sábado, 8 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
DIVÓRCIO E SEPARAÇÕES CONJUGAIS
DRA. ALICE SIBILE KOCH
DRA. DAYANE DIOMÁRIO DA ROSA
ABC da Saúde
O divórcio, quando ocorre, ou quando sua possibilidade se torna real na vida dos casados, é uma das mais importantes crises da vida do adulto.
No casamento, ambos os parceiros mudam ou evoluem com os anos, geralmente em diferentes ritmos, e não necessariamente em direções complementares, podendo surgir a necessidade de separação.
Assim, diante de um casamento não satisfatório, começam a surgir inúmeros problemas no convívio e no relacionamento, que chamaremos aqui de desajustes conjugais. Ocorrendo a separação, ambos os ex-parceiros , independente de quem tenha tomado a iniciativa, passam por um período de sofrimento em decorrência da perda da relação, por pior que essa estivesse no período imediatamente anterior ao divórcio.
Falaremos aqui em divórcio como sinônimo de separação de corpos e de domicílios, independente do tipo de casamento, seja civil, religioso ou consensual (amigável).
UMA MAIOR ACEITAÇÃO DO DIVÓRCIO
A maior facilidade legal para o divórcio e a diminuição da influência da religião com dogmas rígidos tornaram a separação um acontecimento mais aceitável, com as pessoas separadas sofrendo menor preconceito que no passado.
Uma mostra disso é o fato de no Brasil desde 1940 até 1990, segundo o IBGE, o percentual de pessoas divorciadas, na população em geral, aumentou aproximadamente 15 vezes. Outro aspecto que contribuiu foi a busca mais acentuada pelo bem-estar individual, através da maior oferta de prazer (real ou ilusória) na sociedade atual para aqueles que abrem mão da vida a dois.
COMO SE PERPETUAM RELAÇÕES DESAJUSTADAS NO CASAMENTO
Em um casamento, quando ocorre um desajuste conjugal, a responsabilidade pelo problema é de ambos os cônjuges, mesmo que aparentemente a situação aponte para um único responsável.
Isso porque ocorre o que pode ser chamado de acordo inconsciente entre os dois no casamento, isto é: um problema que aparentemente é de apenas um dos cônjuges, é, em geral, compartilhado ou até mesmo aceito pelo outro.
Assim, uma pessoa ao se casar ou manter-se casada o faz pelas virtudes do parceiro ou da própria união. Porém, com as virtudes, aparecem as diferenças e até mesmo os problemas.
Questões sócio-culturais também são muito importantes na manutenção de casamentos muito desajustados, principalmente em culturas e classes sociais em que a mulher (ou o homem) tem uma educação rígida em relação ao casamento, não tendo uma vida pessoal própria, independente, mesmo profissionalmente, em que o casamento e a maternidade são vistos como meio de vida, muitas vezes por necessidade e não como opção.
Além disso, muitos casamentos mantêm-se pela extrema dependência afetiva dos cônjuges um do outro, que faz com que desajustes intensos no casamento sejam tolerados, de modo que a tristeza pela perda do casamento seja intensa ou até insuportável, não permitindo uma separação mesmo que os problemas conjugais sejam vários.
CAUSAS DO DIVÓRCIO
Da mesma forma que ocorre com o casamento, o divórcio é uma questão única para cada dupla que se separa.
Geralmente a separação é mais comum entre casais que se uniram na adolescência ou entre membros de diferentes níveis sócio-econômicos e culturais. Também pessoas cujos pais eram separados têm maior tendência a resolver um problema conjugal optando pelo divórcio.
Outra experiência provocadora de tensões no casamento é a paternidade, fazendo com que o parceiro sinta menos prazer com o outro após o nascimento de filhos.
A presença de doença nos filhos também gera uma tensão ainda maior, sendo que casamentos em que um dos filhos morre por doença ou acidente têm uma tendência de cerca de 50% em terminarem no divórcio.
