quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CONHEÇA O SIGNIFICADO DA QUARESMA

Com informações da CNBB

C
hama-se “QUARESMA” os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias, em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.

Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.

POR QUE A COR ROXA?

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário

QUAL O SIGNIFICADO DESTES 40 DIAS?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O JEJUM

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

QUAL É A RELAÇÃO ENTRE CAMPANHA DA FRATERNIDADE E A QUARESMA?

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

QUAIS SÃO OS RITUAIS E TRADIÇÕES ASSOCIADOS COM ESTE TEMPO?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

“Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar!”

A
 Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.

Uma das frases – no momento da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: “Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.” A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.

A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como os princípios da Quaresma.

A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.

Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).

A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.

Eu, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça?” - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.

O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

BALANCETES FINANCEIROS - EXERCÍCIO 2011

ECCi - EQUIPE DE COORDENAÇÃO DE CIDADE
MFC MACEIÓ

ECE - EQUIPE DE COORDENAÇÃO DE ESTADO
MFC ALAGOAS

Clique nas imagens para melhor visualização




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - MAURÍCIO & KARYNNA

BLOCO DO MFC DESFILA PELAS RUAS DE MURICI


O
 Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas desfilou na noite da última sexta-feira (17) pelas ruas de Murici com o BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA DE MURICI.

Mefecistas dos diversos Grupos de Base do MFC MURICI, seus familiares e amigos desfilaram com muita alegria, disposição e frevo no pé ao som de uma Banda que tocou o autentico frevo desde a concentração até o final do desfile.

A tranquilidade e a alegria dos integrantes do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA DE MURICI resumiam bem o espírito do Carnaval familiar que desfilava pelas ruas da cidade de Murici e por onde passava era aplaudido pelas pessoas que vibravam com a animação dos foliões mefecistas.

A idéia da ECCi-Murici de colocar o BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA DE MURICI para desfilar pela primeira vez no Carnaval, foi aprovada por todos, e mesmo o com as limitações de quem nunca organizou um Bloco Carnavalesco, a contagiante apresentação já garante a participação do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA DE MURICI no Carnaval de 2013.

O REGISTRO EM FOTOS


domingo, 19 de fevereiro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - LUCIANA DE MAURÍCIO

LITURGIA DO 7º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 19/02/2012




“A MISERICÓRDIA NOS
FAZ VIVER DE NOVO!”
O pecado mata a fonte de vida existente em nós, nos afasta de Deus e atenta contra nossa liberdade. Aprisionados no pecado somos como árvore ressequida. Mas, se essa árvore for regada com “água”, produzirá novos rebentos. Abrindo-se ao Espírito Santo, o pecador acolherá o dom do arrependimento e, perdoado, produzirá frutos de justiça. A misericórdia de Deus nos faz renascer.

7º DOMINGO DO TEMPO COMUM
1ª Leitura: Is 43,18-19.21-22.24b-25
Salmo Responsório:  40
2ª Leitura: 2Cor 1,18-22
Evangelho: Mc 2,1-12

EVANGELHO
MARCOS 2,1-12

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa.

2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra.

3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado.

5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”.

6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7“Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando; ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”.

8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando em seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda?’

10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ao paralítico: — 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa!”

12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe

Quatro idéias dominam hoje a liturgia da Palavra.

A primeira: a humanidade é pecadora. Claramente e de modo comovente, o Senhor se queixa do seu povo na primeira leitura: “Tu, Jacó, não me invocaste, e tu, Israel, de mim te fatigaste. Com teus pecados, trataste-me como servo, cansando-me com tuas maldades”. Não é esta, caríssimos em Cristo, a nossa situação? Quantas vezes não invocamos o Senhor, isto é, não nos abrimos para ele, vivemos e decidimos como se ele não existisse... Isto, porque somos auto-suficientes, porque, na prática, nos julgamos donos da nossa vida e senhores do nosso próprio destino. “De mim te cansaste” - queixa-se Deus. Será irreal, tal queixa? Será sem razão, tal reclamação? O mundo de hoje aborreceu-se de Deus, cansou-se dele. Pronto! Simplesmente virou-lhe as costas... E nós, na nossa existência, quantas vezes já não fizemos isto?

Se a Palavra tem insistido em nos mostrar nossos pecados, nossas lepras, nossas infidelidades, não é para nos deprimir ou humilhar inutilmente. É para que tomemos consciência de nossa situação de infidelidade e, arrependidos, voltemo-nos para o Senhor, que é bom, que enche nosso coração, que salva a nossa vida da falta de sentido e da morte eterna. Vivemos tanto mergulhados numa humanidade orgulhosa de si mesma, consigo mesma satisfeita, que corremos o grave risco de nem mais perceber que somos pecadores e infiéis.

