quarta-feira, 22 de junho de 2011

MACEIÓ SERÁ SEDE DO 4º MUTIRÃO REGIONAL DE COMUNICAÇÃO DA CNBB/NE2

A Pastoral da Comunicação do Regional NE 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil realiza a cada dois anos o MUTIRÃO REGIONAL DE COMUNICAÇÃO. O primeiro Mutirão foi realizado em 2005, na arquidiocese de João Pessoa. Em 2007, foi a vez da arquidiocese de Natal sediar o evento. Em 2009, a diocese pernambucana de Caruaru cedeu sua estrutura para abrigar os comunicadores cristãos do Regional Nordeste 2.

O 4º MUTIRÃO REGIONAL DE COMUNICAÇÃO, promovido pelo Regional Nordeste 2, da CNBB, será realizado dia 28 a 30 de outubro de 2011, em Maceió (AL), no Colégio Santa Madalena Sofia, o tema: “Processos de comunicação e mídias digitais: evangelização em tempos de cibercultura”.

A abertura ocorrerá na noite do dia 28, no auditório do Colégio Marista de Maceió, com a apresentação folclórica da região e com as palavras de boas vindas de Dom Antonio Muniz, Arcebispo de Maceió.  Em seguida, haverá a conferência sobre o tema central do 4º MUTIRÃO DE COMUNICAÇÃO.

Serão oferecidas 14 oficinas (29/10), simultaneamente, todas abordando temas relacionados à comunicação. No dia 30/10, haverá, simultaneamente, oito seminários.

O evento está sendo organizado para um público de 400 pessoas, entre agentes pastorais, professores e estudantes de Comunicação Social, integrantes de Organizações Não-Governamentais, comunicadores populares e a sociedade em geral, de Pernambuco, Paraíba, Rio grande do Norte e Alagoas.

terça-feira, 21 de junho de 2011

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - NETO & RITA

A FESTA DE CORPUS CHRISTI

Sua origem está ligada a um milagre acontecido na Idade Média. O sacerdote Pedro de Praga fazia peregrinação indo à Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina. Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse as dúvidas que ele tinha em acreditar que Jesus estava presente na Eucaristia. Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o corpo de cristo. Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo). Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos.

Isso foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato. O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue. O bispo pegou as provas do milagre e voltou para mostrar ao Papa. O Papa, entretanto, sentia algo estranho e resolveu ir ao encontro do bispo. As carruagens se encontraram na Ponta do Sol e o Papa desceu de sua carruagem e ao ver todas as provas do milagre, ajoelhou-se no chão e se dobrou sobre aquela hóstia sangrando e exclamou: "Corpus Christi (Corpo de Cristo)!"

Até hoje, ainda existem essas provas do acontecido. Ai começou a ser celebrado o dia de Corpus Christi e todos passaram a acreditar que Jesus está presente na hóstia consagrada. Fizeram então, pela 1ª vez a procissão com o Cristo passando pela cidade e até hoje esse ritual acontece. Para acreditar tudo depende da nossa fé. Isso é um MISTÉRIO DA FÉ. Corpus Christi é Jesus presente na hóstia consagrada em corpo, sangue, alma e divindade. Ninguém vê Jesus na hóstia, mas acreditamos pela nossa fé.

Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo”, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio corpo de Cristo.

Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

MFC PARTICIPARÁ DA 30ª ASSEMBLÉIA DO CNLB

O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) realiza, de 23 a 26 de junho, sua 30ª Assembléia anual, na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG).

Durante a Assembléia, os leigos vão discutir o tema “OS CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS, DISCÍPULOS-MISSIONÁRIOS COMPROMETIDOS COM A VIDA”. “Será uma assembléia avaliativa para discutir a competência do CNLB, tendo como base o estatuto do Conselho, a Carta de Princípios e as ações programadas no último encontro nacional do laicato, em 2007”, explica o presidente do CNLB, Laudelino Augusto dos Santos Azevedo.

Segundo Azevedo, a partir do tema, a Assembléia vai debater a vida no seu sentido amplo e não apenas na perspectiva ambiental. São esperadas 150 pessoas, vindas dos 17 Regionais da CNBB, incluindo representantes de movimentos religiosos como o MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, Renovação Carismática Católica, Cursilho da Cristandade, pastorais da Juventude e da Terra e associações leigas como os Vicentinos, Apostolado da Oração, Legião de Maria, dentre outras. Todas, entidades filiadas ao CNLB.

Esta será a primeira assembléia coordenada por Azevedo, que assumiu a Presidência do Conselho no ano passado. “Minha expectativa [com a Assembléia] é conhecer ainda melhor o momento atual do CNLB através da avaliação e buscar novos caminhos de fidelidade à nossa vocação e missão de cristãos leigos”, comenta o presidente.

