sábado, 16 de março de 2013

FUTURA COORDENAÇÃO ESTADUAL SERÁ ELEITA HOJE. MFC MACEIÓ ESCOLHE SEU COORDENADOR NO DIA 3 DE ABRIL

  

D
urante a reunião do Conselho Estadual do Movimento Familiar Cristão de Alagoas, formado por Coordenadores de Cidades, que acontece neste sábado (16), será eleito a coordenação estadual para o triênio 2013/2016.

Uma única chapa se inscreveu para concorrer às eleições e deverá ser aclamada vencedora pelo Conselho Estadual. A chapa, que tem Gilson e Nana, para o cargo de coordenador e Rainey e Anamaria, para o cargo de vice-coordenador, assume o cargo no próximo dia 12 de julho, no termino da AGN – Assembleia Geral Nacional, que acontece paralela ao ENA – Encontro Nacional, que se realizará em Vitória da Conquista - Bahia, quando os atuais coordenadores deixarão seus respectivos cargos.

Gilson e Nana são membros do Grupo Mãos Dadas (MFC Maceió), atualmente exerce o cargo de tesoureiro da Equipe Estadual. Rainey e Anamaria pertencem ao Grupo Genezaré (MFC Maceió), atualmente exerce a vice-coordenação da Equipe Cidade de Maceió.

ELEIÇÃO COORDENAÇÃO DE MACEIÓ

A
 eleição para coordenação e vice da Equipe Cidade de Maceió, prevista para acontecer neste sábado (16), foi transferida para o dia 3 de abril, das 14 às 21 horas, conforme Ato 02/2013, de 14 de março de 2013, assinado pela atual coordenação de cidade.

O motivo do adiamento se deu pela falta de inscrição de chapa para concorrer ao pleito. O nome mais cotado para assumir a Coordenação de Cidade é a do casal Péricles e Ula, membros do Grupo Vida, que estão em viagem de férias e só retornarão a Maceió nos próximos dias, devendo registrar sua chapa para disputar a eleição.

Diante da transferência da eleição, foram prorrogados todos os prazos estatutários que regem o Ato Convocatório Nº 01/2013, de 25/02/2013, que regulamenta o pleito eleitoral do MFC em Maceió.

sexta-feira, 15 de março de 2013

ECCi-MACEIÓ - ATO Nº 02/2013

    
ATO Nº 02/2013

O Coordenador da Cidade de Maceió do Movimento Familiar Cristão, com fundamento no Estatuto e Regimento Interno, que dispõem sobre as normas do processo eleitoral para a eleição da Coordenação de Cidade, para o triênio 2013/2016, torna público o seguinte:

Considerando que a eleição estava prevista para o sábado, dia 16 de março de 2013, e que até o prazo estabelecido pelo Ato Convocatório Nº 01/2013, de 25/02/2013, não houve inscrição de chapa para o pleito,

R E S O L V E:

TRANSFERIR para o dia 03 de Abril de 2013, das 14 às 21 horas, a realização do referido pleito eleitoral, na Sede do MFC, em Maceió, nas mesmas condições estabelecidas no Ato Convocatório Nº 01/2013, de 25/02/2013.

Publique-se e Cumpra-se.

Maceió, 14 de Março de 2013

Francisco Marinho Neto e Rita de Cássia Lucena Marinho
Casal Coordenador ECCi-Maceió

ANIVERSARIANTE DO DIA - SUELY DE EDUARDO PORDEUS


ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - UELINTON & MARISA

CORREIO MFC BRASIL Nº 314

  
   
DESAFIOS AO NOVO PAPA
FREI BETTO
ESCRITOR E ASSESSOR DE MOVIMENTOS SOCIAIS

São muitas as especulações quanto ao cardeal que será eleito sucessor de Bento XVI agora em março. A rigor, qualquer homem batizado na Igreja Católica é potencial candidato.
Embora haja bolsas de apostas em torno dos "papabiles”, os variados palpites costumam dar zebra. Exceção foi o cardeal Ratzinger. Era teólogo do papa João Paulo II, presidente da Congregação da Doutrina da Fé, decano do colégio cardinalício e gozava, como teólogo, de certa ascendência sobre a maioria dos cardeais. Foi eleito pontífice em 2005, aos 78 anos.

Há indícios de que, desta vez, será eleito um cardeal mais jovem. A Igreja não suporta mais tantos conclaves frequentes. Minha geração acompanhou as escolhas de João XXIII (1958), Paulo VI (1963), João Paulo I (1978), João Paulo II (1978) e Bento XVI (2005).

A eleição do polonês Karol Woytila, em 1978, tirou dos italianos o monopólio do papado, que durou 456 anos. O que foi reiterado pela eleição de seu sucessor em 2005, o alemão Joseph Ratzinger.