Tudo vai parecendo normal, lícito, aceitável, tudo tem uma desculpa psicológica, tudo vai sendo colocado na conta do inconsciente e no direito de ser feliz e não se reprimir... Esse discurso, essa conversa não serve para um cristão! Olhemo-nos à luz da Palavra de Deus, avaliemos nossa vida com os olhos e o coração fixos na cruz, que nos revela até onde Deus nos ama e nos leva a sério e, então, veremos que não amamos a Deus o bastante, que não lhe demos tudo, como ele tudo nos deu em Jesus; veremos que somos egoístas, incoerentes, presos pelas paixões, lentos para crer, tardos para nos abandonar nas mãos do Senhor. Então, diremos: Senhor, sou pecador! Piedade de mim!

E aqui nos deparamos com a segunda idéia deste domingo: Deus é carinho, é misericórdia, é vontade e desejo de nos perdoar. Basta que nos reconheçamos pecadores, basta que lhe estendamos as mãos e ele está disposto a apagar os pecados que mancham nosso passado. Ouvi que palavras comoventes, que declaração de amor o Senhor nos faz: “Não relembreis coisas passadas, não olheis para fatos antigos. Eis que eu farei coisas novas! Sou eu, eu mesmo, que cancelo tuas culpas por minha causa e já não me lembrarei de teus pecados!”. Eis como o Senhor age conosco: desde que nos reconheçamos pecadores e lhe imploremos o perdão, ele nos perdoa! Se formos cínicos, se dissermos: “Não tenho pecado”, ficaremos sem o perdão; mas, se, humildemente, reconhecermos o que somos, pecadores, o Senhor inclina-se para nós com o bálsamo do seu perdão. Notai bem: Deus não desculpa o nosso pecado; ele o perdoa! Tem diferença? Muita! Qual? Ei-la: desculpar seria fazer de conta que não pecamos, seria passar a mão na nossa cabeça. Primeiro, seria uma falta de verdade, um mascaramento da nossa realidade. Depois, seria nos desvalorizar, não acreditar que somos capazes de nos superar, de caminhar para o melhor, de crescer sempre mais em direção a uma plenitude, a uma maior humanização. Quanto ao perdão, é diferente da desculpa, é de Deus: perdoar é dizer: Você errou, mas eu continuo acreditando em você; dou-lhe a oportunidade de melhorar, de crescer de ser mais maduro, ser mais livre em relação às suas incoerências; eu perdôo porque espero muito de você e sei que você poderá crescer! Eis aqui, caríssimos, o modo de agir de Deus: ele perdoa, ele é perdão. É assim também que ele espera que façamos com os outros. De modo particular, assim os pais deveriam fazer com seus filhos...

Agora, sim, podemos entrar na terceira idéia deste hoje. É em Cristo – e somente em Cristo – que podermos ver toda gravidade do nosso pecado e toda força do perdão de Deus. Na segunda leitura, São Paulo nos disse que “o Filho de Deus, Jesus Cristo, nunca foi ‘sim-e-não’, mas somente ‘sim’. Com efeito, é nele que todas as promessas de Deus têm o seu ‘sim’ garantido”. Caríssimos, que idéia tão profunda! Tudo quanto Deus preparou e prometeu no Antigo Testamento encontra sua realização plena em Cristo morto e ressuscitado! Contemplemos Jesus, cravemos os olhos na sua cruz! Aí veremos o quanto somos pecadores, aí compreendemos o quanto nosso pecado é grave, o quanto nossa infidelidade fere o coração de Deus! O homem nunca descobrirá a gravidade do pecado se não olhar para a cruz, fruto do pecado meu e do mundo! Mas, também na cruz, todas as promessas de amor de Deus encontram seu “sim”, sua verdade, sua confirmação! A cruz nos mostra a dimensão da gravidade do pecado, mas nos revela simultaneamente, a profundidade e magnitude da misericórdia de Deus. Na cruz, Deus não esqueceu nosso pecado; antes, mostrou sua gravidade – tão grande a ponto de provocar a morte do Senhor! Mas, também na cruz, o Senhor mostra toda a seriedade do seu amor, do seu perdão e da sua misericórdia. Se o Senhor Jesus disse hoje ao paralítico: "Filho, tem confiança, teus pecados te são perdoados", é porque estava disposto a morrer por ele, para que ele tivesse o perdão e, curado, pudesse caminhar, caminhar na vida, caminhar para Deus! Eis, portanto: na cruz, Cristo, o “Sim” do Pai para nós, torna-se também nosso “sim” ao Pai, desde que, unidos a ele, nos deixemos por ele curar, por ele perdoar, como o paralítico do Evangelho de hoje.

Finalmente, a quarta idéia que a Palavra nos apresenta. Por que Jesus curou o paralítico? Que diz o Evangelho? Escutai: "Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico..." É surpreendente: é pela fé dos homens que carregavam o paralítico que Jesus vai perdoar e curar! Eis o mistério da comunhão dos santos! Nós somos fruto não somente da cruz do Senhor, mas também da oração e da santidade de tantos irmãos que formam a Igreja do Senhor! Por isso, podemos dizer: "Senhor, não olhes os meus pecados, mas a fé da tua Igreja!" Quando fraquejamos, quando estamos em  crise, é a fé da Igreja, é a santidade e a força de tantos irmãos que, misteriosamente, na comunhão dos santos, nos mantêm! - Obrigado, Jesus, por sermos membros do teu Corpo, que é a Igreja! Obrigado porque nesse Corpo encontramos o perdão e a paz, nesse Corpo encontramos a força para nos levantarmos do pecado que nos paraliza!

Eis as lições que o Senhor hoje nos dá! Saberemos aproveitá-las? Saberemos vivê-las? Que o Senhor no-lo conceda pela sua graça.

ORAÇÃO
Concedei, ó Deus, que, procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações. Amém!

HORÁRIOS DAS MISSAS DESTE DOMINGO NO ALDEBARAN

sábado, 18 de fevereiro de 2012

SEREIS UMA SÓ CARNE - Parte 4 - Artigos do Prof. Felipe Aquino


O FERMENTO DO AMOR

O
 fermento que faz o outro crescer é o amor. Só o amor constrói a pessoa. Toda a vida do casal é motivada pelo amor: é ele que faz sólida e indestrutível a união dos dois, é ele que garante as características do casamento: fidelidade, fecundidade e indissolubilidade. Onde existe o amor verdadeiro não há lugar para a infidelidade, brigas e separações. O verdadeiro amor faz sólida a união do casal e gera uma unidade indissolúvel.

Infelizmente, a palavra “amor” está muito desgastada. Há hoje um falso amor sendo propagado pelos meios de comunicação, principalmente pela TV. Amor não é sentimentalismo, paixão, romance apenas, nem mesmo sexo. Amor é muito mais do que isso. Amor é doar-se a alguém para fazê-lo feliz; é renunciar aos próprios desejos e interesses para construir o outro. Mais até do que um sentimento do coração, o amor é uma decisão, tomada livre e espontaneamente. Quando os noivos sobem ao altar, eles fazem mutuamente uma declaração de amor: “Eu, fulano, te recebo, fulana, como minha esposa, e prometo ser-te fiel na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”. Isso é muito mais do que uma romântica declaração de amor; é, sobretudo, um juramento consciente prestado ao outro, na presença de Deus e da comunidade.

O verdadeiro amor exige sacrifício. Ninguém o definiu tão bem como São Paulo no capitulo 13 da sua primeira carta aos Coríntios: “A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crer, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará” (1Cor 13,4-8a).

Se os casais viverem essa caridade, sinônimo de amor fecundo, serão felizes e jamais ocorrerá a separação. Quem não sabe amar de verdade, isto é, quem não perdoa, não compreende, não tem paciência com as limitações e erros do outro, não está preparado para uma vida a dois. Quem não vence o ciúme, a inveja, o próprio orgulho e vaidade, o egoísmo exigente, ainda não sabe amar e não está preparado para o casamento. Aquele que só busca os próprios interesses, que não é capaz de acreditar no outro, que vive irritado, mal-humorado e que não sabe suportar o sofrimento pelo bem do outro, ainda não está preparado para construir uma vida a dois.

Enfim, para amar o outro eu preciso aceitar morrer para mim mesmo, para o meu egoísmo exigente insaciável que é o grande destruidor dos lares. É ele que não permite que as almas e os corações se unam na alegria.

É o amor que une o casal, e a unidade será para eles o vinculo da perfeição. Em que consiste essa unidade? Se você misturar um quilo de arroz com um quilo de feijão, será capaz de separá-lo porque não houve unidade entre eles. Mas se você misturar um copo de café com um copo de leite, você não poderá mais separá-los, porque eles se uniram perfeitamente. Assim deve ser o casamento: Uma unidade perfeita. E é o amor que faz isso. Ninguém e nada poderá separar um casal assim. Essa união exige que desapareça da vida deles o “meu” e o “seu”. A primeira pessoa do singular tem que ser substituída pela primeira pessoa do plural, o “nós”, o “nosso”. Não mais se fala no meu carro, meu dinheiro, minha casa, meu, meu, meu... Não, agora, deve ser o nosso carro, o nosso dinheiro, a nossa casa, os nossos filhos, os nossos problemas, a nossa vida... Se não for assim, não é casamento, não é união é tapeação, é fingimento, é faz-de-conta que estamos casados.

