domingo, 23 de dezembro de 2012
LITURGIA DO 4º DOMINGO DO ADVENTO - 23/12/2012
4º DOMINGO DO ADVENTO
“EU VIM PARA FAZER A TUA VONTADE!”
Já estamos nas vésperas do Natal. Estamos quase prontos para celebrar o nascimento do Menino Deus. Celebrar o Natal na perspectiva da Palavra de Deus é tomar consciência de que a salvação atinge a todos, mas preferencialmente os pequenos, os pobres das roças, das favelas e das periferias, em sintonia com o próprio mistério da encarnação. Paz, liberdade e esperança de vida nova são anunciadas como seus primeiros dons.
LITURGIA DA PALAVRA
1ª Leitura: Mq 5,1-4a
Salmo Responsório: 79
2ª Leitura: Hb 10,5-10
Evangelho: Lc 1,39-45
EVANGELHO
LUCAS 1,39-45
39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia.
40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!
43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre.
45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
Estamos no último domingo do Advento e a Palavra de Deus, na ânsia de bem nos preparar para o santo Natal, apresenta-nos o Mistério de modo estupendo. E quando o Mistério é grande, antes, infinito, como é difícil falar dele!
Comecemos nossa meditação com a Epístola aos Hebreus, que de modo impressionante nos desvela os sentimentos do Filho eterno do Pai no momento da sua Encarnação: Pai, “Tu não quiseste vítima nem oferenda”, aquelas do Templo, aquelas vítimas simplesmente rituais, “mas formaste-me um corpo”, tu me fizeste humano, deste-me uma natureza humana! Não foram do teu agrado os sacrifícios de animais irracionais, os ritos meramente formais, “por isso eu disse: ‘Eis que eu venho! Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade’”. Eis o primeiro aspecto que nos é dado hoje meditar! O Filho eterno, igual ao Pai, Deus igual a Deus, luz gerada pela luz, por puro amor, por pura obediência ao Pai que tanto nos amou, dignou-se fazer-se homem! Sem deixar de ser Deus verdadeiro, ele realmente se tornou homem verdadeiro, em tudo igual a nós, menos no pecado. Mas, como pode? Como é possível? Aquele que é a luz, assumiu a escuridão humilde do seio materno; Aquele que abarca o universo, foi abarcado pelo útero de uma Virgem; Aquele que é a Palavra eterna do Pai, passou nove meses no silêncio da gestação! Como pode ser? Num mundo que se contenta com mentirinhas, com fábulas, mitos e lendas, eis uma realidade que nos deixa maravilhados! E tudo isso por nós, para nossa salvação, para nos elevar! Ele veio viver em tudo nossa aventura humana, em tudo, nossas angústias, em tudo, nossas procuras, em tudo, nosso sonho de ser felizes! “É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas!”. O Filho eterno, fazendo-se um de nós, assumindo nosso corpo, isto é, nossa humanidade, nossa história, nossas limitações, foi homem perfeito, perfeitamente dedicado ao Pai, perfeitamente obediente, perfeitamente abandonado nas mãos do Pai, e, assim, nos salvou, mereceu-nos o perdão para a humanidade que Adão havia estragado!
Ó Cristo Deus, ó Cristo homem! Bendito sejas, porque te fizeste um de nós! Bendito sejas, porque em tudo viveste como nós, para encher de novo sentido a nossa pobre vida, para iluminar nossas trevas, para nos mostrar o caminho, para em nosso nome seres totalmente obediente ao Pai e, assim, nos fazer também a nós, obedientes como tu! Bendito sejas, hoje e sempre, pelo teu Advento, pelo mistério da tua Encarnação! Tu és a razão da nossa esperança, tu és o fundamento do nosso sorriso, tu és o nosso consolo, tu és a nossa paz! Em ti, Santo Emanuel, cumpriu-se a profecia de Miquéias: “Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de tu sairá aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus... ele estenderá o poder até aos confins da terra, e ele mesmo será a Paz!” Ó Santo Messias, nossa paz, rei eterno! Bendito sejas para sempre porque vieste!
