domingo, 10 de março de 2013

LITURGIA DO 4º DOMINGO DA QUARESMA - 10/03/2013


    

4º DOMINGO DA QUARESMA


PRIMEIRA LEITURA (Js 5,9a.10-12)

Livro de Josué:
Naqueles dias, 9ao Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”.

10Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó.

11No dia seguinte à Páscoa, comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia.

12O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 33)

— Provai e vede quão suave é o Senhor!
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!
— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.
— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.

SEGUNDA LEITURA (2Cor 5,17-21)

Segunda Carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios:
Irmãos: 17Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. 18E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação.

19Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação.

20Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus.

21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 15,1-3.11-32)

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.

13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.

15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.

17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.

20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.

21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.

27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.

28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.

31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“QUARESMA, CAMINHO DE CONVERSÃO”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

QUÃO SUAVE É O SENHOR
Este 4º domingo tem uma nota de alegria que anuncia a festa que se aproxima e para a qual caminhamos, a Páscoa. A Quaresma não é um fim em si. Ela lembra o tempo sofrido do deserto e nos mostra a alegria de viver na terra definitiva que é o Reino de Deus para o qual Jesus nos salvou. No meio da Quaresma podemos já entrar no coração do Pai e compreender todo o mistério da salvação que Jesus nos mostra com tanta simplicidade nesta parábola de beleza incomparável. Para explicar os mistérios de Deus gastamos muitas palavras. Jesus contava uma historinha. Jesus veio para todos. Por isso acolhia os pecadores e se fazia igual a eles ao participar de suas refeições. Isso provocava a ira dos fariseus, pois eram seletivos. Jesus mostra a bondade do pai que acolhe o filho de volta para casa e lhe restitui todos os bens familiares perdidos, dos quais o mais precioso era o amor do pai. A figura do irmão, que nunca fez nada de errado, é o exemplo dos fariseus que se consideravam perfeitos. Jesus mostra que o irmão deve receber o irmão como o pai recebe o filho. O pai diz: “Este teu filho”, o Pai retruca: “Este teu irmão” e lhe devolve a fraternidade. Este evangelho é também o grande convite a todos que pensam que não têm solução ou procuram soluções longe do coração bondoso do Pai. É também um convite a não fazermos de Deus um vingador severo que pune até à quarta geração. Às vezes apelamos a um Deus severo que castigue os outros, mas feche os olhos aos nossos pecados que não são pequenos. Esta parábola deveria nos ajudar a mudar os planos de pastoral de nossas paróquias e dioceses. Estamos fugindo do coração do Pai e nos preocupamos com aquilo que não incomoda. Os prediletos de Jesus estão fora de nossos planos. Nossa missão é mostrar quão suave e bom é nosso Pai.

PÁSCOA É DOM E COMPROMISSO
Ao entrarem na terra prometida, depois de 40 anos de deserto e dos milagres que sustentaram a vida do povo, o maná parou de cair do céu e comeram os frutos da terra (Js 5,11-12). Não vivemos de milagres, mas fazemos os milagres da reconciliação com nossas mãos. A lei agora é o coração do Pai que nos deu o Filho para nossa redenção. A grande obra do cristão é transformar o mundo a partir de uma justa compreensão de Deus como Pai que acolhe a todos. É a renovação, pois “quem está em Cristo é uma nova criatura. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo... Ele nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,11-12). Não somos como o irmão mais velho que faz da vida da família de Deus um clube seleto onde o frágil e o derrotado não têm espaço.

