terça-feira, 17 de setembro de 2013

ATÉ QUE PONTO SOU CRISTÃO?

Pe. Anacleto Ortigara, MS
Curitiba/PR
O
nde eu me encontro neste momento na minha caminhada de discípulo, de cristão, dentro da Comunidade? De que lado me vejo?

Lembrando que não é julgamento, nem exame de consciência. É simplesmente um momento para refletir sobre meu momento atual na caminhada de fé e de compromisso.

Onde me encontro... num lado... no outro lado... ou, às vezes, no meio.

Ao fazermos esta reflexão, vamos ouvir os dois lados da pergunta e, em seguida, cada um vai se colocar onde se acha neste momento da caminhada.... num lado... no outro lado.... ou no meio... Repetiremos isso para cada pergunta, mudando de lugar, de lado, de acordo com a reflexão e onde você se acha na caminhada. Faremos o deslocamento num espírito de oração, em silêncio, lentamente e com sinceridade. É uma reflexão individual e ninguém vai reparar quem se posiciona em que lugar. O importante é entrar em contato com sua realidade atual, neste momento na caminhada de fé e compromisso.

Não me interesso muito em aprender coisas novas, não participo dos momentos de formação...

Sinto-me vivo... atento... engajado com as pessoas e com a comunidade...

Todos somos chamados para sermos discípulos de Jesus, para seguir os exemplos dele dentro da nossa realidade atual. Já temos tudo que necessitamos para isso, a graça já foi concedida. Mas dentro de cada um de nós, ainda existem dons, talentos, potencialidades ainda não descobertos, ainda escondidos, não assumidos. São dons, por mais simples que sejam, que servem para construir o Reino de Deus entre nós.

Às vezes, falta auto-confiança para deixar transparecer um talento, outras vezes desconhecemos ou desconfiamos do tesouro que está dentro de nós. É possível que alguém já tenha nos alertado de um “dom” que temos, mas não acreditamos. Pode ser que somos um pouco preguiçosos – é mais fácil, mais cômodo, ficar do jeito que somos. Mas dentro de cada um de nós existe um dom não assumido, algo que faz parte da graça de Deus na nossa vida, algo que possa servir a comunidade, que possa contribuir para a construção do Reino dos céus.

Neste momento vamos pegar uns minutos para refletir em silêncio sobre a graça de Deus, a bondade de Deus para conosco. No silêncio do nosso coração, procuramos reconhecer e assumir esta capacidade, este talento, este dom... por menor ou mais simples que seja... que ainda escondemos, receamos deixar transparecer...

Ao escolher um desses dons escondidos, receamos deixar transparecer... ao escolher um desses dons escondidos, cada um vai escrevê-lo em uma ou poucas palavras – sem se identificar. Procure ser sincero – não terá que falar diante de ninguém!

Ao terminar... recolhem-se as folhas com gesto de oferta. Estas folhas representam uma potencialidade enorme da nossa comunidade. Do mesmo jeito que o Brasil tem uma imensidão de petróleo no “pré-sal” do oceano, a nossa comunidade tem uma riqueza imensa nestes dons ainda escondidos. Se nós nos abrirmos, arriscarmos, e deixarmos transparecer o que escrevemos nestas folhas... Imaginem como vamos crescer na nossa caminhada de seguidores, discípulos de Jesus. Imaginem como vamos aprofundar a qualidade da nossa comunidade a serviço de um mundo mais humano, mais fraterno!

Vamos rezar neste momento e pedir a coragem de assumir os dons que Deus nos deu:

Senhor, faça de mim um meio da tua comunicação;
- onde tantos joguem bombas, que eu leve a palavra da união;
- onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir;
- onde tantos fecham as mãos para bater, que eu abra o coração para acolher;
- onde tantos adoram o dinheiro, que eu saiba venerar a pessoa;
- onde tantos sofrem de solidão na multidão, que eu leve o encontro com alguém;
- onde tantos só olham para a terra, que eu saiba olhar também para o céu.

