quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - QUARESMA

Pe. Sérgio Dinis


A cada ano, com a chamada Quarta-Feira de Cinzas, os católicos iniciam o tempo da Quaresma, tempo no qual a liturgia da Igreja Católica nos convida a uma reflexão e atuação sobre as nossas vidas, sobre o seu sentido, a sua origem, a sua missão, o seu destino último.

Trata-se, portanto, de um tempo forte para a metanoia ou conversão que – em teologia e vida cristã – significa uma adequação de nosso ser, existir e atuar à própria vida de Jesus Cristo, ao seu evangelho, aos seus valores, às suas convicções, à sua proposta de vida: gastar a vida ao serviço do evangelho, ou seja, a favor dos outros, especialmente dos mais necessitados, para obter a vida eterna, a vida feliz, a vida plena.

Por isso, a Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial, para cada crente, pessoalmente, e para a comunidade cristã em geral, que começa com as cinzas e conclui com a noite da luz, a noite do fogo e da luz: a noite santa da Páscoa de Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Quaresma simboliza, assinala e recorda um passo, uma Páscoa, um itinerário a seguir de maneira permanente: a passagem do nada à existência, das trevas à luz, da morte à vida, do insignificante à vida abundante em Deus, por meio de seu Filho Jesus Cristo. E é que converter-nos significa destruir, deixar para trás, queimar, tornar cinzas o homem velho, o homem-sem-Cristo, para revestir-nos do homem novo, o homem-no-espírito, que é fogo novo no mundo.

Na quarta-feira de Cinzas, enquanto o sacerdote impõe as cinzas ao penitente, diz estas duas expressões alternadamente: Convertei-vos e acreditai no Evangelho e/ou Lembra-te homem, que és pó da terra e à terra hás-de voltar. Sinal e palavras que expressam a nossa condição de criaturas, a nossa absoluta dependência de Deus, o nosso peregrinar rumo a uma pátria definitiva, a nossa caducidade…

A Quarta-Feira de Cinzas em particular e a Quaresma em geral, são um tempo litúrgico e um convite a voltar nosso olhar e vida para Deus e aos princípios do Evangelho. Assim, se a Quaresma é tempo para a conversão, para melhorar no processo de humanização pessoal e comunitário, então a Quaresma coincide com a própria vida de todo crente, com o ser e missão de toda a Igreja e com a vocação da comunidade humana inteira.

A Quaresma é um convite a mudar aquilo que temos de mudar, na busca de ser melhor e mais feliz, um convite a construir em vez de destruir e a olhar e voltar para formas de vida mais justas, mais solidárias, mais humanas. A Quaresma é um convite a buscar diligentemente novas formas de ser e fazer Igreja, sendo melhores e mais autênticos discípulos do Crucificado Ressuscitado.

O tempo litúrgico da Quaresma – como a nossa própria existência – é percorrido com o olhar dirigido para a Páscoa da Ressurreição e para a Páscoa definitiva em Deus. Páscoa de vida abundante que se opõe a toda forma de discriminação e de envelhecimento do ser humano, da sua dignidade, a toda forma de atropelo e violência, a toda forma de mentira, maldade e morte, a toda forma de corrupção e divisão, a toda forma de marginalização e opressão. Porque a Páscoa, como ponto de chegada, cume e superação da Quaresma, é absoluta novidade de vida, da vida abundante que Deus nos oferece e à qual Deus nos convida neste tempo e em todo momento.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010

Com o tema “Economia e Vida”, sob o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, a Campanha será realizada por cinco Igrejas cristãs, membros do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs no Brasil (Conic). Além da Igreja Católica, participam do Conic a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISO).

Escolhido há dois anos, o tema será debatido num contexto de crise mundial financeira, deflagrada no final de 2008, e de eleições. No centro das reflexões propostas pelas Igrejas está a concepção de uma economia a serviço da vida, no respeito à dignidade da pessoa humana e ao planeta Terra.

“O Conic não quer limitar-se a criticar sistemas econômicos. Principalmente, espera que a Campanha mobilize Igrejas e sociedade a dar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, a partir de mudanças pessoais, comunitárias e sociais, fundamentas em alternativas viáveis derivadas da visão de um mundo justo e solidário”, diz o texto base da Campanha, que, pela terceira vez, é realizada ecumenicamente.

Para alcançar os objetivos da Campanha, o Conic propõe como estratégias “denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro”. Propõe, ainda, “educar para a prática de uma economia de solidariedade”, além de conclamar toda a sociedade “para ações sociais e políticas” que levem a uma economia de solidariedade.

O tempo da Quaresma em que é realizada a Campanha da Fraternidade favorece a conversão “social, eclesial, comunitária e pessoal”, de acordo com o Conic.