Ex-deputado estadual em Minas Gerais e atual vice-prefeito de Itajubá (MG), Azevedo aponta as “rápidas mudanças do mundo hoje” como um desafio que exige a atuação dos cristãos leigos “tanto na Igreja quanto na sociedade e na política”.

A Assembléia do CNLB contará com a presença do presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, bispo de Araçuaí (MG). A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a Comissão Nacional de Diáconos (CND), a Comissão Nacional de Presbíteros (CNP) e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), convidadas, confirmaram presença no encontro.

domingo, 19 de junho de 2011

LITÚRGIA DA SANTÍSSIMA TRINDADE (Domingo, 19/06/2011)

Hoje, muitos de nós nos identificamos como seguidores de Jesus, mas nos entregamos às coisas do mundo. Este mundo capitalista, cruel, selvagem, que imprime em nossos corações uma ideologia na contramão do modelo de vida de Jesus. Este mundo individualista e consumista impregnado pela filosofia do “Ter” – modelo contrário do pensamento de Cristo – “Ser”. Não nos é possível dizer que somos seguidores e cremos em Jesus se acreditamos mais nas coisas do mundo do que nas de Deus. Que nos resta então? Abrir-nos à salvação ou a condenação? Deus é o amor que salva e comunica a vida plena. Sim: Amor que salva. Resta-nos, então, fazermos uma opção. Demos glórias a Deus por Ele respeitar nossa liberdade. Bendito seja o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

SANTÍSSIMA TRINDADE
1ª Leitura: Leitura do Livro do Êxodo 34, 4-6.8-9
Salmo:  3
2ª Leitura: Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 13,11-13
Evangelho: João 3, 16-18
  
EVANGELHO – JOÃO 3, 16-18
De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

Palavra da Salvação – Glória a vós, Senhor.

HOMILIA PROF. DIÁCONO MIGUEL A. TEODORO
Hoje celebramos a festa da Santíssima Trindade e, nesta perícope do evangelista - núcleo do discurso de Jesus a Nicodemos -, João reapresenta a encarnação salvífica de Jesus, já anunciada no Prólogo de seu evangelho. "E o Verbo se fez carne e veio morar entre nós e vimos a sua glória, que ele recebe do seu Pai como Filho único" (Jo 1,14). "Ele estava no mundo. A quantos, porém, o acolheram deu o poder de se tornarem filhos de Deus: são os que crêem no seu nome" (Jo 1,12).

Assim, temos aqui o anúncio fundamental que pregava o evangelho de João. Deus, no seu grande amor, enviou seu Filho ao mundo para comunicar a vida eterna a todos que nele crêem. O objeto do amor de Deus é o mundo. A palavra "mundo", principalmente nas cartas paulinas (1Co 2,12; 3,19; Ef 6,12) e no evangelho de João, significa a sociedade alienada de Deus pela dominação daqueles que são seduzidos pela ambição do dinheiro e do poder.

No evangelho de João o mundo está submisso ao príncipe das trevas. Não é necessário pensar em entidades demoníacas. Trata-se do poder da morte. São os poderosos, os governantes corruptos, ambiciosos deste mundo que semeiam a morte em vista de garantir e consolidar suas riquezas, seu poder econômico, militar, e ideológico, apelando para contra-valores seculares ou religiosos.

Este "mundo" tem uma estrutura que se opõe a Deus, mas Deus vem, com amor, para transformar e libertar este mundo. O mundo é criação de Deus e Deus dá seu Filho único ao mundo para elevá-lo à plenitude da paz e da vida eterna. O Filho é a "luz do mundo" (Jo 1,9; 3,19; 8,12; 9,5; 12,46), e Jesus dá a vida pelo mundo (Jo 6,33). "Deus amou tanto o mundo que deu seu filho único", enviando-o pela sua concepção no ventre de Maria, na encarnação.

Jesus, o novo Adão, já é a realidade da nova humanidade: é o homem que, na condição de filho de Deus, já é divino e eterno. O fruto do amor não é a condenação, mas a libertação de toda opressão, que é realizada por Deus com o dom gratuito da vida eterna, e alcançada pela fé.

Jesus, a luz do mundo, vem como dom e prova do amor de Deus. Sua glória, que é a glória do Pai é a comunicação deste amor. Deus que "dá" seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo, foi entendido dentro das categorias do judaísmo, como oferta sacrifical. Jesus seria sacrificado na cruz nos moldes dos cordeiros no altar do Templo de Jerusalém ou como Isaac que é levado ao sacrifício por seu pai Abraão. Terrível compreensão! Deus é amor! Deus envia seu Filho Jesus não para julgar e condenar, mas como portador do amor divino, no Espírito Santo, para comunicar a vida aos homens e mulheres. É um renascer para a eternidade, é a ressurreição.

"Deus enviou seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele". A salvação, na tradição de Israel, é compreendida como sendo o resgate do castigo e da condenação dos ímpios pecadores, um povo de "cabeça dura", sob o ponto de vista das elites religiosas, conforme se percebe na primeira leitura.