Como é triste encontrarmos tantos casais que vivem mentindo um para o outro e se desrespeitando por palavras e ações. Isso também é infidelidade. Sim, porque a infidelidade não ocorre apenas no campo sexual, mas em todos os campos do relacionamento do casal onde não houver a verdade e a sinceridade.

É lamentável vermos casais que se ofendem mutuamente na frente dos outros e se desrespeitam de muitas formas. Estão desunidos, separados, mesmo que vivam na mesma casa, durma na mesma cama e coma na mesma mesa. No coração, estão separados.

Como é triste vermos casais que mentem um para o outro. A mentira destrói o casamento e a pior peste para a vida conjugal, pois ela racha as paredes do casamento, gera a desconfiança e daí o ciúme, as brigas, até a separação. Não é à toa que Jesus nos advertiu que o demônio é “pai da mentira” (Jo 8,44).

A muitos, por exemplo, que mentem para a esposa o valor do seu salário, com medo que ela gaste muito. É falta de confiança e de amor. Há esposas que “roubam” os próprios maridos. Sim, já ouvi uma mulher dizer que “rouba” dinheiro do esposo, às escondidas, porque ele não dá dinheiro para fazer as unhas, comprar roupas, etc. Ora, isso tudo é lamentável e é sintoma de um casamento profundamente irrealizado. É um faz-de-conta.

O casamento só se realiza de fato quando a vida de cada um é um livro aberto para o outro, sem segredo e mistérios. Somente o casal que vive a união do amor poderá crescer mutuamente. Por isso, é fundamental cultivar essa unidade em todos os aspectos da vida conjugal. Muitos maridos têm o péssimo costume de resolver e decidir tudo sem à participação da esposa. Às vezes, é o contrário: a mulher é que faz e decide tudo sozinha. As duas situações estão erradas. Tudo deve ser resolvido e decidido com a participação de ambos seja na compra de um carro, de um móvel ou na venda de algum bem. Tudo deve ser feito em comum, para que um não venha a culpar o outro se a decisão não foi acertada. Até nas pequenas coisas, como na compra de uma camisa para ele ou de um vestido para ela, os dois podem opinar, pois isso une o casal.

Voltemos àquela imagem com café com leite: sua união é indissolúvel. Assim deve ser o casamento. Mas para isso é preciso que cada um faça morrer o seu egoísmo.       

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

COMUNICAÇÃO HUMANA: NECESSIDADE E RESPONSABILIDADE – Artigo de Suzy Maurício

Suzy Maurício – Psicóloga
http://suzymauricio.blogsdagazetaweb.com

A
 comunicação é um tema complexo e que envolve inúmeras áreas do saber científico, é a primeira necessidade humana e um dos atributos que faz-nos racionais.

Durante a gestação a mãe conversa com seu bebê, este ao nascer emite o som do choro, um indicativo universal da vida. As crianças expressam-se mediante a palavra seus desejos e necessidades e também através de gestos e inquietações: a linguagem não verbal.

Os adultos utilizam a palavra para registrar seu olhar sobre o mundo e para a construção do conhecimento coletivo e de uma sociedade democrática. Alguns profissionais têm na palavra seu instrumento de trabalho: jornalistas, radialistas, fonoaudiólogos e também o psicólogo. É preciso que a mensagem seja entendida pelo receptor para que ocorra a comunicação.

A TV, o rádio, o jornal e a revista, a web, são importantes invenções do homem. A televisão é a “janela do mundo”, o rádio o ouvido do planeta e o jornal eletrônico e impresso, canais democráticos que possibilitam o exercício “pleno” do pensamento, a interação, o diálogo.

E não basta apenas fazer o uso da palavra, é necessário conhecimento científico, compromisso em informar, ética nas questões a serem transmitidas e respeito ao telespectador, ouvinte e leitor do ponto de vista individual e coletivo, da sua liberdade e dignidade.

Obrigada ao jornalista Assis Chateaubriand, pioneiro nas comunicações do País com a TV TUPI e à TV GAZETA/OAM que desde 1975 vem contribuindo na informação, afiliada da Rede Globo e líder de audiência no Estado de Alagoas.

Parabéns aos jornalistas alagoanos. Aos amigos do rádio. Para todos, minha admiração pela criatividade, responsabilidade, sensibilidade, seriedade, e amor pelo que fazem.

“Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo.” (Clarice Lispector)