, jamais! Hoje, no Direito, há uma forte corrente aqui no Brasil, que considera como sendo família qualquer união simplesmente afetiva: não importa se a união é entre marido e mulher, entre amigos ou entre duas pessoas do mesmo sexo. Para nós cristãos, tal concepção é inaceitável! A família, para nós, não é uma realidade simplesmente natural, mas tem sua raiz no próprio plano de Deus. A família é uma realidade também teológica! É preciso escutar o que Deus tem a dizer sobre a família! O problema é que nossa sociedade já não é cristã; é pagã e pensa e age como pagã; é atéia e age como se Deus não existisse… Nossa sociedade acha que o homem é a medida de todas as coisas, o senhor do bem e do mal, do certo e do errado. Isso é absolutamente inaceitável para o cristão!

Agora podemos compreender a palavra de Jesus no Evangelho! Naquele tempo havia o divórcio… E Jesus, que é tão misericordioso, condena sua prática: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés” permitiu o divórcio! “No entanto, no princípio da criação Deus os fez homem e mulher… Já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” É uma palavra que parece dura, e os próprios discípulos tiveram dificuldades em compreender… como muitíssimos a têm hoje em dia. Compreendamos! Jesus veio para reconduzir este mundo ferido pelo pecado ao plano original de Deus. Ora, o sonho de Deus para o amor conjugal é que ele seja uma entrega total e plena, no amor indissolúvel, fiel e fecundo. Este é o ideal que Jesus aponta aos seus discípulos! Na perspectiva de Jesus, o divórcio é contrário ao plano de Deus para o amor humano! Por isso mesmo, o matrimônio abraçado por um cristão e uma cristã, no Senhor Jesus, é indissolúvel! Aqui é preciso deixar claro que a Igreja não tem autoridade para ensinar ou fazer diferente! Seria trair o Senhor! Surgem, no entanto, algumas questões sérias e graves:

(1) Como prometer amor por toda a vida, se nosso coração é inconstante? Primeiramente é necessário recordar que o matrimônio cristão somente pode ser abraçado na fé, sabendo os esposos que jamais a graça de Cristo lhes faltará. Com toda certeza, o Senhor haverá de conduzir os esposos no caminho do amor. Isto, no entanto, de modo algum, dispensa os esposos de cultivarem esse amor, com o diálogo, os gestos de carinho e de perdão, de compreensão e de atenção. Amor não é só sentimento: o amor não nasce de repente, não é fatal, não é cego, nem morre de repente. O amor pode e deve ser cultivado, cuidado. Como dizia São João da Cruz: “Onde não há amor, semeia amor e colherás amor”. A grande ilusão do mundo atual é pensar que o amor se reduz a sentimento, que não precisa ser cuidado nem cultivado! Confunde-se amor com paixão!

(2) Como fazer uma aliança para sempre, se esta depende não só de mim, mas também da outra pessoa? A questão é séria e, para nós, cristãos, deve ser pensada na fé. O matrimônio entre cristãos é sinal, é sacramento, do amor entre Cristo e a Igreja. São Paulo explica este mistério de modo belíssimo no capítulo quinto da Carta aos Efésios: marido e mulher devem se amar como Cristo e a Igreja (cf. Ef 5,21-32). Ora, este amor foi selado na cruz e na ressurreição; é amor pascal, amor que envolve morte e vida! A indissolubilidade não deveria ser vista como um fardo, mas como uma proposta de um Deus que crê no homem que criou; um Deus que nunca brinca com o amor, um Deus que aposta na nossa capacidade, quando aberta à sua graça! Ora, este amor-doação matrimonial, imagem daquele outro, entre Cristo e a Igreja, certamente terá a marca da cruz. As dificuldades conjugais, para o cristão, têm o nome de cruz, cruz que, assumida com amor e por amor, é transformada em alegria e plenitude de ressurreição. Aqui não se trata somente de palavras bonitas, mas de uma realidade impressionante: quem capitula, quem desiste ante as dificuldades, nunca plantará um amor no sentido cristão! A presença de Cristo na união conjugal não exclui as crises, as dificuldades, a incompatibilidade de temperamentos e até mesmo os erros na escolha do cônjuge! Mas tudo isso, por quanto doloroso possa ser, pode se tornar, em Cristo, um modo libertador e eficaz de participar com generosidade e desapego da cruz do Senhor e caminho de felicidade! “Loucura! Insanidade! Demência!” – dirá o mundo! Mas, a linguagem da cruz é loucura para o mundo! A sabedoria da cruz é tolice para o mundo! Nunca esqueçamos isso! Mas, para quem crê, é poder de Deus e sabedoria de Deus! (cf. 1Cor 1,18; 3,18-20). O problema é que as pessoas casam como os cristãos, mas não crêem nem vivem como os cristãos! Que fique bem assentado: o sonho de Deus em Cristo para o matrimônio é a indissolubilidade!

