domingo, 14 de outubro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - WILZA DE ANTONINO

HOJE, 158ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

 

LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”
  

LITURGIA DO 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 14/10/2012

  

   
“A CAUSA DE CRISTO E DO EVANGELHO!”
A Palavra de Deus nos questiona: pode um rico salvar-se? Sabemos que não basta o mero cumprimento de normas e leis. É preciso radicalidade no seguimento de Cristo. Ao dizermos que para Deus tudo é possível, não estamos entendendo que o rico será salvo mesmo que continue acumulando riquezas para si. Deus salva ao tocar seu coração e espera que se converta e viva a comunhão com Deus e com os irmãos.

 
   
28º DOMINGO COMUM
1ª Leitura: Sb 7,7-11
Salmo Responsório:  89
2ª Leitura: Hb 4,12-13
Evangelho: Mc 10,17-30

EVANGELHO
Marcos 10,17-30

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”

18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe”.

20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”.

21Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”

22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”

24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”

26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?”

27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.

28Pedro então começou a dizer-lhe: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”.

29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Padre Queiroz

VENDE TUDO O QUE TENS E SEGUE-ME!

Neste Evangelho, Jesus nos ensina que a pobreza voluntária é necessária para entrar no Reino de Deus. O Evangelho tem três partes:

1ª) Um homem rico quer seguir a Jesus, mas Jesus coloca como condição que ele venda todos os seus bens e dê aos pobres. Claro que pode acontecer que os próprios pobres digam ao homem: “Está bem, seus bens agora são nossos. Mas nós lhe pedimos que os administre para nós”. Assim, o homem deixa de ser rico e se torna administrador de bens que não são dele. Muitos e muitas hoje fazem isso e continuam aparentemente donos dos bens que antes possuíam.

2ª) Jesus instrui os discípulos sobre a questão da riqueza. Ela é tão arraigada na pessoa rica, que é mais fácil um camelo (animal) passar pelo buraquinho de uma agulha (dessas agulhas normais, com as quais as costureiras remendam roupa). Quer dizer: é impossível. Mas para Deus tudo é possível. O que Jesus não aceita é segui-lo pela metade.

3ª) A recompensa de Deus para quem se desprende dos bens materiais por amor a Cristo é generosa: A pessoa ganha cem vezes mais tudo o que renunciou.

O Evangelho começa dizendo que Jesus saiu a caminhar. Ele estava sempre caminhando, indo atrás das ovelhas. Não ficava parado, esperando que elas o procurassem.

Quando o homem rico de aproximou, “Jesus olhou para ele com amor”. Jesus sempre nos olha com amor. Entretanto, se alguém quer segui-lo, aí ele é exigente e, antes que a pessoa dê o primeiro passo, Jesus já coloca a condição mais importante: renunciar ao outro “deus” que são os bens materiais. Isso porque não podemos levar uma vida dupla, servindo a dois senhores (Cf Lc 16,13).

O amor é por si mesmo totalizante. Os namorados, por exemplo, não aceitam que seu parceiro ou parceira divida o amor com outra pessoa.
O Evangelho diz que o homem “foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico”. A riqueza trás uma felicidade ilusória, que leva sempre à tristeza.

Não é Deus que fecha a porta do Céu ao rico; é ele que não quer entrar. A felicidade ilusória e o apego levam o rico até a matar pessoas por causa de alguns centavos. Ele se torna tão auto-suficiente, que pensa não precisar nem de Deus.

A riqueza tira o gosto pelas coisas de Deus, cega os olhos, ensurdece os ouvidos e torna o coração duro como pedra. “Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6,21). O rico passa inevitavelmente da posse de bens para a posse de pessoas. Ser dono de bens pode, mas ser dono de pessoas Deus não aceita!

Muitos acham que a questão do uso dos bens materiais não faz parte da vida cristã. Mas faz sim, e de cheio. Todas as vezes que Jesus falou do juízo final, ele colocou como ponto central do julgamento a partilha dos nossos bens materiais com os necessitados.

