terça-feira, 2 de abril de 2013

DEFINIDA A CHAPA QUE VAI DISPUTAR AS ELEIÇÕES DO MFC MACEIÓ




O
 casal Péricles e Ula, membros do Grupo Vida, encabeça a chapa que vai disputar o cargo de coordenadores do MFC MACEIÓ nesta quarta-feira, 3 de abril. Integram a chapa para o triênio 2013/2016, o casal Jorge e Penha, membros do Grupo Caná da Galileia, como vice-coordenadores.

As atuais Coordenações de Estado e Cidade de Maceió apoiam a candidatura dos casais Péricles e Ula (Grupo Vida) e Jorge e Penha (Grupo Caná da Galileia), membros atuantes, com valorosos serviços prestados ao MFC nas esferas de Cidade, Estado, Regional Nordeste e também em âmbito nacional.

A eleição para coordenação e vice da Equipe Cidade de Maceió, acontece na Sede do MFC em Maceió, nesta quarta-feira - dia 3 de abril, das 14 às 21 horas, conforme Ato 02/2013, de 14 de março de 2013, assinado pela atual Coordenação de Cidade. Votam todos os membros que possuírem dois anos de caminhada no MFC e estiverem em dia com a Tesouraria.  

Esta será a segunda vez que acontece no MFC MACEIÓ uma eleição para coordenador e vice através do voto secreto, conforme estabelece o Estatuto e Regimento do Movimento Familiar Cristão.

Os candidatos tem como metas a aproximação entre a Equipe de Coordenação de Cidade e os Grupos de Base, visando estreitar o companheirismo e colaboração recíproca, fortalecendo o MFC e promovendo uma maior integração.

Se eleita, a futura coordenação pretende convocar os Grupos de Bases para que possamos ouvir suas necessidades e sugestões com o intuito de servir cada vez melhor o MFC.

CORREIO MFC BRASIL Nº 318



É TEMPO DE PÁSCOA
Extraído de profética mensagem de
José Lisboa Moreira de Oliveira
   
A
 Carta aos Colossenses afirma que a pessoa cristã já vive como ressuscitada e, como tal, é convidada a comprometer-se com ações que expressem o essencial dessa condição que é a prática do amor ao próximo (Cl 3,1-17).

Isso nos autoriza a dizer que a celebração da páscoa cristã, enquanto memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus, precisa ser traduzida em atos e gestos concretos de amor ao próximo, distintivo único e fundamental da identidade do discípulo e da discípula de Jesus (Jo 13,15).

Assim sendo, a celebração da Páscoa deve ser uma verdadeira primavera que expulse todo e qualquer mofo e frieza da Igreja e a faça pulsar de vitalidade e de acolhida da vida. Não cabe celebrar a Páscoa num contexto de rigidez e de falta de misericórdia, num ambiente em que as leis e as normas estão acima da vida das pessoas (Mc 3,1-5). Não haverá Páscoa de Jesus numa Igreja que condena e discrimina certos filhos e certas filhas de Deus; que reserva os bancos de seus templos para aqueles que se autoproclamam perfeitos e merecedores do céu. Além disso, a Páscoa deve ser a festa da libertação dos pobres e dos oprimidos. E não se trata apenas de uma falsa libertação "espiritual”, cuja recompensa é uma vida futura, programada para depois da morte. Trata-se, como nos mostra a experiência do Êxodo, de uma libertação a ser realizada aqui nesta terra. Uma libertação que inclui terra, casa, comida, emprego, saúde, escola etc. E para celebrar esta Páscoa os cristãos e as cristãs precisam, como Javé, ver a opressão, descer até o submundo dos pobres, sentir o cheiro da pobreza, tocar com os pés e as mãos os sofrimentos dos injustiçados e excluídos e permanecer comprometidos com as suas lutas por dias melhores (Ex 3,7-10).

*JOSÉ LISBOA MOREIRA DE OLIVEIRA. Filósofo. Doutor em teologia. Ex-assessor do Setor Vocações e Ministérios/CNBB. Ex-Presidente do Inst. de Past. Vocacional. É gestor e professor do Centro de Reflexão sobre Ética e Antropologia da Religião (CREAR) da Universidade Católica de Brasília.
   
POESIA VIVA
   
Thiago de Mello, poeta nosso do Amazonas, em tempos de chumbo, atos institucionais, exílios, prisões, torturas e mortes, proclamou corajosamente...
   
