terça-feira, 16 de julho de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 328


ROMA E A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO: FIM DA GUERRA

Gianni Valente
Reportagem publicada
no site Vatican Insider,
21-06-2013.
A tradução é do Cepat
 publicada pela Unisinos, RS
O movimento eclesial teológico da América Latina, conhecido como “teologia da libertação”, que depois do Vaticano II encontrou eco em todo o mundo, deve ser considerado, na minha opinião, entre as correntes mais significativas da teologia católica do século XX.
Arcebispo Gerhard Ludwig Müller

Gianni Valente
Reportagem publicada no site Vatican Insider, 21-06-2013
A tradução é do Cepat publicada pela Unisinos, RS

Q
uem consagra a Teologia da Libertação com esta elogiosa e peremptória avaliação histórica não é nenhum representante sul-americano das estações eclesiais do passado. O “certificado” de validade chega diretamente do arcebispo Gerhard Ludwig Müller, atual Prefeito do mesmo dicastério vaticano – a Congregação para a Doutrina da Fé – que durante os anos 1980, seguindo o impulso do Papa polonês e sob a direção do então cardeal Ratzinger, interveio com duas instruções para indicar os desvios pastorais e doutrinais que também incluíam os caminhos que as teologias latino-americanas haviam tomado.

A avaliação sobre a Teologia da Libertação não é uma declaração que escapou acidentalmente ao atual custódio da ortodoxia católica. O juízo, meditado, aparece nas densas páginas do volume do qual foi tirada a frase: uma antologia de ensaios escrita a quatro mãos, impressa na Alemanha, em 2004, e que agora está sendo publicada na Itália com o título “Da parte dos pobres, Teologia da Libertação, Teologia da Igreja” (Ediciones Messaggero, Padua, Emi).

Atualmente, o livro irrompe como um ato para encerrar as guerras teológicas do passado e os resíduos bélicos que de tempos em tempos brilham para espairecer alarmas que representam ora interesses, ora pretextos.

Gustavo Gutiérrez
O livro é escrito pelo atual responsável pelo ex-Santo Ofício e pelo teólogo peruano Gustavo Gutiérrez, pai da Teologia da Libertação e inventor da própria fórmula utilizada para definir essa corrente teológica, cujas obras foram submetidas a exames rigorosos durante muito tempo pela Congregação para a Doutrina da Fé em sua longa estação ratzingeriana, embora nunca tenha sido condenado.

O livro representa o resultado de um longo caminho comum. Müller nunca ocultou sua proximidade com Gustavo Gutiérrez, que conheceu em 1998 em Lima durante um seminário de estudos.

Em 2008, durante a cerimônia para o doutorado honoris causa concedido ao teólogo Müller pela Pontifícia Universidade Católica do Peru, o então bispo de Regensburg definiu como absolutamente ortodoxa a teologia de seu mestre e amigo peruano. Nos meses anteriores à nomeação de Müller como presidente do dicastério doutrinal, foi exatamente sua relação com Gutiérrez que foi evocada por alguns como prova da não idoneidade do bispo teólogo alemão para o posto que ocupou (durante 24 anos) o então cardeal Ratzinger.

Nos ensaios da antologia, os dois autores-amigos se complementam reciprocamente. Segundo Müller, os méritos da Teologia da Libertação vão além do âmbito do catolicismo latino-americano. O Prefeito indica que a Teologia da Libertação expressou no contexto real da América Latina das últimas décadas a orientação para Jesus Cristo redentor e libertador que marca qualquer teologia autenticamente cristã, justamente a partir da insistente predileção evangélica pelos pobres. “Neste continente”, reconhece Müller, “a pobreza oprime as crianças, os idosos e os doentes”, e induz muitos a “considerar a morte como uma escapatória”. Desde as suas primeiras manifestações, a Teologia da Libertação ‘obrigava’ as teologias de outras partes a não criar abstrações sobre as condições reais da vida dos povos ou dos indivíduos. E reconhecia nos pobres a “própria carne de Cristo”, como agora repete o Papa Francisco.