(3) E os nossos irmãos e irmãs que fracassaram na aliança conjugal e estão numa nova união? É uma situação dolorosa. Se são cristãos de verdade, a coisa é primeiramente difícil para eles. Não nos compete julgar suas intenções e sua história! Compete-nos respeitá-los e acolhê-los com espírito fraterno, ajudando-os a viver esta nova união do melhor modo possível. Isto, no entanto, não significa aprovação da separação nem da nova união. Mas, simplesmente, respeito pela história, pela consciência e pelo mistério da vida e das opções de cada irmão e de cada irmã. Mesmo porque, quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra. Cuidado, irmãos: não coloquemos fardos na vida dos outros!

Que o Senhor socorra as famílias e fortaleça no amor os esposos cristãos, fazendo-os simples como as crianças, capazes de acolher a proposta do Cristo para o matrimônio e que, nas dificuldades, recordem-se que Cristo, autor da nossa salvação, também foi levado à consumação passando pelos sofrimentos. Que nossos sofrimentos, unidos aos dele, sejam semente e penhor de vida eterna. Amém.

ORAÇÃO
Ó Deus eterno e todo poderoso, que nos concedeis no vosso imenso amor de Pai mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Amém!

LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”

Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 6 de outubro de 2012

ELEIÇÕES MUNICIPAIS




Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba - MG

A
 sociedade é constituída em família, tendo como célula mãe, o Lar doméstico. Na base estão o homem e a mulher, sendo um, extensão do outro, vivendo numa real complementariedade. Já não são dois, mas uma só carne. A solidez de tudo isto acontece no amor, que exige sacrifício, diálogo, respeito mútuo, igualdade e paz.

Dentro do clima eleitoral, podemos dizer que o Município é uma grande família, onde os interesses precisam ser comuns, de tal forma que a administração pública favoreça o bem de todas as pessoas. Os objetivos não podem ser outros que não sejam para favorecer os munícipes na dimensão de uma verdadeira família.

Cada pessoa humana, criada com liberdade e dignidade, deve ser colaboradora de Deus no cultivo do bem e no cuidado com os bens da natureza. Isto passa por momentos de definição. Um deles acontece na hora do voto. Confirmar, na urna eletrônica, um voto irresponsável, é contribuir para uma má administração.

A dimensão familiar não se restringe ao relacionamento entro um homem e uma mulher, mas também às demais criaturas e com toda a natureza. É um compromisso de cuidado com os seres humanos, com a terra, a água, as árvores, os animais e todas as demais criaturas. O critério não pode ser de interesses egoístas.

O Município, sendo uma grande família, deve promover projetos de inclusão social. Assim todos poderão usufruir das condições materiais e afetivas para uma vida feliz. Exige dos eleitores precisão na escolha de prefeito e vereadores comprometidos, competentes e de vida ilibada para trabalhar em benefício do povo.