Com Jesus esta idéia de salvação vai sendo didaticamente substituída pela idéia da libertação da opressão que impera no mundo e o anúncio do dom da vida eterna.

O estar julgado ou não estar julgado é substituído pelas atitudes de não crer ou crer em Jesus, Filho único de Deus. Quem crer em Jesus não será julgado porque se libertou e recebe o dom da vida eterna. Quem não crer é julgado por permanecer conivente com as estruturas de poder deste mundo, distanciando-se deste dom.

Os discípulos eram do mundo, mas foram libertados de seu poder e de sua ideologia, perniciosa e maléfica, pela adesão ao projeto de Jesus. Eles são a semente da libertação do mundo. O crer é a porta para a vida eterna. Crer no nome do Filho é seguir Jesus. É ser portador da misericórdia e da vida ao mundo. É testemunhar e viver o amor na comunidade. É desvelar a presença do amor de Deus no mundo.

ORAÇÃO
Santíssima Trindade que sois um só Deus, acolhei-nos e estabelecei conosco firme comunhão de vida. Amparai-nos, fortificai-nos e livrai-nos das tentações do mundo. Amém.

HOJE, 91ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

sábado, 18 de junho de 2011

3ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONDIN 2010/2013 SERÁ EM MACAPÁ/AP

Monumento Ponto Zero - Macapá(AP)
O CONDIN - CONSELHO DIRETOR NACIONAL DO MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO estará reunido nos dias 17 e 18 de setembro próximo, na cidade de Macapá (AP), com a participação de todos os CONDIR’s (Conselho Diretor Regional), ocasião que extensa pauta será discutida com debates e definições das ações mefecistas no âmbito nacional.

Em Macapá - Amapá, acontecerá a 3ª reunião ordinária do Conselho Diretor da gestão 2010/2013. A 1ª reunião aconteceu em outubro de 2010 na cidade de Fortaleza (CE), a 2ª reunião ocorreu em março de 2011 na cidade de Curitiba, durante a realização do SIN – Seminário de Integração Nacional.

No Amapá o MFC chegou com o desejo e a manifestação de casais oriundos da Juventude Operária Católica, que após o casamento sentiram a necessidade de continuarem a realizar alguma coisa, que lhes proporcionassem a reflexão espiritual, o estudo da religião, o lazer sadio, a partilha e o espírito de grupo, um canal para atuarem na Comunidade, como formadores de opiniões, animador e agente de iniciativa em prol das classes menos favorecidas, de defender e salvar o próprio casamento através do dialogo, da discussão criativa do debate e do aperfeiçoamento das idéias. Tudo em razão de um clima cheio de esperanças, de fé e de crença no futuro.

MACAPÁ
Se no mundo existe um meio, ele fica em Macapá. Em poucos lugares você pode se divertir passando metade do dia no hemisfério Norte e outra metade no hemisfério sul. E para ter certeza que está no lugar certo, ergueu-se no ponto zero um monumento que se destaca. Esse e outros atrativos você encontra em Macapá, capital do Amapá.

O nome originário de Macapá deu-se pela variação de Maca-Paba, que na língua indígena quer dizer Estância das Macaíbas ou Lugar de Abundância da Bacaba, fruto gorduroso originário da bacabeira, palmeira nativa da região.

Macapá possui pontos turísticos que revelam um pouco da história, cultura e religiosidade de pessoas que sabem preservar e divulgar seus valores. Um dos destaques e orgulho desta bela cidade é a Fortaleza de São José de Macapá, projetada pelo engenheiro Henrique Antônio Galúcio. A Fortaleza de São José de Macapá é, para os amapaenses, uma das maiores referências, pois representa um marco cultural, arquitetônico e histórico. Está localizada na foz do Rio Amazonas, em frente à capital. Foi erguida em 1764 e 1782, por negros e índios, escravos da colonização portuguesa. Vista de cima se assemelha a uma estrela, pela disposição de seus quatro baluartes, batizados pelo então governador e capitão-general Fernando da Costa de Athayde Teive com os nomes de Madre de Deus, São Pedro, Nossa Senhora da Conceição e São José.

Esse belíssimo ponto turístico da capital amapaense está se tornando cada vez mais conhecida no Brasil. Em 2008, a Fortaleza de São José de Macapá foi eleita uma das Sete Maravilhas do Brasil e agora concorre para se tornar Patrimônio da Humanidade.

O folclore amapaense apresenta uma variedade de ritmos, sons, musicalidade e danças, predominando as de origens afro-descendentes e sobressaindo-se o batuque e o marabaixo. A gastronomia amazônica é à base de peixe e camarão, proporcionando deliciosos pratos.

A religiosidade da fé católica é um forte apelo turístico onde o profano e o sagrado se encontram, valorizando a cultura local, como na Festa de São Tiago e do Divino Espírito Santo, em Mazagão Velho, e na Festa de São José, padroeiro do estado, e na louvação à Nossa Senhora da Piedade, no distrito de Igarapé do Lago.

Para conhecer um pouco mais da história da capital e do estado, passe no Museu Sacaca, denominado assim em homenagem a um dos mais populares cidadãos da história amapaense recente. No local são reproduzidas as habitações de várias etnias indígenas, de cablocos ribeirinhos e de castanheiros, profundos conhecedores de plantas e ervas medicinais.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA

O dia 15 de junho marcou o DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA, data instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.

O objetivo da data é criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa e, simultaneamente, disseminar a idéia de não aceitá-la como normal. A violência contra os idosos deve ser entendida como uma grave violação aos Direitos Humanos.

O Movimento Familiar Cristão de Alagoas apóia a Pastoral da Pessoa Idosa, que desenvolve ações em favor das pessoas idosas, com as visitas domiciliares mensais, acompanhando principalmente as vulnerabilizadas pela pobreza e abandono, estimula os seus membros e pessoas idosas acompanhadas para uma inserção nas ações por um envelhecimento digno, sem violência, realizando a sua missão para que as pessoas idosas tenham mais vida, dignidade e esperança.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O TRABALHO E O REPOUSO - Artigo do Dr. Milton Hênio


O TRABALHO E O REPOUSO

O tempo vai caminhando e o brasileiro nos dias atuais tem que trabalhar cada vez mais, uma vez que a economia do país vai reduzindo seus ganhos.  E a luta pela sobrevivência, de forma exagerada, faz com que o organismo se danifique, porque o trabalho excessivo sem o repouso correspondente desorganiza a mente e o corpo.  Ouço de muitos amigos a afirmação de que não podem parar; as despesas da casa aumentaram e eles têm que se “virar” para um ganho maior.  O mundo atual é dinâmico, de muitas atividades, de muita concorrência. Há uma dura competição em quase todas as áreas profissionais.  Estamos no século XXI, tempo de avião a jato, da internet, do telefone celular e de todo tipo de progresso possível. 

E no meio de todo esse corre-corre que a vida nos impõe está o homem, dotado de um organismo relativamente frágil, para muitos obstáculos a enfrentar.  Nenhum computador foi projetado até hoje com a capacidade que possa competir com a grandeza do cérebro humano.  Acredita-se que possuímos 100 bilhões de neurônios que são condutores de milhões de sinais.  São esses neurônios, portanto, que se desgastam quando nós sofremos constantes emoções negativas e estamos fatigados pelo excesso de trabalho.

A hora de dormir é o momento em que a natureza planeja o seu descanso mental, estimula que interrompamos nossas atividades em favor do nosso repouso.  Muitas empresas brasileiras, hoje, dão pequenos intervalos entre as horas de trabalho para que seus operários recuperem suas energias e descansem suas mentes.  Em conseqüência, a produtividade da empresa aumenta, é o que tem mostrado as pesquisas.  O trabalho do coração, por exemplo, dá-nos uma idéia do que representa repouso durante o trabalho.  Todo mundo pensa que o coração trabalha direto, em seu conjunto, todo tempo.  Na realidade, porém, há um período definido de descanso depois de cada contração. Ao funcionar em média 70 pulsações por minuto, o coração está trabalhando verdadeiramente 9 horas em cada 24 horas.  O segredo do coração está em trabalhar por partes; enquanto uma parte se contrai a outra está relaxada.  Nosso coração é uma peça preciosíssima e precisa ser muito bem cuidado, para que você, caro leitor, tenha sossego. Trata-se de uma máquina perfeita que, como toda máquina, para funcionar em toda plenitude, tem que manter suas peças bem ajustadas.  A única função do coração é bombear sangue para todo o corpo.  Em média o coração bate 70 a 80 vezes por minuto, 100 mil vezes por dia, 40 milhões de vezes por ano. Para isso a natureza sabiamente faz com que suas fibras se contraiam e relaxem para ter uma vida longa.

As pesquisas mostram que uma boa parte dos brasileiros atualmente tem dificuldade para dormir. Isso é resultante do desgaste do organismo pelo excesso de trabalho e preocupações.  Privar-se do sono e do repouso leva rapidamente a perda do bem-estar. Animais de laboratório impedidos de dormir morrem.  Nos seres humanos a fadiga pelo excesso de trabalho sem o merecido repouso alternativo, causa irritação e falta de concentração. Surgem posteriormente dores de cabeça e limitação no campo da assimilação.  Os distúrbios do sono estão praticamente ausentes entre as crianças (a não ser em casos de doenças físicas e mentais). As crianças dormem muito bem porque quando estão cansadas elas param e não têm preocupações nem estresses a lamentar.

Passamos, sem perceber, grande parte de nossa vida trabalhando, rindo e às vezes chorando, procurando viver bem enquanto temos a vida como prêmio.  Porém, muita gente destrói parte da vida por ter saído de seus limites.  É preciso pensar na vida e não apenas correr pela vida, como se não fosse possível correr e pensar ao mesmo tempo.  Caso contrário, só correríamos, nós nos cansaríamos fisicamente e emocionalmente e não chegaríamos a lugar nenhum.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ARAPIRACA E MURICI ESTÃO PREPARADAS PARA NUCLEAREM

No final de semana que passou, membros da assessoria de “Acompanhamento e Orientação” da coordenação estadual do Movimento Familiar de Alagoas estiveram nas cidades de Arapiraca e Murici para tratar da realização de Nucleações do MFC nos dois municípios.

ARAPIRACA
O casal Jorge e Penha, membros da assessoria de “Acompanhamento e Orientação”, se reuniram com a coordenação do MFC ARAPIRACA que manifestou desejo de realizar a Nucleação no final de julho ou inicio de agosto.

Segundo Eduardo Pordeus, coordenador do MFC ARAPIRACA, se a Nucleação for exclusiva para casais, já existem vinte casais prontos para serem nucleados, em caso de acontecer Nucleação para casados e solteiros, faremos uma Nucleação para mais de cinqüenta pessoas.

O MFC ARAPIRACA dispõe de local com salas amplas, cozinha, refeitório, quadra de esportes, auditório e capela para realizar uma Nucleação.

MURICI
O casal Guido e Graça, coordenadores da assessoria de “Acompanhamento e Orientação” esteve em Murici acompanhado do casal Claudio e Beth Marques e o mefecista Gastão, participando da reunião mensal do MFC MURICI.

Após a reunião, os mefecistas maceioenses se reuniram com a coordenadora Márcia Calazans e demais dirigentes do MFC MURICI que manifestaram estarem preparados para realizarem mais uma Nucleação do MFC em Murici.

Murici dispõe de local e pessoas para serem nucleadas, necessitando apenas do apoio da coordenação estadual para a realização da Nucleação. A previsão de realizar a Nucleação é em agosto ou setembro próximo.

A assessoria de “Acompanhamento e Orientação” se reunirá com a coordenação estadual e as demais assessorias para que seja elaborado o planejamento estratégico de realização das Nucleações nos dois municípios.

As próximas cidades a serem visitados pela assessoria de “Acompanhamento e Orientação” são Matriz de Camaragibe e Marechal Deodoro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

EM MACEIÓ, FIÉIS LOTAM GINÁSIO DO SESI NA FESTA DE PENTECOSTES

Ginásio do SESI lotado na festa de Pentecostes
Arquidiocese de Maceió realizou evento alusivo a Solenidade litúrgica de Pentecostes, no último domingo, 12 de junho, no Ginásio do SESI. Às 8 horas da manhã, iniciou-se o evento, que já nas horas iniciais contou com a presença de membros do Movimento Familiar Cristão de Maceió e de vários outros movimentos e organismos da Igreja Católica. O tema proposto para a reflexão foi: Liturgia, berço da experiência da Palavra de Deus.

Segundo o Padre Bacilon Monteiro um dos pregadores do evento, “o tema deve ser refletido em nossas comunidades paroquiais que sejam motivadas a vivência e o testemunho da Palavra de Deus”, salientou ainda o presbítero: “Devemos refletir a partir do Concílio Vaticano II que possibilitou e incentivou toda a Igreja o uso da Palavra de Deus com a participação ativa de todo povo. Os padres conciliares tiveram sem dúvida o auxilio do Espírito Santo, que os iluminou como pastores da Igreja para que seja a Liturgia, o berço da experiência da Palavra de Deus”.

A Igreja celebrou no último domingo um dos fatos marcantes que conduz a percepção da Fundação da Igreja, mas não é um fato especifico que determina a datação da origem da Igreja, uma sequência de acontecimentos marca sua fundação, por exemplo: a convocação dos doze apóstolos; a instituição da Santíssima Eucaristia, o Mistério Pascal de Jesus, especialmente a Ressurreição; e a Vinda do Espírito Santo (Pentecostes), porém Ela é prefigurada desde a criação. Chama-se a Festa de Pentecostes aniversário da Igreja, não porque simplesmente foi neste dia que a Igreja foi fundada, mas porque os discípulos estavam com medo, e no Pentecostes são impulsionados para a missão de anunciar Jesus. Então, de certa forma foi a partir do Pentecostes que a Igreja manifesta-se para o mundo.

O brilho na fé de cada participante foi suficiente para que milhares de pessoas acompanhassem todos os ritos religiosos. Destacam-se as caravanas vindas de várias cidades circunvizinhas para participar da Festa de Pentecostes.

Durante a Celebração da Missa o arcebispo, Dom Antônio Muniz Fernandes, salientou a necessidade de a Igreja de Maceió ser sempre mais missionária e samaritana a serviço da vida. Destacou ainda: “Pela ação do Espírito Santo hoje entendemos que a Igreja verdadeiramente é carismática, não simplesmente em relação a um movimento, mas toda a Igreja, que é iluminada pela ação do Espirito Santo, manifesta-se para mundo através dos seus múltiplos carismas”.

O clero marcou presença o dia inteiro, atendendo confissões, verdadeiramente um mutirão, muitas pessoas aproveitaram a oportunidade para renovarem a sua intimidade de amor com Jesus. A presença dos nossos seminaristas nos vários momentos litúrgicos, desde a adoração ao Santíssimo Sacramento até a Celebração da Santa Missa foi sem dúvida um incentivo vocacional para os jovens presentes.

Na Homilia o arcebispo convocou toda a Arquidiocese para o envolvimento de mais um projeto social: A casa para acolher crianças vindas de outras cidades para o tratamento de câncer. Sem dúvida, a preocupação com os mais pobres, que vivem a margem da sociedade é uma marca preponderante no Ministério apostólico de Dom Antônio.

No final o Padre Manoel José dos Santos, que recentemente assumiu a Paróquia São Paulo Apóstolo, no Salvador Lira, convidou os padres representando os setores e áreas pastorais para entregar uma vela, que representa a Luz do Divino Espírito Santo, que será o guia das Missões populares que estão sendo realizadas nas paróquias de toda a Arquidiocese.

domingo, 12 de junho de 2011

HOJE, 90ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITÚRGIA DO DOMINGO DE PENTECOSTES

Irmãos e irmãs, temos a certeza de que não ficaremos órfãos, pois o Paráclito, prometido por Jesus, virá sobre cada um de nós. Neste domingo solene celebramos a vinda do Espírito Santo – a Festa de Pentecostes. Jesus sopra sobre seus discípulos, de ontem e de hoje, o seu Santo Espírito e nos congrega na mesma fé e numa só família. A festa de Pentecostes nos santifica com os diversos dons que recebemos para a edificarmos comunidades. A presença do Espírito, prometido por Jesus, torna-nos acolhedores e reconciliadores.

PENTECOSTES
1ª Leitura: Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-11
Salmo: 103
2ª Leitura: Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 12, 3-7.12-13
Evangelho: João 20, 19-23
  
EVANGELHO – JOÃO 20, 19-23
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: "A paz esteja convosco". Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse, de novo: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio". Então, soprou sobre eles e falou: "Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos".

Palavra da Salvação – Glória a vós, Senhor.

HOMILIA PROF. DIÁCONO MIGUEL A. TEODORO
No primeiro dia da semana, de madrugada, Maria Madalena, Pedro e o outro discípulo constatam que o sepulcro de Jesus estava vazio; em seguida, ocorre a aparição de Jesus a Maria Madalena. Agora, à tarde desse mesmo dia, Jesus vem aos discípulos que estavam com as portas trancadas por medo dos judeus. Coloca-se no meio deles e, por duas vezes, anuncia-lhes a paz.

Com o primeiro anúncio, Jesus identifica-se, mostrando suas chagas: não é um fantasma, mas é o próprio Jesus de Nazaré que com eles convivera e que, no fim, foi crucificado. Agora, aquele que fora crucificado se apresentava vivo entre eles, o que é motivo de grande alegria, ainda mais quando Jesus, renova a comunicação de sua paz, feita na última ceia.

Com o segundo anúncio da paz Jesus envia os discípulos. É o envio em missão, genérico. A característica essencial é que os discípulos são enviados assim como Jesus foi enviado pelo Pai. A missão de Jesus foi comunicar o amor do Pai ao mundo e a esta missão os discípulos são enviados.

Após a comunicação da paz, no mesmo dia da ressurreição, Jesus comunica o Espírito Santo soprando sobre os discípulos. O "soprar" é o mesmo ato de Deus ao infundir a vida ao homem, na criação: "Então Javé Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente" (Gn 2,7).

Agora, o Espírito Santo é a comunicação da própria vida divina a homens e mulheres, criados por Deus. Lucas, antes desta narrativa discreta de João sobre o dom do Espírito Santo, tinha feito sua narrativa, em estilo apocalíptico, conforme a leitura de Atos. Segundo a versão de Lucas, em vez do sopro de Jesus, o Espírito Santo vem por ocasião da festa de Pentecostes, cinquenta dias depois da ressurreição, sob a forma de línguas de fogo que vêm do céu com um ruído como de um vento forte, e pousam sobre os discípulos.

Pentecostes era uma festa do judaísmo, com raízes no antigo Israel e nas tradições agrícolas de Canaã, associada à colheita do trigo, bem como as festas dos Ázimos e da Páscoa. A associação do dom do Espírito à festa judaica de Pentecostes é feita exclusivamente por Lucas e foi incorporada na tradição das igrejas cristãs.

Assim como Jesus não veio ao mundo para condená-lo, assim também não cabe à comunidade missionária a condenação. É à palavra anunciada que cabe o julgamento. Porém, à missão cabe o anúncio da prática da justiça, a qual tira o pecado do mundo e instaura o amor.

O Espírito é a plenitude do amor. O fruto do amor é a união. Pelos atos de comunicação, misericórdia, perdão, solidariedade, partilha, serviço, nos unimos em um só corpo. Um só corpo, com diversos membros, com diversidade de funções e carismas. Um só corpo, com membros sadios, que usufruem os bens deste mundo, e com membros doentes, excluídos, pobres, sofrendo privações. A vida deste corpo deve irradiar-se ao corpo todo, comunicando vida plena a todos seus membros.

ORAÇÃO
Pai, que o fogo de teu santo Espírito abrase nossos corações e faça de nós testemunhas vibrantes em prol de teu Reino.

sábado, 11 de junho de 2011

COMUNICADO DE FALECIMENTO

Comunicamos com pesar o falecimento do Senhor FERNANDO, pai do mefecista Fábio de Rosa (Grupo Novo Horizonte), ocorrido às 17 horas desta sexta-feira (10), em Recife (PE).

Confiantes no amor de Deus e na certeza de que o Senhor FERNANDO agora está na graça do Pai, elevemos os nossos pensamentos, em comunhão com a família, orando pela sua alma, unidos no sentimento e na prece.

O corpo foi cremado neste sábado (11) em Recife e suas cinzas jogadas na praia.

As Coordenações de Estado e da Cidade de Maceió do Movimento Familiar Cristão expressam seus sentimentos a família enlutada, nesse momento de dor e sofrimento, com a certeza que Deus o acolherá em sua maravilhosa graça.

APOIO FAMILIAR NO ADOECIMENTO

Elaine Ribeiro, psicóloga
"É importante voltar à normalidade considerando sua nova condição”.

Elaine Ribeiro
Psicóloga Clínica e Organizacional
Ao passar pelo adoecimento físico ou psíquico de um parente, reconhecemos situações, muitas vezes, vividas numa primeira vez, que passam, por vezes, a desestruturar o ambiente familiar. No momento em que uma doença, em grau maior ou menor de gravidade, é detectada, a pessoa passa por um momento de desequilíbrio, cujo tempo de duração pode variar. A enfermidade, do ponto de vista emocional, é percebida como algo ameaçador e limitante, gerando considerável esforço para confrontá-la e aceitá-la.

Se a família é o primeiro grupo no qual estamos inseridos, o apoio que ela dá ao paciente revela-se fundamental tanto na recuperação como na aceitação da enfermidade. Estudos revelam que pacientes, quando são acompanhados por sua família com maior constância, demonstram reações positivas acerca da melhora e superação. O tempo é um fato importante na aceitação da condição do paciente; inicialmente, percebe-se situações de choque, tristeza e negação, como os principais sentimentos manifestados por ele. O tempo traz aceitação facilitada por alguns e dificultada por outros. Muitas vezes, a própria família faz com que a aceitação da doença seja mais dificultada ao cultivar sentimentos de desesperança e ansiedade.

A família pode ser uma grande fonte de cura ao promover uma visão de esperança, fé e de disponibilidade (pois, muitas vezes, o paciente sente incomodar a família) e ao transmitir, por mais difícil que seja, a força que a pessoa adoecida não tem nesse momento. O suporte social, especificamente o familiar, possibilita às pessoas enfrentarem os seus problemas de modo mais eficaz, amenizando a dor e o sofrimento, diminuindo a ansiedade e a depressão, fazendo com que estejam emocionalmente mais estáveis.

É importante reconhecer que uma pessoa adoecida vive muitas fantasias a respeito do seu diagnóstico; muitas destas são criadas por aquilo que ela ouviu do médico, pelas crendices, por elementos conscientes ou inconscientes gerados a partir do que viu ou viveu, as quais podem também fazer parte do imaginário da família. Para que ambos possam reconhecer e compreender as limitações e perdas que a doença acarreta, é importante que adaptações sejam feitas e que aprendam a lidar com as mudanças desse tempo.

Usar a expressão da verdade do que está ocorrendo sempre é um fator muito importante; quanto mais conscientes estamos, tanto mais possibilidades de compreensão teremos para passar ao paciente. É importante estimulá-lo para que, à medida do possível, possa retomar sua vida e voltar à normalidade considerando sua nova condição. Além disso, é importante que os sentimentos das pessoas envolvidas, como o enfermo e sua família, não interfiram na vida de cada um e que seus sentimentos sejam trabalhados e vivenciados de forma adequada. Fica aqui o alerta: muitas vezes a família tende a um sofrimento e depressão maior do que o próprio paciente. Por isso, é importante que todos possam compreender o que ocorre nesse momento, acalmando sentimentos e ansiedade latentes.

Quando a doença tem um significado para toda a família, possibilitamos que ela seja compreendida de forma mais efetiva. Há possibilidade de uma reorganização familiar para acompanhar esta pessoa, bem como facilitar uma vivência coletiva, evitando a sobrecarga em um dos membros apenas. Como núcleo central de nossa formação, a família que nega a doença, nega também que adoecer faz parte do ciclo da vida, alimentando fantasias que não favorecem o processo de cura ou melhora dos sintomas do enfermo.

Não temos dúvida de que todo o cenário do adoecimento traz sofrimento para ambas as partes [enfermo e família], mas o cuidado, a fé, a esperança e a busca de ajuda especializada, quando já não temos força para superar os desafios da enfermidade, bem como as práticas espirituais, permitirão que consigamos transcender esta etapa.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

GOVERNOS DEVEM UTILIZAR ENERGIAS LIMPAS, DESTACA BENTO XVI

O Papa Bento XVI alertou para que os governos utilizem energias puras e respeitem o meio ambiente, evitando o uso de uma energia perigosa para o homem. O alerta foi feito na quinta-feira, 9, durante a audiência com os embaixadores junto a Santa Sé da Moldávia, Guiné Equatorial, Belize, Síria, Gana e na Nova Zelândia.

Recebidos no Vaticano, os embaixadores apresentaram suas Cartas Credenciais. No discurso, o Papa salientou que os debates sobre os cuidados ambientais não devem ser conduzidos sobre interesses políticos e econômicos.

“O primeiro semestre deste ano foi marcado por numerosas tragédias que atingiram a natureza, as tecnologias e as pessoas”, recordou o Pontífice.

O Santo Padre ressaltou que antes de tudo, a segurança das pessoas deve ser pensada, não os interesses de algumas partes.

De modo muito direto, Bento XVI disse aos embaixadores que o fato deles terem vindo dos cinco continentes simboliza a universalidade dos temas aos quais o Papa deve sustentar numa precisa reflexão.

“O homem, ao qual Deus confiou a gestão da natureza, não pode ser dominado pela tecnologia e tornar-se seu objeto. Esta consciência deve conduzir os estados a refletirem juntos sobre o futuro, a curto prazo, do planeta, sobre suas responsabilidades em relação a proteção da nossa vida e a tecnologia”, reforçou o Papa.

Para Bento XVI a ecologia humana é um imperativo. Assim, adotar um estilo de vida que respeita o ambiente e sustentar a busca e a exploração de energias puras, que respeitam o patrimônio da criação e que sejam inofensivas aos seres humanos, devem ser prioridades políticas e econômicas.
  
É necessário rever completamente a relação do homem com a natureza, disse o Santo Padre, pois ela não é apenas um espaço de divertimento ou um espaço a ser utilizado. Bento XVI alertou que a ausência de um estilo de vida que respeite a aliança entre o homem e a natureza pode causar o desaparecimento de toda família humana.

“Todos os governos devem empenhar-se em proteger a natureza e cumprir o seu papel essencial na sobrevivência da humanidade. As Nações Unidas parecem ser o lugar natural para tal reflexão, que não deve ser ofuscada por interesses políticos e econômicos cegamente partidários, a fim de favorecer a solidariedade além dos interesses pessoais”, salientou o Pontífice.
  
Destacando sobre o desenvolvimento da tecnologia, Bento XVI afirmou que o desfrute de suas capacidades tem causado desastres ecológicos e sociais. Apostar tudo no desenvolvimento tecnológico, reforça o Papa, ou acreditar que essa é a única causa do progresso ou da felicidade, é mercantilizar o homem, algo que, cedo ou tarde, se volta contra ele.

“Basta ver os danos do progresso e os perigos que faz correr a humanidade uma tecnologia onipotente e, em última análise, não controlada. A tecnologia que domina o homem priva-o de sua humanidade. O orgulho que essa gera leva nossa sociedade a uma economia intransigente e a um certo hedonismo que determina subjetivamente e egoisticamente os comportamentos”, disse o Pontífice.

Assim, prosseguiu o Papa, é extremamente necessário que pesquisadores e cientistas saibam desenvolver tecnologias com forte consciência ética, ajudando a natureza a se desenvolver de acordo com os planos do Criador. Ele completou dizendo que os governadores devem promover um humanismo que respeite as dimensões espirituais e religiosas do homem.

“Respeitar suas aspirações por justiça e paz permite a construção de uma sociedade que se promove por ela mesma quando sustenta a família ou recusa, por exemplo, a primazia exclusiva da economia. Um país vive da plenitude da vida dos cidadãos que o compõe, cada um consciente de suas próprias responsabilidades e das possibilidades de fazer valer as próprias convicções”, salientou Bento XVI.

O Papa finalizou enfatizando que o impulso natural para a verdade e a bondade é uma fonte de energia que cria o desejo de trabalhar em conjunto para alcançar o bem comum.