domingo, 16 de dezembro de 2012

LITURGIA DO 3º DOMINGO DO ADVENTO - 16/12/2012


  
   
“ESTÁ NO MEIO DE TI O VALENTE GUERREIRO QUE TE SALVA!”

Aproximemos-nos alegres da presença do Senhor que vem para nos salvar. É o Senhor que caminha junto a seu povo, animando e fortalecendo-o diante das dificuldades e incertezas da vida. Nossa alegria se completa na presença de Jesus Cristo, que realiza o plano de salvação do Pai. Alegres e esperançosos, caminhemos na força de nosso Deus que vem.


3º DOMINGO DO ADVENTO

1ª Leitura: Sf 3,14-18a
Salmo Responsório:  Is 12,2-6
2ª Leitura: Fl 4,4-7
Evangelho: Lc 3,10-18

EVANGELHO
LUCAS 3,10-18

Naquele tempo, 10as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?”

11João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!”

12Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?”

13João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”.

14Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?”
João respondia: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!”

15O povo estava na expectativa e todos perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.

18E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa Nova.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe

Este terceiro Domingo do Advento é conhecido na Liturgia como Domingo Gaudete – “Domingo alegrai-vos!” Com efeito, a alegria é a nota, o clima de toda a Eucaristia da hoje. E por quê? Basta escutar o Apóstolo, na segunda leitura: “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos! O Senhor está próximo!” Vede, caríssimos, que o nosso desejo de Advento está para ser realizado: o Senhor vem, vem para salvar-nos, e nós veremos seu rosto, nele haveremos de encontrar a alegria, nele teremos a graça da salvação. Mas, a que vinda a liturgia de hoje se refere? De qual chegada a Igreja fala? Das três, caríssimos; daquelas três vindas de que nos falava São Bernardo de Claraval nos seus sermões. Escutemos o que ele nos ensina: “Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma terceira vinda. Aquelas são visíveis, mas esta não. Na primeira vinda o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que o viram e o odiaram. Na última, todos os homens verão a salvação de nosso Deus e verão aquele que traspassaram. A vida intermediária é oculta. Nela somente os eleitos o vêem em si mesmos e recebem a salvação. Na primeira o Senhor veio na fraqueza da carne. Nesta ele vem na força do Espírito e na última virá no esplendor de sua glória. Esta vinda intermediária é como um caminho que conduz da primeira à última. Na primeira Cristo foi nossa redenção; na segunda aparecerá como nossa vida; nesta é nosso repouso e consolo”. Então, amados em Cristo, três vindas de uma só vez nós preparamos neste santo Advento; para três chegadas procuramos estar vigilantes: a do Natal, princípio da nossa salvação; a de cada dia, que marca e torna efetivo nosso acolhimento ou nossa rejeição da salvação trazida pelo santo Messias de Deus; e, finalmente, a vinda do final dos tempos, quando, na sua glória, tudo será manifestado e aparecerá claramente nossa salvação ou nossa danação, de acordo com nosso comportamento hoje em relação ao Senhor!

            Portanto, alegremo-nos porque o Senhor vem e sua vinda traz a salvação! Celebrando sua vinda no Natal, experimentaremos o quanto Deus é fiel às suas promessas e encher-nos-emos de alegria e ânimo para reconhecer suas vindas a cada dia, preparando-nos para o encontro com ele no Final dos tempos, quando toda dor, todo pranto, toda morte serão vencidos! Cuidado, irmãos, com o desânimo; cuidado com a tibieza, cuidado com a frieza de coração! Cuidado também com o espírito do mundo, com o paganismo em nossos pensamentos e ações! Cuidado para não descuidarmos das coisas de Deus, para não desacreditarmos de suas palavras e não fechar para ele o nosso coração! Ele vem, e vem porque nos ama, e vem para salvar! Assim sendo, acolhamos as consoladoras palavras de Sofonias: “Canta de alegria, Sião; rejubila, Israel! Alegra-te exulta de todo coração! O Senhor está no meio de ti, nunca mais temerás o mal! Não temas, Sião; não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor exultará de alegria por ti, movido por amor, como nos dias de festa”! Meus caros, que tristeza a vida se tivéssemos de vivê-la sozinhos, se não houvesse um Destino bendito! Que tédio a nossa existência, se não houvesse um Deus-Salvador que visse nosso caminhar, que recolhesse nossas lágrimas, que fosse nosso companheiro na solidão e na dor, no medo e na angústia de cada dia! A vida não pode ser somente viver e morrer; nosso caminho sobre a terra não pode ser uma passageira ilusão, uma distração maluca e alucinada para não nos lembrar que aqui estamos de passagem e que um dia morreremos... Caminhamos para o Senhor que vem, meus irmãos! E ele vem mesmo, porque é fidelíssimo! Pois, alegremo-nos: o nosso Deus é um Deus próximo; Deus de perto e não de longe! Saibamos reconhecê-lo. Saibamos acolhê-lo! “Não vos inquieteis com coisa alguma! A paz de Deus, que ultrapassa todo entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus!”

