sábado, 13 de fevereiro de 2010

MARCHINHAS DE CARNAVAL


O carnaval chegou e muita gente vai acompanhar as ORQUESTRAS DE FREVO sem saber cantar as tradicionais MARCHINHAS DE CARNAVAL, por isso, o BLOG DO MFC MACEIÓ publica as mais cantadas MARCHINHAS DE CARNAVAL.

O Movimento Familiar Cristão de Maceió deseja um bom Carnaval para todos. E lembre-se: “SE BEBER, NÃO DIRIJA”.
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ABRE ALAS (Chiquinha Gonzaga, 1899)
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

ALLAH-LÁ-Ô (Haroldo Lobo-Nássara, 1940)
Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah

APAGA A VELA (Braguinha, 1941)
Bela, bela
Já não posso resistir
Apaga a vela, ó bela
Apaga que eu quero dormir
Apaga também os teus olhos
Teus olhos enormes de brilho azulado
Não passes a noite falando
Que eu ando com o sonho atrasado

AURORA (Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)
Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora

Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora

BALANCÊ (Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936)
Ô balancê balancê
Quero dançar com você
Entra na roda morena pra ver
Ô balancê balancê

Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê balancê

Você foi minha cartilha
Você foi meu ABC
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê balancê

Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê balancê

BANDEIRA BRANCA (Max Nunes-Laércio Alves, 1969)
Bandeira branca amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz

Saudade mal de amor de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca eu peço paz

CABELEIRA DO ZEZÉ (João Roberto Kelly, 1963)
Olha a cabeleira do zezé
Será que ele é
Será que ele é

Será que ele é bossa nova
Será que ele é maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

CACHAÇA (Mirabeau Pinheiro-Lúcio de Castro-Heber Lobato, 1953)
Você pensa que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão

Pode me faltar tudo na vida
Arroz feijão e pão
Pode me faltar manteiga
E tudo mais não faz falta não
Pode me faltar o amor
Há, há, há, há!
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça

CIDADE MARAVILHOSA (André Filho, 1934)
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil

Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n'alma da gente
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente

Jardim florido de amor e saudade
Terra que a todos seduz
Que Deus te cubra de felicidade
Ninho de sonho e de luz

A JARDINEIRA (Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938)
Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu

MAMÃE EU QUERO (Jararaca-Vicente Paiva, 1936)
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebe não chorar

Dorme filhinho do meu coração
Pega a mamadeira e vem entrá pro meu cordão
Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De piscar o olho já ficou sem a pestana

Olho as pequenas mas daquele jeito
Tenho muita pena não ser criança de peito
Eu tenho uma irmã que é fenomenal
Ela é da bossa e o marido é um boçal

MARCHA DO REMADOR (Antônio Almeida - 1969)
Se a canoa não virar olê olê olá
Eu chego lá

Rema rema rema remador
Quero ver depressa o meu amor
Se eu chegar depois do sol raiar
Ela bota outro em meu lugar

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ (Ivan-Homero-Glauco Ferreira, 1959)
Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!

Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

O TEU CABELO NÃO NEGA (Lamartine Babo-Irmãos Valença, 1931)
O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor

Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta

Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da gama contra o batalhão naval

QUEM SABE, SABE (Jota Sandoval-Carvalhinho, 1955)
Quem sabe, sabe
Conhece bem
Como é gostoso
Gostar de alguém

Ai morena deixa eu gostar de você
Boêmio sabe beber
boêmio também tem querer

SACA-ROLHA (Zé da Zilda-Zilda do Zé-Waldir Machado, 1953)
As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão na saca saca saca rolha
E bebo até me afogar
Deixa as águas rolar

Se a polícia por isso me prender
Mas na última hora me soltar
Eu pego o saca saca saca rolha
Ninguém me agarra ninguém me agarra

SASSARICANDO (Luiz Antônio, 1951)
Sassassaricando
Todo mundo leva a vida no arame
Sassassaricando
A viúva o brotinho e a madame
O velho na porta da Colombo
É um assombro
Sassaricando

