sábado, 13 de outubro de 2012
CONDIR-NE SE REUNIRÁ EM FORTALEZA-CE
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CONDIR-NE - CONSELHO DIRETOR REGIONAL NORDESTE do Movimento Familiar Cristão estará reunido nos dias 20 e 21 de outubro, na Cidade de Fortaleza – Ceará para a 5ª Reunião Administrativa da Gestão 2010/2013, quando extensa pauta será discutida, com debates e definições de assuntos relacionados ao Movimento Familiar Cristão em nível de região Nordeste.
Participam da reunião os coordenadores estaduais James e Fátima (Alagoas), Alexandra e Joel (Bahia), Carlos Mário e Liliana (Ceará), Luiz Antônio e Maria José (Sergipe), Jorge e Penha (SERCOM), Florisval e Eliana (SERFIN), Padre Arnaldo (Assessor Eclesiástico), José Newton e Ariadna (Condir Anterior) e todos os emefecistas do Condir Nordeste comprometidos com a caminhada.
Já na sexta-feira (19), chegam à Fortaleza os dirigentes das estaduais Alagoas, Bahia e Sergipe que ficarão hospedados nas residências de emefecistas cearenses.
Na 5ª Reunião do CONDIR NORDESTE os dirigentes avaliarão a caminhada, suas metas de ação e objetivos, promovendo mais um momento de integração que produzirá bons frutos para o MFC no Nordeste e no Brasil.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
NOSSA SENHORA APARECIDA, PADROEIRA DO BRASIL
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| Nossa Senhora Aparecida |
Baseado no artigo de Márcia Busanello
H
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oje, dia 12 de outubro, comemora-se NOSSA SENHORA APARECIDA, padroeira oficial do Brasil, no entanto, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.
Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.
Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.
Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo se constatou, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.
Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.
A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem, ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.
A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.
A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.
Seja qual for à autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas.
Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Vejam alguns abaixo:
A LIBERTAÇÃO DO ESCRAVO ZACARIAS
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés, e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por libertá-lo.
O CAVALEIRO ATEU
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos milagres da Basílica Nova.
A CURA DA MENINA CEGA
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava enxergando, perfeitamente curada.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
A DIFERENÇA ENTRE PROVAÇÃO E TENTAÇÃO
A
receita para identificar os objetivos desses sentimentos
Padre Eliano Luiz - SJS
Fraternidade Jesus Salvador
P
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recisamos
entender que a provação é uma situação de aflição e sofrimento. Esse aspecto é tratado
em Tiago 1, 3. Quando falamos desse assunto [provação], estamos tocando na
origem, falando daquele de quem vem à ação. Somente Deus nos prova na intenção
de nos fazer alcançar uma fé madura e, diante dessa dimensão, vamos perceber
que a provação contempla fins que nos leva à perfeição. Entretanto, podemos
correr o risco de, diante de uma provação, cair num sentimento de revolta
contra Deus. Há necessidade de aproveitar desse momento [de provação].
Enquanto
que a tentação tem origem no demônio. É uma atração para fazer o mal no intuito
de buscar o prazer, egoísmo ou o lucro. Há situações de tentação que são culpa
de nossa própria concupisciência. São as nossas tendências que nos levam à
decadência que o tentador deseja: o afastamento de Deus.
Como
instrumento contra a tentação precisamos rezar, estar vigilantes para que a
graça venha em favor daqueles que são tentados. É também nosso dever socorrer
aqueles que caem envolvidos pelas armadilhas do tentador. Ainda assim, na
tentação podemos aprender a partir de nossos limites, das nossas fraquezas e
assumir cada vez mais nossa dependência de Deus.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
ALEA JACTA EST - Artigo de James Magalhães de Medeiros
ALEA JACTA
EST
D
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e dois em dois anos exercitamos os nossos
direitos políticos, através do exercício do voto. O ato de votar significa o
cidadão renovando a representação do seu país, do seu estado e do seu
município, no afã de ver as coisas melhorarem e que o bem comum, seja realmente
comum para todos. Na verdade somos um país novo em democracia, em vivência
democrática, possuímos apenas quarenta e seis anos de democracia dos quinhentos
anos de existência. Assim sendo, precisamos fortalecer a nossa democracia,
votando a cada eleição e renovando a qualidade de nossos partidos políticos e
de nossos candidatos, além de manter cada vez mais forte e transparente o nosso
Estado Democrático de Direito.
É grande a nossa responsabilidade com a
democracia que vivemos e que temos o dever de manter. Somente com a democracia
é que podemos exercer a plenitude da cidadania, do ser cidadão, e nos garante o
direito de escolher os nossos representantes e governantes.
Conceituar cidadania significa dizer, que é
um conjunto de direitos conferidos ao cidadão em relação ao estado e à
sociedade. Precisamos, pois, manter a democracia como única forma de
participação do povo na escolha de seus representantes e na garantia de seus
direitos civis, políticos e sociais. Portanto, repito, é grande a
responsabilidades de cada um de nós no processo democrático.
Não podemos negar que muita coisa precisa ser
feita, para solidificar as bases da democracia brasileira, ainda muito jovem,
diante de tantas outras existentes no globo terrestre, com muito mais tempo de
vida e de história. O grande Abraham Lincoln já disse, com muita inteligência: “A democracia é o governo do povo, pelo
povo, para o povo.”- justamente porque o povo, qualificado como eleitor, no
dia da eleição, é quem faz a escolha de seus governantes e de seus
representantes, sempre orientado em um plano de governo e este focado na
necessidade de todos.
Concluída a votação e conhecidos os
vencedores, só nos resta dizer como Júlio César, ao tomar a decisão de cruzar o
rio Rubicão, com suas legiões, que delimitava a divisa entre a Gália Cisalpina
e o território da Itália: ALEA JACTA EST (A SORTE ESTÁ LANÇADA).
Assim, findo, conclamando a todos, que
mantenham a esperança e que os eleitos ajam com ética, competência e
sensibilidade social, principalmente diante de fatos significativos e
históricos acontecidos neste ano eleitoral: aplicação da Lei da Ficha Limpa e o
julgamento do mensalão pelo STF.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
ECE E MFC JOVEM SE REÚNE HOJE NA SEDE DO MFC
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A
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Coordenação Estadual do Movimento Familiar
Cristão em Alagoas se reúnem nesta terça-feira (9), com a Equipe de Coordenação do MFC JOVEM
e as Coordenações de Equipes de Serviço que trabalharão no ENCONTRO DE JOVENS
DO MFC MACEIÓ, que acontecerá de 9 a 11 de novembro, na Sede dos Cursilhos.
A
reunião acontecerá a partir das 19h30min na Sede do MFC ALAGOAS, na Rua Araújo
Bivar, 580, Pajuçara (Rua do estádio do
CRB, ao lado do Bptran), em Maceió.
Na
reunião será revisto o planejamento e assuntos relacionados ao Encontro que
terá a participação de 40 (quarenta) jovens.
A
Equipe de Coordenação do MFC JOVEM DE ALAGOAS é formada pelos casais Flávio e
Lucila (Grupo Caná da Galileia),
Palmeira e Millena (Grupo Mãos Dadas)
e Gilson e Nana (Grupo Mãos Dadas).
A
Equipe de Coordenação Estadual Alagoas é formada pelos casais James e Fátima (Coordenadores), Vamberto e Marly
(Vice-Coordenadores), Fiel e Claudete (Secretários),
Gilson e Nana (Tesoureiros) e Jorge e
Penha (Comunicação e Blog).
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
LITURGIA DO 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 07/10/2012
“FIDELIDADE DE DEUS E
FIDELIDADE DOS ESPOSOS!”
Deus falou: “Não é bom que o homem esteja só”.
Fomos criados à sua imagem e não conseguimos viver sem companhia. Somos
essencialmente sociais porque precisamos uns dos outros e porque a vida em
comunhão é nosso caminho de realização. O matrimônio e a família foram
planejados por quem entende do ramo. O que Jesus nos fala sobre isso continua
ou não sendo uma boa notícia?
27º Domingo Comum
1ª Leitura: Gn 2,18-24
Salmo Responsório: 127
2ª Leitura: Hb 2,9-11
Evangelho: Mc 10,2-16
EVANGELHO
MARCOS 10,2-16
Naquele
tempo, 2alguns
fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era
permitido ao homem divorciar-se de sua mulher.
3Jesus perguntou: “O que Moisés vos ordenou?”
4Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever
uma certidão de divórcio e despedi-la”.
5Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do
vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. 6No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez
homem e mulher. 7Por isso, o
homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 8Assim, já não são dois, mas uma só carne.
9Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”
10Em casa, os discípulos fizeram, novamente,
perguntas sobre o mesmo assunto.
11Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e
casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. 12E, se a mulher se divorciar de seu marido e casar
com outro, cometerá adultério”.
13Depois disso, traziam crianças para que Jesus as
tocasse. Mas os discípulos as repreendiam.
14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir
a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como
elas. 15Em verdade
vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”.
16Ele abraçava as crianças e as abençoava,
impondo-lhes as mãos.
— Palavra
da Salvação.
- Glória a
vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique Soares da
Costa
Bispo Auxiliar de
Aracaju - Sergipe
Neste
domingo, a Palavra de Deus trata do matrimônio e de sua indissolubilidade. Eis
aqui um tema que se tornou tabu nos tempos atuais e, por isso mesmo, precisa
ser tratado com toda clareza pelos cristãos… Afinal, se o Evangelho não for sal
e luz, para que serve?
Comecemos
com o plano de Deus, descrito no Gênesis de modo figurado, como as parábolas
que Jesus contava. São textos que não devem ser tomados ao pé da letra! Se
lermos com atenção, perceberemos algo muito belo: Deus, à medida que vai
criando, vê que tudo é bom… Ao criar o ser humano, vê que “era muito bom” (Gn
1,31). Mas, há algo na criação que o Senhor Deus viu que não era bom: “Não é
bom que o homem esteja só”. Se o ser humano é imagem do Deus-Trindade, ele não
foi criado para a solidão, mas deve viver em relação com outros: “Vou dar-lhe
uma auxiliar que lhe seja semelhante”. Notemos os detalhes tão belos da criação
da mulher: (1) “O Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão”. Por quê?
Para ficar claro que o homem não participou da criação da mulher; esta é tão
obra de Deus quanto aquele. (2) “Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar
com carne. Da costela tirada de Adão, o Senhor Deus formou a mulher”. A imagem
é bela: tirada do lado do homem, como companheira e igual! (3) “E Adão exclamou:
‘Desta vez sim, é osso de meus ossos e carne da minha carne!’” É a primeira vez
que o homem falou, na Bíblia! E sua palavra foi uma declaração de amor… não a
Deus, mas à mulher que o Senhor Deus lhe dera de presente: osso de meus ossos,
carne de minha carne… parte de mim, cara metade, outro lado do meu coração! E,
finalmente, o preceito de Deus, inscrito no íntimo do coração humano pelo
próprio Criador: “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e
eles serão uma só carne”. Pronto! Esta é o sonho de Deus para o amor humano!
Já aqui há
três observações a serem feitas: (a) o laço de amor entre o homem e a mulher é
superior a qualquer outro laço, inclusive aquele que liga pais e filhos: o
homem e a mulher deixarão pai e mãe para ir ao encontro de sua esposa, de seu
esposo. (b) Esta união, no sonho original de Deus, envolve a pessoa toda, corpo
e alma: “serão uma só carne”! É uma união completa, abrangente, total: serão um
só coração, um só sonho, uma só conta bancária, uma só casa, um só futuro, um
só destino! (c) A relação matrimonial, no sonho de Deus, é uma relação entre um
homem e uma mulher. Por isso mesmo, jamais os cristãos poderão equiparar a
união entre homossexuais ao matrimônio! O respeito às pessoas homossexuais é
dever de todos nós; o respeito pela consciência dessas pessoas, que têm o
direito de dar o rumo que acharem justo às suas vidas, é obrigação nossa, é
gesto de amor que Jesus espera de seus discípulos. Mas, equiparar a relação
matrimonial a qualquer outra relação afetiva, sobretudo homossexual, nunca! Por
fidelidade a Cristo, nunca! Por respeito ao plano de Deus, jamais! Hoje, no
Direito, há uma forte corrente aqui no Brasil, que considera como sendo família
qualquer união simplesmente afetiva: não importa se a união é entre marido e
mulher, entre amigos ou entre duas pessoas do mesmo sexo. Para nós cristãos,
tal concepção é inaceitável! A família, para nós, não é uma realidade
simplesmente natural, mas tem sua raiz no próprio plano de Deus. A família é
uma realidade também teológica! É preciso escutar o que Deus tem a dizer sobre
a família! O problema é que nossa sociedade já não é cristã; é pagã e pensa e
age como pagã; é atéia e age como se Deus não existisse… Nossa sociedade acha
que o homem é a medida de todas as coisas, o senhor do bem e do mal, do certo e
do errado. Isso é absolutamente inaceitável para o cristão!
Agora
podemos compreender a palavra de Jesus no Evangelho! Naquele tempo havia o
divórcio… E Jesus, que é tão misericordioso, condena sua prática: “Foi por causa
da dureza do vosso coração que Moisés” permitiu o divórcio! “No entanto, no
princípio da criação Deus os fez homem e mulher… Já não são dois, mas uma só
carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” É uma palavra que parece
dura, e os próprios discípulos tiveram dificuldades em compreender… como
muitíssimos a têm hoje em dia. Compreendamos! Jesus veio para reconduzir este
mundo ferido pelo pecado ao plano original de Deus. Ora, o sonho de Deus para o
amor conjugal é que ele seja uma entrega total e plena, no amor indissolúvel,
fiel e fecundo. Este é o ideal que Jesus aponta aos seus discípulos! Na
perspectiva de Jesus, o divórcio é contrário ao plano de Deus para o amor
humano! Por isso mesmo, o matrimônio abraçado por um cristão e uma cristã, no
Senhor Jesus, é indissolúvel! Aqui é preciso deixar claro que a Igreja não tem
autoridade para ensinar ou fazer diferente! Seria trair o Senhor! Surgem, no
entanto, algumas questões sérias e graves:
(1) Como
prometer amor por toda a vida, se nosso coração é inconstante? Primeiramente é
necessário recordar que o matrimônio cristão somente pode ser abraçado na fé,
sabendo os esposos que jamais a graça de Cristo lhes faltará. Com toda certeza,
o Senhor haverá de conduzir os esposos no caminho do amor. Isto, no entanto, de
modo algum, dispensa os esposos de cultivarem esse amor, com o diálogo, os
gestos de carinho e de perdão, de compreensão e de atenção. Amor não é só
sentimento: o amor não nasce de repente, não é fatal, não é cego, nem morre de
repente. O amor pode e deve ser cultivado, cuidado. Como dizia São João da
Cruz: “Onde não há amor, semeia amor e colherás amor”. A grande ilusão do mundo
atual é pensar que o amor se reduz a sentimento, que não precisa ser cuidado
nem cultivado! Confunde-se amor com paixão!
(2) Como
fazer uma aliança para sempre, se esta depende não só de mim, mas também da
outra pessoa? A questão é séria e, para nós, cristãos, deve ser pensada na fé.
O matrimônio entre cristãos é sinal, é sacramento, do amor entre Cristo e a
Igreja. São Paulo explica este mistério de modo belíssimo no capítulo quinto da
Carta aos Efésios: marido e mulher devem se amar como Cristo e a Igreja (cf. Ef
5,21-32). Ora, este amor foi selado na cruz e na ressurreição; é amor pascal,
amor que envolve morte e vida! A indissolubilidade não deveria ser vista como
um fardo, mas como uma proposta de um Deus que crê no homem que criou; um Deus
que nunca brinca com o amor, um Deus que aposta na nossa capacidade, quando
aberta à sua graça! Ora, este amor-doação matrimonial, imagem daquele outro,
entre Cristo e a Igreja, certamente terá a marca da cruz. As dificuldades
conjugais, para o cristão, têm o nome de cruz, cruz que, assumida com amor e
por amor, é transformada em alegria e plenitude de ressurreição. Aqui não se
trata somente de palavras bonitas, mas de uma realidade impressionante: quem
capitula, quem desiste ante as dificuldades, nunca plantará um amor no sentido
cristão! A presença de Cristo na união conjugal não exclui as crises, as
dificuldades, a incompatibilidade de temperamentos e até mesmo os erros na
escolha do cônjuge! Mas tudo isso, por quanto doloroso possa ser, pode se
tornar, em Cristo, um modo libertador e eficaz de participar com generosidade e
desapego da cruz do Senhor e caminho de felicidade! “Loucura! Insanidade!
Demência!” – dirá o mundo! Mas, a linguagem da cruz é loucura para o mundo! A
sabedoria da cruz é tolice para o mundo! Nunca esqueçamos isso! Mas, para quem
crê, é poder de Deus e sabedoria de Deus! (cf. 1Cor 1,18; 3,18-20). O problema
é que as pessoas casam como os cristãos, mas não crêem nem vivem como os
cristãos! Que fique bem assentado: o sonho de Deus em Cristo para o matrimônio
é a indissolubilidade!
(3) E os
nossos irmãos e irmãs que fracassaram na aliança conjugal e estão numa nova
união? É uma situação dolorosa. Se são cristãos de verdade, a coisa é
primeiramente difícil para eles. Não nos compete julgar suas intenções e sua
história! Compete-nos respeitá-los e acolhê-los com espírito fraterno,
ajudando-os a viver esta nova união do melhor modo possível. Isto, no entanto,
não significa aprovação da separação nem da nova união. Mas, simplesmente,
respeito pela história, pela consciência e pelo mistério da vida e das opções
de cada irmão e de cada irmã. Mesmo porque, quem estiver sem pecado, que atire
a primeira pedra. Cuidado, irmãos: não coloquemos fardos na vida dos outros!
Que o Senhor
socorra as famílias e fortaleça no amor os esposos cristãos, fazendo-os simples
como as crianças, capazes de acolher a proposta do Cristo para o matrimônio e
que, nas dificuldades, recordem-se que Cristo, autor da nossa salvação, também
foi levado à consumação passando pelos sofrimentos. Que nossos sofrimentos,
unidos aos dele, sejam semente e penhor de vida eterna. Amém.
ORAÇÃO
Ó Deus
eterno e todo poderoso, que nos concedeis no vosso imenso amor de Pai mais do
que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o
que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Amém!
LEMBRE-SE:
“SE
NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”
Editado por MFC ALAGOAS
sábado, 6 de outubro de 2012
ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba - MG
A
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sociedade é constituída em família, tendo como célula mãe, o Lar doméstico. Na base estão o homem e a mulher, sendo um, extensão do outro, vivendo numa real complementariedade. Já não são dois, mas uma só carne. A solidez de tudo isto acontece no amor, que exige sacrifício, diálogo, respeito mútuo, igualdade e paz.
Dentro do clima eleitoral, podemos dizer que o Município é uma grande família, onde os interesses precisam ser comuns, de tal forma que a administração pública favoreça o bem de todas as pessoas. Os objetivos não podem ser outros que não sejam para favorecer os munícipes na dimensão de uma verdadeira família.
Cada pessoa humana, criada com liberdade e dignidade, deve ser colaboradora de Deus no cultivo do bem e no cuidado com os bens da natureza. Isto passa por momentos de definição. Um deles acontece na hora do voto. Confirmar, na urna eletrônica, um voto irresponsável, é contribuir para uma má administração.
A dimensão familiar não se restringe ao relacionamento entro um homem e uma mulher, mas também às demais criaturas e com toda a natureza. É um compromisso de cuidado com os seres humanos, com a terra, a água, as árvores, os animais e todas as demais criaturas. O critério não pode ser de interesses egoístas.
O Município, sendo uma grande família, deve promover projetos de inclusão social. Assim todos poderão usufruir das condições materiais e afetivas para uma vida feliz. Exige dos eleitores precisão na escolha de prefeito e vereadores comprometidos, competentes e de vida ilibada para trabalhar em benefício do povo.
Podemos até dizer que agora “é a hora da verdade”. Ou assumimos uma postura crítica e afinada com uma verdadeira política, aquela do bem comum e da coerência, ou teremos que “gemer”, tendo que conviver com maus administradores e legisladores por mais quatro anos. E nem podemos reclamar depois, porque aí já será tarde demais. É por isto que dizemos que “voto não tem preço, mas tem consequência” e, às vezes, muito amargas.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
A IMPORTÂNCIA DO VOTO!
A
IMPORTÂNCIA DO VOTO
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O
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eleitor brasileiro tem o poder de tomar
importantes decisões políticas, direta ou indiretamente, através de seus
representantes eleitos. Através
do voto, o eleitor expressa sua vontade, votando em pessoas que tomarão decisões
em seu nome.
É
importante que o eleitor exerça o seu direito de votar, exercendo com
consciência a escolha do seu representante, seja no legislativo, seja no
executivo. Vivemos
num regime democrático e é vital na Democracia representativa exercer o
"direito do voto". Há anos, existem alguns manifestos na internet dizendo:
"Vamos todos votar nulo ou em branco", segundo o raciocínio, se
muitos eleitores votarem nulo ou em branco, a eleição seria anulada, trazendo hipoteticamente
novos candidatos. Porém de nada adiantaria parte da população votar nulo ou em
branco, tendo em vista que outra parte da população votaria, ganharia a eleição
o candidato que tiver 50% mais 1 dos votos válidos.
Precisamos
exercer nosso direito, votando e cobrando com consciência dos nossos
representantes, assim com certeza teremos um país melhor, consciente e
realmente democrático.
Os
eleitores precisam avaliar os planos e projetos dos candidatos para melhorias
na cidade. A conscientização da população para o voto justo e incorruptível é
uma boa maneira de diminuir a quantidade de pessoas subornadas e compradas
ilegalmente.
Façamos
o nosso dever cívico de votar, naquele que desejamos que fosse o nosso
representante, especialmente neste pleito eleitoral, vamos escolher o nosso
vereador(a) e o nosso prefeito(a), e antes de qualquer interferência, analisemos
os pós e os contras dos candidatos e no final, escolhemos o melhor para nossa
cidade.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
CORREIO MFC BRASIL Nº 296
VIOLÊNCIA É
UMA DROGA
HELIO AMORIM
– MFC/RJ
A matança de jovens em Mesquita,
com todos os requintes de crueldade própria de monstros inflados por ódios
desumanos desperta na população, mais que medo, um profundo desalento e
desesperança na busca da construção de uma civilização verdadeiramente humana
que se tenta concretizar.
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E
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ssa
barbárie repetida está sempre vinculada ao tráfico de drogas. São ações
“corretivas” que só traficantes drogados são capazes de executar para impor o
pavor nos “pés de chinelo”, punindo os que “traíram” a confiança dos chefes.
Advertência desumana para os que ainda não “pisaram na bola”. Esse é o idioma
dos becos do tráfico para garantir a fidelidade dos adolescentes e jovens
cooptados para o comércio de drogas. Já há presos e fugitivos identificados.
Esse
crime hediondo não pode deixar de ser punido exemplarmente, para inibir novas
chacinas. A guerra ao tráfico é difícil, revelam-se a cada dia cumplicidades
inesperadas. Deve ser levada a consequências visíveis nas cúpulas escondidas em
apartamentos de luxo, esconderijos às vezes conhecidos, mas imunes à repressão
policial por parcerias criminosas de alto nível. Denúncias dos capi desse
comércio devem ser premiadas generosamente, prêmios gordos anunciados para
estimular essa “traição dos cúmplices” do crime organizado.
Não
se combate eficazmente o tráfico prendendo apenas os que atuam nos pontos de
venda e seus chefes imediatos vivendo com alguns luxos modestos nas próprias
favelas em que comandam esse comércio. As ações devem ser focadas com mais
intensidade e inteligência, nos bairros nobres das cidades. Os grandes gestores
e financiadores do tráfico são ricos, não moram nos lugares de vendas e
armazenamento de drogas nem deles chegam perto. Não se expõem a perigos
desnecessários. Comandam de longe, invisíveis, com cuidados e bons advogados,
deixando os riscos com suas quadrilhas de fornecedores e traficantes
transfronteiras, transportadores e distribuidores internos.
Do
outro lado, estão os consumidores, dependentes desse veneno do corpo e do
espírito. Se a repressão pudesse ter êxito completo, como ficariam os que se
drogam compulsivamente? Onde encontrar a droga agora necessária para não
viverem transtornos psíquicos que podem desencadear grande sofrimento, angústia
e atos desesperados? Esse é o desafio, além do esforço competente do apoio
terapêutico mais amplamente disponível e acessível para uma superação efetiva
da dependência. O mundo procura a possível solução desse dilema planetário. Em
primeiro lugar, é preciso partir da consciência de que havendo procura haverá
oferta. É a regra imutável do mercado.
Crescendo
a repressão, o preço da droga aumentará e a ansiedade exigirá novos artifícios
para conseguir dinheiro para a compra. O adolescente já não sabe explicar como
some a mesada ou para onde foi o dinheiro que desapareceu misteriosamente de
casa. Pais desconfiam, mas não têm certeza. A descoberta é sempre tardia.
Essa
necessidade incontrolável pode levar ao crime, mesmo nas classes privilegiadas.
Roubar e mesmo matar para comprar e consumir. A alternativa para o viciado
seria o crack, muito barato, mas mortal no curto prazo. Os viciados das classes
médias melhor informados já conhecem esse risco de morte e não se arriscam.
Uma
das muitas saídas, todas igualmente difíceis de administrar, seria o
cadastramento dos viciados que aceitassem acompanhamento médico em serviços de
saúde credenciados e recebessem um cartão de dependente, para conseguir a sua
droga grátis ou a preço simbólico em drogarias cuidadosamente selecionadas para
esse serviço. Aquisição por entidade sanitária pública em país produtor
conhecido, mediante acordo entre organismos de governos, a preços do agricultor
local, considerando tratar-se de política de governo contra a praga. Objetivo
inicial, interromper a relação direta com o traficante e competir para reduzir
o seu mercado. O interesse do drogado seria livrar-se do preço crescente do
traficante motivado pela repressão policial, aceitando orientação e controle da
dosagem farmacêutica e algum tipo de acompanhamento de especialistas - ou,
ainda, participação em grupos de apoio mútuo que apresentam resultados
animadores (“grupos de drogados anônimos”).
Outras
medidas de controle sanitário e policial mais efetivas e eficazes somadas,
focadas na oferta de saídas aos dependentes e na identificação e prisão dos
financiadores ocultos, com premiação da denúncia, poderiam levar a bons
resultados a médio prazo. A preparação das escolas e seus professores para uma
orientação competente e constante dos alunos, com recursos didáticos adequados,
debate de filmes, verbas generosas para viabilizar tudo que contribua para a
consciência dos riscos desde a infância e a adolescência, tudo somado e
articulado, resultará em conquistas apreciáveis. Mas não dá para esperar.
EPÍSTOLA DE
S. TIAGO, IRMÃO DE JESUS (Tg 5, 1-6)
1.
E agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair
sobre vós.
2.
Vossa riqueza está apodrecendo e vossas roupas estão carcomidas pelas traças.
3.
Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e a ferrugem deles vai servir de
testemunho contra vós e devorar vossas carnes, como fogo! Amontoastes tesouros
nos últimos dias.
4.
Vede: o salário dos trabalhadores que ceifaram vossos campos, que deixastes de
pagar, está gritando, e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do
Senhor.
5.
Vós vivestes luxuosamente na terra, entregues à boa vida, cevando vossos
corações para o dia da matança.
6.
Condenastes o justo e o assassinastes, ele não resistiu a vós.
A denúncia de Tiago
atravessa dois milênios e nos chega como uma espada, advertindo-nos para a
injustiça que permanece no mundo. O desafio aos cristãos é o dever da denúncia
corajosa de toda forma de exploração, dominação e marginalização dos pobres
numa sociedade de competição cruel e desigual. E o engajamento efetivo na luta
pela construção de um país e um mundo melhores, prenúncio do Reino.
PENSAMENTOS
DE RUBEM ALVES
POETA E
EDUCADOR
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são
gaiolas
existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados
são pássaros sob controle. Engaiolados, seu dono pode levá-los para onde
quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros.
Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros
engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo Existem para dar aos pássaros
coragem para voar. Ensinar o voo isso elas não podem fazer, porque o voo já
nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
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