D
e novo, a Itália tentará recuperar a sé romana. Entre os italianos, os nomes mais cotados são os dos cardeais Gianfranco Ravasi, de 70 anos, presidente do Pontifício Conselho de Cultura, e Ângelo Scola, de 71 anos, arcebispo de Milão. Ravasi, homem da poderosa Cúria Romana, é visto como bom teólogo e homem espiritualizado. João Paulo II e Bento XVI o escolheram como pregador do retiro papal na quaresma. Scola é poliglota, vinculado ao movimento Comunhão e Libertação e considerado conservador.

Poderá o futuro papa ser um não europeu? A Europa estará presente na Capela Sistina com 60 cardeais. E bastarão 77 votos para eleger o novo pontífice. Será uma grande surpresa a escolha de um papa não europeu. Infelizmente a Igreja Católica ainda é demasiadamente eurocentrada. Há entre os europeus quem encare os demais continentes como sucursais. Ainda perduram resquícios de séculos de colonialismo.

Se Bento XVI foi um papa de transição, seu sucessor terá pela frente a difícil missão de adequar a Igreja à pós-modernidade. Um cardeal conservador seguiria os passos de Bento XVI e manteria a barca de Pedro alheia aos tempos atuais.

Quais os grandes desafios a serem enfrentados pelo novo papa? Primeiro, implementar as decisões do Concílio Vaticano II, ocorrido há 50 anos! Isso significa mexer na estrutura piramidal da Igreja, flexibilizar o absolutismo papal, instaurar um governo colegiado. Seria saudável que o Vaticano deixasse de ser um Estado e, o papa, chefe de Estado, e fossem suprimidas as nunciaturas, suas representações diplomáticas. A Santa Sé precisa confiar nas conferências episcopais, como a CNBB, que representam os bispos de cada país.

Outro desafio é dar fim ao tabu em relação à moral sexual. Hoje, é vetado debater esse tema no interior da Igreja. A rigor, os católicos estão todos proibidos de manter relações sexuais que não sejam com a explícita intenção de procriar; contrair segundas núpcias após divórcio; usar preservativos; admitir o aborto em certas circunstâncias; aprovar a união de homossexuais; defender o fim do celibato obrigatório para padres e o direito de acesso das mulheres ao sacerdócio.

Resultado: a dupla moral. Uma, a da doutrina oficial; outra, a praticada pelos fiéis. E os escândalos de pedofilia como reflexo da suposta coincidência entre vocação ao sacerdócio e vocação ao celibato. Na Igreja primitiva a distinção era nítida. E no evangelho de Marcos, no primeiro capítulo, consta que Jesus curou a sogra de Pedro. Deduz-se, pois, que Pedro tinha mulher. O que não o impediu de ser escolhido cabeça da Igreja.

Um terceiro desafio é a relação da fé com a ciência. Bento XVI reabilitou Teilhard de Chardin (1881-1955), padre jesuíta e renomado cientista, proibido em toda a sua vida de publicar um único livro. E João Paulo II pediu perdão, em nome da Igreja, por esta ter condenado Galileu e Darwin, abolindo a teoria criacionista da doutrina católica e admitindo o evolucionismo.

Falta, entretanto, aprofundar nas hostes católicas o debate sobre o uso de células troncos, a nanotecnologia, a fertilização de embriões e outros temas que concernem à biotecnologia e à bioética. A ciência se emancipou da religião e corre o risco de abandonar os parâmetros éticos e morais, caso os potenciais provedores desses parâmetros fiquem divorciados dela.

O quarto desafio são os diálogos ecumênico, entre as várias Igrejas cristãs, e o inter-religioso, da Igreja Católica com as denominações religiosas não cristãs. Para o ecumenismo, Roma precisa admitir que seu bispo é pastor universal dos católicos, mas não dos cristãos. E se o bispo de Roma serve de referência à fé dos católicos, não deveria, no entanto, exercer autoridade direta sobre as Igrejas espalhadas mundo afora.

Quanto ao diálogo inter-religioso, é importante abrir-se ao mundo muçulmano, livrando a Igreja do preconceito que o identifica com fundamentalismo. A teologia oficial da Igreja deve muito a islâmicos como Averrois e Avicena, que abriram as vias de acesso a Aristóteles, cuja filosofia respalda o tomismo. Acresce-se a isso a importância do diálogo com o budismo e o ateísmo.

Ser papa é uma honra. Mas, também, uma cruz, bem traduzida no melhor e mais evangélico dos títulos do romano pontífice: Servo dos servos de Deus.

TEMA PARA ESTUDO E DEBATE
CRACK:
POR UMA POLÍTICA MAIS HUMANA
Pedro Vicente Bittencourt - da Democracia Viva
(Texto condensado)

Usuários de droga na Rua Helvétia, na região da cracolândia,
em 13 de janeiro 
(Apu Gomes/Folhapress)
Como surgiu o crack? De onde vem? Como funciona no organismo? Por que, de uma hora para outra, se alastrou com tanta velocidade pelo Brasil, inclusive em cidades do interior? E, a pergunta de um milhão de reais: como fazer para que a droga deixe de cobrar o alto preço em vidas, atualmente a sua marca trágica?
Se todas essas respostas estivessem dando sopa por aí, provavelmente sequer estaríamos falando do assunto. Já que aqui estamos, vamos ver até onde chegamos com essas perguntas. Afinal, o método socrático sempre trouxe bons resultados na produção de conhecimento.