Podemos até dizer que agora “é a hora da verdade”. Ou assumimos uma postura crítica e afinada com uma verdadeira política, aquela do bem comum e da coerência, ou teremos que “gemer”, tendo que conviver com maus administradores e legisladores por mais quatro anos. E nem podemos reclamar depois, porque aí já será tarde demais. É por isto que dizemos que “voto não tem preço, mas tem consequência” e, às vezes, muito amargas.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO VOTO!


  
A IMPORTÂNCIA DO VOTO

O
 eleitor brasileiro tem o poder de tomar importantes decisões políticas, direta ou indiretamente, através de seus representantes eleitos. Através do voto, o eleitor expressa sua vontade, votando em pessoas que tomarão decisões em seu nome.

É importante que o eleitor exerça o seu direito de votar, exercendo com consciência a escolha do seu representante, seja no legislativo, seja no executivo. Vivemos num regime democrático e é vital na Democracia representativa exercer o "direito do voto". Há anos, existem alguns manifestos na internet dizendo: "Vamos todos votar nulo ou em branco", segundo o raciocínio, se muitos eleitores votarem nulo ou em branco, a eleição seria anulada, trazendo hipoteticamente novos candidatos. Porém de nada adiantaria parte da população votar nulo ou em branco, tendo em vista que outra parte da população votaria, ganharia a eleição o candidato que tiver 50% mais 1 dos votos válidos.

Precisamos exercer nosso direito, votando e cobrando com consciência dos nossos representantes, assim com certeza teremos um país melhor, consciente e realmente democrático.

Os eleitores precisam avaliar os planos e projetos dos candidatos para melhorias na cidade. A conscientização da população para o voto justo e incorruptível é uma boa maneira de diminuir a quantidade de pessoas subornadas e compradas ilegalmente.

Façamos o nosso dever cívico de votar, naquele que desejamos que fosse o nosso representante, especialmente neste pleito eleitoral, vamos escolher o nosso vereador(a) e o nosso prefeito(a), e antes de qualquer interferência, analisemos os pós e os contras dos candidatos e no final, escolhemos o melhor para nossa cidade.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - VIVIEN DE ARTUR

ANIVERSARIANTE DO DIA - ANNY ELÉA DE HUMBERTO

CORREIO MFC BRASIL Nº 296



VIOLÊNCIA É UMA DROGA
HELIO AMORIM – MFC/RJ

A matança de jovens em Mesquita, com todos os requintes de crueldade própria de monstros inflados por ódios desumanos desperta na população, mais que medo, um profundo desalento e desesperança na busca da construção de uma civilização verdadeiramente humana que se tenta concretizar.

E
ssa barbárie repetida está sempre vinculada ao tráfico de drogas. São ações “corretivas” que só traficantes drogados são capazes de executar para impor o pavor nos “pés de chinelo”, punindo os que “traíram” a confiança dos chefes. Advertência desumana para os que ainda não “pisaram na bola”. Esse é o idioma dos becos do tráfico para garantir a fidelidade dos adolescentes e jovens cooptados para o comércio de drogas. Já há presos e fugitivos identificados.

Esse crime hediondo não pode deixar de ser punido exemplarmente, para inibir novas chacinas. A guerra ao tráfico é difícil, revelam-se a cada dia cumplicidades inesperadas. Deve ser levada a consequências visíveis nas cúpulas escondidas em apartamentos de luxo, esconderijos às vezes conhecidos, mas imunes à repressão policial por parcerias criminosas de alto nível. Denúncias dos capi desse comércio devem ser premiadas generosamente, prêmios gordos anunciados para estimular essa “traição dos cúmplices” do crime organizado.

