terça-feira, 10 de setembro de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 335

   
   
Os brasileiros certamente ainda têm na memória os anos de grande efervescência e de grande participação dos movimentos populares que foram os anos em que se elaborou uma nova Constituição depois da longa ditadura militar.
   
O ABISMO ENTRE O LEGAL E O REAL
Manfredo Araújo de Oliveira - ADITAL

Manfredo Araújo de Oliveira
Certamente, a Constituição foi o ponto de chegada de intensas lutas sociais contra regimes totalitários e o grande feito foi a sociedade conseguir dar a si mesma um Estado Social esboçado na Constituição.

I
sto fica claro a partir do estabelecimento dos objetivos fundamentais do Estado: a construção de uma sociedade justa, livre e solidária, a redução das desigualdades sociais e regionais, a erradicação da pobreza e da marginalização, a garantia do desenvolvimento nacional e a promoção do bem de todos superando os preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e qualquer outro tipo de discriminação.

Certamente, uma das razões, pelo menos vivenciada se não explicitada, que levou tantos às ruas é o enorme abismo entre o Estado legal e Estado real. Este último continua sendo excludente, elitista, patrimonialista, permanece sendo o garante dos privilégios dos que têm o poder nos diferentes níveis da vida social.

O Estado nacional continua apropriado por uma elite que não está disposta a abrir mão de seus privilégios. Um sinal muito claro disto é a distribuição dos gastos públicos: no Orçamento Geral da União de 2011 45% dos recursos foram destinados ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública federal enquanto 3% foram destinados à educação, 4% à saúde, 0,12% à reforma agrária.

O povo sente em sua vida as consequências: muitas famílias não têm terra para trabalhar, não têm moradia, lazer, cultura, um emprego ou uma fonte de renda, o abastecimento de água e o esgoto sanitário ainda são insuficientes, o sistema de saúde e de educação não atende as necessidades, sobretudo, dos pobres.

Grande parte da população fica somente com as políticas compensatórias, como o ‘Bolsa Família’, que, certamente, ajuda muito: fala-se que vinte e oito milhões de pessoas saíram da situação de extrema pobreza e trinta e seis alcançaram um nível de consumo próximo ao das classes médias, mas estas políticas não enfrentam o problema estrutural de uma sociedade organizada em função da lógica da acumulação o que faz com que uma minoria controle a maior parte das riquezas sociais.

Nosso sistema tributário revela esta lógica dominante: a maior parte dos impostos incide sobre o consumo, prejudicando os que ganham menos que utilizam toda sua renda em consumo. A tributação direta, aquela que incide sobre a riqueza e o patrimônio, representa uma parte bem menor do volume total dos recursos arrecadados.

Daí uma contradição fundamental que marca nossa realidade nacional: O Brasil é ao mesmo tempo a sexta maior economia e uma das cinco nações mais desiguais do mundo. Isto significa dizer que a riqueza produzida pelo esforço de toda a sociedade, muitas vezes à custa de superexploração do trabalho e destruição da natureza está nas mãos de um pequeno grupo.

A “IGREJA POBRE PARA OS POBRES” E A NÃO ORDENAÇÃO DAS MULHERES
Jung Mo Sung
Autor, com Hugo Assmann, de "Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres”, Ed. Paulus

Após o impacto e a euforia da visita do papa Francisco ao Brasil, é tempo para reflexões. Se há alguma novidade na metodologia da Teologia da Libertação foi a pretensão (nem sempre realizada) de ser uma reflexão crítica sobre a experiência da fé no seguimento de Jesus e, portanto, das lutas pelas emancipações e libertações humanas. Após um "banho de emoções” desta visita, algumas reflexões críticas.
  

U
ma das grandes diferenças entre a visita do papa Francisco em relação às visitas dos papas João Paulo II e Bento XVI foi o tamanho dos discursos e sermões entre eles. Papa Francisco parece acreditar mais em gestos simbólicos (não artificiais ou rituais, mas espontâneos e que comunicam por si) combinados com discursos mais breves que explicitam posições que nem sempre são claras nos gestos. Um exemplo marcante disso foi o seu discurso no Teatro Municipal do Rio de Janeiro quando defendeu o valor do Estado Laico e as contribuições das diversas tradições religiosas para a sociedade, em uma cerimônia que contou com líderes das mais diversas tradições religiosas e setores da sociedade.

