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domingo, 4 de agosto de 2013
LITURGIA E HOMILIA DO 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 04/08/2013
18º DOMINGO
DO TEMPO COMUM
“Feliz quem
vence a ganância!”
PRIMEIRA
LEITURA (Ecl 1,2; 2,21-23)
Leitura do Livro do
Eclesiastes:
2“Vaidade das vaidades, diz o
Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade”. 2,21Por exemplo: um
homem que trabalhou com inteligência, competência e sucesso, vê-se obrigado a
deixar tudo em herança a outro que em nada colaborou. Também isso é vaidade e
grande desgraça.
22De fato, que resta
ao homem de todos os trabalhos e preocupações que o desgastam debaixo do sol? 23Toda a sua vida é
sofrimento, sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu
coração. Também isso é vaidade.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 89)
— Vós fostes, ó
Senhor, um refúgio para nós!
— Vós fazeis voltar ao pó todo
mortal,/ quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!”/ Pois mil anos para vós
são como ontem,/ qual vigília de uma noite que passou.
— Eles passam como o sono da manhã,/
são iguais à erva verde pelos campos:/ de manhã ela floresce vicejante,/ mas à
tarde é cortada e logo seca.
— Ensinai-nos a contar os nossos
dias,/ e dai ao nosso coração sabedoria!/ Senhor, voltai-vos! Até quando
tardareis?/ Tende piedade e compaixão de vossos servos!
— Saciai-nos de manhã com vosso
amor,/ e exultaremos de alegria todo o dia!/ Que a bondade do Senhor e nosso
Deus/ repouse sobre nós e nos conduza!/ Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.
SEGUNDA
LEITURA (Cl
3,1-5.9-11)
Leitura da Carta de
São Paulo aos Colossenses:
Irmãos: 1Se ressuscitastes
com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo,
sentado à direita de Deus; 2aspirai às coisas celestes e não às
coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.
4Quando Cristo, vossa vida, aparecer
em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.
5Portanto, fazei morrer o que em vós
pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é
idolatria.
9Não mintais uns aos outros. Já vos
despojastes do homem velho e da sua maneira de agir 10e vos revestistes
do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador, em ordem ao
conhecimento.
11Aí não se faz
distinção entre judeu e grego, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem,
escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Lc 12,13-21)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus
Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 13alguém, do meio da
multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança
comigo”.
14Jesus respondeu:
“Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?”
15E disse-lhes:
“Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém
tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.
16E contou-lhes uma
parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo
mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’.
18Então resolveu: ‘Já
sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou
guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer
a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa,
come, bebe, aproveita!’
20Mas Deus lhe disse:
‘Louco! Ainda esta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que
tu acumulaste?’
21Assim acontece com
quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós,
Senhor!
HOMILIA
Padre Luiz Carlos de Oliveira
Missionário Redentorista
VAIDADE DAS VAIDADES
O salmo nos leva a rezar:
“Ensinais-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria” (Sl
89,12). Jesus conta a parábola sobre o homem que teve uma grande colheita e se
sentiu garantido para gozar tantos anos, mas não se lembrou que a vida não
depende dele e lhe será tomada. Isso é a loucura. A liturgia da Palavra
leva-nos à refletir sobre a vaidade do acúmulo dos bens, pois mesmo que alguém
tenha muitos bens, a vida de um homem não consiste na abundância destes
bens”(Lc 12,15). Para completar este pensamento, lemos no Eclesiastes sobre
esta vaidade de acumular e deixar para outro que em nada colaborou (Ecl 2,21).
Havia uma mentalidade, que ainda existe em certos grupos cristãos, que a
riqueza é sinal da bênção de Deus. Jesus se contrapõe a isso com esta parábola.
Jesus não diz contra os bens, mas contra a ganância que pode endurecer o
coração e deixar a riqueza de Deus. Por isso indica o caminho para relativizar
as riquezas com seu devido uso não para si, mas para ser rico diante de Deus
(21). O consumismo é uma idolatria (Cl 3,5). Jesus chama este tipo pessoas de
sem inteligência (Lc 12,20). O grande pecado da humanidade, que é uma das
tentações que vemos no início do ministério de Jesus, é viver para as riquezas.
