quarta-feira, 4 de agosto de 2010


DUALIDADE, RELACIONAMENTOS E FENÔMENO DO DESENVOLVIMENTO
Robert Happé

Em nosso mundo convivem dois tipos de pessoas. As que adquiriram a percepção consciente da totalidade e as que continuam dirigidas pelos valores do ego.

Para os que se conduzem pelos valores do ego prevalece o desejo de possuir tudo aquilo que julgue atraente e, ou rejeitar tudo aquilo que julga não ser atraente. Para os que adquiriram a percepção do consciente, verifica-se que eles se relacionam consigo mesmo num nível profundo, descobrindo as qualidades que possuem.

A grande maioria da humanidade está num nível de desenvolvimento em que sempre se pensa em termos de dualidade, em vez de se observar as polaridades e enxergar a conexão entre todas as coisas. De fato, muitos sentem hostilidade em relação ao conceito da unidade e da reconciliação, porque estão em conflito com alguém ou alguma coisa.

Um sentimento de superioridade parece impulsionar essa tendência de sempre discordar. Concordar e se unir aos outros parece representar uma ameaça à individualidade.

A mente de muitas pessoas tende a pensar dualisticamente. Quando essa dualidade é aplicada a programas sociais e políticos, à religião ou a relacionamentos pessoais, ela cria problemas ao invés de soluções. As pessoas sentem que precisam tomar partido ou tomar ações tais como gostar disso e não gostar daquilo. Desse modo criam intolerância em relação aos outros e criam separações. Aqueles que possuam uma consciência mais elevada que a puramente materialista têm a tendência de serem mais tolerantes e compreensivos.

A questão que se coloca é a de como podemos aumentar nossa percepção consciente e de como podemos passar do pensamento dualista para a consciência superior, uma vez que é nessa consciência superior que podemos experimentar a unidade de todas as coisas.

A mudança começa a acontecer quando o pensador passa a tornar-se objetivo, questionando tudo aquilo que sabe e acredita. Poucas pessoas ousam questionar padrões, atitudes e comportamentos que os motiva. Elas (pessoas) não se dão conta de que só quando a mente se volta para si mesma e questiona tudo aquilo que acredita, é que conseguirão lidar efetivamente com os eventos da vida. O questionamento leva a exercícios mais profundos, e a mente alcança ora a confirmação, ora a mudança do ponto de vista.

Aqueles que estão determinados e desejosos de reconciliar os opostos, constituem-se num verdadeiro enigma para aqueles que ainda se mantêm controlados por sua própria mente dualista. Eles não conseguem entender que as coisas podem ser certas e erradas, morais e imorais ao mesmo tempo, e sentem então uma necessidade de julgar e criticar.

Porém, quando o individuo se conecta com o poder interno e o amor penetra o coração, torna-se fácil e confortável assumir a visão holística.
Quando a maioria desejar a paz, nós a teremos. Isso significa que todas as batalhas precisam ser resolvidas, e isso começa com cada um resolvendo suas próprias batalhas interiores.

Na transformação que está por vir, o amor será a moeda mais valiosa, e as posses materiais terão sua importância reduzida. Isso acontecendo, passamos a nos perceber conscientemente como humanos, interagindo com humanos, como família humana. Os pensamentos estreitos e mesquinhos já não terão lugar na realidade do nosso mundo.

QUESTÕES:
1. Como entender a dualidade, mais especificamente, a maneira de julgar e agir dualmente?
2. Como entender o que seja “percepção consciente da totalidade”?
3. É possível somente pensar na unidade de forma a não entrar em conflitos?
4. A frase: “Na transformação que está por vir, o amor será a moeda mais valiosa”, já não foi dita por alguém?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

HOJE, REUNIÃO DE COORDENADORES E DIA 14 NOITE DANÇANTE

A coordenação da Equipe Cidade do MFC MACEIÓ aguarda a presença de todos os coordenadores, tesoureiros e auxiliares de Grupos de Base na reunião de Conselho de Cidade que acontece nesta terça-feira, no auditório da Sede do MFC em Maceió.
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A reunião tem como objetivo avaliar o desempenho do MFC e seus Grupos de Base, estabelecer metas e trocar informações referentes às atividades mefecistas no âmbito de Maceió. A troca de informações é necessária para que possa existir sucesso nas metas planejadas.
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Já a assessoria de eventos do MFC MACEIÓ confirmou para 14 de agosto (sábado), a partir das 19 horas, no Salão de Festas da Igreja do Aldebaran, uma Noite Dançante com o cantor Jean Claudio.
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Os convites individuais já estão sendo vendidos ao preço de R$ 10,00 (dez reais) e toda a renda será revertida em prol da reforma da Igreja de Santa Catarina Labouré, que tem como pároco o cônego João Neto.
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Na Noite Dançante, além da boa música e da oportunidade de rever os amigos, vários tipos de petiscos e bebidas serão ofertados por preços módicos.
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É uma oportunidade de reunir a família e os amigos e colaborar com a reforma da Igreja de Santa Catarina Labouré.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MFC MACEIÓ: REUNIÃO DE COORDENADORES É AMANHÃ