Quem não tem seu sassarico
Sassarica mesmo só
Porque sem sassaricar
Essa vida é um nó

TA-HÍ! (Joubert de Carvalho, 1930)
Taí eu fiz tudo pra você gostar de mim
Ai meu bem não faz assim comigo não
Você tem você tem que me dar seu coração

Meu amor não posso esquecer
Se dá alegria faz também sofrer
A minha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas que não têm fim

Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse Nosso Senhor
Eu não pensaria mais no amor

PAÍS TROPICAL
Moro num país tropical abençoado por Deus
E bonito por natureza, mas que beleza, em fevereiro, em fevereiro

Tem carnaval, tem carnaval, tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza

Sambaby Sambaby sou um menino de mentalidade mediana
Mas assim mesmo feliz da vida pois eu não devo nada a ninguém
Pois sou feliz, muito feliz, comigo mesmo

Moro num país tropical abençoado por Deus
E bonito por natureza mas que beleza, em fevereiro, em fevereiro

Tem carnaval, tem carnaval, tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza eu posso não ser um band leader, pois é

Mas lá em casa todos meus camaradas me respeitam, pois é
E essa é a razão da simpática de poder do algo mais e da alegria

LATA D'ÁGUA (Luis Antônio - Jota Jr., 1952)
Lata d'água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria
Sobe o morro e não se cansa
pela mão leva a criança
Lá vai Maria

Maria, lava roupa lá no alto
lutando, pelo pão de cada dia
sonhando, com a vida do asfalto
que acaba, onde o morro principia.

TOMARA QUE CHOVA (Paquito/Romeu Gentil)
Tomara que chova,
Três dias sem parar,
Tomara que chova,
Três dias sem parar.

A minha grande mágoa,
É lá em casa
Não ter água,
Eu preciso me lavar.

De promessa eu ando cheio,
Quando eu conto,
A minha vida,
Ninguém quer acreditar,
Trabalho não me cansa,
O que cansa é pensar,
Que lá em casa não tem água,
Nem pra cozinhar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010



Nenhuma sociedade no passado ou no presente vive sem uma ética. Como seres sociais, precisamos elaborar certos consensos, coibir certas ações e criar projetos coletivos que dão sentido e rumo à história. Hoje, devido ao fato da globalização, constata-se o encontro de muitos projetos éticos nem todos compatíveis entre si. Face à nova era da humanidade, agora mundializada, sente-se a urgência de um patamar ético mínimo que possa ganhar o consentimento de todos e assim viabilizar a convivência dos povos. Vejamos, sucintamente, como na história se formularam as éticas.
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ÉTICA PARA A NOVA ERA
Leonardo Boff
Teólogo, filósofo e escritor. Autor de Saber cuidar. Ética do humano, compaixão pela Terra, Vozes. Publicado em ADITAL.

Uma permanente fonte de ética são as religiões. Estas animam valores, ditam comportamentos e dão significado à vida de grande parte da humanidade que, a despeito do processo de secularização, se rege pela cosmovisão religiosa. Como as religiões são muitas e diferentes, variam também as normas éticas. Dificilmente se pode fundar um consenso ético, baseado somente no fator religioso. Qual religião tomar como referência? A ética fundada na religião possui, entretanto, um valor inestimável por referi-la a um último fundamento que é o Absoluto.

A segunda fonte é a razão. Foi mérito dos filósofos gregos terem construído uma arquitetônica ética fundada em algo universal, exatamente na razão, presente em todos os seres humanos. As normas que regem a vida pessoal chamaram de ética e as que presidem a vida social chamaram de política. Por isso, para eles, política é sempre ética. Não existe, como entre nós, política sem ética.

Esta ética racional é irrenunciável mas não recobre toda a vida humana, pois existem outras dimensões que estão aquém da razão como a vida afetiva ou além como a estética e a experiência espiritual.