            E, no entanto, amados em Cristo, a certeza da Vinda do Cristo deve fazer que procuremos sinceramente acolhê-lo pela estrada da conversão sincera! Por isso mesmo, no meio da alegria deste Domingo cor-de-rosa, surge a figura dura e austera de João Batista, o profeta vindo do deserto, vestido de pele de camelo atada por um cinto de couro. Sua figura rústica e sua palavra dura não são para nos amedrontar, não têm como objetivo apagar a alegria, mas são uma séria advertência! Eis a questão: o mundo procura a alegria. Agora mesmo, final de ano, o champagne correrá solto, os sorrisos e votos de felicidade e paz serão abundantes, a alegria encherá tantos corações e estará estampada em tantos lábios. Mas, é uma alegria duradoura? É uma alegria verdadeira? Temos, realmente motivo para tanto? Não qualquer alegria, caríssimos, é autêntica alegria! No mundo há dor, solidão, pobreza, doença, morte; no mundo há treva, há nossas lutas interiores, há as quebraduras do nosso coração, nossas frustrações e fracassos, há nossas ansiedades, apreensões e feridas mal curadas... Como, então, alegrar-nos de verdade? Como fazer que nossa alegria não seja uma alienação, uma fuga vazia, uma mentira deslavada? “Alegrai-vos sempre no Senhor”, diz-nos o Apóstolo. E João Batista nos recorda e adverte que tal alegria somente pode ser fruto da sincera conversão que nos une a Deus! Hoje lhe perguntam no evangelho: “Que devemos fazer?” Também nós devemos repetir esta pergunta: Que devemos fazer para bem prepararmos o santo Natal? Que devemos fazer para acolher o Senhor no dia-a-dia? Que devemos fazer para estar de pé diante dele quando ele se manifestar em sua glória? ... E a resposta de João é bem concreta: sede fraternos, sede solidários, sede caridosos, não sejais violentos nem gananciosos! Em outras palavras: Convertei-vos, abri vosso coração! Abrir o coração para os irmãos é abri-lo para acolher o Deus que vem em Jesus! Ora, meus caros, é dessa nossa atitude que dependerá o destino de nossa vida! O santo Messias que esperamos e que sabemos que virá para salvar é aquele que, no fogo do seu Santo Espírito, “virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga!” Quão triste a nossa situação diante de Cristo se nossa vida não for mais que palha! Serviríamos apenas para sermos queimados no fogo eterno!

            Sendo assim, alegremo-nos! Mas, alegremo-nos de verdade! Alegra-se de verdade quem se alegra no Senhor e por causa do Senhor. Alegra-se no Senhor quem o procura com sinceridade no caminho da conversão, amando-o e amando o próximo por amor dele! Façamos sincera revisão de nossa vida, procuremos o sacramento da confissão, mudemos o que em nós precisa ser mudado! É este o caminho para o encontro com Aquele que vem! E que pelas preces de São João Batista, a santa Eucaristia que agora celebramos realize em nós a obra da salvação de Cristo, nos purifique dos pecados e nos prepare para as festas que se aproximam. Amém.

