quinta-feira, 26 de julho de 2012

GRUPO KAIRÓS DO MFC MACEIÓ PARTICIPA DE NOITE DE PIZZA


O
 Grupo de Base Kairós do Movimento Familiar Cristão de Maceió se reuniu no sábado (21), na PIZZARIA MARGHERITTA para uma Noite de Pizza.

Durante o ARRAIÁ DO MFC MACEIÓ, realizado em junho último, o GRUPO KAIRÓS foi premiado com uma Noite de Pizza na PIZZARIA MARGHERITTA, por ser o Grupo de Base com maior número de membros presentes no evento.

O Grupo formado pelos casais Alexandre e Tyna; Almério e Martha; Walter e Bebeu; Walter e Cris; Marcelo e Andréa; Hamilton e Giuliana; acompanhados dos filhos, saborearam mais de 70 sabores de pizzas, que são feitas no tradicionalíssimo forno a lenha.

PIZZARIA MARGHERITTA é composta por três ambientes aconchegantes e divididos entre a parte interna climatizada, parte externa ao ar livre e, o espaço reservado para crianças com DVD e brinquedos.

Também acompanharam o GRUPO KAIRÓS nesta Noite de Pizza os casais Charley e Dani (Grupo Irmãos na Fé) e Dorgivan e Virginia (Grupo Vida).

quarta-feira, 25 de julho de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - MARCOS DE LINA

DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO – 2ª PARCIAL ARRECADADO


D
 ivulgado pelo CONDIN - CONSELHO DIRETOR NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DO BRASIL, a segunda prévia da arrecadação da Campanha do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2012, que se iniciou no dia 19 de maio e continua em vigor por mais alguns dias.

Toda arrecadação do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO é regulamentada pelo Artigo 70 do Regimento Interno do MFC e se destina exclusivamente a subsidiar despesas com as Equipes de Infraestrutura e Metodologia do Encontro Nacional do MFC, que acontece a cada três anos.

Cada membro do MFC cadastrado deve contribuir com a importância de R$ 5,00 (cinco reais), recolhendo o valor à ECCi que depositará todo valor arrecadado no Banco do Brasil, Conta Corrente nº 57499-6, Agência nº 0009-4, em nome do Movimento Familiar Cristão.

Até o dia 20 de julho foram arrecadados R$ 7.471,00 (sete mil, quatrocentos e setenta e um reais), correspondente a 1.494 (hum mil, quatrocentos e noventa e quatro) mefecistas dos Estados de Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Abaixo veja quem é quem nessa 2ª arrecadação parcial.

CIDADE
UF
VALOR R$
Maceió
AL
130,00
Espírito Santo
ES
135,00
Nova Esperança
PR
450,00
Rio de Janeiro
RJ
650,00
Rio Grande
RS
830,00
Cocal do Sul
SC
230,00
Salvador
BA
195,00
Telêmaco Borba
PR
500,00
Bagé
RS
375,00
Erechim
RS
565,00
Porto Alegre
RS
556,00
Timbó
SC
70,00
Tubarão
SC
765,00
Aracaju
SE
200,00
Araraquara
SP
100,00
Descalvado
SP
200,00
Pirassununga
SP
200,00
São Caetano do Sul
SP
180,00
TOTAL

7.471,00

Para a realização de um ENA inesquecível é preciso que consolide o SENTIMENTO DE PERTENÇA dos membros do Movimento Familiar Cristão. A campanha prossegue, todos os mefecistas podem contribuir com apenas R$ 5,00 (cinco reais) por pessoa, para o 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontecerá em Vitória da Conquista - Bahia, no período de 6 a 12 de julho de 2013.

Participe deste desafio, procure a ECCi da sua Cidade ou vá até uma Agência do Banco do Brasil e deposite o valor da sua contribuição do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2012.

Pertença – Solidez do
 Movimento Familiar Cristão

terça-feira, 24 de julho de 2012

MFC ALAGOAS REALIZARÁ 1º ENCONTRO MFC JOVEM


A
 Equipe de Coordenação Estadual Alagoas do Movimento Familiar Cristão esteve reunida com a coordenação responsável pela realização do 1º ENCONTRO DO MFC JOVEM DE ALAGOAS na residência do casal vice-coordenador estadual – Vamberto e Marly, com a presença dos casais: secretaria – Fiel e Claudete; tesouraria – Gilson e Nana; comunicação – Jorge e Penha; e coordenação estadual – James e Fátima.