A EQUIPE CIDADE do Movimento Familiar Cristão de Maceió e os COORDENADORES, TESOUREIROS, ORIENTADORES DE GRUPOS DE BASE E ASSESSORIAS, estarão reunidos nesta terça-feira (03), a partir das 19h00min, no auditório da Sede do MFC (Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara – Rua do Estádio do CRB, prédio vizinho ao BPTran), para uma reunião que o objetivo é avaliar o desempenho do MFC e seus Grupos de Base, estabelecer metas e trocar informações referentes às atividades mefecistas no âmbito de Maceió.

A principal ação desenvolvida pelo MFC MACEIÓ é a intermediação, organização das ações e atividades dos Grupos de Base, sendo importante à troca de informações para que possa existir sucesso nas metas planejadas.

Lembramos aos coordenadores de levarem o questionário enviado por e-mail, devidamente respondido. Os que por algum motivo não receberam o questionário, devem solicitar através do e-mail: mfcequipecidade@gmail.com

Se você é Coordenador, Tesoureiro ou Auxiliar de Grupo, não falte a sua presença é fundamental para que o Grupo tenha voz e voto nas decisões do MFC MACEIÓ.

PAI, UMA MISSÃO SEM FIM

A missão confiada aos pais não é assegurada somente quando nossos filhos são apenas crianças. Precisamos ser bons mestres tanto nos ensinamentos como em atitudes, e isso não cabe a nenhuma escola. Muitas vezes, o acúmulo de coisas e outras preocupações pertinentes aos genitores fazem passar despercebido o fato de que a formação do caráter dos filhos depende deles.

Numa casa, nos finais de semana, sempre há muitas coisas para ser resolvidas; outras para ser consertadas, entre outros. E quase sempre, na tagarelice de criança, estará o filho rodeando o pai simplesmente para estar junto dele, ou para espalhar suas ferramentas. O filho – sem ter conhecimento – dispõe ao pai uma oportunidade de fortalecer vínculos e de fazer de uma simples tarefa doméstica uma experiência inesquecível para ambos; mesmo quando ele (o filho) inventa brincadeiras no mesmo local onde o pai está trabalhando.

São esses momentos que propiciam maior intimidade entre pais e filhos, por mais breve que sejam eles. Certamente, em pouco tempo, já não estarão mais interessados em ajudar a apoiar uma escada, nem a lavar o carro ou arrumar uma antena…

Nossas crianças não crescem já conhecendo sobre o que é certo e errado, tampouco têm idéia sobre a necessidade de se esperar o momento adequado para ganhar o presente que desejam ou ainda fazer aquilo que bem entendem como se o mundo girasse ao redor delas. Por outro lado, a missão de pai não termina com a chegada da juventude do filho. Rapidamente outras atividades vão tomar parte da vida de nossos jovens e não permanecerão eternamente sob as sombras dos pais. Dentre as novas ocupações, também vão estar o “compromisso” de responder e-mails, atualizar seus contatos em sites de relacionamentos, entre outras coisas.

Lembro-me de que na minha adolescência, pouco a pouco, fui estimulado a buscar trabalho, me fazendo assim conquistar o próprio dinheiro. Isso me permitiu experimentar a sensação de alcançar a minha “independência financeira” e de aprender como controlar meus próprios gastos. A sensação de ser dono do “próprio nariz”, ainda que não tivesse maturidade suficiente para enfrentar as próprias responsabilidades, já me estimulava a firmar meus propósitos naquilo que achava estar correto.

Na atitude natural daqueles que procuram proteger e defender seus objetivos e diante do parecer contrário dos pais a respeito de seus interesses, o jovem pode replicar questionando: “Por que não?”. Certamente, uma simples resposta de “porque sim” ou “porque eu quero assim” já não mais será suficiente para convencer o filho. De outro modo, abrir mão da responsabilidade e das regras estabelecidas em casa, deixando o jovem viver segundo seu bel-prazer não deverá ser o caminho mais fácil para se evitar os conflitos.

Podemos enfrentar algumas dificuldades para assimilar as possíveis diferenças de opiniões e de comportamento de nossos filhos. Mas a constância nas observações das normas e a perseverança na vivência das virtudes não permitirão que os laços de amizade e de confiança da família se tornem infecundos.

Assim, o respeito mútuo será o sustentáculo que permitirá o diálogo, no qual, poderão encontrar – juntos – a melhor maneira para se equacionar possíveis impasses.

Lembremos que aquilo que não foi semeado não poderá ser colhido, nem sob a condição de uma autoridade opressora.

Deus abençoe a todos que abraçaram essa missão.

*Dado Moura é membro aliança da Comunidade Canção Nova e trabalha atualmente na Fundação João Paulo II para o Portal Canção Nova como articulista.

domingo, 1 de agosto de 2010

HOJE, 46ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN





18º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Prof. Diácono Miguel A. Teodoro



Irmãos e irmãs. Hoje, iniciamos o mês vocacional e, neste mês, em nossas celebrações, devemos celebrar as várias vocações da vida cristã. Muitos são os ministérios, os carismas e os nossos dons. Busquemos descobrir a nossa verdadeira vocação para podermos servir a Deus em tudo o que temos de melhor. Nesta liturgia queremos estar em comunhão com os padres e diáconos e, de modo especial, com os Diáconos Permanentes, imagens do Crito-Servo.

18º Domingo do Tempo Comum
Cor Litúrgica: Verde
1ª Leitura: Eclesiasticos 1,2; 2,21-23
Salmo: 89(90)
2ª Leitura: Colossenses 3,1-5. 9-11
Evangelho: Lucas 12, 13-21


EVANGELHO:
Naquele tempo, um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus:
- Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou.

Jesus disse:

- Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês?
E continuou, dizendo a todos:

- Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.
Então Jesus contou a seguinte parábola:

- As terras de um homem rico deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: "Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que é que vou fazer? Ah! Já sei! - disse para si mesmo. - Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: 'Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se.' " Mas Deus lhe disse: "Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?"
Jesus concluiu:

- Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos.

COMENTÁRIOS:
A riqueza não garante a vida

No Evangelho de hoje temos um dos quatro textos exclusivos de Lucas que, de modo contundente, denunciam a ambição e a acumulação das riquezas. Os outros três são os seguintes: o Cântico de Maria (Lc 1,52-53), os quatro "ais" (Lc 6,24-26) e a parábola do pobre Lázaro (Lc 16,19-31).

No Evangelho de hoje, Jesus é procurado por alguém do meio da multidão pedindo-lhe que intervenha na partilha de uma herança. Esta partilha devia obedecer a critérios previstos na Lei religiosa e poderia ser submetida ao julgamento de algum doutor da Lei. Jesus rejeita desempenhar tal papel de mediador nesta questão de partilha da riqueza. Ele não fica na casuística, mas vai ao fundo da questão, aproveitando este caso para a denúncia da ambição e da acumulação de riquezas. Dirige-se, então, não só ao homem que o procurou, mas a todos, em todos os tempos, prevenindo contra a ganância.

Devemos compreender que, toda acumulação de bens, a partir do trabalho de outros, é injusta e inaceitável. Mas mesmo que a posse de bens acumulados seja resultado de uma herança, tal posse não pode ser o sentido da vida.

Assim, Jesus conta, então, a parábola do homem rico que armazenou a abundante colheita de sua terra em grandes celeiros, pensando que, assim, poderia gozar sua vida em segurança. Tolice! A riqueza não garante a vida e perturba o sono (cf. primeira leitura). Devemos compreender que a fonte da vida é Deus, e dela usufrui quem se dedica aos valores do Reino.

Na parábola é dito: "A terra de um homem rico deu uma grande colheita [.]; vou construir maiores celeiros e neles guardar o meu trigo [.]". hoje podemos dizer também a este homem: quem colheu, quem construiu os celeiros e quem guardou a colheita nos celeiros foram os trabalhadores explorados. A tua falsa segurança é uma riqueza injusta, e a tua ganância o afasta de Deus. Estejamos atentos, também, à segunda leitura! Ora, qual cristão participante não sabe que somente o respeito à dignidade do irmão e a prática da partilha é que nos levam à comunhão de vida eterna com Deus.

Para entendermos melhor, reportamo-nos, aqui, aos fins do século IV, buscando como exemplo a São João Crisóstomo que afirma em sua homilia sobre a Primeira Carta a Timóteo, ao dizer que: "não é possível enriquecer sem cometer mil iniquidades", e quem recebe a herança de seu pai "recebe o que foi juntado à força de iniquidades", por aqueles que "se apoderaram e beneficiaram do alheio".