ORAÇÃO

Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene Liturgia.  Amém!
   
Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 15 de dezembro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - RICARDO DE PATRÍCIA

CONFRATERNIZAÇÃO DO MFC MURICI É HOJE

  
A
 partir das 20 horas deste sábado, 15 de dezembro, a Equipe de Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas recepciona os membros de suas Equipes Base, familiares e amigos para sua CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO no prédio da Prefeitura, no Centro da Cidade.

O evento será no estilo partilha, com os participantes de Murici contribuindo com as comidas, bebidas e sobremesas. Haverá animação musical, troca de presentes e brincadeiras para todos os participantes.

Participam da CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO DO MFC MURICI todos os dirigentes, membros, seus familiares e MeFeCistas integrantes da Equipe de Coordenação Estadual e os MeFeCistas do MFC MACEIÓ que participaram da última Nucleação em Murici.

Os participantes que desejarem participar da troca de presentes devem levar um presente unissex, com o sorteio do “amigo” sendo realizada durante o evento.

A Equipe de Coordenação de Cidade do MFC MURICI é formada por Márcia Calazans (coordenadora), Roberto e Luzia (vice-coordenadores), Marciana (secretária) e Lourdes Marques (tesoureira).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

MISSA DE UM ANO DE MATHEUS BERNARDO



O
 casal Bernardo e Fabiana (Grupo Caná da Galileia), convidam a família MeFeCista e a comunidade em geral para a MISSA DE UM ANO DE FALECIMENTO de seu filho, MATHEUS BERNARDO, no sábado, dia 29 de dezembro de 2012, às 16 horas, na Igreja Matriz de São Paulo Apóstolo, no bairro Salvador Lira.

Bernardo e Fabiana agradecem as orações e o conforto espiritual dos amigos pelo falecimento de MATHEUS BERNARDO AZEVEDO PONTES e pedem que continuemos, em comunhão com a família, orando pela alma de MATHEUS BERNARDO.

Nossos relacionamentos, nossas vivências, nossas atuações no MFC, geram um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de simpatia, resultando nas nossas grandes amizades fixadas ao plano de Deus.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

OITO DE DEZEMBRO - Artigo de James Magalhães de Medeiros



OITO DE DEZEMBRO

S
ão vários os fatos e eventos comemorados no mês de dezembro. De todos, escolhi dois, para falar e informar, talvez esclarecendo ou tirando dúvidas. O primeiro tema é sobre a Imaculada Conceição de Maria, que foi concebida sem pecado, transformando-se em sacrário santo e humano do Filho de Deus, que precisava vir ao mundo dos humanos e passar pela cruz, para dar a todos nós a vida eterna, centro de nossa fé católica.

Escolhida dentre mulheres pobres e humildes, residente em uma aldeia quase desconhecida, ela foi saudada pelo anjo de Deus como – cheia de graça - pois concebida sem pecado. Após ouvir a mensagem celestial, Maria respondeu: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” Com essa passagem, inserida por Lucas no novo testamento, e por outros seguidores de Jesus, bem assim no antigo testamento, criou-se o dogma da Imaculada Conceição.

É o dia oito de dezembro, portanto, um dia santo litúrgico, em homenagem a nossa Imaculada Conceição de Maria Santíssima, celebrada por toda a comunidade católica mundial, cujo dogma foi proclamado em 1854, com a bula Ineffabilis Deus, pelo Papa Pio IX.

Não podemos omitir o fato de que, em Alagoas, nos terreiros de umbanda e candomblé a data é igualmente referenciada com Iemanjá, que é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Também no dia oito de dezembro é comemorado o Dia da Justiça. Vale observar que a comemoração não se refere apenas ao Poder Judiciário, mas, ao contrário, a todo o sistema de justiça. Assim o dia da justiça deve ser ovacionado, na prática, pelos magistrados, pelos promotores, pelos defensores públicos, pelos advogados e pelos servidores do sistema de justiça.