Isso invadiu todo o mundo. Aumenta os bens materiais, as possibilidades de vida
e aumenta o número dos necessitados. Os pobres sofrem mais não só por não ter,
mas pela doença da ganância que os toma também. Pior é a situação dos que
tiveram algo mais e foram vítimas da ganância dos outros. É o fracasso humano
que os afunda mais ainda. Complicado neste quadro é a busca da religião, de
Deus, da oração só para ter bem materiais. É a chamada teologia da retribuição:
Dizem que os bens materiais são bênçãos de Deus. E o que não tem bens, é
maldito? Jesus não diz isso.
AGIR COMO HOMEM NOVO
A leitura da carta de Paulo aos
Colossenses responde ao problema das riquezas vividas na ganância: “Se vós
ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde
está Cristo… Aspirai às coisas celestes e não às terrestres” (Cl 3,1-2). A
Ressurreição transforma também os valores humanos. Os bens são bons quando
transformados em bens eternos. Bens são para serem partilhados. Quem os tem não
precisa ficar sem, mas que os outros também não fiquem sem. D. Helder diz que
não se deve reverter o quadro dos pobres que ficam ricos e dos ricos que fiquem
pobres. “Nem ricos nem pobres, mas todos irmãos”. Ressuscitados no batismo,
somos chamados a viver uma vida nova. Paulo convida a fazer morrer ao que é da
terra, isto é, viver um modo de vida novo segundo o evangelho de Jesus.
DESPOJAR-SE
Jesus indica esse novo modo de vida
ao cristão: “A vida do homem não consiste na abundância dos bens” (Lc 12,1).
Resume assim todo modo de viver o Evangelho. Em diversos lugares falou dos bens
materiais. Ele próprio deu o exemplo sendo despojado: “O Filho do homem não tem
onde repousar a cabeça” (Mt 8,20). Paulo insiste na pobreza de Cristo: “Embora
fosse rico, se fez pobre por causa de vós, para enriquecer-vos com sua pobreza”
(2Cor 8,9). O que deve ser abandonado são os vícios que nos levam à pobreza
moral, para chegarmos à riqueza dos bens materiais vividos no espírito do
Evangelho. Diz Paulo: “Vós vos despojastes do homem velho e de sua maneira de
agir e vos revestistes do homem novo que se renova segundo o Criador” (Cl
2,3,9-10).
ORAÇÃO
Manifestai, ó Deus,
vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se
gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e
conservando-a renovada. Amém!
Editado por JorgeMacielNews
sábado, 3 de agosto de 2013
O MFC EM ALAGOAS
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O
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MFC - Movimento Familiar Cristão surgiu em
Alagoas, na cidade de Maceió, no ano de 1965, com o endosso da Arquidiocese de
Maceió, onde foi realizado um encontro e nucleados sessenta e cinco (65)
casais. Não chegou a completar um ano de atuação, pois, naquela época, o
Arcebispo de Maceió, Dom Miguel Fenelon Câmara, recebeu um comunicado do
Exercito, solicitando a dissolução do MFC, o que foi feito, infelizmente.
O único documento arquivado, daquela
época, nos anais do MFC ALAGOAS, é um exemplar do Boletim Informativo do
Movimento Familiar Cristão, Nº 3, de 1965, denominado “FAMÍLIA”, onde estão
publicadas varias matérias e o editorial “MATRIMÔNIO SÍNTESE DA VIDA
SACRAMENTO”, assinado por Frei Lucas Moreira Neves, um dos responsáveis pela
expansão do MFC por todo o Brasil.
Em 1980, vinte e um (21) casais e o
padre Fábio Bertole, todos do MFC da Bahia, chegaram a Maceió com o objetivo de
restabelecer o nosso movimento. Com a ajuda de casais participantes do encontro
de 1965, foi planejado e realizado o considerado 1º Encontro de Casais, no
período de 21 a 23 de março, no qual foram nucleados trinta e três (33) casais.
