domingo, 24 de fevereiro de 2013
LITURGIA DO 2º DOMINGO DA QUARESMA - 24/02/2013
2º DOMINGO DA QUARESMA
PRIMEIRA LEITURA (Gn 15,5-12.17-18)
Leitura do Livro do
Gênesis:
Naqueles dias, 5o
Senhor conduziu Abrão para fora e disse-lhe: “Olha para o céu e conta as
estrelas, se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”.
6Abrão teve fé no Senhor, que considerou
isso como justiça. 7E lhe
disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em
possessão esta terra”.
8Abrão lhe perguntou: “Senhor Deus, como
poderei saber que vou possuí-la?” 9E o
Senhor lhe disse: “Traze-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos,
um carneiro de três anos, além de uma rola e de uma pombinha”.
10Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo
meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma frente à outra.
11Aves de rapina se precipitaram sobre os
cadáveres, mas Abrão as enxotou. 12Quando
o sol já ia se pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de
grande e misterioso terror.
17Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu
um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais
divididos.
18Naquele dia, o Senhor fez aliança com
Abrão, dizendo: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito
até o grande rio, o Eufrates”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 26)
- Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo,/ meu coração fala convosco
confiante!
— O Senhor é minha
luz e salvação;/ de quem eu terei medo?/ O Senhor é a proteção da minha vida;/
perante quem eu tremerei?
— Ó Senhor, ouvi a voz
do meu apelo,/ atendei por compaixão!/ Meu coração fala convosco confiante,/ é
vossa face que eu procuro.
— Não afasteis em vossa
ira o vosso servo,/ sois vós o meu auxílio!/ Não me esqueçais nem me deixeis
abandonado,/ meu Deus e Salvador!
— Sei que a bondade do
Senhor eu hei de ver/ na terra dos viventes./ Espera no Senhor e tem coragem,/
espera no Senhor!
SEGUNDA
LEITURA (Fl 3,17-4,1)
Leitura da Carta de São
Paulo aos Filipenses:
17Sede meus imitadores, irmãos, e observai os
que vivem de acordo com o exemplo que nós damos.
18Já vos disse muitas vezes, e agora o
repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de
Cristo. 19O fim
deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é
vergonhoso e só pensam nas coisas terrenas.
20Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá
aguardamos o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. 21Ele transformará o nosso corpo humilhado e
o tornará semelhante ao seu corpo glorioso, com o poder que tem de sujeitar a
si todas as coisas.
4,1Assim, meus irmãos, a quem quero bem e dos
quais sinto saudade, minha alegria, minha coroa, meus amigos, continuai firmes
no Senhor.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Lc 9,28b-36)
Naquele tempo, 28bJesus
levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto
rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e
brilhante.
30Eis que dois homens estavam conversando com
Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles
apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria
sofrer em Jerusalém.
32Pedro e os companheiros estavam com muito
sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com
ele.
33E, quando estes dois homens se iam
afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três
tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o
que estava dizendo.
34Ele estava ainda falando, quando apareceu
uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao
entrarem dentro da nuvem.
35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia:
“Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se
sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém
nada do que tinham visto.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
REFLEXÃO
“Escutai o
que Ele diz” - Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.
TRANSFIGURAÇÃO E PÁSCOA
Em nossa caminhada rumo
à Páscoa acompanhamos Jesus em seu deserto e em sua tentação, mas O seguimos
também em sua glorificação. No primeiro domingo da Quaresma contemplamos Jesus
que sofre a tentação e a vence. A Transfiguração mostra-nos a vitória que
teremos. Ela faz ver aos discípulos que o sofrimento da Paixão e Morte é
passagem para a glorificação da Ressurreição (prefácio). O escândalo da
fragilidade é vencido pela certeza da divindade do Filho junto ao Pai. Esse
momento no caminho de Jesus é uma orientação para a comunidade dos discípulos
sobre a função da Lei e da Profecia, simbolizadas nas duas maiores personagens
do Antigo Testamento: Moisés e Elias. Pedro reflete a mentalidade de muitos
cristãos de continuarem no Antigo Testamento ao dizer, quando Elias e Moisés já
estão se indo: “É bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti,
outra para Moisés e outra para Elias. Pedro não sabia o que estava dizendo” (Lc
9,33). Está como a dizer: vamos continuar no Antigo Testamento e Jesus compõe
com os dois maiores. Era uma tentação grande, sobretudo dos cristãos vindos do
judaísmo. A resposta do Pai se faz ouvir: “Da nuvem saiu uma voz que dizia:
‘Este é meu Filho, o Escolhido’” (35). De agora em diante é Ele quem fala.
Lucas nos trará esse pensamento mais claro quando diz: “A Lei e os Profetas
vieram até João! Daí em diante, é anunciada a boa Nova do Reino de Deus e todos
se esforçam por nele entrar, com violência” (Lc 16,16). Ao lado da gloriosa
manifestação temos as palavras de Jesus anunciando o sofrimento que passaria na
Paixão e Morte. Os discípulos não entenderam, mas ficaram calados. Pedro e os
companheiros viveram um momento na glória de Cristo e gostaram, tanto assim que
queriam permanecer naquele estado. Contudo, havia um caminho de Calvário a
perfazer.
DEUS FEZ ALIANÇA
Deus fez aliança com
Abraão, numa maravilhosa teofania (manifestação de Deus). Abrindo os animais ao
meio e passando entre eles se põe na mesma situação se não cumprir o pacto com
Deus. E Deus faz o mesmo comprometendo e celebrando o sacrifício. Na Quaresma
deste ano refletimos, na primeira leitura as alianças de Deus com a humanidade.
Em Abraão Deus continua seu desígnio, não correspondido por Adão. Essa aliança
culminará em Cristo. Não mais uma terra, mas a vida eterna nos é dada em Cristo
Ressuscitado. No seio de Abraão já palpita o Ressuscitado.
SEREMOS SEMELHANTES A
ELE
A nossa transfiguração
acontecerá a partir do momento em que ouvirmos a Palavra do Filho e a
colocarmos em prática. Pedro e os outros discípulos percebem a presença da
divindade. Nós caminhamos na presença de Deus. Por isso Paulo diz que “Somos
cidadãos do céu... Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará
semelhante a seu corpo glorioso” (Fl 3,20-21). Como a Quaresma tem também o
caráter de preparação para o batismo ou renovação das disposições batismais, a
transfiguração nos mostra o que realiza em nós esse sacramento. A
espiritualidade cristã não é fazer muitos atos espirituais, mas acolher a
Palavra de Jesus e assim nos transformarmos para viver mais intensamente a
dimensão Divina que recebemos dos sacramentos, principalmente Batismo e
Eucaristia. Por isso: “Continuai firmes no Senhor!” (Fl 4,1).
ORAÇÃO
Ó Deus,
que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a
vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a
visão da vossa glória. Amém!
Editado por Jorge – MFC ALAGOAS
sábado, 23 de fevereiro de 2013
QUARESMA - 40 DIAS DE JEJUM E PENITÊNCIA
Com informações da CNBB
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C
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hama-se
“QUARESMA” os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa.
Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a
40 dias, em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a
Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de
alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".
Na
Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da
Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é
reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se
aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja
católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas,
três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.
Essencialmente,
o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se
recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do
Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.
Assim,
retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como
Cristo.
POR QUE A
COR ROXA?
A
cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição.
Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.
Nesta
época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras.
Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa
cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a
Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário
QUAL O
SIGNIFICADO DESTES 40 DIAS?
Na
Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem
significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades.
Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia.
Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos
de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de
Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de
começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito,
entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se
relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o
coração para algo que vai acontecer.
O JEJUM
A
igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como
uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais
necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm
a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados,
na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.
Pela
lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e
60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade
individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo
com suas disponibilidades.
O
jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de
educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em
práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por
exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria
nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.
QUAL É A
RELAÇÃO ENTRE CAMPANHA DA FRATERNIDADE E A QUARESMA?
A
Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal
de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária,
que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da
Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao
próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto,
visando a transformação das injustiças sociais.
Desta
forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a
quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão
histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas
de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.
QUAIS SÃO OS
RITUAIS E TRADIÇÕES ASSOCIADOS COM ESTE TEMPO?
As
celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de
Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja,
Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.
Depois,
celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também
como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e
portanto, o resgate dos pecadores.
Depois,
vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa,
que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita
uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da
vida de Jesus.