Segundo pesquisa, o dia oito de dezembro, como sendo o Dia da Justiça, começou a ser comemorado, a cada ano, a partir de 1940. Oficialmente, a partir de 1951, através da Lei nº 1.408, por iniciativa da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, quando tinha a sua sede na cidade do Rio de Janeiro. Nessa mesma época, ficou constatado que o então Estatuto da AMB, em seu art. 20, item I, XI, estava dito: “comemorará, anualmente, em 08 de dezembro, o Dia da Justiça.”

Segundo a mesma fonte, o pessoal de São Paulo criou dúvida quanto ao inicio das comemorações do dia da justiça, isto é, se no Rio de Janeiro ou, se em São Paulo. Indagado sobre a questão, o Desembargador Carlos Xavier Pais Barreto, do Rio de Janeiro, grande jurisconsulto e historiador, respondeu, dizendo: “Creio que não obedeceu aí critério especial a instituição do Dia da Justiça a 08 de dezembro. No fim de cada ano, era costume aqui no Rio de Janeiro haver um almoço de confraternização, e os juízes escolhiam o Feriado Religioso de Nossa Senhora da Conceição para a festa da camaradagem. Ao fundar-se a Associação dos Magistrados, em 1951, por Proposta do Ministro Edgard Costa foi essa data considerada O Dia da Justiça”.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

CONFRATERNIZAÇÃO DO MFC MURICI-AL SERÁ SÁBADO, 15


A
 Equipe de Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas trabalha com os seus Grupos de Base para realizar sua CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO, no próximo sábado, 15 de dezembro, a partir das 20 horas, nas dependências do Colégio Cenecista Nossa Senhora das Graças.

O evento será no estilo partilha, com os participantes de Murici contribuindo com as comidas, bebidas e sobremesas. Haverá animação musical, troca de presentes e brincadeiras para todos os participantes.

Participam da CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO DO MFC MURICI todos os dirigentes, membros, seus familiares e MeFeCistas integrantes da Equipe de Coordenação Estadual e os MeFeCistas do MFC MACEIÓ que participaram da última Nucleação em Murici.

Os participantes que desejarem participar da troca de presentes devem levar um presente unissex, com o sorteio do “amigo” sendo realizada durante o evento.

A Equipe de Coordenação de Cidade do MFC MURICI, formada por Márcia Calazans (coordenadora), Roberto e Luzia (vice-coordenadores), Marciana (secretária) e Lourdes Marques (tesoureira), conta com o apoio dos coordenadores dos Grupos de Base e da Equipe de Coordenação Estadual que têm o casal James e Fátima Medeiros na Coordenação e na Vice-Coordenação o casal Vamberto e Marly.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CONFRATERNIZAÇÃO DO MFC MACEIÓ FOI SÁBADO NA LUXU'S

Fachada da Casa de Festas Luxu's

C
om a presença de membros das Coordenações de Cidade e Estado e de membros dos diversos Grupos de Base, o Movimento Familiar Cristão de Maceió – Alagoas promoveu uma bonita CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO, no último sábado, 8 de dezembro, na Casa de Festas Luxu’s, no bairro da Gruta de Lourdes.

A abertura do evento iniciou-se com um momento de formação a cargo da Equipe de Liturgia formada por Luciana e Fernando Fon; Rivoldo e Luciana Sarmento; e Cris e Patriota. Uma produção em mídia foi apresentada em homenagem a Jesus e Nossa Senhora. A leitura do Evangelho e uma palestra sobre o tempo do advento concluíram a primeira parte da Confraternização.

Membros do Grupo Caná da Galileia presentes na Confraternização
A partir daí a turma se divertiu a valer com muita música, petiscos diversos, uma grande variedade de frios, cervejas, refrigerantes, doces e um delicioso jantar. O tradicional bate-papo deixou todos atualizados com o que acontece no dia-a-dia da família MeFeCista.

Uma bonita Cesta Natalina foi sorteada
Foi uma excelente oportunidade da família MeFeCista maceioense se reunir e celebrar com os amigos e familiares as alegrias do ano que se finda e desejar um feliz 2013.

Durante todo o evento pode-se constatar o espírito fraternal, a alegria e a certeza de estar entre amigos.