A mefecista Lucila de Flávio, escolhida para coordenar o Encontro de Jovens apresentou um planejamento estratégico para ser utilizado durante o 1º ENCONTRO DO MFC JOVEM DE ALAGOAS com a participação de jovens de todas as cidades onde o MFC mantém núcleo ativo.

Após a apresentação do planejamento estratégico, a coordenação estadual definiu que Lucila e Flávio formará uma equipe para formatar o planejamento, incluindo o carisma do MFC e iniciar os trabalhos.

O 1º ENCONTRO DO MFC JOVEM DE ALAGOAS terá a participação de 40 (quarenta) jovens na faixa etária dos 15 aos 17 anos e acontecerá na Casa dos Cursilhos, em Maceió, com data prevista para o inicio de novembro próximo, iniciando às 18 horas de uma sexta-feira e concluindo-se no domingo por volta das 18 horas.

A Equipe realizará no domingo, 2 de setembro, a FEIJOADA DO MFC para angariar fundos para a realização do 1º ENCONTRO DO MFC JOVEM DE ALAGOAS. A Equipe se reunirá na próxima quarta-feira, dia 1º de agosto, a partir das 19h30min, para definir e divulgar o local da FEIJOADA DO MFC e tratar de assuntos pertinentes ao 1º ENCONTRO DE JOVENS DO MFC DE ALAGOAS.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

BATEU AQUELA TRISTEZA? Não se perca em seus sentimentos

Elaine Ribeiro

Elaine  Ribeiro, Psicóloga Clinica e Organizacional 
Colaboradora da Comunidade Canção Nova


A
s expressões "estou triste" ou "estou deprimido" parecem tão comuns em nossos dias, mas pouco paramos para pensar no que nos leva a esses “estados de tristeza”. Mais ainda: algumas pessoas pensam tanto nela, que alimentam, eternamente, um sentimento que, usualmente, representaria e expressaria apenas uma fase passageira de sua vida.

Situações difíceis e estressantes exigem de nós uma capacidade de adaptação que nos permite voltar a alcançar um estado emocional normal. Pensar naquilo que é positivo é uma forma de superar os momentos de tristeza sem negá-los, mas, também, sem valorizar fortemente tal situação. Buscar atividades sociais, esportivas e de lazer também são formas externas de lidar com este sentimento.

Estar triste e sentir tristeza são condições psicológicas que fazem parte da vida humana, e não há por que temer vivenciar tal estado. Sentir dor pela perda, viver o luto, terminar um namoro, ter frustrações nas amizades e experimentar que a vida não é feita só de alegrias é o conjunto dinâmico e equilibrado da vida. Porém, muitas vezes, desenvolvemos respostas emocionais negativas e, a partir delas, tudo se torna uma tristeza constante; ou mesmo criamos nossos filhos deixando-os “protegidos” de qualquer ameaça.

Depressão é muito mais do que uma tristeza, mas esta, se for cultivada e excessivamente valorizada, pode se tornar uma doença. Ficar triste faz parte da vida, não precisa de tratamento e nos permite experimentar o lado bom e o ruim da vida. Muitas pessoas evitam, a todo custo, o sofrimento ou mesmo evitam que as pessoas ao seu redor sofram. Com isto, apenas alimentam uma vida de conto de fadas. O tempo da tristeza é relativo e está bastante relacionado ao tipo de situação que vivemos.

Por outro lado, pense no seguinte: nosso tempo nos coloca um ritmo para que vivamos os processos da vida sem dor, sem sofrimento e com muita rapidez. Não admitir a armagura é um mecanismo de defesa, algo que nos protege, que faz com que evitemos as situações.