Papa Francisco
Justamente com a chegada do primeiro Papa latino-americano surge com maior força a oportunidade para considerar esses anos e essas experiências sem os condicionamentos dos furores e das polêmicas daquela época. Mesmo afastando-se dos ritualismos dos “mea culpa” postiços ou das aparentes “reabilitações”, hoje é muito mais fácil reconhecer que certas veementes mobilizações de alguns setores eclesiais contra a Teologia da Libertação eram motivadas por certas preferências de orientação política mais que pelo desejo de guardar e afirmar a fé dos apóstolos.

Os que pagaram a fatura foram os teólogos peruanos e os pastores que estavam completamente submergidos na fé evangélica do próprio povo, que acabaram “triturados” ou na sombra mais absoluta. Durante um longo período, a hostilidade demonstrada para com a Teologia da Libertação foi um importante fator para favorecer brilhantes carreiras eclesiásticas.

Em um dos textos, Müller (que numa entrevista de 27 de dezembro de 2012 havia expressado a hipótese do cenário de um Papa latino-americano depois de Ratzinger) descreve sem meias palavras os fatores político-religiosos e geopolíticos que condicionaram certas “cruzadas” contra a Teologia da Libertação: “Com o sentimento triunfalista de um capitalismo que, provavelmente, se considerava definitivamente vitorioso”, refere o Prefeito do dicastério doutrinal vaticano, “misturou-se também a satisfação de ter negado desta maneira qualquer fundamento ou justificação da Teologia da Libertação. Acreditava-se que o jogo com ela era muito simples, lançando-a no mesmo conjunto da violência revolucionária e do terrorismo dos grupos marxistas”.

Müller também cita o documento secreto, preparado para o presidente Reagan pelo Comitê de Santa Fé, em 1980 (ou seja, quatro anos antes da primeira Instrução sobre a Teologia da Libertação), no qual se solicitava ao governo dos Estados Unidos da América que agisse com agressividade contra a “Teologia da Libertação”, culpada por ter transformado a Igreja Católica em “arma política contra a propriedade privada e o sistema da produção capitalista”.

“É desconcertante neste documento”, destaca Müller, “a desfaçatez com que seus autores, responsáveis por ditaduras militares brutais e por poderosas oligarquias, fazem de seus interesses pela propriedade privada e pelo sistema produtivo capitalista o parâmetro do que deve valer como critério cristão”.

Após terem passado décadas de batalhas e contraposições, justamente a amizade entre os dois teólogos (o Prefeito da Doutrina da Fé e aquele que durante um tempo foi perseguido pelo mesmo dicastério doutrinal) alimenta finalmente uma ótica capaz de distinguir as obsoletas armações ideológicas do passado da genuína fonte evangélica que impulsionava muitas das rotas do catolicismo latino-americano depois do Concílio.

Segundo Müller, Gutiérrez, com seus 85 anos (e que pretende viajar à Itália e passar por Roma em setembro), expressou uma reflexão teológica que não se limitava às conferências nem aos cenáculos universitários, mas que se nutria da seiva das liturgias celebradas pelo sacerdote com os pobres, nas periferias de Lima. Ou seja, essa experiência básica graças à qual – como disse sempre simples e biblicamente o próprio Gutiérrez – “ser cristão significa seguir a Jesus”. É o próprio Senhor, acrescenta Müller ao comentar a frase de seu amigo peruano, quem “nos dá a indicação de nos comprometermos diretamente com os pobres. Fazer prevalecer a verdade nos leva a estar do lado dos pobres”.
  