PERGUNTAS E RESPOSTAS
Uma das consequências não intencionais (embora óbvia) da guerra às drogas e, especificamente, da criminalização delas é que toda e qualquer atividade que as envolve ocorrerá ao resguardo dos olhares públicos. Ninguém vai arriscar pagar as duras penas que a lei impõe por “trazer consigo” essas substâncias. Assim, fica difícil conhecer a história das drogas ilegais, incluído aí o crack.(...)

O crack é justamente o resultado dessa filosofia de mercado: um produto mais barato, que pode ser produzido em cozinhas domésticas, a partir da pasta base, que nada mais é do que o entorpecente ainda em estado bruto e mais propício para o transporte em grandes quantidades. Qual a diferença mais importante entre o crack e a cocaína? Em vez de ser aspirado, o crack é fumado. Isso causa uma diferença essencial na forma com que a droga age em nosso organismo.

Aspirada, a cocaína percorre o nosso corpo de maneira difusa. Apenas parte da substância vai para o cérebro, onde começa a fazer efeito. Na prática, isso significa que o efeito da droga leva mais tempo para começar, demora mais para terminar e é mais ameno. Se a mesma dose do princípio ativo for consumida na forma de crack, o percurso no organismo será outro. Ao ser fumada, a droga entra pelo pulmão, um órgão muito vascularizado e com grande superfície de contato. De uma só vez, uma quantidade enorme entra na corrente sanguínea. Do pulmão, a substância será bombeada diretamente para o cérebro. O efeito começará mais rapidamente, durará menos tempo e será mais intenso. Por isso que acredita-se que o crack é tão viciante.

Essas informações ajudam a compreender um pouco melhor o crack. Contudo, não é a existência em si da droga que causa danos, mas o seu uso. Mais especificamente, o seu uso e as suas consequências. A diferença não é trivial, porque define, em última instância, a forma de lidar com o problema.(...)

POLÍTICAS PARA O CRACK
(...) A população carioca convive hoje com o novo termo “acolhimento compulsório”. Custa-nos compreendê-lo, pois nunca foi devidamente esclarecido. Note- se que o acolhimento compulsório refere-se apenas aos casos com menores de idade, pois, afirmam as autoridades, pode-se inferir que, já que esses meninos e meninas estão nas ruas fumando crack, a família não cuida deles. No caso de maiores de idade, é mais difícil restringir o direito constitucional de ir e vir de uma pessoa em pleno gozo dos seus direitos civis.

No dia 11 de abril de 2012, o jornal O Globo publicou uma grande matéria sobre o crack. O jornal pediu à Secretaria Municipal de Assistência Social que fizesse um “mapeamento informal” do problema. A expressão incomoda. Informalmente, o jornal informa haver cerca de 3.000 usuários e usuárias circulando pelas chamadas “cracolândias”, dos quais 20% seriam menores de idade. A objetividade desses dados é altamente questionável, mas vamos lá.

Segundo o jornal, seria o caso dizer que, no município do Rio de Janeiro, 20% das pessoas que usam crack poderiam ser incluídas na política de acolhimento compulsório. Uma vez “acolhidos”, os menores seriam encaminhados a abrigos e centros de tratamento. À primeira vista, pode parecer uma solução interessante, mas será mesmo assim? (...)

Se o objetivo é este, e esperemos que assim seja, parece boa ideia compreender as causas que levaram cidadãos e cidadãs brasileiros a dedicar parcela tão significativa de suas energias para alimentar a adição. Terá o consumo do crack competido com quais outras alternativas de engajamento social? Houve escolha possível entre esporte, cultura, educação, família acolhedora, de um lado, e o crack e o mercado ilícito, de outro?

A rigor, faltam ainda estudos para poder ser taxativo ao responder as perguntas acima. Há, contudo, alguns indícios do que anda ocorrendo.
Hoje, se observa na política da cidade do Rio de Janeiro com relação às drogas duas tendências. Em primeiro lugar, o impulso às UPPs. Em segundo lugar, as rondas da Secretaria Municipal de Assistência Social, que gerencia o tal acolhimento compulsório.

Sobre o primeiro caso, pragmaticamente, nos resta pressionar o governo e torcer pelo melhor. Essa política não deve ser revertida. (...) Críticas à ausência das secretarias de Esporte e Lazer, de projetos de educação e capacitação profissional e de maior articulação com a sociedade civil são pertinentes e necessárias. Devemos consertar o que já foi feito. Trocar o pneu com o carro em movimento.

Já no que se refere à atenção ao crack e, mais especificamente, a quem o consome, é preciso, sim, questionar o que os governos federal, estaduais e as prefeituras estão pensando para a solução desse imbróglio. Talvez seja uma boa ideia buscar o que tem sido feito em outras cidades mundo afora. Se tivermos de passar por experiências mal sucedidas, uma por uma, até encontrar aquela que satisfaça as demandas de uma sociedade democrática, alguém vai pagar um alto preço por isso. E não serão os políticos. (...)

E AS OUTRAS DROGAS?
Por fim, uma última questão é importante para nos aproximarmos de um sistema que dê atenção aos usuários e usuárias de drogas de forma mais humana e eficaz. Será mesmo que o crack deve ser o foco dos esforços do governo, centro da política pública no trato com as drogas? Ou será ele apenas mais uma das substâncias sobre as quais se deve trabalhar? Segundo dados do Sistema Único de Saúde, o SUS, o álcool é a droga que mais danos causa a nossa saúde. Proibi-lo não faz sentido ou não teria resultado, mas por que não se concebe um plano nacional para a consciência sobre o álcool?

Fazendo uma análise fria dos dados, a atenção quase exclusiva dedicada ao crack definitivamente não se justifica. O sistema de saúde precisa, sim, preparar-se melhor para acolher quem usa drogas. O problema não será resolvido por completo sem mudanças na legislação vigente e, principalmente, sem outro paradigma de políticas públicas para lidar com o problema. Esse deve ser o foco principal dos futuros debates.

quinta-feira, 14 de março de 2013

RETIRO QUARESMAL DO MFC - INSCRIÇÕES INICIADAS!

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ANIVERSARIANTE DO DIA - DANIELA DE FELIPE


ELEIÇÕES, RETIRO E ENA FORAM ASSUNTOS DA REUNIÃO NA SEDE DO MFC ALAGOAS

Fátima e James Medeiros
Casal Coordenador Estadual do MFC

A
 atual Coordenação Estadual do Movimento Familiar Cristão em Alagoas, James e Fátima Medeiros, anunciou durante reunião na noite da última terça-feira (12), com coordenadores e membros de Grupos de Base do MFC Maceió, a inscrição da chapa composta pelos mefecistas Gilson/Nana e Rainey/Anamaria, para disputar, respectivamente, o cargo de coordenador e vice-coordenador da Equipe Estadual Alagoas para o triênio 2013/2016. Gilson e Nana ocupam atualmente a tesouraria da ECE-AL e Rainey e Anamaria são os atuais vice-coordenadores da ECCi-Maceió.

Os membros do Movimento Familiar Cristão em Alagoas tinham até a última segunda-feira (11) para registrar a chapa perante a Comissão Eleitoral, apresentando a documentação exigida pelo Estatuto e Regimento vigente do Movimento Familiar Cristão.

ELEIÇÃO MFC MACEIÓ

A
s Coordenações da ECCi-Maceió e MFC-AL, decidiram pelo adiamento da Eleição para a escolha do Coordenador e Vice-Coordenador da Cidade de Maceió. Segundo as coordenações, o adiamento “por mais alguns dias” se deve ao fato de que nenhum candidato, oficialmente registrou chapa para disputar os cargos.

Extraoficialmente, existe o desejo do casal Péricles e Ula (Grupo Vida) de se lançarem candidatos ao cargo de Coordenador, mas em virtude da ausência do casal (que se encontra viajando) e a indefinição do nome do casal vice-coordenador, as coordenações da ECCi-Maceió e ECE-AL, após consultar os coordenadores e membros presentes na reunião da última terça-feira (12), se decidiu pela data de 03 de abril de 2013, das 15 às 21 horas, para realizar o pleito que acontecerá na Sede do MFC na Rua Araújo Bivar, 580 – Pajuçara.

Todos os membros que preencherem os requisitos exigidos pelo Estatuto e Regimento do MFC podem concorrer devendo os eleitos assumir seus mandatos em julho próximo, quando encerra o mandato da atual ECCi.

Nos próximos dias a ECCi-MACEIÓ divulgará um Ato Convocatório estabelecendo a nova data para as eleições de coordenador e vice da Equipe de Coordenação de Cidade do MFC em Maceió para o triênio 2013/2016.

RETIRO QUARESMAL DO MFC

J
á estão abertas as inscrições para o RETIRO QUARESMAL DO MFC que acontece de 22 a 24 de março de 2013 no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro. Os interessados em participar devem entrar em contato com Tião/Suely através dos telefones 9321-4471 e 9972-3248.

Para organizar liturgicamente o Retiro, as Equipes de Cidade e Estado, formaram um Grupo composto pelos mefecistas Gastão e Eluza, Rivoldo e Luciana, Fernando e Luciana Fon, Júlio e Sônia, Lúcio e Cacilda.

O Retiro está sendo preparado para acolher 100 (cem) pessoas, integrante do MFC, que chegarão a partir das 18 horas da sexta-feira (22) e sairão após o almoço do Domingo de Ramos (24).