Mas, há mais, no Mistério deste IV Domingo! Além do “sim” eterno e divino do Filho que disse “ó Pai, eis que eu venho para fazer tua vontade”, nas montanhas da Galiléia, em Nazaré, um outro “sim” ecoou: o sim de uma criaturazinha frágil, o sim apaixonado e total à proposta inaudita de Deus: “Gabriel, vai dizer Àquele que te enviou que eu sou a Serva, que se faça conforme a tua palavra!” Que mistério tão impenetrável, que inteligência alguma humana poderá compreender plenamente! O sim do Filho eterno somente realizou-se no nosso mundo graças ao sim de uma pobre Virgem de Nazaré! Como pode o Criador depender da criatura? Que mistério tão grande o plano eterno de Deus depender de nós! A Virgem disse sim: sim total, sim sem condições, sim absoluto, sim sem reservas, sim de corpo e alma! E, depois do sim, ela corre para a região montanhosa de Judá, para ver o sinal que o anjo havia dado: a parenta idosa e estéril havia concebido! Como a arca da aliança, contendo as tábuas da Lei, foi transportada para a região montanhosa de Judá (cf. 2Sm 6,1-8), também Maria, contendo em si Aquele que é a nova Lei, vai para a região de Judá, como Davi admira-se e exclama: “Donde me vem que a arca do meu Senhor fique em minha casa?” (2Sm 6,9) Isabel também derrama-se em júbilo admirado: “Donde me vem que a Mãe do meu Senhor venha visitar-me?” Como a arca ficou três meses na casa de Obed-Edom (cf. 2Sm 6,11), a Virgem ficou três meses na casa de Isabel! Que projeto admirável de Deus, que sim tão bonito da Virgem! Quanta generosidade, quanta fé, quanta entrega, quanto abandono!
Ó Virgem toda santa e toda pura! Obrigado pelo teu sim, obrigado pelo sim que é eco no tempo do sim que o Filho pronunciou na eternidade! Como poderíamos te saudar, ó Toda Santa? Saudamos-te como a Escritura nos ensina: saudamos-te Cheia de Graça, saudamos-te Bendita entre as mulheres, saudamos-te Arca da Aliança, saudamos-te Mãe do Senhor, saudamos-te portadora do Salvador, saudamos-te Causa da nossa alegria, saudamos-te Esposa do Espírito, saudamos-te Bendita por ter acreditado! Saudamos-te assim, Mãe de Jesus, e toda a saudação do mundo ainda seria pouca para exprimir a grandeza do teu sim e nossa gratidão pela tua disponibilidade! Ensina-nos, Virgem Maria, a dizer o sim como tu disseste; ensina-nos a tornar nossa vida disponível ao plano do Senhor; ensina-nos a viver em nós a obediência do Filho, como tu viveste!
Mas, há ainda um terceiro aspecto do Mistério que é necessário ponderar. É da Belém pequenina entre os mil povoados de Judá que sairá o Dominador de Israel; é de uma Virgem pobre, frágil e humilde que virá o Salvador, aquele que “estenderá o poder até aos confins da terra”. Deus é assim: onde não há vida, onde não há esperança, onde não há grandeza aos olhos do mundo, ele faz a vida brotar, a esperança surgir, a grandeza aparecer! Não é esta uma das maiores lições do Natal? Um Deus que escolhe o caminho da fraqueza, da pobreza, da humildade, da debilidade? Convertamo-nos ao modo de agir de Deus, tão distante dos nossos modos magalomaníacos, dos nossos projetos grandiloqüentes! Para nossa vergonha e confusão, para nossa conversão, é preciso dizer sem medo: Deus não está primeiro no que é forte, mas no que é fraco; Deus não está antes no que é potente, mas no que não pode nada; Deus não está na riqueza, mas na pobreza; Deus não está em cima, mas embaixo; Deus não está com os vencedores, mas com os vencidos; Deus não está com os que riem pelas glórias do mundo, mas com os que choram porque se sentem sós, pisados, humilhados e triturados pela vida!
Ó Santo Messias, converte-nos pela graça do teu bendito Advento! Converte-nos com as lições do teu Natal! Ajuda-nos a cantar, com a tua Mãe Santíssima, que enches os pobres de bens, que dispersas sem nada os ricos, que exaltas os humilhados e humilhas os soberbos! Ó Santo Messias, pelas preces da Toda Santa e de São José, seu castíssimo esposo, pelas preces de todos os santos pobres e humildes do mundo, dá-nos a graça do teu Natal, a certeza da tua presença e a vida eterna. Amém.
ORAÇÃO
Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Amém!
Editado por MFC ALAGOAS
sábado, 22 de dezembro de 2012
CORREIO MFC BRASIL Nº 299
JESUS VERDADEIRO HOMEM (II)
HELIO AMORIM – MFC/RJ
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esus foi um homem comum, carpinteiro em Nazaré até a vida adulta. Sua divindade esteve oculta, inclusive para ele. Demonstrou sempre a vontade natural e o gosto de viver. Na sua vida pública, fez amigos e amigas, convivia com o povo e tinha uma personalidade cativante. Num primeiro momento se integra ao grupo de seguidores de João Batista. A adesão à proposta e à pregação de João é formalizada pelo batismo, que significa justamente integração a um grupo, ou a uma comunidade. Pouco depois, passa a pregar ele mesmo, a anunciar o Reino, assumindo a sua missão. Vai tomando consciência da sua vocação.
Sua pregação é arrebatadora e muitos o seguem. As exigências da missão que assume não impedem que visite amigos, vá a festas e viva o seu cotidiano normal, animado pelo impulso de socialização, como qualquer pessoa comum.