Como seguidores de Jesus nosso compromisso é ser, em primeiro lugar, testemunhas da justiça. Devemos deixar de lado as teorias (através das quais falamos, falamos e falamos... E não fazemos nada) para, ao contrário, sermos um pouco mais práticos, ou seja. Sim. Vamos falar menos e agir mais em prol do Reino de Deus. Vamos sair de nosso estado de estagnação e vamos partir para a ação.

Na maioria das vezes, nosso agir cristão, em decorrência de muita teoria, é puramente mecânico: Falamos... Falamos, e falamos, e não fazemos nada. Em decorrência disso, nem percebemos que os nossos braços já estão acomodados de tanto ficarem cruzados. Em outras palavras: mais cruzados do que abertos. Por quê agimos assim? Se pensarmos que é porque nos julgamos ricos, estamos muitos muito enganados. Na verdade, é porque temos uma fraca participação na Igreja da qual fazemos parte e, então, se insistimos em pensar, a exemplo do homem rico, exemplificado no evangelho de Lucas, estaremos enganando a nós mesmos.

Devemos ter cuidado! Se cruzarmos nossos braços para as coisas do Reino de Deus, jamais ousemos proferir que somos felizes. Jamais ousemos dizer que temos tudo de bom que precisamos para muitos anos. Jamais poderemos dizer que estamos prontos para descansar. Jamais deveremos dizer que temos tudo para comer ou beber. Jamais.

Se, enquanto formos cristãos – seguidores de Jesus - houver um irmão caído, explorado, espoliado, perseguido, maltratado, injustiçado, traído, enganado, faminto, pobre e miserável, nunca que deveremos permitir rigozijo e descanso para nossas almas, pois, em relação ao nosso agir, deveremos tomar muito cuidado, pois, estaremos sujeitos a ser chamados de “tolos!” e, quando resolvermos abrir os nossos olhos, talvez, será tarde demais, porque poderemos estar já, em outra dimensão, isto é: mortos. Apesar de sabermos que Deus é imensuravelmente misericordioso. Devemos entender que Ele – Deus - não é tolo e, que a sua justiça não falha nunca. Pensemos nisto...

ORAÇÃO
Pai, preserva-me do apego exagerado às riquezas, as quais me tornam insensível às necessidades do meu próximo. Que eu descubra na partilha um caminho de salvação.

Bom domingo e boa semana a todos.

sábado, 31 de julho de 2010

MFC PROMOVE NOITE DANÇANTE NO ALDEBARAN

O MFC MACEIÓ promove uma NOITE DANÇANTE, com o cantor JEAN CLAUDIO, no SÁBADO, 14 DE AGOSTO, a partir das 19 HORAS, no SALÃO DE FESTAS DA IGREJA DO ALDEBARAN, em prol da reforma da Igreja de Santa Catarina Labouré.

O convite individual custa R$ 10,00 (dez reais) e já está sendo vendido na Secretaria da Igreja do Aldebaran e com mefecistas de diversos Grupos de Base do MFC MACEIÓ.

Será uma noite inesquecível, onde os mefecistas curtirão a boa música e uma oportunidade de reencontrar os amigos mefecistas dos diversos Grupos de Base do Movimento Familiar Cristão de Maceió.

Convide seus familiares e amigos para participarem da Noite Dançante com Jean Claudio no Salão de Festas da Igreja do Aldebaran.

AVALIAÇÃO DO 17º ENCONTRO NACIONAL DO MFC

Jorge Leão
MFC São Luís-MA


Depois de uma semana juntos, debatendo, refletindo e agindo, posso dizer que o nosso compromisso apenas aumentou. É de fato uma urgência pensarmos coletivamente a nossa atuação como cidadãos conscientes, por meio de projetos sustentáveis, que vão necessariamente na contramão do lucro a todo custo da máquina capitalista.

É preciso termos a coragem de denunciar ações antiecológicas, excludentes e devastadoras à manutenção da vida em nosso planeta. Os ecossistemas são formas equilibradas de conservar a vida, precisamos compreender melhor e mais profundamente a sua dinâmica.

Além da ação concreta na Barra do Jucu, faz-se agora necessária a continuidade de uma política ecológica para o MFC, o que não é nenhuma novidade, em termos de cooperar para uma vida mais plena e equilibrada. A nossa espiritualidade não se dissocia do conhecimento científico, e a ciência deve neste novo milênio possuir claros princípios éticos e ecológicos, o que converge para o plano cósmico da religação universal, do amor e da simplicidade, tema central de todas as tradições religiosas.

Outro ponto marcante foi a clara disposição dos amigos e amigas do Espírito Santo em tornar o encontro uma realidade de vivência fraterna. Nas celebrações, nos momentos de descontração e na vivência possibilitada pela hospitalidade capixaba, houve a preocupação constante do envolvimento dos encontristas com a temática mais ampla do ENA.

Uma crítica em relação ao momento mais voltado para o ato litúrgico da missa de abertura. Mesmo com toda a influência da religiosidade católica, presente historicamente na caminhada mefecista, já é o tempo de repensarmos tal aspecto, se é que queremos colocar em prática o nosso discurso ecumênico. Como sugestão, tanto no início como no fim, abrir para outras tradições não cristãs, sobretudo a grande influência da tradição indígena e africana na formação sócio-cultural do povo brasileiro.

Sobre o conteúdo trabalhado, penso ser oportuna a continuidade desta urgente e necessária discussão. Dou como sugestão para o nosso próximo encontro: ESPIRITUALIDADE ECOLÓGICA, SUSTENTABILIDADE E JUSTIÇA SOCIAL. Isso reforçaria a nossa práxis, a união de forças, encampando uma pressão política do MFC em relação a temas como: aquecimento global, lixo (e seus mais variados problemas, como coleta seletiva e lixo eletrônico), água, alimentação, violência urbana, sexualidade, relação familiar ecológica, reciclagem, pré-ciclagem etc.

Para que não dissociemos a temática com a nossa caminhada evangélica. Essa é então a minha avaliação sobre o nosso 17º ENA, em Vila Velha, cidade cheia de mar, cheia de ar, aberta para o ciclo das águas do rio Jucu. Que a nossa mente possa se fortalecer com a natureza que encontramos em Vila Velha.

Namastê!
(o Deus que está em mim saúda o Deus em você)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

COMEÇA HOJE O 10º ENCONTRO AMIGOS DE ALAGOAS E GUARABIRA

Inicia-se hoje o 10º ENCONTRO AMIGOS DE ALAGOAS E DE GUARABIRA, com uma caravana de 120 integrantes, formada de mefecistas maceioenses e amigos de Vamberto e Marly (foto), às 5 horas com um café da manhã no Mascate Malhas e às 6 horas o embarque em ônibus de turismo para Caruaru, Pernambuco, onde a comitiva alagoana visitará o Pólo de Compras de Caruaru e o Alto do Moura, onde a comitiva almoçará no restaurante Bode Assado.

Após o almoço no Alto do Moura, a comitiva alagoana seguirá para a cidade de Campina Grande, Paraíba, considerado um dos principais pólos industriais da Região Nordeste e o maior pólo tecnológico da America Latina onde se hospedarão no Garden Hotel, hotel cinco estrelas que dispõe de um parque aquático composto de cinco piscinas: bar molhado com cascata, uma piscina terapêutica e uma com hidromassagem, piscina infantil e uma piscina térmica coberta, apartamentos aconchegantes e decorados, tv, telefone, frigobar, ar condicionado, cofre individual e acesso à internet. Além de estrutura de quadras, campo de futebol society com grama sintética, uma quadra de tênis, quadra poli esportiva e quadra de squash, pista para pratica de Cooper, uma completa academia de ginástica, dotada com os mais modernos equipamentos e equipe de personal trainer à disposição. Às 20h30min a comitiva participa de um Jantar Dançante e Show Musical com artistas alagoanos e Forró Pé de Serra no restaurante do hotel.

Amanhã (sábado), após o Café da Manhã, a comitiva estará livre para usufruir da área de lazer do Garden Hotel ou se preferir, fazer um City Tur na Cidade. Das 11 às 12 horas acontece o almoço no restaurante do hotel. Em seguida a comitiva seguirá para a cidade de Guarabira, Paraíba, onde serão recepcionados pelos Amigos de Guarabira e se hospedarão nos Hoteis Victor Center e Guaralto.

Guarabira é um município brasileiro do Estado da Paraíba localizado na Mesorregião do Agreste Paraibano, na Microrregião de Guarabira (Brejo Paraibano). Seu nome, de origem tupi, significa "morada das garças". O Turismo Guarabirense se baseia, principalmente, no turismo religioso. Destaque para o Memorial Frei Damião, que propicia à cidade um alto número de fiéis que visitam em todas as épocas. Neste memorial foi erguida uma estátua, que atualmente é considerada a segunda maior do Brasil.

Ainda na tarde do sábado, os Amigos de Alagoas e Guarabira participarão da tradicional partida de futebol entre Alagoas e Guarabira no estádio Silvio Porto. Às 19h10min, saída para visita ao Memorial Frei Damião onde foi erguida uma estátua, que atualmente é considerada a segunda maior do Brasil. Toda Comitiva receberá o “Diploma de Peregrinação” pelo Pe. Gaspar. A saída com destino ao Clube Espaço Glamour está prevista para às 20h45min.

No Clube Espaço Glamour acontece a confraternização e entrega de Comendas, jantar e o baile dançante. Haverá veículos à disposição dos participantes para o retorno ao hotel.

Após o café da manhã do domingo, os Amigos de Alagoas e Guarabira participam às 8h30min, da Santa Missa, na Catedral de Guarabira, com Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, bispo de Guarabira. Às 10h15min o grupo retorna ao hotel para um rápido checkout, embarcarem nos ônibus e seguirem para o Clube Vila Gourmet, para o almoço de confraternização com churrasco, música ao vivo e entrega de troféus (ganhador do jogo e melhor jogador da história do Getulio Vargas Futebol Clube).

O retorno/saída para Maceió esta previsto para as 14 horas, chegando às 21 horas. Às 19 horas será servido um lanche no ônibus para não haver paradas no retorno a Maceió.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

MISSA DO 7º DIA DE FALECIMENTO DE JOEL ALBUQUERQUE CAVALCANTE

Convidamos a todos para a MISSA DO 7º DIA DE FALECIMENTO do Senhor JOEL ALBUQUERQUE CAVALCANTE, pai da mefecista Luciana Fon (Grupo Amigos na Fé), que acontece nesta sexta-feira, dia 30 de julho, às 19h30min, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Salgadinho.

Luciana Fon e demais familiares, agradecem as mensagens de conforto espiritual recebidas pelo falecimento de JOEL ALBUQUERQUE CAVALCANTE e pedem que, elevemos os nossos pensamentos, orando pela sua alma, unidos no sentimento e na prece.

Nossos relacionamentos, nossas vivências, nossas atuações no MFC, geram um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de simpatia, resultando nas nossas grandes amizades fixadas ao plano de Deus.

MFC EM PLENA ERA NOVA

Há criaturas que deixaram, na terra, como único rastro da vida robusta a que usufruíram na carne o mausoléu esquecido num canto ermo de cemitério.

Nenhuma lembrança útil...
Nenhuma reminiscência em bases de fraternidade...
Nenhum ato que lhe recorde atitudes como padrões de fé...
Nenhum exemplo edificante nos currículos da existência...
Nenhuma idéia que convencesse a barreira da mediocridade...
Nenhum gesto de amor que lhe granjeasse sobre o nome o orvalho da gratidão...

Usaram os empréstimos do Pai, exclusivamente para si mesmo, ouvidando estendê-los a outros companheiros, ignorando que a verdadeira alegria não se vive isolada numa só alma, pois que somente viceja com reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres humanos, principalmente entre famílias.

Infelizmente muitos de nós já vivemos assim!
Entretanto, agora os tempos são outros e as responsabilidades surgem maiores para todos nós.

O dever de SERVIR em largos horizontes de ideal superior, nos impele para frente.
Mais uma vez saímos convencidos deste 17º Encontro Nacional realizado em Vila Velha-ES, convencidos de que a humanidade ativa e necessitada, precisa de cada um de nós para construir seu porvir de triunfos. Ela nos conclama ao trabalho.

Descobrimos que o MFC é um monumento vivo de Deus – o Criador amorável. Honremos, portanto, a nossa ordem divina, trabalhando para o bem comum, sem esperança de retorno, como chuva de bênçãos, ao longo de nossas próprias pegadas.
Sejamos os vencedores da rotina e princípios escravizantes. Sejamos transformadores de mentalidades e “pensamentos cansados”; sejamos perseverantes na preservação ampla da natureza; sejamos mensageiros da boa nova no sentido de mostrar que a água, a terra, as florestas, os mangues, os rios e os mares são nossos irmãos, cooperando para o equilíbrio da energia cósmica entre os ecossistemas, sem esquecermos de que “devemos nos tornar a mudança que queremos para o mundo”. “Não tenhais medo”, disse o Mestre, porque “eu estarei contigo”.