Os participantes viverão o tempo sagrado da Quaresma, de preparação para a Páscoa, a maior festa do cristianismo. Esse tempo litúrgico, que se constitui numa grande graça de Deus, convida-nos à conversão, à mudança de mentalidade e de atitudes, a fim de que possamos celebrar dignamente os mistérios da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Na programação do evento haverá via-sacra, palestras direcionadas ao tempo quaresmal, orações e reflexões próprias para o evento.

Confirmada palestras da Irmã Sandra, Padre Manoel Henrique, Eduardo e Ismari – Casal Coordenador Nacional do MFC, Antonio Carlos e Ângela – Casal Vice-Coordenador Nacional do MFC. Outros palestrantes foram convidados, estando à coordenação do Retiro aguardando a confirmação da presença.

Para cobrir parte das despesas com a hospedagem, alimentação e material, será cobrado a importância de R$ 50,00 (cinquenta reais) por pessoa. As inscrições serão limitadas a 100 (cem) pessoas, podendo participar casais ou individualmente.

Lembrem-se: O nosso grande anseio é por vida nova. E a ressurreição de Jesus veio trazer essa vida. Por isso, empenhemo-nos em viver o RETIRO QUARESMAL DO MFC de modo intenso, a fim de que a celebração da Páscoa traga a cada um e a todos os participantes a esperança de uma nova vida e de uma nova sociedade, marcadas pelos valores do Evangelho. Que a Quaresma motive à conversão de nossos corações, bem como das estruturas sociais, para que possamos celebrar as alegrias da Páscoa de Cristo, que morreu e ressuscitou para que todos tenham vida em plenitude.

ENA – ENCONTRO NACIONAL
  

O
 ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO é um evento realizado a cada três anos e reúne integrantes do MFC de todo Brasil, para uma semana de estudos e reflexões sobre as ações do MFC enquanto movimento de igreja.

Este ano o ENA acontecerá no período de 6 a 12 de julho, na cidade baiana de Vitória da Conquista, com a participação de aproximadamente 500 (quinhentos) mefecistas de todas as regiões do Brasil. As vagas de Alagoas são 25 (vinte e cinco) e as inscrições terminam, impreterivelmente no próximo dia 31 de março.

A Equipe de Coordenação da Cidade de Maceió decidiu pagar a inscrição dos participantes maceioenses no 18º ENA e trabalha em conjunto com a Coordenação Estadual para viabilizar o meio de transporte, já estando mantendo contato com empresas de transportes/turismo para o aluguel de ônibus/micro-ônibus com ar refrigerado para transportar os participantes do ENA.

Os membros ativos e em dia com a tesouraria do MFC MACEIÓ que desejarem participar do ENA já podem entrar em contato com Rita/Neto e/ou Suely/Tião.

A inscrição dá direito a participar do ENA, hospedagem e todas as alimentações. A quantidade de vagas é limitada.

terça-feira, 12 de março de 2013

REUNIÃO HOJE COM COORDENADORES E MEMBROS DOS GRUPOS DE BASE NA SEDE DO MFC



A
s Equipes de Coordenação Estadual e da Cidade de Maceió estarão reunidas nesta terça-feira (12), às 19h30min, na Sede do MFC, na Rua Araújo Bivar, 580 – Pajuçara, com Coordenadores de Grupos de Bases e todos os mefecistas comprometidos com a caminhada, para definir os últimos detalhes das ELEIÇÕES DO MFC 2013, marcada para o próximo sábado (16), quando serão eleitos os coordenadores e vice-coordenadores para a Gestão 2013/2016.

De acordo com o Estatuto do MFC, os candidatos tiveram até ontem (segunda-feira - 11 de março) para registrar suas chapas perante a Comissão Eleitoral,  cujos pleitos forão instruídos com: requerimento ao Presidente da Comissão Eleitoral, indicação dos nomes dos candidatos para os cargos de Coordenador e Vice-Coordenador; indicação da Equipe de Base (EB/Grupo) a que pertencerem, e comprovante de quitação com a Tesouraria, até o mês da eleição, cujos documentos serão analisados e declarados habilitados, até setenta e duas (72) horas antes do inicio estabelecido pelo Ato Convocatório para iniciar a votação.

Ainda segundo o Estatuto do MFC, somente poderá votar e ser votado, os membros que possuírem dois anos de caminhada no MFC e estiver em dia com a Tesouraria, até o mês da eleição (março/2013).

As coordenações de Cidade e Estado anunciarão nesta reunião a(s) chapa(s) inscrita(s) para concorrer(em) aos cargos.

RETIRO QUARESMAL DO MFC

O
utro assunto que será discutido com os Coordenadores de Grupos de Base e todos os mefecistas comprometidos com a caminhada será o RETIRO QUARESMAL DO MFC, que acontecerá de 22 a 24 de março, no Rancho Pé de Pinhão - em Marechal Deodoro-AL.

A organização litúrgica do RETIRO QUARESMAL DO MFC formada pelos casais Gastão e Eluza, Rivoldo e Luciana, Fernando e Luciana Fon, Júlio e Sônia, Lúcio e Cacilda, pretende proporcionar aos participantes do Retiro, viverem o tempo sagrado da Quaresma, de preparação para a Páscoa, a maior festa do cristianismo. Esse tempo litúrgico, que se constitui numa grande graça de Deus, convida-nos à conversão, à mudança de mentalidade e de atitudes, a fim de que possamos celebrar dignamente os mistérios da morte e ressurreição de Jesus Cristo.


ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MFC



O
 ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que este ano acontecerá de 6 a 12 de julho, em Vitória da Conquista - Bahia, será discutido com os presentes a participação da delegação alagoana no evento que reunirá membros do MFC de todo o Brasil.

segunda-feira, 11 de março de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 313



QUE TIPO DE PAPA?
AS TENSÕES INTERNAS DA IGREJA ATUAL
Leonardo Boff

Leonardo Boff
Não me proponho apresentar um balanço do pontificado de Bento XVI, coisa que foi feita com competência por outros. Para os leitores talvez seja mais interessante conhecer melhor uma tensão sempre viva dentro da Igreja e que marca o perfil de cada Papa.
 
A
 questão central é esta: qual a posição e a missão da Igreja no mundo? Antecipamos dizendo que uma concepção equilibrada deve assentar-se sobre duas pilastras fundamentais: o Reino e o mundo. O Reino é a mensagem central de Jesus, sua utopia de uma revolução absoluta que reconcilia a criação consigo mesma e com Deus. O mundo é o lugar onde a Igreja realiza seu serviço ao Reino e onde ela mesma se constrói. Se pensarmos a Igreja demasiadamente ligada ao Reino, corre-se o risco de espiritualização e de idealismo. Se demasiadamente próxima do mudo, incorre-se na tentação da mundanização e da politização. Importa saber articular Reino-Mundo-Igreja. Ela pertence ao Reino e também ao mundo. Possui uma dimensão histórica com suas contradições e outra transcendente.

Como viver esta tensão dentro do mundo e da história? Apresentam-se dois modelos diferentes e, por vezes, conflitantes: o do testemunho e o do diálogo. O modelo do testemunho afirma com convicção: temos o depósito da fé, dentro do qual estão todas as verdades necessárias para a salvação; temos os sacramentos que comunicam graça; temos uma moral bem definida; temos a certeza de que a Igreja Católica é a Igreja de Cristo, a única verdadeira; temos o Papa que goza de infalibilidade em questões de fé e moral; temos uma hierarquia que governa o povo fiel; e temos a promessa de assistência permanente do Espírito Santo. Isto tem que ser testemunhado face a um mundo que não sabe para onde vai e que por si mesmo jamais alcançará a salvação. Ele terá que passar pela mediação da Igreja, sem a qual não há salvação.

Os cristãos deste modelo, desde Papas até os simples fiéis, se sentem imbuídos de uma missão salvadora única. Nisso são fundamentalistas e pouco dados ao diálogo. Para que dialogar? Já temos tudo. O diálogo é para facilitar a conversão e é um gesto de civilidade. O modelo do diálogo parte de outros pressupostos: O Reino é maior que a Igreja e conhece também uma realização secular, sempre onde há verdade, amor e justiça; o Cristo ressuscitado possui dimensões cósmicas e empurra a evolução para um fim bom; o Espírito está sempre presente na história e nas pessoas do bem; Ele chega antes do missionário, pois estava nos povos na forma de solidariedade, amor e compaixão. Deus nunca abandonou os seus e a todos oferece chance de salvação, pois os tirou de seu coração para um dia vive rem felizes no Reino dos libertos. A missão da Igreja é ser sinal desta história de Deus dentro da história humana e também um instrumento de sua implementação junto com outros caminhos espirituais. Se a realidade tanto religiosa quanto secular está empapada de Deus devemos todos dialogar: trocar, aprender uns dos outros e tornar a caminhada humana rumo à promessa feliz, mais fácil e mais segura.

O primeiro modelo do testemunho é da Igreja da tradição, que promoveu as missões na África, na Ásia e na América latina, sendo até cúmplice em nome do testemunho da dizimação e dominação de muitos povos originários, africanos e asiáticos. Era o modelo do Papa João Paulo II que corria o mundo, empunhando a cruz como testemunho de que ai vinha a salvação. Era o modelo, mais radicalizado ainda, de Bento XVI que negou o título de "Igreja" às igrejas evangélicas, ofendendo-as duramente; atacou diretamente a modernidade pois a via negativamente como relativista e secularista. Logicamente não lhe negou todos os valores, mas via neles como fonte a fé cristã. Reduziu a Igreja a uma ilha isolada ou a uma fortaleza, cercada de inimigos por todos os lados contra os quais importa se defender.

O modelo do diálogo é o do Concílio Vaticano II, de Paulo VI e de Medellín e Puebla na América Latina. Viam o cristianismo não como um depósito, sistema fechado com o risco de ficar fossilizado, mas como uma fonte de águas vivas e cristalinas que podem ser canalizadas por muitos condutos culturais, um lugar de aprendizado mútuo porque todos são portadores do Espírito Criador e da essência do sonho de Jesus.

O primeiro modelo, do testemunho, assustou a muitos cristãos que se sentiam infantilizados e desvalorizados em seus saberes profissionais; não sentiam mais a Igreja como um lar espiritual e, desconsolados, se afastavam da instituição, mas não do Cristianismo como valor e utopia generosa de Jesus.

O segundo modelo, do diálogo, aproximou a muitos pois se sentiam em casa, ajudando a construir uma Igreja-aprendiz e aberta ao diálogo com todos. O efeito era o sentimento de liberdade e de criatividade. Assim vale a pena ser cristão. Esse modelo do diálogo se faz urgente caso a instituição-Igreja quiser sair da crise em que se meteu e que atingiu seu ponto de honra: a moralidade e a espiritualidade (os pedófilos, o roubo de documentos secretos e problemas graves de transparência no Banco do Vaticano).

Devemos discernir com inteligência o que atualmente melhor serve à mensagem cristã no interior de uma crise ecológica e social de gravíssimas consequências. O problema central não é a Igreja, mas o futuro da Mãe Terra, da vida e da nossa civilização. Como a Igreja ajuda nessa travessia? Só dialogando e somando forças com todos.
13 de fevereiro de 2013

AINDA A OPÇÃO PELOS POBRES
Helio Amorim – MFC/RJ
                                                                   
U
m desafio exigente: adesão à luta dos pobres e espoliados contra os mecanismos de exclusão que os condenam à desumanização. Assumir a causa dos excluídos e apostar tudo na construção de uma sociedade justa e solidária, em que haja equidade na distribuição da riqueza, com a superação do absurdo abismo que separam ricos e pobres, uma afronta intolerável ao projeto de Deus.

Jesus fez essa opção. Não há discursos e exegeses conciliadoras capazes de atenuar essa escolha conflitiva de Jesus pelos excluídos da sociedade de seu tempo. "Felizes vocês, pobres... Ai de vocês, ricos..." - é esse, na versão de Lucas, o discurso de Jesus sobre a Boa Nova que, segundo ele, é justamente anunciada aos pobres. Na verdade, esse discurso está longe de ser uma boa notícia ou evangelho, para os ricos. Se anunciamos que os oprimidos serão libertados da opressão, essa é uma boa notícia para eles, mas uma notícia preocupante para aqueles que os oprimem. Se lutamos para que aumente a sua fatia na partilha do bolo, estaremos avisando que vai diminuir a parte dos que o comiam sozinhos.

A lógica é irrefutável. O atendimento às reivindicações das classes mais pobres atinge os privilégios das classes favorecidas. Lutar por esse objetivo no interior da própria classe, nas associações, sindicatos, partidos e outras entidades formadas por pessoas, famílias ou grupos das classes médias, equivalerá a uma espécie de "traição de classe". Assim será interpretado por muitos. A rejeição é esperada. Este é o desafio.

Na associação de moradores, seria lutar pelo atendimento prioritário das necessidades da população favelada do bairro, mesmo em prejuízo das justas reivindicações dos demais moradores. Nos sindicatos patronais será defender até ou além do limite máximo, as propostas das classes trabalhadoras, com os argumentos claros e veementes de quem fez uma verdadeira opção pelos pobres. No exercício de funções públicas e na militância partidária, há de ser a promoção das mudanças estruturais que levem à equidade e à justiça, em benefício dos excluídos, conhecendo a inflexível matemática que indica os consequentes danos para as classes privilegiadas.

Talvez ir mais longe e colocar os talentos e recursos técnicos e intelectuais das classes médias a serviço dos movimentos de libertação que surgem das classes populares. Estas têm a força propulsora irresistível para exigir as transformações urgentes de estruturas sociais injustas. Nas classes médias estão muitos dos que serão capazes de ajudar na elaboração de novos projetos políticos, com o seu instrumental técnico e intelectual.

Esse pacto de classes, que estabelece uma relação intercultural funcional e eficaz, pode ser decisivo num processo de libertação, desde que os parceiros das classes privilegiadas não se arroguem o papel de condutores do processo, que cabe àqueles que lhe dão força e consistência. Cabe-lhes, sim, incentivar a organização dos setores populares, mas não lhes cabe conduzir essa organização. Deles se espera que ajudem a traduzir em formulações adequadas as autênticas aspirações das classes a que querem servir. A eles não se pede que elaborem ideologias de gabinete para as quais pretendam a adesão das classes populares, modalidade de ranço populista finalmente ultrapassada.

A atitude que se espera dos cristãos que deram esse passo é a de serviço desinteressado, talvez pouco gratificante para os que deles pudessem esperar certo prestígio pessoal que não afina com o espírito dessa opção.

Esses cristãos encarnam a versão de Mateus sobre o mesmo discurso de Jesus: "Felizes os pobres em espírito...", com que o evangelista inclui aqueles que não sendo pobres, aderiram à sua causa e, em muitos casos, deram a vida por ela.

FRASES
Santo Agostinho
O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.
O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres.
Não basta fazer coisas boas – é preciso fazê-las bem.
A angústia de ter perdido, não supera a alegria de ter um dia possuído.
Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.
A medida do amor é amar sem medida.
Dois homens olharam através das grades da prisão; um viu a lama, o outro as estrelas.
Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.
O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.
O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.

domingo, 10 de março de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA - UELINTON DE MARISA


HOJE, 179ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITURGIA DO 4º DOMINGO DA QUARESMA - 10/03/2013


    

4º DOMINGO DA QUARESMA


PRIMEIRA LEITURA (Js 5,9a.10-12)

Livro de Josué:
Naqueles dias, 9ao Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”.

10Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó.

11No dia seguinte à Páscoa, comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia.

12O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 33)

— Provai e vede quão suave é o Senhor!
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!
— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.
— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.

SEGUNDA LEITURA (2Cor 5,17-21)

Segunda Carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios:
Irmãos: 17Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. 18E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação.

19Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação.

20Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus.

21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 15,1-3.11-32)

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.

13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.

15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.

17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.

20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.

21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.

27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.

28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.

31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“QUARESMA, CAMINHO DE CONVERSÃO”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

QUÃO SUAVE É O SENHOR
Este 4º domingo tem uma nota de alegria que anuncia a festa que se aproxima e para a qual caminhamos, a Páscoa. A Quaresma não é um fim em si. Ela lembra o tempo sofrido do deserto e nos mostra a alegria de viver na terra definitiva que é o Reino de Deus para o qual Jesus nos salvou. No meio da Quaresma podemos já entrar no coração do Pai e compreender todo o mistério da salvação que Jesus nos mostra com tanta simplicidade nesta parábola de beleza incomparável. Para explicar os mistérios de Deus gastamos muitas palavras. Jesus contava uma historinha. Jesus veio para todos. Por isso acolhia os pecadores e se fazia igual a eles ao participar de suas refeições. Isso provocava a ira dos fariseus, pois eram seletivos. Jesus mostra a bondade do pai que acolhe o filho de volta para casa e lhe restitui todos os bens familiares perdidos, dos quais o mais precioso era o amor do pai. A figura do irmão, que nunca fez nada de errado, é o exemplo dos fariseus que se consideravam perfeitos. Jesus mostra que o irmão deve receber o irmão como o pai recebe o filho. O pai diz: “Este teu filho”, o Pai retruca: “Este teu irmão” e lhe devolve a fraternidade. Este evangelho é também o grande convite a todos que pensam que não têm solução ou procuram soluções longe do coração bondoso do Pai. É também um convite a não fazermos de Deus um vingador severo que pune até à quarta geração. Às vezes apelamos a um Deus severo que castigue os outros, mas feche os olhos aos nossos pecados que não são pequenos. Esta parábola deveria nos ajudar a mudar os planos de pastoral de nossas paróquias e dioceses. Estamos fugindo do coração do Pai e nos preocupamos com aquilo que não incomoda. Os prediletos de Jesus estão fora de nossos planos. Nossa missão é mostrar quão suave e bom é nosso Pai.

PÁSCOA É DOM E COMPROMISSO
Ao entrarem na terra prometida, depois de 40 anos de deserto e dos milagres que sustentaram a vida do povo, o maná parou de cair do céu e comeram os frutos da terra (Js 5,11-12). Não vivemos de milagres, mas fazemos os milagres da reconciliação com nossas mãos. A lei agora é o coração do Pai que nos deu o Filho para nossa redenção. A grande obra do cristão é transformar o mundo a partir de uma justa compreensão de Deus como Pai que acolhe a todos. É a renovação, pois “quem está em Cristo é uma nova criatura. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo... Ele nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,11-12). Não somos como o irmão mais velho que faz da vida da família de Deus um clube seleto onde o frágil e o derrotado não têm espaço.

COM O CORAÇÃO DO PAI
A Quaresma é sempre um convite à conversão, a uma penitência e a uma vida nova que vamos celebrar na Páscoa com a Vida de Jesus Ressuscitado. Ser nova criatura é ter um modo novo de viver. Infelizmente temos dificuldades de ver a dimensão humana que a vida de Jesus nos trouxe. A fé não é intimista. Temos que viver e pensar como Ele viveu e pensou. Temos a mesma mente dos fariseus: Religião é uma pureza pessoal, exterior sem a abertura de coração que o Pai demonstrou dando-nos Jesus para que seu amor fosse total a todos. Rezamos na oração pós-comunhão: “Iluminai nossos corações com o esplendor da vossa graça para pensarmos sempre o que vos agrada e amar-vos de todo o coração”. Viver como filho que reconhece o amor que o Pai tem por ele.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, que, por vosso Filho, realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS