domingo, 11 de agosto de 2013

LITURGIA E HOMILIA DO 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 11/08/2013

  
 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM
SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA - DIA DOS PAIS

“É PRECISO ESTAR VIGILANTES E PREPARADOS!”
 Vocação Matrimonial e Familiar
PRIMEIRA LEITURA (Sb 18,6-9)

Livro da Sabedoria:
6A noite da libertação fora predita a nossos pais, para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos. 7Ela foi esperada por teu povo, como salvação para os justos e como perdição para os inimigos.

8Com efeito, aquilo com que punistes nossos adversários serviu também para glorificar-nos, chamando-nos a ti.

9Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isso, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 32)

— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!/ Aos retos fica bem glorificá-lo./ Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança!
— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,/ e que confiam esperando em seu amor,/ para da morte libertar as suas vidas,/ e alimentá-los quando é tempo de penúria.
— No Senhor nós esperamos confiantes,/ porque ele é nosso auxílio e proteção!/ Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ da mesma forma que em vós nós esperamos!

SEGUNDA LEITURA (Hb 11,1-2.8-12)

Carta aos Hebreus:
Irmãos: 1A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem.

2Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia.

9Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os co-herdeiros da mesma promessa. 10Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor.

11Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa.

12É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 12,32-48)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 32“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. 33Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. 34Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater.

37Felizes os empregados que o Senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar.

39Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.

41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?”

42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente, que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa, para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do Senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Padre Luiz Carlos de Oliveira
Missionário Redentorista

“UM TESOURO NO CÉU”

PELA FÉ JÁ POSSUÍMOS
Nos caminhos da vida buscamos ao longe a felicidade. Em nosso caminho de fé recebemos a certeza de um prêmio celeste: “A esperança é como uma âncora para nossa vida. Ela é segura e firme, penetra até o outro lado da cortina do Santuário, onde Jesus entrou por nós como precursor…” (Hb 6,19-20). Sabemos em quem acreditamos (2Tm 1m12). A fé é a estrela guia que nos conduz até à mina do tesouro prometido por Jesus: “Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. O tesouro que buscamos é a posse do Reino. É nele que colocamos as riquezas que acumulamos através dos bens que possuímos. Colocamos nosso coração nos bens futuros onde está nosso coração. A fé é possuir já o que se espera. A mentalidade do mundo é acumular bens para o presente. Esses bens são vítimas de tantos males: ladrão que rouba, economia que engole (já vimos esse filme), desvalorização programada para enriquecer outros e o mau uso. Esses males não chegam onde está o tesouro do Céu. Por isso Jesus convida a fazer bolsas que não se estragam. Jesus conforta o pequeno rebanho na sua esperança: “Não tenhais medo pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino” (Lc 12,32). A carta aos Hebreus fala da fé dos antigos como Abraão, Sara e outros, que buscavam a realização de uma promessa ao longe. Abraão partiu para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia (Hb 11,8). Moisés caminhava como se visse o invisível (Hb 11,27).  O testemunho de fé dos antigos e da primeira comunidade anima-nos a compreender que há algo que vale mais que tudo que podemos conseguir de material. Deus quer que todos tenham o bem estar. O termômetro para saber que somos desapegados é quando sentimos em nosso coração o que falta aos outros. A compra dos bens espirituais se dará quando nos preocupamos com eles e tomamos atitudes concretas. Às vezes nos satisfazemos com um pouco de espiritualidade vazia e sem atitudes. Sem a caridade, a Igreja não é anunciadora do Reino.

SOLIDÁRIOS NOS BENS E NOS PERIGOS
A solidariedade é uma riqueza que nos dá o grande tesouro no Céu. A fé que possui um tesouro no Céu, ao distante, não elimina a responsabilidade sobre o mundo. A força do povo foi a solidariedade: “Os filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos”(Sb 18,9). A solidariedade é o primeiro sinal de Páscoa que os hebreus celebraram no Egito. Na fé cristã, o primeiro tesouro é a fraternidade e o cuidado com os mais fracos. Os outros que têm bens podem se resolver por si, mesmo nas coisas espirituais. Então vamos nos dedicar aos necessitados.

RESPONSABILIDADE NO SERVIÇO
Por fim pedimos “que tenhamos um coração de filhos para alcançarmos um dia, a herança que prometestes” (oração). A vigilância que a palavra de Deus nos pede não é um medo de ser pego em falta, mas de ser responsável por aquilo que nos foi confiado no Reino. Que o Senhor, ao chegar nos encontre em nosso lugar. Convém ao administrador, que seja fiel. Ao receber a responsabilidade, recebemos um grande dom do qual devemos prestar contas: “A quem muito foi dado, muito será pedido. A quem muito foi confiado, muito mais será exigido” (Lc 12,48). Quem muito recebeu deve prestar maiores contas. Somos responsáveis diante de Deus pelos imensos bens, tanto materiais como espirituais que recebemos. Em cada Eucaristia podemos revisar nossa vida diante da Palavra.

ORAÇÃO
                             
Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes.  Amém!


Editado por JorgeMacielNews

sábado, 10 de agosto de 2013

MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELO DIA DOS PAIS


UM POUCO DA HISTÓRIA DO MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO


UM POUCO DA HISTÓRIA DO
MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO

O
 MFC – MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO nasceu na Argentina e Uruguai no final dos anos 40 quando realizou suas primeiras experiências com Grupos de Casais. Sua criação oficial ocorreu no Uruguai no ano de 1950.

Os pioneiros no MFC foram os casais Soneira, Gelsi, Gallinal e o Padre Pedro Richards. No Brasil, o MFC foi criado em julho de 1955, durante o Congresso Eucarístico Internacional realizado no Rio de Janeiro.

A expansão na América Latina aconteceu em 1957, constituído o SPLA – Secretariado para a América Latina em 7 países, quando realizou o I Encontro Latino-Americano e teve como primeiro presidente o casal Federico e Hortênsia Soneira. Em 2005 o MFC chegou em 18 países, com mais de 40 mil famílias.

NASCIDO NO BRASIL
Durante o Congresso Eucarístico de 1955 os casais uruguaios e o Pe. Pedro Richards se reuniram com casais brasileiros da Ação Católica, no Ministério da Educação, Rio de Janeiro, por convite do Pe. Helder Câmara. Acolhida a idéia, formaram-se três equipes de casais em Niterói e Rio.

EXPANSÃO
Primeira Equipe Nacional: Júlio e Magdalena Barros Barreto, Nelson e Gabriela Parente.

Jean e Neuza Schwartz com Frei Lucas Moreira Neves assumem a expansão, viajando de avião, jeep, ônibus e jegue, criando núcleos do MFC Brasil afora.

APROVAÇÃO
O MFC recebeu a calorosa aprovação do Papa, do SELAM - Conselho Episcopal Latino Americano e da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, de raízes Católica, recebe também casais de outras confissões religiosas.

INICIAÇÃO
Através de convites pessoais e ou de Encontros conjugais, formam-se pequenos grupos com 10 a 12 pessoas, para facilitar um melhor entrosamento e aprofundar laços afetivos. Esses pequenos grupos são abertos na integração contínua de casais, viúvos (as), separados (as), divorciados (as) jovens, filhos e, abrem possibilidades aos seus integrantes de viverem um processo comunitário em troca de experiências, revisão de vida, reflexão crítica sobre os acontecimentos que afetam a sua vida conjugal, familiar, profissional, social, política e religiosa.

GRUPOS
São pessoas (adultos e/ou jovens) interessadas em iniciar um ciclo de reuniões para o estudo dos grandes problemas que os desafiam. O confronto de opiniões, a troca de experiências e a ajuda mútua, darão o tom de cada reunião delineando seus caminhos. Seus membros deverão manifestar livremente, apresentando com espontaneidade as suas próprias perspectivas e experiências pessoais, para confrontos fraternos com as dos demais. Hão de ser fecundos, se houver abertura, tolerância, humanidade, atenção e hospitalidade à palavra do outro. Esses debates servirão para a remoção de pequenos e de grandes obstáculos à vivência mais harmoniosa das relações conjugais e de toda a família.