Em cada dia precisamos fazer renascer no seio de cada família deste nosso imenso Brasil, a luz de um NOVO TEMPO e UMA NOVA VIDA.
Devemos ser reconhecidos por Deus pelas nossas atitudes
É necessário vivemos para SERVIR.
É necessário vivermos meus caros amigos do MFC de todo o Brasil e sermos mais do que simples passageiros.

Desejamos a todos vocês um feliz regresso às suas bases de trabalhos em seus Estados de origem.


Reinaldo e Marluce
MFC de Macapá

quarta-feira, 28 de julho de 2010

17º ENA - SÍNTESE DAS REFLEXÕES NAS COMUNIDADES

17º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC
SÍNTESE DAS REFLEXÕES NAS COMUNIDADES
Família promotora da justiça”
SOMBRAS NA FAMÍLIA
SITUAÇÕES QUE ILUMINAM A FAMÍLIA
CAMINHOS PARA A FAMÍLIA
REALIDADES DA FAMÍLIA
Ø     Individualismo
Ø     Inversão de valores
Ø     Materialismo
Ø     Modernidade
Ø     Sobrecarga de trabalho
Ø     Falta de espiritualidade
Ø     Deteriorização do convívio
Ø     Mídia descomprometida com a ética
Ø     Narcotráfico
Ø     Alcoolismo
Ø     Violência sexual
Ø     Desestruturação
Ø     Globalização
Ø     Capitalismo/consumismo
Ø     Comodismo
Ø     Falta de carinho
Ø     Desemprego
Ø     Preconceitos
Ø     Más influências
Ø     Ser escravo da tecnologia

Ø     A saúde da relação entre os membros
Ø     O  MFC com forma de iluminação para a família, embora tendo a presença de “ventos contrários.”
Ø     Novas famílias – É preciso trabalhar a juventude.
Ø     Ouvir mais os jovens
Ø     Melhores alternativas para integrar os jovens no MFC
Ø     O MFC deve trabalhar o afeto e a simplicidade.
Ø     Fazer uso da mídia para humanizar
Ø     Exteriorizar o afeto e o carinho
Ø     Proporcionar o bem ao outro
Ø     Através da prática coerente na convivência diária
Ø     Mudanças de atitudes a partir de meu “eu”.
Ø     Comprometimento com o MFC
v    na evangelização
v    no cumprimento das metas
Ø     Coletivo que promove a justiça e a paz.
Ø     Aprender a valorizar as diferenças no convívio pessoal, familiar e social.
Ø     Atividades de lazer
Ø     Paternidade e maternidade responsável
Ø     Consciência Política
Ø     Amar o filho real
Ø     Fortalecer a identidade mefecista
Ø     Palavras ensinam... Exemplos arrastam...
Ø     Abertura para dar e receber acolhida e ajuda
Ø   Reinventar as convivências verdadeiras, o matrimônio no cotidiano
Ø   MFC passador, de fermento que transforma
Ø   Casar no Senhor é o sentido do Matrimônio
Ø   Busca de relação afetiva, de valores humanos e cristãos.
Ø   Caos em toda a sociedade.
Ø   Alienação das pessoas da família.
Ø   Famílias pobres e numerosas
Ø   Elaborar projetos sociais para resgate de auto-estima 
Ø   Diálogo
Ø   Respeito ao homossexual
Ø   MFC ser promotor da justiça
Ø   Cultivo da presença de Deus
Ø   Evangelizar pela ação do MFC
Ø   Ter sabedoria em nossa ação
Ø   Reinventar a educação, visando a reeducação de hábitos, de valores e de modos de viver
Ø   Educar os filhos para a justiça familiar e social
Ø   O Mefecista precisa saber enfrentar os problemas.
Ø   Denunciar as injustiças.
Ø   Educar, combinando limites, caminhos para a sexualidade
Ø   Autocrítica
Ø   Tempo para ouvir o outro
Ø   Perdão
Ø   Existem famílias e não “família” – Famílias múltiplas.
Ø   Os meios de Comunicação nos impedem de ver a realidade.
Ø   Homossexualismo
Ø   Carga hereditária
Ø   Família não tem como base o casal: e as famílias com viúvas, mães solteiras, pais adotivos?...
Ø   Dificuldade em passar costumes e valores para os filhos
Ø   Protagonismo dos pais
Ø   Caos social
Ø  
Obs. I - Uma criança criada dentro de uma família com união homossexual vai se tornar diferente? Os filhos de pais homossexuais vão ser criados num molde diferente?
II- Discutiu-se também sobre a Igreja católica ser CONTRA o uso de anticoncepcionais.
SOMBRAS NA FAMÍLIA/SOCIEDADE
SITUAÇÕES QUE ILUMINAM A FAMÍLIA/SOCIEDADE
REALIDADES DA SOCIEDADE/ FAMÍLIA
Ø     Devastar é pecado social.
Ø      Falta de Consciência ecológica
Ø      Apropriação indevida da natureza
Ø     Desmatamento/queimada
Ø     Estrangeiros ocupam e exploram a Amazônia
Ø     Construções irregulares
Ø     Especulação imobiliária
Ø     Reservas ecológicas ameaçadas trazem consequências à vida
Ø     Leis que não defendem e que agridem o meio ambiente
Ø     A natureza pede socorro!
Ø     Uso indiscriminado de agrotóxicos
Ø     Contaminação do lençol freático
Ø     Esterilização do solo
Ø     Destruição da biodiversidade
Ø     Falta de ser agente/sujeito nos trabalhos de conscientização eco
Ø     O jovem tem se rebelado, por meio de suas atitudes, gestos
Ø     As famílias não conseguem se entender e interagir diante do caos social
Ø     O “ser feliz” de hoje é muito individualista, não se pensa no coletivo
Ø     Consumismo
Ø     Desmatamento, queimadas
Ø     Uso indiscriminado de agrotóxico
Ø     Má distribuição da terra
Ø     O comodismo gera conformismo
Ø     As novelas estão banalizando as famílias
Ø     A família não está sabendo agir diante de tantas informações midiáticas
Ø     A natureza não perdoa a ação que sofre
Ø     Queimadas de forma indiscriminadas/balões
Ø     Especulação de terras/latifúndios
Ø     Falta de política ambiental
Ø     Poluição sonora, do ar, da água, visual
Ø     O ser humano deixou a ambição e o consumismo serem prioridades em sua vida
Ø     O capitalismo e o consumismo desenfreados têm deixado as marcas em toda sociedade
Ø     Omissão da escola diante dos problemas ecológicos e das drogas
àEconomizar água, energia, combustível
àDiminuir o uso de sacos plásticos, usando sacolas de tecido
àFazer parceria com clubes de serviços e/ou entidades e poder público para conscientização da coleta seletiva e do lixo eletrônico
àReciclagem do óleo de cozinha
àNão jogar lixo nas ruas
àMudar hábitos comportamentais dentro da família
àCampanhas e conscientização sobre ecologia: buscar políticas públicas
àTransformar sucatas
àRecolher o lixo reciclável e vender para sustento de projetos sociais
àAumentar o reflorestamento
àDoar o que não se usa
à Reciclar nossas mentes e nossas atitudes, valorizando o “ser” .
àCuidar desde os pequenos atos
à Coragem de denunciar desmatamentos e outros
à Buscar a integridade da criação ( natureza sustentável), a começarpor nossa casa.
àEvitar o desperdício
à Formar consciência ecológica, despertando para o compromisso com o Meio Ambiente
à Engajar o MFC em organismos que defendem o meio ambiente
à Criar leis que evitem catástrofes na natureza.
à Incluir a disciplina ecologia no currículo escolar.
à Formar multiplicadores.
à Criar consciência crítica, humanizar os desejos
·         Espiritualidade ecológica
·         Mudança no sistema econômico
·         Participação do MFC nos movimentos ecológicos
·         Orçamento familiar
·         Aproveitamento dos recursos naturais
·         Refletir, repensar sobre a escolha de nossos governantes, objetivando ter representantes conscientes sobre a questão ambiental
·         A responsabilidade pela sustentabilidade é de cada um e de todos ao mesmo  tempo
·         Ser cristãos engajados na luta por mudanças, as quais devem partir de nós mesmos rumo ao coletivo
·         O MFC deve se envolver nos movimentos e associações que busca de ações de preservação ambiental
·         Levar às bases as iniciativas ecológicas do ENA
·         Utilização da água da chuva nos serviços domésticos
·         Captação de energia solar
·         Utilizar o lixo orgânico como adubo
·         Organizar grupos de artesãos para utilização de sucatas;
·         Evitar o desperdício de alimentos
·         Desenvolver um trabalho preventivo e coletivo conscientizando sobre os problemas ambientais
·         É por meio das crianças que poderemos mudar os conceitos e atitudes que promovam as famílias/sociedade
·         Exigir dos órgãos públicos a coleta seletiva de lixo
·         Divulgar o “documento de Aparecida” sobre a conservação da natureza
·         Apoio do MFC junto aos professores/escola referente aos problemas sócio-ambientais
·         Colocar limites na educação do ser humano
à Famílias migram para os centros urbanos. A natureza não perdoa a ação que sofre