quarta-feira, 15 de setembro de 2010

GASTÃO FOI TRANSFERIDO PARA O HOSPITAL DO AÇÚCAR

O mefecista maceioense Gastão Florêncio de Miranda (Grupo Caná da Galileia), internado desde a última segunda-feira (13) na UTI do Hospital Memorial Arthur Ramos, na Gruta de Lourdes, foi transferido na tarde desta quarta-feira (15) para o Hospital do Açúcar, no bairro do Farol.

Gastão deu entrada na emergência do Hospital Memorial Arthur Ramos com sangramento gastrointestinal, sendo transferido em estado grave para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) onde recebeu toda a assistência médica necessária. O quadro clínico ainda é grave, mas Gastão vem respondendo bem ao tratamento.

Gastão é ex-coordenador do Movimento Familiar Cristão em Alagoas e atualmente faz parte da assessoria das coordenações do MFC MACEIÓ e ALAGOAS.

MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO - CORREIO MFC BRASIL 242


Do próximo governo esperamos antes de tudo a continuidade do processo em curso nos últimos anos que resulta em redução da enorme disparidade de renda entre classes sociais privilegiadas e aquelas mais carentes e sacrificadas.

O MILHEIRO DE TIJOLOS
Helio e Selma Amorim
Membros do MFC/RJ


Já são mais 30 milhões os brasileiros transportados das classes menos favorecidas para um espaço social menos espoliado, rotulado de classe média.

Essa ascensão social vai reduzindo de forma consistente e sustentável o contingente dos mais pobres que ainda são muitos. O processo não pode ser interrompido, antes acelerado.

A ruptura progressiva com a histórica reprodução social que condenava à pobreza quem nasce pobre não é ainda bem percebida pelas classes mais favorecidas. O rico não mantém normalmente relações pessoais mais profundas com os pobres, pouco sabe da sua vida cotidiana e suas aflições. Vamos tentar explicar.

Severino, operário, acorda às quatro da manhã em seu barraco miserável que ele sonha melhorar quando puder comprar um milheiro de tijolos. Anda a pé um quilômetro para alcançar o ônibus apinhado que vai deixá-lo em jejum na estação do trem que, por sua vez, o levará ao centro da cidade onde comerá um pão seco e uma média de café-com-leite, para aguentar mais uma condução até a obra em que trabalha das sete às cinco.

Ele está trabalhando na construção de uma casa confortável, bem diferente do seu barraco que precisa de um milheiro de tijolos para ser melhorado.

Às nove horas chega o proprietário para visitar as obras. Acordou às sete, tomou banho, café da manhã caprichado, uma leitura rápida de jornal porque quer passar na obra antes de ir para o trabalho. Avisou à secretária que vai chegar um pouco atrasado, desce à garagem, pega o carro, o trânsito está bom, chegou na obra. Os olhos revelam uma noite bem dormida.

Reclama com o mestre que o serviço está lento, pede mais qualidade e produtividade, palavras mágicas da modernidade, “porque já gastou um dinheirão e as obras não andam”. Então avisa que resolveu aumentar a sala. Manda desmanchar duas paredes e crescer a varanda. “Vamos perder mais de um milheiro de tijolos”, previne o mestre, “fora a mão de obra”. “Mas compensa”, responde. “Minha mulher vai ficar satisfeita com a sala maior”. Mais uma vez reclama da indolência do pessoal, pega o carro e desaparece na esquina.

Pela ótica do apressado senhor, gentilmente interessado em agradar a esposa, trata-se de uma pequena modificação que lhe dará um insignificante prejuízo perfeitamente suportável e compensador. Já esqueceu a breve intervenção e se volta então para os compromissos profissionais do dia que para ele só agora vai começar. Nem lhe passa pela cabeça que o privilégio de construir uma casa só é possível pelos baixos salários do Severino e dos seus companheiros. Se tivesse que pagar o justo salário a todos os que precisam trabalhar para que aquela casa exista, o seu custo seria muitas vezes maior, e ele não poderia mandar construí-la. Tampouco conseguiria entender que mandar derrubar algumas paredes e aumentar uma sala pudesse causar estranheza em alguém. Afinal não está pagando?

Para o espantado Severino, esse pequeno episódio tem um significado incrível e absurdo. Para que aumentar ainda mais essa sala imensa, onde caberia duas ou três vezes o barraco inteiro, a mulher e os filhos do Severino? E os três dias de trabalho jogados fora para construir aquelas paredes que ele mesmo vai agora desmanchar? Três dias de trabalho significam, para ele, três madrugadas de andanças, ônibus, trem, pão e café-com-leite para agüentar o batente, três marmitas magras, trabalho duro até as cinco, três viagens de volta e noites de pouco sono, para produzir aquilo que agora um simples capricho manda destruir. E os mil tijolos perdidos que um dia ele espera conseguir para ajeitar o triste barraco? Severino começa a compreender melhor a profunda injustiça que existe por trás dessas paredes que já está derrubando.

Dos eleitos em outubro queremos que entendam o que representam mil tijolos para o Severino, e avancem em políticas e programas de transferência de renda e redução de disparidades sociais escandalosas, privilegiando os mais pobres que ainda não foram beneficiados e permanecem vivendo em condições desumanas.

ESTAMOS NO TOP BLOG 2010

Nosso blog (http://mfcmaceio.blogspot.com) está participando do prêmio Top Blog na categoria “Religião”.

Precisamos muito e contamos com seu voto e apoio! Basta clicar no link http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=busca&c_b=22102729 não passa de 1 minuto para concluir seu voto. E você ainda pode concorrer a vários prêmios participando da campanha “Eu vivo + sustentável”. Não se esqueça de confirma o voto através do seu e-mail.

O Top Blog é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico) os blogs brasileiros. Portanto, é essencial o seu voto para que consigamos ficar entre os melhores blogs!

Os vencedores serão divulgados em outubro!

Muito obrigado!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

GASTÃO É INTERNADO

Permanece internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Memorial Arthur Ramos na Gruta de Lourdes, o mefecista maceioense Gastão Florêncio de Miranda (Grupo Caná da Galileia), vitima de sangramento gastrointestinal.

Gastão foi socorrido na noite de ontem (13) pelos mefecistas Neto e Rita (coordenadores do MFC MACEIÓ) e Ailson e Simone (Coordenadores do Grupo Caná da Galileia) que o encaminharam a emergência do hospital onde foi constatado o sangramento gastrointestinal e em consequência, plaquetas baixas, constatadas através de exames. O estado de Gastão merece cuidados e ele deve continuar internado.

Gastão é casado com Eluza, tem cinco filhos, já foi coordenador estadual do MFC em Alagoas e já exerceu diversos cargos mefecistas. As coordenações do MFC MACEIÓ e ALAGOAS não estão medindo esforços para dar toda assistência necessária a Gastão nesse momento.

Conclamamos a todos a fazerem uma corrente de oração, pedindo ao Pai Maior pela saúde de Gastão e seu restabelecimento completo.

A oração é a principal forma de ajudar, pois o nosso Deus é o Deus do Impossível. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4,13).


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio”, disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas às manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando há vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Enviado por Neto Marinho, por e-mail

CONDIR/NE SE REÚNE EM ARACAJU

O Conselho Diretor Nordeste (CONDIR/NE) do Movimento Familiar Cristão (MFC), estará reunido no próximo final de semana (18 e 19) em Aracaju (SE), com a participação dos Estados de ALAGOAS, BAHIA, CEARÁ e SERGIPE, ocasião em que extensa pauta estará sendo discutida, com discussões, debates e definições relativas ao MFC.

O Conselho Diretor Nordeste do Movimento Familiar Cristão nesta 1ª reunião administrativa da gestão 2010/2013, estará composto pelos coordenadores regionais (atual e anterior), coordenadores estaduais, secretários, tesoureiros, assessores eclesiásticos, assessorias CONDIR/NE e demais mefecistas comprometidos com a caminhada.

A presidência da reunião será do casal James e Fátima Medeiros (Alagoas), eleitos coordenadores do CONDIR/NE - CONSELHO DIRETOR NORDESTE DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO para o triênio 2010/2013.

De Alagoas participarão da reunião do CONDIR/NE os casais mefecistas James e Fátima (Coordenadores Regionais), Vamberto e Marly (Vice Coordenadores Regionais), Neto e Rita (Coordenadores MFC MACEIÓ) e Jorge e Penha (Comunicação Estadual e Regional).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PÉRICLES DE ULA SE SUBMETERÁ A CIRURGIA NO HOSPITAL ARTHUR RAMOS

Membro do Grupo Vida e da Equipe de Canto do MFC Maceió, PÉRICLES de ULA (foto), se submeterá na tarde de hoje (13) a uma cirurgia de próstata no Hospital Memorial Arthur Ramos, no bairro Gruta de Lourdes.

Depois de ter realizado exames, a equipe médica constatou Hipertrofia Benigna da Próstata (HPB) – que representa o crescimento de um adenoma (tumor benigno), em uma das partes da glândula. A cirurgia está prevista para as 13 horas.

A Hipertrofia Benigna da Próstata (HPB) é a doença mais comum do homem. Aumenta progressivamente com a idade, ocorrendo em 40% dos homens a partir dos 50 anos e em 90% daqueles com 80 anos.

Pedimos que todos façam uma oração, que brote do coração de cada um, pedindo pela Providência Divina na cirurgia e recuperação do nosso querido amigo Péricles de Ula.

A oração é a principal forma de ajudar, pois o nosso Deus é o Deus do Impossível. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4,13).

domingo, 12 de setembro de 2010

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Prof. Diácono Miguel A. Teodoro

Neste segundo domingo do mês da Bíblia, Jesus quer nos desafiar a sermos discípulos atentos e dispostos a aprender dele o compromisso com o projeto de Deus-Pai. Na eucaristia que hoje celebramos, devemos buscar renovar a nossa fé que, diante das facilidades do mundo, encontra-se fraca, debilitada. Como cristãos, devemos acolher o convite de Jesus, para empenharmos nossas vidas em prol do Reino de Deus, representado, hoje, por não reconhecermos quem é Jesus.

12/09/2009
24º Domingo do Tempo Comum
Cor Litúrgica: Verde
1ª Leitura: Isaías 50, 5-9
Salmo: 114/115
2ª Leitura: Tiago 2,14-18
Evangelho: Marcos 8,27-35

EVANGELHO
Depois Jesus e os seus discípulos foram para os povoados que ficam perto de Cesaréia de Filipe.

No caminho, ele lhes perguntou:

- Quem o povo diz que eu sou?
Os discípulos responderam:
- Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é um dos profetas.

- E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? - perguntou Jesus.

- O senhor é o Messias! - respondeu Pedro.
Então Jesus proibiu os discípulos de contarem isso a qualquer pessoa.

Jesus começou a ensinar os discípulos, dizendo:
- O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, três dias depois, ressuscitará.

Jesus dizia isso com toda a clareza. Então Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo. Jesus virou-se, olhou para os discípulos e repreendeu Pedro, dizendo:

- Saia da minha frente, Satanás! Você está pensando como um ser humano pensa e não como Deus pensa.

Aí Jesus chamou a multidão e os discípulos e disse:

- Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa e por causa do evangelho terá a vida verdadeira.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Fé e seguimento.

Neste texto de Marcos encontramos três unidades de texto, ou perícopes, que também aparecem articuladas entre si nos Evangelhos de Mateus e de Lucas. À narrativa envolvendo a profissão de fé cristológica de Pedro segue-se o primeiro anúncio da Paixão e a proclamação das condições para o seguimento de Jesus.

Conforme as expectativas das elites religiosas e econômicas de Jerusalém, aguardava-se um líder, o messias, que daria à Judéia poder e status ao estilo do antigo império de Davi, conforme as glórias que constavam na tradição. Parte do povo assimilava esta tradição das elites, introjetando-a. Assim também acontecia com os discípulos de Jesus, originários do judaísmo.

Contudo, entre o povo havia opiniões que identificavam Jesus com alguns líderes populares, contestadores do poder, como foram João Batista, Elias ou os profetas.

Porém, junto de Jesus, Pedro, representando os discípulos, ao ser interrogado, externa sua opinião de que Jesus seria o messias ("cristo" em grego) esperado pelas elites. Jesus os repreende severamente (sentido original da palavra no texto grego), com o mesmo vigor que exorcizava os espíritos impuros.

Em continuidade, Jesus prenuncia as perseguições das autoridades religiosas que o ameaçam em Jerusalém. Pedro rejeita o confronto, com os possíveis sofrimentos, e é repreendido mais severamente por Jesus.

Jesus propõe as "coisas de Deus", a comunicação da vida sem limites. Pedro atém-se às "coisas dos homens", à preservação do poder e à paz da ordem iníqua estabelecida. Jesus, então, chamando a multidão com os discípulos, apresenta-lhes a proposta de seu seguimento.

A vida de cada um, ao ser doada em comunhão com outras vidas, em ações concretas (segunda leitura), encontrará a salvação, isto é, se insere e permanece no seio de Deus, na eternidade. Na primeira leitura, temos a figura do "servo de Javé", com a qual se identificava o povo judeu e que foi atribuída a Jesus pelos discípulos oriundos do judaísmo.