DIVÓRCIO E RELAÇÕES EXTRACONJUGAIS
Na meia idade (40 a 60 anos) 60% dos homens e 40% das mulheres tiveram pelo menos um encontro extraconjugal (segundo dados americanos). A maioria desses acontecimentos é mantida em segredo, mas a sua revelação raramente se transforma em causa suficiente para a separação.
Muitas vezes, contudo, a relação extraconjugal sinaliza insatisfações prévias dentro do casamento, de um ou de ambos os parceiros, e não necessariamente apenas insatisfações sexuais.
MOTIVOS PSICOLÓGICOS PARA O DIVÓRCIO
Inúmeras e praticamente incontáveis podem ser as razões objetivas e práticas de separações. As pessoas que se separam podem atribuir a perda do amor, a presença de um relacionamento extraconjugal, o esfriamento sexual, as brigas constantes, a interferência dos sogros, a falta de dedicação ao casamento, e tantos outros que propiciam um desajuste conjugal.
Porém, da mesma forma que vimos antes em relação aos fatores inconscientes (não percebidos pela pessoa) que são capazes de manter uniões “desajustadas”, também ocorrem fatores psicológicos (inconscientes) da pessoa que agem na hora de optar-se por separações, além dos fatores objetivos, práticos, que se mostram mais evidentes.
Podemos falar nos seguintes fatores psicológicos que determinam as separações:
Escolha do cônjuge:
Não é raro que uma escolha insatisfatória tenha uma repercussão através do divórcio somente após anos de casamento. O nascimento de filhos, o surgimento de rotinas, a estabilização da vida sexual, a maior independência dos filhos crescidos, entre outros aspectos comuns do casamento, porém geradores de ansiedade, podem levar a uma reflexão sobre a escolha do cônjuge apenas após anos de vida a dois.
Amadurecimento do casal:
Uma segunda causa psicológica para o divórcio seria o amadurecimento desigual do casal. As mudanças naturais que ocorrem em cada pessoa ao longo da vida podem gerar nos parceiros de casamento diferenças que se tornam difíceis de conciliar.
Decadência dos aspectos saudáveis do casamento:
A diminuição do efeito saudável, ou terapêutico, do casamento é algo que muitas vezes determina seu fim. Não é raro que uma pessoa encontre no parceiro alguém que vai poder aliviar sua ansiedade ou angústia diante de alguns de seus problemas pessoais. É importante lembrar que isso, em si, não é algo anormal ou um problema em si. É algo natural das uniões. Porém pode extremar-se ou tornar-se um problema. Mas quando este lado de alívio da ansiedade dentro do casamento é rompido, a união pode acabar.
Mudança psicológica de um dos cônjuges:
Muitas vezes o que pode aproximar duas pessoas são seus lados problemáticos, ou conflituosos. Assim, o divórcio pode estar ligado à melhora psicológica de um dos cônjuges, sem ser acompanhado pelo outro.
Surgimento de um problema psicológico em um dos cônjuges:
Uma mulher pode ver-se diante de uma forte necessidade de separar-se de um marido que, com o passar dos anos, foi se tornando deprimido e alcoolista. Da mesma forma, um homem pode não mais conseguir manter-se com uma mulher que, diante das inseguranças e sentimentos depressivos do período de climatério (menopausa), começa a ter casos extraconjugais, como forma de reafirmar sua sexualidade e feminilidade, muitas vezes abaladas nesse período.
Ilusões sobre o divórcio:
Às vezes pode também ocorrer da pessoa iludir-se a respeito da vida do divorciado (que seria mais prazerosa) e acabar optando pela separação. Portanto, não é tão raro ou estranho que separações retrocedam.
