quarta-feira, 9 de junho de 2010


MEU CORPO, MINHA VIDA: O QUE ESTOU FAZENDO?
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Hoje eu acordei e me dei conta de que vários anos já se passaram em minha vida e que devo sim, assumir esta realidade, responsabilidade, compromisso e amadurecer a cada dia.
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E como faço isso?
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Sendo um bom homem, um bom esposo, um bom pai, um bom profissional. “Bom o cassete”, tenho que ser o melhor que posso ser e disponibilizar os dons que Deus me deu a serviço da humanidade.
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Minha felicidade e a dos que me rodeiam devem ser prioridade! Preciso e muito, de Jesus na minha vida.
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A gente passa a vida inteira fazendo projetos, imaginando coisas, sonhando o quê e como vou realizá-los. Sonhos virtuais, ilusórios, concretos, tangíveis, impossíveis.
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Lutamos sempre para alcançar o primeiro lugar, o topo, e muitas vezes sem nem planejar, e sem saber se ele realmente existe.
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A nossa vida não é Fórmula 1, mas é pura velocidade, o tempo é cruel e não para.
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Não conseguimos muitas vezes nem olhar para nós mesmos e nem nos olhos dos outros ou do próximo ou de quem dizemos que amamos e está ao nosso lado, não conseguimos nem sorrir o quanto gostaríamos.
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Temos vontade de fazer muitas coisas malucas; como gritar, rolar no chão, jogar dominó, sair na quinta dos amigos, assistir um jogão, curtir nossa paixão, tomar um cervejão, coisas que nos deixam felizes, principalmente por sermos nós mesmos.
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A gente se preocupa tanto com contas a pagar, com o trabalho, com o que falam de nós e outros conflitos muitas vezes nascidos de uma babaquice sem precedentes e que sempre nos estressam, e o mais incrível, com coisas simplesmente insignificantes.
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Chega um momento que é preciso mudar, transformar nossa vida em algo realmente útil para tornar este mundo um pouco melhor, agir agora e não só fazer planos para um futuro, que pode não existir, ou talvez sim e às vezes até por apenas alguns segundos de vida.
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A partir do momento que entendemos o que é viver em Jesus Cristo, o que isto significa realmente, sua profundidade e a seriedade, aí poderemos fazer nossas orações e reflexões e quem sabe resolvermos mudar e passarmos de vítima a protagonista, de telespectador a ator, de uma pessoa qualquer a um Cristão, e quem sabe poder ser feliz fazendo o outro feliz.
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Hoje eu acordei e me dei conta que estou vivo, graças a Deus.
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O que vou fazer? Só depende de mim, pois Cristo já o fez.
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Jesus replicou-lhes: Credes agora!...
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Eis que chega a hora, e ela chegou, em que vos dispersareis, cada um para o seu lado, e me deixareis sozinho. Mas não estou só, porque o Pai está comigo. Eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: Eu venci o mundo. (Jo 16, 31-33).

terça-feira, 8 de junho de 2010

ABUSO SEXUAL INFANTIL

A interação com a família e demais pessoas de nossa comunidade tem aspectos muito satisfatórios; porém, nem sempre é dessa forma. Lamentavelmente, existem pessoas cuja conduta, por diversas razões, não é construtiva; entre essas, temos aquelas que por abuso de confiança, superioridade física, intelectual e econômica procedem contra a integridade sexual de crianças e adolescentes, apesar de saber que ditas condutas constituem delitos contemplados em nosso ordenamento jurídico-penal.

SETE PASSOS PARA PREVENIR O ABUSO SEXUAL INFANTIL

Essas condutas negativas não devem ser toleradas, mas denunciadas e processadas penalmente. A vítima deve receber atenção física e psicológica. Como na maioria dos fatos que podem causar danos, é melhor agir de maneira preventiva. Por isso, nos permitimos transcrever algumas recomendações para prevenir o abuso sexual a crianças e adolescentes: especialistas recomendam explicar-lhes sobre a existência das agressões sexuais; nunca deixá-los sozinhos e fora do alcance de um adulto confiável e manter sempre presente que "qualquer um" pode converter-se em agressor. Não é por acaso que mais de 70% dos abusos são intrafamiliares.

1. FALE COM ELES/ELAS TRANQUILAMENTE SOBRE AS AGRESSÕES SEXUAIS
Seus filhos/as devem saber da existência de abusos sexuais e de como estes acontecem. Se você estabeleceu com seus filhos/as regras de segurança em outras áreas de sua vida, as precauções relativas ao abuso sexual se converterão em uma parte natural de suas conversas sobre segurança em geral. Se acreditam não ter ferramentas para falar sobre esse tema com seus filhos/as, peça ajuda a seus professores ou pediatra. Eles sabem como fazê-lo sem que as crianças e adolescentes sintam-se assustadas ou agredidas. Aqui vão algumas sugestões de abordagens apropriadas de acordo à idade:

18 meses: ensine a seu filho/a os nomes apropriados das partes do corpo;
3 a 5 anos: ensine a sua criança as "partes privadas" do corpo e a dizer "NÃO" a qualquer oferta sexual. Dê a eles/as respostas diretas a suas perguntas sobre sexo;
5 a 8 anos: explique-lhe as normas de segurança quando estiverem longe de casa e a diferença entre um carinho bom e um carinho não apropriado. Alente seu filho/a a falar sobre experiências que o/a amedrontaram;
8 a 12 anos: ensine segurança pessoal; explique as regras de conduta sexual aceitas pela família;
13 a 18 anos: destaque a segurança pessoal; explique a violação, as enfermidades sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada.