A terceira fonte é o desejo. Somos seres, por essência, desejantes. O desejo possui uma estrutura infinita. Não conhece limites e é indefinido por ser naturalmente difuso. Cabe ao ser humano dar-lhe forma. Na maneira de realizar, limitar e direcionar o desejo, surgem normas e valores. A ética do desejo se casa perfeitamente com a cultura moderna que surgiu do desejo de conquistar o mundo. Ela ganhou uma forma particular no capitalismo no seu afã de realizar todos os desejos. E o faz excitando de forma exacerbada todos os desejos. Pertence à felicidade, a realização de desejos mas, atualmente, sem freios e controles, pode pôr em risco a espécie e devastar o planeta. Precisamos incorporá-la em algo mais fundamental.

A quarta fonte é o cuidado, fundado na razão sensível e na sua expressão racional, a responsabilidade. O cuidado está ligado essencialmente à vida, pois esta, sem o cuidado, não persiste. Dai haver uma tradição filosófica que nos vem da antiguidade (a fábula-mito 220 de Higino) que define o ser humano como essencialmente um ser de cuidado. A ética do cuidado protege, potencia, preserva, cura e previne. Por sua natureza não é agressiva e quando intervém na realidade o faz tomando em consideração as consequências benéficas ou maléficas da intervenção. Vale dizer, se responsabiliza por todas as ações humanas. Cuidado e responsabilidade andam sempre juntos.

Essa ética é hoje imperativa. O planeta, a natureza, a humanidade, os povos, o mundo da vida (Lebenswelt) estão demandando cuidado e responsabilidade. Se não transformarmos estas atitudes em valores normativos dificilmente evitaremos catástrofes em todos os níveis. Os problemas do aquecimento global e o complexo das varias crises, só serão equacionados no espírito de uma ética do cuidado e da responsabilidade coletiva. É a ética da nova era.

A ética do cuidado não invalida as demais éticas, mas as obriga a servir à causa maior que é a salvaguarda da vida e a preservação da Casa Comum para que continue habitável.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

REFORMA DA SEDE SEGUE EM RITMO ACELERADO

Continua em ritmo acelerado a reforma do prédio onde será instalada a sede do MFC – MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO na Rua Araújo Bivar, nº 580, bairro da Pajuçara.

O cronograma de trabalhos previamente estabelecido vem sendo cumprido dentro do planejado e antes do final de fevereiro a Equipe Cidade estará anunciando a data da inauguração, que deverá ocorrer na primeira quinzena de março com um café da manhã para os mefecistas, autoridades civis e eclesiásticas. A primeira etapa da reforma está sendo realizada com recursos conseguidos junto a mefecistas, empresários e profissionais liberais.

O imóvel era do tipo casa e foi necessário se fazer reformas para se ter as condições mínimas para funcionar como Sede do MFC, quando concluída, o prédio contará com auditório, salas para secretaria, coordenação da equipe cidade e estadual, leitura e lazer, copa e arquivo, além de salas para atendimento clínico, psicológico e odontológico, tudo climatizado. Numa segunda etapa, o prédio contará com novos equipamentos e mobiliários.

Com o sonho da Sede concretizado, a Equipe Cidade pretende colocar em prática um programa de assistencialismo com palestras para as famílias, atendimentos psicológicos, clínicos e odontológicos, etc., utilizando a mão de obra disponível dentro do próprio MFC em parceria com órgãos públicos e privados. O MFC já recebeu de doação, os equipamentos para o consultório odontológico.

“Deixarei para as próximas administrações um sonho que não é apenas meu e de Fátima, é de todos os mefecistas que amam o Movimento... a nossa Sede. Espero que nossos sucessores possam dar continuidade ao trabalho iniciado por nossa Equipe. Vamos entregar a coordenação do MFC MACEIÓ com uma estrutura nunca vista nesses 30 anos de MFC em Alagoas". Disse James, coordenador geral do MFC MACEIÓ.

James convida os mefecistas a visitarem a reforma da Sede que já está na fase de acabamento. O endereço é: RUA ARAÚJO BIVAR, Nº 580, PAJUÇARA (Rua do Estádio do CRB, vizinho ao Bptran e defronte ao Colégio Estadual Benedito de Moraes).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

FAMÍLIA NA FOLIA É SUCESSO NO JARAGUÁ FOLIA

O MFC - Movimento Familiar Cristão de Maceió conseguiu, mais uma vez, superar as limitações e participar da melhor prévia carnavalesca de Maceió e uma das melhores do Brasil, o JARAGUÁ FOLIA. O corredor da folia foi testemunha do empenho e desenvoltura de cada folião mefecista, parente ou amigo que por lá passou desfilando no FAMÍLIA NA FOLIA.
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Salta aos olhos, mesmo dos que não querem enxergar, que o sucesso do Bloco se deve única e exclusivamente ao clima de espontaneidade e compromisso de cada mefecista folião. Mesmo com investimentos insuficientes, o Bloco continua a crescer e está consolidado. O corredor do JARAGUÁ FOLIA ficou pequeno para a participação contagiante dos foliões do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA.
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Na sua segunda edição, o BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA desfilou na última sexta-feira (05), com muita alegria ao som da Orquestra de Frevo do Mestre Aldo, da vizinha cidade de Marechal Deodoro, que tocou desde a concentração até o final do desfile.
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“Esse Bloco é a prova que o carnaval continua sendo uma festa para todas as idades, neste Bloco tem netos, filhos, pais, avós... toda família brincando com muita alegria, disposição e frevo no pé, e principalmente com muita segurança. Esperamos que as futuras coordenações do MFC MACEIÓ dê continuidade a esse Bloco e que nos futuros carnavais estejamos novamente desfilando no FAMÍLIA NA FOLIA”. Disse Penha (Grupo Caná da Galileia).
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"Todas as despesas do Bloco foram pagas com doações conseguidas junto a parceiros. E por decisão do nosso coordenador geral, James, o valor adquirido com a venda das camisas do Bloco será entregue a tesouraria do MFC MACEIÓ para investir no seu programa de evangelização". Afirmou Vamberto (Grupo Amizade).
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Vejam através de algumas fotos o registro da alegre e contagiante participação do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA no corredor da folia do JARAGUÁ FOLIA 2010.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MAGISTRADO APRESENTA PROJETO DE ASSISTENCIALISMO A MEFECISTAS

O Juiz de Direito das Comarcas de Paripueira e Barra de Santo Antônio, Dr. Josemir Pereira de Souza, se reuniu na última quarta-feira (03), no Restaurante Famiglia Giuliano, com o coordenador do MFC MACEIÓ, James Magalhães, vice-coordenador, Vamberto, tesoureiro, Gilson, e assessor de comunicação, Jorge, para apresentar o “PROJETO DONA JUSTA” de sua autoria. Participou também da reunião o Promotor Público Delfino Costa Neto.

Segundo o magistrado, o Poder Judiciário conta com recursos que podem ser revertidos às causas sociais. Embora isso já aconteça em certa medida, o projeto contempla uma utilização mais eficiente desses recursos, assim como o aproveitamento de outras fontes de contribuição, tais como penas alternativas, doações de cestas básicas e contribuições pessoais e espontâneas.

Como magistrado, e atuando em algumas comarcas do litoral norte alagoano, o magistrado observou a necessidade e dificuldade de se aplicar medidas sócio-educativas, bem como a prestação de serviços à comunidade por parte daqueles que cometem crimes de menor potencial ofensivo. Esses recursos poderiam estar sendo gerenciados à comunidade uma infra-estrutura de apoio aos jovens infratores, carentes e idosos, dentro de uma lógica de prevenção de situações de riscos sociais, etc. Esse gerenciamento profissional teria, também como obrigação, procurar meios de tornar o projeto auto-sustentável em vários de seus aspectos.

Por outro lado, ao identificar, claramente, a fonte dos recursos, o projeto, através de sua marca “Dona Justa”, procura realçar de forma positiva a imagem do Poder Judiciário junto à população, visando consolidar o conceito de uma Instituição comprometida com a proteção da comunidade.