Não se combate eficazmente o tráfico prendendo apenas os que atuam nos pontos de venda e seus chefes imediatos vivendo com alguns luxos modestos nas próprias favelas em que comandam esse comércio. As ações devem ser focadas com mais intensidade e inteligência, nos bairros nobres das cidades. Os grandes gestores e financiadores do tráfico são ricos, não moram nos lugares de vendas e armazenamento de drogas nem deles chegam perto. Não se expõem a perigos desnecessários. Comandam de longe, invisíveis, com cuidados e bons advogados, deixando os riscos com suas quadrilhas de fornecedores e traficantes transfronteiras, transportadores e distribuidores internos.

Do outro lado, estão os consumidores, dependentes desse veneno do corpo e do espírito. Se a repressão pudesse ter êxito completo, como ficariam os que se drogam compulsivamente? Onde encontrar a droga agora necessária para não viverem transtornos psíquicos que podem desencadear grande sofrimento, angústia e atos desesperados? Esse é o desafio, além do esforço competente do apoio terapêutico mais amplamente disponível e acessível para uma superação efetiva da dependência. O mundo procura a possível solução desse dilema planetário. Em primeiro lugar, é preciso partir da consciência de que havendo procura haverá oferta. É a regra imutável do mercado.
  
Crescendo a repressão, o preço da droga aumentará e a ansiedade exigirá novos artifícios para conseguir dinheiro para a compra. O adolescente já não sabe explicar como some a mesada ou para onde foi o dinheiro que desapareceu misteriosamente de casa. Pais desconfiam, mas não têm certeza. A descoberta é sempre tardia.

Essa necessidade incontrolável pode levar ao crime, mesmo nas classes privilegiadas. Roubar e mesmo matar para comprar e consumir. A alternativa para o viciado seria o crack, muito barato, mas mortal no curto prazo. Os viciados das classes médias melhor informados já conhecem esse risco de morte e não se arriscam.

Uma das muitas saídas, todas igualmente difíceis de administrar, seria o cadastramento dos viciados que aceitassem acompanhamento médico em serviços de saúde credenciados e recebessem um cartão de dependente, para conseguir a sua droga grátis ou a preço simbólico em drogarias cuidadosamente selecionadas para esse serviço. Aquisição por entidade sanitária pública em país produtor conhecido, mediante acordo entre organismos de governos, a preços do agricultor local, considerando tratar-se de política de governo contra a praga. Objetivo inicial, interromper a relação direta com o traficante e competir para reduzir o seu mercado. O interesse do drogado seria livrar-se do preço crescente do traficante motivado pela repressão policial, aceitando orientação e controle da dosagem farmacêutica e algum tipo de acompanhamento de especialistas - ou, ainda, participação em grupos de apoio mútuo que apresentam resultados animadores (“grupos de drogados anônimos”).

Outras medidas de controle sanitário e policial mais efetivas e eficazes somadas, focadas na oferta de saídas aos dependentes e na identificação e prisão dos financiadores ocultos, com premiação da denúncia, poderiam levar a bons resultados a médio prazo. A preparação das escolas e seus professores para uma orientação competente e constante dos alunos, com recursos didáticos adequados, debate de filmes, verbas generosas para viabilizar tudo que contribua para a consciência dos riscos desde a infância e a adolescência, tudo somado e articulado, resultará em conquistas apreciáveis. Mas não dá para esperar.

EPÍSTOLA DE S. TIAGO, IRMÃO DE JESUS (Tg 5, 1-6)
1. E agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós.
2. Vossa riqueza está apodrecendo e vossas roupas estão carcomidas pelas traças.
3. Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e a ferrugem deles vai servir de testemunho contra vós e devorar vossas carnes, como fogo! Amontoastes tesouros nos últimos dias.
4. Vede: o salário dos trabalhadores que ceifaram vossos campos, que deixastes de pagar, está gritando, e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor.
5. Vós vivestes luxuosamente na terra, entregues à boa vida, cevando vossos corações para o dia da matança.
6. Condenastes o justo e o assassinastes, ele não resistiu a vós.