Parece que ele crê que a melhor forma de a Igreja Católica se comunicar com a sociedade hoje é a linguagem mais simbólica que expresse os valores do evangelho. Assim, a sua presença no Brasil pode ser vista realmente como uma expressão pública do seu desejo de uma "Igreja pobre e simples voltada para pobres e pessoas de boa vontade”.
Dessa forma, a Igreja seria uma testemunha com mais credibilidade do seguimento de Jesus, aquele que nem tinha onde reclinar sua cabeça (cf. Lc 9,58). Realmente, longos discursos dogmáticos podem convencer pessoas da validade de uma doutrina, mas não convertem pessoas, nem as motivam a entrar na caminhada e luta.

Se os gestos e posições simbólicos são tão fundamentais na transmissão de mensagens que vão além da descrição do que existe que levam as pessoas a perceber a vontade de Deus e a lutar pela realização dessa vontade na Terra, eu me pergunto qual será a mensagem que a Igreja transmite ao mundo quando trata a não ordenação presbiteral das mulheres como algo definitivo.

Quando se discute o fim do celibato obrigatório e a ordenação dos homens casados, o que estão no centro do debate é se a vocação e a ordenação presbiteral estão subordinados ao celibato. Isto é, a opção de aceitar o celibato, uma decisão pessoal, é ou não condição necessária para a ordenação.

Mas, quando se discute a ordenação ou não das mulheres, não está em discussão se há alguma exigência de ordem de decisão pessoal (aceitar ou não o celibato ou qualquer outra exigência), mas se as mulheres como tais são aptas ou não receber a ordenação. O que implica também se as mulheres são passíveis ou não de serem chamadas, vocacionadas, por Deus para o serviço de presbíteras na comunidade.

Ao tratar a não ordenação das mulheres como algo definitivo e não histórico ou cultural, a Igreja está dizendo ao mundo – através desse "gesto simbólico”– que há um problema "ontológico” com as mulheres que não lhes permitem ser cogitadas por Deus para serem vocacionadas à ordenação. Pareceria que Deus tem algum problema ou restrição em relação ao "ser” das mulheres; parece que Deus não quer ou não pode chamar mulheres para a ordenação.

Não trato aqui do debate doutrinário sobre a ordenação de homens e/ou mulheres; nem o papel do presbítero/clero na comunidade cristã, mas a mensagem que a sociedade percebe no "gesto simbólico” de dar como definitiva a não ordenação das mulheres. Muito menos quero discutir aqui as razões teológicas ou de política eclesiástica que levaram papa Francisco a dizer rapidamente que essa questão está resolvida. O que quero apontar é que, com essa posição, a Igreja Católica confunde a sociedade.

Pois, se a "Igreja pobre para os pobres” testemunha a vida simples e pobre de Jesus na sua pregação do Reino de Deus, a Igreja que não pode ordenar mulheres não testemunha o ensinamento neotestamentário de que entre os batizados em Cristo "não há mais judeus ou gregos, nem servos ou livres, nem homens e mulheres; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gal 3,27-28).

“É PAPEL DA IGREJA DISCUTIR O ESTADO”, diz dom Guilherme na abertura da Semana Social Brasileira

Unidos em um momento de canto e partilha, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pastorais e movimentos sociais de todo o Brasil deram início à 5ª Semana Social Brasileira (SSB Setembro 2013), no Centro Cultural de Brasília, Distrito Federal, sob o tema "Estado para quê e para quem”.
 
Dom Guilherme Werlang
É
 papel da Igreja discutir o Estado?, questionou dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB. "É missão, sim, da Igreja abraçar essa discussão, pois envolve o homem e a mulher e tudo o que diz respeito ao ser humano e à vida, diz respeito à Igreja. O Estado, na sua essência, diz respeito à Igreja. As Igrejas não existem para si mesmas, a Igreja existe para servir ao povo, ao mundo”, ressaltou, comentando que é obrigação de todo cristão/ã se envolver nessas discussões e que é preciso coragem para isso, já que o diálogo "com o Estado que temos” não tem sido fácil.

"Somos enviados para ser boa notícia e denunciar o que não está bom, por isso a necessidade de discutir o Estado com a sociedade civil e movimentos sociais. É missão da CNBB discutir com a sociedade e propor caminhos que gerem a vida. Nem sempre esse diálogo tem sido fácil, porque o diálogo não vai com verdades fechadas, é preciso ouvir e ser ouvido”, enfatizou.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CONSELHO DE CIDADE E EQUIPES DA 30ª NUCLEAÇÃO SE REÚNEM NA SEDE DO MFC

O
 Conselho de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió estará reunido na próxima quarta-feira, dia 11 de setembro, às 19h30min, na Sede do MFC (Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara – Rua do Estádio do CRB), para avaliar o desempenho do MFC e seus Grupos de Base, estabelecer metas e trocar informações referentes às atividades mefecistas no âmbito de Maceió.

A principal ação desenvolvida pelo MFC MACEIÓ é a intermediação, organização das ações e atividades dos Grupos de Base, sendo importante à troca de informações para que possa existir sucesso nas metas planejadas. Além do acompanhamento das ações, nesta reunião serão realizados os ajustes do Plano de Ação do MFC MACEIÓ.

O Conselho de Cidade é formado pela Coordenação de Cidade e Coordenadores de Grupos de Base. Participam também da reunião os demais integrantes da Equipe Cidade, Tesoureiros, Orientadores e Assessorias dos Grupos de Base.

Se você é Coordenador, Tesoureiro ou Auxiliar de Grupo, não falte, a sua presença é fundamental para que o Grupo tenha voz e voto nas decisões do MFC MACEIÓ.

REUNIÃO EQUIPE DE EXPANSÃO

A
 Equipe de Expansão do MFC MACEIÓ, responsável pela organização e realização da 30ª NUCLEAÇÃO que acontecerá de 27 a 29 de setembro de 2013, na Sede dos Cursilhos, se reúne com todas as Equipes de Serviços que trabalharão durante o evento.

A reunião terá inicio às 19h30min desta terça-feira (10) e acontecerá na Sede do MFC (Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara – Rua do Estádio do CRB).

A coordenação da 30ª NUCLEAÇÃO DO MFC MACEIÓ lembra a todos os mefecistas que trabalharão na 30ª NUCLEAÇÃO que nesta reunião devem efetuar o pagamento da taxa de participação. Aqueles que tiverem fichas de inscrição de nucleando também devem entregar na reunião.

domingo, 8 de setembro de 2013

HOJE, 205ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


LITURGIA DO 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 08/09/2013

   
 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM



PRIMEIRA LEITURA (Sb 9,13-18)

LEITURA DO LIVRO DA SABEDORIA:
13Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor?

14Na verdade, os pensamentos dos mortais são tímidos e nossas reflexões incertas: 15porque o corpo corruptível torna pesada a alma, e tenda de argila oprime a mente que pensa.

16Mal podemos conhecer o que há na terra, e com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto, investigará o que há nos céus?

17Acaso alguém teria conhecido o teu desígnio, sem que lhe desses Sabedoria e do alto lhe enviasses teu santo espírito? 18Só assim se tornaram retos os caminhos dos que estão na terra, e os homens aprenderam o que te agrada, e pela Sabedoria foram salvos.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 89)

— Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós!

— Vós fazeis voltar ao pó todo mortal,/ quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!”/ Pois mil anos para vós são como ontem,/ qual vigília de uma noite que passou.

— Eles passam como o sono da manhã,/ são iguais à erva verde pelos campos:/ de manhã ela floresce vicejante,/ mas à tarde é cortada e logo seca.

— Ensinai-nos a contar os nossos dias,/ e dai ao nosso coração sabedoria!/ Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis?/ Tende piedade e compaixão de vossos servos!

— Saciai-nos de manhã com vosso amor,/ e exultaremos de alegria todo o dia!/ Que a bondade do Senhor e nosso Deus/ repouse sobre nós e nos conduza!/ Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

SEGUNDA LEITURA (Fm 9b-10.12-17)

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO APÓSTOLO A FILÊMON:
Caríssimo: 9bEu, Paulo, velho como estou, e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, 10faço-te um pedido em favor do meu filho, que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. 12Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração. 13Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão, que eu devo ao evangelho.

14Mas eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea. 15Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, 16já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. 17Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 14,25-33)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.

28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’

31Ou ainda: qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz.

33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
Padre Luiz Carlos de Oliveira
Missionário Redentorista

DESAPEGAR-SE – NÃO ODIAR
Quando se fala de religião, fé, moral e espiritualidade, dá-se a impressão de proibição, com um solene não. Embora pareça bloqueio, é libertação do que nos oprime para a escolha de algo que liberta. Quando ouvimos Não matar, entendemos libertar para dar vida e ter vida. Jesus, ao mostrar as exigências de seu seguimento, quer tudo ou nada. Tem que pensar antes de assumir o seguimento, como explica através das parábolas do rei que vai para a guerra e tem que avaliar seu poder de força e o construtor da torre analisar suas condições para a construção. E completa com a explicação: “Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33). Não dá para seguir Jesus pela metade, colocando reservas a seu ensinamento. Isso é um péssimo contributo para a evangelização, apresentando um Jesus retalhado e um evangelho espedaçado. O desapego não significa ódio à família nem a si mesmo nem aos bens. A cultura do tempo de Jesus falava por opostos. Trata-se de dar preferência, de acordo com a o pensamento hebraico. Que Jesus e sua Palavra sejam o ponto de partida da vida e o sentido de tudo que fazemos. É isto que dá vida. Vimos na história do jovem rico que a exigência de Jesus não lhe agradou. Jesus gostou dele. O moço era uma pessoa boa (Mt 19,17). A solução está em colocar família, bens e a própria vida no seguimento de Jesus. Nossa fé perde a força de testemunho quando a vivemos por pedaços. Apresenta a cruz como o modo de segui-lo: “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meus discípulos” (Lc 14,27). Carregar a cruz significa caminhar com o mesmo amor de serviço com o qual Ele nos deu a redenção.

O CORPO PESA SOBRE A ALMA
Vivemos a condição humana marcada pela fragilidade espiritual fruto do pecado original e dos pecados que acrescentamos à maré de males que há no mundo. Ensinados pela Sabedoria podemos conhecer o desígnio de Deus. Ela nos ensina que, se temos dificuldades de conhecer o que há na terra, como investigar os céus? (Sb 9,16). O autor reconhece que o corpo corruptível torna pesada a alma e a tenda de argila oprime a mente que pensa (Sb 9,15). O salmo 89 reflete esta fragilidade do ser humano comparando-o à erva e ao sono da manhã. Tudo passa e tudo é frágil. Mas já podemos conhecer o desígnio de Deus, pois nos foi dada a Sabedoria do Espírito Santo. O homem é frágil, mas tem a consistência do Espírito que age nele. E o Sábio conclui que nossos caminhos se tornam retos e aprendemos a agradar a Deus. É o que pudemos ver na carta de Paulo a Filemon. Nela mostra que a fé penetra as decisões humanas. A fé pode orientar nossa vida em todos seus segmentos. Mesmo que pese sobre nós a fragilidade, podemos ter a força da fé.

A FÉ DESTRÓI BARREIRAS
Rezamos no salmo: “Ensinai-nos a contar nossos dias dai ao nosso coração sabedoria” (Sl 89). E rezamos na oração da missa: “Concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna”. Depois de fazermos a mudança de vida nós o escolhemos. A fé em Jesus destrói as barreiras e os pesos que sofremos por conta da natureza humana frágil e pecadora. Depois de termos escolhido Jesus, temos mais condições de acertar do que riscos de errar. Os erros que cometemos não atingem a substância de nossa alma no seu relacionamento com Deus. Em cada missa recebemos o Corpo do Senhor que é purificação e sustento. Somos ensinados por Deus.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna.  Amém!

Editado por JorgeMacielNews

sábado, 7 de setembro de 2013

PREPARATIVOS PARA A 30ª NUCLEAÇÃO MOVIMENTA MFC MACEIÓ


A
 Equipe escolhida pela Coordenação do Movimento Familiar Cristão em Maceió para realizar a 30ª NUCLEAÇÃO DO MFC MACEIÓ se reúne constantemente com os coordenadores das diversas Equipes de Serviço para realizar com sucesso o evento que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de setembro, na Sede dos Cursilhos, no bairro do Farol.

INSCRIÇÕES

As vagas ofertadas serão para 32 (trinta e dois) casais e a inscrição só estará efetivada após a visita do Grupo de Apoio e o pagamento da taxa de inscrição. As indicações de casais devem ser efetivadas através de mefecistas junto à coordenação da 30ª NUCLEAÇÃO e/ou coordenação da Equipe de Paulo Apóstolo.

DOAÇÃO DE MANTIMENTOS

No Encontro, os maiores custos são com o aluguel do local do Encontro e com alimentação. Serão três dias, com alimentação para aproximadamente 200 (duzentas) pessoas e é necessário que os mefecistas maceioenses sejam generosos, doando produtos que constam na LISTA DE MANTIMENTOS.  Aqueles que se prontificarem a doar qualquer produto da lista podem entrar em contato com a coordenação da Equipe de Marta através do telefone: 9104-8311 (Lucila) ou pelo E-mail: lucila@lucmar.com.br


A Equipe de Coordenação da 30ª NUCLEAÇÃO DO MFC MACEIÓ é formada pelos casais Dorgivan e Virginia (Grupo Vida) e Sextafeira e Luciana (Grupo Luz).

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 334

   
“Os argumentos bíblicos, teológicos e místicos aduzidos pela hierarquia para fazer a apologia ou para justificar o Celibato sacerdotal obrigatório, como necessidade absoluta para a Igreja, não resistem a uma boa análise teológica, psicológica, antropológica ou sociológica”.

O CELIBATO EXIGIDO
JOÃO TAVARES
ENTREVISTA A EDISON VEIGA DE O ESTADO DE SÃO PAULO

João Tavares, padre casado
Esse apego secular, exasperado e exasperante ao celibato obrigatório no sacerdócio, é muito mais de origem platônica (para Platão o corpo era um mal e a alma era sua prisioneira, doida para se libertar dessa prisão...) e agostiniana do que propriamente cristã (Agostinho era um neoplatônico brilhante de vida devassa na juventude que, convertido e feito bispo de Hipona, se tornou um grande misógino).

A
 hierarquia nunca lidou bem e serenamente com o corpo, a erótica, a sexualidade e a afetividade. A disciplina do celibato simplesmente é assim há séculos e continua a ser assim porque convém à hierarquia que assim seja. Garante muito mais a economia e, sobretudo, o férreo esquema de poder interno na hierarquia. A Igreja romana não está preparada, nem quer começar a se preparar para um clero casado, pois isso iria destruir seu atual esquema de poder, que é constantiniano, mundano, não cristão.

Se ter uma família atrapalharia o ministério sacerdotal? - eu diria que modificaria o modo atual de ser padre.

Primeiro, o padre teria menos tempo para a pastoral. Mas aí eu pergunto: quantos padres, realmente, dão à pastoral, todo o seu tempo? Porque tantos são professores, psicólogos, cantores, etc.? Por que padre passeia tanto, inclusive para o estrangeiro?

Segundo, o padre, provavelmente, seria um homem mais humano, mais natural, mais pé-no-chão, mais misericórdia, mais compaixão, mais partilha da responsabilidade, menos poder centralizado em suas mãos, mais responsabilidade e maturidade na sua sexualidade e afetividade.

E as famílias confiariam mais nele para entregarem seus filhos aos cuidados dele.

Além disso, tendo também de cuidar de sua família, seria bem mais relativista no trato com casais, jovens e crianças. E bem mais entrosado com a realidade da vida concreta, inclusiva a vida afetiva, financeira, do trabalho, etc... E bem mais pé no chão nas suas homilias.

Nesse ponto do sacerdote da ativa casado, do celibato opcional, vale uma comparação, tanto com as Igrejas Ortodoxas como com as Igrejas ditas Protestantes (não aceito a designação "evangélica" como distintiva delas em relação à católica!) que há muito vêm resolvendo bem esses problemas. Temos bons padres casados na Ortodoxa e bons padres e bispos casados nas Protestantes. Mas, naturalmente, com esquemas econômicos e de poder muito mais simples e democrático do que o esquema/estrutura católicos de poder hierárquico fechado e com total exclusão dos leigos.

No ano passado, por exemplo, o setor leigo na Convenção Anglicana na Inglaterra, impediu as mulheres de ascenderem ao Episcopado. Contra a vontade do Arcebispo de Cantuária, chefe da Igreja Anglicana e contra a maioria dos votos dos padres e bispos. Coisa impossível numa Igreja católica com o Poder total na mão do alto Clero. Na mesma Igreja católica, mas de rito oriental, os padres podem casar.

E não consta que sejam piores ou menos eficientes do que os padres obrigatoriamente celibatários da Igreja. Há também um outro fator importante. Se o celibato é um conselho evangélico, um carisma especial dado por Deus, ele é um carisma pessoal. Portanto não pode ser imposto por uma lei eclesiástica que não tem fundamentação sólida nem na Bíblia nem na Teologia.

*Reprodução parcial de entrevista mais extensa de João Tavares, padre casado.

Editorial
AS RUAS FALAM
 
Multidão cerca o Congresso Nacional
O
s jovens acordaram. A geração mais idosa já estava preocupada pelo silêncio juvenil acomodado há tanto tempo. Agora, tomam conta das ruas, fazem política espontânea razoavelmente organizada, sem lideranças espertas nem iniciativas ou monitoramento de organismos, sindicatos ou partidos políticos.

Manifestam sua indignação contra políticas injustas e a falta de políticas sociais e econômicas necessárias e urgentes. O problema de difícil solução é barrar a infiltração de vândalos, talvez manipulados por grupos excluídos das manifestações, programadas como ruidosas, mas pacíficas. A polícia tem dificuldade de agir por causa da mistura confusa de reivindicações legítimas da parte maior e sadia daquela multidão, com a fúria enlouquecida da destruição de pequenos grupos mascarados, que enfraquece a voz legítima das ruas.

Surgem defensores dos predadores atribuindo-lhes uma ideologia que se expressa no quebra-quebra de bancos e lojas de luxo, como símbolos de uma sociedade capitalista desigual e injusta, mas a tese não é convincente, os rostos cobertos confirmam a intenção do anonimato na destruição pela destruição.

Os feridos nos confrontos e os prejuízos para os bens públicos e privados acabam sendo atribuídos a todos, sem uma possível distinção senão pelas máscaras da covardia. A polícia deve ter recursos e inteligência para separar o joio do trigo, desenvolvendo estratégias adequadas sem a violência contraproducente do cassetete que só piora o quadro.

Por enquanto ainda não se percebe o preparo dos seus agentes para enfrentar esse problema, que chegou para ficar e tentar dominar o movimento. Os jovens que saíram do descanso prolongado e foram para as avenidas do país devem também agir com inteligência e firmeza pacífica contra os que deformam a beleza de seus movimentos aplaudidos pela população. Sigam nas ruas na luta incansável pela justiça.

A POESIA DE RUBEM ALVES
   
Rubem Alves
“Contei meus anos e descobri...
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora...
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente...
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...”

“Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte...
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência... Minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana... muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade...”

“Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora.
Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino.
Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.
Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.”


Economia
OPINIÕES
UM ASSUNTO QUENTE PARA DEBATER
POR LUÍS ARTUR NOGUEIRA E HUGO CILO

   

Q
uantas características são comuns aos economistas Antonio Delfim Netto, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, mais conhecido como Chico Lopes? Muitas. Além de serem veteranos na mesma profissão, os três já ocuparam cargos importantes na área econômica federal, em épocas distintas.

Nos últimos meses, seus discursos para plateias públicas e privadas têm cada vez mais pontos convergentes quando tratam do atual momento econômico do Brasil. Ao contrário do que boa parte do mercado financeiro prega, esses três economistas não acham que o País esteja a caminho da recessão e da bancarrota. Na verdade, esse trio de cavaleiros contra o apocalipse enxerga o copo meio cheio enquanto outros analistas só o veem meio vazio. O noticiário econômico da semana passada resume bem esse quadro. Contra cada indicador divulgado, havia sempre uma saraivada de críticas. O desemprego caiu de 6,0% em junho para 5,6% em julho. Mas os críticos ressaltaram que o índice era inferior aos 5,4% registrados no ano passado.

Entre vagas abertas e fechadas, a economia formal gerou um saldo positivo de 41,5 mil, em julho. Porém, o mercado reclamou que foi o pior resultado em dez anos. A prévia da inflação oficial de agosto ficou em 0,16%, bem abaixo do 0,39% do mesmo período do ano passado. Os pessimistas, no entanto, argumentaram que o índice de preços mais que dobrou em relação ao 0,07% de julho. Em termos anualizados, a economia estará crescendo perto dos 4%, mas o mau humor de plantão dirá que o terceiro trimestre, que mal passou da sua metade, será muito pior – talvez até recessivo...