Em Brasília, dois atos marcam a abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (CFE), na quarta-feira de cinzas. O primeiro é uma coletiva de imprensa, às 14h, na igreja Luterana, na 406/Sul. Todos os presidentes das igrejas membros do Conic estarão presentes. Já no Santuário Dom Bosco, às 19:30h, as cinco igrejas se reúnem para uma celebração ecumênica.

Neste dia, em todas as dioceses e paróquias da Igreja Católica acontecem as celebrações de cinzas que marcam o início da quaresma. A maioria das dioceses faz também nesta data a abertura da Campanha da Fraternidade em nível local.

CARNAVAL NO BRASIL

No Brasil a origem do carnaval também é objeto de muita discussão. Alguns historiadores se baseiam na festa de comemoração realizada pelo povo carioca para receber a Família Real no Rio de Janeiro como o marco zero do carnaval.
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Outros estudiosos já citam o aparecimento dos primeiros cordões de foliões nas ruas do Rio de Janeiro, no início dos anos 20, como o surgimento do que mais se aproxima do carnaval de hoje.
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Mas a popularização do carnaval no Brasil acontece mesmo é com o surgimento das marchinhas, com destaque para a primeira composição realizada especialmente para o carnaval, Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, feita sob encomenda para o cordão Rosas de Ouro, em 1899.
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Em 1917 surge no Rio de Janeiro, o samba, um novo gênero musical, nascido nas festas das tias baianas, com um ritmo que mistura o lundu, o frevo e a polca e que se tornou a identidade de expressão do povo brasileiro.
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Foi ao som do samba que o carnaval se consagrou com a festa mais brasileira das festas, marcando a identidade do País. E hoje, com certeza, a festa mais consagrada no Mundo, sendo considerado o maior espetáculo da terra.
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OS PRIMEIROS BAILES DE CARNAVAL NO BRASIL
O primeiro baile de máscaras de que se tem notícia no Brasil foi realizado no Hotel Itália, no antigo Largo do Rócio, no Rio de Janeiro, em 1840, por iniciativa dos próprios proprietários italianos, empolgados pelo sucesso dos grandes bailes de máscaras da Europa.

A repercussão foi tamanha que muitos outros se seguiram a este, marcando, também através do carnaval, as diferenças sociais que atingiam a sociedade brasileira: de um lado, a festa de rua, ao ar livre e popular; do outro, o carnaval de salão que agradava, sobretudo à classe média emergente no País.

Dos salões, os bailes transferiram-se aos teatros, animados principalmente pelo ritmo da polca - primeiro gênero a ser adotado como música carnavalesca no Brasil - e depois, envolvidos pelo som da quadrilha, da valsa, do tango, do "cake walk", do "charleston" e do maxixe. Até então, esses ritmos eram executados apenas em versão instrumental.

Somente por volta de 1880 os bailes passaram a incluir a versão cantada, entoada pelos coros. Em 1907, foi realizado o primeiro baile infantil, dando início às famosas matinês.
As novidades não pararam por aí e as modalidades se multiplicavam, como as festas em casas de família, bailes ao ar livre, em praças públicas, bailes infantis, e até mesmo bailes em circo.

EM 1909, SURGE O PRIMEIRO CONCURSO, PREMIANDO:
A mais bela mulher, a fantasia mais bonita e a melhor dança. Os prêmios eram jóias valiosas e somente os homens tinham direito a voto. Enfim, o carnaval crescia a cada ano, passando a fazer parte da realidade cultural do país, enquanto na Europa já se notava a sua decadência.

Por essa mesma época, a classe média preparava-se para invadir as ruas com outra novidade européia: os desfiles de carros alegóricos. O pioneiro da idéia foi o romancista José de Alencar, um dos fundadores de uma Sociedade denominada Sumidades Carnavalescas.

O CARNAVAL NO RIO DE JANEIRO
No decorrer dos anos, diferentes manifestações populares caracterizaram o carnaval no Rio de Janeiro, cada qual com um objetivo que ia além da mera diversão.

As grandes sociedades, com seu “teor crítico-educativo”, e os blocos e ranchos, com seu caráter de resistência, apesar das diferentes formas de manifestações que utilizavam no carnaval de rua para se expressar, souberam conviver entre si durante anos, utilizando um espaço público em comum, que é a rua, para desfilar sua folia.

Foi firmada então a identidade de propósitos na sociedade carioca.

AS ESCOLAS DE SAMBA
Nas primeiras décadas do século XX, o quadro de manifestações do carnaval de rua do Rio de Janeiro estava formado.

As grandes sociedades desfilavam seus enredos de crítica social e política apresentadas ao som de óperas, ornamentadas por luxuosas fantasias em cima de enfeitados carros alegóricos.

Os ranchos passaram ao som de sua marcha característica e os blocos carnavalescos servindo como diversão às camadas mais pobres da sociedade, que habitavam os morros e subúrbios cariocas formaram os ingredientes necessários para a formação das escolas.

O surgimento das escolas de samba veio desorganizar essas distinções.