REUNIÕES
As reuniões não são simples encontros sociais sem conseqüências. É um trabalho sério. Mas devem ser descontraídas, marcadas pela naturalidade, não deverão ultrapassar duas horas de duração. É preciso um mínimo de planejamento e de preparação por todos os membros, tornando-se assim, as reuniões ricas e proveitosas. A simplicidade é nota dominante no trabalho dos grupos. Na reunião, é a opinião formada na experiência vivida e exposta com as mesmas palavras simples de cada um costuma usar no seu dia a dia. Esta simplicidade, não prejudicará a seriedade e a profundidade na abordagem dos temas escolhidos. Há despreocupação quanto à censura, pois é como ele a vê.

PROCESSO
O processo utilizado para dinamizar as reuniões, é o participativo, libertador e transformador da sociedade, cabendo a cada membro colocar a serviço do grupo, todos os seus dons. É o transmitir e receber conteúdo, através de método dialogal, onde todos terão voz e vez e onde não há professor nem aluno. A sabedoria é a vivencia. É a cultura que brota do saber de cada um. É o respeito pela palavra do outro. Todos têm problemas, mas longe de ser objeto de lamentações, é tudo de profunda reflexão o transformar esta vivencia amarga, numa experiência positiva. Alargar seus próprios horizontes, e possibilitar o contato direto com os problemas do mundo, se torna questionamento constante, aberto, pronto a revisar suas idéias e a se auto-indagar.

O QUE PROMOVE
A cada três anos, o Movimento Familiar Cristão, realiza um encontro nacional – ENA e a cada quatro anos, um Encontro Latino – Americano – ELA. São momentos fortes onde toda a base se prepara estudando, refletindo para a realização destes grandes eventos. Neles, se avaliam os trabalhos realizados, são pesquisados novos caminhos que se abrem as famílias e estudam-se as realidades do mundo em contínua transformação.

FAMÍLIA
Abre a família para a compreensão dos grandes problemas sociais da modernidade, levando-a a se preocupar mais responsavelmente, pela promoção global de todas as famílias especialmente as mais carentes, as mais incompletas, as famílias incompletas pelo abandono do lar ou pela viuvez, ou aquelas marcadas pela marginalidade, pela doença e pela ignorância. Educa os pais para a educação dos filhos.

O QUE REALIZA
O MFC desenvolve muitas atividades de promoção familiar e social, com a participação dos membros de suas equipes: as muito conhecidas são as de preparação ao casamento, os cursos e encontros de casais, debates com pais ou com alunos, nas escolas: a manutenção de instrumentos e centros de orientação conjugal e familiar, além de desenvolver trabalhos com menores carentes.

COMPROMISSO
O MFC está comprometido na construção de uma sociedade mais justa, que permita às famílias realizarem plenamente suas funções humanizadoras e evangelizadoras, por isso, quer a elaboração e crescente aprimoramento de uma política social familiar que responda às suas necessidades básicas de educação, saúde, habitação e lazer.

O MFC COLABORA
Com a pastoral familiar da CNBB, no Brasil e em toda América Latina, com o CNL – Conselho Nacional de Leigos e, em geral com a pastoral familiar nas Paróquias.

MANUTENÇÃO
O MFC é mantido por seus membros, em cada cidade realiza campanhas para levantamento de recursos que permitam custear os grandes programas nacionais: encontros, simpósios, seminários e demais atividades do MFC no Brasil.

COMO PARTICIPAR
Se você deseja ingressar no Movimento Familiar Cristão, basta procurar a direção deste Movimento na sua cidade, caso não consiga localizá-lo, comunique através do Site do MFC http://www.mfc.org.br e/ou http://mfcbrasilnoticias.blogspot.com e receberá instruções como proceder para encontrar o núcleo de mais fácil contato.