ORAÇÃO
Senhor Jesus, revela-me sempre mais tua face de Messias Servo, para que eu não me engane no caminho do teu seguimento.

HOJE, 52ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


sábado, 11 de setembro de 2010


HUMANIZAÇÃO

A falta de sensibilidade das pessoas e a apatia com os acontecimentos que as cercam, demonstram que aos poucos, cada vez mais, a humanidade está menos humana.

O fenômeno da competição, cujo critério prevalecente é “eu sou o melhor, estou cada vez melhor, que me importa os outros”, agrava o processo de desumanização, ao ponto de nos sentirmos agredidos interiormente quando somos alertados para essa nossa apatia.
Sofremos da falta de compaixão, isto é, não partilhamos do sofrimento dos outros. Ser compassivo, sofrer pelos outros, não faz parte da natureza humana, consequentemente a desumanização não acontece por acaso.

Cristo em seus ensinamentos faz um chamamento, um convite para rever esta posição, nos convida à CONVERSÃO. Converter-se é ter compaixão, partilhar da vida e do sofrimento dos que necessitam. SOMOS CONVIDADOS A DAR E RECEBER COMPAIXÃO. Assim se constrói o Reino de Deus.

QUESTÕES:
1. Como a humanidade está vivendo neste final de século o Projeto de Deus.

2. Nesta caminhada do nosso grupo, façamos uma reflexão pessoal:

- Qual foi meu crescimento como pessoa? (marido, esposa, pai, mãe, amigo...)
- Qual foi meu crescimento na fé?
- Qual é minha participação no bem comum em favor do próximo?

3. Qual sua expectativa para os próximos anos? Antes reflita sobre a frase: A esperança no futuro está em relação às sementes que plantamos hoje”.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DOMINGO, DIA 12, PADRE FÁBIO DE MELO FAZ SHOW EM MACEIÓ

Para colaborar com o PROJETO BEM-VINDO BEBÊ, o Padre Fábio de Melo faz um grande show no próximo domingo, dia 12, no Parque da Pecuária, em Maceió, a partir das 16h30min. Os ingressos já estão à venda nas Livrarias Paulinas, Paráclito, Shopping Farol, Tenda de Maria e Folia Brasil (G Barbosa).

Dom Antônio Muniz, bispo arquidiocesano de Maceió, preocupado com a situação que se instalou nos municípios atingidos pelas enchentes, não vem medindo esforços para ajudar às grávidas vitimadas pelas enchentes deste ano em vários municípios alagoanos, com gestos concretos de ajuda as grávidas da última enchente.

Ações vêm sendo realizadas pelo Comitê Arquidiocesano de Articulação das Ações em Socorro as Vítimas das Enchentes 2010. BEM-VINDO BEBÊ é um projeto de abrangência arquidiocesana em Santana do Mundaú, União dos Palmares e a Comunidade Rocha Cavalcante, Branquinha, Murici, Rio Largo e Jacuípe. No projeto serão atendidas 1.000 gestantes vítimas das enchentes, com assistência à saúde, segurança alimentar, nutricional, perspectivas de vida, favorecendo a dignidade humana, com assistência integral.

O PROJETO BEM-VINDO BEBÊ começou a ser desenvolvido em agosto deste ano e vai até fevereiro de 2011, com perspectivas de pós-parto, acompanhamento de orientação ao aleitamento materno, vacinação e cuidados com o bebê nos primeiros seis meses, com uma atuação da Pastoral da Criança, articulando-se com os gestores públicos, equipes locais, movimentos e outros segmentos da sociedade civil e religiosa.

As gestantes são cadastradas em seus municípios e depois de formados os grupos são acompanhadas até Juvenópolis em Maceió, aos sábados, das 8h às 17 horas para acolhimento e atendimento médico, psicológico, dentista, palestras educativas sobre aleitamento, segurança alimentar e nutricional, garantia de direitos, soro caseiro, cuidados com o bebê, entre outros.

Todos os atendimentos são feitos por voluntários que por amor abraçaram o projeto, por acreditarem que transformações são possíveis, com ações práticas e efetivas, na vivência do Evangelho.

O projeto utiliza os recursos recebidos em doação para, alimentos, medicamentos, kit bebê, berço, transporte, materiais de escritório e outros. O MFC – Movimento Familiar Cristão de Alagoas disponibilizou R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para o PROJETO BEM-VINDO BEBÊ, dinheiro entregue ao arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

VOCÊ QUER (RE)CONQUISTAR SUA MULHER


VOCÊ QUER (RE)CONQUISTAR SUA MULHER

Comece por escutá-la. A reclamação mais freqüente das mulheres em relação aos homens é de que eles não as escutam.