Através de uma rápida ascensão na vida cultural da cidade, que culminou, em parte, com a decadência e o gradual desaparecimento do carnaval de rua carioca, as escolas de samba tornaram-se o destaque maior dos dias de reinado de Momo, interligando diferentes camadas sociais em seus dias de desfile.

As escolas sambas, nascidas nos morros e subúrbios cariocas, ocupam hoje com o seu desfile o lugar de “maior espetáculo” (do carnaval do Rio de Janeiro e do Brasil).

As escolas de samba surgiram por volta de 1920, período histórico no qual cada camada social tinha uma forma particular de brincar o carnaval.

O núcleo social de formação das escolas de samba foram os blocos: eles tinham a função de representar de forma positiva, em diferentes áreas da cidade, o grupo social que os compunham. Uma maior ampliação do espaço social desses moradores dos morros e subúrbios cariocas era pretendida, então, por detrás da formação das escolas.

A primeira disputa entre escolas de samba aconteceu em 7 de fevereiro de 1932, na Praça Onze, no Rio de Janeiro e foi organizada pelo jornalista Mário Filho.

Preocupado com a falta de assunto para o seu jornal, O Mundo Sportivo, entre os meses de dezembro e março, criou o primeiro concurso de escolas de samba.

A promoção teve grande repercussão na imprensa e no carnaval seguinte, em 1933, o jornal O Globo assumiu o desfile. Dois anos depois a Prefeitura do Rio passou a subvencionar o evento, oficializando-o como parte do carnaval carioca.

Em 1942, surge a Avenida Presidente Vargas, com a demolição da Praça Onze. Surge assim o novo local de desfiles, que perduraria por muitos anos.

As escolas começam a ganhar espaço dos ranchos e das grandes sociedades na disputa pela hegemonia do carnaval.

Em 1946, surge o samba-enredo, com o governo municipal proibindo que as escolas cantem versos improvisados, levando para o local da apresentação uma música pronta.

O desfile das escolas de samba não parava de crescer e na metade da década de 50 a classe média passa a freqüentar os ensaios das escolas.

Em 1957, o desfile foi realizado na avenida Rio Branco. A alta sociedade se rende à popularização crescente e passa a assistir o desfile.

Fonte: www.carnavaldobrasil.com.br

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O “STRESS” COMO FONTE DE DESAGREGAÇÃO FAMILIAR

Movimento Familiar Cristão
Temas para reuniões


No passado, dizia-se que a tuberculose era considerada o “mal do século”, em razão de tratar-se de uma doença séria e que não possuía um tratamento eficaz. Atualmente a AIDS é que detém essa consideração.

Por sua vez existe outra “doença” muito mais antiga e tão avassaladora, ou até mais, que a própria AIDS. Ela não está associada a um vírus ou bactéria, e não atinge apenas a saúde física do homem, nem tampouco está restrita a determinados “grupos de risco”. Esta doença, além de abrir caminho para toda sorte de doenças, também tem a capacidade de deteriorar a estrutura emocional do ser humano. Esse mal se chama STRESS – “É a resposta do corpo a qualquer demanda, quando forçado a adaptar-se à mudança”.

O STRESS está associado à atribulação do dia-a-dia, onde o excesso de afazeres conflita com a escassez do tempo e, diante de tal quadro, o homem, tende a dar prioridade àquilo que inicialmente lhe parece mais importante.

“o STRESS afeta quase duas vezes mais mulheres que homens, em todas as idades”. O STRESS conjugal tem aumentado dia-a-dia. Com certeza a grande maioria das separações tem como origem o “STRESS” que tanto pode se originar no trabalho, no trânsito, na escola, ou até mesmo dentro de nossos próprios lares. Pequenas tensões diárias são piores do que grandes tragédias.

Na mesma situação estressante, algumas pessoas colapsam, enquanto outras ficam mais fortalecias e dinâmicas. A percepção que se tem do STRESS é mais importante do o STRESS em si.

Recentemente verificou-se que fazer coisas rapidamente, fazer muitas coisas ao mesmo tempo e ser competitivo não tem nada a ver com adoecer. Pelo contrário, muitas pessoas com essas características são bem sucedidas e sentem-se mais plenas que as outras.
O fator chave da deflagração da resposta ao estresse que causa doença, não é estar sobrecarregado ou pressionado: é a HOSTILIDADE – tornar-se irritado e negativo com as pessoas e com o mundo à nossa volta. RAIVA MATA.