A Equipe de Coordenação de Cidade de Maceió tem na coordenação o casal Neto e Rita. A vice-coordenação é do casal Rainey e Anamaria.

domingo, 9 de dezembro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - IZABELLE DE HUMBERTO

HOJE, 166ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

   
   
  

“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”

LITURGIA DO 2º DOMINGO DO ADVENTO - 09/12/2012


  
   
“AS PASSAGENS TORTUOSAS
FICARÃO RETAS!”

Advento! Tempo de se preparar para acolher o Senhor que vem! Por mais escuro que esteja o horizonte, à nossa frente, precisamos acreditar que dias melhores virão, pois Deus é fiel e não abandona seu povo. Sinais de que o Senhor está presente e agindo, não faltam. Precisamos acolher e cultivar a esperança de que um mundo novo é possível. Deus acredita em nós. Precisamos também acreditar Nele.


2º DOMINGO DO ADVENTO

1ª Leitura: Br 5,1-9
Salmo Responsório:  125
2ª Leitura: Fl 1,4-6.8-11
Evangelho: Lc 3,1-6

EVANGELHO
LUCAS 3,1-6

1No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes administrava a Galileia, seu irmão Filipe, as regiões da Itureia e Traconítide, e Lisânias a Abilene; 2quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes, foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto.

3E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, 4como está escrito no Livro das palavras do profeta Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. 5Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. 6E todas as pessoas verão a salvação de Deus’”.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Portal Dehonianos

Podemos situar o tema deste domingo à volta da missão profética. Ela é um apelo à conversão, à renovação, no sentido de eliminar todos os obstáculos que impedem a chegada do Senhor ao nosso mundo e ao coração dos homens. Esta missão é uma exigência que é feita a todos os batizados, chamados – neste tempo em especial – a dar testemunho da salvação/libertação que Jesus Cristo veio trazer.

O Evangelho apresenta-nos o profeta João Batista, que convida os homens a uma transformação total quanto à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às prioridades da vida. Para que Jesus possa caminhar ao encontro de cada homem e apresentar-lhe uma proposta de salvação, é necessário que os corações estejam livres e disponíveis para acolher a Boa Nova do Reino. É esta missão profética que Deus continua, hoje, a confiar-nos.

A primeira leitura sugere que este “caminho” de conversão é um verdadeiro êxodo da terra da escravidão para a terra da felicidade e da liberdade. Durante o percurso, somos convidados a despir-nos de todas as cadeias que nos impedem de acolher a proposta libertadora que Deus nos faz. A leitura convida-nos, ainda, a viver este tempo numa serena alegria, confiantes no Deus que não desiste de nos apresentar uma proposta de salvação, apesar dos nossos erros e dificuldades.

A segunda leitura chama a atenção para o fato de a comunidade deve se preocupar com o anúncio profético e deve manifestar, em concreto, a sua solidariedade para com todos aqueles que fazem sua a causa do Evangelho. Sugere, também, que a comunidade deve dar um verdadeiro testemunho de caridade, banindo as divisões e os conflitos: só assim ela dará testemunho do Senhor que vem.

ORAÇÃO

Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida.  Amém!

Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 8 de dezembro de 2012

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - ERMI & SANDRA


CONFRATERNIZAÇÃO DO MFC MACEIÓ É HOJE NA LUXU’S


O
 Movimento Familiar Cristão de Maceió realiza a partir das 21 horas deste sábado, 8 de dezembro, a sua tradicional CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO na Casa de Festas Luxu’s, no bairro Gruta de Lourdes, oportunidade que celebrará com seus membros, familiares e amigos, todas as alegrias do ano de 2012.

A Equipe de Coordenação de Cidade promete uma festa com muita animação, musica, sorteio de brindes e uma variedade de frios, salgados, cervejas, refrigerantes além de um delicioso jantar e sobremesas deliciosas.

Durante a festa, diversos Grupos de Base irão aproveitar para trocarem presentes e outras brincadeiras próprias para o momento, uma excelente oportunidade para fazer duas festas em uma confraternização de Grupo de Base com a do MFC. Cada Grupo prepara suas brincadeiras, o importante é o espírito, é a alegria, é a certeza de estar entre amigos.

CONFIRME SUA PRESENÇA
Através do Telefone: 9321-4471

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ADVENTO E NATAL - Artigo de James Magalhães de Medeiros



ADVENTO E NATAL

N
ão posso e não poderia, na condição de cristão católico, iniciar o mês de dezembro sem meditar com vocês, sobre o significado do natal. Falo como leigo e missionário da palavra de Deus, pois integrante de Movimento da Igreja Católica. Neste primeiro domingo do mês, a nossa Igreja celebra o início do tempo de advento ou tempo de espera. Também, a cada ano repetimos o evento do natal. Na verdade é um período em que, para uns, as mudanças são positivas, enquanto que, para outros, nada muda, parece que tudo continua a mesma coisa.

Para quem vive da espera do natal desacreditado e sem esperança, estará vivendo um deserto pessoal, e a única luz que pode acender nesses momentos é a luz da fé. Assim diz a palavra de Jesus, segundo São Lucas: “Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho de Homem”.

Nesse período que antecede ao natal, é dever do cristão fazer a sua renovação de vida, tirando toda a sujeira e entraves da caminhada, para o grande encontro com o Filho do Homem. Mas, para tanto, precisamos está fortes e preparados, como nos orienta São Paulo aos Tessalonicenses: “O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós”.

É preciso que este tempo de advento seja iniciado, com a coragem de querer mudar a nossa vida, em todos os sentidos, humanos e pessoais, visíveis e disponíveis, para que no natal estejamos plenos de amor e de fé, e possamos viver o grande encontro da criatura com o seu criador.

Afinal o que Deus quer de cada um de nós, é que cumpramos a sua lei – amar a Deus e ao próximo – pois aí está a prática da verdadeira justiça. Aí está todo o sentido de nossa vida cristã – viver na prática do amor – nos dois sentidos: espiritual e temporal, o primeiro focado Nele, como Criador do Universo, e o segundo, no próximo, nosso irmão. Fora desse contexto, estaremos a viver em eterno deserto.

Assim sendo, se acreditamos que o Deus da nossa fé é fonte de vida e de alegria, então porque não nos entregar a Ele, pedindo e rogando, para que ilumine a nossa vida diante da corrupção e do desprezo à ética e aos valores morais na vida pública e no convívio social!

E mais, que no natal que iremos viver e celebrar, com fé e esperança, venha a nós o vosso Reino para saciar-nos a fome de beleza e semear partilha onde há acúmulo, alegria onde irrompeu a dor, gosto de festa onde campeia desolação,... nas sábias palavras de Frei Beto.

Finalizo estas linhas, na certeza de que você, meu caríssimo irmão, saberá construir um natal de renovação, direcionado para uma nova vida, uma vida embasada na fé e na prática do verdadeiro amor.  

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 298



O primeiro passo para compreender e aceitar Jesus como modelo para homens e mulheres de todos os tempos, é compreender e aceitar a sua humanidade verdadeira. Jesus esteve sujeito plenamente às nossas mesmas limitações humanas, tornando-se igual a nós, em tudo menos no pecado. Essa diferença única quer significar que Jesus nunca se colocou contra o projeto de Deus, como o fazemos com infeliz frequência.

JESUS VERDADEIRO HOMEM – PARTE I
HELIO AMORIM – MFC/RJ

J
esus nasceu carente e indefeso, precisando dos cuidados diligentes de seus pais para sobreviver, aprender a andar, a se alimentar, a ler e escrever, como qualquer ser humano. Assim foi desenvolvendo sua personalidade, sob os mesmos impulsos que nos animam. Sua natureza divina se manteve oculta, e em nada interferia em sua natureza humana, como é afirmado, oficialmente no Concílio de Calcedônia.

Esse Concílio se preocupou em deixar isto claro, pois muitos cristãos entendiam a humanidade de Jesus como uma encenação preparada por Deus para fingir-se homem, desempenhando um papel em que as limitações humanas não passariam de mera representação teatral para apenas transmitir uma mensagem ensaiada antecipadamente. Se assim fosse, Jesus não poderia ser modelo para o homem comum.

Não se pode, por exemplo, aceitar que Jesus já nasce predestinado a morrer tão jovem e daquela maneira. Ele próprio não esperava por isso. Só no último ano de sua vida pública começou a ter consciência dos perigos que corria por sua pregação e seus atos. É a partir dessa percepção que ele se torna mais cauteloso, falando por parábolas para que ficasse mais difícil usarem contra ele as denúncias contundentes que fazia em público. Os teólogos se referem a esta guinada na pregação de Jesus como a crise da Galileia.

Era de se esperar que a sua fidelidade à missão de anunciar o Reino, naquele contexto histórico marcado pela injustiça e a opressão política e religiosa, resultasse em perseguição e morte. Mas esse desfecho cruel não era condição para avalizar a sua mensagem. Fomos libertados, não pela morte, mas pela vida de Jesus. Não pelo sacrifício da cruz, mas pela vitória de Jesus sobre a morte, estendida a todos os homens e mulheres de todos os tempos.

Esse é o mistério da redenção. O desfecho histórico poderia ter sido outro. Jesus poderia ter morrido idoso, anunciando e dando sinais do Reino durante uma longa vida, vencendo a morte natural pela ressurreição e encontro com o Pai, destino final de todos os homens e mulheres por Ele criados. Sua morte foi decidida pela maldade dos homens que o condenaram e o executaram quando era ainda jovem.

A cruz foi, portanto um acidente. Não fomos salvos pelo sacrifício da cruz. A cruz era uma possibilidade e risco, mas não condição essencial para a acolhida de sua mensagem após sua morte.

Mas o sentido da cruz é riquíssimo para os cristãos. É a medida da fidelidade esperada de cada cristão no seguimento de Jesus, sem medo de consequências, sem fugas, na adesão sem limites ao projeto humanizador de Deus, implacável contra toda forma de injustiça e opressão.

Esse seguimento implica em atitudes, práticas e denúncias que incomodam os poderosos, resultando em perseguições, incompreensões, perda de privilégios, prejuízos morais e materiais, sofrimento e experiências amargas de abandono e frustração. Jesus sofreu tudo isto, e sofreu de verdade, por ser plenamente homem. Não foi uma encenação. O desfecho não "estava escrito", como fatalidade ou desígnio de Deus. Poderia ter sido diferente. (Continua)
  
OS “ANOS DE CHUMBO” E A COMISSÃO
NACIONAL DA VERDADE - PARTE VI

Rubem Paiva
A Comissão investigará a morte de Rubem Paiva.
Antecipa e confirma seu assassinato pela repressão policial no DOI-Codi.

D
urante mais de quatro décadas, a psicóloga Maria Beatriz Paiva Keller, de 52 anos, não teve qualquer notícia sobre a circunstância do desaparecimento do pai, o ex-deputado federal, engenheiro e empresário paulista Rubens Paiva. Nesta terça-feira, 27/11, ela teve acesso aos primeiros documentos que ajudam a elucidar o mistério e lançam luzes sobre um dos episódios sombrios da repressão.

Os papéis que Maria Beatriz recebeu, em solenidade no Palácio Piratini, na Capital, registram a entrada de seu pai no Departamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na rua Barão de Mesquita, no Rio, em 1971, e um termo de "cautela", datado de 4 de fevereiro do mesmo ano, descrevendo documentos apreendidos no veículo de Paiva. Até então, havia apenas relatos verbais sobre o ingresso de Rubens Paiva no DOI-Codi e as circunstâncias em que ele teria permanecido no quartel-símbolo da repressão.

Os documentos vieram à tona somente agora porque eram mantidos pelo coronel Julio Miguel Molinas Dias, ex-comandante do abominável DOI-Codi. Molinas Dias foi morto neste 1º de novembro, em Porto Alegre, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

A POESIA DE RUBEM ALVES

Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora...
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente...
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte...
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência... Minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana... muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade...

O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você".

A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.

As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido! Eu quero desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que me pintaram.
Desencaixotar emoções, recuperar sentidos.

Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora. Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino. Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.

Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.