O que a tristeza tem para nos ensinar? Nem toda melancolia é depressão, nem tudo é curado com remédios. Encarar as situações negativas com serenidade, observando os fatos e as consequências é muito importante. Quando admitimos que somos parte de um problema, podemos rever nossas atitudes e crescer. Ao fazer o papel de vítima – que pode ser mais confortável e bastante cômodo – não assumimos nossas culpas e “terceirizamos” nossos os problemas. Sempre haverá um culpado, uma situação difícil ou coisa assim. Mas vale lembrar também o quanto algumas pessoas têm uma visão extremamente negativa de si, sem perceber nada de positivo no que fazem, olhando o mundo por um olhar altamente crítico, negativo; apenas valorizando as desolações.

A satisfação é feita de frustrações, de perdas e dores. Evitar o sofrimento é como “negar” uma parte importante da vida e experimentar apenas o imediato, a necessidade urgente de estarem melhores, as alegrias de um mundo que cultiva o imediatismo e o prazer de uma vida fácil. Nesta reflexão, faço a você um novo convite: que possamos dar um significado às tristezas da vida sem fugir delas, mas saindo fortalecidos desta batalha, superando as dificuldades do momento, valorizando as experiências e retomando o ciclo normal de nossas vidas. Não há solução fácil, mágica ou imediata, mas é algo possível a partir da nossa iniciativa e nosso empenho, com uma forma diferente de encarar a vida.

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domingo, 22 de julho de 2012

HOJE, 146ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITURGIA DO 16º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 22/07/2012

   
   
NÃO HAVIA REPOUSO PARA
JESUS E SEUS APÓSTOLOS!
Fiel à aliança de amor, Deus acompanha o povo com olhar de misericórdia. Ele expulsa os encarregados que destroem seu rebanho e propõe pastores fiéis que pratiquem o direito e a justiça. O Bom Pastor é Jesus, centro da unidade. Nele todos encontram a paz duradoura. Que a Eucaristia nos ensine a ter olhar de compaixão para os que hoje são como ovelhas sem pastor.

16º DOMINGO DO 
TEMPO COMUM
1ª Leitura: Jr 23,1-6
Salmo Responsório:  22
2ª Leitura: Ef 2,13-18
Evangelho: Mc 6,30-34

EVANGELHO
MARCOS 6,30-34

Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado.

31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer.

32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles.

34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju-Sergipe

Se pensarmos bem, em Cristo, tudo quanto a Igreja tem para dizer ao mundo é Jesus: ele é a Palavra viva do Pai, ele é o Salvador e a Salvação, é a ele que a Igreja dirige continuamente o olhar e o coração, para contemplá-lo, escutá-lo e nele beber das fontes da vida e da paz! Pois bem: é de Jesus que a Palavra santa hoje nos fala – de Jesus Bom Pastor!

Em Israel, pastores do povo eram seus dirigentes: reis, aristocracia, sacerdotes, escribas, profetas. Infelizmente, de modo frequente, esses eram pastores maus e infiéis, pois não faziam o que era de se esperar de quem apascenta: não amavam o rebanho, dele não cuidavam, com ele não se preocupavam. Faziam como os políticos brasileiros de agora, esses mesmos que irão mostrar a cara lisa no programa eleitoral gratuito, enganando, mentindo e fazendo-se passar por bons, sem, no entanto, terem outra preocupação que o próprio bem-estar e os próprios poder e prestígio... Dos maus pastores, Santo Agostinho dizia que procuram somente o leite e a lã das ovelhas, sem com elas se preocuparem. O leite simboliza os bens materiais; a lã, o prestígio e os aplausos. Pobres ovelhas, o povo brasileiro, que mais uma vez serão assaltadas por cruéis ataques de pastores maus: mensaleiros, sanguessugas e gatunos de todos os níveis e especialidades. Que Deus ajude esse povo a discernir políticos de politiqueiros e os poucos preocupados com o bem comum, dos muitos ocupados com o próprio bem!

Contudo, não devemos esquecer de modo algum que os pastores do povo de Deus, que é a Igreja, são os ministros de Cristo: Bispos, padres e diáconos. A eles também o Senhor repreende neste hoje e a eles exorta a que se convertam e sejam pastores de verdade. Mas, quem é pastor de verdade na Igreja? Quem se deixa plasmar pelo verdadeiro Pastor, pelo único Pastor, aquele que é a própria justiça, a própria santidade de Deus: “Este é o nome com que o chamarão: ‘Senhor, nossa Justiça’”. Falamos de Jesus Cristo.