“Enquanto houver um pobre em vosso meio, a vossa Missa foi mal rezada” (Um santo padre da Igreja primitiva). Mais do que pobres, eles são empobrecidos, isto é, a sociedade é que os fez pobres. “Os pobres não precisam de esmola, precisam de justiça” (Madre Teresa de Calcutá).

“... e terás um tesouro no Céu.” Seguir a Jesus integralmente é o melhor tesouro que podemos adquirir. É uma riqueza que “a traça não corrói e o ladrão não rouba”. O resto é tudo vaidade. “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade” (Ecl 12,8), exceto amar a Deus e só a ele servir. “Tudo para mim é lixo, exceto o seguimento de Jesus Cristo” (S. Paulo). “Buscai os bens do alto...” (S. Paulo).
Havia, certa vez, um sitiante que tinha em seu sítio dois cavalos. De longe, pareciam cavalos normais, mas, quando se olhava bem, percebia-se que um deles era cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um companheiro, um cavalo mais jovem.

Quando alguém fica observando, logo ouve o barulho de um sino que está amarrado no pescoço do cavalo mais novo. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele. Ambos passam o dia comendo e no fim do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.

Quem observa, logo percebe que o cavalo que tem o sino está sempre olhando se o outro o acompanha. Às vezes pára para esperá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.

Como colocou no instinto dos animais, Deus não se desfaz de nós, quando temos alguma deficiência ou limitação. A pobreza é uma limitação, e Deus quer amparar os pobres, através daqueles que têm um pouquinho mais de recursos, que somos nós.

O Anjo Gabriel saudou Maria Santíssima com a expressão “cheia de graça”. Esta é a sua riqueza. Que ela nos ajude a ter a coragem de renunciar a tudo, a fim de ganhar as riquezas do céu.

Vende tudo o que tens e segue-me!

ORAÇÃO
Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Amém!

Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 13 de outubro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - SÔNIA DE JÚLIO

CONDIR-NE SE REUNIRÁ EM FORTALEZA-CE



O
 CONDIR-NE - CONSELHO DIRETOR REGIONAL NORDESTE do Movimento Familiar Cristão estará reunido nos dias 20 e 21 de outubro, na Cidade de Fortaleza – Ceará para a 5ª Reunião Administrativa da Gestão 2010/2013, quando extensa pauta será discutida, com debates e definições de assuntos relacionados ao Movimento Familiar Cristão em nível de região Nordeste.

Participam da reunião os coordenadores estaduais James e Fátima (Alagoas), Alexandra e Joel (Bahia), Carlos Mário e Liliana (Ceará), Luiz Antônio e Maria José (Sergipe), Jorge e Penha (SERCOM), Florisval e Eliana (SERFIN), Padre Arnaldo (Assessor Eclesiástico), José Newton e Ariadna (Condir Anterior) e todos os emefecistas do Condir Nordeste comprometidos com a caminhada.

Já na sexta-feira (19), chegam à Fortaleza os dirigentes das estaduais Alagoas, Bahia e Sergipe que ficarão hospedados nas residências de emefecistas cearenses.

Na 5ª Reunião do CONDIR NORDESTE os dirigentes avaliarão a caminhada, suas metas de ação e objetivos, promovendo mais um momento de integração que produzirá bons frutos para o MFC no Nordeste e no Brasil.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - DANY DE CHARLEY

NOSSA SENHORA APARECIDA, PADROEIRA DO BRASIL

Nossa Senhora Aparecida

Baseado no artigo de Márcia Busanello

H
oje, dia 12 de outubro, comemora-se NOSSA SENHORA APARECIDA, padroeira oficial do Brasil, no entanto, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.


Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.

Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo se constatou, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem, ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.

A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.

Seja qual for à autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas.

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Vejam alguns abaixo:

A LIBERTAÇÃO DO ESCRAVO ZACARIAS
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés, e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por libertá-lo.

O CAVALEIRO ATEU
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos milagres da Basílica Nova.

A CURA DA MENINA CEGA
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava enxergando, perfeitamente curada.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A DIFERENÇA ENTRE PROVAÇÃO E TENTAÇÃO


A receita para identificar os objetivos desses sentimentos

Padre Eliano Luiz - SJS
Fraternidade Jesus Salvador

P
recisamos entender que a provação é uma situação de aflição e sofrimento. Esse aspecto é tratado em Tiago 1, 3. Quando falamos desse assunto [provação], estamos tocando na origem, falando daquele de quem vem à ação. Somente Deus nos prova na intenção de nos fazer alcançar uma fé madura e, diante dessa dimensão, vamos perceber que a provação contempla fins que nos leva à perfeição. Entretanto, podemos correr o risco de, diante de uma provação, cair num sentimento de revolta contra Deus. Há necessidade de aproveitar desse momento [de provação].

Enquanto que a tentação tem origem no demônio. É uma atração para fazer o mal no intuito de buscar o prazer, egoísmo ou o lucro. Há situações de tentação que são culpa de nossa própria concupisciência. São as nossas tendências que nos levam à decadência que o tentador deseja: o afastamento de Deus.

Como instrumento contra a tentação precisamos rezar, estar vigilantes para que a graça venha em favor daqueles que são tentados. É também nosso dever socorrer aqueles que caem envolvidos pelas armadilhas do tentador. Ainda assim, na tentação podemos aprender a partir de nossos limites, das nossas fraquezas e assumir cada vez mais nossa dependência de Deus.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ALEA JACTA EST - Artigo de James Magalhães de Medeiros



ALEA JACTA EST

D
e dois em dois anos exercitamos os nossos direitos políticos, através do exercício do voto. O ato de votar significa o cidadão renovando a representação do seu país, do seu estado e do seu município, no afã de ver as coisas melhorarem e que o bem comum, seja realmente comum para todos. Na verdade somos um país novo em democracia, em vivência democrática, possuímos apenas quarenta e seis anos de democracia dos quinhentos anos de existência. Assim sendo, precisamos fortalecer a nossa democracia, votando a cada eleição e renovando a qualidade de nossos partidos políticos e de nossos candidatos, além de manter cada vez mais forte e transparente o nosso Estado Democrático de Direito.

É grande a nossa responsabilidade com a democracia que vivemos e que temos o dever de manter. Somente com a democracia é que podemos exercer a plenitude da cidadania, do ser cidadão, e nos garante o direito de escolher os nossos representantes e governantes.

Conceituar cidadania significa dizer, que é um conjunto de direitos conferidos ao cidadão em relação ao estado e à sociedade. Precisamos, pois, manter a democracia como única forma de participação do povo na escolha de seus representantes e na garantia de seus direitos civis, políticos e sociais. Portanto, repito, é grande a responsabilidades de cada um de nós no processo democrático.

Não podemos negar que muita coisa precisa ser feita, para solidificar as bases da democracia brasileira, ainda muito jovem, diante de tantas outras existentes no globo terrestre, com muito mais tempo de vida e de história. O grande Abraham Lincoln já disse, com muita inteligência: “A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo.”- justamente porque o povo, qualificado como eleitor, no dia da eleição, é quem faz a escolha de seus governantes e de seus representantes, sempre orientado em um plano de governo e este focado na necessidade de todos.

Concluída a votação e conhecidos os vencedores, só nos resta dizer como Júlio César, ao tomar a decisão de cruzar o rio Rubicão, com suas legiões, que delimitava a divisa entre a Gália Cisalpina e o território da Itália: ALEA JACTA EST (A SORTE ESTÁ LANÇADA).