A velha noção de que situações específicas são estressante por si mesma tem sido contrariada por novas pesquisas, que mostram que esse estresse não é algo “lá fora”. É apenas algo que nós criamos dependendo de como interpretamos as situações e como nos relacionamos com o mundo à nossa volta. A reação do nosso corpo depende da avaliação que fazemos daquele determinado evento-da-vida. Depende da nossa atitude.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

(Para uma melhor visualização, clique na imagem)

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A FELICIDADE DE CONTAR COM DEUS
Pe. Paulo Bazaglia, ssp

As quatro bem-aventuranças do Evangelho de Lucas se contrapõem a quatro “ais”. Olhando os discípulos e a multidão que se reunia na planície, Jesus fala das injustiças de seu tempo: pobreza, fome, choro e perseguição de um lado; riqueza, fartura, riso e bajulação de outro.

Numa sociedade em que o dinheiro é a peça principal da engrenagem, proclamar felizes os pobres e famintos soa estranho. Tão estranho como exaltar os que choram e são perseguidos, sobretudo hoje, quando o prazer é buscado a todo custo.

Compreender as bem-aventuranças de Jesus é compreender a injustiça de um mundo em que a riqueza de uns se mantém à custa da miséria da grande maioria. Ao longo de toda a Bíblia, a felicidade autêntica consiste em ser tocado, alcançado por Deus e sua ação libertadora. A felicidade evangélica, do mesmo modo, é ser tocado e transformado por Deus em Jesus Cristo.

Ao proclamar felizes os pobres, Jesus não está propondo o conformismo com o sofrimento na vida presente que prepararia a felicidade após a morte. Está, isto sim, declarando que a dinâmica do reino de Deus passa pela atitude de quem está despojado de tudo, de quem tem Deus como único defensor. Os que já têm aqui e agora sua recompensa, e vivem alheios à fome e à miséria do mundo, situam-se automaticamente fora da dinâmica do reino.

O mundo desejado por Deus, e que Jesus veio inaugurar, continua sendo criado com nosso compromisso de cristãos. Um mundo sem miséria, sem fome, sem choro e sem perseguição. Porque felicidade, enfim, é estar comprometido com o mundo novo de Deus, mesmo em meio às injustiças e desigualdades deste mundo. Nossa felicidade se mede pela luta em favor dos mais necessitados, sem segundas intenções, sem esperar recompensa...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

MARCHINHAS DE CARNAVAL


O carnaval chegou e muita gente vai acompanhar as ORQUESTRAS DE FREVO sem saber cantar as tradicionais MARCHINHAS DE CARNAVAL, por isso, o BLOG DO MFC MACEIÓ publica as mais cantadas MARCHINHAS DE CARNAVAL.

O Movimento Familiar Cristão de Maceió deseja um bom Carnaval para todos. E lembre-se: “SE BEBER, NÃO DIRIJA”.
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ABRE ALAS (Chiquinha Gonzaga, 1899)
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

ALLAH-LÁ-Ô (Haroldo Lobo-Nássara, 1940)
Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah

APAGA A VELA (Braguinha, 1941)
Bela, bela
Já não posso resistir
Apaga a vela, ó bela
Apaga que eu quero dormir
Apaga também os teus olhos
Teus olhos enormes de brilho azulado
Não passes a noite falando
Que eu ando com o sonho atrasado

AURORA (Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)
Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora

BALANCÊ (Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936)
Ô balancê balancê
Quero dançar com você
Entra na roda morena pra ver
Ô balancê balancê

Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê balancê

Você foi minha cartilha
Você foi meu ABC
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê balancê

Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê balancê

BANDEIRA BRANCA (Max Nunes-Laércio Alves, 1969)
Bandeira branca amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz

Saudade mal de amor de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca eu peço paz

CABELEIRA DO ZEZÉ (João Roberto Kelly, 1963)
Olha a cabeleira do zezé
Será que ele é
Será que ele é

Será que ele é bossa nova
Será que ele é maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

CACHAÇA (Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953)
Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão

Pode me faltar tudo na vida
Arroz feijão e pão
Pode me faltar manteiga
E tudo mais não faz falta não
Pode me faltar o amor
Há, há, há, há!
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça

CIDADE MARAVILHOSA (André Filho, 1934)
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil

Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n'alma da gente
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente

Jardim florido de amor e saudade
Terra que a todos seduz
Que Deus te cubra de felicidade
Ninho de sonho e de luz

A JARDINEIRA (Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938)
Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu

MAMÃE EU QUERO (Jararaca-Vicente Paiva, 1936)
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebe não chorar

Dorme filhinho do meu coração
Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão
Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De piscar o olho já ficou sem a pestana

Olho as pequenas mas daquele jeito
Tenho muita pena não ser criança de peito
Eu tenho uma irmã que é fenomenal
Ela é da bossa e o marido é um boçal

MARCHA DO REMADOR (Antônio Almeida - 1969)
Se a canoa não virar olê olê olá
Eu chego lá

Rema rema rema remador
Quero ver depressa o meu amor
Se eu chegar depois do sol raiar
Ela bota outro em meu lugar

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ (Ivan-Homero-Glauco Ferreira, 1959)
Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!

Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

O TEU CABELO NÃO NEGA (Lamartine Babo-Irmãos Valença, 1931)
O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor

Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta

Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da gama contra o batalhão naval

QUEM SABE, SABE (Jota Sandoval-Carvalhinho, 1955)
Quem sabe, sabe
Conhece bem
Como é gostoso
Gostar de alguém

Ai morena deixa eu gostar de você
Boêmio sabe beber
boêmio também tem querer

SACA-ROLHA (Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado, 1953)
As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão na saca saca saca rolha
E bebo até me afogar
Deixa as águas rolar

Se a polícia por isso me prender
Mas na última hora me soltar
Eu pego o saca saca saca rolha
Ninguém me agarra ninguém me agarra

SASSARICANDO (Luiz Antônio, 1951)
Sassassaricando
Todo mundo leva a vida no arame
Sassassaricando
A viúva o brotinho e a madame
O velho na porta da Colombo
É um assombro
Sassaricando

Quem não tem seu sassarico
Sassarica mesmo só
Porque sem sassaricar
Essa vida é um nó

TA-HÍ! (Joubert de Carvalho, 1930)
Taí eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ai meu bem não faz assim comigo não
Você tem você tem que me dar seu coração

Meu amor não posso esquecer
Se dá alegria faz também sofrer
A minha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas que não têm fim

Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse Nosso Senhor
Eu não pensaria mais no amor

PAÍS TROPICAL
Moro num país tropical abençoado por Deus
E bonito por natureza, mas que beleza, em fevereiro, em fevereiro

Tem carnaval, tem carnaval, tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza

Sambaby Sambaby sou um menino de mentalidade mediana
Mas assim mesmo feliz da vida pois eu não devo nada a ninguém
Pois sou feliz, muito feliz, comigo mesmo

Moro num país tropical abençoado por Deus
E bonito por natureza mas que beleza, em fevereiro, em fevereiro

Tem carnaval, tem carnaval, tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza eu posso não ser um band leader, pois é

Mas lá em casa todos meus camaradas me respeitam, pois é
E essa é a razão da simpática de poder do algo mais e da alegria

LATA D'ÁGUA (Luis Antônio - Jota Jr., 1952)
Lata d'água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria
Sobe o morro e não se cansa
pela mão leva a criança
Lá vai Maria

Maria, lava roupa lá no alto
lutando, pelo pão de cada dia
sonhando, com a vida do asfalto
que acaba, onde o morro principia.

TOMARA QUE CHOVA (Paquito/Romeu Gentil)
Tomara que chova,
Três dias sem parar,
Tomara que chova,
Três dias sem parar.

A minha grande mágoa,
É lá em casa
Não ter água,
Eu preciso me lavar.

De promessa eu ando cheio,
Quando eu conto,
A minha vida,
Ninguém quer acreditar,
Trabalho não me cansa,
O que cansa é pensar,
Que lá em casa não tem água,
Nem pra cozinhar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010



Nenhuma sociedade no passado ou no presente vive sem uma ética. Como seres sociais, precisamos elaborar certos consensos, coibir certas ações e criar projetos coletivos que dão sentido e rumo à história. Hoje, devido ao fato da globalização, constata-se o encontro de muitos projetos éticos nem todos compatíveis entre si. Face à nova era da humanidade, agora mundializada, sente-se a urgência de um patamar ético mínimo que possa ganhar o consentimento de todos e assim viabilizar a convivência dos povos. Vejamos, sucintamente, como na história se formularam as éticas.
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ÉTICA PARA A NOVA ERA
Leonardo Boff
Teólogo, filósofo e escritor. Autor de Saber cuidar. Ética do humano, compaixão pela Terra, Vozes. Publicado em ADITAL.

Uma permanente fonte de ética são as religiões. Estas animam valores, ditam comportamentos e dão significado à vida de grande parte da humanidade que, a despeito do processo de secularização, se rege pela cosmovisão religiosa. Como as religiões são muitas e diferentes, variam também as normas éticas. Dificilmente se pode fundar um consenso ético, baseado somente no fator religioso. Qual religião tomar como referência? A ética fundada na religião possui, entretanto, um valor inestimável por referi-la a um último fundamento que é o Absoluto.

A segunda fonte é a razão. Foi mérito dos filósofos gregos terem construído uma arquitetônica ética fundada em algo universal, exatamente na razão, presente em todos os seres humanos. As normas que regem a vida pessoal chamaram de ética e as que presidem a vida social chamaram de política. Por isso, para eles, política é sempre ética. Não existe, como entre nós, política sem ética.

Esta ética racional é irrenunciável mas não recobre toda a vida humana, pois existem outras dimensões que estão aquém da razão como a vida afetiva ou além como a estética e a experiência espiritual.