Senhor, não quero ser um simples hóspede de tua casa. Desejo contribuir com minhas atividades, ainda que pequenas. Quero que tua verdade seja mais conhecida e amada, na minha família e nos outros ambientes em que vivo e frequento. Amém.


Trabalho realizado pela Irmã Debra Ann Farwell - Congregação Irmãs Missionárias do Rosário, com citações retiradas do Livro “Formação de Animadores de Comunidade" - Autoria: Padre Anacleto Ortigara, Missionário Saletino e Assessor Eclesiástico do MFC Curitiba – Paraná.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

COORDENADORES DE GRUPOS DE BASE E EQUIPE CIDADE SE REÚNEM NA QUARTA-FEIRA (18)

O
 Conselho de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió estará reunido na próxima quarta-feira, dia 18 de setembro, às 19h30min, na Sede do MFC (Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara – Rua do Estádio do CRB), para avaliar o desempenho do MFC e seus Grupos de Base, estabelecer metas e trocar informações referentes às atividades mefecistas no âmbito de Maceió.

A principal ação desenvolvida pelo MFC MACEIÓ é a intermediação, organização das ações e atividades dos Grupos de Base, sendo importante à troca de informações para que possa existir sucesso nas metas planejadas. Além do acompanhamento das ações, nesta reunião serão realizados os ajustes do Plano de Ação do MFC MACEIÓ.

O Conselho de Cidade é formado pela Coordenação de Cidade e Coordenadores de Grupos de Base. Participam também da reunião os demais integrantes da Equipe Cidade, Tesoureiros, Orientadores e Assessorias dos Grupos de Base.

Se você é Coordenador, Tesoureiro ou Auxiliar de Grupo, não falte, a sua presença é fundamental para que o Grupo tenha voz e voto nas decisões do MFC MACEIÓ.

domingo, 15 de setembro de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 336


O Brasil tem 515 mil pessoas adultas nas prisões. É a quarta maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos EUA, China e Rússia. Como não temos uma estrutura prisional adequada para tanta gente, penitenciárias planejadas para 300 presos estão com 900. Essa superlotação provoca rebeliões, violências e uma permanente tensão para prisioneiros e carcereiros de um sistema saturado, com muitos presos sem julgamento e outros que já cumpriram pena e o juiz não assina o ato de soltura.

O Brasil e as prisões
A opinião pública é bombardeada diariamente por notícias de crimes hediondos. Para muitos, a solução de todos os problemas é mais polícia na rua, mais repressão nos bairros e mais rigor no sistema prisional.
http://www.adital.com.br/arquivos/autor/Marcelo_barros.jpg
Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor
Adital

A sociedade não se pergunta por que 90% da população presidiária no Brasil é negra ou mulata, pertence à classe mais pobre e tem entre 18 e 35 anos. Ao contrário, atualmente, uma campanha tenta mudar a idade penal e colocar nas prisões adolescentes a partir de 14 ou 15 anos.
O Brasil continua o terceiro país do mundo em desigualdade social. Nos últimos dez anos, o governo federal tem conseguido diminuir a miséria e integrar milhões de brasileiros na classe C. Entretanto, isso é feito via programas emergenciais que possibilitam maior acesso dos pobres aos bens de consumo, mas, ao mesmo tempo, garantem um lucro sempre maior dos empresários e banqueiros. Mantém-se a desigualdade social que gera injustiças e discriminações de todo tipo.
http://veja.abril.com.br/280201/imagens/brasil12.jpg
A sociedade vê sempre os crimes como atos de desonestidade pessoal e crueldade contra inocentes. E muitas vezes, o são, mas quase sempre eles têm também um contexto social. Não se pode esperar a transformação social para só depois combater o crime ou os atos de violência urbana. No entanto, enquanto o Brasil for o país no qual a propriedade da terra é mais concentrada e quase 90% dos brasileiros não têm reconhecidos direitos sociais básicos, como segurança alimentar, moradia digna, saúde e educação, por mais que se encham o País de policiais e se transformem nossas cidades em imensas prisões, pobres e ricos viverão sempre uma guerra não declarada e violenta.
Diante desse quadro, Igrejas cristãs mantêm serviços de atendimento aos presidiários. A maioria das missões busca converter os presidiários à sua Igreja.
A Pastoral Carcerária, promovida pela CNBB, visa testemunhar o Evangelho de Jesus nas prisões, manifestando a todos o amor de Deus e o seu projeto de uma sociedade de justiça e paz, sem armas nem prisões. Junto com outras pessoas e entidades, essa pastoral denuncia a situação caótica nos presídios e propõe alternativas sérias à pena de prisão. Trata-se da "justiça restaurativa” que já existe na legislação de outros países com bons resultados. No lugar de se fixar apenas na pena punitiva, ela busca solucionar o que é possível do mal cometido.