No
sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também
conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as
cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos,
sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um
ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a
Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
ECE-AL E ECCi-MACEIÓ SE REÚNEM E DEFINEM REUNIÃO COM COORDENADORES DE EQUIPES-BASE
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A
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s
coordenações de Estado e Cidade de Maceió do Movimento Familiar Cristão, estiveram reunidas na noite da última
quinta-feira, 21, na Sede do MFC na Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara, para
tratar de assuntos administrativos e o planejamento das atividades das duas
coordenações até o final das atuais gestões.
A
reunião iniciou-se com a acolhida das coordenações e a leitura do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus (Mt 7,7-12) “Pedi e vos será dado”. Uma breve reflexão do Evangelho foi
compartilhada por todos e um questionamento: “Qual o meu olhar a partir da Palavra?” indagou aqueles que estavam
participando da reunião.
Em
seguida as coordenações discutiram assuntos relacionados à administração e
gerenciamento da Sede do MFC, Encontro Nacional do MFC, pertença, eleições MFC,
nucleação, equipes-base, retiro espiritual e via-sacra, e outros assuntos
relacionados ao MFC nos âmbitos de Maceió e Alagoas.
Diante
do que foi discutido, as coordenações, comprometidas com um movimento mais
justo, que permite plenamente as equipes-base participarem das decisões, decidiram
convocar o Conselho de Cidade, formado por coordenadores, tesoureiros e demais
membros de equipes-base do Movimento Familiar Cristão de Maceió, para uma reunião
administrativa, na próxima terça-feira, 26 de fevereiro, às 19h30min, na Sede
do MFC em Maceió.
Nesta
reunião, os coordenadores, tesoureiros e demais membros, comprometidos com a
caminhada mefecista em Maceió, definirão com as coordenações de Estado e
Cidade, os caminhos que o MFC deverá trilhar até o final da atual gestão.
Além
dos casais coordenadores James e Fátima (ECE-/AL) e Neto e Rita (ECCi-Maceió), participaram
da reunião os dirigentes Jorge e Penha (assessoria de comunicação – ECE/AL),
Fiel e Claudete (secretaria – ECE/AL), Gilson e Nana (tesouraria – ECE/AL),
João Cassella (secretaria – ECCi-Maceió), Suely (tesouraria – ECCi-Maceió),
Simone (eventos – ECCi-Maceió) e Gastão (assessoria especial).
INSCRIÇÕES PARA O 18º ENA JÁ PODEM SER REALIZADAS NO SITE DO MFC CONQUISTA
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T
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em
inicio hoje, sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 as inscrições para o 18º ENA
- Encontro Nacional do MFC que acontecerá de 6 a 12 de julho do corrente ano em
Vitória da Conquista – Bahia. O processo será on-line, realizado diretamente no
site do MFC VITÓRIA DA CONQUISTA (www.mfcconquista.org) e se encerrará no
dia 31 de março.
No
Site o membro do Movimento Familiar Cristão encontrará um questionário com
perguntas e respostas sobre o ENA, uma espécie de tira-dúvidas que ajudará a
todos no processo de inscrição, visando o esclarecimento de alguns pontos
importantes.
Através
do formulário digital, de fácil entendimento e autoexplicativo, o interessado
fará o preenchimento e aguardará a validação de sua inscrição pelo coordenador
de seu estado.
Todo
mefecista poderá acompanhar tudo que acontece no 18º ENA, bastando somente que
se cadastre no newsletter disponível no Site, um tipo de comunicação que
divulgará semanalmente por e-mail informações sobre as principais ocorrências
do evento. Para realizar o cadastramento
o interessado deverá incluir apenas seu nome e e-mail no site do MFC CONQUISTA.
A
Coordenação de Infraestrutura do 18º Encontro Nacional do MFC trabalha para que
este seja o melhor ENA de todos os tempos e aguarda a todos com muita alegria
para juntos participarem do maior evento do MFC no Brasil.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 310
BENTO XVI RENUNCIOU, VIVA O PAPA!
Luiz Alberto Gómez de Souza
Sociólogo, diretor do Programa Ciência e Religião da UCAM
E
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u estava numa reunião no palácio São Joaquim, aqui no Rio, em 2005, durante o último conclave, almoçando com os bispos auxiliares, quando foi anunciada a fumaça branca. Saímos da mesa e corremos à televisão. Foi quando eu disse: “Não sei quem será, mas vai chamar-se Bento XVI”. Quando Ratzinger saiu no balcão, alguns me olharam como se eu tivesse feito uma adivinhação. Na verdade, foi uma aposta por eliminação. O novo papa certamente não retomaria a série dos Pios, não seria um seguimento de João ou de Paulo, nem do composto João Paulo. Restava, no século XX, um papa, Bento XV, que ficara poucos anos, de 1914 a 1922, mas que interrompera a caça antimodernista de Pio X. Não saiu papa um reacionário como o secretário de estado espanhol Merry Del Val (o Sodano ou o Bertone daquele momento). Era um bispo de uma diocese importante, Bolonha, que fora pouco antes denunciado de modernista, em carta, a seu antecessor. O novo papa abriu a missiva, lacrada por ocasião da morte de Pio X e convocou o assustado acusador.
Uma lógica destas apontaria, indo um pouco mais atrás, na eleição de 1878, para um possível futuro Leão XIV. O papa anterior do mesmo nome também interrompera a prática de seus dois antecessores reacionários, Gregório XVI e Pio IX. E indicou que esperassem o próximo consistório, para verem seu novo estilo. E foi então quando nomeou cardeal o grande teólogo John H. Newman, convertido da Igreja Anglicana, crítico do Vaticano I e mal visto pelo outro cardeal inglês, Henry Manning. Aliás, o papa Bento XVI tinha Newman em grande admiração e o beatificou em 2010 (alguns historiadores, para incômodo de muitos, falaram de um companheiro de toda a vida, enterrado junto com ele, numa possível porém incerta relação homossexual, o que não diminuiria em nada seu enorme valor). Mas atenção, voltando ao presente, as lógicas não se repetem e o futuro é sempre inesperado.
Com o atual precedente, um papa pode (e até deve, em certos casos) deixar o poder ainda em vida, num movimento que passa dos poderes absolutos e pro vita, para uma visão com possíveis prazos para o exercício de um poder que aparecia nos últimos séculos como irrenunciável .
O importante agora é descobrir o que estará diante do futuro papa. Tudo parece indicar que João Paulo I morreu ao tomar consciência da dimensão dos problemas que o esperavam. Carlo Martini (que tantos sonhamos como um possível “Papa bianco”), em 1999 lembrou temas estratégicos a serem enfrentados por possíveis futuros concílios: a posição da mulher na sociedade e na Igreja, a participação dos leigos em algumas responsabilidades ministeriais, a sexualidade, a disciplina do matrimônio, a prática do sacramento da penitência, a relação com as Igrejas irmãs da ortodoxia e, em um nível mais amplo, a necessidade de reavivar a esperança ecumênica. Poderíamos agora dizer que são temas colocados hoje diante do papa que vem aí.
Cada vez é mais importante desbloquear posições congeladas. Uma, urgente, seria superar o impasse criado por Paulo VI em 1968, no seu documento Humanae Vitae, sobre a contracepção. Tratar-se-ia de aceitar, ao nível do magistério, o que já é uma prática normal de um número enorme de fiéis: o uso dos contraceptivos.
Mas nos textos de teólogos espanhóis, sacerdotes alemães e austríacos, declarações de bispos australianos, estão outros pontos da agenda. Haveria que começar por superar a dualidade e uma hierarquia rígidas entre ministérios ordenados (dos padres) e não ordenados, abrindo para uma pluralidade de ministérios (serviços), como na Igreja dos primeiros séculos. E aí se coloca o tema da ordenação das mulheres. No dia da ressurreição, as mulheres foram as primeiras a serem enviadas (ordenadas) a anunciar a Boa Nova (Mateus, 28,7; Marcos, 16,7:”Ide dizer aos discípulos e também a Pedro...”; Lucas, 24,9; João, 20,17).
Teria também que desaparecer o que é apenas próprio da Igreja latina desde o milênio passado: o celibato obrigatório. O celibato é próprio da vida religiosa em comunidade e não necessariamente dos presbíteros (sacerdotes). Os escândalos recentes de uma sexualidade reprimida e doentia estão exigindo uma severa revisão. Isso levaria a ordenar homens e mulheres casados.
Há que levar a sério a ideia da colegialidade do Vaticano II, sendo o bispo de Roma o primeiro entre todos no episcopado. Numa visão ecumênica, o segundo seria o Patriarca de Constantinopla, que vive no Fanar, um bairro grego pobre de Istambul, onde estive no ano passado. Os encontros fraternos e a oração em comum de João XXIII e de Paulo VI com o patriarca Atenágoras, foram abrindo caminho nessa direção.
Claro, são antes de tudo anseios, mais do que possibilidades certas. Mas a história é inexorável e, pouco a pouco, posições que pareciam petrificadas podem ir sendo revistas ou, pelo menos, vão crescendo pressões nesse sentido. A Igreja, arejada por tempos novos na sociedade, seculares e republicanos, não poderá ficar à margem de um processo histórico contagiante. Talvez temas congelados terão que esperar futuros pontificados ou outros concílios, mas estarão cada vez mais presentes e incômodos, num horizonte que desafia os imobilismos.
OS ANOS DE CHUMBO (X)
O DEPOIMENTO-CONFISSÃO
DE UM CRIMINOSO
Destaques das notas do jornalista Pedro Pomar*, publicadas em 13/07/2012, sobre o livro “Memórias de uma guerra suja” (editora Topbooks, 291 páginas), que traz longo depoimento do ex-delegado de polícia Cláudio Guerra sobre os crimes que cometeu a serviço da Ditadura Militar, recolhido pelos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto.
“(...) Após ler a obra, convenci-me de que se trata de importantíssimo subsídio para uma investigação acurada de diversos episódios-chave da repressão política levada a cabo pelo regime militar. Isso não quer dizer que se deve tomar por integralmente corretas e confiáveis as versões apresentadas por Cláudio Guerra para os muitos casos apresentados no livro. (...)
Uma das mais impactantes revelações de Guerra é a de que pelo menos onze corpos de militantes de esquerda torturados e assassinados pela Ditadura Militar foram incinerados por ele na década de 1970, no forno da usina de açúcar Cambahyba, localizada em Campos (RJ) e pertencente ao então vice-governador Heli Ribeiro Gomes. No livro ele cita dez corpos, mas em visita posterior ao local o ex-delegado lembrou-se de outro. A visita foi acompanhada por um dos jornalistas co-autores do livro (Marcelo Netto), por agentes da Polícia Federal e pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro. Segundo o advogado, um antigo funcionário relatou a presença frequente de militares na usina. (...)
Neste caso específico, as declarações do ex-delegado são bastante consistentes. (...) Guerra diz que a decisão de incinerar foi tomada em fins de 1973 (p. 50). (...). Também do ponto de vista geográfico a explicação é plausível, pois quase todos esses militantes passaram pelos cárceres do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército, na rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro, e vários foram sabidamente conduzidos à “Casa da Morte”, em Petrópolis. Portanto a usina Cambahyba era relativamente próxima do local onde as pessoas foram assassinadas. (...)
Outra revelação importante diz respeito ao paradeiro do corpo de Nestor Veras, militante que ingressou ainda jovem no PCB, nos anos 1940, desaparecido desde abril de 1975 sem qualquer pista. Guerra assume a execução de Veras, que “tinha sido muito torturado e estava agonizando” na Delegacia de Furtos e Roubos de Belo Horizonte. “Eu lhe dei o tiro de misericórdia, na verdade dois”, relata (p. 39). O membro do comitê central do PCB teria sido enterrado numa mata próxima a Belo Horizonte, “na estrada para Itabira” (p. 64).
O ex-delegado descreve também no livro como e onde aconteciam as reuniões dos comandantes da tortura no Rio de Janeiro: no restaurante Angu do Gomes, próximo à Praça Mauá, e numa sauna vizinha. Reportagem posterior à publicação dos trechos do livro confirmou a existência do local, e o antigo dono atestou informações de Guerra sobre os frequentadores. Entre eles, os coronéis Freddie Perdigão, figura central do DOI-CODI do I Exército, Marcelo Romeiro da Roza, Otelo da Costa Ortiga (p. 177), todos do Exército, o comandante Antonio Vieira, da Marinha, e outros oficiais superiores. (...)
O clímax desse processo conspirativo foi o frustrado atentado ao Riocentro, no Rio de Janeiro, na noite de 30 de abril de 1981, planejado pelos comandantes do DOI-CODI do I Exército com a finalidade de acuar a esquerda (e o governo). Os conspiradores pretendiam explodir três bombas no local, onde se realizava um grande show em homenagem ao Dia do Trabalho, com a participação de artistas de renome nacional. “Participei do atentado ao Riocentro e fiz parte das várias equipes que tentaram provocar aquela que seria a maior tragédia, o grande golpe contra o projeto de abertura democrática”, conta Guerra.
Para azar dos assassinos e sorte de quem participava do show, uma das bombas explodiu acidentalmente no colo do sargento Guilherme do Rosário, especialista em explosivos do DOI-CODI, que morreu dentro do carro em que ainda se encontrava com outro militar, o capitão Wilson Machado, que ficou gravemente ferido. (...)
Parece razoavelmente convincente a narrativa de Guerra sobre o atentado ao Riocentro. Uma das novidades, em relação ao que já se sabia, é que o à época major (ou tenente-coronel) Carlos Alberto Brilhante Ustra, que na década anterior comandara o DOI-CODI do II Exército, teria sido um de seus mentores, ao lado dos oficiais Perdigão e Vieira (p. 164). “Ustra, muito respeitado entre nós, veio de Brasília para acompanhar o atentado”, relembra o ex-delegado (p. 169). Até então, o que se sabia sobre esse militar, único declarado torturador em sentença judicial até agora, era seu envolvimento em diversos casos de tortura e morte de presos políticos. (...)
O livro tem problemas, é possível que algumas de suas afirmações sejam incorretas ou inverídicas, mas é inegável que ele joga luz sobre episódios da Ditadura Militar que não podem ser esquecidos.
*Pedro Pomar é jornalista, editor da Revista Adusp e doutor em Ciências da Comunicação.
FRASES SEMPRE LEMBRADAS
William Shakespeare
A sorte só põe o que Deus dispõe.
Somos feitos da matéria dos sonhos; nossa vida pequenina é cercada pelo sono.
Mais rico o sentimento em conteúdo do que em palavras, sente-se orgulhoso com a própria essência, não com os ornamentos.
Muito mais feliz na terra é a rosa que destilar se deixa do que quantas no espinho virgem crescem, vivem, morrem em sua solitária beatitude.
CORREÇÃO: Na edição anterior deste Correio foi omitido o nome de João Tavares, autor da tradução do artigo de Bernard Häring sobre a sucessão do papa, Tradução do original italiano. Pedimos desculpas pela omissão involuntária.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013
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A
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Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil
lançou na quarta-feira de cinzas, a Campanha da Fraternidade 2013, abrindo
também o período quaresmal – 40 dias que antecedem a Páscoa, um período de
conversão para todos os cristãos católicos.
Este
ano a Campanha da Fraternidade traz o tema: Fraternidade e Juventude e lema:
“Eis-me aqui Senhor, envia-me”, extraído do texto bíblico de Isaías (Is, 6,8).
Este
ano, a Campanha da Fraternidade retoma o tema juventude, com o objetivo de
olhar para milhões de jovens que sofrem o abandono nas drogas, na violência, e
desconhecem a misericórdia divina. A Igreja afirma que hoje vivemos uma mudança
de época, e é preciso propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo
contribuindo assim, para a sua vocação de discípulos missionários e para que
elaborem acertadamente seus projetos de vida. A Campanha da Fraternidade 2013
também vem preparar para a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio
de Janeiro de 23 a 28 de julho deste ano.
A
Campanha suscitou a reflexão sobre os problemas
enfrentados pelos jovens. É preciso resgatar o protagonismo da juventude, não
se pode tratar a juventude como um problema social, como a salvação da
humanidade. Antes de o jovem ser julgado precisa de carinho e atenção, e de
políticas sociais voltadas a ele. A juventude hoje está morrendo nas drogas, na
violência, está na escravidão, pois para a sociedade são vistos como objetos de
consumo.
Este ano, a finalidade principal é sensibilizar a juventude para que
tenham seu espaço e sejam agentes transformadores da sociedade, da civilização,
do amor e promotores do bem comum.
Como
movimento de família, devemos ampliar e valorizar a participação dos jovens no
MFC, trabalhados à luz do Evangelho e com o amor familiar.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 309
Na segunda (11), Bento XVI surpreendeu os católicos do
mundo inteiro. Anunciou a decisão em latim, em uma reunião do conselho de
cardeais.
“Queridos
irmãos, convoquei vocês para comunicar uma decisão de grande importância para a
vida da Igreja. Depois de ter repetidamente reexaminado minha consciência
perante Deus, cheguei à certeza de que minhas forças, devido a minha idade
avançada, não são mais adequadas para o exercício do ministério de Pedro”,
anunciou.
O Papa disse também que, no mundo de hoje, sujeito a
rápidas mudanças, é necessário vigor do corpo e do espírito, e que nos últimos
meses ele sentiu que suas forças se deterioravam ao ponto de ter que reconhecer
a incapacidade de cumprir o trabalho que lhe foi confiado. Bento XVI falou que
por essa razão e ciente da gravidade da renúncia, ele deixava o cargo. Disse
ainda que, a partir do dia 28 de fevereiro, às 20h pelo horário de Roma seu lugar
estará vago.
O teólogo Bernard Häring, já falecido, escreveu o anúncio
que ele esperava do papa a ser eleito depois do falecimento de João Paulo II,
na linha do papado anterior de João XXIII. Na próxima sucessão de Bento XVI, a
proposta de Häring, parcialmente transcrita a seguir, poderá ser lembrada.
NADA É
IMPOSSÍVEL
Uma proposta
profética do teólogo Bernard Häring antes da eleição de Bento XVI.
O anúncio papal que não aconteceu
(...) “A conversão ecumênica reforçou
e promoveu um espírito de diálogo, de respeito, e de busca conjunta da verdade.
Apesar do pleno conhecimento das dificuldades ainda existentes, proponho hoje
alguns pontos para a vida da Igreja Católica, tendo em vista a tão desejada
unidade dos cristãos:
1
– Já que o trono, a tiara e os títulos pomposos eram sintomas de patologias
profundas e causa de irritação entre Igrejas irmãs, proíbo energicamente que se
chame o Papa com títulos como “Sua Santidade”. E nem sequer o título de Santo
Padre me agrada, pois Jesus, na Sua Grande oração pela Unidade, chama Seu Pai
de “Pai Santo” (Jo, 17, 11). Esperamos que, no futuro, jamais alguém se permita
chamá-lo “Santíssimo”, ou “Beatíssimo”.
2
– Não existirão mais os chamados “prelados de honra de Sua Santidade”. Os
cardeais da Igreja Romana não se vestirão de púrpura “como fazem os ricos”. No
Vaticano não mais títulos como “Eminência” ou “Excelência”. Somos todos irmãos
em torno de Cristo, humilde servo de Deus, que se fez homem para a nossa
salvação.
3
– Os diversos diálogos interconfessionais das últimas décadas produziram
resultados surpreendentes. Ouvindo juntos a palavra de Deus, conseguimos
remover muitos obstáculos sendo, por isso, chegada a hora de pôr fim a todas as
consequências possíveis e dar passos decisivos, rumo à unidade e à
reconciliação, numa fecunda diversidade.
4
– Como sinal desse renovado fervor, o “Pontifício Conselho para a Unidade dos
Cristãos” será elevado ao nível dos mais importantes Dicastérios Romanos,
melhor ainda, tornar-se-á Congregação, com a específica competência de criar e
animar estruturas capazes de favorecer o processo e o acolhimento dos
resultados provenientes dos diálogos interconfessionais, em estreita
colaboração com as Conferências Episcopais e as Faculdades Teológicas de todo o
mundo .
5
– 0 Papa propõe-se a fazer todo o possível para tornar viva e operante a
Colegialidade em todos os níveis. Para recuperar as estruturas sinodais do
primeiro milênio, muito teremos a aprender das Igrejas irmãs que conservaram e
desenvolveram com muita eficácia aquelas estruturas.
6
– Tendo em vista a função ecumênica do Bispo de Roma, todas as Conferências
Episcopais e todos os Patriarcados participarão da eleição dele. As modalidades
exatas serão determinadas pelo próximo Sínodo dos Bispos.
7
– 0 mesmo Sínodo decidirá sobre a função e o futuro do “corpo diplomático”. Até
mesmo o nome não é mais aceitável. As Igrejas não podem definir-se como
instituição diplomática. Bem ao contrário, precisamos é de organismos
completamente diferentes, que sirvam para a missão da Igreja na promoção da Paz
e da Justiça.
Em
relação a tudo aquilo que se refere à ligação e à comunicação contínua entre o
Bispo de Roma e as Igrejas locais, serão encontrados modelos semelhantes aos do
primeiro milênio.
8
– Uma ponderada interpretação teológica do primado do Papa, feita à luz da
Palavra de Deus e dos documentos dos Concílios, demonstrou que o magistério e o
governo do Papa só estão plenamente integrados no interior da Igreja.
Motivo
pelo qual o Papa não é um mestre de fé de fora para dentro ou de cima para
baixo. Ele faz parte dos discípulos reunidos em torno de Cristo, único Mestre,
e faz parte tanto da “Igreja Docente” quanto da
“Igreja Discente”.
No
exercício de sua atividade pastoral para a Igreja Universal, ele é obrigado a
seguir o exemplo do humilde Servo de Deus, Jesus Cristo. Por isso, ele
observará escrupulosamente o principio da subsidiariedade.
9
– 0 Papa tem o direito de saber o que se crê na Igreja, com sinceridade de
consciência e com a liberdade dos filhos de Deus. Não poderá exercer o seu
magistério e ministério da unidade se não existir um amplo espaço de diálogo
franco e sincero dentro da Igreja.
É
por isso que, certo de poder contar com
consenso dos irmãos Bispos, faço abolir, com efeito imediato, o que, no
Código de Direito Canônico, está prescrito sobre punibilidade do não
assentimento em relação aos documentos não infalíveis do Papa.
(Cân. 1371 — Seja punido com justa pena: 1)
quem, fora do caso previsto no cân. 1364 § 1, ensinar uma doutrina condenada
pelo Romano Pontífice ou pelo Concílio Ecuménico, ou rejeitar com pertinácia a
doutrina referida no cân. 750 § 2 ou no cân. 752, e, admoestado pela Sé
Apostólica ou pelo Ordinário, não se retrata)
10
– Além da comum profissão de fé e dos votos ou promessas batismais, não se
farão mais, na Igreja Católica, juramentos particulares de fidelidade e
lealdade. Basta seguir a palavra firme de Jesus: “Seja o vosso falar: sim, sim;
não, não. Tudo o que disso passa, procede do maligno” (Mt. 5,37).
Já
que vivemos da contínua antecipação de confiança que nos é concedida por Deus,
também nós faremos todo o possível para criar uma atmosfera de confiança
recíproca. Por este motivo, estão abolidos todos os instrumentos de controle e
se criará um clima de confiança uns nos outros.
11
– Todos os problemas polêmicos, como, por exemplo, a função da mulher na
Igreja, a participação das mulheres nos processos decisórios de toda a Igreja e
uma eventual ordenação das mulheres para o sacerdócio ministerial, serão
discutidos no diálogo ecumênico e dentro da Igreja com franqueza, respeito e
paciência. E a decisão final terá caráter estritamente colegial.
12
– A Cristandade inteira, todos os discípulos de Cristo, juntos, são chamados a
ser luz do mundo, sacramento de paz, de justiça, de salvação e de cura. Por
isso, buscaremos um diálogo respeitoso com todas as religiões não-cristãs, mais
ainda, com todos os homens de boa vontade.
Perscrutando os sinais dos tempos, daremos
especial atenção ao evangelho da paz e ao caminho da não-violência, a exemplo
de Jesus, aproveitando também, com muita alegria, tudo o que a graça de Deus
operou, em relação a isto, entre as religiões não-cristãs. (...)”
CARTA DO
IMPERADOR VESPASIANO PARA SEU FILHO TITO (79 dC)
“Tito,
meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, Imperador. Espero que os
deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos,
acalmando os vulcões e os jornalistas.
De
minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pares a construção
do Colosseum. Em menos de um ano ele
ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória.
Alguns
senadores te criticarão, dizendo que deveríamos investir em esgotos e
escolas. Não dê ouvidos a esses
poucos. Pensa: onde o povo prefere
pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio? Num
estádio, é claro.
Será
uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por omnia saecula
saeculorum, e sempre que o olharem dirão: ‘Estás vendo este colosso? Foi
Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou’.
Outra
vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos
nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão.
‘Moralistas
e loucos dirão, que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem
que é melhor usar roupas novas que remendadas. Vel caeco appareat (até um cego
vê isso). Portanto, deves construir esse estádio em Roma.
Enfim,
meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: ad captandum vulgus, panem et
circenses (para seduzir o povo, pão e circo).
Esperarei
por ti ao lado de Júpiter”.
Vespasiano,
Imperador de Roma
FRASES PARA
REFLETIR
Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os
braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades
para admirar as partes isoladas. (Sêneca)
Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do
corpo. (Confúcio)
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. (Antoine de
Saint-Exupéry)
A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente
ciosos da felicidade um do outro. (Platão)
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma
montanha. (Confúcio)
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