Assim, findo, conclamando a todos, que mantenham a esperança e que os eleitos ajam com ética, competência e sensibilidade social, principalmente diante de fatos significativos e históricos acontecidos neste ano eleitoral: aplicação da Lei da Ficha Limpa e o julgamento do mensalão pelo STF.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ECE E MFC JOVEM SE REÚNE HOJE NA SEDE DO MFC



A
 Coordenação Estadual do Movimento Familiar Cristão em Alagoas se reúnem nesta terça-feira (9), com a Equipe de Coordenação do MFC JOVEM e as Coordenações de Equipes de Serviço que trabalharão no ENCONTRO DE JOVENS DO MFC MACEIÓ, que acontecerá de 9 a 11 de novembro, na Sede dos Cursilhos.

A reunião acontecerá a partir das 19h30min na Sede do MFC ALAGOAS, na Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara (Rua do estádio do CRB, ao lado do Bptran), em Maceió.

Na reunião será revisto o planejamento e assuntos relacionados ao Encontro que terá a participação de 40 (quarenta) jovens.

A Equipe de Coordenação do MFC JOVEM DE ALAGOAS é formada pelos casais Flávio e Lucila (Grupo Caná da Galileia), Palmeira e Millena (Grupo Mãos Dadas) e Gilson e Nana (Grupo Mãos Dadas).

A Equipe de Coordenação Estadual Alagoas é formada pelos casais James e Fátima (Coordenadores), Vamberto e Marly (Vice-Coordenadores), Fiel e Claudete (Secretários), Gilson e Nana (Tesoureiros) e Jorge e Penha (Comunicação e Blog).

domingo, 7 de outubro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - ARTUR DE VIVIEN

HOJE, 157ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN



LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”
  

LITURGIA DO 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 07/10/2012


    
   
“FIDELIDADE DE DEUS E
FIDELIDADE DOS ESPOSOS!”
Deus falou: “Não é bom que o homem esteja só”. Fomos criados à sua imagem e não conseguimos viver sem companhia. Somos essencialmente sociais porque precisamos uns dos outros e porque a vida em comunhão é nosso caminho de realização. O matrimônio e a família foram planejados por quem entende do ramo. O que Jesus nos fala sobre isso continua ou não sendo uma boa notícia? 
   
27º Domingo Comum
 
1ª Leitura: Gn 2,18-24
Salmo Responsório:  127
2ª Leitura: Hb 2,9-11
Evangelho: Mc 10,2-16

EVANGELHO
MARCOS 10,2-16

Naquele tempo, 2alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher.

3Jesus perguntou: “O que Moisés vos ordenou?”

4Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”.

5Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. 6No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 8Assim, já não são dois, mas uma só carne.

9Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”

10Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto.

11Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. 12E, se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”.

13Depois disso, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam.

14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. 15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”.

16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.

 — Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe

Neste domingo, a Palavra de Deus trata do matrimônio e de sua indissolubilidade. Eis aqui um tema que se tornou tabu nos tempos atuais e, por isso mesmo, precisa ser tratado com toda clareza pelos cristãos… Afinal, se o Evangelho não for sal e luz, para que serve?

Comecemos com o plano de Deus, descrito no Gênesis de modo figurado, como as parábolas que Jesus contava. São textos que não devem ser tomados ao pé da letra! Se lermos com atenção, perceberemos algo muito belo: Deus, à medida que vai criando, vê que tudo é bom… Ao criar o ser humano, vê que “era muito bom” (Gn 1,31). Mas, há algo na criação que o Senhor Deus viu que não era bom: “Não é bom que o homem esteja só”. Se o ser humano é imagem do Deus-Trindade, ele não foi criado para a solidão, mas deve viver em relação com outros: “Vou dar-lhe uma auxiliar que lhe seja semelhante”. Notemos os detalhes tão belos da criação da mulher: (1) “O Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão”. Por quê? Para ficar claro que o homem não participou da criação da mulher; esta é tão obra de Deus quanto aquele. (2) “Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. Da costela tirada de Adão, o Senhor Deus formou a mulher”. A imagem é bela: tirada do lado do homem, como companheira e igual! (3) “E Adão exclamou: ‘Desta vez sim, é osso de meus ossos e carne da minha carne!’” É a primeira vez que o homem falou, na Bíblia! E sua palavra foi uma declaração de amor… não a Deus, mas à mulher que o Senhor Deus lhe dera de presente: osso de meus ossos, carne de minha carne… parte de mim, cara metade, outro lado do meu coração! E, finalmente, o preceito de Deus, inscrito no íntimo do coração humano pelo próprio Criador: “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne”. Pronto! Esta é o sonho de Deus para o amor humano!

Já aqui há três observações a serem feitas: (a) o laço de amor entre o homem e a mulher é superior a qualquer outro laço, inclusive aquele que liga pais e filhos: o homem e a mulher deixarão pai e mãe para ir ao encontro de sua esposa, de seu esposo. (b) Esta união, no sonho original de Deus, envolve a pessoa toda, corpo e alma: “serão uma só carne”! É uma união completa, abrangente, total: serão um só coração, um só sonho, uma só conta bancária, uma só casa, um só futuro, um só destino! (c) A relação matrimonial, no sonho de Deus, é uma relação entre um homem e uma mulher. Por isso mesmo, jamais os cristãos poderão equiparar a união entre homossexuais ao matrimônio! O respeito às pessoas homossexuais é dever de todos nós; o respeito pela consciência dessas pessoas, que têm o direito de dar o rumo que acharem justo às suas vidas, é obrigação nossa, é gesto de amor que Jesus espera de seus discípulos. Mas, equiparar a relação matrimonial a qualquer outra relação afetiva, sobretudo homossexual, nunca! Por fidelidade a Cristo, nunca! Por respeito ao plano de Deus, jamais! Hoje, no Direito, há uma forte corrente aqui no Brasil, que considera como sendo família qualquer união simplesmente afetiva: não importa se a união é entre marido e mulher, entre amigos ou entre duas pessoas do mesmo sexo. Para nós cristãos, tal concepção é inaceitável! A família, para nós, não é uma realidade simplesmente natural, mas tem sua raiz no próprio plano de Deus. A família é uma realidade também teológica! É preciso escutar o que Deus tem a dizer sobre a família! O problema é que nossa sociedade já não é cristã; é pagã e pensa e age como pagã; é atéia e age como se Deus não existisse… Nossa sociedade acha que o homem é a medida de todas as coisas, o senhor do bem e do mal, do certo e do errado. Isso é absolutamente inaceitável para o cristão!

Agora podemos compreender a palavra de Jesus no Evangelho! Naquele tempo havia o divórcio… E Jesus, que é tão misericordioso, condena sua prática: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés” permitiu o divórcio! “No entanto, no princípio da criação Deus os fez homem e mulher… Já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” É uma palavra que parece dura, e os próprios discípulos tiveram dificuldades em compreender… como muitíssimos a têm hoje em dia. Compreendamos! Jesus veio para reconduzir este mundo ferido pelo pecado ao plano original de Deus. Ora, o sonho de Deus para o amor conjugal é que ele seja uma entrega total e plena, no amor indissolúvel, fiel e fecundo. Este é o ideal que Jesus aponta aos seus discípulos! Na perspectiva de Jesus, o divórcio é contrário ao plano de Deus para o amor humano! Por isso mesmo, o matrimônio abraçado por um cristão e uma cristã, no Senhor Jesus, é indissolúvel! Aqui é preciso deixar claro que a Igreja não tem autoridade para ensinar ou fazer diferente! Seria trair o Senhor! Surgem, no entanto, algumas questões sérias e graves:

(1) Como prometer amor por toda a vida, se nosso coração é inconstante? Primeiramente é necessário recordar que o matrimônio cristão somente pode ser abraçado na fé, sabendo os esposos que jamais a graça de Cristo lhes faltará. Com toda certeza, o Senhor haverá de conduzir os esposos no caminho do amor. Isto, no entanto, de modo algum, dispensa os esposos de cultivarem esse amor, com o diálogo, os gestos de carinho e de perdão, de compreensão e de atenção. Amor não é só sentimento: o amor não nasce de repente, não é fatal, não é cego, nem morre de repente. O amor pode e deve ser cultivado, cuidado. Como dizia São João da Cruz: “Onde não há amor, semeia amor e colherás amor”. A grande ilusão do mundo atual é pensar que o amor se reduz a sentimento, que não precisa ser cuidado nem cultivado! Confunde-se amor com paixão!

(2) Como fazer uma aliança para sempre, se esta depende não só de mim, mas também da outra pessoa? A questão é séria e, para nós, cristãos, deve ser pensada na fé. O matrimônio entre cristãos é sinal, é sacramento, do amor entre Cristo e a Igreja. São Paulo explica este mistério de modo belíssimo no capítulo quinto da Carta aos Efésios: marido e mulher devem se amar como Cristo e a Igreja (cf. Ef 5,21-32). Ora, este amor foi selado na cruz e na ressurreição; é amor pascal, amor que envolve morte e vida! A indissolubilidade não deveria ser vista como um fardo, mas como uma proposta de um Deus que crê no homem que criou; um Deus que nunca brinca com o amor, um Deus que aposta na nossa capacidade, quando aberta à sua graça! Ora, este amor-doação matrimonial, imagem daquele outro, entre Cristo e a Igreja, certamente terá a marca da cruz. As dificuldades conjugais, para o cristão, têm o nome de cruz, cruz que, assumida com amor e por amor, é transformada em alegria e plenitude de ressurreição. Aqui não se trata somente de palavras bonitas, mas de uma realidade impressionante: quem capitula, quem desiste ante as dificuldades, nunca plantará um amor no sentido cristão! A presença de Cristo na união conjugal não exclui as crises, as dificuldades, a incompatibilidade de temperamentos e até mesmo os erros na escolha do cônjuge! Mas tudo isso, por quanto doloroso possa ser, pode se tornar, em Cristo, um modo libertador e eficaz de participar com generosidade e desapego da cruz do Senhor e caminho de felicidade! “Loucura! Insanidade! Demência!” – dirá o mundo! Mas, a linguagem da cruz é loucura para o mundo! A sabedoria da cruz é tolice para o mundo! Nunca esqueçamos isso! Mas, para quem crê, é poder de Deus e sabedoria de Deus! (cf. 1Cor 1,18; 3,18-20). O problema é que as pessoas casam como os cristãos, mas não crêem nem vivem como os cristãos! Que fique bem assentado: o sonho de Deus em Cristo para o matrimônio é a indissolubilidade!

(3) E os nossos irmãos e irmãs que fracassaram na aliança conjugal e estão numa nova união? É uma situação dolorosa. Se são cristãos de verdade, a coisa é primeiramente difícil para eles. Não nos compete julgar suas intenções e sua história! Compete-nos respeitá-los e acolhê-los com espírito fraterno, ajudando-os a viver esta nova união do melhor modo possível. Isto, no entanto, não significa aprovação da separação nem da nova união. Mas, simplesmente, respeito pela história, pela consciência e pelo mistério da vida e das opções de cada irmão e de cada irmã. Mesmo porque, quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra. Cuidado, irmãos: não coloquemos fardos na vida dos outros!

Que o Senhor socorra as famílias e fortaleça no amor os esposos cristãos, fazendo-os simples como as crianças, capazes de acolher a proposta do Cristo para o matrimônio e que, nas dificuldades, recordem-se que Cristo, autor da nossa salvação, também foi levado à consumação passando pelos sofrimentos. Que nossos sofrimentos, unidos aos dele, sejam semente e penhor de vida eterna. Amém.

ORAÇÃO
Ó Deus eterno e todo poderoso, que nos concedeis no vosso imenso amor de Pai mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Amém!

LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”

Editado por MFC ALAGOAS