PENSAMENTOS
Selma Amorim
Composição com ágatas
Não deixes que o tempo escorra por entre os dedos abertos de tuas mãos vazias. Segura-o de qualquer maneira para que ele vire eternidade. Dom Helder Câmara
A vida merece algo além do aumento de velocidade. Gandhi
Uma longa viagem começa com um único passo. Lao-Tsé
Não há atalhos fáceis para qualquer lugar digno de ser visitado. Beverly Sills
Só são verdadeiramente felizes aqueles que procuram ser úteis aos outros. Albert Schweitzer
O carpinteiro molda a madeira, os arqueiros moldam flechas, o sábio molda a si mesmo. Buda
O homem morre uma primeira vez na idade em que perde o entusiasmo. Balzac
Há somente dois dias durante o ano em que não podemos fazer nada: ontem e amanhã. Gandhi
Nos momentos de crise é que surgem as mais poderosas ações. Paiva Netto
O que nos faz bons ou maus não é aquilo que nos aconteceu, mas sim o que fazemos e somos. Hubert Rohden
Não penso em toda a desgraça, mas na beleza que permanece. Anne Frank
Seleção feita por Jorge Leão – MFC São Luís - MA

ENTÃO ACONTECEU, O 18º ENA ENCONTRO NACIONAL DO MFC DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO.

A
proximadamente 500 membros do MFC de 18 estados do Brasil reuniram-se em Vitória da Conquista – Bahia, de 6 a 12 de julho, para avaliar, debater e assumir posições frente aos desafios do nosso tempo, especialmente diante dos recentes acontecimentos e manifestações da cidadania brasileira reivindicando dos governos políticas públicas mais corajosas para a saúde, educação, combate a corrupção, reforma política, mobilidade urbana, transportes.

Depois de três anos de gestão fecunda como Coordenadores Nacionais do MFC, Eduardo e Ismari Lange, são festejados por seu desempenho exemplar.

Nos próximos Correios, novas informações sobre o ENA 2013 e perspectivas para a nova Coordenação eleita.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

DO 1º AO 18º ENA

N
os seus 58 anos de vida o Movimento Familiar Cristão do Brasil vem construindo sua mística, seus carismas e perseguindo seus objetivos a partir da constante busca pela integração das famílias, primeiro reunindo-as em Equipes Base e a partir delas organizando-se numa estrutura que se ramifica por todo o território brasileiro.

Nos dois primeiros anos de vida, a Equipe de Coordenação Nacional, assim como as Regionais e Estaduais, ao se reunirem regularmente, avaliando a caminhada e propondo metas de ação, perceberam a necessidade de Encontros Nacionais, como forma de se manter a unidade de objetivos e como resposta aos anseios que brotavam das Equipes Base.

Assim, definiram pela realização dos Encontros Nacionais, realizados com a periodicidade de três anos, uma necessidade absoluta para a vida e a existência do MFC, apesar de todas as dificuldades de organização que lhes são inerentes.

O 1º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC aconteceu em 1957, na Cidade do Rio de Janeiro – RJ; o último – 18º ENA, aconteceu de 6 a 12 de julho de 2013, na Cidade de Vitória da Conquista – BA e o próximo será na Cidade de Maringá – PR em 2016.

A história registra que a Região Sudeste realizou 6 (seis) ENA’s (Rio de Janeiro – 1, São Paulo – 2, Minas Gerais – 2 e Espirito Santo – 1), seguido da Região Nordeste com 5 (cinco) ENA’s (Alagoas – 1, Bahia – 3 e Ceará -1), Região Sul com 4 (quatro) ENA’s (Rio Grande do Sul – 2 e Paraná – 2), Região Norte com 2 (dois) ENA’s (Maranhão - 1 e Pará - 1) e Região Centro Oeste com 1 (um) ENA (Mato Grosso do Sul - 1).

À parte de todas as demais providências, para as quais se faz necessário a organização de equipes de serviço específicas, o núcleo de um Encontro Nacional é sem dúvida, o desenvolvimento do tema central ao longo do mesmo.

Os ENA’s se caracterizam como tempo de passagem, uma verdadeira Páscoa. Tempo de passagem de coordenações e colegiados; tempo de passagem de metas cumpridas para novas metas traçadas; tempo de matar as saudades, de renovar as esperanças, de conhecer novos companheiros, de fazer contato com novas culturas e realidades. É tempo de estudo e aprofundamento, mas também de alegria, diversão e descontração.

Todo ENA provoca uma revitalização no processo de crescimento do MFC, pois marca o término de uma etapa e o início de outra.

A cada ENA, reúnem-se aproximadamente 500 mefecistas de todas as regiões do Brasil para interagir durante uma semana de estudos e reflexões sobre as ações do MFC enquanto movimento de igreja.

Paralelo a um ENA ocorre a AGN – ASSEMBLEIA GERAL NACIONAL, ocasião em que o Colegiado Nacional define novas metas e elege novos Coordenadores Regionais e também o Coordenador Nacional.

domingo, 14 de julho de 2013

HOJE, 197ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


LITURGIA DO 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 14/07/2013

  

 15º DOMINGO
DO TEMPO COMUM

  


PRIMEIRA LEITURA (Dt 30,10-14)

Livro do Deuteronômio:
Moisés falou ao povo, dizendo: 10Ouve a voz do Senhor, teu Deus, e observa todos os seus mandamentos e preceitos, que estão escritos nesta lei. Converte-te para o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma.

11Na verdade, este mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance. 12Não está no céu, para que possas dizer: ‘Quem subirá ao céu por nós para apanhá-lo? Quem no-lo ensinará para que o possamos cumprir?’

13Nem está do outro lado do mar, para que possas alegar: ‘Quem atravessará o mar por nós para apanhá-lo? Quem no-lo ensinará para que o possamos cumprir?’

14Ao contrário, esta palavra está ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 18B)

— Os preceitos do Senhor são precisos,/ alegria ao coração.
— A lei do Senhor Deus é perfeita,/ conforto para a alma!/ O testemunho do Senhor é fiel,/ sabedoria dos humildes.
— Os preceitos do Senhor são precisos,/ alegria ao coração./ O mandamento do Senhor é brilhante,/ para os olhos é uma luz.
— É puro o temor do Senhor,/ imutável para sempre./ Os julgamentos do Senhor são corretos/ e justos igualmente.
— Mais desejáveis do que o ouro são eles,/ do que o ouro refinado./ Suas palavras são mais doces que o mel,/ que o mel que sai dos favos.

SEGUNDA LEITURA (Cl 1,15-20)

Carta de São Paulo aos Colossenses:
15Cristo é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, 16pois, por causa dele, foram criadas todas as coisas, no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência.
18Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o Princípio, o Primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, 19porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude 20e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 10,25-37)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”

26Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?”

27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”

28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”.

29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”

30Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu na mão de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora, deixando-o quase morto.

31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado.

32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.

33Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele.

35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”.

E Jesus perguntou:

36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”

37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”.

Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe

A Palavra de Deus proposta neste Domingo é surpreendente. Tudo começa com uma pergunta que, apesar de mal intencionada, é válida, necessária, sempre urgente; pergunta que brota do mais profundo da nossa angústia: “Que devo fazer para receber a vida? Como devo viver para viver de verdade, para que minha vida valha a pena e não seja uma paixão inútil?” Apesar de um mundo que procura nos distrair dessa pergunta, não há como sufocá-la, como fazer de conta que ela não perturba nosso coração! Pelo amor de Deus, responda o mundo tão animado e cheio de distrações: onde está a felicidade duradoura? Onde está a vida, a realização da existência? Que caminho seguir, para ser feliz de verdade?

Jesus indica o caminho: “O que está escrito na Torah? Como lês?” – Aqui, há algo importantíssimo. Jesus está falando com um escriba judeu; por isso, manda-o à Lei de Moisés. Uma coisa ele quer deixar clara: a vida não está no homem, mas na vontade de Deus! O homem somente será feliz, somente encontrará a vida se procurar lealmente a vontade de Deus. Por isso, no Salmo 118, o Salmista pede, de modo comovente: “Sou apenas peregrino sobre a terra; de mim não oculteis vossos preceitos!” Perder de vista o projeto de Deus para nós, é perder de vista a própria vida, o sentido da existência! Não esqueçamos, para não sermos enganados: fechados para a vontade do Senhor, não encontraremos a realização verdadeira! E este é o drama do mundo atual, que se julga maior de idade e, portanto, independente de Deus. Na verdade, é um mundo ateu, porque é um mundo auto-suficiente, que só confia de verdade na sua filosofia, na sua tecnologia, na sua racionalidade pagã e na sua moral fechada para o Infinito!