A CRISE DO DIVÓRCIO
Divórcio é um momento de crise importante na vida da pessoa. Em geral, ocorre uma reação de luto pelo fim da união, por pior que esta estivesse antes da separação. Falamos de luto pela tristeza decorrente da perda do casamento, tristeza que pode iniciar antes mesmo da separação definitiva. A maioria das pessoas relata sentimentos de depressão e angústia intensa, relacionada a dúvidas e mudança constante no humor na época do divórcio (às vezes alegre, eufórico, às vezes triste, outras irritado). Apesar de uma separação poder ocorrer de forma rápida, estudos mostram que o processo de recuperação psicológica da crise do divórcio leva cerca de dois anos para ter uma resolução satisfatória, quando torna-se possível que o ex-cônjuge seja visto de modo neutro (sem raiva ou rancor intensos ou, por outro lado, quando deixa de ser visto como "uma paixão insubstituível e perfeita"), com cada um dos separados aceitando sua nova identidade de pessoa solteira ou descasada.
OS FILHOS DO DIVÓRCIO
Como ficam as crianças após o divórcio é uma preocupação freqüente dos pais e daqueles que profissionalmente se dedicam a minimizar o efeito do divórcio nos filhos dos separados.
Portanto, conseqüência para as crianças existem, e mais ou menos, de acordo com vários fatores, incluindo a própria resolução favorável da separação para os pais, a idade das crianças e o seu grau de desenvolvimento.
Do ponto de vista da criança, é preciso levar em conta que a separação é um projeto dos pais. Muitas crianças conseguem ser razoavelmente felizes e sentirem-se bem cuidadas em famílias em que um ou ambos os cônjuges sentem-se infelizes.
Poucas crianças demonstram sentirem-se aliviadas com a decisão do divórcio.
Uma repercussão imediata dos filhos ao divórcio é variável de acordo com o desenvolvimento e a idade dos mesmos. As crianças mais novas, pré-escolares, de 3 a 5 anos, podem apresentar uma regressão depois que um dos pais deixa o lar, podendo voltar a urinar na cama, a serem mais solicitantes, demonstrando ter vários medos e a ter alterações no sono. Podem se tornar irritáveis e exigentes.
Crianças de 5 a 8 anos geralmente demonstram uma tristeza aberta pelo divórcio, freqüentemente se refletindo no declínio do rendimento escolar.
Na idade de 8 a 12 anos em geral a criança reage com raiva franca de um ou de ambos os pais, por terem causado a separação. Por vezes demonstram ansiedade, solidão e sentimentos de humilhação por sua própria impotência diante do ocorrido. O desempenho escolar e o relacionamento com colegas podem ter prejuízo nesta fase.
Vimos como as conseqüências do divórcio nas crianças a médio e a longo prazo é muito variável. Já os adolescentes sofrem com o divórcio muitas vezes com depressão, raiva intensa ou com comportamentos rebeldes e desorganizados.
Contudo, como escreveu Judith Wallerstein, uma importante estudiosa de separações conjugais, em “Filhos do Divórcio”: "quando os pais decidem pela separação após pensar bem e considerar cuidadosamente as alternativas, quando previram as conseqüências psicológicas, sociais e econômicas para todos os envolvidos, quando acertaram manter um bom relacionamento entre pais e filhos, então é provável que as crianças não venham a sofrer interferência no desenvolvimento ou desgaste psicológico duradouro. Por outro lado, se o divórcio for realizado de modo a humilhar ou enraivecer um dos parceiros, se o ressentimento e a infelicidade dominarem o relacionamento pós-divórcio, ou se as crianças forem mal amparadas ou informadas, se foram usadas como aliadas, alvo de disputa ou vistas como extensões dos adultos, se o relacionamento da criança com um ou ambos os pais for empobrecido e perturbado e se a criança se sentir rejeitada, o desfecho mais provável para as crianças será a interferência no desenvolvimento, a depressão ou ambos".
O DIVÓRCIO NA BALANÇA: OS PRÓS E OS CONTRAS DO DIVÓRCIO.
Invariavelmente a separação em um casamento não é uma mera opção da pessoa, o que implica dizer que se separar não é fácil, pois há sofrimento envolvido, por mais que o casamento esteja aparentemente pouco satisfatório, ou mesmo desajustado.
A separação em geral força a pessoa, antes mesmo de separar-se, a tornar-se autônoma, a sair de uma posição de dependência, sendo que esta posição pode ser difícil de ser conquistada, especialmente se ambas as pessoas estão acostumadas a serem dependentes uma da outra (como normalmente acontece no casamento, em que há dependência e uma certa mistura da vida de duas pessoas, para que ele exista satisfatoriamente).
Mais comumente, a iniciativa da separação parte apenas de um dos cônjuges. Por vezes este poderá enfrentar sentimentos de culpa, principalmente se o casal possuir filhos, o que intensifica a dúvida da separação. A pessoa que toma a iniciativa poderá sentir-se causadora de sofrimento aos filhos, a si própria e até mesmo ao cônjuge de quem está separando-se, principalmente se esse se mostra muito fragilizado com a possibilidade do divórcio.
De modo similar, pode ocorrer o medo e a incerteza diante do futuro da vida de descasado, com os sentimentos de abandono, de solidão e de vazio pela perda da relação conjugal.
Por outro lado, o divórcio coloca na balança o sofrimento que pode ser causado pela permanência em um casamento insatisfatório. A pessoa pode sentir-se sacrificada dentro de uma relação que não lhe permite satisfação pessoal. O amadurecimento pessoal de cada um, se for desigual ou em direções muito diferentes, pode afastar as pessoas, de modo que a permanência da união poderá causar problemas emocionais para um ou para ambos.
Da mesma forma, uma escolha do cônjuge que não foi madura, em uma época muito inicial da vida ou baseada em aspectos psicológicos doentios, como foi descrito anteriormente, pode fazer o casamento tornar-se difícil de ser mantido, marcado por sentimentos de raiva do cônjuge, ou de tristeza e depressão, existindo um sentido de obrigação para manter o casamento e não um desejo sincero e maduro de mantê-lo e desfrutá-lo.
Além disso, muitos casamentos podem se manter por aspectos psicológicos pouco sadios, com poucos sentimentos de amor, carinho, respeito, podendo predominar desprezo, raiva, inveja, que resultam em uniões marcadas por competição, constantes acusações, brigas, agressões físicas, ou dependência doentia de um ou de ambos os casados.
DIVÓRCIO E TRATAMENTOS PSICOLÓGICOS
Sendo o divórcio uma crise importante na vida das pessoas que o enfrentam, muitos procuram algum tipo de tratamento psicológico em decorrência do mesmo, seja antes, durante, ou após a separação.
A maioria das pessoas, contudo, não o fazem, seja por não sentirem necessidade, seja por falta de condições (ou não possuírem algum tratamento acessível) ou por falta de conhecimento a respeito de auxílios psicológicos.
Além disso, muitas vezes, no senso comum, existe a idéia de que tratamentos psicológicos (psiquiátricos, psicoterápicos ou psicanalíticos) fazem com que a pessoa que se trata termine por se separar.
Entretanto, tratamentos psicológicos bem orientados objetivam reduzir as perturbações no relacionamento, muitas vezes favorecendo a manutenção do casamento e o enriquecimento do vínculo afetivo do casal.
Além disso, muitas pessoas podem sentir necessidade de tratamento após a separação, justamente pela perda que esta envolve, ou pelas modificações de vida decorrentes da mesma. Por último, no casamento podem ressurgir problemas psicológicos de um ou de ambos os parceiros anteriores ao próprio casamento, mas que se exacerbam durante a vivência a dois ou em família.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
ALAGOANOS PARTICIPARÃO DA REUNIÃO DO CONDIR EM PORTO SEGURO-BA
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| James e Jorge participam da reunião do CONDIR-NE |
O CONDIR/NE - CONSELHO REGIONAL NORDESTE DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO estará reunido no próximo final de semana (8 e 9 de outubro), na cidade de Porto Seguro (BA), para a 3ª Reunião Administrativa da Gestão 2010/2013.
O Conselho se reunirá para avaliar o desempenho do MFC, estabelecer metas e trocar informações referentes às atividades mefecistas no âmbito regional para que possa haver sucesso nas metas planejadas.
De Alagoas participam da reunião os mefecista James (coordenador regional Nordeste e estadual Alagoas) e Jorge (secretário regional Nordeste e comunicação Alagoas).
Além dos alagoanos, compõem o Conselho Regional os mefecistas Florisval e Eliana (Serfin), Pe. Arnaldo (assessor eclesiástico), José Newton e Ariadna (ex-coordenadores regional), Alexsandra e Joel (coordenadores estadual Bahia), Mário e Liliana (coordenadores estadual Ceará) e Luiz Antônio e Maria José (coordenadores estadual Sergipe).
Os participantes do Conselho Regional serão acolhidos por membros do MFC Porto Seguro-BA.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
NUCLEAÇÃO DE MURICI - Artigo de Jorge Maciel
NUCLEAÇÃO DE MURICI
O Movimento Familiar Cristão de Alagoas, no seu trabalho de expansão, promoveu em parceria com a Equipe Cidade de Murici, uma NUCLEAÇÃO PARA CASAIS naquela cidade.
Como já é do conhecimento de todos, a expansão do MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO ocorre a partir da Nucleação, que é realizada através da execução de uma sistemática planejada, que assimila as metas e a mística do MFC, tornando possível, o ingresso de casais que se identifique com a proposta mefecista, formando, assim, novos grupos de base.
Diante da decisão de realizar a Nucleação de Murici, a coordenação estadual entregou ao casal Flávio e Lucila (Grupo Caná da Galileia) o desafio de coordenar a Nucleação de Murici.
Mesmo sem nunca ter coordenado uma Nucleação, Flávio e Lucila disseram “sim” e formaram uma equipe composta por mefecistas maceioenses com muita disposição para trabalhar.
Foram convocados e também deram o “sim” trabalhando com humildade, carinho e muita dedicação neste trabalho que lhes foi confiado, os mefecistas Ronaldo e Kelly (Grupo Sagrada Família), Adenylde de Jan (Grupo Novo Horizonte), Felipe e Daniela (Grupo Sagrada Família), Fiel e Claudete (Grupo Amigos para Sempre), Fernando e Luciana Fon (Grupo Irmãos na Fé), Fábio e Rosa (Grupo Novo Horizonte), Guido e Graça (Grupo Mãos Dadas), Ricardo e Patrícia (Grupo Novo Horizonte), Mau e Karynna (Grupo Amigos para Sempre), Bruno e Manoela (Grupo Amigos para Sempre), Henrique e Claudja Kaline (Grupo Amigos para Sempre), Patriota e Cris (Grupo Girassol), Beto de Marly (Grupo Amizade), Luiz Hita de Ângela (Grupo Amizade), Miguel e Paty (Grupo Renovação), Helion e Verônica (Grupo Amizade), Eduardo e Roberta (Grupo Luz), Geraldo e Euzilene (Grupo Luz), Sextafeira e Luciana (Grupo Luz), Souza (Grupo de Canto Santa Cecília), Renival e Lúcia (Grupo Caná da Galileia), Claudio e Beth (Grupo Vida), Júlio e Sônia (Grupo Vida) e Jorge e Penha (Grupo Caná da Galileia).
Confesso que mesmo tendo participado de sete Nucleações, conhecendo os bastidores de uma Nucleação; com dois Encontros Nacionais; um Encontro Regional; várias reuniões de CONDIR e CONDIN; e um Seminário Nacional, estava preocupado com o desenrolar do evento.
Mil e um problemas apareceram de última hora... pessoas experientes em Nucleações tiveram problemas que impossibilitaram suas participações como palestrantes e nas equipes de serviço... um acidente na BR-101 que atrasou em mais de três horas a chegada dos mefecistas à Murici... a falta de estrutura do local para realizar uma Nucleação... as dificuldades para hospedagem... etc... etc... Não foram motivos desmotivadores para o grupo não seguir em frente.
Foi uma Nucleação diferenciada, mesmo sendo planejada para ser nos moldes das Nucleações realizadas em Maceió, mas, com o tempo de realização reduzido pela metade e as dificuldades surgidas de última hora, o grupo conseguiu realizar maravilhosamente a Nucleação onde vinte e dois casais concluíram o encontro, atentos à fidelidade que deles é exigida: crescimento na fé, humildade na aceitação das missões, aumento no compromisso em suas tarefas, crescimento e responsabilidade como integrante de sua igreja.
Foi sem sombra de duvidas uma Nucleação que deixa a lição de que quando se faz com amor o trabalho, o sucesso é garantido. A união do grupo também foi o diferencial para o sucesso.
Parabéns a todos, que indiferente da função que exerceu, contribuíram para o sucesso da Nucleação de Murici. Que Deus recompense a todos!
domingo, 2 de outubro de 2011
LITURGIA DO 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 02/10/2011
"ARRENDARÁ A VINHA A OUTROS VINHATEIROS!"
Somos a "vinha do Senhor", na qual a vivência da justiça e da partilha é expressão de nossa acolhida ao amor de Deus. Porém, na medida em que excluímos Deus de nosso convívio, tornamo-nos vítimas de nosso próprio egoísmo. Como administradores da vinha do Senhor, tenhamos nele o centro de nossa comunhão.
27º DOMINGO DO TEMPO COMUM
1ª Leitura: Isaias 5, 1-7
Salmo: 79
2ª Leitura: São Paulo aos Filipenses 4, 6-9
Evangelho: Mateus 21, 33-43
EVANGELHO – MATEUS 21, 33-43
Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo:
33"Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro.
34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram.
36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma.
37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?"
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: "Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo".
42Então Jesus lhes disse: "Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’
43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos".
Palavra da Salvação – Glória a vós, Senhor.
HOMILIA – Dom Henrique Soares da Costa
VAMOS TRABALHAR NA VINHA?
A Palavra de Deus deste XXVII domingo comum recorda-nos uma história de amor, misteriosa, triste e destinada a nos fazer pensar... É a história do Povo de Israel. Não sua história simplesmente na forma de crônica, de rosário de fatos, um após o outro, no correr do tempo. Aqui a história é apresentada em forma de parábola, uma parábola do amor de Deus, o Amado, por sua vinha; uma parábola de decepção, de vinhateiros assassinos, de um Filho querido jogado fora da vinha...
Na primeira leitura, de Isaías, Deus se queixa de sua vinha pela boca de seu profeta: “Um amigo meu plantou videiras escolhidas... esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens”. Eis a história de Israel, a vinha amada: o Senhor plantou seu povo: esperou bons frutos, mas vieram frutos azedos: “A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá é sua amada plantação; eu esperava deles frutos de justiça – e eis a injustiça; esperava obras de bondade – e eis a iniqüidade”. Ante tal infidelidade, o Senhor diz pelo profeta: “Vou desmanchar a cerca, e ela será devastada, vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. Vou deixá-la inculta e selvagem...” Eis o triste resumo da história do Povo de Deus da antiga aliança. Tão amado, tão preferido, Israel não foi fiel à aliança, Israel não deu os frutos de amor, de sensibilidade para com seu Deus, de total dedicação a ele que o Senhor esperava.
Essa atitude do primeiro povo chegou ao extremo na atitude dos chefes judeus da época de Jesus: misteriosamente, eles rejeitaram Jesus, expulsaram-no da vinha de Deus e mataram-no. O fato é que Israel foi se fechando para aliança com o seu Deus e, quando o Messias veio, o Povo amado não teve a capacidade para reconhecê-lo e acolhê-lo... Recordemos como Jesus fala de seu próprio destino na parábola de hoje: o proprietário que planta a vinha é o Pai do céu, a vinha amada é a casa de Israel – essa vinha que, já vimos, deu frutos azedos; os vinhateiros são os chefes do povo, aos quais Deus confiou sua vinha; o Senhor enviou seus empregados para receber os frutos: são os profetas e todos aqueles que advertiram o povo de Deus para que se convertesse. Os vinhateiros espancaram e mataram esses enviados. O Pai, então, enviou o Filho, o Amado, o Herdeiro. “Vinde, vamos matá-lo!” – eis a terrível palavra dos vinhateiros, a sentença dos chefes judeus! E tomam o Filho amado, expulsam-no como um maldito e matam-no! Diante disso, a conclusão do Evangelho é tremenda, é misteriosa: a vinha será tirada e dada a outros. A eleição de Israel passará para um novo Povo, a Igreja; Jesus, a pedra rejeitada, será a pedra angular de uma nova construção – o Novo Povo de Deus, a Igreja do Novo Testamento, nascida do seu sangue.
Que história impressionante: um povo tão amado, um povo singular. Um povo de santos... e que perdeu a oportunidade de reconhecer e acolher o Messias tão esperado e tão desejado! Um povo que deveria ser ministro da salvação de toda a humanidade e não soube compreender sua missão... Ao mesmo tempo, nosso misterioso nascimento: somos a Igreja, resto de Israel, do qual Deus fez, em Cristo, um Novo Povo, para testemunhar o Senhor e levar seu nome aos confins da terra. Somos um povo, caríssimos: mais que brasileiros, somos Igreja; mais que tudo, somos o Povo de Deus da nova aliança, somos a vinha do Senhor, enxertada no verdadeiro tronco, que é Jesus, a verdadeira videira! Sem merecer, por graça de Deus, eis o que somos!
A Escritura nos diz que todas essas coisas aconteceram para nos servir de exemplo (cf. 1Cor. 10,6)... Não somos melhores que os judeus, não devemos desprezá-los nem condená-los! É verdade que jamais a aliança passará para um terceiro povo, jamais a Igreja perderá sua condição de Novo Povo de Deus. Compreendamos: a verdadeira vinha nova é o próprio Cristo: "Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor" (Jo 15,1). Vinha bendita, verdadeira cepa da antiga vinha, Israel! Jesus é a videira, nós, os ramos: "Eu sou a videira e vós os ramos" (Jo 15,5). Ele é o tronco bendito e nós, sua Igreja, os ramos que não se podem separar dele! É por isso que jamais essa Igreja, nova vinha unida ao tronco, poderá perder a condição de videira escolhida, amada e eleita. Mas, atenção: os ramos, individualmente, podem ser arrancados: "Todo ramo que em mim não produz fruto o Pai corta" (Jo 15,2). Eis, meus caros: devemos, sim, perguntar pela nossa fidelidade a Deus que, em Jesus, nos fez ramos da sua nova vinha! Que frutos, caríssimos, estamos dando? Uvas doces? Uvas azedas? Uvas nenhumas? Quais são nossos frutos? São nossas obras, são nossas atitudes, é nosso modo de viver? O Senhor espera de nós uma vida segundo a sua vontade, segundo aquilo que o Senhor Jesus nos mostrou e viveu; o Senhor espera de nós um testemunho de amor profundo a ele, para que o mundo descubra e corresponda ao seu amor! Na segunda leitura deste hoje, o Apóstolo nos exorta: "Irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Praticai o que aprendestes e recebestes. Assim o Deus da paz estará convosco". Eis aqui um belo programa de frutos dados por um ramo enxertado em Cristo!
Igreja de Deus, aqui reunida para a Eucaristia, é a vinha amada do Senhor! Vinha por vezes ameaçada de devastação, seja pela perseguição do mundo que não crê, seja pelos seus próprios pecados, que azedam os frutos que deveriam ser doces! Convertei-vos, Igreja de Deus em Cristo; convertei-vos e dai frutos em vossa vida!
Quanto a vós, Senhor Deus, Senhor da vinha, “Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai! Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao Rebento que firmastes!” Olhai, Pai Santo, a face do vosso Filho Jesus, morto e ressuscitado, que oferecemos em sacrifício eucarístico: tende piedade de nós; dai-nos força, vida e paz!
ORAÇÃO
Ó Deus eterno e todo-poderoso, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Amém!
sábado, 1 de outubro de 2011
POR QUE AS MULHERES VIVEM MAIS? PORQUE ELAS FALAM MAIS!