ESTATUTOS DO HOMEM
(Ato Institucional Permanente)
Thiago de Mello
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem confiará no homem como um menino confia em outro     menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor.   Mas que, sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

MENSAGEM

O
 CORREIO MFC BRASIL deseja às famílias nesta Páscoa, festa maior da nossa fé, paz plena, esperança sempre mais viva e acima de tudo a vivência da caridade transformadora, numa sociedade ainda injusta e dividida.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

MFC REALIZA HOJE AVALIAÇÃO DO RETIRO QUARESMAL


A
s Equipes de Coordenação Estadual e da Cidade de Maceió do Movimento Familiar Cristão estarão reunidas a partir das 19h30min desta segunda-feira – 1º de abril, na Sede do MFC em Maceió, com a Equipe Organizadora do RETIRO QUARESMAL DO MFC que aconteceu de 22 a 24 de março, no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro.

Os participantes farão uma avaliação dos trabalhos desenvolvidos pelos dirigentes, equipes de trabalho, palestrantes, programação e toda a estrutura do local onde aconteceu o RETIRO QUARESMAL DO MFC.

A avaliação é importante para que se possam traçar as mudanças necessárias, se assim for preciso, para melhorar o próximo RETIRO QUARESMAL DO MFC. A presença de todos é importante para o processo de aprimoramento.

domingo, 31 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA!

ANIVERSARIANTE DO DIA - VERÍSSIMO DE ZEFINHA

HOJE, 182ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITURGIA DO DOMINGO DE PÁSCOA - 31/03/2013


    
  

DOMINGO DE PÁSCOA
    
  

PRIMEIRA LEITURA (At 10,34a.37-43)
  
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz.

Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas dão testemunho dele: Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 117)
   
— Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!/ ‘Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”
— A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas, ao contrário, viverei/ para cantar as grandes obras do Senhor!
— A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora a pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

SEGUNDA LEITURA (Cl 3,1-4)
   
Carta de São Paulo apóstolo aos Colossenses:
Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.
4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 20,1-9)
   
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.

2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“RESSUSCITEMOS PARA A VIDA NOVA”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.
   
SOMOS TESTEMUNHAS
Na celebração da Vigília Pascal recebemos um profundo ensinamento das leituras da Palavra de Deus que proclamaram a presença do Ressuscitado e nos deram o sentido de sua Ressurreição. Diversos foram os símbolos usados como o fogo, a luz, a água, o canto e a comunidade, para nos introduzir neste mistério. Fomos envolvidos pela renovação das promessas do Batismo e pela celebração da Eucaristia. Neste Domingo de Páscoa podemos cantar o “Aleluia”, pois o Pai ressuscitou Seu Filho e a nós que cremos Nele. Cristo, morrendo, destruiu a morte, ressurgindo deu-nos a vida (prefácio). Nós somos testemunhas do acontecimento da Ressurreição porque acolhemos o testemunho dos Apóstolos como Pedro afirma na casa de Cornélio: “E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles O mataram, pregando-O numa cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos” (At 10,40-41). São testemunhas de um Vivo. O contato com Jesus vivo, depois de ter passado pela morte e ressuscitado, deu aos apóstolos e aos discípulos força de anúncio e libertação de todos os males, como o fora o próprio Jesus que “ungido pelo Espírito e com poder, andou por toda parte fazendo o bem e curando a todos que estavam dominados pelo demônio” (38). Assim Pedro reconhece a presença do Espírito na casa de Cornélio, centurião romano. Ali mesmo reconheceu que a boa notícia é para todos. O Espírito é dado também aos pagãos. Por isso podem também receber o batismo. A Ressurreição é obra de Deus.

NÃO BASTA VER, É PRECISO CRER
Os discípulos Pedro e João, ao anúncio de Madalena, correm ao túmulo. Pedro entrou no túmulo e viu. João viu e creu. É a fé na Ressurreição que garante o testemunho. É o Espírito que vai abrir a mente para que entendam. Ele está vivo. A mulher é a primeira testemunha, como a Igreja é a primeira a testemunhar que Cristo está vivo e a garantia de sua presença no meio de nós. O Espírito ensina que a fé na Ressurreição é garantia de vida eterna. Morrendo destruiu a morte, ressurgindo deu-nos a vida (prefácio). A nós também cabe não somente saber, mas crer, isto é, transformar a vida a partir dos frutos da Ressurreição que é a Vida Nova. Paulo insiste: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto; ... Aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres” (Cl 3,1-2). Crer significa um novo modo de viver. Não há fé só intelectual, mas gera o modo de vida. Ela conduz também ao anúncio da certeza da Ressurreição.