Ante os maus pastores da Israel, que infestaram todo o tempo do Antigo Testamento, o Senhor prometeu, da Casa de Davi, um novo pastor: “Eis que virão dias em que farei nascer um descendente de Davi; reinará e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra”. Aqui Deus fala do Messias; e esse Messias é a própria presença de Deus apascentando o seu povo: “Eu reunirei o resto de minhas ovelhas de todos os países para onde forem expulsas, e as farei voltar a seus campos, e elas se reproduzirão e multiplicarão”. Eis, portanto: um messias, presença do próprio Deus, Pastor do seu povo, cuidador do seu rebanho... É precisamente assim que o evangelho de hoje nos apresenta Jesus: “Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas”. Que imagem sublime, que cena tão doce! Jesus cansado, pensando em algo tão humano, tão legítimo: um dia de descanso em companhia dos doze. E quando chega ao local escolhido para o merecido repouso, lá estava a multidão cansada e acabrunhada, sedenta de luz, sedenta de vida, sedenta de verdes pastagens, desorientada, como ovelhas sem pastor... E Jesus, Bom Pastor, esquece de si mesmo, deixa de lado seu cansaço e, cheio de compaixão, vai cuidar das ovelhas... Por isso mesmo, ele é o Pastor por excelência, o Belo, Perfeito, Pleno Pastor! Ele ama o rebanho, preocupa-se com ele, dele se compadece e por ele vai dando, derramando, diariamente, a própria vida. Nunca se viu Jesus poupar-se, nunca se testemunhou Jesus fazendo um milagre em benefício próprio, nunca se apanhou o Senhor buscando algum favor para si. Não! Toda a sua vida foi vida vivida para o rebanho por amor ao Pai, vida dada, vida doada, entregue de modo total... até a morte e morte de cruz. Tem razão São Paulo, quando diz aos Efésios, na segunda leitura de hoje: “Agora, em Cristo, vós que outrora estáveis longe, vos tornastes próximos, pelo sangue de Cristo. Ele, de fato é a nossa paz!” O Bom Pastor, entregando a vida pela humanidade, nos atraiu, abrindo um novo caminho, suscitando uma nova esperança para judeus e pagãos, reunindo-os todos no seu aconchego, no seu coração de Pastor, dando-nos a paz e fazendo de nós a sua Igreja!

Igreja aqui reunida, em torno deste Altar, tu nasceste da dedicação do teu Pastor; tu és fruto da sua vida entregue amorosa e dolorosamente! O Apóstolo afirma, de modo profundo e comovente que Cristo “quis reconciliá-los, judeus e pagãos, com Deus, ambos em um só corpo, por meio da cruz; assim ele destruiu em si mesmo a inimizade”. Prestai bem atenção: na carne de Cristo, no corpo ferido de Cristo, na vida dilacerada de Cristo, deu-se a nossa paz! – Ó Senhor Jesus, que tu mesmo, de corpo e alma, de sonho e de dor és o nosso repouso, és nossa segurança! Tu mesmo és a nossa paz! E quão alto foi o preço dessa paz! E tudo isso para que, no teu Santo Espírito, tivéssemos acesso Àquele a quem tu chamas de Pai, fonte de toda vida!

Tanto para nós, pastores, quanto para vós, ovelhas, o exemplo de Cristo é motivo de questionamento e chamado à conversão. Para nós, pastores, é forte apelo a que sejamos como ele, sejamos presença dele no meio do rebanho, tendo seus sentimentos, suas atitudes, participando de sua entrega total. Pastores que não apascentam em Cristo, que não vivem a vida de Cristo na carne de sua vida, não são pastores de fato; são maus pastores, ladrões e salteadores, como aqueles do Antigo Testamento. E para vós, ovelhas, que apelos o Bom Pastor hoje vos faz? Ele que se deu todo a vós como pastor, vos convida a que vos entregueis totalmente a ele como ovelhas. Como a ovelha do Salmo da Missa de hoje, que confia totalmente no seu pastor, ainda mesmo que passe pelo vale tenebroso, porque sabe que o pastor é fiel, que o pastor haverá de defendê-la, assim também nós, ovelhas do seu pasto, confiemo-nos ao Senhor, sigamo-lo, nele coloquemos a nossa existência. E que ele, cheio de amor e misericórdia, nos conduza às campinas verdejantes, nos faça descansar, restaure nossas forças, guie-nos no caminho mais seguro, nos prepare a mesa eucarística, unja-nos com o suave óleo do seu Espírito, faça transbordar a taça da nossa exultação e nos dê habitação na sua casa pelos tempos infinitos.