A mulher contemporânea tem uma tremenda necessidade de falar sobre seus sentimentos e de ser ouvida para poder enfrentar seu estresse gerado pelo excesso de trabalho, dificuldades com filhos, salário injusto. Para a mulher, falar é uma libertação, seja num arroubo poético, seja sobre trabalho, fofocas, o que as crianças fizeram no dia, ou declinando reclamações catárticas.

A mulher precisa ter alguém com quem conversar. Se ela não consegue conversar com você, será com outra pessoa, outro homem, e isso pode fazer com que sinta atração sexual por quem a está escutando. Uma das principais causas da infidelidade feminina, muito maior do que a insatisfação com as técnicas sexuais do seu parceiro, é a falta de compreensão e a ausência de alguém com quem falar. Ela quer falar sobre sua vida, opiniões, sentimentos, medos e fantasias. Você pode estar muito ocupado trabalhando, jogando tênis ou futebol, assistindo TV, digitando, lendo o jornal, bebendo, ou você próprio falando. Outro homem que a escute pode virar seu amante. Portanto, se você quiser uma vida amorosa decente, saiba que sua companheira primordial precisa sentir-se ouvida e compreendida, não por uns instantes, mas continuamente. E mesmo que você tenha dificuldade, escute!

Escute para apoiar. Apoio significa escutar suas esperanças e sonhos, temores e inseguranças com uma compreensão real, não somente com um "hã, hã" distraído. Apoio significa deixá-la chorar, até gritar, oferecendo conforto, mas não conselhos, a menos que ela peça. Apoio significa ela saber que não há perigo em compartilhar seus sentimentos verdadeiros. Apoio significa não se apressar em julgá-la, "salvá-la" ou resolver seus "problemas", a menos que ela peça ajuda. Apoio significa escutar sem raiva, ansiedade ou desaprovação. Isso não é fácil, mas se você se enfurecer quando ela contar o que sente, ela não se sentirá segura em compartilhar seus sentimentos com você.

Se você tenta escutá-la, mas na maior parte do tempo só quer realmente que ela se cale, provavelmente você não deveria estar com ela. Se não quer perdê-la, decida-se a escutá-la. Escute para aprender tudo sobre ela, inclusive seus desejos sexuais. E esteja seguro, se você conversar com ela e a escutar, ela nunca deixará de falar com você.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

MFC MACEIÓ: AMANHÃ TEM REUNIÃO DE COORDENADORES

A EQUIPE CIDADE do Movimento Familiar Cristão de Maceió e os COORDENADORES, TESOUREIROS, ORIENTADORES DE GRUPOS DE BASE E ASSESSORIAS, estarão reunidos nesta quinta-feira, 9 de setembro, a partir das 19 horas, no auditório da Sede do MFC (Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara – Rua do Estádio do CRB, prédio vizinho ao BPTran), para uma reunião com o objetivo de avaliar o desempenho do MFC e seus Grupos de Base, estabelecer metas e trocar informações referentes às atividades mefecistas no âmbito de Maceió.

A principal ação desenvolvida pelo MFC MACEIÓ é a intermediação, organização das ações e atividades dos Grupos de Base, sendo importante à troca de informações para que possa existir sucesso nas metas planejadas.

Se você é Coordenador, Tesoureiro ou Auxiliar de Grupo, não falte a sua presença é fundamental para que o Grupo tenha voz e voto nas decisões do MFC MACEIÓ.

MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO – CORREIO BRASIL 241

Ressurge na Igreja o movimento pela justa distribuição de terras, contra a absurda concentração fundiária no Brasil, com propriedades rurais de origem duvidosa, nas dimensões de estados da federação. É oportuno recuperar a proposta deste santo bispo corajoso e profeta.

Um santo profeta de antigamente dizia que Deus criou o Universo
e o diabo inventou a propriedade. "A Terra é de Deus e Ele a dá a todos", repete o povo.


PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA
Dom Pedro Casaldáliga
Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia


Nos quatro primeiros séculos da Igreja cristã, muitas vozes proféticas condenaram o pecado do lucro, da acumulação, da absolutização da propriedade. Seguiam o exemplo de Jesus, tão explicito frente ao dinheiro e a acumulação. Ele nos ensinou que o Pai é "nosso" e que o pão deve ser "nosso". Ele próprio se faz partilha e comunhão.

Depois dessa primeira época, banhada em sangue mártir, a Igreja de Jesus tem cometido muitas alianças espúrias com o dinheiro e o poder. Lamentavelmente ela tem ajudado com palavras, com feitos e com estruturas, a fazer da propriedade um direito "sagrado". Também ela tem ajudado, muitas vezes, a condenar a propriedade absoluta e a reivindicar a hipoteca social que pesa sobre toda a propriedade.

A propriedade é um direito e também um dever. A propriedade capitalista, por definição, acumula e exclui, justifica a fome, a miséria, a depredação e o ecocídio, o armamentismo e as guerras...

Frente à propriedade absoluta, há tempo que vêm surgindo vozes e ações de protesto, de revolta, de propostas justas e alternativas. Concretamente no nosso Brasil (e em toda nossa América). Este Brasil, que poderia ser uma benção, ocupa o segundo lugar mundial na concentração da propriedade fundiária. É campeão em latifúndio e em desigualdade social.

Está na hora de condenar o latifúndio como uma iniquidade. Está na hora de fazer da reforma agrária uma realidade e não mais um sarcasmo de promessas e subterfúgios. Proclamamos, com indignação e com esperança, que é possível, necessário e urgente acabar com o latifúndio. Todo latifúndio é injusto. E só se fará justiça ao povo do campo com uma reforma agrária e agrícola de terra distribuída e estabelecidos os limites máximos de toda propriedade.

Estamos em campanha por um outro modelo para o campo brasileiro. Atualizaremos e radicalizaremos uma autêntica revolução no campo. Pelo Deus da vida e da Terra. Militantes e mártires, que vêm dando seu suor e seu sangue, nos comprometem e nos acompanham. Exigimos do Congresso e do Judiciário o cumprimento da Constituição que dispõe que "a propriedade atenderá sua função social".

Queremos fazer do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo um Fórum permanente e verdadeiramente nacional. E, concretizando nossa luta e reivindicação, assumimos, com a teimosia que for necessária, e em união com todas as forças vivas, a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra.

terça-feira, 7 de setembro de 2010



Prezado Jorge e
Amigos de Alagoas,


Tenho acompanhado este blog desde agosto, entro e me informo todos os dias e parabenizo-o pela iniciativa, de levar formação, informação e cidadania aos homens de bons costumes, tanto do MFC como para tantos outros que não participam.

Tenho até copiado algumas coisas de seu blog e colocado no nosso aqui de São João Del Rei, lá coloquei muitas fotos do ENA que a coordenadora Edna e a vice-coordenadora Marly trouxeram, para que os são-joanenses pudessem participar e conhecer.

Acompanhei suas mensagens durante o ENA também. Mais uma vez parabéns e que espalhemos a idéia "MFC" pelo Brasil afora para que este país se torne sério e melhor um dia.

Quando puder visite nosso blog pode ser que ali tenha algo que ajude na construção do seu quando em vez: http://mfcsjr.blogspot.com

Tenho colocado algumas matérias também no blog http://metasjr.blogspot.com que serve de informação para que os homens num futuro próximo possam ser formadores de opinião e tornem tantos outros felizes, e que possamos assim dizer um dia “eu contribui para que meu país seja melhor para que as pessoas se tornassem justas e perfeitas”. Assim Deus nos ajude.

Fraternal abraço,

Marcio Costa
mfcsjr@gmail.com
Vice-Coordenador do MFC de São João Del Rei/MG

DIA DA PÁTRIA

O conceito de Pátria traz implícita a idéia de unidade.

A solidariedade orgânica, assegurada pelo Estado-Nação, cimenta a unidade entre todos os cidadãos.

Infelizmente, com toda a disparidade econômica e social que assola o Brasil e tantos outros países, muitas pessoas se sentem deslocadas - e com razão -, como se muitas vezes não fizessem parte de suas respectivas Nações.

A comemoração deste dia visa o despertar da consciência do povo e seu desejo de reivindicar a Pátria como patrimônio seu, e não apenas inescrupulosa e indiferente à formação da solidariedade orgânica entre os brasileiros.

Símbolo de reflexão e de resgate de nossa História, o 7 de setembro deve ser o momento de avaliação dos erros e acertos do passado, de análise do presente e de suas perspectivas para o futuro.

Como a um filho, com todos os seus imponderáveis defeitos e dificuldades, devemos sempre amar a Nação que nos alimenta e ensina. Os símbolos nacionais são o retrato vivo do Brasil, de nossa terra e de nossa gente.

A Bandeira e o Hino, o Brasão de Armas e o Selo Nacional são as mais legítimas manifestações simbólicas de nossa União - um milagre construído com a perseverança das inteligências patriotas, o suor dos humildes, o sangue dos heróis e o sacrifício das gerações passadas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

GRITO DOS EXCLUÍDOS ACONTECE NESTA TERÇA-FEIRA EM MURICI

Na manhã desta terça-feira, 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, acontecerá o tradicional Grito dos Excluídos e Excluídas em todo o país. Pela primeira vez em Alagoas, a Diocese de Maceió priorizou que a atividade fosse executada fora de Maceió. O local escolhido foi o município de Murici, localizado na zona da mata alagoana, e que no mês de junho foi uma das áreas atingidas pelas enchentes no Estado de Alagoas.

O grito deste ano aborda o tema “ONDE ESTÃO NOSSOS DIREITOS? VAMOS ÀS RUAS PARA CONSTRUIR UM PROJETO POPULAR”. Tem como objetivos centrais denunciar o modelo político e econômico, que ao mesmo tempo, concentra riqueza e condena milhões de pessoas à exclusão social, miséria e a fome; além de propor caminhos alternativos para desenvolver políticas de inclusão social.

A partir das 7h, terá a concentração em frente à Igreja dos Capuchinhos, no bairro do Farol, em Maceió, vários ônibus irão levar integrantes dos movimentos e pastorais sociais, estudantes, sindicalistas e ativistas de vários segmentos sociais interessados para participar da atividade. Ao chegar à cidade de Murici, a mobilização se iniciará na Rodoviária, em seguida, os participantes caminharão pelas ruas principais, visitarão aos galpões onde as famílias desabrigadas foram alojadas após as enchentes. Essa também será a oportunidade de ouvir as vítimas sobre as dificuldades enfrentadas.

Na ocasião, também terá a distribuição de panfletos sobre o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade de Terra e a votação em urnas itinerantes.

Com o GRITO DOS EXCLUÍDOS a Arquidiocese de Maceió encerra a SEMANA SOCIAL ZILDA ARNS que proporcionou celebrações religiosas, conferências, exposições e o plebiscito popular pelo limite da propriedade de terra, onde contou com a presença de diversos setores da sociedade ligados aos temas em questão.


UM ANO DE MISSA NO ALDEBARAN

Ontem, a Equipe Mefecista formada por João e Patrícia Cassella, Neto e Rita, Ailson e Simone, Rainey e Anamaria e Jorge e Penha, responsáveis pela organização litúrgica e animação da Missa dominical das 17h30min na Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran, comemoraram um ano de participação ativa na Paróquia comandada pelo Cônego João Neto.

No inicio o grupo era bem maior. A distância da Igreja das residências da parte baixa de Maceió, o horário de a Missa ser no final da tarde/inicio da noite, compromissos sociais aos domingos, o futebol na telinha e também nos estádios, etc... etc..., pode ser causas de desânimo e desistência de alguns que começaram e hoje não participam mais desse grupo. Mas o que vale é que a Missa é um sucesso com vários mefecistas e a comunidade sempre participando das Missas.

Refletindo sobre o que faz as pessoas continuarem ou desistirem de participarem mais ativamente da Igreja, vejo que atrair pessoas para a Igreja não é difícil. Sempre existem pessoas se apresentando para participarem ativamente. O desafio é fazer com que as pessoas permaneçam.

Permanecer na Igreja deveria nos levar a uma renovação interior constante. Perder o gosto pela participação ativa na Igreja é algo muito presente hoje. É a tentação de transformar a evangelização em rotina e em dever, quando deveria ser a principal fonte de alegria.

A alegria e a plenitude interior de colaborar com a vinda do Reino de Deus e de trabalhar na vinha do Senhor devem ser para a pessoa uma experiência constante. Aqueles que se deixam levar por esta tentação farão de sua ação um trabalho a mais, como outros, limitado pelo peso do dever e da rotina.

Muitos dos cristãos perdem a oportunidade de viver uma experiência amorosa no seio da igreja. “Se vocês tiverem amor uns para com os outros, todos reconhecerão que vocês são meus discípulos” (cf. Jo 13,35). Jesus nos lembra que devemos ser reconhecidos pela nossa capacidade de amar. E a Igreja deve ser um lugar onde podemos cultivar esse ensinamento.

Termino fazendo uma pergunta para ajudar a fazer o nosso exame de consciência: O QUE BUSCAMOS QUANDO PARTICIPAMOS ATIVAMENTE DA IGREJA?

Boa reflexão!

domingo, 5 de setembro de 2010

23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Prof. Diácono Miguel A. Teodoro

Neste 23º Domingo do Tempo Comum, Jesus nos apresenta as condições para segui-lo. Nossa opção deve acontecer de forma consciente e livre para que não venhamos vacilar, em conseqüência das dificuldades que surgirem, no nosso seguimento do Mestre que nos desafia a tomar o seu caminho. Deus respeita a nossa liberdade de escolha. Será que nosso medo de seguir a Jesus, é maior do que o amor que temos por ele?

05/09/2010 23º Domingo do Tempo Comum
Cor Litúrgica: Verde
1ª Leitura: Livro da Sabedoria 9,13-18
Salmo: 89(90)
2ª Leitura: Epístola a Filêmon 9b-10.12-17
Evangelho: Lucas 14,25-33


EVANGELHO Lucas 14,25-33
Naquele tempo, uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse:

- Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: "Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!"

- Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz.

Jesus terminou, dizendo:

- Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.

Irmãos e irmãs alegrem e exultem, pois, esta é a Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS
Prezados irmãos e irmãs.

Neste 23º domingo do tempo comum, Deus nos concede a graça de, hoje, nos reunirmos para que possamos enfrentar, com consciência, os desafios que Jesus nos propõe, a fim de nos tornarmos seus fiéis seguidores.

Para podermos entender a proposta que Jesus nos faz, via Lucas, primeiramente busquemos ver que o evangelista exalta o ministério itinerante de Jesus afirmando que grandes multidões o acompanhavam, e insere o tema das exigências do seguimento de Jesus. Por mais outras duas vezes Lucas retoma este tema (9,57-62 e 18,24-30) em seu Evangelho.

No entanto, observemos que Jesus está em contato com as multidões, tomadas por um misto de curiosidade e esperança. Ele quer atraí-las ao seu seguimento, porém, conscientes do compromisso a que são chamadas. Com duas sentenças seguidas de duas curtas parábolas intercaladas e uma sentença conclusiva, Jesus, conforme Lucas, apresenta as condições para este seguimento. Veja que cada sentença está incluída na estrutura frasal: "Se alguém (ou: quem) não [.], não pode ser meu discípulo!".

Assim, nos deparamos com três condições para o seguimento de Jesus. Vejamos:

A primeira condição é a libertação em relação aos laços tradicionais de família, estabelecidos como forma de conservadorismo ou privilégios raciais, principalmente quando evocados alegando-se a eleição divina. A opção deve ser radical por Jesus e pela proposta do Reino.

A segunda condição é o "carregar a sua cruz", que passou a ser uma expressão comum entre os discípulos, após a morte de Jesus. O carregar a cruz foi o auge da repressão sofrida por Jesus, da parte dos poderosos da sociedade, ao longo de sua vida. Assim, o discípulo deve estar disposto a enfrentar a repressão ao exercer o serviço da palavra e do testemunho, sem medo da morte.

A terceira condição é totalizante. É a renúncia a tudo o que se tem. É a conquista da liberdade total, da liberdade do medo da morte, o que transforma o discípulo em um ágil, fiel e solidário seguidor de Jesus, o qual tem a Sabedoria e o Espírito de Deus, conforme nos é relatado na primeira leitura.

No entanto, para nos ajudar e facilitar a nossa reflexão, em Paulo, que no fim da vida preocupa-se com a libertação do escravo Onésimo (veja novamente a segunda leitura), temos um exemplo de quem renunciou a tudo, coerente com a visão que tinha de Jesus.

Mas há algo que não devemos esquecer: as duas curtas parábolas mostram a necessidade de perceber bem as consequências nas tomadas de decisões importantes para não vacilar, depois, diante das dificuldades, particularmente quando se trata da própria decisão de seguir Jesus.

Deste modo, como seguidores de Jesus, por intermédio de uma opção livre e consciente, devemos, como cristãos, retomar o seu itinerário, de forma que possamos nos tornar verdadeiros e autênticos propagadores de seu Reino e lutar por um mundo mais igual e mais comum a todos os filhos de Deus, fazendo com que, através de nossa perseverança, prevaleça a justiça sem privilégios.

ORAÇÃO
Pai, reforça minha disposição a ser discípulo de teu Reino, afastando tudo quanto possa abalar a solidez de minha adesão a ti e a teu Filho Jesus.

Bom domingo a todos. Na Paz e na Fraternidade.

HOJE, 51ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN