sábado, 21 de dezembro de 2013

QUESTIONÁRIO DO PAPA FRANCISCO PARA O SÍNODO EXTRAORDINÁRIO SOBRE A FAMÍLIA


QUESTIONÁRIO DO PAPA FRANCISCO PARA O SÍNODO EXTRAORDINÁRIO SOBRE A FAMÍLIA
   

O
 Papa Francisco enviou às dioceses do mundo o documento preparatório para a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, com o título “Os desafios da família no contexto da evangelização”, convocado pelo Sumo pontífice para outubro de 2014, destinada a especificar o “status quaestionis” e a recolher testemunhos e propostas dos Bispos para anunciar e viver de maneira fidedigna o Evangelho para a família. Em 2015, a segunda Assembleia Geral Ordinária procurar linhas de ação para a pastoral da pessoa humana e da família.

Dom Antônio Muniz
Dom Antônio Muniz, arcebispo metropolitano de Maceió, atendendo ao apelo do Papa pede às paróquias, movimentos, pastorais, associações e novas comunidades que façam chegar as suas famílias o questionário que deve ser respondido e devolvido até o final de janeiro do próximo ano.

Os membros do Movimento Familiar Cristão de Maceió devem imprimir e preencher o questionário abaixo e entregar a Coordenação de Cidade, na reunião do Conselho de Cidade, que acontecerá no dia 15 de janeiro de 2014, na Sede do MFC Maceió. Outra opção de envio é através do E-mail: mfcmaceio@gmail.com

Selecione o questionário, copie (Ctrl+c), cole no Word (Ctrl+v), responda as perguntas e salve no seu computador.
Depois é só enviar o arquivo por e-mail ou imprimir e entregar ao MFC MACEIÓ.

QUESTIONÁRIO

As seguintes perguntas permitiram às Igrejas particulares participarem, ativamente, na preparação do Sínodo Extraordinário, que tem a finalidade de anunciar o Evangelho nos atuais desafios pastorais a respeito da família.

1 - Sobre a difusão da Sagrada Escritura e do Magistério da Igreja a propósito da família

aa)   Qual é o conhecimento real dos ensinamentos da Bíblia, da Gaudium et Spes, da Familiaris Consortio e de outros documentos do Magistério pós-conciliar sobre o valor da família segundo a Igreja católica? Como os nossos fiéis são formados para a vida familiar, em conformidade com o ensinamento da Igreja?
bb)   Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente. Verificam-se dificuldades na hora de o pôr em prática? Se sim, quais?
cc)   Como o ensinamento da Igreja é difundido no contexto dos programas pastorais nos planos nacional, diocesano e paroquial? Que tipo de catequese sobre a família é promovida?
dd)   Em que medida – e em particular sob que aspectos – este ensinamento é realmente conhecido, aceite, rejeitado e/ou criticado nos ambientes extra-eclesiais? Quais são os fatores culturais que impedem a plena aceitação do ensinamento da Igreja sobre a família?

2 - Sobre o matrimônio segundo a lei natural
aa)   Que lugar ocupa o conceito de lei natural na cultura civil, quer nos planos institucional, educativo e acadêmico, quer a nível popular? Que visões da antropologia estão subjacentes a este debate sobre o fundamento natural da família?
bb) O conceito de lei natural em relação à união entre o homem e a mulher é geralmente aceite, enquanto tal, por parte dos batizados?
cc) Como é contestada, na prática e na teoria, a lei natural sobre a união entre o homem e a mulher, em vista da formação de uma família? Como é proposta e aprofundada nos organismos civis e eclesiais?
dd) Quando a celebração do matrimônio é pedida por batizados não praticantes, ou que se declaram não-crentes, como enfrentar os desafios pastorais que disto derivam?

3 – A pastoral da família no contexto da evangelização
aa)   Quais foram as experiências que surgiram nas últimas décadas em ordem à preparação para o matrimônio? Como se procurou estimular a tarefa de evangelização dos esposos e da família? De que modo promover a consciência da família como “Igreja doméstica”?
bb)   Conseguiu-se propor estilos de oração em família, capazes de resistir à complexidade da vida e da cultura contemporânea?
cc)   Na atual situação de crise entre as gerações, como as famílias cristãs souberam realizar a própria vocação de transmissão da fé?
dd)   De que modo as Igrejas locais e os movimentos de espiritualidade familiar souberam criar percursos exemplares?
ee)   Qual é a contribuição específica que casais e famílias conseguiram oferecer, em ordem à difusão de uma visão integral do casal e da família cristã, hoje credível?
ef) Que atenção pastoral a Igreja mostrou para sustentar o caminho dos casais em formação e dos casais em crise?

4 – Sobre a pastoral para enfrentar algumas situações matrimoniais difíceis
aa)   A convivência ad experimentum é uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-la numericamente?
bb)   Existem uniões livres de fato, sem o reconhecimento religioso nem civil? Dispõem-se de dados estatísticos confiáveis?
cc)   Os separados e os divorciados recasados constituem uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-los numericamente? Como se enfrenta esta realidade, através de programas pastorais adequados?
dd)   Em todos estes casos: como vivem os batizados a sua irregularidade? Estão conscientes da mesma? Simplesmente manifestam indiferença? Sentem-se marginalizados e vivem com sofrimento a impossibilidade de receber os sacramentos?
ee)   Quais são os pedidos que as pessoas separadas e divorciadas dirigem à Igreja, a propósito dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação? Entre as pessoas que se encontram em tais situações, quantas pedem estes sacramentos?
ff) A simplificação da praxe canônica em ordem ao reconhecimento da declaração de nulidade do vínculo matrimonial poderia oferecer uma contribuição positiva real para a solução das problemáticas das pessoas interessadas? Se sim, de que forma?
gg)   Existe uma pastoral para ir ao encontro destes casos? Como se realiza esta atividade pastoral? Existem programas a este propósito, nos planos nacional e diocesano? Como a misericórdia de Deus é anunciada a separados e divorciados recasados e como se põe em prática a ajuda da Igreja para o seu caminho de fé?

5 - Sobre as uniões de pessoas do mesmo sexo
aa)   Existe no vosso país uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimônio?
bb)   Qual é a atitude das Igrejas particulares e locais, quer diante do Estado civil promotor de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, quer perante as pessoas envolvidas neste tipo de união?
cc)   Que atenção pastoral é possível prestar às pessoas que escolheram viver em conformidade com este tipo de união?
dd)   No caso de uniões de pessoas do mesmo sexo que adotaram crianças, como é necessário comportar-se pastoralmente, em vista da transmissão da fé?

6 - Sobre a educação dos filhos no contexto das situações de matrimônios irregulares
aa)   Qual é nestes casos a proporção aproximativa de crianças e adolescentes, em relação às crianças nascidas e educadas em famílias regularmente constituídas?
bb)   Com que atitude os pais se dirigem à Igreja? O que pedem? Somente os sacramentos, ou inclusive a catequese e o ensinamento da religião em geral?
cc)  Como as Igrejas particulares vão ao encontro da necessidade dos pais destas crianças, de oferecer uma educação cristã aos próprios filhos?
dd)   Como se realiza a prática sacramental em tais casos: a preparação, a administração do sacramento e o acompanhamento?

7 - Sobre a abertura dos esposos à vida
aa)   Qual é o conhecimento real que os cristãos têm da doutrina da Humanae Vitae a respeito da paternidade responsável? Que consciência têm da avaliação moral dos diferentes métodos de regulação dos nascimentos? Que aprofundamentos poderiam ser sugeridos a respeito desta matéria, sob o ponto de vista pastoral?
bb) Esta doutrina moral é aceite? Quais são os aspectos mais problemáticos que tornam difícil a sua aceitação para a grande maioria dos casais?
cc)   Que métodos naturais são promovidos por parte das Igrejas particulares, para ajudar os cônjuges a pôr em prática a doutrina da Humanae Vitae?
dd) Qual é a experiência relativa a este tema na prática do sacramento da penitência e na participação na Eucaristia?
ee) Quais são, a este propósito, os contrastes que se salientam entre a doutrina da Igreja e a educação civil?
ff) Como promover uma mentalidade mais aberta à natalidade? Como favorecer o aumento dos nascimentos?

8 - Sobre a relação entre a família e a pessoa
aa) Jesus Cristo revela o mistério e a vocação do homem: a família é um lugar privilegiado para que isto aconteça?
bb) Que situações críticas da família no mundo contemporâneo podem tornar-se um obstáculo para o encontro da pessoa com Cristo?
cc) Em que medida as crises de fé, pelas quais as pessoas podem atravessar, incidem sobre a vida familiar?

9 - Outros desafios e propostas
Existem outros desafios e propostas a respeito dos temas abordados neste questionário, sentidos como urgentes ou úteis por parte dos destinatários?


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

PALAVRA REALIZADA

Dom José Alberto Moura, CSS
Dom José Alberto Moura, CSS
Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

J
á, às vésperas do Natal, contemplamos o que acontece com o plano de Deus para a humanidade. Ele nos havia falado através da criação, da natureza e dos profetas, que sua aliança conosco seria em ordem ao amor, profundamente realizador. Isto supõe sempre a liberdade de aceitarmos ou não sua palavra orientadora. O não humano nos desgastou e nos colocou em nossa insuficiência. Sem Ele não temos base adequada de realização. Estragamos com o convívio, com a natureza e toda a sorte de promoção do bem de cada um.
Foi preciso que Deus pronunciasse outra Palavra, em seguida, para mostrar o rumo da vida dentro da compreensão de nosso ser humana. O Filho assumiu nossa carne e nos fala do jeito nosso para compreendermos a Palavra do Pai. Em Jesus temos a Palavra realizada e realizadora. É preciso escutá-la, aceitá-la, assumi-la e transmiti-la. Isso é a tarefa que o nascimento de Deus-humano nos apresenta. Jesus é a Palavra do Pai que se torna um de nós e nos vai indicando o caminho que leva à vida de plena realização. A história presente é de fundamental importância, com os cuidados de quem segue as pegadas do Filho, para acertarmos o caminho da vida.

Na conversa do anjo com Maria, anunciando sua maternidade em relação ao Filho de Deus, foi-lhe dito: “Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lucas 1,33). De fato, em toda a caminhada humana na terra, é preciso aceitarmos o reino do Filho. Só Ele nos dá garantia de vida plena e salvação na terra e para o céu. Quando Ele reina, há solidariedade, justiça, entendimento, compaixão, inclusão social, união de esforços para a promoção da vida, da família e do bem comum. A natureza é respeitada. Não há concentração de terra, de dinheiro, de fruto da ciência e da cultura nas mãos de alguns em detrimento dos demais. O exercício do poder e das vocações se dá na dimensão do serviço a todos. Ninguém passa necessidades. O caráter é cultivado para o bem. A mídia se torna um instrumento de promoção da verdade, da dignidade da vida, da família e da boa educação... Até se aprenderá com as plantas a necessidade de frutificação: “Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor” (Cântico 2,13). Recebemos talentos e devemos fazê-los frutificar em bem da coletividade.

No Filho Deus pronuncia sua Palavra definitiva. Acolhendo-a somos capazes de ser também pessoas de palavra porque assumimos a Palavra ou o Verbo feito carne. Vivemos, então, a vida nova que nos impulsiona a realizar o que Deus nos propõe. Nossa convivência se torna outra: de amor, respeito e promoção da dignidade humana, a partir dos mais deixados de lado. Tornamo-nos pessoas do bem, mesmo se isso exigir sacrifício, doação, disponibilidade, renúncias e superação do egoísmo. Cooperamos incansavelmente com a justiça e a paz! Com o Verbo feito carne também nos tornamos pessoas que dão vida e esperança para todos. Como o apóstolo Paulo vivemos a vocação: “É por ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado” (Romanos 1,5).

Fonte: CNBB


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A AMIZADE E O TEMPO - Artigo de James Magalhães de Medeiros

A AMIZADE E O TEMPO

James Magalhães de Medeiros
MFC Maceió

T
em razão o Pe. Fábio de Melo, quando nos orienta a virar a página e colocar um ponto final nas coisas que nos fazem mal, pois a vida é um círculo e não um quadrado. Daí a necessidade de termos pressa para sermos felizes, inclusive porque não sabemos quanto tempo nos resta. E o mais interessante ainda é que temos ciência do início, do começar, mais nada sabemos sobre a caminhada, e muito menos da chegada.

Foi assim que tudo começou, apenas a certeza de que “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. ...”, conforme nos ensina o Eclesiastes, 3.

Foi de um encontro casual, quando muitos tentaram ingressar na Universidade, pelo vestibular, e com a publicação do resultado, que foi definida a turma do curso de Direito, que iniciou o ano letivo de 1969, na Faculdade de Direito, no prédio que atualmente pertence a  Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Alagoas.

Com o tempo os anos foram passando e a convivência pavimentou uma amizade verdadeira e sólida no seio daquela turma, que, mesmo após a solenidade de formatura, os Bacharéis de 1973, turma “José Sílvio Barreto de Macedo”, continuaram se reunindo, duas, três vezes por ano, até que o sentimento da verdadeira amizade tocou mais forte, sendo então batizada de TURMA “AMIGOS PARA SEMPRE”, que perdura até os dias atuais.

Concluído o período do Curso de Direito, cinco anos, tivemos as solenidades de conclusão, que aconteceram nos dias 14 e 15 de dezembro de 1973, quando, já diplomados, partimos para realizar os sonhos da profissão, seguindo cada um a sua aptidão e o seu perfil pessoal.

Mesmo com a dispersão, em decorrência das conquistas alcançadas, o sentimento da amizade continuou a unir o grupo, até o momento presente, quando completamos quarenta anos de formados. A alegria é uma só, no semblante de cada um de nós.

Não vou citar os nomes das pessoas integrantes da turma, primeiro para não cometer injustiças, e segundo, porque são vários e o espaço disponível não comportaria, todavia ressalto que tudo que construímos e vivemos, deve-se a liderança da colega e amiga, Promotora de Justiça, aposentada, Maria Amélia Rebelo Brandão, que, com a sua humildade e o seu carisma liderou a galera, nos mantendo unidos e amigos para sempre.

Motivados pela amizade e pelo exemplo, homenageamos a colega e amiga, Amélia, com uma placa, na qual foi inserida uma sentimental mensagem, da qual destacamos o que segue, como lição de vida: “... Fomos importantes uns para com os outros. Compartilhamos sonhos e projetos. Lágrimas foram derramadas e sorrisos, estampados. Tristezas sentidas e muitas alegrias. Mas os repetidos e amoráveis momentos de união fraternal seriam de certo impossíveis de realização se não tivéssemos a tua liderança. Foste a maestrina que orquestrou e regeu a sinfonia dos nossos corações, plasmando a turma “AMIGOS PARA SEMPRE”... .


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014 É TEMA DE REUNIÃO HOJE NA CÚRIA DE MACEIÓ


N
esta quarta-feira (18), às 9 horas, representantes dos organismos da Arquidiocese de Maceió se reúnem com o Monsenhor José Augusto, Vigário Geral, na Cúria Metropolitana para estudar o Texto Base da Campanha da Fraternidade 2014.

O objetivo do momento é preparar a reunião que acontecerá com representantes da sociedade civil e institucional no próximo ano. A presença do coordenador ou representante dos movimentos, pastorais e demais entidades ligadas à Arquidiocese de Maceió na reunião é imprescindível para o sucesso da reunião que acontecerá com os representantes da sociedade civil e institucional.

A Campanha da Fraternidade 2014 tem como tema “FRATERNIDADE E TRÁFIGO HUMANO” e o lema “PARA LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU (Gl 5,1)”. Com o objetivo geral de identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

Representantes da Coordenação de Cidade de Maceió e da Coordenação Estadual Alagoas do Movimento Familiar Cristão participam da reunião. Pela ECCi-Maceió, os casais Péricles e Ula (Coordenadores de Cidade) e Clerisvaldo e Ivanilda (Assessoria Cúria). Pela ECE-Alagoas, confirmou presença o coordenador estadual, Gilson Romeiro.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

10 DICAS PARA VIVER BEM UM RELACIONAMENTO

Prof. Felipe Aquino
Prof. Felipe Aquino
Do livro: Família, Santuário da Vida

U
ma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava com terapia conjugal, elaborou os 'dez mandamentos do casal'.

Gostaria de analisá-los, já que trazem muita sabedoria para a vida e a felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os nossos próprios.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
A todo custo, evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegura a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso nos convencermos de que, na explosão, nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: destroços, mortes e tristezas; portanto, jamais podemos permitir que a explosão chegue a acontecer. Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda (PE), tem um belo pensamento que diz: "Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura"

2. Nunca gritar um com o outro.
A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria. Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente e, por isso, precisa impor, pelos gritos, aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.

3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, mas no diálogo não. Portanto, se, por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro “vença” para que, mais rapidamente, ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de “guerra”, uma luta inglória. “A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral”, dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas. Não podemos nos esquecer de que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Às vezes, uma pequena discussão esconde, por muitos dias, o sol da alegria no lar.

4. Se for inevitável chamar à atenção, fazê-lo com amor.
A outra parte tem de entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva, pois esta é amorosa, sem acusações nem condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. Reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa lhe dizer. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos alguém por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente, não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que este mal não ocorra nos momentos de discussão. Nessas horas, o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta e tudo de mau pode acontecer em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas.

Nos tempos horríveis da Guerra Fria, quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou ao mundo: "A paz impõe-se somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade”. Ora, se isso é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo, “primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros”. E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: “Se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz”. Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz, e ela tem um preço: a nossa maturidade.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois, tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou, no dia anterior, para ferver o leite sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa.
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas se esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isso também com palavras. Especialmente para as mulheres, pois nelas isso tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância.

Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer! "Eu te amo”, “você é muito importante para mim”, “sem você eu não teria conseguido vencer este problema”, “a sua presença é importante para mim”, “suas palavras me ajudam a viver”… Diga isso ao outro, com toda sinceridade, toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.

9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas.
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos, não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isso é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam.
É a sabedoria popular que ensina isso. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será “não por lenha na fogueira”, isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes, é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes, será por um abraço carinhoso ou por uma palavra amiga. Todos nós temos a necessidade de um “bode expiatório” quando algo adverso nos ocorre. Quase inconscientemente, queremos, como se diz, “pegar alguém para Cristo”, a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. Isto é um mecanismo de compensação psicológica que age em todos nós nas horas amargas, mas é um grande perigo na vida familiar.

Quantas e quantas vezes acabam “pagando o pato” as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. Às vezes, são os filhos que apanham do pai que chega em casa nervoso e cansado; outras, é a esposa ou o marido que recebe do outro uma enxurrada de lamentações, reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.

Temos de nos vigiar e policiar nestas horas para não permitir que o sangue quente nas veias gere uma série de injustiças com os outros. E temos de tomar redobrada atenção com os familiares, pois, normalmente, são eles que sofrem as consequências de nossos desatinos. No serviço, e fora de casa, respeitamos as pessoas, o chefe, a secretária etc, mas, em casa, onde somos “familiares”, o desrespeito acaba acontecendo. É preciso toda a atenção e vigilância para que isso não aconteça. Os filhos, a esposa, o esposo, são aqueles que merecem o nosso primeiro amor e tudo de bom que trazemos no coração. Portanto, antes de entrarmos no recinto sagrado do lar, é preciso deixar lá fora as mágoas, os problemas e as tensões. Essas até podem ser tratadas na família, buscando-se uma solução para os problemas, mas, com delicadeza, diálogo, fé e otimismo.

Prof. Felipe Aquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos".

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

RECORDANDO AS MUDANÇAS NA IGREJA

Hélio Amorim - MFC/RJ
Hélio Amorim
MFC/RJ

Os mais jovens podem não acreditar nestas recordações...

N
o passado ainda recente, antes do Concílio Vaticano II, anos 60, aprendíamos nos bancos das nossas escolas católicas que a concepção do homem era dicotômica: corpo e alma, duas realidades distintas, uma destinada a sofrer "desterrada neste vale de lágrimas", a outra destinada ao céu ou inferno, com provável passagem purificadora pelo purgatório, no primeiro caso.

O corpo era um risco para a salvação, por estar fortemente sujeito às tentações do demônio, sempre presente e próximo de cada incauto, pronto a levá-lo à perdição.

A forma de se proteger da ação permanente do demônio onipresente eram as mortificações e sacrifícios auto impostos, a oração e leituras piedosas mas,  especialmente, as práticas religiosas que ofereciam o passaporte garantido para o céu.

A mais difundida era comungar em nove consecutivas primeiras sextas-feiras do mês. Segundo constava, numa revelação de Jesus em aparição a um dos santos da Igreja, essas nove comunhões assegurariam definitivamente a salvação. Todos então partiam para a conquista desse habeas corpus preventivo, alimentando secretamente a expectativa de liberdade total depois dessa conquista... e, cuidado: morrer antes da nona comunhão poderia pôr tudo a perder.

Acontece que essa salvação assim espertamente assegurada, não nos livraria de pagar a conta pelas bobagens cometidas durante a vida. Uma passagem purificadora pelo purgatório era quase inevitável, a menos que morrêssemos "em estado de graça", absolvidos no último momento de todas as culpas, pela confissão feita a um sacerdote.

Como essa possibilidade era precária, e considerando que a permanência no purgatório era determinada em dias, anos ou séculos, conforme a gravidade das nossas artes, éramos orientados a acumular créditos durante a vida. Chamavam-se indulgências. Nos livros de orações, cada uma terminava com a indicação correspondente dos créditos gerados cada vez que fosse recitada: 300 dias de indulgência, por exemplo. Algumas dessas orações eram apenas uma curta invocação, chamada jaculatória, para facilitar-nos decorar e repeti-las maquinalmente dezenas ou centenas de vezes ao dia.

Para a contabilidade, o colégio distribuía, no início de cada mês, um impresso em que devíamos anotar as indulgências que se conquistavam cada dia, com espaço para a totalização no fim do mês. Algumas orações, como uma de Santo Tomás de Aquino, asseguravam indulgência plenária, se rezadas imediatamente depois da comunhão. Desequilibravam a contabilidade e confundiam as anotações porque apagavam todas as penalidades de purgatório acumuladas até aquele momento...

Todas essas indulgências eram gratuitas, ao contrário de práticas do passado em que a história registra a sua venda habitual, pela Igreja, a personalidades pouco merecedoras, interessadas em comprar o céu a preços módicos (uma das razões alegadas por Lutero para romper com a Igreja há cinco séculos).

Por outro lado, os cristãos, mesmo adultos, estavam proibidos de ler uma imensa lista de livros que poderiam colocar em risco a sua fé. Era pecado grave desrespeitar o Index dos livros proibidos. Lá estavam, por exemplo, os de Darwin e dos seus seguidores, que elaboravam a teoria da evolução das espécies, derrubando a crença equivocada de que o relato bíblico da Criação fosse uma crônica histórica, já arranhada pelas descobertas de Copérnico e Galileu - todos eles cientistas a quem a Igreja pediu perdão.

Muitas outras restrições e proibições se acumulavam, engessando o desenvolvimento da consciência crítica dos cristãos para não se perderem, resultando em alienação e fuga à responsabilidade na construção do Reino.

Ora, o famoso Index dos livros proibidos desapareceu, e as teorias de Darwin, já agora muito desenvolvidas e documentadas, são ensinadas nas escolas católicas.

A separação entre o corpo e a alma, como duas realidades distintas e superpostas, herança do neoplatonismo, já não faz parte da doutrina católica. A história humana é valorizada, não é tempo de degredo ou exílio, e o mundo não deve ser um vale de lágrimas. O cristão é desafiado a empenhar-se na construção de um mundo justo e fraterno, para que assim seja feita a vontade de Deus, aqui na terra, como já prometido para o céu.

Muito mais foi mudando ao longo destes anos ainda recentes, e vão continuar mudando neste papado. É um processo saudável de purificação de crenças e normas que mantinham cristãos adultos no nível de fé infantil.

As muitas falas surpreendentes e a primeira exortação apostólica de Francisco, “Evangelii Gaudium”, já avançam decididamente na depuração de doutrinas e práticas ensinadas nas últimas décadas.

Texto extraído do CORREIO MFC BRASIL Nº 345 de 14/12/2013


domingo, 15 de dezembro de 2013

HOJE, 219ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


LITURGIA DO 3º DOMINGO DO ADVENTO - 15/12/2013

   
3º DOMINGO DO ADVENTO



PRIMEIRA LEITURA (Is 35,1-6a.10)

Leitura do Livro do Profeta Isaías:
1Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. 2Germine e exulte de alegria e louvores. Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus.

3Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. 4Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para nos salvar”.

5Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. 6aO coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos.

10Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos; cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 145)

— Vinde, Senhor, para salvar o vosso povo!

— O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

— O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído,/ o Senhor ama aquele que é justo,/ é o Senhor que protege o estrangeiro.

— Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde os caminhos dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião, o teu Deus reinará.

SEGUNDA LEITURA (Tg 5,7-10)

Leitura da Carta de São Tiago:
Irmãos: 7Ficai firmes até à vinda do Senhor. Vede o agricultor: ele espera o precioso fruto da terra e fica firme até cair a chuva do outono ou da primavera.

8Também vós, ficai firmes e fortalecei vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.

9Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está às portas. 10Irmãos, tomai por modelo de sofrimento e firmeza os profetas, que falaram em nome do Senhor.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Mt 11,2-11)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 2João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, 3para lhe perguntarem: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?”

4Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: 5os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. 6Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!”

7Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis.
9Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. 10É dele que está escrito: “Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. 11Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLETINDO A PALAVRA
“A VINDA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA”
Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

ELE VEM PARA NOS SALVAR
A antífona de entrada “Alegrai-vos sempre porque o Senhor está próximo” dá a este domingo o nome de “Gaudete” (alegrai-vos). Nesse sentimento pedimos na oração da Missa “que possamos chegar às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia”. Até as cores dos paramentos lembram o sol nascente simbolizando a vinda de Cristo que se aproxima. Usa-se a simbologia da aurora que traz as primeiras luzes do sol. Já sentimos a alegria do nascimento de Jesus que se aproxima. A alegria é fruto do Espírito. A vinda de Cristo não se reduz ao Natal, mas se anuncia como gloriosa na Páscoa. Tiago convida a ficar como o agricultor que espera o precioso fruto da terra (Tg 5,7). Nesse ano a liturgia traz a figura de João Batista que vê nas obras de Cristo os sinais do prometido Messias. E manda discípulos seus perguntar se Êle é Aquele que deve vir (Mt 11,3). João vê que em Jesus se realizam as promessas do Antigo Testamento. Jesus mostra que os milagres realizados correspondem à profecia de Isaias e de outros profetas (Is 35,5): “Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, os pobres são evangelizados (Mt 11,5).. João é a figura da espera coerente. Por isso Jesus o elogia como mais que um profeta. Mas o menor no Reino de Céus é maior do que João. Jesus é este menor do Reino. João é testemunho da integridade. Não é um ramo que é levado de um lado para o outro pelo vento. Não segue ideologias que atraem as pessoas para o vazio.  Não vive do luxo dos prazeres, como Herodes que tb estava no deserto. João é um profeta. É um modelo para os cristãos como diz Tiago: “Tomai por modelo de sofrimento e firmeza os profetas que falaram em nome do Senhor” (Tg 5,10). João se alegra com a vinda do Messias e dá por cumprida sua missão.

TRANSFORMAÇÕES DA VINDA DE CRISTO
O profeta Isaias acena para os tempos futuros dando ânimo aos que estavam desanimados: “Dizei às pessoas deprimidas: ‘Criai animo, não tenhais medo!... Ele vem para nos salvar... não mais conhecerão a dor” (Is 11,3.10). A transformação proclamada por Isaias anima o povo muito sofrido com o desastre nacional. A promessa da volta do exílio traz uma renovação. Esta renovação traz vida nova aos cegos, cochos, aleijados. É o que Jesus apresenta como prova aos discípulos enviados por João: “Ide contar a João o estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a visa, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os cegos vêem... Deus em sua fidelidade faz justiça aos oprimidos, dá alimento aos famintos... abre os olhos aos cegos... ampara o órfão e a viúva” (Sl 145). Socorrer os sofredores é uma atitude Divina. O tempo do Advento coloca em nossas mãos a responsabilidade de dar esse testemunho ao mundo, cuidando dos necessitados. O papel do cristão é animar os sofredores com atitudes concretas. Assim será profeta. Deverá ser firme na fé e não um caniço agitado pelo vento.

PLENITUDE DOS BENS
A oração da missa chama ao tempo do tempo de Natal: “Chegar às alegrias da salvação e celebrá-la com intenso júbilo na solene liturgia”.  Cristo não vem para o castigo, mas para dar a recompensa de Deus. Ele vem para nos salvar (Is 35,4). Com Ele temos a plenitude dos bens. Vivemos a plenitude da Graça na celebração do Natal, por isso é preciso preparar-se para as festas (Oração final). A melhor forma da graça é aquela que transforma a vida em graça. Jesus se fez tudo para todos. É nosso modelo e força.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia. Amém!

Editado por JorgeMacielNews


sábado, 14 de dezembro de 2013

CONFRATERNIZAÇÃO EM MURICI E MISSA EM MACEIÓ MOVIMENTA O MFC NESTE SÁBADO (14)

    
O
 Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas se reúne na noite deste sábado (14), para a tradicional confraternização natalina com a presença de seus dirigentes, assessor eclesiástico, membros, familiares e amigos.

No próximo sábado, 21 de dezembro, a família mefecistas muriciense promove a 1ª Festa “CRIANÇA E O MENINO JESUS NESTE NATAL”, no Ginásio de Esportes de Murici, a partir das 15 horas, quando serão distribuídos lanches e presentes com as crianças carentes da comunidade.

MFC MACEIÓ

A Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió manda celebrar neste sábado (14), às 19 horas, Missa em Ação de Graças no Santuário de Nossa Senhora de Fátima (Ponta da Terra), próximo a Sede do MFC, em agradecimento pelo ano que se finda e pedir ao Pai Maior, bênçãos para o ano que se aproxima.

A Coordenação da Equipe Cidade de Maceió convida toda a família mefecista maceioense para participar com sua família desta Santa Missa em Ação de Graças.