ORAÇÃO
Ó Deus, sede generoso para com vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos.  Amém!

LEMBRE-SE:
“UM DOMINGO SEM MISSA...
É UMA SEMANA SEM DEUS!”

Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 21 de julho de 2012

FALECEU O PAI DO COORDENADOR ESTADUAL DO MFC BAHIA

Cosme José dos Santos

É
 com pesar que informamos o falecimento do Senhor COSME JOSÉ DOS SANTOS, vitima de um AVCi – Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. O Sr. Cosme era pai de Joel de Alexsandra, membro do Movimento Familiar Cristão de Porto Seguro-BA, atualmente no exercício da coordenação estadual do MFC BAHIA.

O falecimento ocorreu às 05h30min, deste sábado, 21 de julho de 2012. O corpo será velado em sua residência, na Av. Duque de Caxias, 475 (ao lado da Band FM) em Eunápolis - Bahia. O sepultamento esta previsto para este domingo (22), às 9 horas, no Cemitério da Consolação.

Eunápolis perdeu um dos seus fundadores. COSME JOSÉ DOS SANTOS, morador há mais de 50 anos, era empresário na área de movelaria, marceneiro querido e conhecido de todos pela alegria que sempre demonstrou em receber amigos e fazer novos amigos.

O CONDIR-NE - CONSELHO REGIONAL NORDESTE DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO lamenta profundamente a morte do Senhor COSME JOSÉ DOS SANTOS, uma grande perda para a cidade de Eunápolis e toda região.

Confiantes no amor de Deus e na certeza de que agora COSME JOSÉ DOS SANTOS está na graça do Pai, elevemos os nossos pensamentos, em comunhão com a família, orando pela sua alma, unidos no sentimento e na prece.

Nossos relacionamentos, nossas vivências, nossas atuações no MFC, geram um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de simpatia, resultando nas nossas grandes amizades fixadas ao plano de Deus.

OCTÁVIO HENRIQUE

OCTÁVIO HENRIQUE
  
Octavio Henrique
TALES E THERESA - MFC SALVADOR

E
m 1964, com dois anos de formado e de trabalho na Refinaria Landulfo Alves, estava eu de noivado firme com Theresa, então estudante de letras da UFBA, quando fui convidado por ela para participar de uma novidade: um curso para noivos.  Aceitei o convite e soube que se tratava de uma iniciativa do Movimento Familiar Cristão, o MFC. O convite partira do casal Octávio Henrique e Celice, já integrantes do MFC, e ele, primo de Theresa.

A vida é um emaranhado de encontros fortuitos e virtuais, porem só alguns deles persistem e criam raízes profundas que geram a amizade entre as pessoas. Foi o que aconteceu, no nosso caso, no encontro com Octávio e Celice.

Fizemos o curso, gostamos e fomos convidados a participar de uma equipe de noivos, formada, em sua maioria, por casais oriundos do curso que havíamos feito, e coordenada pelo casal Renato e Ana Maria Ferreira. Para nós, foi uma novidade e uma oportunidade trocar ideias com aqueles casais, todos na mesma faixa etária nossa, e com problemática de vida parecida. Na experiência desse processo, a abertura para o dialogo e a convivência harmônica com opiniões diferentes e até conflitantes nos entusiasmaram.