Jesus desenvolveu uma personalidade firme e assumiu um projeto de vida claro, fruto de reflexão madura e da sua consciência crítica em relação às pressões a que estava sujeito. Construiu uma identidade que não o deixava ceder a pressões. Quando elas se tornavam muito fortes, Jesus se retirava para um lugar deserto, no campo ou na montanha, para refletir e tomar decisões.
O episódio das tentações no deserto ilustra esse aspecto da sua identidade. Com efeito, logo que Jesus começa a sua vida pública e se apresenta como o messias esperado, afloram as expectativas dos judeus de diferentes grupos sociais e religiosos. O povo, os fariseus, os essênios, os zelotes, os sacerdotes, cada grupo segundo os seus interesses e concepções religiosas ou políticas, esperavam um determinado tipo de messias. Uns queriam aquele que saciaria a fome dos famintos por uma intervenção mágica e poderosa sobre a natureza, transformando pedras em pães. Outros esperavam um rei que os libertasse do jugo político. Outros mais desejavam um enviado com poder divino que viesse com as suas legiões de anjos impor a todos as suas leis e normas religiosas contra os que não a respeitavam.
Certamente, outras concepções de messianismo terão tentado influenciar Jesus. Mas ele reage a essas insinuações ou tentações e se retira para refletir e orar, sozinho, e assim decidir sobre o seu projeto de vida. Contraria quase todos, rechaçando essas pressões e assumindo um messianismo de serviço, sem poder religioso, político, material ou qualquer outro senão o de suas convicções, sua autoridade moral e sabedoria.
O povo se admira porque "ele fala com autoridade". Não é um repetidor de fórmulas e escritos antigos. Ao contrário. Muitas vezes se refere à lei para modificá-la ou dar-lhe outra interpretação, sempre em vista da humanização. Cita o que está escrito na lei e nas escrituras para acrescentar: "entretanto eu vos digo". Desobedece ostensivamente a leis religiosas rígidas dos judeus, quando elas impedem ou conspiram contra a humanização. Afirma que o sábado foi feito para o homem, para sua humanização, e não o homem para o sábado. O descumprimento da lei é considerado uma ameaça à ordem religiosa estabelecida.
As autoridades religiosas reagem e Jesus passa a ser hostilizado e patrulhado como subversivo. Prenúncio do desfecho cruel. (Continua)
FRASES DE LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO
Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data.
Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar: duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas.
Brasil: esse estranho país de corruptos sem corruptores.
SELMA AMORIM
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om saudade comunicamos a ressurreição de Selma para uma nova vida junto a Deus. Selma, com Helio, integrou o Movimento Familiar Cristão durante 50 anos. Foi presidente do MFC brasileiro e latino-americano, e vice-presidente da Confederação Internacional dos MFCs. Atuou no Instituto da Família desde a sua fundação. Será mais uma das nossas intercessoras junto ao Senhor. Selma, ora pro nobis.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
GRUPO ESPERANÇA VISITA INSTITUIÇÃO DE ADOÇÃO DE CRIANÇAS
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| Grupo Esperança visita o LACA |
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a
ultima terça-feira, 18 de dezembro, membros do Grupo de Base Esperança do
Movimento Familiar Cristão de Maceió - Alagoas estiveram visitando o LACA – LAR
DE AMPARO A CRIANÇAS PARA ADOÇÃO, instituição sem fins lucrativos e não
governamental, que funciona com recursos próprios e com parcerias através de
doações voluntárias de pessoas e empresas, localizado no bairro da Pitanguinha.
A
finalidade principal do Grupo foi de conhecer o trabalho desenvolvido pelo LACA
em favor das crianças e de levar uma singela contribuição.
Além
de oferecer um lar provisório para crianças de 0 a 8 anos, a instituição age
como Grupo de Apoio à Adoção, agilizando o retorno da criança a família natural
ou o seu encaminhamento à uma família substituta. O LACA acredita que abrigos
devam funcionar como casas de passagens e não como depósitos de crianças.
Atualmente
o LACA está com quatorze crianças para adoção, com uma estrutura organizada,
mas carente de doações para melhor funcionar em prol das crianças.
O
Grupo Esperança, formado pelos casais Milton e Kaline; George e Luzia; Junior e
Cláudia; Talles e Uilliane; Douglas e Patrícia; Marcos e Poliana; Tácio e Rina;
Edson e Cida ficaram bastante sensibilizados com o que viu e vai promover ações
de ajuda à manutenção do projeto LACA.
O
Grupo foi recebido pela diretora Margarida que mostrou toda a casa e prestou
todas as informações necessárias.
O
Grupo Esperança é acompanhado por Miltinho e Val e Maurício e Karynna.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
AMIGO VERDADEIRO - Artigo de James Magalhães de Medeiros
AMIGO VERDADEIRO
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A
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tribui-se a Oscar Wilde o seguinte
pensamento: “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas
existe.” Logo se conclui do contesto, que existem em nosso mundo dois
grupos de pessoas: o grupo das pessoas que vivem, realmente, e o grupo das
pessoas que apenas existem. Na verdade os dois grupos convivem, socialmente,
todavia as pessoas que sabem viver, o faz com alma, com sentimento, com luz,
com exemplo, enquanto que, aquelas que vivem apenas porque existem, passam e
não deixam marcas, nem exemplos.
Direciono o foco deste espaço para a pessoa
de Orlando Monteiro Cavalcanti Manso, que daqui a alguns dias estará colocando
a sua toga no cabide da história, em razão da idade, pois completará setenta
anos de vida, com aproximadamente quarenta e quatro anos, nove meses e sete
dias, como Magistrado, sendo mais de vinte e cinco anos só como Desembargador
do Tribunal de Justiça de Alagoas.
Natural de Maceió, Estado de Alagoas; filho
de José Cavalcanti Manso, advogado e professor, e de D. Dagmar Monteiro Cavalcanti
Manso, exímia esposa e mãe. É casado com Maria Ester, Juíza de Direito da
Comarca de Maceió, de cuja união brotaram filhos, noras, genros e netos. É torcedor do nosso tradicional Clube de
Regatas Brasil – CRB, do Fluminense, no Rio de Janeiro, e do Corinthians, em
São Paulo. Quando jovem, estudante ginanasiano, perambulou pelos caminhos da
música, participando de programas de auditório, como cantor, na Rádio Difusora,
com o nome artístico de Fernando Morel. Serviu ao Exército Brasileiro, no 20°
Batalhão de Caçadores, com o nº 98, na condição de soldado, quando aprendeu
lições de civismo e de amor a pátria amada, que formataram ainda mais o seu
caráter.
Ensina Dalai Lama que “Só existem dois dias no ano que
nada pode ser feito. Um se chama ontem e outro se chama amanhã, portanto hoje é
o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” O
nosso homenageado é uma pessoa que vive a vida e que sempre viveu bem a sua
vida, ou seja, não apenas existe. Por onde passou, na vida privada ou pública,
deixou a sua marca, porque ama, acredita, faz e sempre soube viver. Construiu e
preservou amigos e amizade. Sempre foi justo, sincero e correto na vida e no
exercício da atividade judicante. Suas decisões, extensas e fundamentadas,
muito servirão às gerações do futuro, como orientaram as do passado. Não tenho dúvida que o Desembargador Orlando
Monteiro Cavalcanti Manso, marcou o seu tempo e fez a sua história, e como tal
será eternamente lembrado.
É verdade, todos nós somos capazes de
construir a nossa própria história, como diz o cantor e compositor Almir Sater:
“Cada
um de nós compõe a sua história/Cada ser em si/Carrega o dom de ser capaz/E ser
feliz.”
Finalmente, concluo, afirmando que o
homenageado, amigo verdadeiro de seus amigos, está perfeitamente inserido nas
palavras do apóstolo Paulo, em sua Carta a Timóteo, que diz: “Combati
o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MFC
E
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m mais de meio século de vida o Movimento Familiar Cristão do Brasil construiu sua mística e seus carismas e perseguiu seus objetivos a partir da constante busca pela integração das famílias, primeiro reunindo-as em Equipes Base e a partir delas organizando-se numa estrutura que se ramifica por todo o território brasileiro.
A manutenção dessa unidade sempre foi possível não apenas porque a Equipe de Coordenação Nacional, assim como as regionais e estaduais, se reúne regularmente avaliando a caminhada e propondo metas de ação, mas principalmente porque os objetivos são os mesmos para todas as células e famílias que integram o MFC. Desde cedo, os dirigentes do MFC perceberam que uma Equipe Base jamais poderia desenvolver-se isoladamente e que a inter-relação com outras equipes de uma mesma cidade, estado ou país era absolutamente necessária. Perceberam também que os mesmos carismas que integram as famílias numa Equipe Base eram essenciais para integrar o MFC em todos os níveis e, assim, em cada encontro onde mefecistas se reúnem a serviço do próprio MFC ou em quaisquer outras situações, o acolhimento, a fraternidade e as trocas de experiências se fazem necessárias. Por isso, encontros nacionais teriam que ser realizados como forma de se manter a unidade de objetivos e como resposta aos anseios que brotavam das células.
Os Encontros Nacionais realizados com a periodicidade de três anos se constituem em necessidades absolutas para a vida e a existência do MFC, apesar de todas as dificuldades de organização que lhes são inerentes. À parte de todas as demais providências, para as quais se faz necessário a organização de equipes de serviço específicas, o núcleo de um Encontro Nacional é sem dúvida, o desenvolvimento do tema central ao longo do mesmo. Convencionou-se denominar de “Equipe de Metodologia e Conteúdo” a equipe de trabalho responsável pela operacionalização e sistematização do tema escolhido para ser desenvolvido. Uma das etapas desse processo, talvez a mais importante delas, é aquela em que a Equipe deve “ouvir” com atenção, as manifestações das Equipes Base sobre o tema. Esta etapa é chamada de “pré-ENA” porque é a partir dela que o Encontro propriamente dito irá se desenvolver. De um pré-ENA bem elaborado e participado dependem o sucesso ou o fracasso do ENA.
PRÓXIMO ENA
A AGN - Assembléia Geral Nacional do Movimento Familiar Cristão, que aconteceu em Vila Velha (ES), após o 17º ENA – Encontro Nacional do MFC, definiu que a cidade de Vitória da Conquista – Bahia será o local da realização do 18º ENA, previsto para acontecer de 6 a 12 de julho de 2013.
Recentemente, a Equipe de Coordenação do 18º ENA divulgou a Logomarca que será utilizada durante todo o evento.
CONHEÇA A DESCRIÇÃO DA MARCA DO 18º ENA
Com informações do MFC VITÓRIA DA CONQUISTA - BA e MFC NOTÍCIAS
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
MFC MURICI-AL REALIZA SUA CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO
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| Pe. André esteve presente na Festa |
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O
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Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas
reuniu no sábado (15), a Equipe de Coordenação de Cidade, os membros dos seus
diversos Grupos de Base e membros da Equipe de Coordenação Estadual para a
FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO no prédio da Prefeitura Municipal, localizado
no Centro da Cidade.
A
coordenadora de Cidade, Márcia Calazans iniciou o evento por volta das 21 horas
convidando o Padre André, pároco de Murici e assessor eclesiástico do MFC
MURICI, para dar sua benção e iniciar propriamente a FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO DE
FIM DE ANO DO MFC MURICI.
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| Equipe de Coordenação de Cidade |
O
evento aconteceu no estilo partilha, com os participantes de Murici
contribuindo com as comidas, bebidas e sobremesas. Houve animação musical,
troca de presentes e brincadeiras para todos os participantes.
Apesar
do período de muitas confraternizações, a presença do MeFeCista de Murici foi
maciça, demonstrando o seu compromisso com as ações do Movimento.
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| ECE-AL participou da Confraternização |
A
Coordenação Estadual do MFC em Alagoas se fez presente através do casal Coordenador
Estadual, James e Fátima Medeiros; do casal Secretaria, Fiel e Claudete; do
casal Nucleação, Flávio e Lucila Monteiro; do casal Liturgia, Gastão e Eluza; e
do casal Comunicação e Blog, Jorge e Penha Maciel.
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| A troca de presentes foi um dos pontos marcantes da festa |
O
MFC MURICI tem se comprometido com a construção de uma sociedade mais justa,
orientando às famílias a realizarem plenamente suas funções humanizadoras e
evangelizadoras, promovendo a elaboração e o crescente aprimoramento de uma
política social familiar e religiosa.
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| Muita alegria na Festa do MFC Murici |
domingo, 16 de dezembro de 2012
LITURGIA DO 3º DOMINGO DO ADVENTO - 16/12/2012
“ESTÁ NO MEIO DE TI O VALENTE GUERREIRO QUE TE SALVA!”
Aproximemos-nos alegres da presença do Senhor que vem para nos salvar. É o Senhor que caminha junto a seu povo, animando e fortalecendo-o diante das dificuldades e incertezas da vida. Nossa alegria se completa na presença de Jesus Cristo, que realiza o plano de salvação do Pai. Alegres e esperançosos, caminhemos na força de nosso Deus que vem.
3º DOMINGO DO ADVENTO
1ª Leitura: Sf 3,14-18a
Salmo Responsório: Is 12,2-6
2ª Leitura: Fl 4,4-7
Evangelho: Lc 3,10-18
EVANGELHO
LUCAS 3,10-18
Naquele tempo, 10as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?”
11João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!”
12Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?”
13João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”.
14Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?”
João respondia: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!”
15O povo estava na expectativa e todos perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.
18E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa Nova.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
Este terceiro Domingo do Advento é conhecido na Liturgia como Domingo Gaudete – “Domingo alegrai-vos!” Com efeito, a alegria é a nota, o clima de toda a Eucaristia da hoje. E por quê? Basta escutar o Apóstolo, na segunda leitura: “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos! O Senhor está próximo!” Vede, caríssimos, que o nosso desejo de Advento está para ser realizado: o Senhor vem, vem para salvar-nos, e nós veremos seu rosto, nele haveremos de encontrar a alegria, nele teremos a graça da salvação. Mas, a que vinda a liturgia de hoje se refere? De qual chegada a Igreja fala? Das três, caríssimos; daquelas três vindas de que nos falava São Bernardo de Claraval nos seus sermões. Escutemos o que ele nos ensina: “Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma terceira vinda. Aquelas são visíveis, mas esta não. Na primeira vinda o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que o viram e o odiaram. Na última, todos os homens verão a salvação de nosso Deus e verão aquele que traspassaram. A vida intermediária é oculta. Nela somente os eleitos o vêem em si mesmos e recebem a salvação. Na primeira o Senhor veio na fraqueza da carne. Nesta ele vem na força do Espírito e na última virá no esplendor de sua glória. Esta vinda intermediária é como um caminho que conduz da primeira à última. Na primeira Cristo foi nossa redenção; na segunda aparecerá como nossa vida; nesta é nosso repouso e consolo”. Então, amados em Cristo, três vindas de uma só vez nós preparamos neste santo Advento; para três chegadas procuramos estar vigilantes: a do Natal, princípio da nossa salvação; a de cada dia, que marca e torna efetivo nosso acolhimento ou nossa rejeição da salvação trazida pelo santo Messias de Deus; e, finalmente, a vinda do final dos tempos, quando, na sua glória, tudo será manifestado e aparecerá claramente nossa salvação ou nossa danação, de acordo com nosso comportamento hoje em relação ao Senhor!
Portanto, alegremo-nos porque o Senhor vem e sua vinda traz a salvação! Celebrando sua vinda no Natal, experimentaremos o quanto Deus é fiel às suas promessas e encher-nos-emos de alegria e ânimo para reconhecer suas vindas a cada dia, preparando-nos para o encontro com ele no Final dos tempos, quando toda dor, todo pranto, toda morte serão vencidos! Cuidado, irmãos, com o desânimo; cuidado com a tibieza, cuidado com a frieza de coração! Cuidado também com o espírito do mundo, com o paganismo em nossos pensamentos e ações! Cuidado para não descuidarmos das coisas de Deus, para não desacreditarmos de suas palavras e não fechar para ele o nosso coração! Ele vem, e vem porque nos ama, e vem para salvar! Assim sendo, acolhamos as consoladoras palavras de Sofonias: “Canta de alegria, Sião; rejubila, Israel! Alegra-te exulta de todo coração! O Senhor está no meio de ti, nunca mais temerás o mal! Não temas, Sião; não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor exultará de alegria por ti, movido por amor, como nos dias de festa”! Meus caros, que tristeza a vida se tivéssemos de vivê-la sozinhos, se não houvesse um Destino bendito! Que tédio a nossa existência, se não houvesse um Deus-Salvador que visse nosso caminhar, que recolhesse nossas lágrimas, que fosse nosso companheiro na solidão e na dor, no medo e na angústia de cada dia! A vida não pode ser somente viver e morrer; nosso caminho sobre a terra não pode ser uma passageira ilusão, uma distração maluca e alucinada para não nos lembrar que aqui estamos de passagem e que um dia morreremos... Caminhamos para o Senhor que vem, meus irmãos! E ele vem mesmo, porque é fidelíssimo! Pois, alegremo-nos: o nosso Deus é um Deus próximo; Deus de perto e não de longe! Saibamos reconhecê-lo. Saibamos acolhê-lo! “Não vos inquieteis com coisa alguma! A paz de Deus, que ultrapassa todo entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus!”
E, no entanto, amados em Cristo, a certeza da Vinda do Cristo deve fazer que procuremos sinceramente acolhê-lo pela estrada da conversão sincera! Por isso mesmo, no meio da alegria deste Domingo cor-de-rosa, surge a figura dura e austera de João Batista, o profeta vindo do deserto, vestido de pele de camelo atada por um cinto de couro. Sua figura rústica e sua palavra dura não são para nos amedrontar, não têm como objetivo apagar a alegria, mas são uma séria advertência! Eis a questão: o mundo procura a alegria. Agora mesmo, final de ano, o champagne correrá solto, os sorrisos e votos de felicidade e paz serão abundantes, a alegria encherá tantos corações e estará estampada em tantos lábios. Mas, é uma alegria duradoura? É uma alegria verdadeira? Temos, realmente motivo para tanto? Não qualquer alegria, caríssimos, é autêntica alegria! No mundo há dor, solidão, pobreza, doença, morte; no mundo há treva, há nossas lutas interiores, há as quebraduras do nosso coração, nossas frustrações e fracassos, há nossas ansiedades, apreensões e feridas mal curadas... Como, então, alegrar-nos de verdade? Como fazer que nossa alegria não seja uma alienação, uma fuga vazia, uma mentira deslavada? “Alegrai-vos sempre no Senhor”, diz-nos o Apóstolo. E João Batista nos recorda e adverte que tal alegria somente pode ser fruto da sincera conversão que nos une a Deus! Hoje lhe perguntam no evangelho: “Que devemos fazer?” Também nós devemos repetir esta pergunta: Que devemos fazer para bem prepararmos o santo Natal? Que devemos fazer para acolher o Senhor no dia-a-dia? Que devemos fazer para estar de pé diante dele quando ele se manifestar em sua glória? ... E a resposta de João é bem concreta: sede fraternos, sede solidários, sede caridosos, não sejais violentos nem gananciosos! Em outras palavras: Convertei-vos, abri vosso coração! Abrir o coração para os irmãos é abri-lo para acolher o Deus que vem em Jesus! Ora, meus caros, é dessa nossa atitude que dependerá o destino de nossa vida! O santo Messias que esperamos e que sabemos que virá para salvar é aquele que, no fogo do seu Santo Espírito, “virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga!” Quão triste a nossa situação diante de Cristo se nossa vida não for mais que palha! Serviríamos apenas para sermos queimados no fogo eterno!
Sendo assim, alegremo-nos! Mas, alegremo-nos de verdade! Alegra-se de verdade quem se alegra no Senhor e por causa do Senhor. Alegra-se no Senhor quem o procura com sinceridade no caminho da conversão, amando-o e amando o próximo por amor dele! Façamos sincera revisão de nossa vida, procuremos o sacramento da confissão, mudemos o que em nós precisa ser mudado! É este o caminho para o encontro com Aquele que vem! E que pelas preces de São João Batista, a santa Eucaristia que agora celebramos realize em nós a obra da salvação de Cristo, nos purifique dos pecados e nos prepare para as festas que se aproximam. Amém.
ORAÇÃO
Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene Liturgia. Amém!
Editado por MFC ALAGOAS
LITURGIA DO 3º DOMINGO DO ADVENTO - 16/12/2012
“ESTÁ NO MEIO DE TI O VALENTE GUERREIRO QUE TE SALVA!”
Aproximemos-nos alegres da presença do Senhor que vem para nos salvar. É o Senhor que caminha junto a seu povo, animando e fortalecendo-o diante das dificuldades e incertezas da vida. Nossa alegria se completa na presença de Jesus Cristo, que realiza o plano de salvação do Pai. Alegres e esperançosos, caminhemos na força de nosso Deus que vem.
3º DOMINGO DO ADVENTO
1ª Leitura: Sf 3,14-18a
Salmo Responsório: Is 12,2-6
2ª Leitura: Fl 4,4-7
Evangelho: Lc 3,10-18
EVANGELHO
LUCAS 3,10-18
Naquele tempo, 10as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?”
11João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!”
12Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?”
13João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”.
14Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?”
João respondia: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!”
15O povo estava na expectativa e todos perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.
18E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa Nova.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
Este terceiro Domingo do Advento é conhecido na Liturgia como Domingo Gaudete – “Domingo alegrai-vos!” Com efeito, a alegria é a nota, o clima de toda a Eucaristia da hoje. E por quê? Basta escutar o Apóstolo, na segunda leitura: “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos! O Senhor está próximo!” Vede, caríssimos, que o nosso desejo de Advento está para ser realizado: o Senhor vem, vem para salvar-nos, e nós veremos seu rosto, nele haveremos de encontrar a alegria, nele teremos a graça da salvação. Mas, a que vinda a liturgia de hoje se refere? De qual chegada a Igreja fala? Das três, caríssimos; daquelas três vindas de que nos falava São Bernardo de Claraval nos seus sermões. Escutemos o que ele nos ensina: “Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma terceira vinda. Aquelas são visíveis, mas esta não. Na primeira vinda o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que o viram e o odiaram. Na última, todos os homens verão a salvação de nosso Deus e verão aquele que traspassaram. A vida intermediária é oculta. Nela somente os eleitos o vêem em si mesmos e recebem a salvação. Na primeira o Senhor veio na fraqueza da carne. Nesta ele vem na força do Espírito e na última virá no esplendor de sua glória. Esta vinda intermediária é como um caminho que conduz da primeira à última. Na primeira Cristo foi nossa redenção; na segunda aparecerá como nossa vida; nesta é nosso repouso e consolo”. Então, amados em Cristo, três vindas de uma só vez nós preparamos neste santo Advento; para três chegadas procuramos estar vigilantes: a do Natal, princípio da nossa salvação; a de cada dia, que marca e torna efetivo nosso acolhimento ou nossa rejeição da salvação trazida pelo santo Messias de Deus; e, finalmente, a vinda do final dos tempos, quando, na sua glória, tudo será manifestado e aparecerá claramente nossa salvação ou nossa danação, de acordo com nosso comportamento hoje em relação ao Senhor!
Portanto, alegremo-nos porque o Senhor vem e sua vinda traz a salvação! Celebrando sua vinda no Natal, experimentaremos o quanto Deus é fiel às suas promessas e encher-nos-emos de alegria e ânimo para reconhecer suas vindas a cada dia, preparando-nos para o encontro com ele no Final dos tempos, quando toda dor, todo pranto, toda morte serão vencidos! Cuidado, irmãos, com o desânimo; cuidado com a tibieza, cuidado com a frieza de coração! Cuidado também com o espírito do mundo, com o paganismo em nossos pensamentos e ações! Cuidado para não descuidarmos das coisas de Deus, para não desacreditarmos de suas palavras e não fechar para ele o nosso coração! Ele vem, e vem porque nos ama, e vem para salvar! Assim sendo, acolhamos as consoladoras palavras de Sofonias: “Canta de alegria, Sião; rejubila, Israel! Alegra-te exulta de todo coração! O Senhor está no meio de ti, nunca mais temerás o mal! Não temas, Sião; não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor exultará de alegria por ti, movido por amor, como nos dias de festa”! Meus caros, que tristeza a vida se tivéssemos de vivê-la sozinhos, se não houvesse um Destino bendito! Que tédio a nossa existência, se não houvesse um Deus-Salvador que visse nosso caminhar, que recolhesse nossas lágrimas, que fosse nosso companheiro na solidão e na dor, no medo e na angústia de cada dia! A vida não pode ser somente viver e morrer; nosso caminho sobre a terra não pode ser uma passageira ilusão, uma distração maluca e alucinada para não nos lembrar que aqui estamos de passagem e que um dia morreremos... Caminhamos para o Senhor que vem, meus irmãos! E ele vem mesmo, porque é fidelíssimo! Pois, alegremo-nos: o nosso Deus é um Deus próximo; Deus de perto e não de longe! Saibamos reconhecê-lo. Saibamos acolhê-lo! “Não vos inquieteis com coisa alguma! A paz de Deus, que ultrapassa todo entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus!”
E, no entanto, amados em Cristo, a certeza da Vinda do Cristo deve fazer que procuremos sinceramente acolhê-lo pela estrada da conversão sincera! Por isso mesmo, no meio da alegria deste Domingo cor-de-rosa, surge a figura dura e austera de João Batista, o profeta vindo do deserto, vestido de pele de camelo atada por um cinto de couro. Sua figura rústica e sua palavra dura não são para nos amedrontar, não têm como objetivo apagar a alegria, mas são uma séria advertência! Eis a questão: o mundo procura a alegria. Agora mesmo, final de ano, o champagne correrá solto, os sorrisos e votos de felicidade e paz serão abundantes, a alegria encherá tantos corações e estará estampada em tantos lábios. Mas, é uma alegria duradoura? É uma alegria verdadeira? Temos, realmente motivo para tanto? Não qualquer alegria, caríssimos, é autêntica alegria! No mundo há dor, solidão, pobreza, doença, morte; no mundo há treva, há nossas lutas interiores, há as quebraduras do nosso coração, nossas frustrações e fracassos, há nossas ansiedades, apreensões e feridas mal curadas... Como, então, alegrar-nos de verdade? Como fazer que nossa alegria não seja uma alienação, uma fuga vazia, uma mentira deslavada? “Alegrai-vos sempre no Senhor”, diz-nos o Apóstolo. E João Batista nos recorda e adverte que tal alegria somente pode ser fruto da sincera conversão que nos une a Deus! Hoje lhe perguntam no evangelho: “Que devemos fazer?” Também nós devemos repetir esta pergunta: Que devemos fazer para bem prepararmos o santo Natal? Que devemos fazer para acolher o Senhor no dia-a-dia? Que devemos fazer para estar de pé diante dele quando ele se manifestar em sua glória? ... E a resposta de João é bem concreta: sede fraternos, sede solidários, sede caridosos, não sejais violentos nem gananciosos! Em outras palavras: Convertei-vos, abri vosso coração! Abrir o coração para os irmãos é abri-lo para acolher o Deus que vem em Jesus! Ora, meus caros, é dessa nossa atitude que dependerá o destino de nossa vida! O santo Messias que esperamos e que sabemos que virá para salvar é aquele que, no fogo do seu Santo Espírito, “virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga!” Quão triste a nossa situação diante de Cristo se nossa vida não for mais que palha! Serviríamos apenas para sermos queimados no fogo eterno!
Sendo assim, alegremo-nos! Mas, alegremo-nos de verdade! Alegra-se de verdade quem se alegra no Senhor e por causa do Senhor. Alegra-se no Senhor quem o procura com sinceridade no caminho da conversão, amando-o e amando o próximo por amor dele! Façamos sincera revisão de nossa vida, procuremos o sacramento da confissão, mudemos o que em nós precisa ser mudado! É este o caminho para o encontro com Aquele que vem! E que pelas preces de São João Batista, a santa Eucaristia que agora celebramos realize em nós a obra da salvação de Cristo, nos purifique dos pecados e nos prepare para as festas que se aproximam. Amém.
ORAÇÃO
Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene Liturgia. Amém!
Editado por MFC ALAGOAS
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