A terceira fonte é o desejo. Somos seres, por essência, desejantes. O desejo possui uma estrutura infinita. Não conhece limites e é indefinido por ser naturalmente difuso. Cabe ao ser humano dar-lhe forma. Na maneira de realizar, limitar e direcionar o desejo, surgem normas e valores. A ética do desejo se casa perfeitamente com a cultura moderna que surgiu do desejo de conquistar o mundo. Ela ganhou uma forma particular no capitalismo no seu afã de realizar todos os desejos. E o faz excitando de forma exacerbada todos os desejos. Pertence à felicidade, a realização de desejos mas, atualmente, sem freios e controles, pode pôr em risco a espécie e devastar o planeta. Precisamos incorporá-la em algo mais fundamental.

A quarta fonte é o cuidado, fundado na razão sensível e na sua expressão racional, a responsabilidade. O cuidado está ligado essencialmente à vida, pois esta, sem o cuidado, não persiste. Dai haver uma tradição filosófica que nos vem da antiguidade (a fábula-mito 220 de Higino) que define o ser humano como essencialmente um ser de cuidado. A ética do cuidado protege, potencia, preserva, cura e previne. Por sua natureza não é agressiva e quando intervém na realidade o faz tomando em consideração as consequências benéficas ou maléficas da intervenção. Vale dizer, se responsabiliza por todas as ações humanas. Cuidado e responsabilidade andam sempre juntos.

Essa ética é hoje imperativa. O planeta, a natureza, a humanidade, os povos, o mundo da vida (Lebenswelt) estão demandando cuidado e responsabilidade. Se não transformarmos estas atitudes em valores normativos dificilmente evitaremos catástrofes em todos os níveis. Os problemas do aquecimento global e o complexo das varias crises, só serão equacionados no espírito de uma ética do cuidado e da responsabilidade coletiva. É a ética da nova era.

A ética do cuidado não invalida as demais éticas, mas as obriga a servir à causa maior que é a salvaguarda da vida e a preservação da Casa Comum para que continue habitável.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

REFORMA DA SEDE SEGUE EM RITMO ACELERADO

Continua em ritmo acelerado a reforma do prédio onde será instalada a sede do MFC – MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO na Rua Araújo Bivar, nº 580, bairro da Pajuçara.

O cronograma de trabalhos previamente estabelecido vem sendo cumprido dentro do planejado e antes do final de fevereiro a Equipe Cidade estará anunciando a data da inauguração, que deverá ocorrer na primeira quinzena de março com um café da manhã para os mefecistas, autoridades civis e eclesiásticas. A primeira etapa da reforma está sendo realizada com recursos conseguidos junto a mefecistas, empresários e profissionais liberais.

O imóvel era do tipo casa e foi necessário se fazer reformas para se ter as condições mínimas para funcionar como Sede do MFC, quando concluída, o prédio contará com auditório, salas para secretaria, coordenação da equipe cidade e estadual, leitura e lazer, copa e arquivo, além de salas para atendimento clínico, psicológico e odontológico, tudo climatizado. Numa segunda etapa, o prédio contará com novos equipamentos e mobiliários.

Com o sonho da Sede concretizado, a Equipe Cidade pretende colocar em prática um programa de assistencialismo com palestras para as famílias, atendimentos psicológicos, clínicos e odontológicos, etc., utilizando a mão de obra disponível dentro do próprio MFC em parceria com órgãos públicos e privados. O MFC já recebeu de doação, os equipamentos para o consultório odontológico.

“Deixarei para as próximas administrações um sonho que não é apenas meu e de Fátima, é de todos os mefecistas que amam o Movimento... a nossa Sede. Espero que nossos sucessores possam dar continuidade ao trabalho iniciado por nossa Equipe. Vamos entregar a coordenação do MFC MACEIÓ com uma estrutura nunca vista nesses 30 anos de MFC em Alagoas". Disse James, coordenador geral do MFC MACEIÓ.

James convida os mefecistas a visitarem a reforma da Sede que já está na fase de acabamento. O endereço é: RUA ARAÚJO BIVAR, Nº 580, PAJUÇARA (Rua do Estádio do CRB, vizinho ao Bptran e defronte ao Colégio Estadual Benedito de Moraes).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

FAMÍLIA NA FOLIA É SUCESSO NO JARAGUÁ FOLIA

O MFC - Movimento Familiar Cristão de Maceió conseguiu, mais uma vez, superar as limitações e participar da melhor prévia carnavalesca de Maceió e uma das melhores do Brasil, o JARAGUÁ FOLIA. O corredor da folia foi testemunha do empenho e desenvoltura de cada folião mefecista, parente ou amigo que por lá passou desfilando no FAMÍLIA NA FOLIA.
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Salta aos olhos, mesmo dos que não querem enxergar, que o sucesso do Bloco se deve única e exclusivamente ao clima de espontaneidade e compromisso de cada mefecista folião. Mesmo com investimentos insuficientes, o Bloco continua a crescer e está consolidado. O corredor do JARAGUÁ FOLIA ficou pequeno para a participação contagiante dos foliões do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA.
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Na sua segunda edição, o BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA desfilou na última sexta-feira (05), com muita alegria ao som da Orquestra de Frevo do Mestre Aldo, da vizinha cidade de Marechal Deodoro, que tocou desde a concentração até o final do desfile.
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“Esse Bloco é a prova que o carnaval continua sendo uma festa para todas as idades, neste Bloco tem netos, filhos, pais, avós... toda família brincando com muita alegria, disposição e frevo no pé, e principalmente com muita segurança. Esperamos que as futuras coordenações do MFC MACEIÓ dê continuidade a esse Bloco e que nos futuros carnavais estejamos novamente desfilando no FAMÍLIA NA FOLIA”. Disse Penha (Grupo Caná da Galileia).
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"Todas as despesas do Bloco foram pagas com doações conseguidas junto a parceiros. E por decisão do nosso coordenador geral, James, o valor adquirido com a venda das camisas do Bloco será entregue a tesouraria do MFC MACEIÓ para investir no seu programa de evangelização". Afirmou Vamberto (Grupo Amizade).
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Vejam através de algumas fotos o registro da alegre e contagiante participação do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA no corredor da folia do JARAGUÁ FOLIA 2010.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MAGISTRADO APRESENTA PROJETO DE ASSISTENCIALISMO A MEFECISTAS

O Juiz de Direito das Comarcas de Paripueira e Barra de Santo Antônio, Dr. Josemir Pereira de Souza, se reuniu na última quarta-feira (03), no Restaurante Famiglia Giuliano, com o coordenador do MFC MACEIÓ, James Magalhães, vice-coordenador, Vamberto, tesoureiro, Gilson, e assessor de comunicação, Jorge, para apresentar o “PROJETO DONA JUSTA” de sua autoria. Participou também da reunião o Promotor Público Delfino Costa Neto.

Segundo o magistrado, o Poder Judiciário conta com recursos que podem ser revertidos às causas sociais. Embora isso já aconteça em certa medida, o projeto contempla uma utilização mais eficiente desses recursos, assim como o aproveitamento de outras fontes de contribuição, tais como penas alternativas, doações de cestas básicas e contribuições pessoais e espontâneas.

Como magistrado, e atuando em algumas comarcas do litoral norte alagoano, o magistrado observou a necessidade e dificuldade de se aplicar medidas sócio-educativas, bem como a prestação de serviços à comunidade por parte daqueles que cometem crimes de menor potencial ofensivo. Esses recursos poderiam estar sendo gerenciados à comunidade uma infra-estrutura de apoio aos jovens infratores, carentes e idosos, dentro de uma lógica de prevenção de situações de riscos sociais, etc. Esse gerenciamento profissional teria, também como obrigação, procurar meios de tornar o projeto auto-sustentável em vários de seus aspectos.

Por outro lado, ao identificar, claramente, a fonte dos recursos, o projeto, através de sua marca “Dona Justa”, procura realçar de forma positiva a imagem do Poder Judiciário junto à população, visando consolidar o conceito de uma Instituição comprometida com a proteção da comunidade.

Segundo o projeto do magistrado, todos os recursos seriam concentrados sob o controle de uma única organização não governamental ou departamento do judiciário, com o intuito de utilizá-los da maneira mais racional possível. Seriam criados Centros, denominados Centros Sociais “Dona Justa”, que de acordo com os recursos obtidos, poderiam desenvolver as mais variadas ações assistenciais e de desenvolvimento social. Esses Centros poderiam ser de caráter regional, visando o melhor aproveitamento de recursos locais. As ações poderiam ser de caráter próprio ao projeto ou em parceria com ações comunitárias locais já existentes.

Dependendo dos recursos disponíveis, ações importantes poderiam ser desenvolvidas como Curso de Capacitação de Artesãos; Desenvolvimento de Hortas Comunitárias e Criação de Animais; Cursos Profissionais para Jovens; Palestras Educativas para Jovens, Pais, etc.; Produção de Jornal Comunitário; Capacitação de Jovens em Informática; Atividades de Apoio às pessoas da Melhor Idade; Tratamento Médico e Odontológico; Ações Educativas de caráter Ambiental; Criação de Centros de trabalho para cumprimento de Penas Alternativas e Assistência Jurídica.

É necessária a criação de um projeto-piloto e já existe a promessa de doação de uma gleba para o projeto, na região de Paripueira/Barra de Santo Antônio, pela Usina Santo Antônio. Uma vez refinado, o modelo de gestão, se poderia promover a criação de outros centros nas demais regiões de Alagoas.

MFC
A
coordenação do MFC MACEIÓ disse que com a inauguração da nova sede do Movimento Familiar Cristão de Maceió pretende colocar em prática um programa de assistencialismo para as famílias carentes de Maceió, com apoio de órgãos públicos, industriais e comerciantes alagoanos e que o projeto Dona Justa poderá, em parte, ser utilizado no MFC, parabenizando o magistrado pela elaboração do projeto “Dona Justa”.

James afirmou que pensando já no programa de assistencialismo, a Equipe Cidade já autorizou a instalação de salas para atendimento odontológico, clínico e psicológico. Os equipamentos para o consultório odontológico já foram conseguidos através de doação. Entendimentos estão sendo mantidos pela Equipe Cidade para que na inauguração da Sede, os demais consultórios estejam equipados e mobiliados.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

5º DOMINGO DO TEMPO COMUM


ACEITAR O DESAFIO DO MESTRE
Pe. Claudiano A. dos Santos, ssp

O pescador estranhou a ordem daquele que estava pregando às multidões. Tinham se esforçado por toda a noite, e aparentemente não havia razão para que, de repente, as coisas melhorassem. No entanto, esse pescador aceitou o desafio proposto por aquele mestre de avançar para águas mais profundas. O resultado foi surpreendente: peixes em abundância e uma missão nova para Simão Pedro, Tiago e João.

O encontro do pescador Simão com o Senhor nos ajuda a perguntar como se dá o nosso encontro com Jesus e como isso modifica a nossa vida. Pode acontecer que escutemos a palavra do Mestre, como a multidão. Mas não basta ouvir a pregação de longe, como se se tratasse de coisa alheia, distante. É preciso que haja um encontro, um toque pessoal, uma descoberta desconcertante, a ponto de nos fazer interpretar a vida, o mundo, as coisas de modo novo.

Precisamos entender, cada vez mais, que não basta nos declarar seguidores de Jesus apenas por tradição cultural ou familiar – ainda que esta tenha seu valor. Inspirados nos primeiros seguidores, devemos deixar tudo. E “deixar tudo” não significa necessariamente deixar os afazeres cotidianos, mas modificar nosso modo de perceber as coisas. Deixar de olhar as pessoas como ameaça, concorrência. Olhar as pessoas com caridade. Quando fazemos essa experiência, passamos a perceber a fartura existente à nossa volta e, como Pedro, que ficou maravilhado diante da grande quantidade pescada, admiramo-nos com o bem que podemos fazer, apesar de sermos pecadores.

HOJE, 23ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

(Para melhor visualização, clique na imagem)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PANDEMIAS HISTÓRICAS

A imprensa noticiou recentemente a proliferação da gripe tipo A, mais conhecida como gripe suína. Em virtude da rápida transmissão do vírus pelo mundo, a Organização Mundial de Saúde elevou o alerta de pandemia para o segundo nível.

O mundo já foi palco de cinco grandes pandemias causadas por proliferação de vírus. Veja-as abaixo:

A PESTE PELOPONESA
A primeira pandemia que se tem notícia foi descrita pelo historiador grego Tucídides.

Durante a guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta, uma grande peste dizimou cerca de 30.000 cidadãos de Atenas, o que equivalia a aproximadamente um terço dos atenienses.

As pessoas eram "subitamente atacadas por violentas dores de cabeça, vermelhidão e inflamação nos olhos. A garganta a ou língua sangravam, exalando um odor fora do normal. Depois vinha tosse, diarréia, espasmos e úlceras cutâneas."

Várias pessoas sobreviveram, mas muitas delas sem os dedos, cegos e até sem os órgãos genitais.

A PESTE DE ANTONINE
Em 165 dC, o médico grego Galeno descreveu uma pandemia, cujos sintomas vitimaram Marcus Aurelius Antoninus, um dos imperadores romanos.

A doença chegou a matar cerca de 5.000 pessoas por dia em Roma.

A PESTE DE JUSTINIANO
Em 541-542 dC, uma doença mortal atingiu o Império Bizantino.

No auge da infecção, a doença, que ficou conhecida como Peste de Justiniano, matou cerca de 10.000 pessoas em Constantinopla.

A doença foi causada pela bactéria Yersinia Pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas dos ratos-pretos.

Até o fim do surto, quase metade dos habitantes da cidade estava morta.

Historiadores acreditam que o surto dizimou um quarto da população na região Leste do Mediterrâneo.

Este surto, o primeiro de peste bubônica registrado na história humana, marcou o primeiro dos muitos focos da peste.

A PESTE NEGRA
Depois da praga de Justiniano, houve muitos outros casos esporádicos de peste, mas nenhum tão grave como a Peste Negra do século XIV, que matou, na Europa, aproximadamente 25 milhões de pessoas, ou um quarto da população de então.

A GRIPE ESPANHOLA
Em março de 1918, o vírus influenza espalhou-se rapidamente por quase todo o mundo, atingindo cerca de 1 bilhão de pessoas.

Esta foi considerada a mais letal epidemia da história da humanidade: atingiu cerca de 100 milhões de pessoas, matando aproximadamente 20 milhões.