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| Dra. Elimar Jacob Salzer Rodrigues |
Elimar Jacob Salzer Rodrigues
Médica – Psiquiatra – Psicoterapeuta
Mestrado pela UFRJ - Professora da UFJF
É sério, no site da Central Intelligence Agency (CIA) disponível em https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/br.html, encontramos dados de 2010 que nos indicam a expectativa média de vida dos homens e das mulheres em mais de uma centena de países e confirmam a maior longevidade das mulheres.
| Países | Homens | Mulheres |
| Brasil | 68,7 | 76 |
| Canadá | 78,72 | 84 |
| Chile | 74,26 | 80,96 |
| Argentina | 73,52 | 80,17 |
Há relação com os estilos absolutamente diferentes de expressão emocional, manejo do estresse, comunicação e aprendizado entre homens e mulheres.
As mulheres procuram mais ajuda do que os homens, verbalizam mais, fazem mais prevenção, vivem mais.
Os homens reprimem os sentimentos, negam seus sintomas, até que eles se tornam tão tóxicos que explodem de maneiras destrutivas.
A antropóloga Helen Fisher, escreveu um livro chamado "O primeiro sexo", onde ela não se refere aos homens e sim às mulheres. Mostra nele que o profissional que será requerido no século XXI para enfrentar os atuais e futuros desafios, e ter sucesso, deverá apresentar a grande característica comportamental das mulheres: a capacidade de desenvolver pensamentos em rede (web thinking) e de conseguir realizar coisas distintas ao mesmo tempo.
Durante um período longo na pré-história, homens e mulheres se dedicavam, igualmente, à subsistência do núcleo familiar.
As mulheres caminhavam em grupos colhendo frutos, vegetais e materiais para cocção: gravetos, lenha, raízes, sendo responsáveis por 80% dos insumos do clã. Conversavam entre si, aprendiam a observar, a ver mais longe e mais detalhadamente.
Os homens iam isoladamente à caça e ficavam escondidos, calados, o mais quietos possível, espreitando a presa durante horas, focados obstinadamente em um único objetivo.
Tais comportamentos estariam na base da grande fluência verbal das mulheres com a emissão de 8.000 palavras por dia, contra 3.500 dos homens.
O contato da mãe com o bebê, amamentando-o, fitando-o, decifrando os seus sinais, desenvolveu nas mulheres a capacidade de se dirigirem às pessoas olhando-as nos olhos e de pressentir pensamentos, reações, verdades e mentiras, pela simples expressão do interlocutor, além de trabalharem sem perder de vista a prole.
SENSIBILIDADE. INTUIÇÃO. CONEXÃO.
Persiste hoje como uma grande qualidade feminina a sua capacidade de exercer simultaneamente múltiplos papéis: esposa, mãe, profissional, provedora, administradora, cuidadora e tudo isso linda! Dessa forma, quando ela fica sem algumas dessas atribuições, ainda lhe restarão muitas.
Se há alegria e otimismo, elas conseguem ocupar-se de maneiras satisfatórias durante toda a vida. Os homens, em geral, são definidos apenas pela profissão que exercem e quando a perdem ficam inativos. Outra peculiaridade feminina é a conexão. Elas são solidárias, cultivam amizades, ligam-se a grupos. Têm opinião própria, mas estão abertas às novas idéias. São solicitadas, úteis, necessárias.
SÃO MUITAS AS FORMAS PELAS QUAIS AS MULHERES MANIFESTAM AMOR E INTERESSE.
Paradoxalmente, a mulher é mais sujeita a sintomas depressivos, na proporção de 2:1 em relação ao homem.
Estima-se nessa relação, a participação de alterações hormonais na mulher, como na TPM, gravidez, puerpério, climatério. Pode haver. Entretanto, a saúde não depende apenas da programação genética, das influências hormonais, mas também das nossas atitudes e condições emocionais.
O tratamento emocional, quando necessário, trabalhará estimulando a habilidade de cada pessoa de solucionar problemas através do autoconhecimento, do aprimoramento das relações interpessoais, do envolvimento com projetos e com o aprendizado do novo.
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