terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR - 12/05/2013
ASCENSÃO DO SENHOR
“Vós sereis testemunhas de tudo isso!”
PRIMEIRA LEITURA (At 1,1-11)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:
1No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3Foi a eles que Jesus se mostrou vivo, depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus.
4Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”.
6Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?”
7Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. 8Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”.
9Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo.
10Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus, que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 46)
— Batei palmas,/ povos todos,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta.
— Povos todos do universo, batei palmas,/ gritai a Deus aclamações de alegria!/ Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ o soberano que domina toda a terra.
— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta./ Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!
— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ Deus reina sobre todas as nações,/ está sentado no seu trono glorioso.
SEGUNDA LEITURA (Ef 1,17-23)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 17O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai, a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer.
18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.
20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear, não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro.
22Sim, ele pôs tudo sob seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Lc 24,46-53)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
46“Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
48Vós sereis testemunhas de tudo isso. 49Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.
50Então Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. 51Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. 52Eles o adoraram.
Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria. 53E estavam sempre no Templo, bendizendo a Deus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
REFLEXÃO
“ASCENSÃO DO SENHOR”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.
SUBIU AOS CÉUS
Rezamos na profissão de fé: “Creio em Jesus Cristo que... subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos”. A Ascensão do Senhor é uma celebração que passa meio esquecida, mas é necessária para a vida cristã. Ele é entronizado como Senhor do Universo. Cristo não é um santo a mais. Junto do Pai é o Mediador a exercer seu Sumo Sacerdócio e intercede para que o Pai nos dê o Espírito para nossa divinização. Sem a glorificação, não teríamos recebido o Espírito. Os apóstolos, ao proclamarem que Jesus ressuscitou, insistem: “Agora, exaltado pela direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito Santo, objeto da promessa, e O derramou” (At 2,33). Paulo continua o pensamento: “Ele pôs tudo sob seus pés e fez Dele, que está acima de tudo, a cabeça da Igreja, que é seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal” (Ef 1,22-23). A subida de Jesus é sua glorificação. É a garantia total da realização das promessas de Deus. Não apelamos a uma realeza terrena, mas a Cristo que é o centro para o qual converge todo Universo, pois “Nele aprouve a Deus fazer habitar toda a Plenitude e reconciliar por Ele todos os seres, os da terra e os dos céus, realizando a paz pelo sangue de sua cruz” (Cl 1,19-20). A Ascensão de Jesus é a certeza que voltará com o envio do Espírito. Agora vemos pelos olhos da fé que veem mais profundamente que os olhos humanos.
NOSSA VITÓRIA
A oração da missa nos confirma esta verdade: “A Ascensão de vosso Filho já é nossa vitória... membros de seu corpo somos chamados na esperança a participar de Sua Glória”. Esta realidade de nossa fé, dizemos mistério, é compreensível pela união de Sua Divindade a nossa humanidade. Esta humanidade foi glorificada no poder de Cristo como Senhor do Universo. O Filho eterno do Pai assumiu o frágil filho do Homem que agora participa de Sua glória de ressuscitado. O prefácio resume bem essa verdade: “Ele, nossa cabeça e princípio, subiu aos céus, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade”. Rezamos ainda: “Vós nos concedeis conviver na terra com as realidades do Céu. Fazei que nossos corações se voltem para o alto, onde está junto de vós nossa humanidade”. Em Cristo temos posse de nosso direito de viver no Céu. Essa verdade não nos distancia dos problemas da terra, mas nos estimulam a transformar a terra em um Céu para todos. Por isso os Anjos dizem que não é para ficar olhando para o alto, pois Ele continua presente na sua Igreja a serviço do mundo. O evangelista Lucas diz esta verdade: Levantou as mãos os abençoava. “Abençoar significa prometer que o Senhor estará presente em sua vida como ajuda e proteção e dará tudo o que terão necessidade para permanecer fiel a sua vocação”.
ELE CONTINUA NOS SEUS DISCÍPULOS
Anunciando Sua Morte e Sua Ressurreição diz aos apóstolos “sereis testemunhas de tudo isso”. Para essa missão enviará o Espírito Santo, o mesmo que O animou em Sua missão. Podemos ler aqui que Jesus continua em seus discípulos e é Ele quem anuncia a Palavra. Há um permanente desejo, como clama Paulo aos Colossenses, de vivermos na terra, mas com o coração no alto onde está Cristo (Cl 3,1-2). Jesus está glorioso nos Céus, mas permanece, como poderíamos dizer, está com o coração na terra, pois diz: “Estarei convoco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20). Cada celebração nos remete à missão. Ela é de todos, pois participamos da Glória “para que Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,28).
ORAÇÃO
Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória. Amém!
Editado por Jorge – MFC ALAGOAS
sábado, 11 de maio de 2013
MÃE!
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radicionalmente, comemoramos neste segundo domingo de maio o DIA DAS MÃES, uma data especial que homenageamos e presenteamos àquela que nos presenteou com a vida.
O “DIA DAS MÃES”, comemorado no Brasil por decreto do presidente Getúlio Vargas, assinado em 1932, é uma data especial onde às Mães recebem presentes e lembranças de seus filhos, que teve seu inicio na Grécia Antiga, onde os gregos prestavam homenagens a deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens a deusa. Os romanos seguiam uma religião parecida com a grega e também faziam ofertas e homenagens a deusa. Em Roma, durante três dias (15 a 18 de março), eram realizadas homenagens com festas a Cibela, a mãe dos deuses.
Mas, a comemoração passou a ter um caráter cristão nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo.
Semelhante a dos dias atuais, a história nos conta que no século XVII, na Inglaterra, existia o DOMINGO DAS MÃES, quando, nas missas, os filhos entregavam presentes para suas Mães. Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.
Em 1904, nos Estados Unidos, a americana Anna Jarvis teve a ideia de criar uma data em homenagem às Mães. A ideia era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário.
Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas com objetivos meramente comerciais. Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.
Liturgicamente, a data não existe no calendário da Igreja Católica Apostólica Romana, mas os fiéis-católicos celebram, não só amanhã - segundo domingo de maio, o DIA DAS MÃES, mas a cada dia, pois todas merecem respeito e carinho, em suas diversidades e formas de amar.
Nesse Dia das Mães, festeje-a muito, afinal,
Mãe transmite o amor de Deus nesse mundo.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
MFC MACEIÓ VAI HOMENAGEAR AS MAMÃES NO SEU DIA
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O
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Movimento Familiar Cristão de Maceió vai
homenagear as MÃES com a distribuição de rosas e mensagens durante a Santa
Missa Dominical das 17h30min deste domingo, dia 12 de maio, na Igreja Matriz de
Nossa Senhora das Graças, no Aldebaran.
A
proposta da Equipe Cidade é que as Mamães estejam presentes com seus filhos,
familiares e amigos na Santa Missa celebrada pelo Cônego João Neto em homenagem àquela
a quem nos gerou, a quem está sempre disposta a nos acolher e proteger: Nossas
“Mães”.
Todas
as Mães serão homenageadas pela Equipe Cidade que se programa para que a celebração seja mais do que especial para as Mamães presentes.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
DROGAS E GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA FORAM TEMAS DE PALESTRA PARA O MFC JOVEM DE MACEIÓ
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onvidado
para fazer uma palestra na última terça-feira (07), para os integrantes do MFC
JOVEM DE MACEIÓ, o atual vice-coordenador da ECCi-Maceió, Rainey Marinho, usou a
criatividade e transformou o espaço reservado ao MFC JOVEM, no Colégio Madalena
Sofia em um programa de auditório.
Rainey
montou uma estrutura parecida com o Programa do Jô, programa de entrevistas
apresentado por Jô Soares na Rede Globo de Televisão. O sexteto, grupo de
instrumentistas que tocam seus instrumentos logo no início do Programa do Jô, e
na entrada dos convidados foi substituído pela dupla Jan e Geraldo (Equipe de Canto do MFC Maceió). O
garçom chileno Luis Alexander Rubio Bernardes (Alex), sempre alvo de piadas de
Jô, foi substituído por Jorginho (Comunicação
MFC Alagoas). Os auxiliares do auditório foram Lucila de Flávio, Anamaria
de Rainey, Euzilene de Geraldo, Adenylde de Jan, Ana Lúcia de Amauri, Penha de
Jorge e Lúcio de Cacilda. O próprio Rainey, por sua semelhança com o Jô, foi o
entrevistador.
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| Hosana Marques Luz falou sobre "Drogas" |
Rainey
convidou duas personalidades bastante conhecidas da sociedade alagoana, a
médica Hosana Marques Luz e a pedagoga Claudia Medeiros. A primeira
entrevistada de Rainey foi a médica Hosana Marques Luz, integrante do Grupo Lia
de Solero (MFC MACEIÓ), que respondeu perguntas sobre “drogas”, explicando suas
origens, dependências, efeitos, consequências, recuperação e vários outros tópicos
sobre drogas, especialmente na adolescência. Hosana distribuiu vários
exemplares do livro “Fé na Prevenção – Conversando Sobre Drogas com Jovens”,
editado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, órgão do Governo
Federal.
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| Claudia Medeiros falou sobre "Gravidez na Adolescência" |
A
segunda entrevistada foi a pedagoga Claudia Medeiros, que respondeu perguntas
sobre o assunto “gravidez na adolescência”. Claudia iniciou sua participação
falando de sua gravidez aos quinze anos, repassando sua experiência de ser mãe
na adolescência. A entrevistada falou ainda sobre as principais causas da
gravidez na adolescência, prevenção, comportamento, reação familiar, vivencia
social, entre outros temas pertinentes ao assunto.
Além
de responder as perguntas do entrevistador, as entrevistadas responderam perguntas
da plateia, formada por integrantes do MFC JOVEM DE MACEIÓ.
Os
jovens aprovaram a forma dinâmica como foram expostos os temas relacionados a “drogas”
e “gravidez na adolescência”, principalmente pela forma diferenciada como foi
apresentada por Rainey e seus entrevistados. No final, uma opinião unânime... o
evento foi Show!
quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 322
SABEDORIA ANTIGA
Poetisa Cora Coralina
E
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u
não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você: não pense.
Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha.
Eu
não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de
ajuda, eu digo que preciso.
Procuro
sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as
dificuldades da vida.
O
melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir
de dia. Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você
fica mais.
Nunca
digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou
cansada.
Nada
de palavra negativa.
Quanto
mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai
se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio! Sei que tenho
muitos anos.
Sei
que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se
sou velha não.
Você
acha que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os
dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e
morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os
fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de
solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e
justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço com fé. Faço o que
devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade
também se aprende.
CORA CORALINA, a querida poetisa
goiana viveu 95 anos.
O CORREIO MFC inicia a publicação de um estudo muito
realista sobre o consumo de drogas, agora com potencial maior de expansão pelo
baixo custo do crack, acessível a ricos e pobres, especialmente a jovens e
crianças. O autor Vinicius Bocato é estudante da Faculdade Cásper Líbero (SP),
que pergunta, diante da repressão anunciada: “O OBJETIVO É TENTAR REDUZIR A
VIOLÊNCIA OU ATENDER A UM DESEJO COLETIVO DE VINGANÇA?”
A PESTE DO SÉCULO XXI (I)
Vinícius Bocato
N
|
a
última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade
Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e
TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do
prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela
banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu
–, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com
qualquer outro estudante da faculdade.
Esse
novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia
por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja,
cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi
encaminhado à Fundação Casa.
Óbvio
que a primeira reação é de indignação; acho válida toda a revolta da população,
em especial da família do garoto, mas não podemos deixar que a emoção nos leve
a atitudes irresponsáveis. Sempre que um adolescente se envolve em um crime
bárbaro, boa parte da população levanta a voz para exigir a redução da
maioridade penal. Alguns vão adiante e chegam a questionar se não seria hora do
Estado se igualar ao criminoso e implantar a pena de morte no país. Foi o que
fez de forma inconsequente o filósofo Renato Janine Ribeiro, em artigo na Folha
de S. Paulo, por ocasião do assassinato brutal do menino João Hélio em 2007.
Além
de obviamente não termos mais espaço para a Lei de Talião no século XXI,
legislar com base na emoção nada mais
atende do que a um sentimento de vingança. Não resolve (nem ameniza) o
problema da violência urbana.
O
que chama a atenção é a maneira como a grande mídia cobre essas tragédias. A
maioria das matérias que vemos nos veículos tradicionais só reforçam uma
característica do Brasil que eles mesmo criticam: somos o país do imediatismo. A cada crime brutal cometido por um
adolescente, discutimos os efeitos da violência, mas não as suas causas.
Discutimos como reprimir, não como prevenir. É uma tática populista que
desvia o foco das reais causas do problema.
Abaixo
exponho a lista de motivos pelos quais sou
contra a redução da maioridade penal.
AS LEIS NÃO PODEM SE BASEAR NA EXCEÇÃO
A
maneira como a grande mídia cobre estes crimes bárbaros cometidos por
adolescentes nos dá a (falsa) impressão de que eles estão entre os mais
frequentes. É justamente o inverso. O relatório de 2007 da UNICEF “Porque dizer
não à redução da idade penal” mostra que crimes de homicídio são exceção:
“Dos
crimes praticados por adolescentes, utilizando informações de um levantamento
realizado pelo ILANUD [Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para
Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente] na capital de São Paulo
durante os anos de 2000 a 2001, com 2.100 adolescentes acusados da autoria de
atos inflacionais, observa-se que a maioria se caracteriza como crimes contra o
patrimônio. Furtos, roubos e porte de arma totalizam 58,7% das acusações.
Já o
homicídio não chegou a representar nem 2% dos atos imputados aos adolescentes,
o equivalente a 1,4 % dos casos conforme demonstra o gráfico abaixo.” E para
exibir dados atualizados, dentre os 9.016 internos da Fundação Casa, neste
momento apenas 83 infratores cumprem medidas socioeducativas por terem cometido
latrocínio (caso que reacendeu o debate sobre a maioridade penal na última
semana). Ou seja, menos que 1%.
REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL NÃO DIMINUI A
VIOLÊNCIA. O DEBATE ESTÁ FOCADO NOS EFEITOS, NÃO NAS CAUSAS DA VIOLÊNCIA
Como
já foi dito, a primeira reação de alguns setores da sociedade sempre que um
adolescente comete um crime grave é gritar pela redução da maioridade penal. Ou
quase isso: dificilmente vemos a mesma reação quando a vítima mora na periferia
(nesses casos, a notícia vira apenas uma notinha nas páginas policiais). Mas
vamos evitar leituras ideológicas do problema.
A
redução da maioridade penal não resolve nem ameniza o problema da violência.
“Toda a teoria científica está a demonstrar que ela [a redução] não representa
benefícios em termos de segurança para a população”, afirmou em fevereiro
Marcos Vinícius Furtado, presidente da OAB. A discussão em torno na maioridade
penal só desvia o foco das verdadeiras
causas da violência.
O
Instituto Não Violência é bem enfático quanto a isso: “As pesquisas realizadas
nas áreas social e educacional apontam que no Brasil a violência está
profundamente ligada a questões como: desigualdade social (diferente de
pobreza!), exclusão social, impunidade
(as leis existentes não são cumpridas, independentemente de serem “leves” ou
“pesadas”), falhas na educação familiar
e/ou escolar principalmente no que diz respeito à chamada educação em
valores ou comportamento ético, e, finalmente, certos processos culturais
exacerbados em nossa sociedade como individualismo, consumismo e cultura do
prazer.
(Leia a continuação deste artigo no
próximo Correio MFC)
LITANIA DA PAZ
Pr. Edison Fernando de Almeida
Dirig: Chega de
escuridão
Todos: Queremos a luz da vida
Dirig: Chega do
silêncio do medo
Todos: Queremos o barulho dos gestos de amor
Dirig: Chega de balas
que se perdem
Todos: Queremos vidas que se encontram
Dirig: Chega da
doença da solidão
Todos: Queremos a bênção da comunhão
Dirig: Chega de
razões que justificam a guerra
Todos: Queremos as desrazões do amor
Dirig: Chega o apenas
falar de paz
Todos: Queremos colhê-la, / lá onde verdadeiramente brota, / no pomar
dos nossos atos de justiça.
Dirig: Chega de
esperar por sinais da paz
Todos: Queremos ajudar a construí-los.
Dirig. Oremos:
Todos: Senhor, / ajuda-nos a transformar / as armas do mundo / em novos
empregos; / as bombas dos poderosos / em pesquisas para curar; / as intenções
destruidoras, / em forças construtoras / de um novo tempo, / uma nova
sociedade, / um novo ser. / Senhor, / ajuda-nos a forjar Contigo / o milagre da
Paz. Amém!
Selma Amorim - Composição – ágatas, lápis azuis,
pedras semipreciosas, cristais sobre acrílico.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
LITURGIA DO 6º DOMINGO DA PÁSCOA - 05/05/2013
6º DOMINGO DA PÁSCOA
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou!”
PRIMEIRA LEITURA (At 15,1-2.22-29)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias, 1chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés”.
2Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos.
22Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos.
23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós.
25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 66)
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,/ e sua face resplandeça sobre nós!/ Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos.
— Exulte de alegria a terra inteira,/ pois julgais o universo com justiça;/ os povos governais com retidão,/ e guiais, em toda a terra, as nações.
