sexta-feira, 29 de março de 2013
O BOM RETIRO
O BOM RETIRO
Gastão Florêncio de Miranda
Grupo Caná da Galileia – MFC Maceió
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N
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ão é sempre que acontece de se ter a presença
de Jesus em nosso meio, somos treinados a pronunciar “Ele está no meio de nós”, mas é instintivo o que dizemos e sempre
é evasiva tal declaração. Para mudar esse nosso proceder é preciso estar
disposto a participar de momentos onde Cristo estará ouvindo o seu clamor e
derramando bênçãos e perdoando pecados, alimentando o espírito na caminhada da
fé repleta de fraternidade e Amor.
Testemunhamos no Retiro Quaresmal promovido
pelo MFC nos dias 22, 23 e 24/03/2013, a presença de Jesus. Muitos membros do
MFC se fizeram presente, alguns satisfeitos pelo convite outros cheios de
interrogação. Porém, o retiro foi emocionante: os ensinamentos, as palestras,
as dinâmicas, as orações, o lava-pés, a adoração a Jesus Sacramentado, a Santa Missa,
tudo foi realizado com amor e perfeição, porque Jesus estava presente e emitia
sinais, parecia com aquela expressão popular “OI, EU SOU JESUS E ESTOU AQUI”.
A presença do Salvador foi notada por todos
que tomados pelo forte aconchego espiritual participavam com fervor dos
ensinamentos. O lava-pés foi preparado, e, todos se aproximaram; conduzido pelo
sacerdote, Padre Manoel Henrique. O rito do lav-pés, com a presença de uma
mulher entre os discípulos foi necessário e providencial, esse momento foi
conduzido não pelo sacerdote, mas, por Jesus, que se abaixava em frente a cada
um e com plena humildade demonstrava o seu amor para com todos e, logo após
disse fazei isto um para com os outros.
A Emoção tomou conta de todo o momento e
alguns choraram. A grandeza do gesto envolveu todos. Palestrantes ouvintes e
até o sacerdote externou os seus sentimentos diante de Jesus e seus
ensinamentos.
Rivoldo inquieto com as velas e lamparinas
apagadas pelo vento na hora da adoração, até que em certo momento o Beto falou:
“como explicar a lâmpada acendeu sozinha”,
e tudo ficou claro.
Durante esses três dias a fraternidade foi
destacada nos gestos de acolhimento dos casais Beto e Marly, Neto e Rita, que
como Marta, tudo fizeram para o conforto e bem estar de todos, enquanto que nós,
os participantes, ficamos com a melhor parte.
Ao término do retiro ficou para os
participantes a vontade de fazer uma tenda para Jesus e uma para cada
participante. Mas Jesus nos adverte não é aqui que devemos ficar, mas, nas
comunidades testemunhando o evangelho.
Então, VIVA
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
quinta-feira, 28 de março de 2013
INSCRIÇÕES PARA O 18º ENA ENCERRA-SE DIA 31 DE MARÇO
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ncerra-se no próximo domingo – 31 de março de 2013, as inscrições para participar do 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO que acontecerá de 6 a 12 de julho do corrente ano em Vitória da Conquista – Bahia.
O processo é totalmente on-line e realizado no Site do MFC VITÓRIA DA CONQUISTA - www.mfcconquista.org onde o internauta encontrará um questionário com perguntas e respostas sobre o ENA, uma espécie de tira-dúvidas que ajudará a todos no processo de inscrição, visando o esclarecimento de alguns pontos importantes.
Com a criação do formulário digital, de fácil entendimento e autoexplicativo, o interessado fará o preenchimento e aguardará a validação de sua inscrição pelo coordenador de seu estado.
Todo mefecista poderá acompanhar tudo que acontece no 18º ENA, bastando somente que se cadastre no newsletter disponível no Site, um tipo de comunicação que divulgará semanalmente por e-mail, informações sobre as principais ocorrências do evento. Para realizar o cadastramento o interessado deverá incluir apenas seu nome e e-mail no site do MFC CONQUISTA.
OFICINAS
Os participantes do 18º ENA, ao se inscreverem on-line, terão que optar pela oficina que deseja participar, é oferecido 11 diferentes opções de oficinas, o participante deverá se inscrever em duas opções, para participar de uma.
CONFIRA A LISTA DE OFICINAS QUE ACONTECERÃO NO
18º ENA EM VITÓRIA DA CONQUISTA – BAHIA
Nucleação e Caminhada dos Jovens;
Vivência e experiência da nucleação no MFC no Brasil;
Religiosidade e espiritualidade;
Resgatando vida – experiência para o tratamento da sobriedade;
Envelhecimento e sexualidade, vivência do tempo e relacionamento afetivo;
Consumismo e sustentabilidade: como trabalhar a preservação do meio ambiente no MFC;
Conjugalidade e parentalidade, desafios para as famílias hoje (marido e mulher, pais e filhos);
Formação nas equipes-base: Reuniões e Temários, Fato e Razão;
Projetos sociais e de formação: como organizar;
Papel dos leigos e leigas na sociedade e na Igreja instituição;
Vivências em grupos para a formação de novas lideranças.
quarta-feira, 27 de março de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 315
HORIZONTES DA RELIGIÃO
EDUARDO HOORNAERT
TEÓLOGO, HISTORIADOR, ESCRITOR
| Eduardo Hoornaert |
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ostaria de delinear aqui, de forma muito abreviada, alguns horizontes que condicionam nossa visão da religião. Não enxergar esses horizontes é correr o perigo de cometer erros graves de interpretação em termos de análise da religião.
São cinco pontos.
1. Religião não é conhecimento. Para nossos antepassados, religião significava conhecimento. No largo período entre os anos 2000 aC e 1000 dC (entre o antigo império egípcio e a expansão do islã), em todo o âmbito da África do norte, do oriente médio e da Europa do sul, o culto a Deus era tido como ‘ciência’. Tudo era interpretado por meio de imagens religiosas como caos e cosmos, criação e fim de mundo, céu e inferno, bem e mal, virtude e pecado, salvação e condenação, deus e satanás, vida e morte. Só a partir do ano mil da era cristã a compreensão da religião e dos textos religiosos começa a mudar. Há uma lenta e progressiva secularização da vida e do conhecimento que desemboca nos tempos em que vivemos.
2. Religião não é representação Quando se fala em religião, a primeira coisa que costuma vir à mente é sua representação. Pensamos em religião protestante, islâmica, espírita, católica, hindu, budista, embora muitos já percebam que religião não é o mesmo que doutrina, moral ou dogma. Instâncias que organizam a vida religiosa não devem ser confundidas com a religião em si. O dogma, por exemplo, expressa o consenso estabelecido entre participantes de uma determinada assembleia em torno de um ponto controvertido. Pertence, portanto, ao registro da representação política. O mesmo se diga da celebração religiosa. Em si, a celebração não é um ato religioso, se por religião se entende aquilo que passa na intimidade da pessoa (fascínio, emoção, sonho, encanto). Há como celebrar cerimônias religiosas com dignidade, sem que as pessoas envolvidas estejam necessariamente imbuídas de sentimentos religiosos.
3. Religião tem a ver com sistema neural. A religião pertence ao ser íntimo da pessoa. Jorra da mesma fonte que produz música, poesia e arte. Há neurocientistas que afirmam que a própria constituição de nosso corpo explica as persistentes tendências religiosas que observamos ao longo da história da humanidade. A religião seria a expressão de uma capacidade específica do ser humano, que consistiria na capacidade de ‘sentir’ a presença de algo que não se manifesta diretamente aos cinco sentidos, mas - de uma ou outra forma - se ‘revela’. Algo como pressentir, no tremular do capim, a possível presença de uma cobra. A cobra se ‘revela’ por sinais quase imperceptíveis. Da mesma forma, Deus se nos ‘revela’ e nos fornece uma explicação plausível para o emaranhado de eventos que defrontamos na vida. Em suma, a capacidade de descobrir alguma ‘revelação’ nas coisas ou nos acontecimentos e de costurar esses eventos ‘revelados’ em enredo coeso constituiria o que chamamos religião. Vale a pena acompanhar o que um neurocientista como Antônio Damásio tem a dizer sobre esse assunto, especialmente quando escreve sobre o ‘cérebro sensível’ (the feeling brain) e que ‘o cérebro cria o homem’.
4. Religião não serve para explicar as coisas. O discurso religioso não profere afirmações de cunho cognitivo nem emite opiniões. Não diz a verdade nem erra, se por verdade e erro entendemos coisas relacionadas à cognição. Só erra (ou acerta) quem emite opinião. O discurso religioso não tem opinião a defender, pois não descreve ocorrências nem define objetos. Sua função consiste em expressar sentimentos, dinamizar ações, oferecer segurança, ativar esperança, abrir horizontes. No momento em que se quer saber qual o conteúdo cognitivo de determinadas terminologias religiosas (como encarnação, aparição, ressurreição, ascensão, céu, inferno, milagre, salvação), elas perdem seu sentido. Pois a religião não serve para explicar as coisas, ela nos transporta para além do universo da cognição e nos introduz no universo propriamente humano da ação e revelação (no sentido acima indicado), do desejo, da esperança, do compromisso. A religião não é nem indicativa, nem afirmativa, nem informativa. Quando alguém diz ‘tenho fé em Deus’, ele não está se referindo a uma ocorrência, mas a uma ‘revelação’. Ele está em busca de um sentido para a vida. Por isso mesmo, quem diz ‘não penso em Deus’, não diz o contrário de quem diz: ‘tenho fé em Deus’. Apenas sente as coisas de maneira diferente. Quem diz ‘depois de minha morte, serei julgado por Deus’ não contradiz aquele que diz ‘eu não penso no último juízo’. Pois aqui não se trata de opiniões, mas de sentimentos. É por isso que religião não se discute. Como não respeitar quem beija a foto de um ser querido, manda celebrar uma missa por seu pai falecido ou pede a absolvição dos pecados antes de morrer? Ateísmo e religião não são teorias rivais, são sentimentos diferentes.
5. Finalmente: não conhecemos a Deus. Somos herdeiros de uma longa tradição bíblica, o que nos pode dar a impressão que ‘conhecemos a Deus’. Mas, já no século XVII, o filósofo Spinoza (1633-1677) nos mostrou os perigos dessa pretensão. Ele lembra que, embora todos os teólogos digam que Deus é mistério e que esse mistério não é desvendado pela bíblia, houve sempre tentativas para descobrir vestígios de Deus nos relatos bíblicos. Finalmente chegou-se à conclusão que esses pretensos relatos são na realidade obras literárias, com tudo que isso implica. Aos poucos, por meio de estudos pormenorizados, os pretensos relatos bíblicos, do livro êxodo, por exemplo, vão sendo despojados de sua base histórica. Até hoje nenhum documento ou monumento do Egito antigo encontrado por arqueólogos ou filólogos atesta a presença de hebreus em suas terras. Não foi encontrada em torno de Jericó a muralha mencionada no livro de Josué, apesar de exaustivas escavações. A descrição topográfica de Jerusalém feita nos textos bíblicos referentes aos reinados de Davi e Salomão não encontra nenhuma verificação arqueológica. Não se consegue descobrir em torno do monte Sinai nenhum resto (em cerâmica, por exemplo) da passagem de um importante agrupamento de pessoas por aqueles desertos, apesar do impressionante relato bíblico da permanência dos hebreus com Moisés ao pé do monte. Os caminhos da arqueologia e da bíblia levam para horizontes diferentes. Arqueologia é ciência e bíblia é literatura. Spinoza tira a conclusão que se impõe: não é sensato falar em ‘verdade’ quando se fala em Deus, pois este só se aproxima de nós em forma de imagens e comparações. O caminho para Deus passa por imaginações e afetos. Nós, seres humanos, não temos capacidade de conhecer a Deus, somos pequenos demais. Andando na superfície de um minúsculo planeta que gira em torno de uma estrela de quinta categoria, nem conseguimos tomar consciência da imensidão em que vivemos mergulhados ao longo de nossas breves vidas. Apesar de sua curiosidade incansável, de sua viva inteligência e dos enormes progressos intelectuais e materiais, o homem não avançou praticamente nada, em termos da compreensão de Deus, desde os tempos em que foi redigida a epopeia de Gilgamesh (2000 anos aC). Ele só consegue captar algo sobre Deus por meio de uma imaginação precária e incerta. Infelizmente, a filosofia religiosa de Spinoza ainda é pouco conhecida e insuficientemente valorizada entre nós.
FRASES DE CHARLIE CHAPLIN
(CARLITOS)
"A fé desempenha em nossa vida um papel mais importante do que supomos, e é o que nos permite fazer mais do que pretendemos. Creio que aí está o elemento precursor de nossas ideias. Sem a fé não se teriam elaborado jamais hipóteses e teorias, nem se teriam inventado as ciências ou as matemáticas. Estou convencido de que a fé é um prolongamento do espírito: negar a fé é condenar-se e condenar o espírito que engendra todas as forças criadoras de que dispomos."
"Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca em nível mais alto do que o de qualquer político."
"A juventude constitui um extraordinário fator de otimismo, pois ela sente por instinto que a adversidade é apenas transitória, e que a desgraça permanente é tão pouco viável quanto o caminho estreito e reto da virtude."
"Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olha para trás... mas vai em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te."
terça-feira, 26 de março de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
CONCLUÍDO O RETIRO QUARESMAL DO MFC
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| Participantes do Retiro Quaresmal do MFC |
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O
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Movimento Familiar Cristão em Alagoas e a
Equipe de Coordenação de Cidade de Maceió, concluíram na tarde deste domingo
(24), no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro, o RETIRO QUARESMAL DO MFC,
com palestras, orações e reflexões próprias para o momento que antecede a Semana
Santa.
O
evento iniciou-se às 18 horas da sexta-feira (22), com a recepção e acomodações
dos participantes nos dormitórios. Em seguida todos participaram do Santo Terço,
seguido do jantar. Logo após, a coordenação do evento informou as regras e as
informações necessárias para o aproveitamento total do final de semana. Ainda
na sexta-feira, houve o momento da Via-Sacra e a noite foi concluída com uma
reflexão com Toinho e Neném (MFC Maceió).
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| Ismari e Eduardo - MFC Curitiba/PR |
No
sábado (23), os participantes despertaram às 6 horas e às 7 horas foi servido o
café da manhã. Às 8 horas, o casal Eduardo e Ismari (MFC Curitiba) proferiu a
palestra “QUARESMA, VALORES, JESUS CRISTO COMO MODELO”. Em seguida aconteceu um
momento de motivação com o testemunho de vida do casal Vamberto e Marly.
Ainda
na manhã do sábado, após o lanche, aconteceu à palestra do Cônego João Neto
(Pároco do Aldebaran), que falou sobre o momento quaresmal e a participação do
cristão. Antes de ser servido o almoço, aconteceu uma dinâmica com os casais
Rivoldo/Luciana e Lúcio/Cacilda com o tema: “COMO VIVENCIAMOS VALORES:
(ACEITAÇÃO, COMPREENSÃO, LEALDADE, HONESTIDADE, ORDEM, PRUDÊNCIA, LIBERDADE,...)”.
À
tarde do sábado iniciou-se com os palestrantes Eduardo e Ismari e Antônio
Carlos e Ângela (MFC Curitiba) falando sobre os “VALORES, PAPEL QUE
OCUPO/EXERÇO NO MEIO - SOCIEDADE, IGREJA, FAMÍLIA”. À tarde foi concluída com
momento de louvor, motivação e o Santo Terço.
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| Ângela e Antônio Carlos - MFC Curitiba/PR |
Após
o jantar, os participantes participaram do momento litúrgico com o Padre Manoel
Henrique de Melo Santana (assessor eclesiástico), com a benção da água, benção
e procissão de Ramos, lava-pés, fração do pão, exposição e adoração ao Santíssimo.
No
domingo (24), o despertar foi às 7 horas, com o café da manhã servido às 8
horas. Às 9 horas, o Padre Manoel Henrique falou sobre “ESPIRITUALIDADE DA
SEMANA SANTA”, um momento muito rico em informações para todos que participaram
do RETIRO QUARESMAL DO MFC.
A
manhã do domingo teve continuidade com uma palestra do casal Antônio Carlos e
Ângela (MFC Curitiba) que falaram sobre “VALORES HUMANOS E CRISTÃOS”. Em
seguida aconteceu a Santa Missa do “DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR”,
celebrada pelo Padre Manoel Henrique de Melo Santana. O evento foi encerrado
com um delicioso almoço.
Participaram
55 membros dos diversos Grupos de Base do Movimento Familiar Cristão de Maceió
e Murici, que saíram maravilhados com o momento proporcionado pelas
coordenações do MFC ALAGOAS e MFC MACEIÓ, que se uniram na realização do RETIRO
QUARESMAL DO MFC, que já deixa saudades e todos na expectativa que as futuras
administrações de Cidade e Estado deem continuidade a esse maravilhoso evento,
que proporcionou aos participantes, momentos de muita espiritualidade, conhecimento,
reflexões e orações, num ambiente maravilhoso, que proporcionou muita paz
àqueles que participaram do RETIRO QUARESMAL DO MFC.
domingo, 24 de março de 2013
LITURGIA DO DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR - 24/03/2013
DOMINGO DE
RAMOS E DA PAIXÃO
DO SENHOR
PRIMEIRA
LEITURA (Is 50,4-7)
Livro do Profeta
Isaías:
4O Senhor Deus deu-me
língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa
abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção
como um discípulo.
5O Senhor abriu-me os
ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para
me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de
bofetões e cusparadas.
7Mas o Senhor Deus é meu
auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível
como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 21)
— Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonastes?
— Riem de mim todos aqueles que me veem,/
torcem os lábios e sacodem a cabeça:/ “Ao Senhor se confiou, ele o liberte/ e
agora o salve, se é verdade que ele o ama!”
— Cães numerosos me rodeiam furiosos,/ e
por um bando de malvados fui cercado./ Transpassaram minhas mãos e os meus pés/
e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas
vestes/ e sorteiam entre si a minha túnica./ Vós, porém, ó meu Senhor, não
fiqueis longe,/ ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos/
e no meio da assembleia hei de louvar-vos!/ Vós, que temeis ao Senhor Deus,
dai-lhe louvores,/ glorificai-o, descendentes de Jacó,/ e respeitai-o, toda a
raça de Israel!
SEGUNDA
LEITURA (Fl 2,6-11)
Carta de São Paulo
apóstolo aos Filipenses:
6Jesus Cristo, existindo
em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a
si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens.
Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o
exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
10Assim, ao nome de
Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame:
“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Lc 23,1-49)
Leitor 1: Paixão de Nosso Senhor Jesus
Cristo † segundo Lucas.
Naquele tempo, 1toda a multidão se
levantou e levou Jesus a Pilatos. 2Começaram então a
acusá-lo, dizendo:
Ass.: “Achamos este homem fazendo
subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser
ele mesmo Cristo, o Rei”.
Leitor 1: 3Pilatos o interrogou:
Leitor 2: “Tu és o rei dos judeus?”
Leitor 1: Jesus respondeu, declarando:
Pres.: “Tu o dizes!”
Leitor 1: 4Então Pilatos disse aos
sumos sacerdotes e à multidão:
Leitor 2: “Não encontro neste homem
nenhum crime”.
Leitor 1: 5Eles, porém, insistiam:
Ass.: “Ele agita o povo, ensinando por
toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui”.
Leitor 1: 6Quando ouviu isto,
Pilatos perguntou:
Leitor 2: “Este homem é galileu?”
Leitor 1: 7Ao saber que Jesus
estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também
Herodes estava em Jerusalém naqueles dias. 8Herodes ficou muito
contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a
seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. 9Ele interrogou-o com
muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu.
10Os sumos sacerdotes e
os mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência. 11Herodes, com seus
soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa
vistosa e mandou-o de volta a Pilatos. 12Naquele dia Herodes e
Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.
13Então Pilatos convocou
os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse:
Leitor 2: 14“Vós me trouxestes este
homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de
vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; 15nem Herodes, pois o
mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. 16Portanto, vou
castigá-lo e o soltarei”.
Leitor 1: 18Toda a multidão começou
a gritar:
Ass.: “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!”
Leitor 1: 18Barrabás tinha sido
preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio. 20Pilatos falou outra vez
à multidão, pois queria libertar Jesus. 21Mas eles gritaram:
Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Leitor 1: 22E Pilatos falou pela
terceira vez:
Leitor 2: “Que mal fez este homem? Não
encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o
soltarei”.
Leitor 1: 23Eles, porém,
continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a
gritaria deles aumentava sempre mais. 24Então Pilatos decidiu
que fosse feito o que eles pediam. 25Soltou o homem que eles
queriam — aquele que fora preso por revolta e homicídio — e entregou Jesus à
vontade deles.
26Enquanto levavam Jesus,
pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz
para carregá-la atrás de Jesus. 27Seguia-o uma grande
multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. 28Jesus, porém, voltou-se
e disse:
Pres.: “Filhas de Jerusalém, não choreis
por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! 29Porque dias virão em
que se dirá: ‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que
nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. 30Então começarão a pedir
às montanhas: ‘Cai sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’ 31Porque, se fazem assim
com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”
Leitor 1: 32Levavam também outros
dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus. 33Quando chegaram ao
lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua
direita e outro à sua esquerda. 34Jesus dizia:
Pres.: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem
o que fazem!”
Leitor 1: Depois fizeram um sorteio,
repartindo entre si as roupas de Jesus. 35O povo permanecia lá,
olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:
Ass.: “A outros ele salvou. Salve-se a si
mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”
Leitor 1: 36Os soldados também
caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, 37e diziam:
Ass.: “Se és o rei dos judeus, salva-te a
ti mesmo!”
Leitor 1: 38Acima dele havia um
letreiro: “Este é o Rei dos Judeus”. 39Um dos malfeitores
crucificados o insultava, dizendo:
Leitor 3: “Tu não és o Cristo? Salva-te a
ti mesmo e a nós!”
Leitor 1: 40Mas o outro o
repreendeu, dizendo:
Leitor 4: “Nem sequer temes a Deus, tu
que sofres a mesma condenação? 41Para nós, é justo,
porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”.
Leitor 1: 42E acrescentou:
Leitor 4: “Jesus, lembra-te de mim,
quando entrares no teu reinado”.
Leitor 1: 43Jesus lhe respondeu:
Pres.: “Em verdade eu te digo: ainda hoje
estarás comigo no Paraíso”.
Leitor 1: 44Já era mais ou menos
meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde, 45pois o sol parou de
brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio, 46e Jesus deu um forte
grito:
Pres.: “Pai, em tuas mãos entrego o meu
espírito”.
Leitor 1: Dizendo isso, expirou.
(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma
pausa.)
Leitor 1: 47O oficial do exército
romano viu o que acontecera e glorificou a Deus, dizendo:
Leitor 5: “De fato! Este homem era
justo!”
Leitor 1: 48E as multidões, que
tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido e voltaram para
casa, batendo no peito. 49Todos os conhecidos de
Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram a
distância, olhando essas coisas.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
REFLEXÃO
Portal Deus
Conosco
UMA ESCOLA PARA NÓS
A celebração do Domingo de Ramos tem dois
momentos: O primeiro é a procissão jubilosa que lembra a entrada de Jesus em
Jerusalém sendo acolhido pelo povo. É o Rei que vem a sua cidade para dela
tomar posse. Preanuncia Sua definitiva glória na Jerusalém Celeste. Com esta
glorificação iniciamos as celebrações da Semana Santa, de modo particular do
Tríduo Sacro da Morte, Sepultura e Ressurreição do Senhor, celebrando com Ele a
Páscoa. No segundo momento, temos a Missa que já apresenta a temática da
Paixão. Nela contemplamos o Cristo em sua dor. Ele é o Servo sofredor que abre
os ouvidos para prestar atenção como discípulo (Is 50,4). Em todo Seu mistério
de Paixão não se sente humilhado, porque tem a confiança e a certeza que Deus
está com Ele, “pois ao Senhor se confiou” (Sl 22,9). E em suas últimas palavras
faz a declaração final de amor no total abandono: “Pai, em vossas mãos entrego
meu Espírito” (Lc 2,46). A lição da Paixão é a humildade. Cristo já o
demonstrou na atitude de lavar os pés dos discípulos na Ceia. Somente na chave
da humildade podemos entender o Mistério do sofrimento de Cristo e de sua
Ressurreição. Foi aí que o Pai o acolheu. Ele se fez escravo vencendo toda
vaidade e prepotência. O Cristo que foi humilhado ao extremo na cruz vence pela
glorificação. A morte pela cruz não é só sofrimento. É a maior prova pela qual
passou Jesus. Morrer na cruz significava a rejeição feita por Deus, pois diz a
Escritura: “Maldito (rejeitado por Deus) o que morre pelo madeiro da cruz”. Por
isso clama: “Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes” (Sl 22,1). É uma
escola para nossos momentos de desespero.
O UNIVERSO NÃO SE CALA
O universo geme como em dores de parto
(Rm 8,22). A natureza sofre, o homem e a mulher sofrem dores cruéis diante das
dificuldades da fome, sede, doença, violência e humilhações por parte dos
deuses do mundo. Mas o Universo não se cala. Jesus disse que se os discípulos
se calassem, as pedras gritariam (Lc 19,39-40). Estão unidos à dor de Cristo.
Há também os gritos de glorificação que surgem da natureza. Mesmo sofredores
sabem abrir o coração para Deus. O Universo, em sua beleza, é uma grandiosa
glorificação de Deus, pois Cristo participou da matéria que foi o seu corpo. Ao
acolher Cristo, o homem dá voz ao universo e louva, como as crianças em
Jerusalém. O Sangue de Cristo molhou a terra para fecundá-la e fazer germinar
um mundo novo.
DOMINGO DE RAMOS HOJE
Rezamos na bênção dos ramos pedindo para
“frutificar em boas obras”. Não nos desiludamos porque alcançamos o que
buscamos (Pós-Comunhão). Não podemos perder de vista a condição de humildade
que Cristo assumiu encarnando-se. É o caminho para viver hoje o mistério de
Jesus. O mundo só terá sua exaltação no dia que a humanidade compreender que é
necessário se abaixar e para servir os humilhados. Não basta, aos que têm fé,
crer e admirar o mistério, mas, “com humildade e retidão de espírito para
acolher o Verbo de Deus que se aproxima” (S. André de Creta). Sempre estamos
acolhendo Aquele que vem, como rezamos: Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana nas alturas! Vemos por outro lado a rejeição dos chefes do povo. Se eles
rejeitaram Jesus é porque rejeitavam o projeto de Deus para o povo e todo o
Universo. É o mesmo que acontece hoje pelo mundo que recusa o evangelho e a
Igreja que o anuncia. Este sacrifício da Cruz que nós celebramos na Eucaristia,
nos traz o perdão dos pecados. Por suas chagas fomos curados (Is 53,5).
ORAÇÃO
Deus eterno e
todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o
nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o
ensinamento da sua paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Amém!
Editado por
Jorge – MFC ALAGOAS
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