2. ATENTA SUPERVISÃO
O abuso infantil acontece quando um adulto está sozinho com a criança. Sua atenta supervisão é a melhor proteção contra o abuso sexual. Nunca as deixe sozinhas e fora de seu alcance. Não permita que vão comprar algo sozinhos, que vão a banheiros públicos sem companhia (por exemplo em shoppings e restaurantes), que brinquem na rua enquanto você faz os trabalhos domésticos e não pode vigiá-los; nem se distanciem da casa; cuidar para que qualquer pessoa não entre na sua casa. Basta uma fração de segundos para que uma criança desapareça.

3. CONHEÇA BEM A PESSOA QUE DELES CUIDA
Peça que outro adulto responsável e confiável fique atento quando você mesmo/a não possa fazê-lo. Tente conhecer bem a pessoa com quem fica seu filho/a. Se tem poucas opções e deve deixá-lo sozinho/a com alguém que não é de sua máxima confiança, procure que sejam observados por outras pessoas, tais como vizinhos, ou familiares, durante o dia.

4. AUTOCUIDADO
Ensine seus filhos/as a zelar por sua própria segurança, a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos e a nunca passear com alguém que não conhecem. Diga-lhes o que podem fazer se alguém se aproxima. Se uma pessoa fica olhando para eles/as ou os toca de uma forma que não gostam, devem contar para você o quanto antes. Diga-lhes que podem confiar em você, pois sempre vai acreditar neles e protegê-los. Explique-lhes também que no caso de você não estar presente, que busquem a ajuda de uma pessoa mais velha imediatamente quando um adulto os faça sentir incômodos ou os assustar. Nessas situações, também é oportuno chamar a atenção, gritar e criar um escândalo.

5. QUALQUER UM PODE AGREDI-LOS
Recorde-lhes que muitas crianças são vítimas de pessoas que eles conhecem e que é totalmente correto dizer não, mesmo aos parentes próximos e aos amigos. Anime-os a contar a vocês ou para outro adulto imediatamente se qualquer pessoa os toca ou chega até eles/as de forma estranha. Fale-lhes da existência de abusos sexuais por pessoas familiares e conhecidas e não somente os que são cometidos por pessoas desconhecidas. Também podem abusar deles/as familiares, amigos ou vizinhos. 85% dos abusos são protagonizados por pessoas conhecidas.

6. NINGUÉM PODE TOCÁ-LOS INTIMAMENTE
Ensinamos aos nossos filhos que sempre devem obedecer às pessoas adultas, fazendo-os acreditar que estas sempre sabem o que é melhor, o que está bem. Às vezes, os obrigamos a beijar as pessoas que não desejam fazê-lo. Esta educação contribui para que possam acontecer os abusos. Por isso, ensine que eles/as têm o direito à privacidade de seu corpo e que ninguém deve tocá-lo ou olhá-lo de uma forma desagradável. Pode negar-se a isso, seja quem for esse adulto. Explique-lhes também as formas em que os agressores tratam de intimidar a suas vítimas para que guardem o abuso em segredo. Ensine-lhes que nunca devem calar apesar das ameaças recebidas.

7. INTERNET
É uma grande porta de entrada para os abusadores, devemos supervisionar o uso que nossos filhos possam fazer da rede. Explique-lhes que não devem dar seus dados pessoais ou de suas famílias (nomes, endereço, telefones) por internet nem entregar suas senhas a qualquer pessoa. Que nunca se junte ou programe encontros com pessoas que conheceu pela rede sem que você saiba quem são, já que existem muitos adultos que se fazem passar por crianças e cujo fim é abusar de pequenos como ele/ela. Que não use câmara web para relacionar-se (não seja instalada) e que não aceite pessoas que não conhece como amigos, nas redes sociais, como Facebook, Orkut e outras. E que estabeleça privacidade de seu perfil.

Como adotar estes cuidados tranquilamente, sem exageros ou “terrorismo” - que podem ter efeitos negativos para o desenvolvimento da uma sexualidade madura dos filhos?

Os pais estão em geral preparados para uma educação saudável da sexualidade dos filhos? Precisam de orientação? Você pode ajudar? Como?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

COMUNIDADE DE BELÉM AGORA É GRUPO SÃO JOÃO

No último sábado, 5 de junho, na residência do casal Felipe e Rosário, a Comunidade Belém da 27ª Nucleação do MFC MACEIÓ, composta pelos casais Manoel e Gleide, Álvaro e Lara, Djerson e Ana, Diego e Vanessa, Claudovan e Neide, Lúcio e Elza, e Portela e Ceone, escolheram o nome do Grupo: “GRUPO SÃO JOÃO”, inspirados na época junina que estamos vivenciando.

O Grupo também definiu que o casal Djerson e Ana assumirá a coordenação do Grupo São João e representarão o Grupo nas reuniões do Conselho Cidade do MFC e demais eventos do MFC MACEIÓ.

O Grupo que tem como auxiliares os casais Neto/Rita, Felipe/Rosário e Lúcio/Núbia, realizou a sua segunda reunião pós Nucleação e vem demonstrando ter muita disposição em se engajar na caminhada mefecista.

O Grupo confirmou presença no ARRAIÁ DO MFC que acontece no próximo dia 19 de junho, no Clube do Mascate Utilidades, no Distrito Industrial de Maceió.

Em virtude dos Festejos Juninos e da Copa do Mundo que acontecem neste mês de junho, o Grupo marcou a terceira reunião para o dia 2 de julho, e se reunirão a cada quinze dias.

EXPECTATIVAS DO FUTEBOL

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales, SP

Já foi dada a largada. Já soou o apito inicial. Mesmo que a abertura da copa só aconteça neste próximo dia 11 de junho, basta ver as propagandas para dar-nos conta que já começou o jogo maior, do qual todos participam. Cada técnico só pode colocar onze em campo. A copa escala todo mundo. Todos nos sentimos atores, e se não conseguimos chutar o pênalti, temos nossa área de combate, onde tentamos fazer o possível para garantir a vitória.

A prioridade absoluta deste mês especial, que começa no dia 11 de junho e vai até 11 de julho, é sem dúvida o futebol. Até a política promete ficar de lado. Tanto que os candidatos acenam com gestos de boa vontade, de que não vão atrapalhar as jogadas com sua presença inoportuna. Mesmo que cultivem o desejo secreto de colocar a vitória da seleção a serviço de sua candidatura. Mas isto são dividendos a serem faturados depois. Agora, o politicamente correto é mostrar que a torcida pela nossa seleção une preferências clubísticas e até adversários políticos. Ao menos nas aparências. Pois também faz parte do jogo, aparentar que o futebol faz esquecer até os desejos mais secretos.

No meio deste clima contagiante, fica difícil pedir licença para refletir um pouco. O que não deixa de ser estratégico. Pois se nestes dias não usamos a cabeça, corremos o risco de perder a cabeça, como infelizmente as estatísticas das copas sempre comprovam.

Então, vamos para o minuto de silêncio. O momento de reflexão. A pausa para compreender de onde vem a força contagiante do esporte.

Não é difícil perceber a semelhança do esporte, seja qual for, com as artes bélicas. O esporte nasceu da guerra. Ou ao menos seus inícios se inspiraram nas batalhas. Como as guerras são cruéis, porque ceifam estupidamente vidas humanas, foi uma idéia genial fazer de conta que se guerreava, mas ninguém precisava morrer, mesmo havendo vencedores e perdedores.

Se todos fizessem assim, daria para promover uma copa do mundo em cada ano, em muitos países: na Palestina escalando judeus de um lado e árabes do outro, no Iraque escalando xiitas contra sunitas, no Afeganistão convocando a família Bush contra a Al-qaeda. E poderíamos até modificar os confrontos determinados pela FIFA e colocar de imediato o jogo entre as duas Coréias, escalando o ditador Kim Jong-il como capitão e centro avante do time norte coreano!

Em todo o caso, o esporte mostra como existem energias insuspeitadas dentro das pessoas. Se fossem mobilizadas para causas comuns, o que poderia se conseguir em pouco tempo não está escrito.

Nem é difícil escalar estas causas, que poderiam valorizar o entusiasmo de todos entrarem em campo. Se fosse promovida, por exemplo, a copa do mundo contra o analfabetismo, promovendo o mutirão mundial para erradicar a incapacidade de interpretar e de produzir símbolos, numa atividade que desperta e aguça a inteligência, pois a alfabetização produz isto mesmo, que enorme batalha dava para empreender no mundo inteiro, e como seria suado chegar à meta e vencer as últimas resistências, como quem dribla o último defensor e até o próprio goleiro!

Ou se fosse promover outra copa mundial, destinada a saciar a fome do último mendigo, certamente não faltariam alimentos, logo descobriríamos que se ganharia o jogo distribuindo melhor os estoques, como quem sabe passar a bola no momento certo da jogada estratégica.

E assim seria com outros campeonatos para vencer as epidemias, que ultimamente estão se escalando por conta da inépcia dos governos.

Afinal, o esporte mostra como existem tantas energias desperdiçadas, por falta de motivação e de articulação. Quem sabe, nestes dias de absoluta prioridade do futebol, não deixemos de pensar nem percamos a cabeça. E seja qual for a seleção vencedora, que todos nos sintamos escalados a lutar pelas verdadeiras causas da humanidade, que graças a Deus ainda dá sinais de vida!

Fonte: http://www.diocesedejales.org.br/palavradobispo/palavradobispo_detalhes.asp?id=1210

domingo, 6 de junho de 2010


PARTILHAR É MULTIPLICAR
Pe. Paulo Bazaglia, ssp


Apenas cinco pães e dois peixes para cinco mil homens. Podemos imaginar como soaram as palavras do mestre aos discípulos que queriam ficar livres da multidão: “Vocês é que devem dar-lhes de comer”.

É cômodo a nós, cristãos, despedir os famintos e ignorar suas necessidades. É cômodo falar de Deus e de religião e, diante de necessidades básicas como o alimento, dizer às pessoas que se virem. É cômodo jogar para Deus responsabilidades que são nossas. É cômodo rezar para que Deus resolva a fome no mundo, fugindo à responsabilidade de ajudar o irmão faminto que bate à porta.

Quando falamos que Jesus “multiplicou” os pães, corremos o risco de continuar esperando dele o milagre mágico. E de não dar atenção suficiente às suas palavras, que pedem compromisso concreto. As palavras de Jesus são palavras divinas e, quando postas em prática, necessariamente se realizam.

Jesus chama os discípulos à responsabilidade. Nossa missão no mundo é enfrentar as necessidades e misérias humanas. Jesus pede que os discípulos organizem a multidão em grupos e distribuam o alimento por ele abençoado e partido. Assim, partilhando o que Deus abençoa, a comida se multiplica e ainda sobra.

Mais que partir pães e peixes, Jesus, com o ensinamento e a vida, doa-se a si mesmo à humanidade. Celebrar o Corpo e o Sangue de Cristo, portanto, é participar deste mistério de salvação, de um Deus que mata a fome da alma e conta conosco para acabar com a fome física que assola o mundo.

O mestre nos ensina a ir contra a lógica do acúmulo, dos que pensam ser preciso primeiro juntar as riquezas para depois dividi-las. Jesus propõe uma economia solidária de partilha. E isso começa dentro de nós, em nossa consciência, nas pequenas comunidades, nas associações de bairro... Nós mesmos temos algo a fazer, para que Jesus continue sendo pão para este mundo faminto. Fome de pão material e fome de Deus só se saciam com a partilha da vida e dos bens. Aí está o grande milagre de Deus, que multiplica o que partilhamos.

HOJE, 39ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

sábado, 5 de junho de 2010


A Igreja tem um velho problema por resolver. A cada momento se vê envolvida com desvios de comportamento sexual de um número preocupante de clérigos que causam estragos na sua credibilidade e rombos em suas finanças.

A CRISE TEM CAUSAS A REMOVER
Hélio e Selma Amorim*

Os casos graves e numerosos de pedofilia desocultados em vários países, tentativamente encobertos sistematicamente pela hierarquia superior, vêm sendo amplamente divulgados mundo afora, gerando justa revolta e indenizações milionárias às vítimas dessas agressões.

Autoridades religiosas têm manifestado preocupações sobre o risco de desdobramentos de comportamentos incorretos no exercício futuro de suas funções, já que sacerdotes estarão sempre envolvidos com grupos de diferentes faixas etárias, em colégios religiosos e paróquias, muitas vezes envolvendo crianças ou adolescentes sem maturidade para defender-se de eventuais assédios de natureza sexual.

Também se vão revelando nos seminários de formação de sacerdotes elevado percentual de jovens homossexuais e consequentes práticas de homossexualismo em níveis e freqüência acima dos índices sociais desse aspecto da sexualidade humana. O Vaticano chegou a anunciar há cerca de um ano uma mega operação mobilizando grande número de inspetores para visitar 229 seminários norteamericanos e investigar a incidência do problema do homossexualismo. Visava à exclusão de candidatos ao sacerdócio que apresentassem essa tendência sexual, o que seria uma discriminação inaceitável.

Esse quadro – certamente realista – ressalta o fato de estar a Igreja lidando com uma das questões não ou mal resolvidas nas doutrinas, disciplinas e práticas eclesiais. A sexualidade humana foi sendo demonizada ao longo dos séculos, na construção do corpo de doutrinas e normas eclesiásticas, nem sempre rigorosamente evangélicas. Foram elaboradas por santos teólogos varões, celibatários forçados, geralmente submetidos a uma formação castradora do impulso sexual, para serem capazes de defender-se do risco de envolvimentos afetivos e assédios de forte estimulação de sua sexualidade que pusessem em risco o voto do celibato imposto.

A castração intencional de um impulso tão fundamental é uma violência contra a pessoa humana e contra Deus que nos dotou a todos desse estímulo rico para a construção de relações interpessoais profundas e humanizadoras. Para construí-las e constituir família fomos criados.

Por outro lado, a sublimação livre e espontânea desse impulso, não condicionada ou induzida por pressões psicológicas e preconceituosas contra a sexualidade, para abraçar uma vocação rara e especial de serviço ao Povo de Deus, em situações limites, é sem dúvida um valor heróico. Não é o caso da maioria dos sacerdotes designados para gerir uma paróquia ou exercer o magistério em seminários e universidades católicas, atividades compatíveis com a constituição de uma família e a realização plena da sexualidade que alimenta uma rica vivência afetiva querida por Deus.

Arriscamo-nos a afirmar que na norma do celibato obrigatório está a origem dos problemas que a Igreja pretende resolver de forma canhestra e preconceituosa. O homossexualismo não é uma enfermidade ou deformação de caráter. A ciência ensina que tem origem na formação biopsíquica original do ser humano, que definirá sua constituição sexual não apenas orgânica e morfológica, mas o direcionamento do impulso para relações afetivas profundas homo ou heterossexuais. A ampla predominância da segunda tendência na sociedade não permite desqualificar a outra como deformação ou enfermidade psíquica.

Em suma, a vocação para o sacerdócio pode ser viva e verdadeira tanto no homossexual como no heterossexual que também tenha uma forte e bela vocação para o casamento e a paternidade. Um e outro não deveriam ser impedidos de abraçá-las, por não se configurar qualquer incompatibilidade.

O crescimento da participação de homossexuais no conjunto de candidatos e no próprio clero já ordenado pode ser explicado também pela norma do celibato obrigatório. Com efeito, o homossexual justifica socialmente a sua dificuldade para relações afetivas com mulheres por seu voto de celibato solenemente assumido. Sente-se, por outro lado, atraído por integrar-se a uma corporação exclusivamente masculina, que corresponde ao tipo de convivência próprio de sua constituição sexual. Nos seminários, ao longo de anos de convivência, acresce a possibilidade do envolvimento afetivo e da prática homossexual que agora estará sendo investigada naqueles países.

É claro que ninguém acredita tratar-se de um fenômeno exclusivo dos países já reconhecidamente afetados. É uma advertência aos reitores de todos os seminários do planeta, para que não adotem esse repúdio preconceituoso de homossexuais. Tampouco a homossexualidade explicará os desvios para a pedofilia criminosa. É mais provável que esse tipo de assédio tenha autores heterossexuais cujo impulso sexual tenha sido reprimido por aquela formação castradora que acaba aflorando sob formas odiosas de comportamento.

É chegado ainda que tardio o tempo propício para a discussão ampla da sexualidade na vida da Igreja e em suas normas e doutrinas questionáveis sobre essa rica realidade humana. O mesmo se aplica à persistente exclusão das mulheres do acesso ao sacerdócio, uma expressão inaceitável do medo da feminilidade nos espaços do clero e governo da Igreja.

Essa visão deformada da sexualidade também interfere freqüente e indevidamente nas doutrinas sobre relações conjugais, no planejamento familiar, e de modo injustificável na acolhida “generosa” e humilhante aos que fracassaram no casamento e reconstruíram a sua vida afetiva com benefícios para todos os envolvidos, minimizando os efeitos sofridos da separação irreversível.

*Membros do MFC - Movimento Familiar Cristão e do INFA Instituto da Família.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MEFECISTA ALAGOANA É CONVOCADA PARA REUNIÃO DO CONSELHO FISCAL DO MFC BRASIL

O CONDIN - CONSELHO DIRETOR NACIONAL DO MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, convocou os membros do Conselho Fiscal Nacional para a última reunião do Conselho da Gestão 2007/2010, antes da AGN – ASSEMBLÉIA GERAL NACIONAL, que acontece no dia seguinte ao termino do 17º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, em julho próximo, em Vila Velha, Espírito Santo, com a presença de mefecistas alagoanos e de todas as regiões brasileiras.

Foram convocados os conselheiros Artur Diniz Filho - CONDIR SUDESTE, Manoel Arcanjo - CONDIR NORTE, Maria José Rodrigues - CONDIR CENTRO-OESTE, Francisco Antonio Souza - CONDIR SUL e a alagoana Suely Vieira de Andrade Damasceno - CONDIR NORDESTE.

A reunião do Conselho Fiscal do MFC, Gestão 2007/2010 se realizará na cidade de Fortaleza, Ceará, nos dias 5 e 6 de junho de 2010. A reunião terá início às 8h30min de sábado (5) com término previsto para as 12h00min de domingo (6) com um almoço de confraternização. A reunião tem por objetivo auditar as contas do MFC relativo ao período 2007/2010.

A conselheira e mefecista alagoana Suely Damasceno (Grupo Caná da Galileia) confirmou sua presença na reunião e já segue para Fortaleza nesta sexta-feira, dia 4, onde ficará hospedada na residência do casal José Maria e Neuza, do MFC de Fortaleza.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

CORPUS CHRISTI

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes.

A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”. É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo.

HISTÓRIA
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264.

O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida.

Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo.

Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico.

A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: “Este é o meu corpo... isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim”.

A FESTA NO BRASIL
Em muitas cidades brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas, que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.

Em Maceió haverá procissão às 16 horas, saindo da Catedral até a Praça dos Martírios, Centro.

ARQUIDIOCESE PROMOVE FEIRA DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE

No primeiro sábado de cada mês, a Arquidiocese de Maceió realiza a FEIRA DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE na Igreja de São Gonçalo, no Farol, sempre após a Santa Missa das 5 horas, com Dom Antônio Muniz Fernandes, Arcebispo de Maceió.

Um CAFÉ DA MANHÃ REGIONAL ao preço de R$ 5,00 (cinco reais) por pessoa é oferecido paralelamente a FEIRA DA ESPERANÇA com produtos produzidos na Fazenda da Esperança, Acampamentos da CPT e Artesanatos.

As Pastorais da Pessoa Idosa e da Criança são responsáveis pelo evento que tem a supervisão da Arquidiocese de Maceió.

O MFC – MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE MACEIÓ convida todos os mefecistas a participarem da FEIRA DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE e pede que divulguem ao maior número possível de cristãos alagoanos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PAI, MÃE, SOGRO, SOGRA... E O NOVO CASAL

Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de casal e família.
Mestre em Psicologia.

Em nossos Encontros com Noivos é comum ouvirmos: “Chamem nossos pais para um encontro como este”. Noivos sentem que seus pais não estão preparados para deixá-los formar uma nova família, sem interferir excessivamente.

No fracasso conjugal, parece que os casais não costumam considerar como importantes os problemas com a família ampliada (a família dele + a família dela). Este tema merece análise.

DEBAIXO DO VÉU DA NOIVA E DA CASACA DO NOIVO...
O casamento tende a ser erroneamente entendido como a união de dois indivíduos. O que ele realmente representa é “a união de duas famílias”, sistemas extremamente complexos. Cada nubente carrega ao altar seu “kit familiar”. A afirmação de que existem seis no leito conjugal é até suave em relação à realidade.

Às vezes, a incapacidade de estabelecer um relacionamento de casal indica que os pretendentes ainda estão muito emaranhados com suas próprias famílias e se tornam incapazes de definir um novo sistema e aceitar as implicações desse realinhamento. Os parentes por afinidade podem ser intrusivos demais e o novo casal ter medo de colocar limites.

ESTABELECENDO FRONTEIRAS E LIMITES
Como o novo casal vai estabelecer um território com alguma independência da influência dos pais dele e dela? O ideal para o novo casal seria manter independência em relação à família e ao mesmo tempo manter laços carinhosos com ela.

Um grande número de problemas conjugais deriva de problemas não resolvidos com a família dele e dela. É possível que um homem escolha uma esposa totalmente inaceitável para seus pais e então deixe que ela lute com eles a batalha que ele mesmo não foi capaz de travar, tornando-se assim um inocente espectador. Em vésperas de casar, uma noiva lamentava que sua futura sogra ainda fazia jantares para a ex-namorada do filho, agora seu noivo.

Um recém casado, ou até casado a mais tempo, pode estar sentindo que seus pais não lhe deram "permissão" para ter um bom casamento e então “cumpre a vontade deles” tornando-se um desastre na relação com a mulher (o homem). E pode ser mais fácil para uma nora odiar sua sogra por ser "intrusiva" do que enfrentar o marido por ele não se comprometer inteiramente com o casamento e não querer colocar limites em relação aos de fora e da sua família. Uma noiva se queixava que a sogra a recriminava porque não comia cebola e o noivo nada dizia. Ele respondeu que esperava o momento adequado. Ela contestou: Faz CINCO ANOS que você espera!

No tempo de noivado e primeiros meses de casamento fica muito mais fácil esclarecer as dificuldades e aceitar os membros da família ampliada do que durante outros estágios posteriores do ciclo de vida. Esta é a hora de listar o que incomoda, o que está bom, o que os dois vão conservar de suas famílias e quais padrões não serão adotados de jeito nenhum.

A falta de negociação antes e no começo do casamento será um problema para o futuro desse casamento: o cônjuge deixará de representar quem ele é, e passará mais vezes a representar o pai, a mãe, o irmão e a irmã.

OS PAIS TAMBÉM PRECISAM MUDAR
Os pais precisam modificar a maneira de lidar com os filhos depois do casamento. Uma cisão pode ser criada num casamento recente devido à intromissão dos pais, em geral sem muita percepção do que está causando mal estar.

Muita ajuda benevolente pode ser tão danosa para o jovem casal quanto a censura destrutiva.

Quando os pais continuam a prover apoio financeiro, há uma barganha implícita ou explícita sobre o direito que eles terão de ditar o modo de vida em troca daquele apoio.

O novo casal precisa aprender o poder da sua própria força como casal, e também a força dos pais ou outros familiares. Deve conhecer o poder manipulativo da família de origem.

O casamento requer que o casal negocie novos relacionamentos com irmãos, avós, sobrinhos e amigos. Com freqüência, as mulheres se aproximam mais da sua família de origem e os homens se afastam mais, mudando seu vínculo primário para a nova família nuclear (ciúmes).

O aumento da tensão dos pais em relação ao filho ou filha, ao genro ou nora, provavelmente seja uma manifestação do sentimento de perda do filho ou filha e não precisa ser tomada como algo pessoal.

Quando os pais ou familiares interferem demais na nova família, um sinal vermelho está aceso: indica que o novo casal está fragilizado e ainda não estabeleceu limites claros para sua família e, portanto, torna-se co-responsável pela invasão dos pais. Precisa fortalecer-se e conquistar o respeito.

terça-feira, 1 de junho de 2010

GILSON E NANA COMEMORAM O 12º ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO

A família é a imagem de Deus, pois ela revela todo o seu mistério.

É uma aliança de pessoas que para essa aliança são chamadas amorosamente pelo pai maior, homem e mulher são requisitados para uma vida de comunhão e amor.

Matrimônio e doação, uma trégua exclusiva e irrevogável que fecunda, porém sem perda da individualidade de cada um, amor conjugal é mais que um simples contrato ou promessa é um pacto de duas vidas em uma só, deve ser fértil e confiante, pois muitos podem adivir dessa união com o objetivo de também servir a Deus, e ele confiou essa missão de crescer e multiplicar a vocês.

Ontem (segunda-feira, 31 de maio), fez 12 anos que GILSON e NANA (foto) foram convocados a participarem do poder do criador para transmitir o dom da vida, criaram ao longo dos anos uma comunidade de amor e confiança, um reino de esperança e de paz, pois doado o melhor de si sem egoísmo, sem uma maneira plena e total, que continuam a viver essa união tão bonita e sendo sempre abençoados por Deus.

O MFC MACEIÓ parabeniza o casal GILSON e NANA (Grupo Mãos Dadas) pela data tão especial e marcante na vida do casal.

Muitas Felicidades!

VALEU, VALÉRIA!

No próximo dia 13 de junho, pela ocasião de um ano de falecimento da mefecista cearense, Valéria Leite (foto), ex-coordenadora nacional, regional e estadual do MFC, a família mefecista estará orando pelo primeiro ano de sua chegada a casa do Pai. Missas serão celebradas por todo o Brasil. Em Alagoas, será celebrada na Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran.

Neste dia, familiares e amigos apresentarão a coletânea de depoimentos e mensagens, reunidas em forma de livro, intitulado “VALEU, VALÉRIA!”.

Valéria, por sua competência foi convidada para exercer importante cargo na gestão do prefeito Cambraia (Fortaleza-CE) e sempre afirmava nas reuniões de secretários que “Uma das funções da administração pública é ajudar os que estão na miséria, a sair da miséria. São eles que mais pagam impostos. Por cada bocado de farinha que comem, por cada palito de fósforo com que acendem a lamparina, já pagaram antes, na bodega, imposto ao governo”.

Valéria lutou e conseguiu que a população pobre, que bebia água suja e gastava com remédios o pouco dinheiro que tinha, recebesse do governo, filtro de barro para que consumisse água filtrada.

Valéria convocou membros do Movimento Familiar Cristão, para trabalharem como voluntários. Foram de casebre em casebre oferecendo o filtro e ensinando a usá-lo. Ao visitarem novamente os casebres no mês seguintes, decepção, muitas mães guardavam no filtro seco, pacotes de farinha e banana, para os ratos, não roerem os alimentos

Valéria imediatamente acionou os demais órgãos públicos e no outro dia apareceram funcionários com veneno de rato e o caminhão do lixo começou a passar ali, toda semana. Os filtros começaram a ser usados corretamente.

A partida prematura de Valéria entristece e enche de saudades todos àqueles que a conheciam, especialmente os mefecistas brasileiros que tanto a admiravam por seu exemplo de amor ao MFC, disponibilidade, justiça, discernimento, grandeza de coração, entre inúmeras qualidades que era possuidora. Valeu, Valéria!

segunda-feira, 31 de maio de 2010


NÃO PERDER O RUMO E O PIQUE
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Para não perder o "rumo", nem o “pique” você precisa garantir 3 coisas: ORAÇÃO, MEDITAÇÃO (reflexão sobre o que Deus espera de você) e os SACRAMENTOS. Estes são os meios para você ter uma vida espiritual sólida, que não desanima com “vento, temporal ou enchente”, como diz S. Matheus – cap. 7, v. 24.

Ter espiritualidade é andar na presença de Deus e conferir nossa vontade com a vontade do Pai. Viver assim, na alegria, na simplicidade e confiança, sem medo do pecado, e do inferno interior, é um estágio de vida que queremos alcançar. Este é o RUMO. Mas se sabemos o rumo, temos também que ter o “pique”. As pessoas que cuidam com atenção da casa, família, trabalho e se ocupam na comunidade, são pessoas que têm pique, que fazem este mundo mais humano.

O trabalho para o Reino de Deus é resultado da fé e doação das pessoas. Alguns lideram o trabalho em prol da comunidade, outros são puxados e acompanham os líderes, outros se acomodam e nada fazem. Isto é natural, pois exercemos nossa opção de querer ou não participar. É certo, porém, que quando se conclui um trabalho, seja ele qual for, nos sentimos realizados, satisfeitos interiormente e fortalecidos. É preciso que pratiquemos a ORAÇÃO, a MEDITAÇÃO e os SACRAMENTOS, para que recebamos de Deus o RUMO e o PIQUE. Sem isso a vida perde o sentido.

QUESTÕES:
1. Como você entendeu o texto?
2. Quais os rumos que você traçou para sua vida?
3. O que é para você espiritualidade sólida? Como está sentindo hoje, sua espiritualidade?
4. Estamos no rumo e no pique certo?

Texto Bíblico: Segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses- cap. 3, v. 3 a 7.

domingo, 30 de maio de 2010

SANTÍSSIMA TRINDADE


DEUS SE DÁ A CONHECER
Pe. Nilo Luza, ssp

Nem sempre é fácil captar o pensamento e os desejos de Deus. Podemos descobri-los na mensagem dos profetas, na Bíblia, na vida de Jesus, nos ensinamentos da Igreja, no exemplo de homens e mulheres comprometidos com um mundo melhor...

Jesus disse que ainda temos muito para aprender, e nem sempre conseguimos entender em profundidade suas propostas e exigências – sempre atuais e surpreendentes. O Espírito, porém, vai nos auxiliar na compreensão daquilo que Jesus viveu e ensinou. Passamos a vida inteira aprendendo; assim também podemos avançar na compreensão dos desejos de Deus.

A solenidade da Santíssima Trindade pode nos ajudar a percebê-los nas famílias que vivem o amor, o diálogo e a compreensão; nas comunidades que praticam a ajuda mútua, o respeito e a solidariedade; na sociedade onde encontramos justiça, empenho e união para superar os problemas e os conflitos.

Com a festa de hoje somos conduzidos a refletir sobre a identidade do Deus dos cristãos. Não basta afirmar que acreditamos em Deus – quase todo o mundo acredita num Deus. Mais importante é saber em que Deus acreditamos: num Deus solitário, num Deus castigador, num Deus vingativo... ou num Deus Trindade, num Deus comunhão de vida e solidário?

Esta solenidade litúrgica nos leva a conhecer o Deus de Jesus Cristo e nos comprometer com ele, mesmo sabendo que nunca conseguiremos penetrar plenamente em seu grande mistério. A exemplo do horizonte, ele está sempre diante de nós, mas nunca o alcançamos; sempre nos escapa, mas podemos nos deixar envolver por ele.

HOJE, 38ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

(Clique na imagem para melhor visualização)

sábado, 29 de maio de 2010


DORES DE CABEÇA EM CRIANÇAS

As crianças, bem como os adultos, têm dores de cabeça. Essas muitas vezes são difíceis de se diagnosticar naqueles menores de 5 anos mas, mesmo nessa idade, se a mãe for uma boa observadora, o diagnóstico pode ser feito normalmente.

Como os adultos, as crianças sofrem de todos os tipos de dores de cabeça mas, as mais comuns, são aquelas associadas a uma doença infecciosa, enxaqueca ou dor de cabeça tensional. Há outros tipos menos comuns, que incluem dores de cabeça após o traumatismo craniano, dores de cabeça associadas a tontura, vertigem e, raramente, tumores cerebrais. Esses grupos quase sempre têm outros sinais e sintomas que podem facilitar sua diferenciação das dores de cabeça recorrentes e benignas como a enxaqueca.

ENXAQUECA
Semelhante aos adultos, não há um exame diagnóstico ou marcador da enxaqueca nas crianças, logo o diagnóstico depende exclusivamente da história e exame físico. Uma das definições de enxaqueca na criança é que ela é um transtorno no qual há dores de cabeça recorrentes e paradoxais com intervalos sem sintomas, ocorrendo numa criança sadia e para o qual não se encontra outra causa. Isso é o melhor que se pode fazer em termos de definição.

A enxaqueca é mais comum em mulheres do que em homens mas, em crianças antes da puberdade, a incidência é de aproximadamente 2,5 % tanto em meninos como em meninas. Contudo, chegando aos 11 anos, há um predomínio crescente de meninas que se torna mais acentuado no grupo que vai dos 13 aos 15 anos. A enxaqueca pode começar muito cedo. Num grupo estudado que tinha enxaqueca aos 7 anos, a idade média do início era de 4,8 anos.

CARACTERISTICAS CLÍNICAS
A enxaqueca nas crianças não é muito diferente daquele dos adultos, mas os ataques são muito curtos, durando normalmente de 1 a 4 horas apenas. Os sintomas gastrointestinais, tais como náusea, vômitos e dor abdominal são muito mais proeminentes em pessoas jovens. As crianças que desenvolvem enxaqueca têm uma maior chance de ter sofrido de dor abdominal recorrente e têm uma maior tendência de ter sentido enjôos durante viagens do que crianças que não desenvolvem a enxaqueca.

Elas também têm uma maior chance de dormir pior e podem ser mais medrosas, fisicamente mais fracas e mais propensas à frustração. A dor de cabeça parece assumir um papel menos importante na enxaqueca das crianças do que ela tem nos adultos. Algumas crianças têm ataques de dor abdominal inexplicável, palidez, letargia, náuseas e vômitos mas, ao se questionar a criança cuidadosamente, em geral descobre-se a dor de cabeça. Essas crianças que, cedo na sua vida, não se queixam de dor de cabeça, acabam por faze-lo em ataques semelhantes quando mais velhas. Algumas crianças sofrem da enxaqueca clássica com uma aura porém, a sua incidência é menor do que os adultos.

OUTRAS VARIEDADES DE ENXAQUECA
Como no caso dos adultos, variantes incomuns da enxaqueca como a enxaqueca hemiplégica, enxaqueca oftalmológica e enxaqueca com tontura e vertigem ocorrem às vezes, mas são relativamente raras.

FATORES DESENCADEANTES
Os fatores desencadeantes em crianças são, na sua maioria, estressores de uma forma ou de outra. Incluem-se aí exercício, luzes brilhantes, barulho, falta de sono, falta de comida - principalmente pular o café da manhã, frio e excitação, por exemplo, uma desta de aniversário que se aproxima. Esses desencadeantes são essencialmente os mesmos dos adultos.

TRATAMENTO
Com as crianças, como nos adultos, o melhor tratamento é evitar os ataques reduzindo os fatores desencadeantes. As refeições devem ser regulares. Elas devem ter um café da manhã adequado antes de ir para a escola e, se possível, um almoço apropriado - não um lanche de batatinhas fritas e chocolate. Muitos pais temem que o fato da criança ter dores de cabeça indique algo sério, como um tumor cerebral. Isso raramente acontece, mas se há alguma dúvida a criança deve ser avaliada por um neurologista que, se necessário, irá fazer uma investigação completa.

Quando se requer tratamento medicamentoso, as drogas menos tóxicas devem ser usadas. Na prática, isso significa paracetamol. Se o enjôo é um problema, seu médico pode prescrever uma droga antiemética como a metoclopramida ou a domperidona. Se essas foram dadas, o médico deve alertar os pais que a criança pode vir a ter movimentos involuntários. Embora sem conseqüências a longo prazo, esses sintomas podem incomodar ou seja, a droga não deve ser tomada outra vez. No Reino Unido, a aspirina não é recomendada para crianças menores do que 12 anos por causa da possibilidade delas desenvolverem uma doença chamada Síndrome de Reye, que acomete o fígado e os rins.

Se o tratamento adequado é usado no ataque, raramente é necessário dar medicações diárias para preveni-lo, sendo que elas só devem ser dadas se as dores de cabeça forem realmente incapacitantes. Muitos pais ficam preocupados que suas crianças desenvolvam dores de cabeça durante a época das provas. É muito raro que isso aconteça, uma vez que as dores de cabeça, se ocorrerem, quase sempre aparecem quando as provas terminam.

DORES DE CABEÇA TENSIONAIS
As dores de cabeça tensionais e de contração muscular podem ocorrer em crianças e são relativamente freqüentes em adolescentes. Essas dores de cabeça podem ocorrer quase todos os dias. Elas não têm duração específica - podem durar menos do que uma hora ou o dia todo. As dores de cabeça tensionais são diferentes da enxaqueca porque não há sintomas prodrômicos ou aura e, embora a criança algumas vezes diga que está doente, ela raramente vomita.

Assim como na enxaqueca, não há sinais físicos de anormalidade e o diagnóstico pode ser feito unicamente depois de se obter um relato cuidadoso. Se possível, deve-se primeiro ver a criança sozinha e daí, seus pais. Finalmente, deve-se ver os pais sem a criança. Isso porque é a criança que tem a dor de cabeça e ela é a pessoa que sabe o quão ruim a dor de cabeça é e como ela é. Os pais podem dizer o quanto ela atrapalha a vida da criança, qual a sua freqüência e quais os fatores que tendem a precipitar a dor de cabeça.

TRATAMENTO
Se o diagnóstico é de dor de cabeça tensional deve-se lembrar que essas dores de cabeça provavelmente não respondem às drogas usadas na enxaqueca embora, em alguns casos, o paracetamol ou a aspirina possam ajudar. O importante é encontrar uma causa e, muito freqüentemente, ela é um problema familiar de algum tipo. Pode ser que a criança esteja usando a dor de cabeça para evitar alguma coisa que ela ache desagradável - o desejo de não ir à escola é um exemplo bem simples. Se este é o motivo, a razão de não gostar da escola deve ser buscada. A criança pode ser motivo de chacota na escola e os pais devem discutir o problema com o professor.

Em outras circunstâncias, a criança pode estar reagindo a problemas entre o casal e sua dor de cabeça é usada para se aproveitar da situação ou como expressão de sua tristeza. Existe ainda um outro grupo no qual a criança se queixa de dor de cabeça quando o problema real é alguma coisa bem diferente. Quando isto ocorrer, a criança e sua família podem estar precisando de ajuda médica ou psicológica adicional.

PONTOS CENTRAIS
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A enxaqueca pode começar muito cedo.

- Os ataques são bem mais curtos que nos adultos, mas a dor abdominal, náusea e vômitos são mais comuns.

- Falta de comida é um dos fatores desencadeantes da enxaqueca em crianças. Deve-se encorajá-las a ter refeições regulares.

- As dores de cabeça tensionais na criança podem ser causadas por atritos familiares e medo da escola.

Fonte: ISTOÉ - GUIA DA SAÚDE FAMILIAR - volume 2 "ENXAQUECA E DORES DE CABEÇA" paginas 55 a 60.