A denúncia de Tiago atravessa dois milênios e nos chega como uma espada, advertindo-nos para a injustiça que permanece no mundo. O desafio aos cristãos é o dever da denúncia corajosa de toda forma de exploração, dominação e marginalização dos pobres numa sociedade de competição cruel e desigual. E o engajamento efetivo na luta pela construção de um país e um mundo melhores, prenúncio do Reino.

PENSAMENTOS DE RUBEM ALVES
POETA E EDUCADOR

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo.  Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo  Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo  isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

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fato e razão
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MFC JOVEM - ALTERAÇÃO DO LOCAL DA REUNIÃO



  

COMUNICADO

A
 Reunião desta quarta-feira – 3 de outubro, com as Coordenações do Encontro do MFC Jovem, ECE, ECCi e todos os emefecistas comprometidos com esse trabalho de evangelização, anteriormente marcada para a Sede do MFC, acontecerá no auditório da ANOREG (Av. Humberto Mendes, 179, Poço - Rua da Igreja Nossa Senhora do Carmo – às margens do Riacho Salgadinho), às 19h30min.

A mudança do local aconteceu em virtude da não conclusão da reforma da Sede do MFC, que deverá ser concluída até a próxima sexta-feira.

Diante do exposto, agradece a compreensão e aguarda a presença de todos na reunião.

Coordenação do Encontro do MFC Jovem

OMIRÁ - Artigo de James Magalhães de Medeiros



OMIRÁ

N
o dia 24 de setembro, à tarde, na Secretaria de Saúde do Município de Maceió, tivemos mais uma reunião do Comitê da Saúde, na qual estiveram presentes profissionais e autoridades envolvidas com os problemas do sistema de saúde de nosso Estado de Alagoas. Temas importantes são discutidos e ações são propostas ou encaminhadas, com o objetivo de uma melhor qualificação dos serviços. O objetivo principal, ou um desses objetivos, é o cidadão é atendido pelo Sistema Único de Saúde.

Daquela reunião participou, também, a Vereadora Heloísa Helena, que levou em sua companhia a Senhora Arísia Barros, professora, publicitária, escritora e ativista do movimento negro. Não a conhecia, mas logo percebi tratar-se de uma mulher de fibra, autêntica, lutadora, idealista e bem focada na causa que defende. Todo e qualquer movimento precisa de gente assim, que lute por sua causa e seus direitos.

A reunião transcorria normalmente, com breves e contundentes pronunciamentos, além de apartes e questões de ordem. Em dado instante a Vereadora Heloísa Helena pediu a palavra, mais uma vez, como sempre, para falar sobre a Professora Arísia, oportunidade em que solicitou um breve espaço, para a mesma se pronunciasse.

Foi aí, que tomei conhecimento, pela primeira vez, da palavra omirá, consequentemente, da Cartilha Omirá, que trata sobre ciclos de vida e da saúde afro-brasileira, da gestação à infância. Nasceu então a motivação para escrever estas linhas, como informação e conhecimento.

A Cartilha Omirá nasceu no Projeto Raízes de Áfricas, coordenado pela Professora Arísia, que contou com a assessoria de vários profissionais, todos qualificados no assunto.

Logo na introdução, ficamos sabendo sobre o porquê e a importância da Cartilha, o que é corroborado com as colocações da médica Jurema Pinto Werneck: “Saúde da População Negra é um conceito criado para agrupar e destacar três aspectos dos processos de saúde e doença: - O racismo, que influência direta e indiretamente as condições de vida e saúde, da população negra, ou seja, atua como determinante e condicionante da saúde. – A vulnerabilidade diferenciada desta população a determinados agravos ou doenças. – O conhecimento e vivência das culturas e tradições afro-brasileiras, que trazem visões de mundo específicas e modos de agir que influenciam visões e práticas de saúde.”

Sei que a curiosidade do leitor, agora, é saber o significado da palavra omirá, que na língua yoruba, quer dizer liberdade.