COM O CORAÇÃO DO PAI
A Quaresma é sempre um convite à conversão, a uma penitência e a uma vida nova que vamos celebrar na Páscoa com a Vida de Jesus Ressuscitado. Ser nova criatura é ter um modo novo de viver. Infelizmente temos dificuldades de ver a dimensão humana que a vida de Jesus nos trouxe. A fé não é intimista. Temos que viver e pensar como Ele viveu e pensou. Temos a mesma mente dos fariseus: Religião é uma pureza pessoal, exterior sem a abertura de coração que o Pai demonstrou dando-nos Jesus para que seu amor fosse total a todos. Rezamos na oração pós-comunhão: “Iluminai nossos corações com o esplendor da vossa graça para pensarmos sempre o que vos agrada e amar-vos de todo o coração”. Viver como filho que reconhece o amor que o Pai tem por ele.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, que, por vosso Filho, realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

sábado, 9 de março de 2013

ELEIÇÃO E RETIRO QUARESMAL SERÃO DISCUTIDOS COM MEMBROS NA SEDE DO MFC



A
s Equipes de Coordenação Estadual e da Cidade de Maceió estarão reunidas na próxima terça-feira (12), às 19h30min, na Sede do MFC, na Rua Araújo Bivar, 580 – Pajuçara, com Coordenadores de Grupos de Bases e todos os mefecistas comprometidos com a caminhada, para definir os últimos detalhes das ELEIÇÕES DO MFC 2013, marcada para o próximo sábado (16), quando serão eleitos os coordenadores e vice-coordenadores para a Gestão 2013/2016.

De acordo com o Estatuto do MFC, os candidatos devem registrar suas chapas perante a Comissão Eleitoral, cinco (5) dias antes do dia da eleição, cujos pleitos serão instruídos com: requerimento ao Presidente da Comissão Eleitoral, indicação dos nomes dos candidatos para os cargos de Coordenador e Vice-Coordenador; indicação da Equipe de Base (EB/Grupo) a que pertencerem, e comprovante de quitação com a Tesouraria, até o mês da eleição, cujos documentos serão analisados e declarados habilitados, até setenta e duas (72) horas antes do inicio estabelecido pelo Ato Convocatório para iniciar a votação.

Ainda segundo o Estatuto do MFC, somente poderá votar e ser votado, os membros que possuírem dois anos de caminhada no MFC e estiver em dia com a Tesouraria, até o mês da eleição (março/2013).

As coordenações de Cidade e Estado anunciarão nesta reunião a(s) chapa(s) inscrita(s) para concorrer(em) aos cargos.

RETIRO QUARESMAL DO MFC

O
utro assunto que será discutido com os Coordenadores de Grupos de Base e todos os mefecistas comprometidos com a caminhada será o RETIRO QUARESMAL DO MFC, que acontecerá de 22 a 24 de março, no Rancho Pé de Pinhão - em Marechal Deodoro-AL.

A organização litúrgica do RETIRO QUARESMAL DO MFC formada pelos casais Gastão e Eluza, Rivoldo e Luciana, Fernando e Luciana Fon, Júlio e Sônia, Lúcio e Cacilda, pretende proporcionar aos participantes do Retiro, viverem o tempo sagrado da Quaresma, de preparação para a Páscoa, a maior festa do cristianismo. Esse tempo litúrgico, que se constitui numa grande graça de Deus, convida-nos à conversão, à mudança de mentalidade e de atitudes, a fim de que possamos celebrar dignamente os mistérios da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

INSCRIÇÕES PARA O 18º ENA TERMINA DIA 31 DE MARÇO


O
s membros do Movimento Familiar Cristão têm até o dia 31 de março para efetivarem sua inscrição para participar do 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontece de 6 a 12 de julho de 2013 na cidade baiana de Vitória da Conquista.

O processo de inscrição é on-line, realizado no site do MFC VITÓRIA DA CONQUISTA. No Site, o mefecista encontrará um questionário com perguntas e respostas sobre o ENA, uma espécie de tira-dúvidas que ajudará a todos no processo de inscrição, visando o esclarecimento de alguns pontos importantes.

Com a criação do formulário digital, de fácil entendimento e autoexplicativo, o interessado fará o preenchimento e aguardará a validação de sua inscrição pelo coordenador de seu estado.