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!/ Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,/ e o respeitem os confins de toda a terra!
SEGUNDA LEITURA (Ap 21,10-14.22-23)
Leitura do Livro do Apocalipse de São João:
10Um anjo me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino.
12Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel.
13Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente.
14A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
22Não vi templo na cidade, pois o seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro.
23A cidade não precisa de sol nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz, e a sua lâmpada é o Cordeiro.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Jo 14,23-29)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 23“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.
25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
27Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
28Ouvistes o que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.
29Disse-vos isso, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
REFLEXÃO
“A RESSURREIÇÃO DÁ VIDA À COMUNIDADE”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.
ELE FEZ MORADA ENTRE NÓS
Jesus morreu e ressuscitou para reconciliar o Universo com Deus e consigo mesmo. Cada vez mais esta reconciliação está presente no mundo. Por isso o Salmo 66 canta: “Que todas as nações vos glorifiquem e a face de Deus resplandeça sobre todos”. Fizera a promessa de enviar o Espírito Santo para nos ensinar e recordar, isto é, pôr em ação o evangelho. A primeira comunidade enfrentou um grave problema: Os judeus convertidos à fé cristã queriam impor sobre os pagãos convertidos as práticas e tradições judaicas e os preceitos das leis antigas. Paulo não aceitava essa opinião. Havia uma grande perturbação na comunidade. Jesus nos deu a paz e não a perturbação (Jo 14,27). Reuniram-se em Jerusalém, discutiram e deram a resposta libertadora. Por isso decidiram, juntamente com o Espírito Santo, a não impor nenhum peso aos pagãos convertidos, a não ser as coisas necessárias. Não olharam a si próprios e seus gostos, como costumamos fazer, mas para o bem da Igreja. A comunidade é uma morada. Nas leituras nós encontramos três moradas: A morada de nosso coração, pois diz: “Aquele que me ama guardará minha palavra e Nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14,23); A outra morada é a Igreja, novo povo de Deus, que é iluminada e amparada pelo Espírito Santo, tendo os doze apóstolos que são seus fundamentos (At 151ss); Morada também é a Jerusalém Celeste, a cidade santa, cujos alicerces são os doze apóstolos. Deus é seu templo e o Cordeiro é sua luz (Ap 21). Em nossas comunidades temos a presença do Espírito Santo que ensina, anima e santifica através dos sacramentos pascais, como as orações da liturgia de hoje lembram. A fé é espiritual, mas se concretiza em pessoas que vivem juntas e procuraram viver o amor de Jesus. Teremos muitas dificuldades, mas a solução não está em ideologias, mas no Espírito Santo que nos recorda o que Jesus ensinou. Deus veio fazer morada entre nós.
VENCEDOR DA CORRUPÇÃO DO PECADO
A liturgia de hoje celebra a Ressurreição mostrando seus principais resultados: “Destruindo a morte, garantiu-nos a vida em plenitude” (prefácio). Ela não foi somente o fato de um homem sair vivo da sepultura onde fora colocado morto, mas uma vitória sobre a morte e sobre todo o tipo de mal. Vemos na primeira leitura como vence o mal da perturbação e da divisão da comunidade. Por isso a paz que Jesus nos dá não corresponde às expectativas do mundo. Na Roma pagã havia um altar chamado altar da paz. Nele se comemorava a paz que havia no mundo. Isso depois de dominar e levar sofrimento a tantos povos. Quanta dor e sangue devem ter corrido. A paz de Jesus é o Shalom, isto é, a plenitude da riqueza de Deus. A morada de Deus é a casa da paz.
SACRAMENTOS PASCAIS
Como a Quaresma, a Páscoa é um grande sacramento no qual celebramos os sacramentos fundamentais da vida cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia que nos colocam em relação com Deus numa comunidade. O ensinamento de Jesus não leva ao individualismo. A celebração nos anima a corresponder a esse Mistério. Nós o fazemos através dos sacramentos do amor (Oferendas) que são frutos da Ressurreição. São fonte da espiritualidade que constrói uma nova criação (prefácio). Eles infundem em nossos corações a força da Eucaristia que é alimento salutar (Pós comunhão) que nos dão uma vida de comunidade repleta do Shalom de Deus. Poderemos vencer as divisões, confortados pelo Espírito Santo.
ORAÇÃO
Deus todo-poderoso, dai-nos celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra do Cristo Ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos. Amém!
Editado por Jorge – MFC ALAGOAS
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