Desde a sua reativação em 1980, o
Movimento Familiar Cristão em Alagoas continuou realizando e participando de
eventos importantes, que marcaram a sua história, a exemplo de: ENCONTRO DE
JOVENS, ENCONTRO ESTADUAL, ENCONTRO REGIONAL, ENCONTRO NACIONAL (12º ENA),
ENCONTRO MUNDIAL (2000), ASSEMBLEIA GERAL DA CONFEDERAÇÃO INTERNACIONAL DOS
MFC’S, REUNIÕES DO CONDIR-NE, CONDIN, AGLA e ECE.
O MFC em Maceió realizou até o momento
29 Nucleações, nucleando mais de novecentos (900) casais. No interior alagoano
foram nucleados pessoas e casais nas cidades de Palmeira dos Índios, São Miguel
dos Campos, Atalaia, Chã Preta, Limoeiro de Anadia, Taquarana, Murici, Santana
do Ipanema, Coité do Noia, União dos Palmares, Matriz de Camaragibe, Marechal
Deodoro e Arapiraca.
Em novembro de 2009, o sonho da Sede
Própria foi concretizado. O casal James e Fátima Medeiros, coordenadores da
Equipe de Coordenação Estadual Alagoas, conseguiu junto ao Governo do Estado, a
cessão gratuita de um imóvel localizado na Rua Araújo Bivar, nº 580, no Bairro
da Pajuçara, em Maceió. O imóvel foi reformado para atender as necessidades do
MFC com auditório, salas para Secretaria, Coordenação da Equipe Cidade e
Estadual, Leitura e Lazer, Copa e Arquivo, tudo climatizado.
Em 19 de março de 2010, com a presença
de mefecistas, autoridades civis e eclesiásticas foi inaugurada a SEDE ESTADUAL
DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO EM ALAGOAS, com o descerramento da placa da
inauguração da Sede e da placa alusiva aos “30 ANOS DO MFC EM ALAGOAS”. A
benção das instalações foi presidida pelo Padre Manoel Henrique de Melo
Santana, assessor eclesiástico do MFC ALAGOAS.
Ainda na gestão de James e Fátima
Medeiros, o MFC ALAGOAS foi reconhecido e considerado de Utilidade Pública
Estadual e de Utilidade Pública Municipal.
Foram coordenadores do MFC ALAGOAS os
casais: Mariano e Teresinha; Dilermano e Lourdes; Lima Verde e Iracy; Nunes e
Maridalva; Toinho e Neném; Marco Mota e Inês;
Clênio e Juju; Artur e Vivien; Manoel e Zoélia; Geraldo e Nazaré; Huayna
e Eliana; Valverde e Rosa; Gastão e Eluza; Porfírio e Gal; Cláudio e Beth;
James e Fátima, e atualmente são coordenadores de estado o casal Gilson e Nana.
O setor de comunicação do MFC ALAGOAS
iniciou suas atividades com o informativo impresso - BOAS NOVAS, que era
distribuído trimestralmente com os membros do Movimento em Alagoas. Com a
chegada da globalização e a necessidade de informar online, foi criado o “BLOG
DO MFC ALAGOAS”, atualizado pela assessoria de comunicação estadual com
notícias do MFC em Alagoas.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 331
DAS REDES, DOS ESTÁDIOS E DAS RUAS
NEI ALBERTO PIES
PROFESSOR E ATIVISTA DE DIREITOS HUMANOS - RS
É impossível dissociar o momento festivo da Copa das Confederações que se realizou no Brasil das manifestações cívicas e cidadãs por melhoria de condições de vida dos brasileiros. Embora recorrente a tese de que o futebol pode servir de “amnésia do povo”, devemos nos perguntar diante de fatos relevantes que envolveram o esporte e a cidadania no Brasil.
S
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eguem as perguntas: a) a Copa das Confederações e a Copa do Mundo são as nossas vilãs no Brasil? (ou serviram como parte do pretexto para os jovens e estudantes verbalizarem seus sentimentos de abandono, desmando e desconsideração por parte da nossa classe política?); b) dá para imaginar (ou ignorar) o Brasil sem a cultura do samba, da boa acolhida e hospitalidade, do jeitinho brasileiro e do futebol? c) qual seria a grave consequência política no Brasil se a nossa seleção tivesse perdido os jogos? d) que lições o Brasil pode tirar da postura do treinador e de seus jogadores em campo pela Copa das Confederações e da postura dos muitos brasileiros que saíram às ruas clamando mudanças?
Os brasileiros reinventaram-se pelas redes sociais. A sedução inicial da internet “anestesiou”, não por muito tempo, os anseios e as necessidades mais imediatas e concretas de nossa geração jovem. Era o tempo do descobrimento, do encantamento. Passado este tempo, as redes sociais chamaram as ruas para a “verbalização” dos descontentamentos generalizados. Que coisa bem boa e bem feita!
Os jovens descobriram que o poder das ruas é mais eficiente do que o poder das redes. Mas não precisavam ter-se revoltado contra o nosso futebol, porque o poder também está no futebol. O futebol brasileiro reflete as nossas diferenças, as nossas potencialidades, os nossos talentos, a nossa criatividade. O futebol é um dos espetáculos brasileiros que representam muito do nosso povo, de sua postura e de sua vontade de vencer e apresentar-se ao mundo. O esporte é o lugar da superação, da disciplina, da projeção pessoal e coletiva, do descortinar das possibilidades.
O Brasil sai desta Copa e das manifestações totalmente revisado. Todos nós estamos fazendo novas e importantes interpretações do nosso modo de ser, pensar e agir brasileiros. Os jovens que, corajosamente ocuparam lugar nas ruas descobrem-se sujeitos políticos, mas descobrem também que não podem desconsiderar as posições políticas e partidárias que já fazem a nossa democracia, pois democracia não se faz sem partidos (mas também não somente com eles).
Nossa classe política percebeu que precisa estar mais atenta aos clamores das minorias, dos jovens, dos trabalhadores e de todos aqueles que historicamente foram os mais esquecidos e mais sacrificados. O nosso povo começa a se acordar para permanecer em vigilância pelas práticas decentes que nos façam superar a endêmica corrupção que corrói a política brasileira. Aprendemos, ainda, que não podemos criminalizar quem luta, de forma pacífica, desde sempre, por mais cidadania, democracia e direitos humanos no Brasil, a partir das ruas.
Os brasileiros, no futebol, nas redes e nas ruas, descobrem-se novos sujeitos, capazes de reinventar a sua história e os destinos de seu país. Os estádios e as ruas sempre foram, essencialmente, espaços de construção de identidade, de cultivo de bons valores humanos e espaço para viver e experimentar os melhores relacionamentos. Se o Brasil redescobre o poder das ruas, redescobre também o poder que tem o esporte e o futebol.
Redes sociais, ruas e futebol podem ser sempre lugares democráticos para a gente avançar a partir das ideias e dos ideais da maioria dos brasileiros. A Seleção Brasileira foi, nessa Copa, o reflexo dos potenciais da nossa nação. Jogou com coerência, espírito colaborativo (de equipe) e respeito aos seus adversários.
Sigamos, pois, jogando pela cidadania, pelos direitos humanos e pela liberdade de sermos o que sonhamos ser.
SIMPLICIDADE: MENOS É MAIS*
SELVINO HECK
*Reprodução parcial de artigo de Selvino Heck, ex deputado estadual RS, membro do Movimento Fé e Política. Publicado por Adital.
| Selvino Heck |
Agora, jovens de classe média estão começando a dar exemplos de simplicidade. Diz Jelson Oliveira, pesquisador da PUC do Paraná: "Adotar a ideia da simplicidade é estar disposto a abrir mão do excesso de bens de consumo. O aumento da procura por outra forma de viver é um sintoma do cansaço com uma sociedade altamente consumista”. Ou o escritor carioca Alex Castro, que diz: "Tenho menos objetos e mais tempo livre para mim. Não posso imaginar troca mais sensata”.
T
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er pouco e viver com pouco não significa menos intensidade de vida. Cercar-se apenas do necessário não significa frustração. Significa preocupar-se com o essencial, aquilo que de fato interessa e é necessário para viver bem. Como os índios vivem ou viviam? Por que rodear-se de bens, boa parte sem qualquer utilidade?
A sociedade do consumo e do ter faz as pessoas olharem só para si mesmas, só para os seus interesses egoístas. Por que ganhar sempre, sempre mais, acumular infinitamente, virar bilionário como um brasileiro que se jactava de ser um dos mais ricos do mundo? (Aliás, no caso, todo o império, que era de fachada, caiu como um castelo de cartas. Mas ele foi capa de revistas, era citado como exemplo, o ‘self made man’ capaz de tudo, sem limites, poderoso, bajulado por políticos, meios de comunicação, socialaites e companhia).
A natureza agradece se os tempos de simplicidade tornarem-se parte da vida das pessoas. Aí vai ser possível e sobrar espaço, horas e minutos para olhar para quem está do lado; saborear suas virtudes; conviver. Aí, haverá disponibilidade afetiva para sentir o gosto da goiaba tirada no pé; salivar o vinho que não custa centenas ou milhares de reais, ou a cachaça caríssima que só alguns abençoados podem beber. Aí, vai ser possível olhar o céu azul com naturalidade; caminhar mais com os pés descalços na terra nua e no barro; sentir a água banhando a pele suavemente; comer a gostosura do pinhão ou do milho cozido na chapa do fogão a lenha; deixar-se envolver pelo vento frio e fresco do final da tarde ou o sol cálido na praia deserta.
O capital e o ter nunca garantiram a felicidade. O acúmulo de bens nunca assegurou a paz. Ao contrário, levou a guerras e a mortes, a tiranias e ditaduras, a perseguições e exílios. E as árvores foram sumindo no horizonte, assim como os riachos deixaram de correr, o ar tornou-se impuro, a chuva parecia ácida e o tomate cheio de veneno.
Há um tempo para cada coisa. Há um horizonte e uma utopia de bem viver a serem buscados e construídos. Menos é mais. O simples pode ser muito. Pode ser tudo.
FRASES DO PAPA FRANCISCO
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Selma Amorim
ArtinNatura
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"Participar da vida política é uma maneira de honrar a democracia. Seria necessário distinguir entre a Política com P maiúsculo e a política com P minúsculo."
“A sociedade política só irá resistir se a satisfação das necessidades humanas for a nossa vocação. Esse é o papel do cidadão. (...) As pessoas são sujeitos históricos, o que significa cidadãos e membros da nação. O Estado e a sociedade devem gerar condições sociais que promovam e atuem como guardiãs de seus direitos, permitindo que sejam construtoras de seu próprio destino".
"Não existe uma única violação da dignidade de um homem ou de uma mulher que possa ser justificada por qualquer outra coisa ou ideia. Nem uma única.”
“Quando uma pessoa ou um povo vende sua dignidade, ou a barganha, todo o resto perde consistência e deixa de ter valor".
quarta-feira, 31 de julho de 2013
MFC MACEIÓ-AL REALIZARÁ NUCLEAÇÕES DE CASAIS E JOVENS
A
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Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió – Alagoas anunciou oficialmente a realização de duas Nucleações, ainda neste semestre. Uma de casais e outra de jovens, ambas acontecerá na Sede do Cursilho, no bairro do Farol.
A Nucleação de Casais terá a coordenação geral do casal Dorgivan e Virginia (Grupo Vida) e acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de setembro. As equipes de trabalho já estão sendo formadas e várias reuniões estão acontecendo com a finalidade de definir as equipes de trabalho que atuarão no maior evento do MFC Maceió.
A Nucleação de Jovens terá a coordenação geral do casal Flávio e Lucila (Grupo Caná da Galileia) e está prevista para acontecer em novembro próximo. As equipes de trabalho já estão sendo formadas. A definição da data exata deve ser anunciada nos próximos dias.
O Movimento Familiar Cristão de Maceió tem a coordenação do casal Péricles e Ula (Grupo Vida), que pretende até 2016 realizar três Nucleações de Casais e três Nucleações de Jovens, dentro da sistemática utilizada pelo MFC.
terça-feira, 30 de julho de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 330
| O papa chega à praia de Copacabana e encontra um milhão e meio de peregrinos entusiasmados, sem ligar para a chuva fina e o frio nada carioca. |
O Papa Francisco passou mensagens fortes aos políticos na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Sem perder a alegria contagiante e irradiando simpatia foi crítico severo de tudo que desumaniza e não ataca as fontes reais da pobreza e desigualdades sociais.
PAPA: OPÇÃO PELOS POBRES E CONDENAÇÃO DA CORRUPÇÃO
HELIO AMORIM – MFC/RJ
“Só pacificar as comunidades pobres, sem atacar o problema principal, isto é, o abandono da periferia, não será duradouro”, disse. No discurso na Varginha, o papa Francisco também fez referência aos recentes protestos que ocorreram no Brasil e pediu que os mais ricos e as classes políticas sejam menos egoístas e mais solidárias. E ainda pediu aos jovens que não fiquem desiludidos com a corrupção daqueles que "em vez de buscar o bem comum, procuram seu próprio benefício", pois "a realidade pode mudar, o homem pode mudar".
D
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epois de afirmar primeiro que queria encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para combater a fome e a miséria, o Papa declarou: “Nenhum esforço de pacificação será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma.”
“Queria lançar um apelo a todos que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: não se cansem de trabalhar para um mundo mais justo e solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo”, afirmou.
“Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais pobres”. “A igreja é advogada da justiça e defensora dos pobres, diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu, queremos ajudar em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem”.
Depois de afirmar primeiro que queria encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para combater a fome e a miséria, o Papa declarou: “Nenhum esforço de pacificação será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma.”
| O papa Francisco chega à Comunidade Varginha, no Rio, uma favela agora livre do tráfico de drogas. |
“Só pacificar as comunidades pobres, sem atacar o problema principal, isto é, o abandono da periferia, não será “duradouro”, disse. No discurso na Varginha, o papa Francisco também fez referência aos recentes protestos que ocorreram no Brasil e pediu que os mais ricos e as classes políticas sejam menos egoístas e mais solidárias. E ainda pediu aos jovens que não fiquem desiludidos com a corrupção daqueles que "em vez de buscar o bem comum, procuram seu próprio benefício", pois "a realidade pode mudar, o homem pode mudar".
“Queria lançar um apelo a todos que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: não se cansem de trabalhar para um mundo mais justo e solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo”, afirmou.
“Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais: a vida, que é dom Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz em uma simples transmissão de informações com o simples fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano.”
“Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram seu próprio benefício.”
“Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desaminem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A igreja está ao lado de vocês, trazendo o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida, e vida em abundância”.
“Quando somos generosos, acolhendo as pessoas necessitadas que não têm outra coisa que não sua pobreza!, partilhando a nossa comida e o nosso tempo, não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sempre que alguém bate à sua porta vocês sempre dão um jeito de compartilhar. Como diz o ditado, sempre se pode colocar mais água no feijão”.
FRASES
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| Imagem de Selma Amorim |
A maioria das pessoas só aprende as lições da vida, depois que a mão dura do destino lhe toca no ombro.
Napoleon Hill
Quem só tem o espírito da história não compreendeu a lição da vida e tem sempre de retomá-la. É em ti mesmo que se coloca o enigma da existência: ninguém o pode resolver senão tu!
Friedrich Nietzsche
Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.
Mahatma Gandhi
Posso dizer que foi você quem me ensinou a lição mais importante da minha vida: você me ensinou a sofrer.
Tati Bernardi
A vida dá lições que só se dão uma vez.
Winston Churchill
Aprendi que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.
William Shakespeare
Aprenda como se você fosse viver para sempre. Viva como se você fosse morrer amanhã.
Mahatma Gandhi
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