A COORDENAÇÃO A SERVIÇO DA COMUNIDADE O MFC POSSUI:
CONDIN - Conselho Diretor Nacional, composto de um colegiado com representação nas cincos regiões, para atender todo o Brasil, que se chama CONDIR  - Conselho Diretor Regional. São eles:

CONDIR NORTE – Conselho Diretor Norte.
CONDIR NORDESTE – Conselho Diretor Nordeste.
CONDIR CENTRO-OESTE – Conselho Diretor Centro Oeste.
CONDIR SUDESTE – Conselho Diretor Sudeste.
CONDIR SUL – Conselho Diretor Sul.

SECRETARIADO NACIONAL
SENFOR: Secretariado Nacional de Formação.
SENFIN: Secretariado Nacional de Finanças.
SENCOM: Secretariado Nacional de Comunicação.
SENPREC: Secretariado Nacional de Preparação ao Casamento.
SENEN: Secretariado Nacional de Expansão e Nucleação.
SENAPS: Secretariado Nacional de Ação Política e Social.
SENJOV: Secretariado Nacional de Jovens.
AGLA - Assembléia Geral latino-americana –de quatro em quatro anos.
AGN - Assembléia Geral Nacional – de três em três anos e acontece logo após o encerramento do ENA.
ELA - Encontro Latino Americano – de três em ter anos.
ENA - Encontro Nacional: ENA – Acontece de três em três anos, o ultimo aconteceu em julho de 2010 na cidade de Vila Velha (ES), e o próximo acontecerá em julho de 2013, em Vitória da Conquista (BA).
IBRAF - Instituto Brasileiro da Família.

SEU SER, NATUREZA E OBJETIVO
Movimento de Igreja, de âmbito latino-americano, “constituído por livre eleição dos leigos e dirigido por seu prudente juízo”. (A. A. nº 24)

Visa à evangelização e promoção da família e seus valores humanos e cristãos para que possa cumprir a sua missão de formadora de pessoas, educadora na fé e promotora do bem comum.

CARISMA
Original: Valorização do amor conjugal, a construção de famílias mais felizes para que o mundo seja melhor.

Hoje: Preparar famílias para o compromisso cristão de construção de um mundo mais justo e solidário no qual todas as famílias possam se humanizar e cumprir a sua missão.

EXPRESSÕES DO CARISMA
Famílias comprometidas com a salvação da sociedade.
Famílias integradas no processo de mudanças sociais em favor da justiça.
Famílias Igrejas-Domésticas, como coração do Povo de Deus.
Famílias conscientizadas e críticas frente a ideologias políticas.

ABERTURA DO CONCEITO DE FAMÍLIA
Famílias que se reconhecem incompletas, imperfeitas, sejam na vivência do amor, no serviço aos outros, na falta de fé, na ausência ou debilidade da dimensão sacramental da união conjugal...
portanto famílias incapazes de discriminar outras por imperfeições de qualquer natureza.

MFC ABERTO À PARTICIPAÇÃO DE TODAS AS PESSOAS E FAMÍLIAS
Famílias que buscam viver o amor entre seus membros, no serviço aos outros, com seus valores e imperfeições, independentemente da natureza do vínculo matrimonial.

Pessoas solteiras, jovens ou adultos, viúvas, divorciadas, em sintonia com os objetivos e carisma do Movimento.

ESPIRITUALIDADE CONJUGAL
O casamento é uma realidade humana e na visão cristã um sacramento.

Sacramento, se a união conjugal é fundada no amor que toma como modelo o amor de Deus: gratuito, fiel, humanizador, de doação ao outro...

O amor humano é, portanto, a expressão central da espiritualidade conjugal.

FAMÍLIA CONDICIONADA PELA SOCIEDADE
O MFC reconhece que a família é condicionada por pressões sociais desagregadoras ou condições de vida que a desumanizam e impedem a plena realização de suas funções Para construir famílias é preciso portanto reconstruir uma sociedade que as desagrega.

SOCIEDADE QUE SE TRANSFORMA PELA AÇÃO DAS FAMÍLIAS
Famílias conscientizadas sobre a realidade social que as condicionam Famílias que assumem sua missão profética de anunciar um modelo de sociedade justa, fraterna e solidária Famílias comprometidas com a denúncia profética de toda forma de injustiça social.

MFC: três palavras
Movimento: ativo, profético, a caminho, nunca um corpo estático, inerte.

Familiar: congrega famílias e seus membros e os formam para serem agentes de transformação.

Cristão: transformação orientada à edificação do Reino de Deus: uma sociedade justa, solidária e igualitária.

SUA VIDA
A VIDA DO MFC
Movimento de pequenas comunidades familiares cristãs – casais e pessoas solteiras, viúvas, divorciadas, jovens e adultas, recasadas... em sintonia com o carisma do MFC.

Comunidades que se encontram para criar laços afetivos, formar-se humanamente e na fé, para assumir ações transformadoras da sociedade.

O PROCESSO PEDAGÓGICO
A formação se desenvolve em reuniões do grupo, com apoio de temários ou a partir do ver a realidade que o cerca e julgá-la à luz da fé e das ciências humanas, para descobrir como agir na solução dos problemas identificados.

O processo cria laços entre seus membros e leva a ações conjuntas.

CRESCIMENTO HUMANO E NA FÉ.

Na partida, há um grupo ainda não plenamente integrado Logo se consolida numa equipe-base, com um projeto comum de formação e de ação conjunta, vivendo o processo pedagógico de crescimento na maturidade, a equipe-base evolui para ser uma verdadeira comunidade familiar unida por fortes laços afetivos.

ATRAÇÃO PARA A EXPANSÃO
Convites cordiais a pessoas e famílias para integrarem-se ao processo, encontros de famílias, de casais, de jovens, com metodologia participativa apropriada, motivando à integração.

Atividades com jovens e encontros ou cursos de preparação ao casamento, incentivando à continuidade da formação, em grupos ou equipes-base.

METODOLOGIA
Reuniões de equipes-base e diversos tipos de encontros e atividades de formação com emprego de metodologias participativas, todos os envolvidos sendo motivados a uma troca construtiva de conhecimentos, de experiências de vida, construindo juntos um novo saber enriquecido.

FORMAÇÃO
Centrada no processo pedagógico vivido nas equipes e comunidades, nas reuniões e convivência solidária, onde se reflete e se trocam experiências de vida familiar e social à luz do evangelho complementada por cursos de formação humana e cristã para uma fé adulta, suprindo deficiências de escolaridade, educação e catequese.

SUA AÇÃO
AÇÕES COLETIVAS DAS COMUNIDADES E DO MFC

Conscientização através de programas de debates, painéis, cine-fóruns...

Profetismo: anúncio de um novo mundo possível e denúncia de toda forma de injustiça.

Programas assistenciais, promocionais de pessoas e famílias.

Ações políticas suprapartidárias.

RECURSOS DE APOIO À FORMAÇÃO: editoria de publicações
Temários de reuniões de grupos, equipes-base e comunidades familiares.

Revista “Fato e Razão” para formação, conscientização e apoio às reuniões.

Publicações, vídeos e material didático para a preparação ao casamento, encontros de famílias, casais, jovens...

MFC EM TODAS AS REGIÕES DO BRASIL
O Movimento Familiar Cristão está presente nos seguintes Estados:

CENTRO OESTE – Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
NORDESTE – Alagoas, Bahia, Ceará e Sergipe
NORTE – Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará
SUDESTE - Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo

SUL – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

MFC PARTICIPA DA FESTA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES

O
 MFC - Movimento Familiar Cristão de Maceió participa da FESTA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES, Padroeira da Cidade e da Arquidiocese de Maceió, que tem inicio no sábado – 17 de agosto de 2013, na Catedral de Maceió.

A solenidade de abertura da FESTA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES acontecerá às 6 horas do sábado (17), com o hasteamento da bandeira da Padroeira Nossa Senhora dos Prazeres, seguida da Celebração Eucarística e adoração ao Santíssimo Sacramento. Ao meio dia haverá a benção do Santíssimo Sacramento e às 18 horas o Terço Meditado.

Ainda no sábado (17), às 18 horas terá inicio a Caminhada da Família Militar, saindo do Quartel da Polícia Militar com destino à Catedral e às 19 horas acontecerá a Celebração Eucarística celebrada pelo Padre Fernando Antonio Bezerra da Silva – Capelão em exercício do 59º BMTz e concelebrada pelos padres Epitácio Palmeira – Capelão da Polícia Militar e Padre Judá Barbosa – Capelão do Corpo de Bombeiros. A animação será do Coral São Jorge (Polícia Militar) e as lideranças da noite serão dos Militares da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Forças Públicas Federais (Exercito, Marinha e Aeronáutica) e Polícia Civil.

A programação da FESTA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES tem sequencia no domingo (18) com o tema: “É preciso redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidencia sempre maior, a alegria e renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (Bento XVI), com Celebrações Eucarísticas às 6, 15 e 19 horas.

A Celebração Eucarística das 19 horas terá como celebrante e pregador o Padre Rodrigo Rios Batista - Administrador Paroquial de Porto de Pedras e as lideranças serão do Movimento Familiar Cristão, Cursilho de Cristandade e Equipes de Nossa Senhora.

Nesta Celebração das 19 horas, é importante a presença da família mefecista, se possível, vestida com a camisa do MFC.

A programação festiva em louvor a Nossa Senhora dos Prazeres tem sequencia nos dias seguintes, com Celebrações Eucarísticas, Adorações ao Santíssimo Sacramento, Terços Meditado, finalizando na terça-feira - dia 27 de agosto, com a Procissão triunfal com a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, saindo da Catedral e percorrendo as principais ruas do Centro de Maceió, encerrando-se na Praça dos Martírios com a Celebração Eucarística presidida por Dom Antônio Muniz Fernandes – Arcebispo Metropolitano de Maceió.

De 18 a 26, após a Missa das 6 horas, será servido um café matinal para os pobres de rua e à comunidade e após a Missa das 19 horas, haverá um momento de confraternização com musica e barracas com comidas típicas, ao lado da Catedral.


O Movimento Familiar Cristão será responsável pelo café matinal para os pobres de rua no dia 22 de agosto. Os membros do MFC estão convidados a participar da Missa das 6 horas e ajudar a organizar e servir o café matinal. Se possível, vestido com a camisa do MFC.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

EQUIPE DO MFC PARTICIPOU DA MISSA DA MISERICÓRDIA NO PAPÓDROMO

Membros da Equipe do MFC que trabalharam na Missa da Misericórdia
U
ma Equipe do Movimento Familiar Cristão coordenada pelo casal Rivoldo e Luciana (Grupo Iluminar) e membros de diversos Grupos de Base do MFC Maceió, participaram na tarde do último domingo (04), às 15 horas, no Papódromo, localizado às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, da MISSA DA MISERICÓRDIA.

A missa foi presidida pelo Arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, e foi conduzida pelo padre Augusto Jorge, titular da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, situada no bairro. “Este é um espaço de direito da Igreja e a missa aqui é uma oportunidade de sensibilizar a comunidade, os governantes e até mesmo nós”, afirmou Dom Antônio Muniz.

Momento de muita emoção para os fieis presentes
Para receber os milhares de fies que participaram da Missa da Misericórdia, o espaço passou por uma limpeza na manhã do domingo, quando foram retirados o lixo acumulado e o mato que tomava o local, abandonado há mais de duas décadas após a visita do Papa João Paulo II em 1991.

Antes da celebração os jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude foram acolhidos pela comunidade presente. A Arquidiocese propõe criar um santuário no local dedicado a João Paulo II e à Irmã Dulce.


A Missa da Misericórdia será celebrada nos primeiros domingos de cada mês com a presença de fieis católicos dos movimentos, pastorais e demais organismos da Arquidiocese de Maceió e toda comunidade.

Crédito das fotos: Fernando Fon (MFC MACEIÓ)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

MFC MACEIÓ SE INTEGRA A REDE DE COMUNICADORES DA ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ

M
embros de pastorais, movimentos e organismos da Arquidiocese de Maceió se reuniram na manhã do último domingo (4) para participar de um encontro sobre a Pastoral da Comunicação. O encontro que ocorreu no Instituto da Família, ao lado da Catedral de Maceió, teve como objetivo formar uma rede de comunicadores.

A formação iniciou com a explicação dos objetivos e funções da Pascom dentro da Arquidiocese. A Equipe da Pascom explicou sobre a rede de comunicadores e concluiu dizendo que é preciso estreitar as relações entre os veículos de comunicação da Arquidiocese e os movimentos, pastorais e demais organismos da Arquidiocese de Maceió. "Queremos estreitar as relações e juntos com vocês alimentar os veículos de comunicação disponíveis na arquidiocese, como o rádio, portal, Facebook e o Jornal O Semeador", disse Wagner Oliveira, jornalista a serviço da Pascom.

Os participantes ouviram uma explanação de como cada um desses meios funcionam e como deve ser o envio de notícias. Os presentes também receberam um manual de redação e realizaram um pequeno exercício de como elaborar um texto.

Cerca de 25 pessoas participaram do momento e foram convidados ao final a participar da 8° MUTIRÃO DE COMUNICAÇÃO, evento nacional, que será realizado em outubro deste ano em Natal – RN, proporcionando aos agentes de comunicação em geral, um importante aprendizado e a consequente troca de experiências com comunicadores de todo o Brasil.


O Movimento Familiar Cristão de Maceió esteve representado pelo mefecista Jorge Maciel, vice-coordenador de Cidade e atual responsável pelo setor de comunicação do MFC em Maceió. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

MFC MACEIÓ APOSTA NUMA GESTÃO PARTICIPATIVA

A
 atual Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió – Alagoas aposta numa gestão participativa, com o Conselho de Cidade, formado pelos Coordenadores de Grupos de Base - legítimos representantes das bases do MFC, participando da elaboração do plano de ações estabelecido para o triênio.

Desde que eleita, a Coordenação de Cidade vem visitando os Grupos de Base, participando de reuniões, ouvindo sugestões das Bases, interagindo com todos os membros para desenvolver um trabalho que proporcione melhorias para o MFC e seus membros.

CONSELHO DE CIDADE – JULHO/2013
No último dia 24 de julho, com a presença de representantes dos diversos Grupos de Base do MFC Maceió, aconteceu a 1ª Reunião do Conselho de Cidade da Gestão 2013/2016, na Sede do MFC, oportunidade que foram apresentadas as seguintes sugestões:

1) Aprofundamento litúrgico. Projetos para crescimento espiritual. Estudos Bíblicos;
2) Reuniões de integração intergrupos;
3) Preparação de casais para acompanhamento no pós-encontro;
4) Ações sociais;
5) Definir um domingo do mês para participação na MISSA DO MFC;
6) Retiro Quaresmal;
7) Encontro entre o mefecistas como forma de RENOVAÇÃO ESPIRITUAL;
8) Visita da Equipe Cidade aos Grupos de Base;
9) Motivar Equipe de Jovens;
10) Convite a casais para participação das reuniões em Equipes de Base.

REUNIÕES ECCi
Para que isso possa acontecer, a ECCi – Equipe de Coordenação de Cidade se reunirá na Sede do MFC nos dias 14 e 28 de agosto, 11 e 25 de setembro, 9 de outubro, 13 de novembro e 11 de dezembro. Reuniões extras devem acontecer, dependendo da necessidade da Coordenação e dos membros que compõe a ECCi.

CONSELHO DE CIDADE – AGOSTO/2013
A reunião do Conselho de Cidade sempre acontecerá na terceira quarta-feira de cada mês, e neste mês de agosto já está definida para o dia 21, a partir das 19h30min, na Sede do MFC na Rua Araújo Bivar, 580 – Pajuçara. Oportunidade que os Coordenadores, Tesoureiros e Auxiliares de Grupos de Base tratarão de importantes assuntos relacionados ao MFC Maceió.

A Coordenação de Cidade eleita para o triênio 2013/2016 é composta por Péricles e Ula (Grupo Vida) e Jorge e Penha (Grupo Caná da Galileia).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

É PRECISO PERDER O MEDO DE ERRAR

“O humilde não tem medo de errar”

Dom Rafael Llano Cifuentes
Arcebispo Emérito de Nova Friburgo (RJ)

Q
uem se reconhece e se aceita, quem é humilde, não tem medo de errar. Por quê? Porque se, depois de ponderar, prudentemente, a sua decisão, ainda cometer um erro, isso não o surpreenderá, pois sabe que é próprio da sua condição limitada. São Francisco de Sales dizia de uma forma muito expressiva: “Por que se surpreender que a miséria seja miserável?”.

Lembro-me ainda daquele dia em que subia a encosta da Perdizes, lá em São Paulo, para dar a minha primeira aula na Faculdade Paulista de Direito, da PUC (Pontifícia Universidade Católica). Ia virando e revirando as matérias, repetindo conceitos e ideias. Estava nervoso; não sabia que impressão causariam as minhas palavras naqueles alunos de rosto desconhecido. E se me fizessem alguma pergunta a qual eu não saberia responder? E se, no meio da exposição, eu esquecesse a sequência de ideias?

Entrei na sala de aula tenso, com um sorriso artificial. Comecei a falar. Estava excessivamente pendente do que dizia, nem olhava para a cara dos alunos. Falei quarenta e cinco minutos seguidos sem interrupção, sem consultar uma nota sequer.

Percebi, porém, um certo distanciamento da “turma”, um certo respeito. Um rapaz, muito comunicativo e inteligente, talvez para superar a distância criada entre o grupo e o professor, aproximou-se e me cumprimentou: “Parabéns, professor. Que memória! Não consultou, em nenhum momento, os seus apontamentos. Foi muito interessante!"
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Respirei, mas, desconfiado, quis saber: "Você entendeu o que eu disse?" Admirou-se com a minha pergunta; não a esperava. Sorrindo, encabulado, confessou-me: "Entendi muito pouco, e, pelo que pude observar, a 'turma' entendeu menos ainda".

A lição estava clara: "Dei a aula para mim e não para eles. Dei a aula para demonstrar que estava capacitado, mas não para ensinar”. Faltara descontração, didática, empatia; não fizera nenhuma pausa, nenhuma pergunta. Fora tudo academicamente perfeito, como um belo cadáver. Fora um fracasso.

Lembro-me também que, quando descia aquela encosta, fiz o propósito de tentar ser mais humilde, de preparar um esquema mais simples, de perder o medo de errar, esse medo que me deixara tão tenso e tão cansado; de pensar mais nos meus alunos e menos na imagem que eles pudessem fazer de mim. E se me fizessem uma pergunta a qual não soubesse responder, o que diria? Pois bem, diria a verdade, que precisava estudar a questão com mais calma e, na próxima aula, lhes responderia. Tão simples assim.

Que tranquilidade a minha ao subir a encosta no dia seguinte! E que agradecimento dos alunos ao verem a minha atitude mais solta, mais desinibida, mais simpática! Uma lição que tive de reaprender muitas vezes ao longo da minha vida de professor e de sacerdote: a simplicidade, a transparência e a espontaneidade são o melhor remédio para a tensão e a timidez e o recurso mais eficaz para que as nossas palavras e os nossos desejos de fazer o bem tenham eco.


Não olhemos as pupilas alheias como se fossem um espelho, no qual se reflete a nossa própria imagem; não estejamos pendentes da resposta que esse espelho possa dar às perguntas que a nossa vaidade formula continuamente: "O que é que você pensa de mim? Gostou da colocação que fiz?" Tudo isso é raquítico, decadente, cheira ao mofo do próprio "eu", imobiliza e retrai, inibe e tranca a espontaneidade. Percamos o medo de errar e erraremos menos.