CNBB: 5ª Semana Social Brasileira
Aprovação de Carta Compromisso               
Tatiana Félix - Adital

A aprovação da Carta Compromisso da 5ª Semana Social Brasileira encerrou no dia 5 deste mês as atividades do evento que reuniu movimentos sociais, comunidades tradicionais e pastorais sociais ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Centro Cultural de Brasília (DF) para pensar e discutir o tema "O Estado que temos e o Estado que queremos”.

Tatiana Félix
O documento reúne as propostas dos dez grupos de trabalho temáticos debatidos em direção ao compromisso para a "refundação de um Estado de inclusão e de igualdade social”, fundamentado na "democracia direta, participativa e representativa”.

Destacando a urgência pelas questões da reforma política, demarcação dos territórios tradicionais pesqueiros e a reforma da igreja, a carta contempla ainda a defesa do trabalho digno com redução da
jornada de trabalho, retomada da metodologia das Assembleias Populares com a criação dos Tribunais Populares e o apoio às lutas por nova reforma agrária, agricultura familiar e camponesa.

A democratização dos meios de comunicação, a implementação do Marco Regulatório da Sociedade Civil, a efetivação dos Conselhos de Juventude para controle social de políticas públicas e o fortalecimento da Defesa Civil para prevenção de impactos socioambientais ligados a projetos desenvolvimentistas, também foram pontos abordados.

O objetivo da carta é firmar os compromissos trabalhados durante a Semana entre os participantes, de modo a fazer com que eles reproduzam as discussões e as propostas em suas comunidades e regiões, avançando na conquista das demandas apontadas pelos movimentos. No fim das atividades o padre Nelito Dornelas, da CNBB, agradeceu a participação de todos e destacou a união de pessoas que partilham da mesma luta e do mesmo ideal.


Educar na fé
A conversão pastoral
A verdadeira conversão pastoral deve estimular-nos e inspirar-nos atitudes e iniciativas de autoavaliação e coragem de mudar várias estruturas pastorais em todos os níveis, serviços, organismos, movimentos e associações.
Temos necessidade urgente de viver na Igreja a paixão que norteia a vida de Jesus Cristo: o Reino de Deus, fonte de graça, justiça, paz e por tudo isso, a Igreja se empenhará em ser uma Igreja em estado permanente de missão, casa da iniciação à vida cristã, fonte da animação bíblica de toda a vida, comunidade de comunidades, a serviço da vida em todas as suas instâncias.
Estes aspectos encontram-se inevitavelmente ligados, de tal modo que assumir um deles exige que se assumam os outros. Estão sempre presentes na vida da Igreja, pois se referem a Jesus Cristo, à Igreja, à vida comunitária, à Palavra de Deus como alimento para a fé, à Eucaristia como alimento para a vida eterna e para o serviço ao Reino de Deus. Por seu testemunho e por suas ações pastorais, a Igreja suscita o desejo de encontrar Jesus Cristo.
Este encontro se dá através do mergulho gradativo no mistério do Redentor. Daí a importância da iniciação à vida cristã, a qual não acontece plenamente se não se tem contato com a Escritura. Alimentando, iluminando e orientando toda a ação pastoral, a Bíblia transborda para a totalidade da existência de pessoas e grupos, tornando-se luz para o caminho. Ao reconhecermos a mudança de época como o maior desafio a ser atualmente enfrentado, o discípulo missionário não se esquece das ameaças à vida de pessoas, povos e até mesmo de todo o planeta.
Estas ameaças permanecem e necessitam ser, corajosa e profeticamente, enfrentadas. Contudo, neste enfrentamento, o discípulo missionário se depara com a fragilidade dos critérios para ver, julgar e agir. Olhar, portanto, para a mudança de época e para o necessário enraizamento de critérios, longe de significar o afastamento dos problemas concretos e urgentes da vida de nosso povo, significa buscar uma base realmente sólida para enfrentá-los. Caso contrário, o discípulo missionário poderá ser como o construtor ou o chefe que, não reconhecendo os novos desafios, vê a missão fracassar.
Voltar às fontes e recomeçar a partir de Jesus Cristo, longe de significar a preocupação consigo mesma, coloca a Igreja no mesmo caminho do amor-serviço aos sofredores desta terra. Porque deseja servir, a Igreja reconhece o momento histórico em que se encontra, sendo convocada a buscar caminhos para a transmissão e a sedimentação da fé, mesmo que, para isso, precise abandonar estruturas ultrapassadas que já não facilitem mais a transmissão da fé.

Pe. Eduardo Belotti. Adaptação do Documento da CNBB 94
Assessor Eclesiástico MFC de Maringá - e-mail: edubelotti@yahoo.com.br

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Há poucas semanas, as crianças nesta foto foram assassinadas com gás enquanto dormiam. Existe uma maneira pacífica de por um fim a estes massacres: o Irã e os EUA precisam sentar-se à mesa de negociações e reunir os dois lados do conflito para chegar a um cessar-fogo. Pela primeira vez, dois presidentes estão mostrando que um diálogo é possível. Vamos dizer a eles que o mundo deseja o começo das negociações que podem salvar vidas já! Assine:


Assine a petição
Frases que fazem refletir
*      O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
*      Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.
Madre Tereza de Calcutá
*      Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria.
*      A alegria não está nas coisas, está em nós.
*      Deus nunca perturba a alegria dos seus filhos se não for para lhes preparar uma mais certa e maior.
*      Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros.
*      Não há arauto mais perfeito da alegria do que o silêncio. Eu sentir-me-ia muito pouco feliz se me fosse possível dizer a que ponto o sou.
*      O segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros.

HOJE, 206ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


LITURGIA DO 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 15/09/2013

   
LITURGIA DO 24º DOMINGO
DO TEMPO COMUM
   
   
PRIMEIRA LEITURA (Êx 32,7-11.13-14)

Leitura do Livro do Êxodo:
Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo que tiraste da terra do Egito. 8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’”.

9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. 10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação”.

11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte?

13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste, por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos como as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre’”.

14E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer a seu povo.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 50)

— Vou, agora, levantar-me, volto à casa do meu pai.

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!/ Na imensidão de vosso amor, purificai-me!/ Lavai-me todo inteiro do pecado,/ e apagai completamente a minha culpa!

— Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

— Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,/ e minha boca anunciará vosso louvor!/ Meu sacrifício é minha alma penitente,/ não desprezeis um coração arrependido!

SEGUNDA LEITURA (1Tm 1,12-17)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo apóstolo a Timóteo:
Caríssimo: 12Agradeço àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em mim, ao designar-me para o seu serviço, 13a mim, que antes blasfemava, perseguia e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância de quem não tem fé.

14Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 15Segura e digna de ser acolhida por todos é esta palavra: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles!

16Por isso encontrei misericórdia, para que em mim, como primeiro, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza de seu coração; ele fez de mim um modelo de todos os que crerem nele para alcançar a vida eterna. 17Ao Rei dos séculos, ao único Deus, imortal e invisível, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 15,1-32)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola:

4Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’

7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.

8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’

10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

11E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.

13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.

15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.

17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.

20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.

21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.

27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.

28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.

31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“PARÁBOLA DO PAI MISERICORDIOSO”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

UM FILHO PERDIDO
Chamamos esta narrativa de parábola do fílho pródigo. Na verdade o certo deveria ser parábola do Pai misericordioso, pois está é a imagem que Jesus usa. Ele vivia um choque com a cultura religiosa dos fariseus e mestres da lei (entendidos da religião) que O criticavam por acolher os pecadores e fazer refeição com eles (Lc 15,2). Na interpretação desta parábola dávamos atenção à situação de “pecado” do filho que saíra de casa e deixávamos de lado a reflexão que Jesus faz sobre a atitude do irmão que recusa e do pai que acolhe. Era um excelente assunto para uma pregação sobre a situação de pecado. Jesus mostra-nos o foco da parábola: vocês são como o irmão mais velho pois não acolhem os pecadores. Devem ser como o Pai que recebe de braços abertos. Jesus mostra que esta é a mentalidade do Pai do Céu que Ele encarna. Ele busca a ovelha e a moeda perdidas. Narra com detalhes a parábola do filho que abandonou a casa, tomou a herança (que só lhe caberia depois da morte do pai), desfez-se em vida do pai, acabou com sua riqueza e caiu na miséria. Foi cuidar de porcos que era o extremo da miséria para um judeu. Nem a comida deles podia comer. Era o fim. Voltou por causa fome. Não contava com o perdão do pai. O pai recebe-o e o coloca no mesmo estado de bem estar que tinha antes: não era empregado porque recebe a sandália; recebe o anel que era o sinal da aliança de filho; E recebe uma festa sinal da acolhida, como diz o pai. Estava morto e tornou a viver, perdido e foi encontrado. Esta parábola responde também a um problema da comunidade primitiva que recusava a presença de pessoas diferentes. O pai é o modelo para a comunidade: acolher o mais degradado, impuro. E festejar como o pai. O pai não se importa de se tornar impuro por tocar o filho. O filho volta à participação plena na casa do pai. A festa do Céu por um pecador que se converta tem uma justificativa: o amor misericordioso do Pai que o manifestou em Cristo.

UM IRMÃO SEM FRATERNIDADE
O filho mais velho é o retrato dos fariseus e doutores. Ele é expressão também dos cristãos que recusavam a presença de “diferentes”. Chega do trabalho e ouve barulho de festa. Informado, se recusa a entrar. Agride o pai acusando-o de não reconhecer seu trabalho. O pai mostra ao filho o que não percebera: vivia na comunhão com o pai e tem tudo. A atitude do filho mais velho contradiz a atitude do pai que expressa a bondade de Deus Pai através do Filho Jesus acolhendo os pecadores. Moisés se fez defensor do povo pecador diante de Deus, chamando para as promessas que fizera a Abraão. A Igreja vive muitas vezes um rigor muito grande com os fracos. Não é o mesmo rigor que tem para com os poderosos e ricos que sempre tem tudo. Parece que a lei não é para eles.

UM CAMINHO DA FÉ
Pastoral é acolher o pecador que volta e ir atrás do que está perdido. Essa é a pregação do Papa Francisco. O fragilizado tem que ter espaço na Igreja. Vivemos uma pastoral dando vitamina a quem está sadio. Vivemos o risco de cristãos sem Cristo, pois têm um Cristo feito à própria imagem e se servem da fé e não à fé.  Não basta acolher o que volta, é preciso ir atrás dos perdidos. A pastoral deve ser baseada na misericórdia e não na aplicação de leis exigentes. É preciso procurar a ovelha perdida. O pai não despreza o filho mais velho: “O que é meu é teu” (31). O filho é que não percebe que vive na abundância do pai e deveria ir ao encontro do irmão.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo coração.  Amém!


Editado por JorgeMacielNews

sábado, 14 de setembro de 2013

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

“A informação ainda é a melhor arma contra esta triste realidade”

Eliane Ferreira
Portal Elnet

N
o mundo secular é cada vez maior o número de adolescentes grávidas. Segundo dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, desde 1980, o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%. Só para se ter ideia do que isso significa, são cerca de 700 mil meninas se tornando mães a cada ano no Brasil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos. Os dados são assustadores e comprovam que apesar dos tempos modernos, muitos jovens ainda engravidam precocemente. Mas, e nas igrejas? Como os jovens estão se comportando diante do namoro e do sexo?

Sabemos que o namoro sempre existiu em diversas culturas através dos tempos. É uma ótima oportunidade de se conhecer melhor, e, com mais intensidade, alguém que pretendemos ter um relacionamento sério, que leve ao casamento. O problema é que muitos jovens hoje namoram demais. Acaba virando um vício. Não conseguem ficar sem namorar.

Termina um relacionamento e já começa outro. Assim, acaba o namoro e surge o “ficar” Com isso, o namoro perde sua identidade. A prática do “ficar” é a confirmação da falta de respeito de um pelo outro, pois duas pessoas se abraçam, beijam, e até praticam ato sexual, cientes de que não têm compromisso de se encontrarem novamente.

Para a Psicóloga e Sexóloga Marluce Nery, o grande problema é a falta de orientação dos pais. Muitos têm vergonha de conversar com os filhos sobre sexo. Com isso, os jovens vão buscar orientação de modo errado; através da Internet, televisão e até com outros amigos. “É preciso falar sobre a genitália, a masturbação, os limites do namoro, e até mesmo das mudanças fisiológicas que ocorrem em seu corpo. Informar de maneira bem clara”, diz a Psicóloga. Hoje a sexualidade está sendo veiculada nos meios de comunicação de forma distorcida. Mas se a menina e/ou menino são instruídos no seu lar, vão saber ter um namoro santo: evitar beijos ardentes, roupas mais sensuais, toques nas partes íntimas e, por último, o ato sexual.

O sexo antes do casamento traz consequências desastrosas: culpa, relacionamento sexual sem preparo, doenças sexualmente transmissíveis, além de uma gravidez indesejada. Uma gravidez precoce põe em risco tanto a mãe quanto o recém-nascido. Isso porque na faixa dos 14 anos a mulher ainda não tem uma estrutura óssea e muscular adequada para o parto.

Outro problema é o medo da gravidez. Muitas quando descobrem que estão grávidas preferem o aborto clandestino. Vera cita um caso de uma menina com 16 anos e o rapaz com 17, que namoraram e transaram antes do casamento, que resultou numa gravidez.

Com medo de contar para a família, tomou um remédio abortivo e quase morreu. “É comum, quando acontece isso, optar pelo aborto para esconder da família e da igreja”, diz a psicóloga. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, dos 4 milhões de abortos praticados por ano no Brasil, 1 milhão ocorrem entre adolescentes.

Na visão da sexóloga, tudo isso poderia ser evitado se houvesse mais informações dentro de casa e também nas igrejas. A sexualidade precisa ser mais divulgada nas igrejas. Ainda há muita censura. O sexo é tratado como se fosse sujo. É necessário dar mais importância a esse tema, organizando palestras com profissionais especializados e qualificados, com o objetivo de orientar às famílias. “Enquanto os padres e pastores falam esporadicamente do assunto, Satanás vai ganhando terreno induzindo os jovens ao pecado., conclui Vera.