Segundo o projeto do magistrado, todos os recursos seriam concentrados sob o controle de uma única organização não governamental ou departamento do judiciário, com o intuito de utilizá-los da maneira mais racional possível. Seriam criados Centros, denominados Centros Sociais “Dona Justa”, que de acordo com os recursos obtidos, poderiam desenvolver as mais variadas ações assistenciais e de desenvolvimento social. Esses Centros poderiam ser de caráter regional, visando o melhor aproveitamento de recursos locais. As ações poderiam ser de caráter próprio ao projeto ou em parceria com ações comunitárias locais já existentes.

Dependendo dos recursos disponíveis, ações importantes poderiam ser desenvolvidas como Curso de Capacitação de Artesãos; Desenvolvimento de Hortas Comunitárias e Criação de Animais; Cursos Profissionais para Jovens; Palestras Educativas para Jovens, Pais, etc.; Produção de Jornal Comunitário; Capacitação de Jovens em Informática; Atividades de Apoio às pessoas da Melhor Idade; Tratamento Médico e Odontológico; Ações Educativas de caráter Ambiental; Criação de Centros de trabalho para cumprimento de Penas Alternativas e Assistência Jurídica.

É necessária a criação de um projeto-piloto e já existe a promessa de doação de uma gleba para o projeto, na região de Paripueira/Barra de Santo Antônio, pela Usina Santo Antônio. Uma vez refinado, o modelo de gestão, se poderia promover a criação de outros centros nas demais regiões de Alagoas.

MFC
A
coordenação do MFC MACEIÓ disse que com a inauguração da nova sede do Movimento Familiar Cristão de Maceió pretende colocar em prática um programa de assistencialismo para as famílias carentes de Maceió, com apoio de órgãos públicos, industriais e comerciantes alagoanos e que o projeto Dona Justa poderá, em parte, ser utilizado no MFC, parabenizando o magistrado pela elaboração do projeto “Dona Justa”.

James afirmou que pensando já no programa de assistencialismo, a Equipe Cidade já autorizou a instalação de salas para atendimento odontológico, clínico e psicológico. Os equipamentos para o consultório odontológico já foram conseguidos através de doação. Entendimentos estão sendo mantidos pela Equipe Cidade para que na inauguração da Sede, os demais consultórios estejam equipados e mobiliados.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

5º DOMINGO DO TEMPO COMUM


ACEITAR O DESAFIO DO MESTRE
Pe. Claudiano A. dos Santos, ssp

O pescador estranhou a ordem daquele que estava pregando às multidões. Tinham se esforçado por toda a noite, e aparentemente não havia razão para que, de repente, as coisas melhorassem. No entanto, esse pescador aceitou o desafio proposto por aquele mestre de avançar para águas mais profundas. O resultado foi surpreendente: peixes em abundância e uma missão nova para Simão Pedro, Tiago e João.

O encontro do pescador Simão com o Senhor nos ajuda a perguntar como se dá o nosso encontro com Jesus e como isso modifica a nossa vida. Pode acontecer que escutemos a palavra do Mestre, como a multidão. Mas não basta ouvir a pregação de longe, como se se tratasse de coisa alheia, distante. É preciso que haja um encontro, um toque pessoal, uma descoberta desconcertante, a ponto de nos fazer interpretar a vida, o mundo, as coisas de modo novo.

Precisamos entender, cada vez mais, que não basta nos declarar seguidores de Jesus apenas por tradição cultural ou familiar – ainda que esta tenha seu valor. Inspirados nos primeiros seguidores, devemos deixar tudo. E “deixar tudo” não significa necessariamente deixar os afazeres cotidianos, mas modificar nosso modo de perceber as coisas. Deixar de olhar as pessoas como ameaça, concorrência. Olhar as pessoas com caridade. Quando fazemos essa experiência, passamos a perceber a fartura existente à nossa volta e, como Pedro, que ficou maravilhado diante da grande quantidade pescada, admiramo-nos com o bem que podemos fazer, apesar de sermos pecadores.

HOJE, 23ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

(Para melhor visualização, clique na imagem)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PANDEMIAS HISTÓRICAS

A imprensa noticiou recentemente a proliferação da gripe tipo A, mais conhecida como gripe suína. Em virtude da rápida transmissão do vírus pelo mundo, a Organização Mundial de Saúde elevou o alerta de pandemia para o segundo nível.

O mundo já foi palco de cinco grandes pandemias causadas por proliferação de vírus. Veja-as abaixo:

A PESTE PELOPONESA
A primeira pandemia que se tem notícia foi descrita pelo historiador grego Tucídides.

Durante a guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta, uma grande peste dizimou cerca de 30.000 cidadãos de Atenas, o que equivalia a aproximadamente um terço dos atenienses.

As pessoas eram "subitamente atacadas por violentas dores de cabeça, vermelhidão e inflamação nos olhos. A garganta a ou língua sangravam, exalando um odor fora do normal. Depois vinha tosse, diarréia, espasmos e úlceras cutâneas."

Várias pessoas sobreviveram, mas muitas delas sem os dedos, cegos e até sem os órgãos genitais.

A PESTE DE ANTONINE
Em 165 dC, o médico grego Galeno descreveu uma pandemia, cujos sintomas vitimaram Marcus Aurelius Antoninus, um dos imperadores romanos.

A doença chegou a matar cerca de 5.000 pessoas por dia em Roma.

A PESTE DE JUSTINIANO
Em 541-542 dC, uma doença mortal atingiu o Império Bizantino.

No auge da infecção, a doença, que ficou conhecida como Peste de Justiniano, matou cerca de 10.000 pessoas em Constantinopla.

A doença foi causada pela bactéria Yersinia Pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas dos ratos-pretos.

Até o fim do surto, quase metade dos habitantes da cidade estava morta.

Historiadores acreditam que o surto dizimou um quarto da população na região Leste do Mediterrâneo.

Este surto, o primeiro de peste bubônica registrado na história humana, marcou o primeiro dos muitos focos da peste.

A PESTE NEGRA
Depois da praga de Justiniano, houve muitos outros casos esporádicos de peste, mas nenhum tão grave como a Peste Negra do século XIV, que matou, na Europa, aproximadamente 25 milhões de pessoas, ou um quarto da população de então.

A GRIPE ESPANHOLA
Em março de 1918, o vírus influenza espalhou-se rapidamente por quase todo o mundo, atingindo cerca de 1 bilhão de pessoas.

Esta foi considerada a mais letal epidemia da história da humanidade: atingiu cerca de 100 milhões de pessoas, matando aproximadamente 20 milhões.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

BLOCOS DESFILAM HOJE NO JARAGUÁ FOLIA

O carnaval de rua em Maceió começa nesta sexta-feira (5), com a melhor prévia do Nordeste, o JARAGUÁ FOLIA. O evento reúne milhares de foliões pelas ruas do bairro histórico de Jaraguá.

Ao som das orquestras de frevo, mais de 50 blocos desfilam toda a irreverência da festa. “Esse ano, nós teremos espaço para os blocos, marca registrada do Jaraguá Folia, e também para o rock, o baque alagoano, o samba. Estas atrações vão ser apresentadas em palcos”, explicou Edberto Ticianeli, coordenador do Jaraguá Folia. Esse ano o Camarote do Turista vai ficar em frente à Asplana (área privada recuada). Terá uma orquestra permanente e transmitirá imagens do evento via net (Maceió40graus).

O BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA, do Movimento Familiar Cristão de Maceió, desfila nesta sexta-feira à noite, com saída no Coreto da Avenida da Paz. O grupo reúne mefecistas, seus familiares e amigos. Esse ano, mais de 500 pessoas participam do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA.

ARQUIDIOCESE PROMOVE FEIRA DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE

A partir deste sábado, 6 de fevereiro, a Arquidiocese de Maceió realiza a FEIRA DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE nos primeiros sábados de cada mês na Igreja de São Gonçalo, no Farol, sempre após a Santa Missa das 5 horas, com Dom Antônio Muniz Fernandes, Arcebispo de Maceió.

Neste sábado a Santa Missa das 5 horas será em sufrágio de Dra. Zilda Arns. Às 6 horas teremos um CAFÉ DA MANHÃ REGIONAL ao preço de R$ 5,00 (cinco reais) por pessoa. Das 5 às 9 horas acontece paralelamente a FEIRA DA ESPERANÇA com produtos produzidos na Fazenda da Esperança, Acampamentos da CPT e Artesanatos.

A organização do evento será das Pastorais da Pessoa Idosa e da Criança. A Arquidiocese de Maceió convida a todos e pede que divulguem ao maior número possível de cristãos alagoanos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

MFC MACEIÓ EM RITMO DE FREVO

O MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE MACEIÓ já está em ritmo de Carnaval. O BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA participa na sexta-feira, 5 de fevereiro, da melhor prévia carnavalesca do Brasil, o JARAGUÁ FOLIA 2010.

O JARAGUÁ FOLIA foi criado com a finalidade de fortalecer as festividades carnavalescas de rua, particularmente incentivando o renascimento de blocos de frevo, com as características culturais próprias do carnaval alagoano, o JARAGUÁ FOLIA está na sua 10ª Edição e é um sucesso confirmado por todos. Na sua 10ª Edição, o JARAGUÁ FOLIA contará com a participação de mais de 70 blocos, o que garante que o carnaval continua sendo uma festa para todas as idades e segmentos sociais.

O BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA, formado exclusivamente por mefecistas, seus familiares e amigos se concentrará a partir das 18 horas da sexta-feira, no Coreto da Avenida da Paz. O inicio do desfile no corredor do JARAGUÁ FOLIA está prevista para as 20 horas, percorrendo toda a Rua Sá e Albuquerque até a Praça 2 Leões e se dispersando nas imediações do Porto de Maceió. Desde a concentração até o final do percurso o BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA estará acompanhado da ORQUESTRA DE FREVO DO MESTRE ALDO que tocará exclusivamente para o nosso bloco.

Esse ano, a camisa do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA será na cor amarela, comemorativa aos 30 ANOS DO MFC EM ALAGOAS e já está à venda com os auxiliares e coordenadores de Grupos de Base ao preço unitário de R$ 15,00 (quinze reais) e poderá ser encontrada com os seguintes mefecistas:


Neto Marinho
(Grupo Renovação II)

João Cassella
(Grupo Genezaré)

Adriano
(Grupo Renovação II)

Braga
(Grupo Ágape)

James
(Grupo Mãos Dadas)

Robson
(Grupo Mãos Dadas)

Vamberto
(Grupo Amizade)

Ailson
(Grupo Caná da Galileia)

Betuca
(Grupo Vida)

Claudete
(Grupo Amigos para Sempre)

Ronaldo
(Grupo Sagrada Família)

Luciana Fon
(Grupo Irmãos na Fé)

Leopoldo
(Grupo Girassol)



Adquira logo a sua camisa, a quantidade é limitada e a procura de camisas é grande. Não deixe de participar da melhor prévia carnavalesca no mais animado e seguro bloco, o FAMÍLIA NA FOLIA.

CORREIO MFC BRASIL



Nem eu, nem você, podemos negar as vertiginosas transformações do meio sociocultural e da estrutura familiar. Dia a dia constatamos mudanças nas formas de relacionamento humano. Enxergamos, a olho nu, a crise de autoridade que assola o mundo e se estende para dentro da família. Ficamos perplexos, pois estamos cientes de que a autoridade é imprescindível a todo sistema bem constituído. Até mesmo Freud afirmava que os humanos necessitam imperiosamente de uma autoridade na qual possam apoiar-se.

O ENFRAQUECIMENTO DA AUTORIDADE DOS PAIS

Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de Casal e de Família. Mestre em Psicologia Social


COMO EXPLICAR A DESSACRALIZAÇÃO DA AUTORIDADE?
É muito interessante revisarmos juntos um pouco da história dos últimos séculos, e assim entendermos melhor como foi que a autoridade foi perdendo terreno na sociedade e na família. Percebendo o que aconteceu, talvez possamos compreender que muito do que havia na família do passado era autoritarismo, e que a luta contra ele em nada justifica a ausência de autoridade nos dias de hoje.

Na cultura tradicional vigorava a autoridade forte na relação do Estado com os súditos e no ambiente da família. Esta autoridade provinha de valores, costumes, normas. A perda de autoridade dos governantes, incapazes de proteção e da manutenção da paz, modificou esta situação, que sofreu um colapso. Diante da dessacralização da autoridade política, a família entrou em crise...

Roudinesco, em a “A família em desordem”(2003), analisa a família em três fases evolutivas: a primeira, dita “tradicional", era regida pelo poder do pai. O pai recebia o poder do rei, que, por sua vez, o recebia diretamente de Deus, conforme acreditavam; a segunda, fase “moderna", é regida por uma lógica romântica, onde o casal se escolhe sem a interferência de seus pais, procurando uma satisfação amorosa, dividindo o poder e o direito sobre os filhos entre os pais e o Estado e/ou entre pais e mães. Finalmente, a terceira fase, "família contemporânea ou pósmoderna", onde a transmissão da autoridade vai ficando cada vez mais complexa em função das rupturas e recomposições que a família vai sofrendo.

A família “tradicional", submetida ao poder paterno, manteve-se por séculos e veio a abalar-se com a Revolução Francesa, que, ao propor um mundo laico, atingiu a até então inatacável figura de Deus Pai e seus sucedâneos, os reis. Estes são dessacralizados e destituídos, enfraquecendo conseqüentemente os pais, que eram seu equivalente no seio dos lares. Esse modelo familiar desmoronou definitivamente no final do Século XIX.

RESGATANDO A AUTORIDADE NA FAMÍLIA
A autoridade de um pai, ou de uma mãe, se fundamenta num conjunto de valores por eles vividos, como por exemplo, falar a verdade, tratar o próximo com justiça, evitar excesso de bebidas, controlarem a agressividade, dialogar, respeitar os direitos dos outros, não roubar, viver em paz com todos, etc. São esses valores e princípios que dão legitimidade às relações de mando e obediência. Sem eles os pais não têm “autoridade” para pedir a um filho que cumpra suas ordens.

A autoridade pertence ao reino da qualidade: mantém-se, perde-se e recupera-se pelo modo de comportar-se. Para recuperar a autoridade, comece-se por melhorar, e muito, o comportamento e as relações dos próprios pais.

A autoridade, que em nada se parece com autoritarismo, é uma arma nas mãos de pais e educadores. Tanto a sobredose como sua insuficiência constituem traumatismos afetivos cujos efeitos recaem sobre a personalidade da criança. Se somos totalmente contrários ao excesso de rigor, à disciplina pétrea, às regras descabidas, também recriminamos a frouxidão, a folga, a ausência de limites e a firmeza em exigir seu cumprimento. Na verdade, a demissão do exercício da paternidade está na raiz do problema. É preciso por o dedo na chaga e identificar a relação que existe entre o medo de punir e os efeitos anti-sociais.

O que os pais jamais poderão esquecer é que o afeto e a autoridade não são antagônicos, pelo contrário, são as muletas sobre as quais se apóia a personalidade vacilante do filho, da filha.

Já mencionamos que os valores humanos aparecem como critérios definitivos do sistema de ordem que deve corresponder à disciplina educativa. A restrição e a limitação são necessárias para a consecução da ordem e a direção na vida. Uma das primeiras coisas que o ser humano aprende é que não pode tudo: muitas vezes na vida ficará frustrado e deprimido.