domingo, 27 de janeiro de 2013
LITURGIA DO 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 27/01/2013
3º DOMINGO
DO TEMPO COMUM
“CUMPRE-SE
HOJE EM MIM A PALAVRA!”
Aprendamos
hoje a atitude que Deus espera de nós diante de sua Palavra. Que a acolhamos
“de pé”, com decisão. E, principalmente, que Jesus nos ensine a pormo-nos de
imediato a cumprir essa Palavra. Com Ele, digamos: hoje está se cumprindo a
Palavra que estamos acabando de ouvir! E na Eucaristia, Ele nos dê força para essa
nossa pronta decisão.
LITURGIA DA
PALAVRA
1ª
Leitura: Ne 8,2-4a.5-6.8-10
Salmo
Responsório: 18B
2ª
Leitura: 1Cor 12,12-14.27
Evangelho: Lc
1,1-4; 4,14-21
EVANGELHO
Lucas 1,1-4;
4,14-21
1Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se
realizaram entre nós, 2como nos foram
transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e
ministros da palavra.
3Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu
desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti,
excelentíssimo Teófilo. 4Deste modo, poderás
verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste.
Naquele tempo, 4,14Jesus voltou para a
Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.
15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam.
16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume,
entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a
passagem em que está escrito: 18“O Espírito do
Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a
Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos
cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um
ano da graça do Senhor”.
20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que
estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura
que acabastes de ouvir”.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique
Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
Há três aspectos na Liturgia da
Palavra de hoje dignos de particular atenção.
Primeiro. O evangelho apresenta-nos o
início da obra de Lucas. Aí tem-se uma dedicatória e uma apresentação da obra a
um certo “Teófilo”. E Lucas afirma expressamente que “após um estudo cuidadoso
de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo
ordenado para ti… Deste modo poderás verificar a solidez dos ensinamentos que
recebeste”. Estas palavras nos revelam a seriedade do testemunho dos
evangelhos. Não são fábulas, não são delírios! São, isto sim, um testemunho de
fé! Testemunho de quem crê, de quem tem razões para crer e querem fazer com que
outros creiam e creiam com razão profunda!
Num mundo de tantas verdades, de
tantas mentirinhas, de tantas seitas, lendas e mitos… Num mundo que virou um
enorme coquetel de religiões, onde cada um faz a sua, na sua medida e do seu
modo, na proporção e no gosto do seu comodismo, é preciso recordar que somente
em Cristo Deus revelou-se plenamente; somente Cristo é a Verdade do Pai;
somente ele, o Caminho para Deus; somente nele, a Vida em abundância! Mas,
ainda aqui, é preciso dizer mais, por mais chato que possa parecer! Cristo é o
único Caminho, Verdade e Vida… mas não qualquer Cristo! Não um Cristo
inventado, não um Cristo “meu”, do meu tamainho e do meu gosto! O Cristo que o
Pai revelou, o Cristo vivo e atuante, é aquele presente na Palavra guardada,
pregada e testemunhada pela Igreja com a assistência do Espírito Santo; é
aquele que se dá nos sacramentos da Igreja; é aquele presente na Igreja que no
Credo professamos como sendo única, católica e apostólica. Num mundo de tantas
dúvidas, Cristo presente na sua Igreja católica seja a nossa certeza, a nossa
segurança, o nosso rochedo!
Um segundo aspecto. Ainda o evangelho
de hoje, nos apresenta Jesus na sinagoga de Nazaré: “O Espírito do Senhor está
sobre mim, porque ele me consagrou com a unção”. Quando deu-se esta
consagração? No batismo às margens do rio Jordão. Há quinze dias meditávamos
sobre este mistério: o Pai, o Senhor, ungiu Jesus com o Espírito Santo como
Messias de Israel. E qual a sua missão? “consagrou-me com a unção para anunciar
a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos
cegos a recuperação da vista, para libertar os oprimidos e para proclamar um
ano da graça do Senhor”. Eis a missão de Jesus, o Messias: acolher, consolar,
perdoar, libertar, fazer viver. Mas, para que experimentemos Jesus assim, é
necessário que nós mesmos descubramos que somos pobres, que somos tão carentes,
tão limitados, tão pequenos. Quando descobrimos isso, quando vemos que o mundo
é assim, então experimentamos também que, em Jesus, Deus veio a nós, Deus
deu-se a nós, Deus estendeu-nos as mãos, abriu-nos os braços e aconchegou-nos
no coração.
É por isso que a pessoa, os atos e as
palavras de Jesus são Boa-nova, Boa-notícia, ou, em grego, Evangelho! E a
Boa-nova é precisamente esta: Deus nos ama, está conosco em Jesus; veio para
ficar, para permanecer para sempre na nossa vida e no coração do mundo!
Aqui entra, precisamente, o terceiro
aspecto da Palavra deste domingo: este Jesus permanece conosco na potência
sempre presente e atuante do seu Espírito Santo, presente de modo potente e
soberano na Igreja que Jesus fundou. Já no domingo passado, vimos que a Igreja
é a Esposa do Cristo, cheia do vinho abundante do Espírito Santo, que nela
suscitava tantos dons, tantos carismas, tantos ministérios, tanta vida. Pois
bem, a segunda leitura da missa de hoje insiste nesta idéia e aprofunda-a ainda
mais.
Porque Cristo ressuscitou e nos deu o
seu Espírito Santo, nós, como Igreja, desde o nosso Batismo, somos o Corpo de
Cristo: “Vós, todos juntos, sois o Corpo de Cristo e, individualmente, sois
membros deste Corpo”. É juntos, como Comunidade, como membros da Igreja, que
somos o Corpo vivo do Cristo; Corpo vivificado pelo Espírito Santo! É uma
idéia, esta, que deveria estar sempre diante de nós! A Igreja não existe por
ela mesma: ela vive do Espírito do Cristo; a Igreja não escolheu o Cristo: ela
foi por ele amada, por ele fundada, por ele escolhida e é por ele sustentada e
vivificada; o Cristo não pertence a Igreja: a Igreja é que pertence a Cristo e,
na força do Espírito é sempre amada e renovada por ele. Ele nunca vai
abandoná-la, nunca vai traí-la, nunca vai renegá-la!
E mais ainda: no seu Amor, isto é, no
seu Espírito, ele suscita no corpo da Igreja, que é o seu Corpo, tantos membros
diferentes, com dons e carismas tão diversos! É o que São Paulo nos recorda na
leitura de hoje. Ninguém pode ser cristão sozinho! Cristo não é salvador
pessoal de ninguém! Ele é o Salvador do Corpo que é a Igreja (cf. Ef 5,23)! Nós
somos salvos no Corpo de Cristo, enquanto membros do povo da Aliança, que é a
Igreja. Nesta, quem nos une é o Amor de Cristo e nela, cada um de nós tem uma
missão, uma função! Qual é a sua? Quais são as suas? Pai ou mãe de família,
educando novos membros para o Corpo de Cristo? Agente de pastoral engajado
diretamente na evangelização? Jovem que se esforça para dar um generoso
testemunho de coerência e amor a Cristo? Empresário, funcionário público,
empregado, que no seu trabalho procura ter um comportamento digno do Evangelho?
Qual o seu papel na Igreja? Rico ou pobre, forte ou fraco, jovem ou ancião,
todos temos como honra e dignidade ser membros do Corpo do Senhor, sustentados
e vivificados pelo Espírito do Senhor, destinatários da salvação e da
consolação que ele nos trouxe, do carinho e da ternura do Pai que ele derramou
sobre nós.
Desde domingo passado que a Palavra
vem nos questionando sobre o nosso modo de ser e viver nossa pertença a Cristo
e à sua Igreja. Pensemos, e não recebamos em vão a graça de Deus, para que, um
dia, possamos participar da vida plena daquele que Senhor que, feito homem por
nós, vive e reina para sempre. Amém.
ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a
nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho,
frutificar em boas obras. Amém!
LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA
MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”
Editado por Jorge/MFC ALAGOAS
sábado, 26 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
CÔNEGO JOÃO NETO COMEMORA O 9º ANIVERSÁRIO COMO PÁROCO DO ALDEBARAN
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| Côn. João Neto |
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esta sexta-feira (25) o Cônego João José de Santana Neto, comemora com a comunidade católica do Aldebaran o 9º aniversário como pároco da Paróquia de Santa Catarina Labouré.
Cônego João Neto nasceu na cidade de Simão Dias, em Sergipe, foi ordenado Padre no dia 25 de março de 1999. Há nove anos é o pároco da Igreja de Nossa Senhora das Graças da Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran.
Cônego João Neto é atualmente o diretor administrativo do Colégio Arquidiocesano de Maceió; Representante da Arquidiocese de Maceió à frente da Santa Casa de Misericórdia; Interventor da Casa dos Pobres; e Secretário Arquidiocesano.
O MFC - Movimento Familiar Cristão parabeniza o cônego João Neto por mais um ano no comando da Paróquia de Santa Catarina Labouré, pedindo ao Pai que não lhe falte a Graça Divina em sua vida e que continue frutuoso o exercício de seu ministério.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
JÁ À VENDA AS CAMISAS DO BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA
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ontinuam a disposição da família MeFeCista, nos pontos de vendas e com membros das
Equipes Cidade e Estado, as camisas do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA, bloco
carnavalesco organizado pelo MFC, que participará da 13ª Edição do JARAGUÁ
FOLIA.
O
JARAGUÁ FOLIA é a maior prévia carnavalesca do Nordeste, e está
confirmado para o dia 1º de fevereiro de 2013, a partir das 18 horas, no bairro
histórico de Jaraguá, em Maceió, com a participação de mais de setenta blocos
tocando exclusivamente frevo.
A
prévia carnavalesca JARAGUÁ FOLIA já está na sua 13ª edição e participam blocos
carnavalescos de movimentos sociais e religiosos, sindicatos, empresas, órgãos
públicos, grupos de amigos, academias, escolas e faculdades, entre outros.
O
BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA, formado exclusivamente por membros do Movimento
Familiar Cristão, seus familiares e amigos, participa do JARAGUÁ FOLIA pela
quinta vez consecutiva, com os foliões brincando com toda segurança, dentro da
harmonia já peculiar nos eventos que o MFC realiza.
O
BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA vai se concentrar a partir das 19 horas no Coreto da
Avenida da Paz de onde sairá para desfilar no Corredor da Folia (Rua Sá e Albuquerque), às 20 horas, com
o acompanhamento da ORQUESTRA DE FREVO MESTRE ALDO, que tocará exclusivamente
para o Bloco.
As
camisas do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA já estão à venda para os membros do Movimento
Familiar Cristão nas lojas MASCATE MALHAS (vizinho
a Casa da Indústria) e MASCATE DISTRIBUIDOR (defronte o CEPA), localizadas na Avenida Fernandes Lima, no Farol,
e com membros da Equipe Estadual e Equipe Cidade de Maceió ao preço de R$ 15,00
(quinze reais).
Toda
a renda obtida com a venda das camisas do Bloco será revertida para os
programas de evangelização do MFC.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
SEJA UM DOADOR... SALVE VIDAS!
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ão
engorda nem emagrece, não vicia, não enfraquece, não é desperdiçado, não
transmite doenças e muito menos dói. Os mitos são muitos, mas o fato é que a DOAÇÃO
DE SANGUE é um ato simples e generoso, que pode salvar muitas vidas.
De
acordo com dados do Ministério de Saúde, apenas 1,8% da população adulta do
Brasil faz doações regulares de sangue, quando o ideal, conforme estabelecido
pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é que 5% da população do país sejam doadoras.
“O sangue e seus componentes salvam muitas vidas, porém
ainda existem medos, crenças e desconhecimento que evitam o aumento do número
de doadores. Nem todos sabem que todo material utilizado na coleta do sangue é
descartável, o que elimina qualquer possibilidade de risco de contaminação”, explica Dante
Langhi Júnior, diretor administrativo da Sociedade Brasileira de Hematologia e
Hemoterapia (SBHH).
No
Brasil, alguns procedimentos específicos são obrigatórios antes e depois da
doação, a fim de prevenir complicações para o doador e contaminação para o
receptor. O primeiro passo é a pré-triagem, quando é verificada a pressão,
batimento cardíaco, peso, altura, temperatura e um rápido exame para ver se têm
anemia. Concluída essa etapa, o doador passa pela triagem, para detectar,
através de um questionário, se o doador está em condições de doar.
Na
última etapa, cerca de 450ml de sangue são coletados. Todo o processo demora,
em média, 30 minutos. Depois de recolhido, bolsas de sangue são encaminhadas
para o Laboratório do HEMOAL, onde são feitos testes sorológicos, que avaliam
se o doador tem doenças como sífilis, chagas, HIV, HTLV, hepatite B e C. Caso
alguma delas seja detectada, o sangue é imediatamente descartado.
Em
Alagoas, o HEMOAL é referência em doação de sangue. Todo o sangue doado é
armazenado. Após a coleta, a bolsa é fracionada em componentes sanguíneos (concentrado de hemácias, de plaquetas e
plasma). A bolsa de sangue é dividida de acordo com a necessidade do
paciente. Com uma só bolsa de sangue doada, se salva até quatro vidas.
A
população precisa se conscientizar que o sangue doado é usado em cirurgias,
emergências, pessoas com câncer, ou seja, é muita gente que precisa e depende
desse sangue. O doador precisa ter consciência da importância da sua ação, e
muito amor ao próximo. Quem doa, faz toda a diferença.
Ninguém
está livre de precisar de uma transfusão de sangue. Ninguém está livre de
sofrer um acidente, de passar por uma cirurgia ou por um procedimento médico em
que a transfusão seja absolutamente indispensável. O sangue doado não faz a
menor falta para o doador. Consequentemente, nada justifica que as pessoas
deixem de doá-lo. O processo é simples, rápido e seguro.
Para
doar sangue é preciso estar em bom estado de saúde, idade entre 18 e 65 anos e
pesar acima de 50 quilos. No dia da doação, é necessário ter se alimentado e
dormido, pelo menos, seis horas seguidas e não ter ingerido bebida alcoólica. Também
é preciso levar um documento de identidade com foto.
E
ao doar sangue você sente a satisfação de beneficiar outras pessoas que não têm
outra opção. Elas dependem apenas do gesto de pessoas como você para se sentir
melhor.
SEJA UM
DOADOR... SALVE VIDAS!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 303
A pessoa humana se exprime e se comunica através de sinais, símbolos e ritos. O sinal mais habitualmente usado é a palavra, falada ou escrita. Mas nem sempre as palavras bastam para traduzir pensamentos, ideias, sentimentos e emoções. Gestos simbólicos podem significar muito mais que longos discursos.
OS SACRAMENTOS HUMANOS
*HELIO AMORIM – MFC/RJ
Um aperto de mão é mais que um simples movimento de músculos e nervos mas sinal ou símbolo de respeito, cordialidade, compromisso mútuo. O abraço ou o beijo, a carícia ou o encontro sexual, tampouco são puras manifestações físicas ou biológicas, mas expressões de sentimentos, afeto e amor. O aplauso ou a vaia são mais que sons e ruídos produzidos por mãos e vozes humanas. São gestos simbólicos que exprimem sentimentos de satisfação ou repúdio.
Também objetos, coisas simples, podem ganhar um forte significado simbólico e tornar-se sinais de sentimentos profundos. Muitos desses simbolismos podem mesmo socializar-se e aderir a gestos e objetos, dando-lhes significados que ultrapassam a sua natureza e materialidade.
A
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o longo do tempo, vão sendo assim entendidos por todos e de certa forma se institucionalizam. Esses simbolismos, então, se incorporam à cultura de uma comunidade ou um povo.
Assim nos vemos cercados por esses sinais e ricos simbolismos, às vezes pessoais, outros culturais. A flor ressecada que alguém guarda há muitos anos entre as folhas de um livro, é muito mais que uma flor, simples órgão reprodutor de uma planta. É um sinal ou símbolo que, algum dia, alguém usou para exprimir o seu amor. Encontrar esse objeto simbólico ao folhear o livro, rememora o gesto e reacende sentimentos, provoca um calor interior que realimenta antigos sentimentos. A oferta de flores como sinal de afeto é mesmo um daqueles muitos simbolismos já incorporados à cultura de tantos povos.
Uma vela grossa e já deformada que vem sendo usada em todas as celebrações mais marcantes da família (aniversários e batizados, nascimentos e mortes), é preservada com cuidado e carinho, torna-se uma relíquia familiar, porque rememora cada um desses episódios, festivos ou sofridos, que nenhuma outra vela seria capaz de recordar.
Uma camisa rasgada e manchada de sangue, guardada zelosamente e exposta pelos companheiros do lavrador assassinado na luta por um pedaço de chão, deixa de ser uma simples camisa para se tornar símbolo dessa luta por justiça social. Cada vez que é vista (sinal sensível), recorda o sentido daquele triste episódio e realimenta nos companheiros (sinal eficaz) as razões, o ardor e a coragem para continuar a luta.
Se continuarmos a olhar o que nos cerca, vamos encontrar em gavetas e armários, muitos outros objetos carregados de significados que ultrapassam a sua natureza. A velha mesa herdada dos avós que se foram, na qual comemos os mingaus da nossa infância. O relógio que um pai falecido usou durante toda uma vida, e que nos faz recordar, com carinho, o seu gesto lento de tirá-lo do bolso para consultar as horas e nos mandar para a cama dormir.
A lista, para muitos, será interminável. Esses objetos, provavelmente não terão valor mercantil e teriam sido descartados se não tivessem adquirido um significado simbólico que os tornam inegociáveis.
Porque aqueles gestos e estes objetos já não são apenas gestos e objetos. São sinais sensíveis e eficazes, ou sacramentos humanos. Ganharam uma força que em si mesmos não possuíam, o poder de rememorar, alimentar e reavivar os sentimentos e emoções que exprimem e significam.
Ao repetirmos aqueles gestos, ao ver e tocar estes objetos simples, ressurgem, com renovado ardor, a saudade, a solidariedade, o afeto, o carinho, a indignação frente à injustiça, e tantos outros sentimentos e emoções. Então somos impelidos a vivê-los mais intensamente, traduzindo-os em práticas concretas.
Assim entendido, podemos compreender melhor os sacramentos divinos.
*Descomplicando a fé” – Editora Paulus (Continua)
CRACK
O
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s governos federal e locais e a sociedade estão perdendo a batalha do crack. Os efeitos dessa peste que se alastra são desastrosos. A droga é barata, de fácil obtenção por traficantes e venda indiscriminada para adultos e crianças que se drogam em cracolândias em pontos visíveis das cidades.
O quadro é assustador para a população que contempla esses infernos sem poder intervir. O retorno dos viciados à vida normal é quase impossível e a morte prematura é uma certeza cruel.
Autoridades de governos e polícias locais não sabem ainda o que fazer. Predominando menores, meninos e meninas, não é admitida a detenção dos usuários. O transporte e o tráfico da droga são facilitados pela natureza das pedras desse veneno. A disseminação do uso e a dependência imediata gerada nas primeiras experiências torna o problema ainda mais desafiador.
Surgem agora anúncios de repressão policial com detenção de usuários, como tentativa desesperada de salvação das vítimas. Logo se levantam vozes de protesto contra a prisão dos infelizes drogados, sem consideração de idade. Organizações se equivocam em considerar essa repressão salvadora como atentado à liberdade intocável dos usuários condenados a morrer antes do tempo.
Preferimos qualificar essas medidas como tentativa desesperada de libertação dessa escravidão fatal de tantas vítimas. Pelo menos vale como experiência para avaliação posterior de sua eficácia.
DESLIGUE A TV
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este momento, mais uma vez, sua excelência a opinião pública está mobilizada para decidir a cada semana quem vai para o paredão do Big Brother Brasil – a monstruosidade mais idiota, deseducativa e lucrativa jamais produzida pela TV. Produto importado, explorado em muitos outros países que também contam com espectadores ingênuos com vocação incubada de voyeurs.
São pessoas hipnotizadas pela propaganda, olhando pelo buraco da fechadura televisiva os comportamentos artificiais e ensaiados de alguns personagens inexpressivos, disputando ganhar o seu primeiro milhão.
Conselho para preservar a sua inteligência: desligue, mude de canal. A TV tem programas bons. Procure e escolha.
FRASES DE VLADIMIR MAIAKÓVSKI
Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.
A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo.
Você não pode deixar ninguém invadir o seu jardim para não correr o risco de ter a casa arrombada.
Poderiam ordenar-me: "Mata-te na guerra". Teu nome será o último coágulo de sangue em meus lábios rasgados pelas balas.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
RETIRO DE REFLEXÕES DO MFC MURICI
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| Participantes do Retiro de Reflexões do MFC Murici |
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O
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Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas
realizou no último sábado (19), um RETIRO DE REFLEXÕES, finalizando o Livro
PONTO DE PARTIDA, temário editado pelo MFC - Movimento Familiar Cristão. A
partir de agora os Grupos nucleados na última Nucleação, passarão a adotar em
suas reuniões o Livro UM PASSO ADIANTE, também editado pelo MFC.
O
evento teve inicio às 9 horas na Chácara São Francisco, distante 10 quilômetros
do Centro de Murici, com um momento litúrgico coordenado por Gastão Florêncio
de Miranda, membro do MFC MACEIÓ e orientador dos Grupos de Base recém-nucleados.
O
evento teve continuidade com os temas sugeridos pelo temário Ponto de Partida,
com reflexões e depoimentos que fizeram crescer a espiritualidade de cada
MeFeCista presente no retiro.
A
coordenação do retiro foi do casal Gastão e Eluza, membros do MFC MACEIÓ, que
acompanham os Grupos formados na última Nucleação do MFC MURICI.
Por
volta das 13 horas houve uma pausa para o almoço, onde foi servida uma
deliciosa feijoada e outras iguarias da culinária nordestina.
Depois
de alimentados e um rápido descanso, o retiro teve continuidade com a
sequencia dos trabalhos, apresentados nesta segunda etapa por Cristiano de
Claudia. Às 15 horas, padre André, pároco de Murici e assessor eclesiástico do
MFC, celebrou a Santa Missa.
O
retiro foi encerrado com uma avaliação positiva, onde todos se disseram
premiados com o resultado promovido pelo MFC através do temário Ponto de
Partida.
Participaram
do RETIRO DE REFLEXÕES os MeFeCistas Roberto e Luzia, Valmir e Ana, Cristiano e
Claudia, Geraldo e Leda, Marcos e Cida, Ednaldo e Núbia, Claudio e Paula,
Claudio e Juliana, Lau e Nete, José Lino e Graça, Pedro e Mayara, Carlinhos e
Cícera, Antenor e Salete, Zezinho e Neide, Heleno e Milena, Antonio e Maria
José, Márcia, Marciana, Lourdinha e Nazaré. De Maceió, participaram os orientadores
Gastão e Eluza, Jorge e Penha.
domingo, 20 de janeiro de 2013
LITURGIA DO 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 20/01/2013
2º DOMINGO
DO TEMPO COMUM
SER MENSAGEIRO INCANSÁVEL DO BEM E DA JUSTIÇA!
Uma coisa é o que Deus já fez; outra
é o que ele ainda quer fazer em nós e por meio de nós. A vida é caminhada, e
ainda não chegamos. Confiamos na Salvação, pois Deus está no coração daqueles
que perseveram na fé. Que o Espírito Santo aja em nós, nos ilumine e desperte
tudo o que de bom trazemos e podemos fazer em vista do bem comum, no serviço e
na doação aos irmãos e irmãs.
LITURGIA DA
PALAVRA
1ª Leitura: Is 62,1-5
Salmo Responsório: 95
2ª Leitura: 1Cor 12,4-11
Evangelho: Jo 2,1-11
EVANGELHO
João 2,1-11
Naquele tempo, 1houve
um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente.
2Também
Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
3Como o
vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus
respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe
disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.
6Estavam
seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam
fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus
disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a
boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles
levaram.
9O
mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não
sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que
tinham tirado a água.
10O
mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o
vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos
bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”
11Este
foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e
manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Padre Helder Salvador
Reitor do Seminário São João Maria Vianney - Cariacica/ES
A liturgia de hoje
apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a
relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu
com o seu Povo (a esposa). A questão
fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus.
O texto do Evangelho da
liturgia é a primeira parte do Evangelho de João, comumente chamada “O Livro
dos Sinais”, pois o evangelista relata uma série de sete sinais que, passo por
passo, revelam quem é Jesus, e qual é a sua missão. (Embora algumas bíblias traduzem o termo grego que João usa por
“milagre”, a tradução mais acertada é: “Sinal”). O primeiro desses sinais aconteceu no
contexto das bodas de Caná, o nosso texto de hoje. Como quase todo o evangelho de João, o relato
está carregado de simbolismo, onde pessoas, números e eventos funcionam
simbolicamente, para nos levar além da aparência das coisas, numa caminhada de
descoberta sobre a pessoa de Jesus.
Um dos temas centrais do Evangelho de João
é o da “hora” de Jesus. A "hora”
não se refere à cronometria, mas a hora de glorificação de Jesus, por sua morte
e ressurreição. Em resposta ao pedido
feito por Maria (note que João nunca se
refere a ela pelo nome, mas pelo título “mulher”), usando duma maneira
assaz estranha este termo para a sua mãe, João quer indicar que Jesus rejeita
uma esfera meramente humana de ação para Maria, para reservar para ela um papel
muito mais rico, ou seja, o da mãe dos seus discípulos. Maria somente vai aparecer mais uma vez neste
evangelho – a pé da cruz, onde ela e o Discípulo Amado assumem um
relacionamento de Filho e Mãe. E devemos
lembrar que o Discípulo Amado simboliza a comunidade dos discípulos do Senhor,
ou seja, nós hoje.
Apesar da nossa tradição
piedosa mariana, é importante não reduzir a ação da Maria no texto à duma
incomparável intercessora. Embora seja
comum esta interpretação na devoção popular, não se sustenta do ponto de vista
exegética. É melhor ver Maria aqui como discípula exemplar, pois embora a resposta
de Jesus indique um distanciamento entre a sua expectativa e a visão dele, ela
continua com confiança nele e leva outros a acreditar nele.
O simbolismo da água
tornada vinho é também importante. Não
era qualquer água - era a água da purificação dos judeus. Com esta história, João quer mostrar que
doravante os ritos judaicos de purificação estão superados, pois a verdadeira
purificação vem através de Jesus.
Podemos entender isso como a mudança duma prática religiosa baseada no
medo do pecado, uma prática que excluía muita gente, para uma nova relação
entre Deus e a humanidade, a partir de Jesus.
Assim, em Cana, Jesus começa a substituir as práticas do judaísmo do
Templo, que vai continuar ao longo do Evangelho de João.
A quantia do vinho chama
a atenção – 600 litros! O vinho em
abundância era símbolo dos tempos messiânicos, e, na tradição rabínica, a
chegada do Messias seria marcada por uma colheita abundante de uvas. Assim João quer dizer que a expectativa
messiânica se realiza em Jesus. As talhas
transbordantes simbolizam a graça abundante que Jesus traz.
A figura do mestre-sala
é também simbólica, bem como os serventes.
Aquele, que devia saber a origem do vinho da festa, não sabia, enquanto
estes sim. Assim, o mestre-sala represente
os chefes do Templo que não sabiam a origem de Jesus enquanto os servos
representam os discípulos que acreditaram nele.
Fazendo comparação entre
o vinho antigo e o novo, João quer reconhecer que a Antiga Aliança era boa, mas
a Nova a superou. Os ritos e práticas judaicos,
ligados à purificação e ao sacrifício, não têm mais sentido, pois uma nova era
de relacionamento entre a humanidade e Deus começou em Jesus.
O ponto culminante do
relato está em v,11: “Foi em Caná que Jesus começou os seus sinais, e os seus
discípulo acreditaram nele”. A fé deles
não é intelectual ou teórica, mas o seguimento concreto do Mestre, na formação
de novos relacionamentos de amor. Passo
por passo, o autor vai revelando Jesus através de sinais para que nós, possamos
"acreditar que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, acreditando, tenhamos a vida em
seu nome” (Jo 20,31).
ORAÇÃO
Deus eterno e
todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do
vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Amém!
Editado por JORGE/MFC-AL
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