AS 450 VAGAS FORAM ASSIM DISTRIBUÍDAS POR CONDIR:
  
CONDIR CENTRO OESTE – 50 Vagas
Mato Grosso (25) e Mato Grosso do Sul (25)
CONDIR SUL – 100 Vagas
Paraná (40), Santa Catarina (30) e Rio Grande do Sul (30)
CONDIR SUDESTE – 100 Vagas
Espírito Santo (25), Minas Gerais (40), Rio de Janeiro (10) e São Paulo (25)
CONDIR NORTE – 50 Vagas
Amapá (15), Amazonas (14), Maranhão (15) e Pará (06)
CONDIR NORDESTE - 150 Vagas
Alagoas (25), Bahia (75), Ceará (25) e Sergipe (25)

Na hipótese das vagas não serem todas preenchidas conforme a disposição do quadro de vagas, estas poderão ser novamente disponibilizadas e redistribuídas entre estados dos CONDIR’s de cada região ou ainda entre os CONDIR’s, desde que haja entendimento convergente nesta questão e a devida manifestação e autorização do CONDIN sobre a movimentação das vagas não preenchidas.

Os CONDIR’s foram orientados a distribuir 10% (dez por cento) de suas vagas para membros jovens, com desconto de 50% (cinquenta por cento) no valor da taxa de inscrição.

Todo mefecista poderá acompanhar tudo que acontece no 18º ENA, bastando somente que se cadastre no newsletter disponível no Site, um tipo de comunicação que divulgará semanalmente por e-mail informações sobre as principais ocorrências do evento.  Para realizar o cadastramento o interessado deverá incluir apenas seu nome e e-mail no site do MFC CONQUISTA.

As duvidas podem ser esclarecidas através do Site do MFC CONQUISTA ou através de perguntas no link http://www.mfcconquista.org/contato/.

A Coordenação de Infraestrutura do 18º Encontro Nacional do MFC aguarda a todos com muita alegria, e trabalha para que este seja o melhor ENA de todos os tempos.

sexta-feira, 8 de março de 2013

FELIZ DIA DA MULHER!

Clique na imagem para ampliar

ECE-AL SE REÚNE HOJE NA SEDE DO MFC COM ECCi E COMISSÃO DO RETIRO QUARESMAL


Fátima e James - Casal Coordenador Estadual do MFC

A
s Equipes de Coordenação da Cidade de Maceió e Estadual Alagoas do Movimento Familiar Cristão estarão reunidas na noite desta sexta-feira, 8 de março, a partir das 19h30mim, na Sede do MFC, na Rua Araújo Bivar, 580 - Pajuçara, para tratar assuntos administrativos do MFC, especialmente do evento "RETIRO QUARESMAL DO MFC".

As coordenações de Cidade e Estado definirão com Gastão e Eluza, Rivoldo e Luciana, Fernando e Luciana Fon, Júlio e Sônia, Lúcio e Cacilda, membros da comissão organizadora do RETIRO QUARESMAL DO MFC, os detalhes finais do evento que está previsto para acontecer de 22 a 24 de março, no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro.

Rita e Neto - Casal Coordenador Cidade de Maceió
Nesta reunião haverá a definição das equipes de secretaria, tesouraria e apoio ao retiro, que iniciará as inscrições a partir da segunda-feira, 11. Terá garantida a participação no RETIRO QUARESMAL DO MFC, as 100 (cem) primeiras pessoas que se inscreverem.

Durante o RETIRO QUARESMAL DO MFC, os participantes viverão o tempo sagrado da Quaresma, de preparação para a Páscoa, a maior festa do cristianismo. Esse tempo litúrgico, que se constitui numa grande graça de Deus, convida-nos à conversão, à mudança de mentalidade e de atitudes, a fim de que possamos celebrar dignamente os mistérios da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

O RETIRO QUARESMAL DO MFC está sendo organizado com via-sacra, palestras direcionadas ao tempo quaresmal, orações e reflexões próprias para o evento. O custo por pessoa será de R$ 50,00 (cinquenta reais), incluso o material, hospedagem e alimentação.

Os membros do Movimento Familiar Cristão, da capital ou interior, que desejarem participar, já podem enviar uma mensagem para o E-mail mfcalagoas@gmail.com, com o assunto: INSCRIÇÃO RETIRO QUARESMAL DO MFC, informando NOME/TELEFONE/GRUPO BASE/CIDADE para confirmação e retorno por parte da secretaria/tesouraria do Retiro.

quinta-feira, 7 de março de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA - THAYNE DE RAFAEL

VIDA SOLITÁRIA PODE LEVAR À HIPERTENSÃO


Patricia Zwipp

V
iver sozinho traz tristeza e mau humor. E também pode tornar a pessoa mais propensa a desenvolver hipertensão, de acordo com uma pesquisa americana. Após quatro anos de sentimentos crônicos de solidão foi constatado um aumento significativo da pressão em quem tem mais de 50 anos.

O estudo contou com 229 participantes com idade entre 50 e 68. O grupo respondeu a uma série de perguntas, como "Tenho muito em comum com as pessoas ao meu redor?", "Minhas relações sociais são superficiais?", "Eu posso encontrar companhia quando quiser?".

A análise constatou também que a depressão e o estresse são apenas parcialmente responsáveis pela hipertensão.

A pesquisadora Louise Hawkley, da Universidade de Chicago, disse ao jornal Daily Mail que o aumento de pressão associado à solidão não era observável até os dois primeiros anos da pesquisa, que durou cinco. Depois, constatou-se que até níveis modestos de solidão afetaram os voluntários.

Engana-se quem pensa que gente repleta de amigos é menos só. O que tem de se levar em conta é achar as relações sociais satisfatórias.

Portanto, quem tem poucas companhias, mas as considera gratificantes, é menos sozinha do que as pessoas com muitos contatos superficiais. As conclusões foram divulgadas na revista especializada Psychology and Aging.

quarta-feira, 6 de março de 2013

MFC ALAGOAS PROMOVE RETIRO QUARESMAL



C
omungando de que a Quaresma é tempo litúrgico forte de reconstrução de novas relações: consigo, com os outros, com a criação e com o Criador, e que com sua linguagem, suas celebrações, seus exercícios e seus ritos, a Quaresma é também um tempo forte de conversão e na perspectiva que a conversão não é uma simples mudança exterior no modo de ser e agir, mas uma “mudança de senhor”, as Coordenações da Equipe Estadual Alagoas e Equipe de Coordenação da Cidade de Maceió do Movimento Familiar Cristão, realizam nos dias 22, 23 e 24 de março o RETIRO QUARESMAL DO MFC, no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro-AL.

Para a realização do Retiro, as Equipes de Cidade e Estado, formaram uma comissão composta pelos mefecistas Gastão e Eluza, Rivoldo e Luciana, Fernando e Luciana Fon, Júlio e Sônia, Lúcio e Cacilda para organizarem o evento.

O Retiro está sendo preparado para acolher 100 (cem) pessoas, integrante do MFC, que chegarão a partir das 18 horas da sexta-feira (22) e sairão após o almoço do Domingo de Ramos (24).

Os participantes viverão o tempo sagrado da Quaresma, de preparação para a Páscoa, a maior festa do cristianismo. Esse tempo litúrgico, que se constitui numa grande graça de Deus, convida-nos à conversão, à mudança de mentalidade e de atitudes, a fim de que possamos celebrar dignamente os mistérios da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Na programação do evento haverá via-sacra, palestras direcionadas ao tempo quaresmal, orações e reflexões próprias para o evento.

Confirmada palestras da Irmã Sandra, Padre Manoel Henrique, Eduardo e Ismari – Casal Coordenador Nacional do MFC, Antonio Carlos e Ângela – Casal Vice-Coordenador Nacional do MFC. Outros palestrantes foram convidados, estando à coordenação do Retiro aguardando a confirmação da presença.

Para cobrir parte das despesas com a hospedagem, alimentação e outras despesas, será cobrado a importância de R$ 50,00 (cinquenta reais) por pessoa.

Na próxima sexta-feira (08), as Coordenações de Cidade e Estado estarão reunidas para definir os nomes que comporão a Equipe responsável pela secretária, tesouraria e apoio do RETIRO QUARESMAL DO MFC. As inscrições começam na segunda-feira, 11 de março.

Àqueles que desejarem participar, já podem enviar uma mensagem para o E-mail mfcalagoas@gmail.com, com o assunto: INSCRIÇÃO RETIRO QUARESMAL DO MFC, informando NOME/TELEFONE/GRUPO BASE para confirmação e retorno por parte da secretaria/tesouraria do Retiro.

Lembrem-se: O nosso grande anseio é por vida nova. E a ressurreição de Jesus veio trazer essa vida. Por isso, empenhemo-nos em viver o RETIRO QUARESMAL DO MFC de modo intenso, a fim de que a celebração da Páscoa traga a cada um e a todo o povo a esperança de uma nova vida e de uma nova sociedade, marcadas pelos valores do Evangelho. Que a Quaresma motive à conversão de nossos corações, bem como das estruturas sociais, para que possamos celebrar as alegrias da Páscoa de Cristo, que morreu e ressuscitou para que todos tenham vida em plenitude.

terça-feira, 5 de março de 2013

GRUPO AMIZADE PARTICIPA DA PALESTRA DA IRMÃ SANDRA

Irmã Sandra

P
róximo de completar 19 anos de atividades no Movimento Familiar Cristão, o Grupo Amizade do Movimento Familiar Cristão de Maceió – Alagoas participou na quinta-feira, 21 de fevereiro, da palestra de espiritualidade voltada para as famílias, proferida pela Irmã Sandra, no Colégio Madalena Sofia, no bairro do Farol.

O Grupo formado pelos casais Wilza e Antonino, Marly e Beto, Sandra e Ermi, Margot e Arthur, Verônica e Helion, Ângela e Luizinho e Geralda, vêm ao longo dos anos inovando nas suas reuniões de Grupo de Base, procurando desenvolver um sistema de evangelização familiar com visitas a entidades filantrópicas, intercambio com outros Grupos de Base, participação em palestras e outras ações, seja de evangelização, seja do aspecto social, sempre dentro da metodologia mefecista.

Grupo Amizade no Palato Farol
Depois de alimentados na fé com a rica palestra da Irmã Sandra, o Grupo se dirigiu ao Restaurante Palato Farol, para concluírem a reunião, fazendo uma reflexão do que foi dito pela Irmã Sandra durante a palestra.

A reunião foi concluída com um delicioso jantar e a certeza da participação do Grupo em outras palestras da Irmã Sandra, que todas as quintas-feiras, ministra palestras voltadas para a família.

segunda-feira, 4 de março de 2013

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - EUCLIDES & IRENE


ANIVERSARIANTE DO DIA - NANA DE GILSON


ANIVERSARIANTE DO DIA - LUIS DE ÂNGELA


ANIVERSARIANTE DO DIA - MARIANA DE ROBINHO


CORREIO MFC BRASIL Nº 312



PARA ELEGER UM
NOVO PAPA SEM PRESSA
HELIO AMORIM – MFC/RJ

    
O
 papa renunciou. O mundo sabe das tensões internas no seio da Igreja formada por pessoas com suas limitações humanas e envolvidas no clima intolerável nas disputas de poder nos corredores do Vaticano que se reflete nas estruturas eclesiais e no povo de Deus mundo afora.

Esse curto vazio de poder, atípico, não por morte, mas por sofrimento insuportável do papa idoso ante esse quadro de conluios e vaidades, próprio das cortes imperiais, acorda os católicos para o que poderá ser um kayrós, tempo propício para mudanças profundas na vida da Igreja. Ou permanecerá esse clima perverso pela simples mudança do ocupante do trono em que Jesus jamais aceitaria sentar-se, cercado por tão imponentes vestes vermelhas.

O papa deveria ser de fato uma réplica, ainda que imperfeita, de Jesus, sem poderes imperiais opostos à colegialidade, reconhecido pelos cristãos como servidor do Povo de Deus, capaz de ouvir os clamores desse povo, sem os filtros dos cortesãos. Exerceria sua missão no vasto mundo, sem vestuário imponente, visitaria às vezes o Vaticano, lugar interessante e bem equipado para reuniões de clérigos e laicos, entendido como sede administrativa de um organismo disperso pelo planeta, conduzida por funcionários competentes e honestos, sem uso de símbolos de autoridade divina.

O papa seria o símbolo da unidade de um extenso corpo de representantes dos cristãos católicos, talvez formado pelos presidentes das atuais conferências episcopais nacionais, estes, por sua vez, eleitos democraticamente por eleitores escolhidos pelos organismos eclesiais intermediários de seu país – representantes do clero, dos movimentos de leigos e de outros segmentos do povo de Deus.

Seria o início de um retorno moderno às práticas do passado, antes da conversão do povo de Deus ao Império Romano de Constantino, no século IV. Essa conversão foi fatal. Concílios passaram a ser convocados pelo Imperador romano. Essa rendição ao poder político está na origem dos desvios da Igreja em relação à inspiração original dos homens e mulheres seguidores do judeu Jesus de Nazaré.

Os dirigentes desse contingente já então numeroso de cristãos passaram a vestir-se como o imperador, adotando seus símbolos de poder, frequentando sua corte e seus palácios. Esses espaços e símbolos de poder foram aos poucos se consolidando na adolescência da Igreja, como práticas convenientes e prazerosas do corpo eclesiástico, agora adotados como súditos do império.

Passados tantos séculos, esse modelo de Igreja tornou-se anacrônico, não funcional, distanciando-se da inspiração original, condenado a crises permanentes difíceis de administrar. Normas eclesiásticas igualmente anacrônicas permanecem teimosamente na vida da Igreja, em conflito com as demandas de cristãos adultos, que já não aceitam as bases em que se apoiam suas normas e doutrinas hoje inconsistentes: questionam-se o casamento sacramental dos divorciados, uso de medicamentos para o planejamento familiar, celibato obrigatório dos clérigos impondo um estilo masculino de cuidar da comunidade cristã, a participação efetiva e plena das mulheres na vida da Igreja, nas funções ainda reservadas aos homens, a demonização da sexualidade humana, e tantas outras questões de importância vital para os cristãos.

Na atual emergência, seria difícil a adoção repentina de uma nova forma, moderna e revolucionária de ser Igreja, capaz de novamente cativar o povo, especialmente os jovens. Estes criarão artificialmente a ilusão de sua presença na vida da Igreja no encontro da juventude com o novo papa no Rio de Janeiro. Será apenas uma pequena multidão como a dos fogos do ano novo em Copacabana. Prevemos o esforço para passar a ideia de um “retorno massivo” de jovens para a Igreja. Eles já estão muito distantes dos espaços religiosos, aqui e especialmente na Europa. Esse fenômeno do envelhecimento dos cristãos sem jovens para mantê-la viva, preocupa. Só uma Igreja assumida como sinal dos tempos, com seus valores originais calibrados para a cultura atual, os trará de volta.

Com a inesperada renúncia do papa, poderia acontecer uma surpresa igualmente inesperada, mas certamente possível: a eleição não de um papa de feitio tradicional, mas de um gestor eclesiástico de transição, com o título próprio de administrador apostólico ou outro similar, dividindo com um colegiado as funções e responsabilidades atuais de um papa, com tempo certo e limitado de gestão, com a missão de conduzir as mudanças que o povo de Deus espera, como um novo passo do aggiornamento que João XXIII inaugurou há 50 anos, mas parou no tempo.

A adoção de uma transição de tempo certo, para consultas, estudos, avaliações, com metodologias adequadas, não impositivas nem manipuláveis, seria possível. O Espírito de Deus certamente inspiraria caminhos aos condutores desse processo que culminaria com a eleição adiada de um papa de novo perfil e missão, em um concílio de consolidação de todas as mudanças adotadas.

OS ANOS DE CHUMBO (XI)

U
m desfecho esperado. Carlos Alexandre Azevedo suicidou-se neste fim de semana, aos 40 anos. Tinha um ano e oito meses quando foi sequestrado e levado para o DOPS de Sérgio Paranhos Fleury, em São Paulo, onde já estavam presos seus pais, sob a acusação de dar proteção a militantes católicos de esquerda, em janeiro de 1974. Foi esbofeteado pelos policiais quando chorava e jogado no chão. Bateu a cabeça e nunca mais se recuperou. Foi diagnosticado como portador de “fobia social” e se tornou dependente de antidepressivos e antipsicóticos. As sequelas do que sofreu na infância se agravaram ao longo da vida. Descansa finalmente em paz.

A POESIA DE RUBEM ALVES
Rubem Alves

"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro..."

Ao final de nossas longas andanças, chegamos finalmente ao lugar. E o vemos então pela primeira vez. Para isso caminhamos a vida inteira: para chegar ao lugar de onde partimos. E, quando chegamos, é surpresa. È como se nunca o tivéssemos visto. Agora, ao final de nossas andanças, nossos olhos são outros, olhos de velhice, de saudade”.

“É mais fácil amar o retrato. Eu já disse que o que se ama é a ‘cena’. ‘Cena’ é um quadro belo e comovente que existe na alma antes de qualquer experiência amorosa. A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava... E então, inesperadamente, nos encontramos com rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados”.

domingo, 3 de março de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA - THAY (MFC JOVEM)


HOJE, 178ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


LITURGIA DO 3º DOMINGO DA QUARESMA - 03/03/2013




3º DOMINGO DA QUARESMA


PRIMEIRA LEITURA (Êx 3,1-8a.13-15)

Livro do Êxodo:
Naqueles dias, 1Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou, um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb.

2Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: 3“Vou aproximar-me desta visão extraordinária, para ver por que a sarça não se consome”.

4O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: “Moisés! Moisés!” Ele respondeu: “Aqui estou”.

5E Deus disse: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”.

6E acrescentou: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”.

Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus.

7E o Senhor lhe disse: “Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. 8aDesci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel”.

13Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, o que lhes devo responder?”

14Deus disse a Moisés: “Eu Sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu Sou’ enviou-me a vós’”.

15E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos Pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 102)

- O Senhor é bondoso e compassivo!
— Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ e todo o meu ser, seu santo nome!/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ não te esqueças de nenhum de seus favores!
— Pois ele te perdoa toda culpa,/ e cura toda a tua enfermidade;/ da sepultura ele salva a tua vida/ e te cerca de carinho e compaixão.
— O Senhor é indulgente, é favorável,/ é paciente, é bondoso e compassivo./ Quanto os céus por sobre a terra se elevam,/ tanto é grande o seu amor aos que o temem.

SEGUNDA LEITURA (1Cor 10,1-6.10-12)

Primeira Carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios:
1Irmãos, não quero que ignoreis o seguinte: Os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar; 2todos foram batizados em Moisés, sob a nuvem e pelo mar; 3e todos comeram do mesmo alimento espiritual, 4e todos beberam da mesma bebida espiritual; de fato, bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava — e esse rochedo era Cristo —.

5No entanto, a maior parte deles desagradou a Deus, pois morreram e ficaram no deserto.

6Esses fatos aconteceram para serem exemplos para nós, a fim de que não desejemos coisas más, como fizeram aqueles no deserto. 10Não murmureis, como alguns deles murmuraram, e, por isso, foram mortos pelo anjo exterminador. 12Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 13,1-9)

1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.

2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.

4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.

6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’

8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“QUARESMA, CAMINHO DE CONVERSÃO”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

UM DEUS COMPROMETIDO
A misericórdia é obra de Deus. Suas ações são sempre de libertação. Ele ama libertar-nos de nós mesmos e de tudo o que nos oprime. O cativeiro do Egito simboliza todo o mal, como veremos na Páscoa. A misericórdia e a bondade de Deus fazem parte da experiência fundante do povo. Não só ama de coração, mas toma atitudes concretas: Vi o sofrimento do meu povo no Egito...conheço seus sofrimentos por causa de seus opressores. Desci para libertar meu povo e tirá-lo deste país, levando-o para uma terra boa e espaçosa. Terra onde correm leite e mel (Ex 3,7-8). Viu, conheceu, desceu para libertar e conduzir a uma terra boa. Deus é consequente. No Novo Testamento Jesus é o bom Samaritano que tem esta atitude consequente de Deus: Viu o homem machucado, sentiu compaixão, desceu do cavalo, levou para a hospedaria, tratou dele, deixou um tanto para que fosse cuidado e voltou para ver como estava. Sem esta maneira de agir, jamais saberemos o que é a caridade. Certas esmolas só afagam nossa consciência e tornam a pessoa pior e mais dependente. Aprendamos de Deus. É Deus que caminha conosco para cuidar de nós. Por isso S. Paulo pede que não repitamos os erros do passado quando o povo, no deserto, murmurou contra o Deus que o salvara e o sustentara. Nem por isso Deus o abandonou. Na Quaresma, como preparação para a Páscoa, retomamos esses momentos da história da salvação e os contemplamos em Cristo para que sua Páscoa nos modifique para a celebrarmos sem o fermento do egoísmo.

CAMINHOS DE CONVERSÃO
Deus é compassivo e sempre dá os auxílios para nossa conversão como rezamos no salmo 102: “Pois Ele é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo”. Durante o tempo santo da Quaresma nos são oferecidos os meios para a conversão e fortalecimento de nossa fé: o jejum, a oração e a caridade fraterna. Vencendo o egoísmo e abrindo-nos aos irmãos poderemos receber sua misericórdia. A missão libertadora de Deus se realiza não só através de milagres, mas através de pessoas que se dispõem a enfrentar com dedicação a libertação dos sofredores de todas as prisões, sobretudo da prisão do mal institucionalizado na política, na economia e mesmo na vida espiritual do povo. A Quaresma é uma escola que nos ensina a viver com mais entusiasmo o ensinamento que Jesus nos deu com Suas palavras e Sua vida: só na doação é que acontece a libertação. Conversão é o caminho para a Páscoa.

FRUTOS DE CONVERSÃO
Na Quaresma conhecemos o carinho de Deus para conosco através de Jesus, nosso Redentor. É um tempo de conversão. Deus quer ver frutos. Jesus nos dá um exemplo muito claro: foi buscar fruto em uma figueira e só encontrou folhas. E não era no tempo de figos (Mc 11,13). A solução é clara: Se não der fruto deve desocupar o lugar. Por isso o senhor manda cortar. Deus busca frutos em nós. O agricultor, que é Jesus, pediu um pouco mais de tempo para ver se a árvore ainda se fortaleceria para produzir fruto. Por que Jesus quer figo quando não é tempo de figo? Jesus está a dizer que os frutos da conversão podem aparecer. Com o jejum, a esmola e a oração os frutos virão. Quando não conseguimos, Deus tem paciência e dá o adubo de Sua graça. Quaresma é tempo de conversão.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédios contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS