quinta-feira, 21 de outubro de 2010





A RELAÇÃO MARITAL E PARENTAL NA PÓS-MODERNIDADE

A sociedade pós-moderna é a modernidade avançada, aquela da família do hoje e do amanhã, profundamente atingida pelas revoluções da ciência, da economia e do próprio entendimento de sociedade.

Todas as relações pessoais, destacando-se as conjugais, sofrem profundas mudanças.

Na sociedade pós-moderna, não mais se aceita uma relação de dominação; a “negociação” torna-se uma norma e tende a “democratizar” não somente as relações entre os cônjuges, mas também entre pais e filhos. A relação entre marido e mulher é hoje baseada sobre um tipo de amor que permite às pessoas decidirem livremente sobre como querem viver o dia a dia juntas, como será sua comunicação e como vão colaborar mutuamente.

Foi-se o tempo do casamento que mais parecia uma prisão de alta segurança, fechando-se uma vez por todas sobre a mulher. Atualmente, a relação entre dois adultos é opcional e igualitária. Os arranjos não mais são fixados por convenção, mas trabalhados pelo casal sem medo do olhar dos outros e até mesmo do que dizem ou deixam de dizer. Seu objetivo não é mais satisfazer a ordem social, mas satisfazer as necessidades e as aspirações pessoais.

A RELAÇÃO TORNA-SE MAIS INSTÁVEL
Se a relação marital pode ser de grande qualidade porque traduz uma intimidade profunda, também pode tornar-se mais instável, pois está continuamente sujeita a reavaliações. Se um dos membros do casal se sente enganado por uma ou outra razão, ele tende a substituir o outro por um companheiro mais compatível. Os cônjuges estão engajados num “projeto de construção de si mesmos”, de construção de sua identidade, implicando um permanente crescimento pessoal, por isso estão sujeitos a muitas avaliações e mudanças. Exigem respeito à individualidade e disso não abrem mão.
A taxa elevada de divórcios ou de separações, além de outros motivos, também pode ser um indicador da queda de um casamento que se reduzia a um projeto econômico ou de vivência do amor romântico, e caminha para um amor opcional e igualitário. Este requer democracia, igualdade e engajamento num projeto de construção de si.

A IDENTIDADE VAI SE FAZENDO E REFAZENDO...
Cada um dos companheiros está ciente de que pode fazer e refazer sua identidade. Ninguém é um produto terminado, já que há uma permanente possibilidade de melhorar e de se realizar. A identidade tem um passado e um vir a ser, e seu ponto central, a autenticidade, raramente é atingida de uma vez por todas. Tornar-se uma pessoa de modo próprio, e não somente na aparência, não é coisa fácil e nem mesmo definitiva.

Tudo aquilo que tende a impedir o crescimento da própria identidade torna-se insuportável na relação pós-moderna. Por isso, a intimidade moderna é marcada por uma igualdade não somente econômica, mas também psíquica e afetiva.  O poder desigual já não é aceito, e pode levar ao divórcio, pois a pessoa luta por livrar-se do poder abusivo do outro.

A RELAÇÃO CONJUGAL ACONTECE ENTRE DOIS “EUS” SOBERANOS
A idéia de ter uma vida para si é relativamente nova para a mulher, sobretudo para as mães que descobrem a possibilidade de cuidar do seu eu para não correr o risco de tornar-se o apêndice do outro.

As mulheres descobriram que o suporte contemporâneo da identidade, depois da industrialização, é o trabalho remunerado. Não há, pois, a possibilidade para uma identidade de funcionar num vazio social. As mulheres já não querem declarar-se dependentes e vulneráveis; elas reivindicam mais qualidades associadas tradicionalmente aos homens.

As mulheres não são mais somente esposas ou mães, mas cidadãs. Elas estão impondo progressivamente a democracia na esfera íntima como, antes delas, os homens na esfera pública. Os afazeres domésticos começam a perder, lenta, mas seguramente, seu valor simbólico mesmo entre casais clássicos. Os homens cuidam as crianças e fazem o trabalho doméstico sem sentir-se diminuídos em sua identidade masculina.

O valor da igualdade tornou-se o princípio algébrico da democracia fora e dentro de casa.

Tanto que a partir dos anos 80, o uso do termo “parentalidade” toma força, embora até hoje não se tenha clareza sobre sua conceituação. O termo traz embutido o sentido de “construção” (não se nasce pai ou mãe, a gente se torna pai ou mãe) e, segundo, traz o sentido de “indiferenciação”, isto é, o termo serve para os dois sexos; o que interessa é ser bons pais, pouco importando o sexo. Parentalidade é o processo através do qual nos tornamos pais do ponto de vista psíquico, conceito que abrange ambos os pais.

Isto é indicador da morte de papéis estereotipados e do surgimento de papéis novos, inventivos e originais para ambos os cônjuges.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

GASTÃO É INTERNADO EM ESTADO GRAVE

O mefecista maceioense Gastão Florêncio de Miranda (Grupo Caná da Galileia), na noite de ontem (19), deu entrada em estado grave na emergência do Hospital Geral do Estado (HGE) com paralisia de órgãos.

Gastão, com sangramento gastrointestinal, foi socorrido no dia 13 de setembro pelos mefecistas Neto e Rita (coordenadores do MFC MACEIÓ) e Ailson e Simone (Coordenadores do Grupo Caná da Galileia) que o encaminharam a emergência do Hospital Memorial Arthur Ramos na Gruta de Lourdes, onde permaneceu internado na UTI por dois dias,  em seguida foi transferido para o Hospital do Açúcar onde permaneceu internado por 23 dias.

Segundo sua esposa Eluza, Gastão jantou por volta das 18 horas e minutos após precisou ser socorrido no HGE com paralisia de órgãos.

Gastão é casado com Eluza, tem cinco filhos, já foi coordenador estadual do MFC em Alagoas e já exerceu diversos cargos no MFC. As coordenações do MFC MACEIÓ e ALAGOAS não estão medindo esforços para dar toda assistência necessária a Gastão nesse momento.

Conclamamos a todos a fazerem uma corrente de oração, pedindo ao Pai Maior pela saúde de Gastão e seu restabelecimento completo.

A oração é a principal forma de ajudar, pois o nosso Deus é o Deus do Impossível. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4,13).

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

A campanha missionária é celebrada, todos os anos, no mês de outubro e nela se destaca o Dia Mundial das Missões. É uma jornada de fé, a festa da catolicidade e da solidariedade em favor da missão universal da Igreja.

Os cristãos são chamados a repensar a sua vocação à mundialidade e sua co-responsabilidade na evangelização no mundo inteiro. O dia mundial iniciou-se com Pio XI, o papa que deu um grande impulso à missionaridade da Igreja além-fronteira; o primeiro a nomear um bispo indígena, ao qual seguiu uma série de bispos locais que deram um vulto verdadeiramente universal à Igreja católica.

Em 1922, no mesmo ano de sua eleição, Pio XI, ao celebrar o centenário da fundação da Obra Missionária da Propagação da Fé, declarou-a pontifícia junto com a Infância Missionária e a de São Pedro Apóstolo, confirmado-as como instrumento principal e oficial da cooperação missionária de toda a Igreja católica.

No mesmo ano, fez um gesto surpreendente que revelará seu interesse pelas missões. No dia de Pentecostes, interrompeu a homilia e, em meio a um impressionante silêncio, tomou seu solidéu e o fez passar entre a multidão de bispos, padres e fiéis presentes na basílica de São Pedro, pedindo ajuda de todos para as missões.

No Ano Santo de 1925, abriu, no Vaticano, uma exposição missionária mundial. Sempre em 1925, publicou uma encíclica, a Rerum Ecclesiae sobre a missão. No mesmo ano, consagrou os seis primeiros bispos chineses e, no dia 1° de abril de 1926, instituiu o Dia Mundial das Missões a ser celebrado em toda a Igreja no penúltimo domingo de outubro.

O dia das missões, que este ano celebramos em 20 de outubro, deve ser, em primeiro lugar, o grande dia da catolicidade, no qual o católico pode e deve viver, de fato, este momento de universalidade da fé, superando todos os particularismos das próprias Igrejas, refletindo sobre o mandato de Cristo de ir ao mundo inteiro.

O dia das missões é, em primeiro lugar, viver intensa, fraternalmente e sem limitações de fronteiras, raças e culturas, a alegria de sermos todos filhos de Deus, num verdadeiro universalismo de solidariedade espiritual e humana.

O dia tem como conseqüência concreta a solidariedade com as Igrejas mais carentes do mundo. Todos os países, até os mais pobres, dão sua colaboração para este fundo de caridade que traduz, de maneira concreta, a comunhão e a caridade. Todas as contribuições confluem em um único fundo que é repartido conforme as necessidades de cada Igreja pobre.

O Dia das Missões é, portanto, um olhar aberto sobre o mundo, um abraço das Igrejas entre si, das mais ricas e antigas para as mais pobres e novas, segundo o mandato de Cristo: "Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a todas as criaturas".

Afirma João Paulo II: "Exorto todas as Igrejas, os pastores, os sacerdotes, os religiosos/as e os fiéis a se abrirem à universalidade da Igreja, evitando toda forma de particularismo, exclusivismo ou qualquer sentimento de auto-suficiência" (RM 85).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

BOLETIM CNBB - 19 DE OUTUBRO DE 2010



ANIVERSÁRIOS

Nascimento:

Dom Dulcênio Fontes de Matos,
Bispo de Palmeira dos Índios - AL, 1958

-
Ordenação Episcopal:

Dom Valério Breda, SDB,
Bispo de Penedo - AL, 1997 

HOJE TEM NOITE DE FORMAÇÃO NA SEDE DO MFC

Dando sequência a uma série de palestras direcionadas aos mefecistas, o MFC MACEIÓ promove hoje (terça-feira, 19), a partir das 19 horas, na Sede do MFC (Rua Araújo Bivar, 580 – Pajuçara) a segunda Noite de Formação, com o tema “MFC – SUA VIDA (PARTE II)”, apresentando o processo de crescimento, espírito da formação, organização e estruturas do MFC.

A primeira fase de Noites de Formação do MFC MACEIÓ será concluída no dia 16 de novembro com a terceira Noite de Formação com o tema “MFC - SUA AÇÃO APOSTÓLICA” onde serão discutidos as necessidades, ação pastoral, perspectiva familiar e o MFC e a família.

A série de palestras teve inicio no último dia 28 de setembro, com a palestra “MFC – SUA VIDA (PARTE I)”, onde foi apresentada a mística, objetivos e características do MFC, com debates e a participação dos mefecistas presentes.

Os temas dessas Noites de Formação foram escolhidos através das respostas postadas no questionário respondido pelos membros dos Grupos de Base. A participação dos mefecistas é fundamental para que conheçam com profundidade o MFC - Movimento Familiar Cristão.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

COORDENADOR DO CONDIR NORTE CONTINUA INTERNADO EM ESTADO GRAVE

O coordenador do CONDIR/NO - Conselho Diretor Norte do Movimento Familiar Cristão, Reinaldo Gonçalves, continua internado em estado crítico. O mefecista do Amapá está na UTI desde o inicio desta segunda-feira (18), após sentir fortes dores de cabeça.

Após passar por exames foi diagnosticada a presença de um tumor no cérebro. Segundo informações de mefecistas do Ceará que acompanham Reinaldo, a situação é critica.

Reinaldo Gonçalves, de Macapá, Amapá, chegou à Fortaleza na sexta-feira (08) onde participou da reunião do CONDIN - Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão que terminou ao meio dia do domingo (10).

No domingo (10)  à noite, ainda em Fortaleza, Reinaldo Gonçalves, com fortes dores, foi encaminhado ao Hospital São Carlos onde foi constatada inicialmente uma trombose e ficou hospitalizado. Com o aparecimento de outros sintomas, a equipe médica realizou uma série de exames e constatou o tumor no cérebro.

Reinaldo Gonçalves esta sendo acompanhado pela esposa Marluce e uma filha. Outras filhas devem chegar à Fortaleza nas próximas horas. O Movimento Familiar Cristão do Ceará através do casal coordenador nacional da gestão anterior, José Newton e Ariadna estão dando toda a assistência possível e necessária aos coordenadores do CONDIR NORTE.

O Movimento Familiar Cristão de Alagoas conclama a todos que façam uma oração, pedindo pela Providência Divina na recuperação do mefecista Reinaldo Gonçalves e o conforto que a família nesse momento necessita.

A oração é a principal forma de ajudar, pois o nosso Deus é o Deus do Impossível. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4,13).

DUPLA COMEMORAÇÃO: ROSÁRIO REÚNE AMIGAS PARA O CHÁ DE BEBÊ E FELIPE COMEMORA ANIVERSÁRIO

No último sábado (16), o casal Rosário e Felipe (Grupo Ágape) reuniu amigos e familiares para o tradicional “Chá de Bebê” de Rosário que está no 8º mês de gestação. O evento aconteceu no Salão de Festas Trapiche, que fica próximo a residência do casal.

Enquanto as mulheres participavam do Chá de Bebê, os homens comemoravam em alto estilo e com muita cerveja gelada, na conhecida “Casa da Mofada”, o aniversário natalício de Felipe.

O MFC - Movimento Familiar Cristão deseja toda felicidade do mundo para Rosário, Felipe e a criança que estar por vir, que caminhem sempre em busca do sucesso, alcançando um futuro amplo, se aperfeiçoando e prosperando ainda mais.

Parabéns!

DIA DO MÉDICO E DE SÃO LUCAS

Comemora-se hoje o DIA DO MÉDICO, em referência ao dia consagrado pela Igreja Católica a SÃO LUCAS, padroeiro da medicina. O santo, que foi um dos quatro evangelistas, escreveu o “3º Evangelho” e o “Ato dos Apóstolos” do Novo Testamento da Bíblia Sagrada.

Era médico, pintor, músico e historiador. São Lucas nasceu na Antióqua (atual Turquia), no início do século I. Bondoso, abnegado, peregrinou por muitos lugares curando as pessoas e desafiando instituições políticas. Não conheceu Jesus, mas escreveu o Evangelho, transmitindo suas palavras. Morreu aos 80 anos e seus restos mortais estão na Basílica de Santa Justina, em Pádua, na Itália.

São Lucas é o santo dos médicos. Seu nome, como patrono da classe, foi lançado por Eurico Branco Ribeiro, cirurgião paulista e estudioso da vida do santo.

Sua escolha deveu-se às ações que, naquela época, aliviaram o sofrimento de muitos doentes. Desse modo, adotou-se o dia do santo médico para homenagear todos aqueles que, com a mesma tenacidade e dedicação que São Lucas teve um dia, salvam vidas, curam doenças e atenuam os males da saúde.

MÉDICO: UMA PROFISSÃO QUE SALVA VIDAS

O QUE FAZ
Busca tratar e curar as doenças das pessoas enfermas, indicando tratamentos a base de remédios, procedimentos cirúrgicos ou mudança de hábitos alimentares.

CARACTERÍSTICAS PROFISSIONAIS IMPORTANTES (APTIDÕES)
Dedicação máxima à profissão, gostar de estudar e conhecer as novidades da área, saber se relacionar com as pessoas de forma humana, capacidade de análise de situações (saber diagnosticar).

MERCADO DE TRABALHO
Hospitais Públicos, Particulares e Clinicas médicas, consultórios particulares, grandes empresas (médico do trabalho), clubes esportivos, entre outros.

ESPECIALIZAÇÕES
Após a formação em Bacharel em Medicina, podendo atuar como Clínico Geral, o médico poderá entrar em cursos de especializações.

EXEMPLOS
Medicina do trabalho, patologia clínica, ginecologia, geriatria, genética, cardiologia, urologia, neurocirurgia, psiquiatria, pediatria, medicina sanitária, angiologia, dermatologia, etc.


O Movimento Familiar Cristão de Alagoas parabeniza a todos os médicos mefecistas e a toda a classe médica pela passagem do seu dia. Parabéns!

domingo, 17 de outubro de 2010

29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Prof. Diácono Miguel A. Teodoro

Hoje, como discípulos de Jesus, reunidos em comunidades, somos chamados a viver a fé e a proclamação da Palavra com perseverança e justiça. Essa experiência de fé deve nos levar a romper com os falsos valores da sociedade injusta, submissa à ideologia do poder do dinheiro. Assim, na liturgia deste XXIX Domingo, podemos perceber o poder e a força da oração, bem como sua importância e seus vários aspectos. A oração é uma prática presente em toda a Bíblia e em todas as religiões.

29º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica: Verde
1ª Leitura: Êxodo 17,8-13
Salmo: 120(121)
2ª Leitura: Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 3,14-4,2
Evangelho: Lucas 18,1-8

EVANGELHO
Naquele tempo, Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:

- Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: "Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!"

- Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: "É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo."

E o Senhor continuou:

- Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

COMENTÁRIO
A oração é uma prática presente em toda a Bíblia e em todas as religiões. No Segundo Testamento ela assume uma nova dimensão a partir da prática de Jesus em orar e da oração ensinada aos discípulos, o "Pai-Nosso".

Nos Evangelhos, particularmente em Lucas, são revelados a importância e os vários aspectos da oração. A oração é o pedir, com fé, associado ao agir. A viúva da parábola vai à procura do juiz para fazer seu pedido por justiça. Ela, sofredora e oprimida, não se cansa em insistir no pedido. O juiz, instalado no seu comodismo, sente-se importunado e é abalado pela insistência da viúva.

A viúva é a expressão da categoria dos excluídos e oprimidos da sociedade. O juiz é a expressão da classe dirigente, elitista e opressora. A insistência e a perseverança da viúva vencem a indiferença e a omissão do juiz iníquo. Se o pedido insistente da viúva demoveu o juiz iníquo de sua posição omissa, com maior razão Deus fará justiça aos seus, que a ele clamam dia e noite. É o clamor do seu povo, oprimido por um poder injusto, violento, e idólatra do dinheiro. Este poder acumula as riquezas que deveriam ser destinadas à promoção da vida no mundo e as aplica nas fabulosas e sofisticadas armas de destruição.

É o clamor que também exprime o desejo de uma nova sociedade, fundada nos valores humanos de dignidade, fraternidade e partilha, com o desabrochar da vida plena para todos.

Os discípulos de Jesus, reunidos em comunidades, hoje, são chamados a viverem a fé e a proclamação da Palavra com perseverança e na justiça (segunda leitura), rompendo com os falsos valores da sociedade injusta, submissa à ideologia do poder do dinheiro.
Na primeira leitura, do Primeiro Testamento, temos a contraditória e pouco edificante mistura de fé e violência, em que a oração de Moisés leva à vitória de Josué, que passa a fio da espada os vizinhos amalecitas, cujo território foi ocupado pelos israelitas.

ORAÇÃO
Pai, faze-me pobre e simples diante de ti, de modo que minhas súplicas sejam atendidas, pois jamais deixas de atender a quem se volta para ti na humildade de coração.

HOJE, 57ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

sábado, 16 de outubro de 2010

QUANTO VALE O SEU VOTO?

Bruno Hoffmann
Revista Brasil – Almanaque de Cultura Popular

Teve de tudo na história das eleições brasileiras: violência, fraudes, provocações e até protestos bem humorados. Veja a saga e os melhores (e por vezes piores) momentos deste ato fundamental para a democracia.

Hoje parece natural de tempos em tempos ir às urnas e escolher os representantes políticos do País. Mas este direito, caro leitor, foi uma conquista do povo, e a duras penas. É verdade que as primeiras eleições brasileiras começaram logo após a chegada dos colonizadores. Os portugueses escolhiam os administradores das vilas por meio do voto. Mas eleições gerais no Brasil, só três séculos depois do Descobrimento, em 1821. E apenas os ricos tinham direito de eleger e se candidatar.

Quando os brasileiros puderam ir às urnas, independente de suas posses, novo problema: o voto de cabresto se tornou um perigo para a integridade física dos eleitores. Sem falar que durante quase todo o Império os candidatos tinham que ser católicos e as “seções eleitorais” eram as paróquias.

Mesmo com a República, continuaram os entraves. Na fase conhecida como Café com Leite, entre 1889 e 1930, os eleitores tinham em geral apenas um candidato à presidência para votar, por conta de conchavos entre paulistas e mineiros. Houve presidente vestindo a faixa com 99% dos votos.

Foi Getúlio Vargas quem rompeu com essa lógica. Os apoiadores diziam que a Revolução de 1930 só foi necessária porque haviam fraudado as urnas para que o gaúcho não fosse eleito. Seja como presidente por revolução, golpe ou voto, Getúlio foi quem mais tempo sentou-se na cadeira presidencial: 18 anos. E de lá só saiu para “entrar na história”, como dizia sua carta-testamento, escrita momentos antes do tiro que daria no coração, em 1954.

Depois seriam eleitos Juscelino Kubitschek e seu fugaz sucessor, Jânio Quadros. E ninguém mais. O silêncio se fez até que o grito de “Diretas Já!”, em 1985, mobilizou o País para que pudéssemos, depois de um longo período de violência e restrições às liberdades individuais, escolher na boca da urna os rumos que o Brasil deve tomar.

QUATRO GRAUS SEPARAVAM ELEITORES DE DEPUTADOS
As primeiras eleições gerais do Brasil ocorreram em 1821, para escolha dos políticos que ocupariam a Câmara dos Deputados. Todos os eleitos tinham que se assumirem católicos. O processo eleitoral era feito num complexo sistema em quatro graus. Entenda como funcionava:

Mulheres, negros, índios, assalariados, soldados e menores de 25 anos – Não tinham direito a voto
Cidadãos das províncias (a partir de determinada renda anual) – Escolhiam pessoas de um nível social superior, chamados de compromissários
Compromissários – Elegiam os representantes das paróquias
Eleitos das paróquias – Determinavam os candidatos das comarcas
Eleitos das comarcas – Votavam nos deputados

A PRIMEIRA GRANDE LEI SOBRE AS ELEIÇÕES NO BRASIL FOI DECRETADA EM 1881: A LEI SARAIVA.
A redação final ficou a cargo do jurista Rui Barbosa. O texto instituía o título de eleitor e a possibilidade de não católicos concorrem a cargos públicos, mas mantinha a renda mínima anual para quem quisesse votar e se candidatar.

OU PÃO OU PAU
Roubos de urnas, espancamentos e até mortes. As eleições gerais de 1840 foram tão violentas que entraram para a história como as Eleições do Cacete. Dom Pedro 2º, com apenas 14 anos, havia sido proclamado o imperador do Brasil. Novas eleições foram marcadas para a Câmara e Senado. Só que os liberais – que se opunham aos conservadores – fizeram de tudo para permanecer no poder. As arbitrariedades correram soltas nos locais de votação. De tão marcantes, os acontecimentos teriam inspirado a expressão: “Para os amigos, pão. Para os inimigos, pau”.

ERA BOM OBEDECER AO CORONEL
O poder dos grandes proprietários de terra, principalmente no Nordeste, era enorme durante o Império (1822-1889). Para mantê-los sob controle, o governo resolveu dar-lhes poder político e militar. Seus capangas também passaram a integrar a Guarda Nacional. Nascia à figura do coronel, homem que comandava a política local e fazia valer seu poder de forma violenta.

Durante as eleições, em quem o coronel mandava votar era lei. E ai de quem desobedecesse. Os coronéis costumavam marcar presença no dia das eleições, cercados de capangas violentos. Para intimidar, havia os que ofereciam duas cédulas ao pobre do eleitor: uma com o número do candidato em quem deveria votar; outra, com o número do caixão em que seria colocado caso votasse em outro candidato.

O voto de cabresto perdurou por décadas. Monteiro Lobato escreveu: “Nenhum eleitor vinha às urnas espontaneamente. Vinha em troca de um chapéu novo ou de uma nota de 50 réis, aquele por ordem de um patrão ou de um cabo qualquer”.

A música Cabala Eleitoral, de Baiano e Cadete, ironiza a prática. Gravada em 1904, diz: Não posso, meu coroné / O voto de graça eu não dou / É breve lição do meu pai / Conselho do meu avô.

A VASSOURA VENCEU A ESPADA
Um dos jingles mais famosos da história é de Jânio Quadros, na disputa à presidência da República, em 1959. O candidato usava a vassoura como uma metáfora para mostrar que varreria a corrupção do Brasil, com direito a um viciante ritmo de marchinha: Varre, varre, vassourinha / Varre, varre a bandalheira / Que o povo está cansado / De sofrer desta maneira / Jânio Quadros é a esperança / Desse povo abandonado.
A música logo ganhou resposta de seu principal adversário nas eleições, o marechal Henrique Lott. Em 1956, o militar havia sido homenageado por Juscelino Kubitschek com uma espada de ouro. Em seu jingle, provocava: O povo sabe, sabe e não se engana / Essa vassoura é de piaçava americana / Mas a espada do nosso marechal / Foi fabricada com aço nacional.
E nesse duelo entre a vassoura e a espada, Jânio venceu com 5,6 milhões de votos – a maior votação obtida até então no Brasil.

MACACO PREFEITO, RINOCERONTE VEREADOR
Graças a um tempo em que a votação era feita com cédulas de papel, os eleitores podiam fazer protestos inusitados. Como, por exemplo, escrever o nome de um candidato fictício. Rio e São Paulo “elegeram” animais de verdade para representar o povo.

Em protesto contra denúncias de corrupção, um jornalista paulistano sugeriu a candidatura do rinoceronte Cacareco – atração do zoológico de São Paulo – para o cargo de vereador. O bicho foi o mais votado da cidade, com quase 100 mil votos.

Em 1989, foi a vez dos cariocas promoverem algo parecido. Em vez de rinoceronte, o eleito foi o macaco Tião, que recebeu 10% dos votos para prefeito da Cidade Maravilhosa. Quando o chimpanzé morreu, em 1996, o prefeito César Maia decretou luto oficial.

Para conquistar novos eleitores, as entusiastas da candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes à presidência, em 1945, costumavam distribuir um docinho delicioso à base de chocolate, manteiga e leite condensado. A guloseima caiu no gosto popular, e acabou ganhando como nome a patente do militar, mais tarde patrono da força aérea brasileira: brigadeiro. Além do doce, Gomes tinha uma arma inusitada para angariar votos, o slogan: “Vote no brigadeiro, é bonito e é solteiro”.

ILUSTRES CANDIDATOS

Graciliano Ramos
O escritor era um desconhecido prefeito na alagoana Palmeira dos Índios, em 1927. Os relatórios oficiais escritos no período começaram a chamar a atenção pela alta qualidade dos textos. A fama do “prefeito que escreve bem” começou a se alastrar e o editor carioca Augusto Schmidt o convenceu a publicar Caetés, seu romance inaugural.

Jorge Amado
Em 1945, o baiano concorreu por São Paulo a deputado federal, pelo Partido Comunista Brasileiro. Foi o mais votado. É autor da lei – em vigor até hoje – que assegura a liberdade de cultos religiosos.

Oswald de Andrade
Nos anos 1950, concorreu ao cargo de deputado federal sob o slogan:
“Pão - Teto - Roupa - Saúde - Instrução”. Não foi eleito.

Gilberto Gil
O tropicalista tornou-se vereador em Salvador durante os anos 1980. O autor de Expresso 2222 teve 11.111 votos.


JÁ TEM IDADE PRA ISSO?
A lei eleitoral estipula a idade mínima dos candidatos no País.

  • Presidente: 35 anos
  • Senador: 35 anos
  • Governador: 30 anos
  • Deputado federal: 21 anos
  • Prefeito: 21 anos
  • Vereador: 18 anos

SE O POVO QUISESSE, AINDA HOJE TERÍAMOS REIS
Em 1993, os eleitores foram às urnas escolher a forma e o sistema de governo: monarquia ou república; presidencialismo ou parlamentarismo. Os monarquistas apelavam na tevê: “Vote no Rei!”. Caso vencesse, os descendentes de Pedro 2º seriam os novos reis do Brasil. Mas pouca gente quis saber de monarquia. A opção recebeu apenas 7,5% dos votos. Perdeu até para os brancos e os nulos.

UMA MULHER, 253 HOMENS
Demorou. Só em 1932 foi instituído o voto secreto e o direito às mulheres votarem. No ano seguinte, a médica paulista Carlota Pereira Queiroz tornou-se a primeira deputada federal da América Latina, dividindo espaço na Câmara com 253 homens.

A Revista da Semana escreveu sobre o início do voto feminino pelo Brasil: Em São Paulo a mulher foi a sereia de um milagre cívico. A gaúcha também aproveitou o grato ensejo para revelar a flor do seu élan patriótico. A mineira, discreta e meiga. A nortista, num dengue de brasilidade memorável. A carioca votou por si, ora escolhendo nomes lavados em água-benta, ora sufragando um candidato diabolicamente irresistível.

EM CASO DE EMPATE, VENCE O MAIS VELHO
Um fato raro ocorreu no pequeno município mineiro de Dom Cavati, em 2008: os dois candidatos à prefeitura terminaram com 1.919 votos. De acordo com a legislação eleitoral, em caso de empate, o cargo é dado ao candidato mais velho. Com 73 anos, contra os 43 do adversário, Jair Vieira tomou posse.

MAR EM MINAS GERAIS?
Pelo menos era o que prometia o candidato à prefeitura da capital, Nelson Thibau, em 1962: “Eu trarei o mar para Belo Horizonte”. E explicava como: “A gente constrói um aqueduto para trazer a água de Angra dos Reis para Belo Horizonte, retira a água que se encontra represada na Lagoa da Pampulha e faz uma chapada de brita com piche para proteger”. E se animava: “Aí é só quebrar champanhe quando o mar chegar”. Para desgosto de quem queria pegar uma praia sem sair da cidade, Thibau não venceu as eleições.

A EVOLUÇÃO DAS URNAS

•Até o início do século 18
Os eleitores depositavam seus votos em uma espécie de bola de cera, conhecida como pelouro.
•De 1700 a 1937
Urnas de madeira
•Década de 1940
Urnas de ferro
•De 1950 a 1996
Urnas de lona
•Desde 1996
Urnas eletrônicas

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ESTAMOS ENTRE OS 100 MELHORES BLOGS DO BRASIL

Agradecemos a todos que votaram no nosso blog na primeira fase do Prêmio TOP BLOG 2010. Estamos entre os 100 blogs mais votados e estamos classificados para o 2º turno.

A votação do 1° turno foi zerada para esta fase. A você que votou, peço que novamente dê o seu apoio. E quem não votou agora é a hora de fazê-lo. Precisamos muito e contamos com seu voto e apoio!

Para votar clique no link http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=busca&c_b=22102729 ou clique na imagem TOP BLOG, botão à esquerda, no topo do blog “http://mfcmaceio.blogspot.com”.

Após votar você receberá um email para confirmar o voto. É só confirmar e o voto estará validado.

O TOP BLOG é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico) os blogs brasileiros. Portanto, é essencial o seu voto para que consigamos ficar entre os melhores blogs!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ABORTO: O FALSO DILEMA

Helio e Selma Amorim
MFC/RJ

Este passou a ser um tema quente nesta campanha eleitoral. Mas a questão não está na legislação específica sobre o aborto, que acontece com ou sem proibição em clínicas de luxo ou saletas discretas em subúrbios e favelas. Pesquisa nacional da Universidade de Brasília com mulheres de 18 a 39 anos em centros urbanos aponta que uma em cada cinco brasileiras já fez aborto. Dados do SUS registram 183 mil atendimentos de mulheres que abortaram, tiveram complicações e precisaram passar por uma curetagem no ano passado.

Devemos ir fundo nesse debate. O que todos desejam é reduzir essa ocorrência que passa de milhão cada ano. Não acreditamos que alguma mulher grávida fique contente com o aborto do seu feto. É uma violência física e emocionalmente traumática. Por que assim mesmo recorre a essa prática que lhe faz mal? O Conselheiro Acácio, personagem literário das frases óbvias, responderia: trata-se de uma gravidez indesejada. Notável revelação...

Reduzir essa tão exercida prática (ilegal salvo em caso de estupro ou risco de vida da mãe) aponta, portanto, para campanhas educativas e políticas contraceptivas. Mas a própria Igreja não colabora com essas medidas que reduzem os abortos, ao condenar o uso de preservativos e medicamentos anticonceptivos. Centra o seu discurso na abstinência sexual que não dá ibope nesta sociedade fortemente erotizada de forma irreversível.

Políticas públicas são também relaxadas nesta questão. Episodicamente se realizam sem continuidade campanhas com distribuição de preservativos com apelo à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. É preciso ir mais longe. A decisão de abortar parte mais frequentemente do medo de não conseguir cuidar e sustentar o filho concebido por descuido.

Faltam garantias de cuidados médicos no pré-natal e de assistência adequada ao nascituro, faltam creches para atender às mães que trabalham, faltam estruturas sociais de acolhimento e educação para a sexualidade e maternidade, é pouco facilitadora a legislação de adoção de recém nascidos, falta a acolhida simpática à futura mãe por entidades civis e religiosas.

“Ser contra o aborto” deve significar ter compromisso com políticas e práticas concretas para responder a essas demandas que, se atendidas, reduzirão de fato as interrupções da gravidez.

Os candidatos à presidência da República que se posicionam nessa questão são desafiados a anunciar suas políticas para prevenir ou inibir o aborto, desmistificando o sim ou não do falso dilema da descriminalização.
     
Por outro lado...
...cresce a prostituição de crianças e adolescentes em estradas federais...
Um levantamento feito em 66 mil quilômetros de rodovias federais identificou 1.820 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes e a maioria deles, 67,5%, fica em áreas urbanas. O mapeamento foi feito pela Polícia Rodoviária Federal, em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, a Organização Internacional do Trabalho, e a Childhood Brasil, e apresentado em 6 de outubro em São Paulo.

Dos 1.820 pontos, 924 são considerados críticos e 478 avaliados como de alto risco. O mapeamento indica que Bahia (117 locais) e Paraná (113) concentram o maior número de pontos críticos nas estradas, com 24,9% do total, seguidos por Rio Grande do Sul (75), Minas Gerais (66) e São Paulo (51). O Rio de Janeiro tem 30 pontos listados. Por região, foram identificados 545 pontos no Nordeste, 399 na Região Sul, 371 nos estados do Sudeste, 281 no Centro-Oeste e 224 na região Norte.

Nas estradas com maior fluxo de veículos, os pontos estão mais concentrados. Nas estradas federais que cortam São Paulo, por exemplo, a distância média entre os 92 locais identificados é de apenas 11,6 km, 63% deles em áreas urbanas. Ou seja, locais onde a sociedade pode detectar o problema com mais facilidade. Em Minas Gerais, a distância média entre os 133 pontos é de 45,9 km. No Rio de Janeiro, são 98 pontos, o que corresponde a um a cada 15 km.

De acordo com o levantamento, os cinco estados com maior número de locais vulneráveis são justamente os que detêm as maiores malhas viárias. Nos principais eixos rodoviários do país estão 45,7% dos pontos identificados. Segundo a PRF, são normalmente estradas que ligam regiões mais desenvolvidas a outras menos desenvolvidas. Entre 2005 e 2009 foram recolhidos e encaminhados a Conselhos Tutelares 2.036 meninos e meninas encontrados em locais deste tipo. No total, 951 pessoas foram presas em flagrante.

Os locais identificados como de risco para prostituição infantil concentram ainda outros ilícitos, como venda e consumo de drogas, prostituição e tráfico de seres humanos. O levantamento mostra que 100% abrigam prostituição de adultos, 90% apresentam indícios de tráfico de drogas, 80% são locais de concentração de caminhoneiros e 70% estão localizados perto de vilarejos. O projeto piloto foi feito com 294 caminhoneiros e cada um deles apontou dois pontos.

No primeiro levantamento deste tipo, feitos em 2003 foram identificados 844 pontos. O aumento, porém, é atribuído ao fato de o levantamento ter sido aperfeiçoado.

Devemos denunciar: disque 100 de qualquer lugar no Brasil.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MFC MACEIÓ DEFINE DATA E COORDENADORES DA 28ª NUCLEAÇÃO

A coordenação geral do Movimento Familiar Cristão de Maceió anunciou para o período de 1º A 3 DE ABRIL DE 2011 a realização da sua 28ª NUCLEAÇÃO que terá a coordenação do casal RAINEY e ANAMARIA e na vice--coordenação o casal JOÃO e PATRICIA CASSELLA que já trabalham para formar sua equipe de dirigentes com o objetivo de aproveitar toda mão de obra disponível nos diversos Grupos de Base do MFC MACEIÓ.

A expansão do MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO ocorre a partir da “NUCLEAÇÃO”, a execução de uma sistemática planejada, que assimila as metas, a mística do MFC, tornando possível, o ingresso de casais, que se identifique com a proposta do MFC, formando, assim, novos grupos de base.

A 28ª NUCLEAÇÃO do MFC MACEIÓ terá 40 vagas para casais e acontecerá na Sede dos Cursilhos da Cristandade. As indicações devem vir através de membros dos Grupos de Base do MFC. Para ser mefecista, é necessário que os casais concluam o encontro, estejam atentos à fidelidade que deles é exigida: crescimento na fé, humildade na aceitação das missões, aumento no compromisso em suas tarefas, crescimento e responsabilidade como integrante de sua igreja.

DESMONTE DE UMA FALÁCIA

Dom Demétrio Valentini
Bispo da Diocese de Jales, SP
A questão do aborto está sendo instrumentalizada para fins eleitorais. Esta situação precisa ser esclarecida e denunciada.

Está sendo usada uma questão que merece toda a atenção e isenção de ânimo para ser bem situada e assumida com responsabilidade, e que não pode ficar exposta a manobras eleitorais, amparadas em sofismas enganadores.

Nesta campanha eleitoral está havendo uma dupla falácia, que precisa ser desmontada.

Em primeiro lugar, se invoca a autoridade da CNBB para posições que não são da entidade, nem contam com o apoio dela, mas se apresentam como se fossem manifestações oficiais da CNBB.

Em segundo lugar, se invoca uma causa de valor indiscutível e fundamental, como é a questão da vida, e se faz desta causa um instrumento para acusar de abortistas os adversários políticos, que assim passam a ser condenados como se estivessem contra a vida e a favor do aborto.

Concretamente, para deixar mais clara a falácia, e para urgir o seu desmonte:

A Presidência do Regional Sul 1 da CNBB incorreu, no mínimo, em sério equívoco quando apoiou a manifestação de comissões diocesanas, que sinalizavam claramente que não era para votar nos candidatos do PT, em especial na candidata Dilma.

Ora, os Bispos do Regional já tinham manifestado oficialmente sua posição diante do processo eleitoral. Por que a Presidência do Regional precisava dar apoio a um documento cujo teor evidentemente não correspondia à tradição de imparcialidade da CNBB?  Esta atitude da Presidência do Regional Sul 1 compromete  a credibilidade da CNBB,  se não contar com urgente esclarecimento, que não foi feito ainda, alertando sobre o uso eleitoral que está sendo feito deste documento assinado pelos três bispos da presidência do Regional.

Esta falácia ainda está produzindo conseqüências. Pois no próprio dia das eleições foram distribuídos nas igrejas, ao arrepio da Lei Eleitoral, milhares de folhetos com a nota do Regional Sul 1, como se fosse um texto patrocinado pela CNBB Nacional. E enquanto este equívoco não for desfeito, infelizmente a declaração da Presidência do Regional Sul 1 da CNBB continua  à disposição da volúpia desonesta  de quem a está explorando eleitoralmente. Prova deste fato lamentável é a fartura como está sendo impressa e distribuída.

Diante da gravidade deste fato, é bem vindo um esclarecedor pronunciamento da Presidência Nacional da CNBB, que honrará a tradição de prudência e de imparcialidade da instituição.

A outra falácia é mais sutil, e mais perversa. Consiste em arvorar-se em defensores da vida, para acusar de abortistas os adversários políticos, para assim impugná-los como candidatos, alegando que não podem receber o voto dos católicos.

Usam de artifício, para fazerem de uma causa justa o pretexto de propaganda política contra seus adversários, e o que é pior, invocando para isto a fé cristã e a Igreja Católica.

Mas esta falácia não pára aí. Existe nela uma clara posição ideológica, traduzida em opção política reacionária. Nunca relacionam o aborto com as políticas sociais que precisam ser empreendidas em favor da vida.

Votam, sem constrangimento, no sistema que produz a morte, e se declaram em favor da vida.

Em nome da fé, julgam-se no direito de condenar todos os que discordam de suas opções políticas. Pretendem revestir de honestidade, uma manobra que não consegue esconder seu intento eleitoral.

Diante desta situação, são importantes, e necessários, os esclarecimentos. Mais importante ainda é a vigilância do eleitor, que tem todo o direito de saber das coisas, também aquelas tramadas com astúcia e malícia.