Ao invés, Jesus nos força a abrir o coração para o Alto, para o Altíssimo; convida-nos a respirar fundo o ar novo e puro, que brota das narinas de Deus e dá novo alento ao ser humano cansado e envelhecido pelo pecado! “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência”. Esta abertura para Deus dilata e realiza o coração humano, que foi criado para dar e receber amor, amor na relação com Deus, que desemboca, generoso, no amor em relação aos outros: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. – “Faze isto e viverás!” Os filósofos ateus dos séculos XIX e XX – de Feuerbach a Sartre – gostavam de insistir que Deus escraviza o homem, desumaniza a humanidade, impedindo-a de ser ela própria, de ser feliz. É mentira! É um triste mal-entendido! A verdadeira abertura para Deus nos faz crescer, nos faz superar nossos estreitos limites, nos lança de verdade em relação a Deus e nos compromete com os outros! Os mandamentos de Deus realizam o mais profundo anseio do nosso coração, que é a vida: “Converte-te ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma! Na verdade, o mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance!” O próprio Deus – acreditem – nos deu o desejo e a capacidade de amar ao nos criar à sua imagem!

Jesus insiste ainda em algo muito importante: nossa relação com Deus, se é verdadeira, deve abrir-nos aos irmãos: “Quem é o meu próximo?” – A resposta de Jesus é clara: nosso próximo são aqueles que a vida fez próximos de nós. Nosso próximo são os próximos! Ou os amamos de verdade, ou não há próximo para amar. O próximo viraria uma idéia abstrata e sem valor algum. Não esqueçamos: o próximo tem rosto, tem cheiro, tem problemas e, às vezes, nos incomoda, nos atrapalha, nos desafia, nos causa raiva e contradição. É a este próximo, concreto como uma rocha, que eu devo amar! Mas, atenção: um judeu deve amar o próximo como a si mesmo: é isto que está escrito na Lei. Um cristão, não! Ele deve amar o próximo como Jesus: até dar a vida: “Amai-vos como eu vos amei. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, façais vós também!” (Jo 13,34.15).

Recordemos que o próprio Senhor nos deu o exemplo; ele mesmo se fez próximo de nós: sendo Deus se fez homem, veio viver a nossa aventura, partilhar a nossa sorte, para nos dar a sua vida: “Cristo é a imagem do Deus invisível… porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude”. Ele não viu nossa miséria de longe, não nos amou à distância: desceu e veio viver a nossa vida, fazendo-se Deus-conosco! Por isso, ele é o verdadeiro Bom Samaritano, o verdadeiro modelo daquele que “se faz próximo” do próximo: viu-nos à margem do caminho da vida; viu-nos roubados e despojados de nossa dignidade de imagem de Deus; viu-nos totalmente perdidos… Ele se compadeceu de nós, desceu à nossa miséria, fez-se homem, para nos curar e elevar. Nele, se revela a plenitude do amor a Deus e aos outros: “Deus quis por ele reconciliar consigo todos os seres que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz”. Então, somente em Cristo, encontramos a vida verdadeira e a realização pela qual tanto almejamos. Só ele nos reconcilia com Deus e no abre uns para os outros, aproximando-nos no seu amor!

Quando os cristãos não conseguem viver isso, quando não conseguem deixar que essa realidade maravilhosa transpareça, é porque estão sendo infiéis, estão sendo uma caricatura de discípulos do Senhor Jesus. Que responsabilidade a nossa! Saiamos daqui, hoje, com essa pergunta: quem são os meus próximos? Que tenho feito com eles? Pensemos em Jesus que veio ser próximo, e ainda se faz próximo hoje, em cada Eucaristia. Pensemos nele: “Vai, tu também, e faze o mesmo!” Amém.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome.  Amém!


Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

sábado, 13 de julho de 2013

ALAGOANOS E SERGIPANOS CHEGAM DE VITÓRIA DA CONQUISTA-BA

C
hegaram às 3 horas da madrugada deste sábado (13), em Maceió, os mefecistas alagoanos que participaram do 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, de 6 a 12 de julho, em Vitória da Conquista, sudoeste baiano.

O ônibus de turismo que conduziu as delegações de Alagoas e Sergipe, composta de 40 pessoas, partiu de Vitória da Conquista – Bahia às 9 horas da sexta-feira (12), logo após o café da manhã servido no Restaurante Mesa Farta, instalado no local do evento. Integrou as delegações de Alagoas e Sergipe o Padre Arnaldo Lima Dias, assessor eclesiástico do CONDIR NORDESTE na Gestão 2010/2013, que desceu em Feira de Santana – Bahia.

Ônibus que conduziu os mefecistas de Alagoas e
Sergipe para o 18º ENA
Uma parada para o almoço ocorreu às 13 horas em Brejões – Bahia, com a delegação prosseguindo viagem às 14 horas. O jantar das delegações aconteceu às 19 horas em Rio Real, cidade próxima a divisa da Bahia com Sergipe.

Às 22 horas o ônibus chegou à Aracaju, onde desembarcou a delegação sergipana composta de 14 pessoas de Sergipe, mais um mefecista de Timbó – Santa Catarina, que visitará parentes em Aracaju, seguindo os alagoanos para Maceió.


Participar de um ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC é uma realização como mefecista e qualquer sacrifício é válido. Os alagoanos e sergipanos, que seguiram e voltaram juntos para o 18º ENA, expressaram suas satisfações em ter participado do maior evento do MFC em nível de Brasil, e desejam, se o Pai Maior permitir, participar do 19º ENA, que acontecerá de 16 a 22 de julho de 2016, em Maringá – Paraná.

ANIVERSARIANTE DO DIA - MARIA DE PAULINHO


sexta-feira, 12 de julho de 2013

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - FLÁVIO & LUCILA


18º ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MFC É ENCERRADO FESTIVAMENTE!

Dramatização do CONDIR NORDESTE na Liturgia
A
 quinta-feira (11), 6º e último dia do 18º ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, em Vitória da Conquista – Bahia iniciou com a Liturgia do CONDIR NORDESTE com um forte estampido e a apresentação do vídeo “a vida toda”, retratando as mudanças que o mundo teve desde seu inicio.

O CONDIR NORDESTE dramatizou a era dos tempos com pessoas representando Adão e Eva, homens e mulheres com anzóis, arpão, pá, facão, cestas e outros utensílios, gesticulando, falando e dançando. Em outro momento, crianças acompanhadas de uma catequista, todas com um Catecismo na mão, entraram no palco e sentaram, enquanto a catequista, de pé, começou a interrogar o que as crianças não podem entender.

Dramatizando a era atual, jovens e adultos entraram no palco com notebooks, tablets, celulares, instrumentos que a modernidade disponibiliza a todos.

O CONDIR NORDESTE mostrou na Liturgia de hoje que ninguém aprende ou acerta sozinho. Por isso é preciso ler a Bíblia em conjunto. Não só com os olhos. A Bíblia tem cheiro de pó de estrada, de suor de gente. Ninguém pode deixar de valorizar o ver, o escutar, o tocar, o comer, o andar com os outros, o fazer.

Nesta Liturgia, ficou destacado que  não se pode viver falando só em cruz, em sofrimento, é preciso cuidar da alegria de servir, de provar o gosto bom de viver.
Muita alegria no encerramento da Liturgia do CONDIR NORDESTE
   
Finalizando a Liturgia, em clima de festa, todos falaram em alto e bom tom: “UM MEFECISTA NÃO PODE SER DORMINATE, MAS MILITANTE”.

Dando sequencia a programação, os encontristas se dirigiram as suas oficinas para o encerramento dos trabalhos e às 12h30min foi servido o almoço no Restaurante Mesa Farta, instalado no Instituto de Educação Euclides Dantas.

Às 14h30min, os encontristas se dirigiram para o Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, onde assistiram uma palestra e de lá seguiram em caminhada até a Praça 9 de Novembro, popular Praça do Acarajé, onde participou de um ato concreto, reivindicando melhorias para as famílias conquistense e de todo o Brasil.

A caminhada denominada “CAMINHADA DA FAMÍLIA” teve sua conclusão na Catedral Metropolitana de Vitória da Conquista, com uma celebração eucarística.

O 18º ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO teve um encerramento festivo no Mediterrâneo, tradicional casa de festas de Vitória da Conquista – Bahia, com uma noite recheada de muita animação.


Na manhã desta sexta-feira (12), a organização do 18º ENA vai proporcionar aos encontristas várias opções de passeios turísticos, concluindo com muito sucesso a realização do 18º ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA - FLÁVIO DE LUCILA


ANIVERSARIANTE DO DIA - BETH DE CLÁUDIO


ANIVERSARIANTE DO DIA - MAURÍCIO DE LUCIANA


DEFINIÇÃO DO LOCAL DO 19º ENA E ELEIÇÃO DA COORDENAÇÃO NACIONAL DO MFC MARCAM O 5º DIA DO 18º ENA

Apresentação da Liturgia do CONDIR SUDESTE

C
om o tema: “Famílias, abram os olhos para o avanço tecnológicos”, o CONDIR SUDESTE apresentou a Liturgia da quarta-feira (10), 5º dia do 18º ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, que acontece em Vitória da Conquista – Bahia.

A Liturgia iniciou-se com a apresentação do vídeo celular – Disconnect to Connect, mostrando parte dos resultados de pesquisa mundial que mostram que o convívio entre crianças e adultos está praticamente desaparecendo e um dos fatores que mais influíram nesta mudança radical na vida familiar e no isolamento das pessoas é, em grande parte, o uso intensivo da tecnologia digital.

Meninas e meninos estão conectados na Internet, nos celulares, nos games e na televisão, enquanto pais vivem obsecados pelos dispositivos e aplicativos que lhes oferecem aumento de produtividade e ganhos financeiros. Desde modo, a vida em família pode entrar para a lista de espécies ameaçadas de extinção.

O CONDIR SUDESTE dramatizou o momento retratando a realidade vivida por pais e filhos que se utilizam da tecnologia, esquecendo a verdadeira e tradicional convivência familiar.

Às 9 horas, o encontristas se dirigiram as salas onde funcionaram as Oficinas do 18º ENA, com diversas opções de assuntos: oficina desejada: Nucleação e Caminhada dos Jovens; Vivência e experiência da nucleação no MFC no Brasil; Religiosidade e espiritualidade; Resgatando vida – experiência para o tratamento da sobriedade; Envelhecimento e sexualidade, vivência do tempo e relacionamento afetivo; Consumismo e sustentabilidade: como trabalhar a preservação do meio ambiente no MFC; Conjugalidade e parentalidade, desafios para as famílias hoje (marido e mulher, pais e filhos); Formação nas equipes-base: Reuniões e Temários, Fato e Razão; Projetos sociais e de formação: como organizar; Papel dos leigos e leigas na sociedade e na Igreja instituição; Vivências em grupos para a formação de novas lideranças.

As 12h30min, as Oficinas foram interrompidas para o almoço no Restaurante Mesa Farta e às 14h30min os CONDIR’s se reuniram para darem posse aos coordenadores estaduais para o triênio 2013/2016 e elegerem entre os coordenadores estaduais o coordenador do CONDIR para o triênio.

Coordenadores da Gestão 2010/2013 homenagearam
Eduardo e Ismari, Coordenadores Nacional do MFC.
Com grande expectativa, iniciou-se às 17h15min a AGN – ASSEMBLEIA GERAL NACIONAL que se iniciou no domingo (07) e teve sua conclusão na quarta-feira (10) com a escolha da Cidade de Maringá – Paraná que sediará o 19º ENA, no período de 16 a 22 de julho de 2016 e a eleição do Coordenador Nacional que administrará o MFC nos próximos três anos.

Durante a AGN, os coordenadores regionais da gestão 2010/2013 fizeram uma homenagem ao casal Eduardo e Ismari neste encerramento de gestão.

Sônia e Adalberto, casal Coordenador Nacional
do MFC - Gestão 2013/2016.
No último dia da AGN 2013, os Coordenadores e Vice-Coordenadores dos 5 CONDIR’s foram aclamados e empossados. Em seguida, foi estabelecida a forma de eleição do casal Coordenador Nacional para o triênio 2013/2016, através de voto secreto, sendo distribuídas as cédulas com os nomes dos Coordenadores Regionais aos mefecistas com direito a voto. Galdino, Coordenador Regional Sudeste, pediu a palavra para informar que não pode participar da eleição por motivos particulares e ficará apenas como Coordenador Regional. Assim, a presidência da AGN encaminhou a votação que concluído e realizado o escrutínio dos votos, o resultado foi o seguinte: Sudeste com 2 votos, o Nordeste com 2 votos e o Centro Oeste com 39 votos. Em consequência, o Coordenador Regional do CONDIR CENTRO OESTE, Adalberto e Sônia, foram eleitos e empossados como CASAL COORDENADOR NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO NO BRASIL, para o período 2013 a 2016. Após a eleição festiva do casal Coordenador Nacional, a AGN foi encerrada.


As atividades do 5º dia do 18º ENA foram concluídas com um delicioso jantar e a palestra de Antônio Carlos Aguiar, vice-coordenador nacional do MFC, às 20 horas, no Teatro Carlos Jeová, do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

4º DIA DO 18º ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MFC

CONDIR SUL apresentou a Liturgia do 4º Dia do 18º ENA
  
O
s encontristas do 18º ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO reiniciaram as atividades nesta terça-feira (09), 4º dia do 18º ENA com um café da manhã às 7h30min no Instituto de Educação Euclides Dantas e logo após seguiram para o Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, onde assistiram a Liturgia do CONDIR SUL.

A liturgia teve como tema: “Famílias, abram os olhos para os Valores do século XXI” começando com a leitura do Evangelho extraído do livro de Coríntios 13.

Durante a liturgia, várias frases, slides e músicas foram apresentados, destacando-se a música “Todos estão surdos”. Nesta liturgia, o CONDIR SUL procurou destacar os valores absolutos de hoje, como o dinheiro, que proporciona uma falsa segurança (Lc 12, 16-21), idolatria (Mt 6,24), etc.

Após a liturgia, o CONDIR SUL apresentou um vídeo institucional, sobre os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, destacando a Cidade de Maringá – Paraná candidata a ser sede do 19º ENA em 2016.

Seguindo a programação, às 9 horas, os encontristas participaram do momento de “provocação do assessor” com o professor Mário Betiato, graduado em filosofia e teologia, pós-graduado em didática do ensino superior, mestrado em educação e doutorado em teologia. Em seguida todos se dirigiram as suas respectivas Comunidades.

Às 12h30min foi servido o almoço no Restaurante Mesa Farta, no Instituto de Educação Euclides Dantas. Às 14h30min os encontristas retornaram as suas Comunidades para o encerramento das atividades e às 15h30min aconteceu o “fechamento” com o professor Mário Betiato.

Logo após o lanche das 16h45min, reiniciou-se a AGN – Assembleia Geral Nacional com a participação de coordenadores estaduais, regionais e membros dos diversos Estados presentes no 18º ENA.

As atividades do 4º dia do 18º ENA foram concluídas com um delicioso jantar e show musical, às 20 horas, no Teatro Carlos Jeová, do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima.