domingo, 5 de abril de 2009

GRUPO VIDA

Casais militantes do MFC MACEIÓ cujos respectivos grupos de origem estavam extintos sentiram–se alijados dos compromissos básicos do nosso Movimento: das reuniões periódicas e necessárias, das práticas desenvolvidas para decisões fundamentais e vivenciais e fraternais do grupo como um todo. Daí a idéia de criar um novo grupo de base.

Os casais PAULO e MARILÚCIA, VAVÁ e MARIA, BETUCA e TÂNIA, VALVERDE e ROSA, JULIO e SONIA, CLÁUDIO e BETH, se reuniram na residência de PORFÍRIO e GAL, em 5 de agosto de 1995, instituindo, assim, o novo grupo de base que, por idéia da Gal e por unânime concordância, foi chamado de GRUPO VIDA.

Com o GRUPO VIDA em plena atividade, foram incorporados ANA SORIANO, GERALDO e NAZARÉ, PÉRICLES e ULA, VICENTE e SOCORRO, DORGIVAN e VIRGINIA, EDELZITO e VERA e como casal convidado, TIÃO e SUELY que são membros do Grupo Caná da Galileia.

Hoje, o GRUPO VIDA está consolidado, está encravado sobre a rocha cristã e fixado às grandes amizades que envolvem seus componentes.

Até agora, o GRUPO VIDA, sempre esteve presente em todos os eventos patrocinados pelo MFC e nunca deixou de realizar as suas reuniões quinzenais, onde se realizam debates de vários assuntos necessários ao desenvolvimento do grupo e do MFC.

Por falta de um local adequado, o GRUPO VIDA guarda todo o acervo, completo, dos documentos originais, quadrantes, fotografias e relatórios, do período de 1980 a 2008, que possibilitaram a realização do livro “DOCUMENTO HISTÓRICO DO MFC MACEIÓ” de autoria de Mário Humberto Peixoto Lima, o popular BETUCA.
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sábado, 4 de abril de 2009

VALVERDE: TRÊS NOMES DE UMA ESTRELA MEFECISTA






Certa feita, durante uma viagem de avião, um amigo contou-me uma história e esta história versava sobre o seu nome, então ele dizia, não gosto do meu nome! Porque se refere a um sobrenome espanhol que nada tem haver com a cultura brasileira. O certo, é que ele não estava satisfeito, demonstrava muito bem sua insatisfação. Foi quando lhe perguntei o porquê da palavra e qual seria a sua origem? Contou que sua mãe era leitora de romances e que em um dos contos encontrou o tal nome, encantada com a palavra, resolveu denominar o filho. Diante da explicação do amigo, elogiei o nome, dizendo que era diferente e representava um destaque singular.

Hoje, teimosamente, fazendo uso da amizade que nos une, resolvi por conta própria, como conhecedor do trabalho de evangelização do meu amigo irmão, fazer com que todos perceba que o nome de batismo do amigo tinha uma forte razão de ser, coisa do destino, como as previsões dos sábios, astrólogos e profetas que enxergavam adiante o futuro das pessoas; dou-lhe um pseudônimo VAIVERDE, por que longe vão os caminheiros de Jesus, e meu irmão é um desses mensageiros incansável, que faz da BOA NOVA de CRISTO o Canto que Encanta, que Transforma, que Liberta, Acalma, Santifica e Salva. Neste binômio está o VAI, do envio, dos que são missionários, caminham sem cessar, bate de porta em porta, visita os doentes, dar água a quem tem sede, cura os paralíticos com suas palavra de conforto e de amor, ama a todos sem distinção. VERDE porque é vida, representa a esperança e como bem diz o salmo 23,1-2 “O senhor é meu pastor, nada me falta. Em verdes pastagens me faz repousar; para fontes tranqüilas me conduz”, muitos o segue e buscam no SEU exemplo de BOM CRISTÃO a fortaleza para como Ele, fazer Novas Todas as Coisas: denunciando, investigando, protegendo, orando, promovendo o bem comum, no combate a Injustiça.

Meu Irmão VALVERDE, sempre fostes um VALEVERDE, admiro o teu trabalho e o teu exemplo, e digo, sou mefecista meia tigela diante de tua sabedoria, teu exemplo e teu amor a Cristo e aos Irmãos, e como a luta continua, digo avante, porque és obstinado e a messe é grande. Que Você seja sempre este Vale de Esperança e de Amor.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

GRUPO AMIZADE

Durante a 10ª Nucleação do Movimento Familiar Cristão de Maceió, realizada em outubro de 1994, nasceu o GRUPO AMIZADE, formado pelos casais Sandra e Ermi, Marly e Beto, Margot e Arthur, Verônica e Helion, Anginha e Luizinho, Geralda e Wilza e Antonino.

O grupo, se conheceu no encontro e desde os primeiros momentos criaram laços muito fortes de amizade e amor, surgindo assim o nome carinhoso de GRUPO AMIZADE.

Durante esses 15 anos de atuação mefecista, o GRUPO AMIZADE vem desenvolvendo um trabalho de evangelização e ações filantrópicas em parcerias com outros grupos e entidades ligadas à Igreja Católica Apostólica Romana.

Com o mesmo entusiasmo que praticam a religiosidade, o GRUPO AMIZADE é bastante ativo nas atividades sociais, promovendo constantemente o encontro dos participantes do grupo em eventos de lazer, proporcionando uma melhor integração do grupo.

Seus integrantes são participantes ativos das ações promovidas pelo Movimento Familiar Cristão, tendo seus membros participados nos últimos três anos de todos os momentos do MFC Maceió.

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PAPA NOMEIA CÔNEGO HENRIQUE SOARES NOVO BISPO AUXILIAR DE ARACAJU

O papa Bento XVI nomeou, nesta quarta-feira, 1º de abril, o cônego Henrique Soares da Costa como bispo auxiliar da arquidiocese de Aracaju, no estado de Sergipe. A nomeação atende ao pedido do arcebispo da capital sergipana, dom José Palmeira Lessa.

Cônego Henrique, 45, é alagoano de Penedo. Fez seus primeiros estudos em Junqueiro (AL) e em Maceió. De 1981 a 1984 fez o Seminário de Maceiro e, em 1984, recebeu o bacharelado em Filosofia pela Universidade Federal de Alagoas. De 1985 a 1989 foi noviço no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, e no Mosteiro Trapista de Nossa Senhora do Novo Mundo, no Paraná.

Em 1990, volta para o Seminário de Maceió onde inicia a Teologia. No ano seguinte, vai para Roma e conclui a Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana com mestrado em Teologia Dogmática.

Ordenado padre em 15 de agosto de 1992, cônego Henrique é reitor da Igreja Nossa Senhora do Livramento, em Maceió, desde 1994. Foi professor de teologia no Seminário Provincial de Maceió e no Curso de Teologia do centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC). Lecionou, ainda, no Instituto Franciscano de Teologia, em Olinda, e no Instituto Sedes Sapientiae, em Recife.

Na arquidiocese de Maceió, foi membro do Conselho Presbiteral, do Cabido Metropolitano, do Colégio de Consultores; vigário episcopal para os leigos e coordenador da Comissão de Formação Política e responsável pelos diáconos permanentes.
Fonte: CNBB

terça-feira, 31 de março de 2009

JEJUM DE SOLIDARIEDADE

Acontece nesta sexta-feira (03) na Praça da Assembléia Legislativa, o Jejum de Solidariedade às pessoas que passam fome no mundo. Este gesto (jejum) é um momento de rica espiritualidade e reflexão que nos remete ao próprio Jesus Cristo que jejuando fortaleceu ainda mais o inicio de sua missão. Com este gesto queremos também iniciar a Semana Santa em sintonia com milhões de irmãos e irmãs que são obrigados a viverem na mais humilhante e degradante miséria. Miséria que é fruto da ambição, do egoísmo, da concentração de riquezas e da falta de vivencia da palavra de Deus.

Todos os membros de movimentos, pastorais, entidades, grupos e religiosos estão convocados a jejuar e participar deste dia de fé, solidariedade e compromisso com o Deus da vida, pois na fidelidade ao Deus dos pobres, a serviços dos povos da terra queremos “ver brotar o direito como água e correr a justiça como o riacho que não seca” (Amós 5,24).

A organização do encontro será do Padre Rogério Madeiro Pereira, CM, Coordenador das Pastorais Sociais e Organismos da Arquidiocese de Maceió.

PROGRAMAÇÃO

Data: 3 de abril (sexta-feira)
Local: Praça da Assembléia Legislativa

· 08h – Sem terra não há pão (Padre Rogério)
· 09h – Cinzas e penitência (Padre Raul)
· 10h – Lava-pés e missão (Irmã Raimunda)
· 11h – Sem justiça não há paz (Padre Fausto)
· 12h – Eucaristia e compromisso (Padre Alex)
· 13h – Calvário e serviço (Irmã Teresa)
· 14h – Crucificação e martírio (Irmã Cícera)
· 15h – Sem pão não há justiça (Pastor Wellington)
· 16h – Ressurreição e libertação (Missionários do Campo)
· 17h30 – Celebração ecumênica: Sem justiça não há paz (Pastor Wellington, Padre Fausto e Padre Alex).
· 18h15 – Partilha do pão com meninos e meninas de rua (projeto Erê)

domingo, 29 de março de 2009

MARCO MOTA






Estou convencido de que o sucesso é uma conseqüência de causa e efeito, isto é, estabelece-se um objetivo e, com força de vontade, perseverança e tenacidade, persegue-se a conquista do ideal estabelecido. Os orientais definiram, com muita propriedade, esta assertiva: "Faze o que deves e conquistarás o que desejas". Entretanto, não posso deixar de reconhecer que determinadas pessoas, independentemente da genética, nasceram fadadas ao triunfo.

Marco Antônio Mota Gomes é um desses privilegiados. Adolescente, era exímio jogador de futebol, atleta do time juvenil do CRB. Recebeu, inclusive, propostas de clubes do Rio de Janeiro e São Paulo. A medicina falou mais alto. Especializou-se em cardiologia. Professor da Escola de Ciências Médicas de Alagoas, membro ativo da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, foi Presidente Latino-Americano do Movimento Familiar Cristão (MFC).

Articulista de O Jornal, granjeou, de imediato, um número enorme de admiradores graças à beleza da mensagem de suas crônicas. Reuniu algumas delas em seu primeiro livro, Falando de Coração. Destaco alguns tópicos da crônica "O simples e o evoluído”, que revelam o escritor nato: Evolução é o estágio superior do amor e só pode ser encontrado nas pessoas que partem do simples e se desviam do complexo. Algumas pessoas podem fazer o caminho do simples para a complexidade, e até voltarem para o simples para de novo seguirem evoluindo, e isso é chamado de sabedoria. As coisas evoluídas são complexas, e as pessoas que evoluem são sábias.

Evidencio o resgate que fez do mandacaru, cacto que simboliza, na imaginação popular nordestina, o egoísmo, pelo fato de não proporcionar, na aridez da caatinga, nem sombra, nem encosto: Os sertanejos são conhecedores do simbolismo e das riquezas do mandacaru. Planta que retrata bem o sofrimento de um povo, de uma raça e de uma geração que resiste ao tempo e teima em continuar vivendo. Planta um pouco esquisita, para quem nunca viu. De uma beleza exótica e nem sempre admirada por todos. O local escolhido pelo mandacaru para criar vida é sempre onde a vida é uma hipótese remota. Surge como uma "teimosia". Parece querer dizer que é possível nascer e se desenvolver em meio a tanta desesperança. Consegue ser verde onde a cor predominante é a do chão queimado e o colorido é visão, vista turva, delírio. Cresce forte e se protege dos predadores gerando espinhos finos e afiados, e o mais impressionante é que consegue num gesto inexplicável dar uma flor de rara beleza, embora não exale perfume.

Oferece-nos uma bela definição do amor: Eu prefiro pensar que o amor nunca acaba. O amor existe, muitas vezes transparente numa relação harmônica e, às vezes, escondido em relações conflituosas e difíceis. O amor parece-me muito mais uma possibilidade humana inesgotável e um estágio permanente de luta para a conquista de felicidade do que mesmo um valor mensurável de afeto que possamos ter por alguém. Visto desta forma, o amor surge muito mais como essa possibilidade de cada indivíduo buscar ser feliz, implicando em que essa busca esteja sempre relacionada com o outro que desejamos, também, fazer feliz. O amor não aprisiona o amante nem o amado. O amor liberta.

No Dia Internacional da Mulher, destaca Anita, uma criatura inesquecível, cuja amizade eu tive o privilégio de receber: A minha vida já foi marcada por um amor especial por uma mulher que hoje permanece "ressuscitada" em minha memória e só depois de vinte e quatro anos de nossa "separação", resolvi revelar publicamente. Com ela aprendi a ser homem e a distinguir o certo do errado: com ela aprendi a ser solidário e a ter um coração disponível para entender o outro; com ela aprendi a rezar e a acreditar que a oração move sempre o indivíduo ao encontro de seus problemas, sem alienação; mas com ela aprendi, principalmente, a conviver com os meus defeitos e tentar superá-los, aí acho que é onde reside a minha maior virtude.

Marco Antônio, em sua simplicidade, considera-se apenas um contador de histórias, mas, na verdade, nos oferece ensinamentos para encontrar o simples, pois é através dele que encontramos o caminho para Deus.

CNBB diz que ninguém foi excomungado no caso de aborto da menina de 9 anos

Apesar de o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, ter anunciado a excomunhão dos envolvidos no caso da menina de 9 que fez aborto por ter sido estuprada pelo padrasto , na quinta-feira a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou que ninguém foi punido pela Igreja. Numa tentativa de minimizar os efeitos das declarações de Dom José Cardoso Sobrinho, a CNBB alegou que o arcebispo apenas teria avisado que a conduta dos envolvidos poderia resultar na excomunhão.

Para a CNBB, a polêmica em torno das declarações do religioso tiram de foco o centro do problema: a violência que a menina vinha sofrendo há três anos dentro de casa.

- Na verdade, o bispo não excomungou ninguém. O bispo anunciou que esse tipo de ato traz consigo, pelas normas católicas, tal possibilidade. Tenho certeza de que Dom José não teria, de forma alguma, a intenção de ferir quem já estava ferido, mas de chamar a atenção justamente para um certo permissivismo que faz com que a vida do nascituro não seja considerada - disse Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB.

- O seu grito e o seu desabafo em torno da excomunhão em nenhum momento se dirigiram às vítimas. Tenho certeza de que Dom José não quis ferir quem já estava ferido - repetiu Dom Dimas Lara Barbosa, secretário da conferência.

Para ele, a intenção do colega era chamar a atenção para a permissividade que levaria as pessoas a desconsiderar a vida de quem ainda está no ventre da mãe.

Dom Dimas disse que a menina, por não ter consciência, e sua mãe, por ter agido "sob pressão", não podem ser excomungadas. Já no caso de médicos que declararam ter intenção de praticar regularmente o aborto, vale a punição da Igreja, segundo o religioso.

No caso do padrasto que vinha abusando da menina e de sua irmã há vários anos, automaticamente ele já estaria "fora da comunidade" por não partilhar dos dogmas da igreja, segundo Dom Dimas.

Na tentativa de reparar o dano à imagem da Igreja, uma semana após as declarações do arcebispo, que chegou a dizer que o estupro é um crime menor que o aborto, a CNBB afirmou que o estupro é um "pecado mortal". O presidente da CNBB explicou que o estupro não é um crime penalizado com a excomunhão, mas que todos têm conhecimento da gravidade do ato.

sexta-feira, 27 de março de 2009

OS LEIGOS NA IGREJA

Por dom Eugênio de Araújo Sales
Sem dúvida, a valorização do leigo na vida eclesial foi uma das mais importantes contribuições do Concílio Vaticano II à vida religiosa. O documento "Apostolicam Actuositatem" foi aprovado na oitava sessão, em 18 de novembro de 1965. Abriu grandes perspectivas, possibilitando maior e benéfica atuação do laicato. Entre inúmeras atividades e novos campos de trabalho, estão as pequenas comunidades de base. Nelas, o fiel, fundamentado na leitura e reflexão da Palavra de Deus, aperfeiçoa sua missão, decorrente do Batismo, da Confirmação e de contacto mais vivo, frutuoso com os irmãos, pela facilidade de estabelecerem relações entre grupos menores. O anonimato dos maiores aglomerados, mesmo dentro de um mesmo templo e paróquia, cede espaço ao acolhimento e mútuo conhecimento. Diz o Santo Padre, em sua recente Exortação Pós-Sinodal "Igreja na América" (nº 41): "A paróquia é um lugar privilegiado (...) Por Isso, é oportuna a formação de comunidades e de grupos eclesiais de tal dimensão, que permitam estabelecer verdadeiras relações humanas".

Esses novos horizontes que foram criados, devem ser constantemente conferidos com a doutrina. As interpretações pessoais, particulares, mesmo oriundas de cristãos zelosos e de elevado nível, sempre estão sujeitas ao Magistério vivo, deixado por Cristo, para governar a obra que fundou. O entusiasmo pelo novo, a descoberta de outros horizontes, pode ser destrutivo quando insinua edificar uma Igreja sem claro reconhecimento da hierarquia.

Ela é a expressão da estrutura divina da Igreja. Jesus Cristo, como homem, embora sendo Senhor, vive sob o olhar do Pai; quer fazer sempre a vontade de quem O enviou: "Pai, se é de teu agrado (...) Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua" (Lc 22,42). Seu último testemunho é a entrega obediente, aceitando a Cruz. Ele quer que sua obra seja o exemplo que nos legou. Devemos ser testemunhas do Senhor Jesus, no Espírito Santo (cfr Jo 15, 26s). Fiel a essa exigência, São Paulo assim se expressa: "Sede meus imitadores, como eu mesmo o sou de Cristo" (1 Cor 11,1).

Essa estrutura hierárquica estabelecida por Cristo, como fundamento de sua Igreja, não se confunde com o conceito monárquico nem democrático. Qualquer paradigma sócio-político é inadequado. A autoridade da mesma não é fundada na convergência da vontade popular. Esta merece apreço, mas não se torna, por si mesma, sinal de veracidade ou exigência a ser cumprida.

Acresce que a expressão "Povo de Deus" não é a única imagem a revelar a essência da instituição fundada por Jesus. Há diversas outras, de igual valor, que se completam para nos mostrar a riqueza do ensinamento divino. Ver a Igreja como Corpo Místico de Cristo é fundamental para entendê-la e nos ajuda a obedecer aos que foram chamados a governar esse mesmo Povo de Deus. Jesus a comparou a um rebanho com o pastor. Ela é um serviço à comunidade. Trata-se da presença amorosa do Divino Redentor. Conserva essa característica mesmo quando corrige ou pune. Isto, quando assim o exige o bem comum ou o proveito do próprio fiel. São Paulo, que tanto exalta a santidade dos leigos pela habitação do Espírito Santo, com não menor clareza propõe e impõe o dever que o Senhor lhe deu: "Em nome de Cristo, exercemos a função de embaixadores e, por nosso intermédio, é Deus mesmo que vos exorta" (2 Cor 5,20). No uso dessa autoridade, o Apóstolo chega a excluir alguém da comunidade dos fiéis (Cfr 1 Cor 5,2-12): O Sacerdócio ministerial , em nome e com o poder de Jesus Cristo, recebeu o encargo de "formar e reger o Povo de Deus" ("Lumen Gentium" 10,2).

O cristão batizado que recebeu o sacramento da Ordem desde que viva em comunhão com o Papa, Sucessor de Pedro, e o Colégio Episcopal, continuador dos Apóstolos dá à comunidade a chancela de autenticidade cristã. E leva ao Povo de Deus a graça divina, pelos sacramentos. Seus gestos e palavras sacramentais são realmente poder redentor de Cristo no meio do povo.

À luz dessa doutrina católica o verdadeiro fiel proclama a importância do leigo e das organizações laicais. Ela em nada diminui a vitalidade e o valor dos mesmos, pois somente pela inserção na árvore que é Cristo, poderá produzir frutos duradouros. Nós queremos a Igreja conforme Jesus a organizou e não segundo o parecer e interpretações dos homens. Todo ensino discordante do que vem do Senhor através do Magistério, deve ser corrigido. Calar-se diante dele é atraiçoar a missão confiada por Jesus aos pastores de seu rebanho. As afirmações, mesmo parcialmente inexatas são, talvez, mais danosas que o próprio erro integral, pela facilidade de serem aceitas, acobertadas em parcelas de verdade. Assim, cita-se o Concílio Ecumênico mas seu espírito, nos pontos essenciais, é abandonado. Insinua-se, sob o título "Uma Igreja, Povo de Deus", sem uma autêntica hierarquia.

Ao proclamar o valor dado hoje ao laicato, que deve ser firmemente aceito e vivido, não devemos esquecer que, em nossos dias, não lhes foi outorgado algo de novo, pois sempre na Igreja o leigo ocupou espaço. Sua participação, isto sim, teve incentivada sua importância nos desafios dos nossos tempos. O mesmo se diga da posição da Bíblia no crescimento da vida de cada fiel.

Para nós, católicos, há um ponto de referência que nos assegura o caminho certo: estar em comunhão com o Magistério, obedecer às diretrizes do sucessor daquele a quem Cristo confiou a sua grei: "Pedro (...) apascenta minhas ovelhas" (Jo 21,17).
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quinta-feira, 26 de março de 2009

ARCEBISPO CELEBRA MAIS UMA MISSA PELA PAZ

O arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antonio Muniz Fernandes celebra nesta quinta-feira (26), às 18 horas, na Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres, no Centro, mais uma edição da Missa Pela Paz.

A organização dos ritos está a cargo das equipes litúrgicas das Paróquias de Nossa Senhora de Lourdes, no bairro da Gruta de Lourdes e Menino Jesus de Praga, no Pinheiro.

Essas paróquias englobam todas as comunidades da região do Farol, além dos bairros do Ouro Preto, Novo Mundo, Santo Amaro e Canaã.

O objetivo da Celebração Eucarística é criar na sociedade com uma cultura de paz, para que sejam formuladas maneiras de minimizar a violência, que cresce a cada dia no Estado.

A missa acontece toda última quinta feira de cada mês e durante a celebração são apresentados os nomes, para uma prece especial, de todas as pessoas que foram vítimas da violência, nas respectivas comunidades, para que os estragos provocados pela criminalidade sejam de alguma forma minimizados por Deus.

Quando a celebração eucarística termina, Dom Antonio Muniz recebe lideranças das comunidades e autoridades competentes, para que sejam discutidas alternativas para se combater a violência nessas localidades.

ONDE MORAS?

“A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, dizia o poeta Vinícius de Moraes. Lendo e meditando o Evangelho, poderíamos dizer, parafraseando esse grande compositor, que a “vocação cristã é a arte do encontro com a/nossa humanidade, embora haja tantos ‘desencontros’ na Igreja”...

A passagem de referência, na qual fundamos – evitando, na medida do possível, o ‘fundamentalismo’ – a afirmação anterior, são os versículos 35-42, do capítulo I do Evangelho da Comunidade de João. Ela situa-se entre o testemunho de João Batista e as bodas de Canaã, em meio a uma série de buscas e encontros, pautados pelas palavras dos envolvidos nessa dinâmica:

- “Eis o Cordeiro de Deus”. Cordeiro é também servo. João, que encontrara o Nazareno fazendo fila no Jordão, aponta para Jesus, reconhecendo nele o servo sofredor e provocando a reação de dois discípulos seus. Estes, aceitando o testemunho-provocação do precursor, por própria iniciativa, vão trás Jesus.

- “O que vocês estão procurando?”. Acontece outro encontro: os discípulos vão em frente e Jesus olha pra trás. Convergência: eles vão, Ele vem. O motor que dinamiza e possibilita a experiência é a busca, a inquietação, o honesto e sincero desejo de encontrar, a permanente abertura... As primeiras palavras de Jesus, no Evangelho de João, são uma pergunta radical, sem cuja resposta a vida carece de sentido!

- “Mestre, onde moras?” Surpreendentemente, os discípulos parecem não estar interessados em doutrinas ou teologias. Não perguntam quem é Jesus, mas onde ele mora, donde ele aprendeu a ser mestre. Interessa-lhes a vida, com suas riquezas e condicionamentos.

- “Venham, e vocês verão”. Jesus não indica um lugar fixo, estático, fechado. Nem cátedras nem catedrais. Exige uma atitude dinâmica, de permanente atenção e de promessa cumprida no fim de um processo. Ele é o Mestre peregrino, que não tem onde reclinar a cabeça. É a Palavra que “se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1,14). Sua morada é a humanidade! Só se descobre o “lugar” onde Deus mora humanizando-se!

Só se pode ser discípulo de Jesus sendo cada vez mais “gente”... André (homem = humanidade) e o outro discípulo “permaneceram com ele”, a partir daquele encontro, quando o sol começava a declinar, nas proximidades da noite... Faz-se experiência do encontro na incerteza do futuro, na assunção do risco, quando as dificuldades batem à porta, quando o caminho se estreita e o horizonte parece sumir da vista. Permanência é fidelidade.

- “Nós encontramos o Messias”. Mais um encontro. A verificação da experiência pessoal passa pelo crisol da comunidade. Se o encontro é autêntico, outros encontros acontecerão. O exemplo arrasta!

- “Você é Simão, o filho de João. Você vai se chamar Cefas”. Encontrando Jesus, encontrando os outros, encontramo-nos a nós mesmos! Reconhecemos a nossa identidade e assumimos a nossa missão: inserir-nos na corrente do seguimento e do testemunho daquele que veio de encontro à nossa humanidade, assumindo-a, para que todos encontrem nele vida!

- “Siga-me”. Ai, sim! Depois de vários encontros, vem a confirmação de um chamado – mandamento que exige total disponibilidade a fazer caminho... caminhando.

- “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu...”. De encontro em encontro, a fé nasce, se fortalece e se expressa com autenticidade. Só tem o legítimo direito de proclamar que o homem histórico chamado Jesus de Nazaré, o filho do carpinteiro José, é o Servo de Javé, o Mestre e o Senhor, quem percorreu com Ele o caminho da humanização e quem está disposto a abraçar, como o sentido da própria caminhada, a tarefa de fazer deste mundo de desencontros um mundo mais humano!

Muitas vezes o texto em questão foi e continua sendo alimentando certos fundamentalismos “vocacionais”. Vocação não é busca de privilégios nem alienação. Vocação, em João, não é fruto de uma simples experiência particular nem da revelação individual de Deus, mas processo comunitário. Ela nasce do testemunho daqueles que, buscando sinceramente, encontraram... E as nossas comunidades cristãs, propiciam realmente o encontro com a humanidade, o seguimento de Jesus e o testemunho-missão? Ou tornam-se, cada vez mais, guetos onde a comodidade, o intimismo e a fuga – camuflagem do desencontro – se refugiam?
Gustavo Covarrubias Rodríguez
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segunda-feira, 23 de março de 2009

ALAGOAS PARTICIPA DE REUNIÃO DO CONDIR NO CEARÁ

O Movimento Familiar Cristão, através do CONDIR NORDESTE, esteve reunido sábado (21) e domingo (22), na cidade de Fortaleza, Ceará, com a participação dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará e Sergipe, com o objetivo de avaliar e discutir as suas ações na região Nordeste, no período compreendido entre outubro/2008 e fevereiro/2009, bem como propor medidas e adotar providências para sua atuação nos próximos seis meses. A pauta ficou assim estabelecida: 1 – Finanças; 2 – Relatórios das Estaduais; 3 – 17º ENA (Encontro Nacional); 4 – Informações do CONDIN; 5 – 14º ELA (Encontro Latino Americano); 6 – Novo Estatuto do MFC; 7 – Eleição próxima da nova coordenação do CONDIR-NE; 8 – Calendários; 9 – Livraria; 10 – Comunicações do CONDIR/NE; 11 – Próxima reunião; 12 - O que ocorrer; 13 – Avaliação.

O Conselho Diretor Nordeste do Movimento Familiar Cristão, nesta sua 4ª reunião administrativa foi composto pelos mefecistas José Newton, Ariadna e Florisval (Condir); Jorge e Gilson (Alagoas), Reginaldo e Vera (Sergipe), Permíndio (Bahia); Márcio, Valéria, José Maria, Neuza e Virginia (Ceará). Como assessor espiritual da reunião, Padre Manú (Condin). A reunião aconteceu no Colégio Christus, no bairro de Aldeota.

No sábado a reunião administrativa teve inicio com a Liturgia do MFC FORTALEZA e concluída com a Liturgia do MFC MACEIÓ. Após os trabalhos administrativos, os participantes de Alagoas, Bahia, Ceará e Sergipe foram recepcionados na residência de José Newton e Ariadna (Condin) com um jantar musical. No domingo a primeira Liturgia ficou sob a responsabilidade do MFC BAHIA e finalizando o encontro, MFC ARACAJU fez a Liturgia final. Ainda no domingo, aconteceu a palestra do Padre Marco Passerini, missionário Comboniano e membro da Pastoral Carcerária do Ceará sobre a CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009, bastante aplaudida pelos presentes. Os trabalhos foram concluídos com a Celebração Eucarística com o Padre Manú, assessor espiritual do CONDIN - Conselho Diretor Nacional do MFC.

O MFC MACEIÓ aproveita o ensejo para agradecer ao MFC do Ceará, em especial ao casal coordenador estadual, Márcio e Valéria, e ao assessor espiritual do Condin, Padre Manú, pela acolhida aos representantes alagoanos nesta quarta reunião do CONDIR/NE.

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I RETIRO DO MFC É SHOW!

Com o sucesso já esperado, realizou no último sábado (21) nas dependências do Colégio Santíssimo Sacramento, o I RETIRO ESPIRITUAL de 2009, promovido pelo MFC MACEIÓ com o tema “QUARESMA, TEMPO DE REFLEXÃO”, com o Pe. João Neto.
Oitenta mefecistas dos Grupos de Base: SORRISO, AMIGOS NA FÉ, GIRASSOL, VIDA, GENESARÉ, RENOVAÇÃO, CANÁ DA GALILEIA, AMIZADE, SAGRADA FAMÍLIA, CASA SOBRE A ROCHA, GÊNESIS, NOVA VIDA, ESPERANÇA e ÁGAPE participaram do I RETIRO ESPIRITUAL 2009.

O Retiro iniciou-se as 8 horas com a acolhida aos participantes pelas equipes de Canto e de dirigentes do MFC Maceió. Em seguida, Cláudio, Luciana Fon e Sônia fizeram a oração inicial e as 9:15 horas, Padre João Neto realizou a primeira reflexão sobre o “Jejum”, concluindo a programação as 17 horas com o encerramento após a Celebração Eucarística.

A PROGRAMAÇÃO
08:00h – Acolhida (Equipe de Canto e Dirigentes);
08:30h – Oração Inicial (Cláudio, Luciana Fon e Sônia);
09:15h – Primeira Reflexão - Jejum (Padre João Neto);
10:00h – Deserto (Padre João Neto);
10:30h – Lanche;
10:45h – Segunda Reflexão – Oração (Padre João Neto);
11:30h – Diálogo à Dois (Padre João Neto);
12:00h – Almoço - no local;
14:00h – Via Sacra (Padre João Neto);
15:00h – Lanche;
15:15h – Terceira Reflexão – Esmola e Liturgia (Padre João Neto);
16:00h – Celebração Eucarística – Encerramento (Padre João Neto).

sábado, 21 de março de 2009

CONDIR/NE SE REUNE EM FORTALEZA


O Movimento Familiar Cristão, através do CONDIR NORDESTE, está reunido desde as 9 horas deste sábado (21), na cidade de Fortaleza (CE), com a participação dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará e Sergipe, ocasião em que extensa pauta está sendo discutida, com discussões, debates e definições.

O Conselho Diretor Nordeste do Movimento Familiar Cristão nesta reunião administrativa é formada por Jorge e Gilson (Alagoas), Reginaldo, Vera e Florisval (Sergipe), Permíndio (Bahia); José Newton, Ariadna, Márcio, Valéria, José Maria, Neuza e Virginia. Como assessor espiritual da reunião, Padre Manú.

A reunião acontece no Colégio Cristos, no bairro de Aldeota e deve se estender até o meio dia deste domingo (22).

sexta-feira, 20 de março de 2009

RETIRO DO MFC É NESTE SÁBADO

Acontece neste sábado (21), o I RETIRO ESPIRITUAL de 2009 promovido pelo MFC MACEIÓ com o tema “QUARESMA, TEMPO DE REFLEXÃO”, no Colégio Santíssimo Sacramento, com o Padre João Neto.

Mais de setenta mefecistas já confirmaram a presença no retiro, mas acredito que até momentos antes do inicio, o número de participantes aumentará consideravelmente. Afirmou Luciana Fon, coordenadora do retiro.

Luciana Fon confirmou que a programação continua sendo a divulgada anteriormente, com a acolhida as 8 horas e o encerramento as 17 horas (após a Santa Missa). O investimento é de R$ 10,00 (dez reais) por pessoa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

CONFLITO DE GERAÇÕES

As queixas são muitas: a família não as ouve, os irmãos partem para a briga, elas se sentem mal-amadas e os limites colocados pelos pais se confundem a toda a hora. Este é o resultado de uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com adolescentes atendidas no Ambulatório de Ginecologia da Adolescência do Hospital das Clínicas.

O estudo ouviu 92 jovens, com idade média de 16 anos, que receberam atendimento psicológico entre janeiro e julho do ano passado. Desse total, 83% apresentaram algum tipo de queixa. O medo, relativo a diversos fatores, como engravidar, morrer, contrair Aids e até medo do futuro, foi citado por 11% delas. Outras estavam incomodadas com conflitos amorosos (9%), afirmaram ser nervosas (8%), preocupadas (6%), ansiosas (4%) e apresentaram quadro de desânimo (4%). Queixas relativas à insatisfação com o próprio corpo, indecisão, notas escolares baixas e falta de alguém para conversar também foram apontadas pelas adolescentes.

No entanto, o problema de relacionamento com a família foi apontado por 22% das entrevistadas. "Queríamos saber quais as situações que mais angustiavam as adolescentes. Chegamos a pensar que eram relacionamentos com amigos e namorados, mas, para nossa surpresa, a maior parte dos conflitos era com os familiares" - afirmou dra. Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente. "Chegam a falar que não se sentem amadas e têm vontade de sair de casa. Algumas falam até em morrer. Tudo isso é uma questão muito forte" - acrescenta. Para a médica, essa situação "mostra claramente a dificuldade que existe no diálogo entre pais e filhos".

Outra percepção que o estudo possibilitou foi a incapacidade de os pais manterem os limites que estabelecem, fazendo as jovens se sentirem ainda mais confusas, o que acontece também com os meninos da mesma faixa etária. "Há uma dupla ordem por parte dos pais. Ao mesmo tempo em que proíbem alguma coisa, pouco tempo depois voltam atrás. Os pais se deparam com muitos desafios e muitas vezes não sabem como se colocar diante dos filhos" - avalia dra. Albertina.
Para ela, essa realidade é diferente daquela considerada normal na adolescência, em que a visão infantil que se tem dos pais enquanto criança vai sendo substituída por uma visão adulta. "Pelo que apuramos na pesquisa, trata-se mesmo de um conflito familiar. As adolescentes entendem que realmente estão sendo rejeitadas e se sentem muito criticadas pelos pais" - ressalta.

Diálogo - Segundo a médica, esse desencontro familiar não significa um total desinteresse dos pais pela vida dos filhos adolescentes. "Os pais querem cada vez mais dialogar com os filhos, mas faltam ferramentas para este diálogo. Ou melhor, as ferramentas usadas são inadequadas" - garante dra. Albertina Duarte.

Com isso, os jovens entendem que não estão sendo amados e respeitados pelos familiares, principalmente pelos pais. "Conflitos interpessoais e intra-psíquicos envolvendo adolescentes são naturais, mas é preciso dar espaço para que elas falem sobre esses problemas e expressem seus pontos de vista. Trabalhar o lado emocional e reduzir a vulnerabilidade dos jovens é fundamental para evitar comportamentos de risco, como o uso de drogas" - salienta a médica.

Há 20 anos atuando na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, dra. Albertina lembra que sempre realizou pesquisas para aperfeiçoar o atendimento ao adolescente, e as questões psicológicas sempre foram consideradas. "Hoje aprofundamos as questões familiares" - explica. Em várias unidades de Saúde de São Paulo, há serviços voltados para o público adolescente, inclusive com a formação de grupos, com os pais. "Não há dúvida de que é fundamental ouvir e compreender o filho na adolescência" - lembra.

Para a médica, assim como uma criança nasce e precisa de cuidados específicos, o adolescente também requer uma atenção especial. "O corpo de um adolescente muda, assim como sua relação com o mundo e com seus pais. E os adultos precisam facilitar essa transição" - argumenta a médica. "Eles precisam ter seus próprios amigos, mas o grande grupo é a família, e eles necessitam ser acolhidos por ela. Precisam ser tratados com seriedade, mas também com serenidade" - finaliza.

Veja, abaixo, algumas dicas de como ajudar seu filho a viver uma adolescência saudável:

" Ouça o que ele tem a dizer. É fundamental ouvi-lo e compreendê-lo.
" Diga: "Eu te amo", em palavras e em gestos. A linguagem do afeto acontece também com o olhar.
" Mostre que o seu amor é incondicional, porém esclareça que não aceita as atitudes erradas." Argumente que as regras colocadas também são prova de seu afeto.
" Explique que, apesar de jovem, ele também é vulnerável aos perigos. E que muitas decisões que ele considera como proibições são para protegê-lo.
" Elogie-o sempre que puder.
" Seja firme ao colocar os limites necessários.
" Valorize a história da família, principalmente em relação ao trabalho e à ética.
" Não faça críticas em público.
" Nunca o compare com os irmãos ou outros jovens.
" Sempre que possível, leve-o nas festas e busque-o.
" Não se esqueça de promover passeios familiares com a presença dele.

*Reportagem publicada na Revista Família Cristã, edição fevereiro/2009.

segunda-feira, 16 de março de 2009

GRUPO MÃOS DADAS

Renata e Nando, Raneide e Marreta, Seilza e Cláudio

O GRUPO MÃOS DADAS retoma as suas atividades mefecistas com força total. Coordenados por Raneide e Marreta, o Grupo esteve reunido durante a festa de aniversário de Rafaela, neta de Raneide e Marreta e já marcaram data e local para a próxima reunião.

Composto por mefecistas de primeira linha, o GRUPO MÃOS DADAS somente vem a fortalecer o Movimento Familiar Cristão de Maceió que contará com a experiência de seus membros para prosseguir nessa caminhada mefecista.

BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA

O resultado do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA foi excelente em todos os sentidos. Além da animação que contagiou os foliões mefecistas no tradicional desfile dos blocos carnavalescos do Jaraguá Folia 2009, o lucro deste primeiro evento promovido pelo MFC MACEIÓ foi de R$ 1.890,00 (hum mil, oitocentos e noventa reais) que já está a disposição da tesouraria do Movimento Familiar Cristão de Maceió.

A Equipe de Eventos colocou à venda 350 camisas neste carnaval, a expectativa para 2010 é de no mínimo 500 camisas, atendendo assim a um maior número de mefecistas, seus familiares e amigos.

domingo, 15 de março de 2009

GRUPO CANÁ DA GALILÉIA

Considerado um dos Grupos de Base mais atuante, o GRUPO CANÁ DA GALILEIA desde a sua criação vem participando ativamente das ações do Movimento Familiar Cristão de Maceió, tendo todos os seus membros participado de Nucleações, e a sua maioria, de Eventos do MFC Maceió, Encontro Nacional (ENA), Encontro Regional (ER), reuniões do Conselho Diretor da Regional Nordeste do MFC (CONDIR/NE), Equipe Cidade e de suas assessorias.

O Grupo se reúne quinzenalmente onde se discute o evangelho, assuntos proposto por algum membro ou até mesmo sobre a realidade do momento, dentro da harmonia que é presente no Grupo. A próxima reunião será nesta quarta-feira, 18, na residência de Tião e Suely.

Apesar das reuniões quinzenais, nos finais de semana é comum alguns membros se encontrarem para uma reunião social, fortalecendo ainda mais a amizade que geram um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de simpatia, peculiar do Movimento Familiar Cristão.

Atualmente com dez casais, o GRUPO CANÁ DA GALILÉIA é formado pelos casais Ailson e Simone, Euclides e Irene, Flávio e Lucila, Gastão e Eluza, Jorge e Penha, Josivaldo e Ivone, Luiz e Messejania, Renival e Lúcia, Tião e Suely e Veríssimo e Zefinha.

O Grupo além de evangelizar suas próprias famílias, tem participado de ações filantrópicas individuais e em parcerias com outros Grupos mefecistas.
Para ampliar as fotos, clique na imagem.

quinta-feira, 12 de março de 2009

GRUPO AMIGOS NA FÉ


Após um período sem se reunirem com a freqüência costumeira, o Grupo Amigos na Fé voltou a se reunir no último dia 3 de março sob a coordenação do casal Miltinho e Val (fotos).

“Nossa reunião do dia 03/03/09 foi fantástica. Discutimos o evangelho. Sentimos muito algumas ausências mas o grupo vai chegar junto, eu sei”. Afirmou Miltinho.
O Grupo está programando uma viagem recreativa para o dia 30 de maio próximo, já tendo confirmado presença os casais Milton/Val, Paulo/Teresa, Fernando/Luciana, Tião/Luzia, Caetano/Ana, Charley/Dani e como convidado, o casal Vamberto/Marly.

Confirmado para o próximo dia 17 uma reunião social do Grupo Amigos na Fé na residência de Miltinho e Val.

quarta-feira, 11 de março de 2009

UM FENÔMENO CHAMADO PADRE FÁBIO DE MELO

O Padre Fábio de Melo é hoje um fenômeno em todo o Brasil, seja como compositor, escritor ou cantor. Em seus shows, tem garantido recorde de público. Os ingressos se esgotam de forma impressionante. Na platéia, unem-se fãs religiosos de todas as idades, encantados pelas suas músicas que trazem as mensagens divinas em linguagem mais próxima do povo, chegando aos corações. Esta é a fórmula sem mistério que atrai tanta atenção.

Carisma, vocações e dedicação extrema para a vida religiosa compuseram a trajetória bem-sucedida do padre-cantor de Minas Gerais, que atrai centenas de seguidores por onde passa – foram 120 shows em 2008. Com onze CDs gravados e repertório que valoriza a religiosidade, o sacerdote possui composições poéticas, cativantes, com uma linguagem atual, que agrada fieis de todas as idades.

É ainda autor de obras-primas da literatura, como Quem me roubou de mim, Tempo: Saudades e Esquecimentos, Quando o sofrimento bater à sua porta e Amigo: somos muitos, mesmo sendo dois. São cinco livros, ao todo, com mais de 150 mil exemplares vendidos em todo o País. Na TV, Padre Fábio é sucesso de audiência na Rede Canção Nova, como apresentador do programa Direção Espiritual, que vai ao ar nas noites de quinta-feira.

“Eu sou da Igreja. Não criei uma seita à minha imagem e semelhança. Sou padre católico, apostólico, romano, vivendo no Brasil. Minha tentativa é acertar o alvo da misericórdia. Desejo de mostrar que o evangelho é para nos tornar melhores”, declarou o padre, em seu site oficial. (http://www.fabiodemelo.com.br/).

De origem humilde, nasceu em Formiga, Minas Gerais, em abril de 1971, Padre Fábio de Melo é o caçula de oito irmãos. Desde criança, sua vocação para a arte foi percebida e incentivada pelo pai, que era violeiro. Posteriormente, aos 16 anos, já no seminário, colocou-a a serviço da fé. Ordenado sacerdote em 2001, pela imposição das mãos de Dom Alberto Taveira, na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (congregação do Pe. Zezinho, precursor dos padres cantores na década de 60), atua, hoje, na Diocese de Taubaté, São Paulo.

“Nós, padres, lidamos diretamente com a dimensão mais bela da vida das pessoas e saber que de alguma maneira, eu entrei na vida de alguém e deixei ali uma marca positiva, eu me realizo como gente. Creio também no poder da comunicação religiosa da música popular, e tento fazer com que a música seja ponte entre a palavra de Deus e o coração dos brasileiros”, conclui.