Theresa já conhecia Octávio na convivência familiar, mas o primeiro encontro que eu tive com ele foi numa Manhã de Formação do MFC, nas Mercês, com todas as equipes presentes e por ele coordenadas com muito entusiasmo. Na minha posição de observador e iniciante, pude logo perceber algumas das qualidades de Octávio: inteligência, rapidez de raciocínio, desinibição, dinamismo, além de uma voz que dispensava qualquer microfone. O único senão, porém, é que eu o achei um pouco autoritário. Mas o tempo se encarregou de melhorar e consolidar a imagem que eu formava dele.

Octávio Henrique e Celice exerceram várias funções de coordenação no MFC, em âmbito diocesano, estadual, regional e nacional. Para nós, que passamos a atuar no Movimento, não foi difícil descobrir mais uma qualidade sua: a prodigiosa memória.

Contava ele que, durante uma instrução militar no CPOR, o instrutor desmontou uma metralhadora com cerca de 100 peças, dizendo o nome de todas elas, e depois procurou saber quem se habilitava a montar a dita metralhadora, dizendo os nomes das peças. Não apareceu ninguém. O instrutor, então, se dirigiu a Octavio e perguntou: “Quer tentar seu Aguiar?” Ele se levantou e aceitou o desafio, montando a metralhadora toda sem errar o nome de uma só peça. Admirado, o instrutor, disse para o grupo: “Desconfio que o Senhor Aguiar tenha uma metralhadora dessa em casa”.

O tempo se encarregou de transformar a história do MFC. Foi então que, em 1982, por iniciativa, sobretudo dos casais Carlos e Magda Hita e Octávio e Celice Aguiar, o MFC da Bahia conseguiu trazer a Salvador o jesuíta uruguaio Ricardo Cetrullo, que nos fez vivenciar uma metodologia participativa, conhecida como CONSTRUÇÃO COLETIVA DO CONHECIMENTO, e baseada em princípios tais como:

·        A realidade é mais complexa e extensa do que a imaginação de todos os homens conjuntamente.
·        Na ciência da vida, cada um de nós detém apenas uma parte da verdade, e, por isso, precisamos dos outros para ter uma visão mais plena da realidade.
·        O exercício da paciência para ouvir o outro é fundamental, pois, na sua forma diferente de ver o mundo, ele sempre traz algo de novo para nós.
·        A constante análise e avaliação de nossas práticas torna mais eficaz nossa ação transformadora, nos possibilitando elaborar teorias a partir dessas análises.

A forma diferente de trabalhar, a postura e a paciência do jesuíta em ouvir os outros reforçavam o conhecimento que ele ia transmitindo e nos fazia lembrar Mateus 23, “Nem vos façais chamar de mestre, porque só tendes um Mestre, Jesus Cristo” .

Essa nova metodologia de trabalho do MFC foi um campo aberto para a criação do novo, e foi aí que ficou plenamente evidenciada uma outra grande qualidade de Octávio Henrique: a criatividade.

No exercício da criação coletiva, os participantes são os protagonistas do próprio trabalho do grupo e o coordenador é apenas um facilitador. Nessa função, Octávio Henrique quebrou todos os resquícios de autoritarismo, passando a se destacar na maneira democrática e participativa de lidar com os problemas levantados pelos grupos por ele coordenados.

Entusiasta da metodologia participativa, Octávio Henrique a divulgou no MFC por todo o Estado da Bahia e pelo Nordeste, coordenando Encontros e dirigindo Grupos. Mas um dos maiores desafios que eu o vi enfrentar foi quando a Confederação Internacional de Movimentos Familiares Cristãos, então sediada na Espanha, escolheu a cidade de Maceió, Alagoas, Brasil, como local de realização de um encontro mundial, de 25 a 29 de Julho de 2001, com o tema “A Ética da Vida em um Mundo Globalizado e Excludente”. A equipe do MFC de Alagoas se encarregou da logística de apoio e a equipe da Bahia, da metodologia e conteúdo, sob a coordenação dos casais Carlos e Magda e Octávio e Celice.

Vejam o desafio: o tema polêmico, a participação de representantes de 5 continentes, com as mais diversificadas formas de ver o tema, o trabalho a ser desenvolvido em 4 grupos, 2 em língua inglesa e dois em portunhol, e a utilização da metodologia da construção coletiva do conhecimento, com a qual os estrangeiros não estavam familiarizados. Por motivo de doença, Carlos e Magda não puderam participar, e Octávio enfrentou a coordenação geral, com muita competência, com o apoio de Celice.

Octávio criou o MFC TOUR, tendo planejado, organizado e realizado várias memoráveis viagens para o pessoal do MFC, aberta a parentes e amigos. Preparava pastas para todos os participantes, com informações detalhadas sobre roteiro, atrações, história dos locais, e até mapa dos assentos no ônibus, para que se fizesse o rodízio. Mais uma de suas qualidades: a organização.

É da sua autoria um livreto escrito em 2007, intitulado: “NOSSAS ANDANÇAS COM O MFC”, de grande valor histórico para o Movimento, em que relata, com riqueza de detalhes, a sua participação, com Celice, nos diversos Encontros do MFC. O 1º do qual participaram foi o de Fortaleza, em 1965, com o tema: MISSÃO SOCIAL DA FAMÍLIA. Sobre ele, escreveu: “Bela e gratificante experiência, renovada muitas vezes nas andanças pelo Brasil e países da America do Sul, por conta do MFC, que nos marcou o resto da vida, ensinando-nos também a abrir as nossas portas, para desfrutar a prazerosa e salutar experiência de receber e hospedar peregrinos”.

O registro de Octávio nos reporta a um carisma forte do MFC: o da HOSPEDAGEM, presente na passagem do evangelho em que dois discípulos caminhavam para a aldeia de Emaús, e a eles se juntou Jesus, em forma de outro peregrino, não tendo sido reconhecido como o Mestre. Conversaram durante toda a caminhada e quando chegaram à aldeia já era tarde, e os discípulos, ainda sem reconhecerem o MESTRE, o convidaram: “Fica conosco; já é tarde e já declina o dia”. Jesus ficou, e foi durante a hospedagem que ele se revelou.

Tiramos das páginas de “NOSSAS ANDANÇAS COM O MFC” alguns trechos que expressam a ideia do que é a fascinante aventura de participar de  um encontro do MFC.

·        À pág. 71, lê-se: “Em Conquista ou pouco adiante, abriram-se os farnéis para o jantar  comunitário. Entre as iguarias, fez sucesso uma paçoca com carne de sol desfiada, quitute de origem cearense que Theresa havia levado”. Essa eu tinha que mencionar, pois foi Octávio Henrique quem escreveu, é com minha mulher, e se trata de uma comida de cearense.
·        Pág. 72: “Ai, que falta nos fez o navegador Carlos  Alberto! Cometemos um ligeiro engano e, antes do trevo que nos levaria a essa rodovia, erradamente tomamos o caminho para Sorocaba, engano felizmente logo constatado, mas que nos causou uma perda de pelo menos meia hora”.
·      Anexado à última página do livro está um tabloide, que contém uma charge feita com muita inteligência e graça por Ivone Rodrigues, sobre o XV Encontro Nacional, realizado em Bagé, em julho de 2004. O título diz: “Uma Aventura Extraordinária - 26 loucos, um ônibus e 10.000 km pela frente”.

Apesar de todo o meu esforço e da valiosa e competente ajuda de Theresa, não conseguimos nem de leve dar ideia do que foi a aventura de Octávio Henrique na face da terra.

Mais uma vez considerando tudo o que Octávio fez e que eu não pude relatar aqui e agora, escolho, para terminar, a frase do início da pág. 1, de seu livro, tirada de uma marchinha de carnaval: “Recordar é viver. Eu hoje sonhei com você”. Penso, então, quão importante é o tempo na epopeia da vida humana, e me vem à lembrança uma citação do compositor francês Hector Berlioz, que diz: “O tempo é um grande mestre; tem, porém o defeito de matar os seus discípulos”.

Se agora fosse feita a pergunta: ”Octávio, se você voltasse à vida, aceitaria continuar trabalhando no MFC, buscando a construção do Reino de Deus, um reino de fraternidade, justiça e amor?” Tenho certeza de que responderia afirmativamente, não a quem fez a pergunta, mas a Deus, tal como Pedro respondeu à pergunta de Cristo, em João 6-68: “Senhor, a quem iríamos nós? TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA”.

Amém!