VIDA ESCONDIDA EM CRISTO
Fazemos parte da História da Salvação. A Ressurreição nos une a Cristo, como disse Paulo: “Vós morrestes e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus” (Cl 3,3). Estar com a vida em Deus é o novo nascimento. A fé nos gera para Deus. Celebrando os mistérios pascais, chegamos à luz da Ressurreição. E a Igreja se renova e renasce (Oferendas). A mudança de conduta acontece quando nos abrimos à caridade. Tiramos as pedras da porta do sepulcro de nosso coração e manifestamos o Resuscitado. A Páscoa não é um acontecimento passado. Acontece em cada ato de amor. A festa da Páscoa acenda sempre em nós o desejo do Céu (Vigília). Não desanimar quando tudo parece perdido. Ninguém está perdido. A todos, em Cristo foram escancaradas as portas do Céu. Cada Eucaristia torna presente a Ressurreição. Por isso dizemos: fazendo memória da Ressurreição.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, por vosso Filho Unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

sábado, 30 de março de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 317


  
DE POBREZA E COMPAIXÃO
NEI ALBERTO PIES
PROFESSOR E ATIVISTA EM DIREITOS HUMANOS

“Se eu dou comida a um pobre, chamam-me de santo, mas se eu pergunto por que ele é pobre,
chamam-me de comunista” (Dom Helder Câmara)

A defesa das causas dos pobres é uma tarefa muito árdua. Exige-nos mais do que compreensão, discursos e teorias sobre a pobreza, mas, sobretudo, compromisso e compaixão. Somos muito preconceituosos para com o sofrimento e a situação indigna como vivem os pobres. Desconhecemos a sua realidade e não queremos mexer na raiz dos nossos problemas: a nossa forma de organizar o mundo.


É
 muito forte entre a gente a ideia de que pobres são coitados, por isso desprovidos de sorte e de bens. Se não lutam, são preguiçosos. Se lutam e exigem mudanças tornam-se perigosos. Mesmo quando passam fome, insistimos em dizer que eles ainda deveriam ser capazes de sonhar.

Só a lucidez da razão e a sensibilidade podem tratar bem das questões da existência e convivência humanas. Na visão ocidental, desenvolvemos a ilusão de que só a razão nos dará respostas aos problemas humanos. Nem a razão ornamental (que serve de ornamento), nem a razão instrumental (ferramenta para transformar a realidade) são capazes de justificar o sofrimento e a realidade daqueles que excluímos socialmente (os pobres). Os pobres não são invenção, não são uma ideia. Os pobres são reais. Os pobres existem, e sofrem a violação da sua vida e dignidade.

Leonardo Boff, defensor incansável das causas dos pobres e oprimidos, afirma que são três as compreensões que se tem da pobreza. Uma primeira, clássica, é a ideia de que o pobre é aquele que não tem. A estratégia então é mobilizar quem tem para ajudar a quem não tem, através de ações assistencialistas, sem reconhecer a potencialidade dos mesmos. A segunda ideia, moderna, é aquela que descobre os potenciais do pobre e compreende que o Estado deve fazer investimentos para que ele seja profissionalizado e potencializado, com vista à inserção no mundo produtivo. Ambas as posições desconsideram, na visão de Boff, que a pobreza é resultado de mecanismos de exploração, que sempre geram enormes conflitos sociais. Boff acredita que é preciso reconhecer as potencialidades dos pobres não apenas para engrossarem a força de trabalho, mas principalmente para transformarem o sistema social. Os pobres, organizados e articulados com outros atores da sociedade, são capazes de construir uma democracia participativa, econômica e social. “Essa perspectiva não é nem assistencialista nem progressista. Ela é libertadora”.

Só a compaixão se reveste de libertação. A compaixão não é sofrer pelos outros, mas sofrer com eles. O sofrer com os outros permite colocarmo-nos no seu lugar. Ver a partir dos seus pontos de vista e das suas realidades. É também deixar-se transformar, permitindo que os nossos mais nobres sentimentos se traduzam em ações concretas a favor dos pobres, fracos e marginalizados.

Poucos vivem a compaixão. Muitos perderam a sensibilidade, o que os impossibilita de viver a caridade e o amor ao próximo. Outros preferem atribuir aos pobres a culpa pela sua situação de miséria e vulnerabilidade. Outros discursam democracia, não perguntando se esta propicia as mesmas condições e oportunidades a todos, como ponto de partida. Porque o ponto de chegada depende de cada um de nós. E muitos, em grande número, tratam como crime a atitude de quem luta por causas humanitárias, quando estas exigem uma mudança na estrutura e organização da sociedade. “As pessoas são pesadas demais para serem levadas nos ombros. Leve-as no coração”, disse Dom Hélder Câmara. Este é o sentido maior da compaixão para com os pobres: não os defendemos por serem bons ou anjos, mas porque são parte de uma sociedade desigual, que não sabe lidar com eles.

O recém eleito Papa Francisco anuncia o seu desejo: “como eu gostaria de uma igreja pobre, para os pobres”. Desejemos também nós praticar a compaixão para erradicar a pobreza no Brasil e no mundo.
  
FRASES PARA LER E PENSAR
Antoine de Saint-Exupéry
(de “O Pequeno Príncipe”)                
Disse a flor para o pequeno príncipe: “É preciso que eu suporte duas ou três lagartas, se eu quiser conhecer as borboletas”.
Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante
Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.
Não chores por ter perdido o pôr do sol, pois as lágrimas te impedirão de contemplar as estrelas.
Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla.
Quando você dá de si mesmo, você recebe mais do que dá.
Determinada flor é, em primeiro lugar, uma renúncia a todas as outras flores. E, no entanto, só com esta condição é bela.
O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.
Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E serei para ti única no mundo.
O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.
Foi o tempo que investiste em tua rosa que fez tua rosa tão importante
Si vous venez à quatre dans l'après-midi, puisque les trois, je commence à être heureux.
  
DE-CISÃO...
JORGE LEÃO – MFC MARANHÃO

Ao longo da vida, somos levados a de-cidir sobre os rumos de nossa trajetória. Dia após dia, o tempo nos cobra posturas de-cisivas. Escolhas profissionais, valores pessoais, conflitos afetivos, relações interpessoais, frequentemente surgem como fantasmas, assombrando o universo mental da humanidade.

O
 ensinamento da sabedoria milenar dos mestres iluminados traz, no entanto, um simples e singelo provérbio, bem atual: “faz de tua boca um canal de água pura”. De-cidir pela pureza das palavras...

Por conseguinte, várias serão as consequências desta de-cisão. A mudança de espaço (não propriamente físico) é o primeiro sinal. Ou seja, a presença de uma atitude mental renovada. Isso nos ajuda a refletir mais acuradamente sobre os pontos de conflito entre hábitos, valores e atitudes. Quando eu opto, por exemplo, por beber água, em vez de refrigerante, estabeleço uma cisão, isto é, uma separação ou quebra no percurso até então estabelecido.

Como sabemos, adentrar no caminho desta jornada não é fácil, pois nos cobra responsabilidade, e isso tem implicações pessoais profundas no cotidiano. Não se trata apenas de uma “mudança de hábitos”, mas de olhar o mundo com os olhos da cisão.

Como de-cidimos pelo deslocamento do antigo espaço habitado, então passamos a buscar outros modos de habitação. Somos com isso lançados no terreno da escassez. Sentimo-nos como abandonados em um deserto. O deserto da de-cisão.

Por isso, caminhar ao longo de uma estrada com pedras, repleta de árida presença de plantas contorcidas e gafanhotos, água escassa, calor escaldante durante o dia e frio intenso à noite, pode gerar medo e desconforto. O deserto, então, torna-se uma realidade à nossa frente.

De-cidimos, contudo, atravessá-lo...

Nesta travessia, uma constante sensação de perda parece dilacerar a alma, a cada passo, a cada de-cisão. Ir por um caminho é optar não ir por outro. Um jogo de-cisivo, mas profundamente transformador.

Após esta longa e sofrida jornada, renascemos para a adesão, a fim de sermos renovados pela água cristalina da renovação interior. Surge assim o caminho da pureza, pois a aridez do deserto foi ultrapassada. O novo caminho a seguir vislumbra os primeiros sinais de mudança, agora compreendida como fruto de uma adesão.

A adesão prepara o terreno para a práxis, isto é, a ação livre e consciente. Quando assumimos os riscos de nossas de-cisões, e aderimos ao projeto incondicional da luta pela vida, nossas ações tornam-se translúcidas como as palavras do Mestre: “nem só de pão vive o homem”...

A ação toma agora a dimensão da livre adesão, ao que chamamos de “liberdade dos filhos de Deus”. Ao sairmos da situação aprisionada pelo horizonte limitado do egoísmo, respiramos a ternura dos lírios do campo, oxigenados pela simplicidade dos gestos de paz.

É um caminho árduo, mas ele nos aponta para a plenitude. Por isso, a cada dia, nossa de-cisão nos aponta uma adesão, livre e consciente, fundada na alegria duradoura do espírito sereno e transformador do amor.

O amor, sereno e benfazejo, translúcido auspicioso a nos dizer: de-cide.

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz, vinculada à CNBB, sobre a eleição da Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

A eleição da nova Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) suscitou questionamentos de amplas parcelas da sociedade civil que atuam, historicamente, na defesa e promoção dos direitos humanos e das minorias.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB, manifesta sua solidariedade a estas mobilizações da sociedade civil, responsável por tornar a CDHM órgão permanente do Legislativo. À CDHM cabe enfrentar as inúmeras violações à dignidade da pessoa humana e estimular os debates e reflexões que favoreçam a criação e efetivação de políticas de Estado em favor da dignidade humana.

Os justos questionamentos à eleição desta Presidência expressam a indignação diante de “acordos políticos” que desconsideraram a essencialidade da CDHM, reduzindo a sua grandeza. O episódio deixa transparecer a frágil e incompreendida pauta dos direitos humanos entre alguns partidos políticos que, ao colocá-la em segundo plano, retrocederam nas suas escolhas e prioridades.

A imediata reação contrária à nova Presidência da CDHM reforça a convicção de que a atuação da Comissão no parlamento não pode retroceder e que sua missão transcende os interesses particulares, tendo em vista que os objetivos da CDHM presumem uma interação constante com a sociedade civil.

Brasília, 22 de Março de 2013

Pedro Gontijo
Secretário Executivo da CBJP

NOTA DESTE CORREIO
O presidente eleito pelos parlamentares da Comissão Parlamentar de Direitos Humanos tem feito declarações racistas e antiéticas, tornando seu nome incompatível com a presidência dessa Comissão e mesmo da sua condição de deputado federal.

sexta-feira, 29 de março de 2013

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - MARCELO & LYANDRA

O BOM RETIRO


O BOM RETIRO
Gastão Florêncio de Miranda
Grupo Caná da Galileia – MFC Maceió
 
Gastão Florêncio de Miranda
MFC MACEIÓ
N
ão é sempre que acontece de se ter a presença de Jesus em nosso meio, somos treinados a pronunciar “Ele está no meio de nós”, mas é instintivo o que dizemos e sempre é evasiva tal declaração. Para mudar esse nosso proceder é preciso estar disposto a participar de momentos onde Cristo estará ouvindo o seu clamor e derramando bênçãos e perdoando pecados, alimentando o espírito na caminhada da fé repleta de fraternidade e Amor.

Testemunhamos no Retiro Quaresmal promovido pelo MFC nos dias 22, 23 e 24/03/2013, a presença de Jesus. Muitos membros do MFC se fizeram presente, alguns satisfeitos pelo convite outros cheios de interrogação. Porém, o retiro foi emocionante: os ensinamentos, as palestras, as dinâmicas, as orações, o lava-pés, a adoração a Jesus Sacramentado, a Santa Missa, tudo foi realizado com amor e perfeição, porque Jesus estava presente e emitia sinais, parecia com aquela expressão popular “OI, EU SOU JESUS E ESTOU AQUI”.

A presença do Salvador foi notada por todos que tomados pelo forte aconchego espiritual participavam com fervor dos ensinamentos. O lava-pés foi preparado, e, todos se aproximaram; conduzido pelo sacerdote, Padre Manoel Henrique. O rito do lav-pés, com a presença de uma mulher entre os discípulos foi necessário e providencial, esse momento foi conduzido não pelo sacerdote, mas, por Jesus, que se abaixava em frente a cada um e com plena humildade demonstrava o seu amor para com todos e, logo após disse fazei isto um para com os outros.

A Emoção tomou conta de todo o momento e alguns choraram. A grandeza do gesto envolveu todos. Palestrantes ouvintes e até o sacerdote externou os seus sentimentos diante de Jesus e seus ensinamentos.

Rivoldo inquieto com as velas e lamparinas apagadas pelo vento na hora da adoração, até que em certo momento o Beto falou: “como explicar a lâmpada acendeu sozinha”, e tudo ficou claro.

Durante esses três dias a fraternidade foi destacada nos gestos de acolhimento dos casais Beto e Marly, Neto e Rita, que como Marta, tudo fizeram para o conforto e bem estar de todos, enquanto que nós, os participantes, ficamos com a melhor parte.

Ao término do retiro ficou para os participantes a vontade de fazer uma tenda para Jesus e uma para cada participante. Mas Jesus nos adverte não é aqui que devemos ficar, mas, nas comunidades testemunhando o evangelho.

Então, VIVA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.