quinta-feira, 16 de maio de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 323


A PAZ E UNIDADE DAS RELIGIÕES
Marcelo Barros - Monge beneditino e escritor

Marcelo Barros
"O mundo não terá paz enquanto as religiões não dialogarem e isso não ocorrerá se as Igrejas cristãs não se unirem”. Essa afirmação do teólogo suíço Hans Kung deve ser lembrada por ocasião da Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos que ocorre cada ano e dessa vez será celebrada nessa semana de 12 a 19 de maio.

O
 costume de consagrar uma semana anual para orar e trabalhar pela unidade das Igrejas já dura de cem anos. Entretanto é difícil avaliar o resultado dessa prática ecumênica. Como a unidade é dom de Deus e cremos que a oração é sempre de alguma forma escutada, orar juntos é sempre bom e fecundo. O risco é que algumas Igrejas nomeiem uma comissão ecumênica, encarreguem seus membros de participarem das relações ecumênicas em nome da Igreja e depois disso se desinteressem pelo assunto. Nesse caso, as reuniões, fóruns e orações em comum envolveriam sempre os mesmos e poucos personagens. Estes, ao cumprirem as atividades ecumênicas acabam legitimando suas Igrejas a não mudar nada. As comunidades concretas e paróquias continuam como sempre foram. Ignoram e até desprezam as outras Igrejas e religiões.

Para evitar esse risco, em 1968, a coordenação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos católicos do Brasil) publicou um documento preparatório ao diretório ecumênico. Ali os bispos ensinavam que a pastoral ecumênica e a abertura para outras Igrejas só acontecem se se basearem em uma "ecumenicidade” de toda a pastoral e atividades eclesiais. Ou a Igreja inteira se compromete nesse caminho ou a pastoral ecumênica terá sempre poucos resultados positivos.

Nesse ano de 2013, o tema proposto para a semana da unidade é a palavra bíblica do profeta Miquéias: "O que Deus exige de nós?”. O próprio texto responde: "Deus pede que pratiquemos a justiça e a bondade e vivamos com simplicidade” (Mq 6, 6- 8).

Infelizmente, no mundo atual, um dos fenômenos religiosos que mais crescem é o fundamentalismo dogmático e moral. Em nome de Deus, essa corrente religiosa prega a intolerância e a discriminação de grupos e pessoas. Hoje, no Brasil, cada vez mais aumenta o número de deputados e políticos ligados a esses grupos impropriamente chamados de "evangélicos”. Dominam a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e impõem a toda a sociedade seus preconceitos moralistas, afirmados em nome da Bíblia e de um Deus bem diferente do Pai de amor maternal, revelado por Jesus e acreditado por muitas tradições espirituais.

Nas Igrejas mais antigas, (como a Católica, Anglicana e Luterana), essa semana de orações pela unidade dos cristãos prepara a festa de Pentecostes que encerra o tempo pascal e celebra que o Espírito de Deus é dado a todo o universo, aceita todas as culturas e se manifesta em todo gesto e ato de amor. É esse espírito de abertura universal pela unidade que os fóruns de diálogo inter-religioso praticam. Essas atividades de diálogo entre Igrejas e religiões podem sim ajudar a nossa sociedade a não afundar em projetos autoritários e fanáticos que oprimem e discriminam grupos e pessoas, em nome da fé. Paulo escreveu: "Foi para que sejamos livres que Cristo nos libertou. Permaneçam na liberdade” (Gl 5, 1). "Onde houver liberdade, aí está o Espírito de Deus” (2 Cor 3, 17).


A PESTE DO SÉCULO XXI (II)
Vinícius Bocato
(Continuação do número anterior)

DA DROGA PARA A ”ESCADA DO CRIME”

O PERFIL DO INFRATOR

E
m linhas gerais, o adolescente infrator é de baixa renda, tem muitos irmãos e os pais dificilmente conseguem sustentar e dar a educação ideal a todos (longe disso). Isso sem contar quando o jovem é abandonado pelos pais, quando um deles ou ambos faleceram, quando a criança nem chega a conhecer o pai, entre outras complicações.

Claro que é bom evitar uma posição determinista, a pobreza e a carência afetiva por si só não produzem criminosos. Mas a falta de estrutura familiar, de educação, a exposição maior à violência nas periferias e a falta de políticas públicas para esses jovens os tornam muito mais suscetíveis a cometer pequenos crimes.

Especialistas afirmam que os adolescentes começam com delitos leves, como furtos, e depois vão subindo “degraus” na escada do crime. De acordo com Ariel de Castro Alves, ex-secretário-geral do Conselho Estadual da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), muitos dos adolescentes que chegam ao latrocínio têm dívidas com traficantes e estão ameaçados de morte, e isso os estimula a roubar.

Vale aqui lembrar a falência da Fundação Casa, que em vez de recuperar os jovens, acaba incentivando os internos a subir esses degraus do crime. Para entender melhor sua realidade, recomendo a leitura da matéria “De Febem a Fundação Casa” da Revista Fórum. Nela temos o relato do pedagogo Carlos (nome fictício), que sofreu ameaças frequentes por contestar os atos abusivos da direção: “A Fundação Casa nasceu para dar errado. Eles saem de lá com mais ódio, achando que as pessoas são todas ruins e que não há como mudar isso. São desrespeitados como seres humanos, são tratados como lixo. E isso faz com que eles pensem que não podem mudar”.

PRISÃO SUPERLOTADA EM SÃO PAULO
A redução da maioridade penal tornaria mais caótico o já falido
sistema carcerário brasileiro e aumentaria o número de reincidentes.

Atuante na Fundação há onze anos, Carlos conta que os atos de violência contra os adolescentes são cotidianos e descarados, apoiados inclusive pelo diretor, que também “bate na cara dos meninos”. Essa bola de neve de violência só poderia resultar em crimes cada vez mais graves cometidos pelos garotos.

Dados objetivos: temos no Brasil mais de 527 mil presos e um déficit de pelo menos 181 mil vagas. Não precisamos nos aprofundar sobre a superlotação e as condições desumanas das cadeias brasileiras. É óbvio que um sistema desses é incapaz de recuperar alguém.

A inclusão de adolescentes infratores nesse sistema não só tornaria mais caótico o sistema carcerário como tende a aumentar o número de reincidentes. Para o advogado Walter Ceneviva, colunista da Folha, a medida pode tornar os jovens criminosos ainda mais perigosos: “Colocar menores inflacionais na prisão será uma forma de aumentar o número de criminosos reincidentes, com prejuízo para a sociedade. A redução da maioridade penal é um erro”.

A UNICEF também destaca os problemas que os EUA enfrentam por colocar adolescentes e adultos nos mesmos presídios. “Conforme publicado este ano [2007] no jornal The New York Times*, a experiência de aplicação das penas previstas para adultos para adolescentes nos Estados Unidos foi mal sucedida resultando em agravamento da violência. Foi demonstrado que os adolescentes que cumpriram penas em penitenciárias, voltaram a delinquir e de forma ainda mais violenta, inclusive se comparados com aqueles que foram submetidos à Justiça Especial da Infância e Juventude.”

*O texto em questão foi publicado no New York Times
em 11 de maio de 2007 e está disponível na íntegra na página da UNICEF.
(Continua no próximo número)


PARA REFLETIR
Imagem: Selma Amorim.
Composição - ágatas, pedras semipreciosas,
cristais, vegetal sobre acrílico
UTOPIA
“Dou um passo a frente e a utopia se afasta dez passos. Dou dez passos adiante e a utopia se afasta cem passos. Se não posso alcançá-la, para que serve a utopia? – sim, para me fazer caminhar.” (Adaptado de Eduardo Galeano, escritor uruguaio).
META IMPOSSÍVEL
“Um bando de sapos está em torno de uma árvore. Alguns deles tentam subir no tronco da árvore. “É impossível sapo subir em árvore” – coaxavam todos os que não tentavam a proeza. Tanto insistiam nessa certeza que os sapos desanimavam e desistiam. Só um continuou tentando e conseguiu subir. Era surdo”.
(Autor desconhecido).
DESCONCERTANTE
No momento da comunhão, o celebrante se dirige aos fiéis e pede: “Os que se sentem dignos de receber o corpo e sangue de Cristo aproximem-se desta mesa da partilha”. Metade dos fiéis se aproximam do altar. O padre passa por estes e distribui a comunhão aos que permaneceram sentados. (Correio)
PARTILHA
“Na missa, Cristo não está no pão, mas na partilha do pão, no ato de partir e repartir o pão, que simboliza a partilha igualitária dos bens da natureza e os frutos do trabalho humano a serem partilhados entre todos, o que não está acontecendo”.
(Adaptado de texto de Roger Garaudy, escritor francês)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

TERMINA HOJE AS INSCRIÇÕES PARA O 18º ENA



O
s membros do MFC - Movimento Familiar Cristão de todo o Brasil tem até o final desta QUARTA-FEIRA – 15 DE MAIO DE 2013, para realizar a inscrição e participar do 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, o maior evento do MFC no Brasil, que acontecerá de 6 a 12 de julho do corrente ano, em Vitória da Conquista – Bahia, com o tema: “Famílias: Abram os olhos para os desafios do século XXI!”.

O processo é totalmente on-line e realizado no Site do MFC VITÓRIA DA CONQUISTA - www.mfcconquista.org onde o internauta encontrará um questionário com perguntas e respostas sobre o ENA, uma espécie de tira-dúvidas que ajudará a todos no processo de inscrição, visando o esclarecimento de alguns pontos importantes.

Com a criação do formulário digital, de fácil entendimento e autoexplicativo, o interessado fará o preenchimento e aguardará a validação de sua inscrição pelo coordenador de seu estado.

Esta é a última oportunidade para quem ainda não se inscreveu ou não concluiu o processo de inscrição para participar do 18º ENA. As inscrições podem ser realizadas online através do link: http://www.enaconquista.com.br/inscricao_online/inscricao.php

Se tiver algum problema para realizar a inscrição, a organização do 18º ENA disponibiliza o E-mail: ena@enaconquista.com.br para os esclarecimentos que se fizerem necessários.

A ampliação do prazo para 15 de maio foi concedido para que os membros que ainda não se inscreveu ou não concluiu o processo de inscrição, possam participar do maior evento do MFC no Brasil.
  
OFICINAS

Os participantes do 18º ENA, ao se inscreverem on-line, terão que optar pela oficina que deseja participar, é oferecido 11 diferentes opções de oficinas, o participante deverá se inscrever em duas opções, para participar de uma.

CONFIRA A LISTA DE OFICINAS QUE ACONTECERÃO NO
18º ENA EM VITÓRIA DA CONQUISTA – BAHIA
Nucleação e Caminhada dos Jovens;
Vivência e experiência da nucleação no MFC no Brasil;
Religiosidade e espiritualidade;
Resgatando vida – experiência para o tratamento da sobriedade;
Envelhecimento e sexualidade, vivência do tempo e relacionamento afetivo;
Consumismo e sustentabilidade: como trabalhar a preservação do meio ambiente no MFC;
Conjugalidade e parentalidade, desafios para as famílias hoje (marido e mulher, pais e filhos);
Formação nas equipes-base: Reuniões e Temários, Fato e Razão;
Projetos sociais e de formação: como organizar;
Papel dos leigos e leigas na sociedade e na Igreja instituição;
Vivências em grupos para a formação de novas lideranças.

domingo, 12 de maio de 2013

HOMENAGEM DO MFC AS MAMÃES!

HOJE, 188ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR - 12/05/2013


   



 ASCENSÃO DO SENHOR
“Vós sereis testemunhas de tudo isso!”



PRIMEIRA LEITURA (At 1,1-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos:
1No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3Foi a eles que Jesus se mostrou vivo, depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus.

4Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”.

6Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?”

7Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. 8Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”.
9Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo.

10Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus, que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 46)

— Batei palmas,/ povos todos,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta.
— Povos todos do universo, batei palmas,/ gritai a Deus aclamações de alegria!/ Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ o soberano que domina toda a terra.
— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta./ Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!
— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ Deus reina sobre todas as nações,/ está sentado no seu trono glorioso.

SEGUNDA LEITURA (Ef 1,17-23)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 17O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai, a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer.

18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.

20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear, não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro.

22Sim, ele pôs tudo sob seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 24,46-53)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
46“Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.

48Vós sereis testemunhas de tudo isso. 49Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.

50Então Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. 51Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. 52Eles o adoraram.

Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria. 53E estavam sempre no Templo, bendizendo a Deus.
— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“ASCENSÃO DO SENHOR”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

SUBIU AOS CÉUS
Rezamos na profissão de fé: “Creio em Jesus Cristo que... subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos”. A Ascensão do Senhor é uma celebração que passa meio esquecida, mas é necessária para a vida cristã. Ele é entronizado como Senhor do Universo. Cristo não é um santo a mais. Junto do Pai é o Mediador a exercer seu Sumo Sacerdócio e intercede para que o Pai nos dê o Espírito para nossa divinização. Sem a glorificação, não teríamos recebido o Espírito. Os apóstolos, ao proclamarem que Jesus ressuscitou, insistem: “Agora, exaltado pela direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito Santo, objeto da promessa, e O derramou” (At 2,33). Paulo continua o pensamento: “Ele pôs tudo sob seus pés e fez Dele, que está acima de tudo, a cabeça da Igreja, que é seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal” (Ef 1,22-23). A subida de Jesus é sua glorificação. É a garantia total da realização das promessas de Deus. Não apelamos a uma realeza terrena, mas a Cristo que é o centro para o qual converge todo Universo, pois “Nele aprouve a Deus fazer habitar toda a Plenitude e reconciliar por Ele todos os seres, os da terra e os dos céus, realizando a paz pelo sangue de sua cruz” (Cl 1,19-20). A Ascensão de Jesus é a certeza que voltará com o envio do Espírito. Agora vemos pelos olhos da fé que veem mais profundamente que os olhos humanos.

NOSSA VITÓRIA
A oração da missa nos confirma esta verdade: “A Ascensão de vosso Filho já é nossa vitória... membros de seu corpo somos chamados na esperança a participar de Sua Glória”. Esta realidade de nossa fé, dizemos mistério, é compreensível pela união de Sua Divindade a nossa humanidade. Esta humanidade foi glorificada no poder de Cristo como Senhor do Universo. O Filho eterno do Pai assumiu o frágil filho do Homem que agora participa de Sua glória de ressuscitado. O prefácio resume bem essa verdade: “Ele, nossa cabeça e princípio, subiu aos céus, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade”. Rezamos ainda: “Vós nos concedeis conviver na terra com as realidades do Céu. Fazei que nossos corações se voltem para o alto, onde está junto de vós nossa humanidade”. Em Cristo temos posse de nosso direito de viver no Céu. Essa verdade não nos distancia dos problemas da terra, mas nos estimulam a transformar a terra em um Céu para todos. Por isso os Anjos dizem que não é para ficar olhando para o alto, pois Ele continua presente na sua Igreja a serviço do mundo. O evangelista Lucas diz esta verdade: Levantou as mãos os abençoava. “Abençoar significa prometer que o Senhor estará presente em sua vida como ajuda e proteção e dará tudo o que terão necessidade para permanecer fiel a sua vocação”.

ELE CONTINUA NOS SEUS DISCÍPULOS
Anunciando Sua Morte e Sua Ressurreição diz aos apóstolos “sereis testemunhas de tudo isso”. Para essa missão enviará o Espírito Santo, o mesmo que O animou em Sua missão. Podemos ler aqui que Jesus continua em seus discípulos e é Ele quem anuncia a Palavra. Há um permanente desejo, como clama Paulo aos Colossenses, de vivermos na terra, mas com o coração no alto onde está Cristo (Cl 3,1-2). Jesus está glorioso nos Céus, mas permanece, como poderíamos dizer, está com o coração na terra, pois diz: “Estarei convoco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20). Cada celebração nos remete à missão. Ela é de todos, pois participamos da Glória “para que Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,28).

ORAÇÃO
                             
Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

sábado, 11 de maio de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA - LUCIANA DE FERNANDO FON


MÃE!




T
radicionalmente, comemoramos neste segundo domingo de maio o DIA DAS MÃES, uma data especial que homenageamos e presenteamos àquela que nos presenteou com a vida.

O “DIA DAS MÃES”, comemorado no Brasil por decreto do presidente Getúlio Vargas, assinado em 1932, é uma data especial onde às Mães recebem presentes e lembranças de seus filhos, que teve seu inicio na Grécia Antiga, onde os gregos prestavam homenagens a deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens a deusa. Os romanos seguiam uma religião parecida com a grega e também faziam ofertas e homenagens a deusa. Em Roma, durante três dias (15 a 18 de março), eram realizadas homenagens com festas a Cibela, a mãe dos deuses.

Mas, a comemoração passou a ter um caráter cristão nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo.

Semelhante a dos dias atuais, a história nos conta que no século XVII, na Inglaterra, existia o DOMINGO DAS MÃES, quando, nas missas, os filhos entregavam presentes para suas Mães. Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.

Em 1904, nos Estados Unidos, a americana Anna Jarvis teve a ideia de criar uma data em homenagem às Mães. A ideia era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário.

Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas com objetivos meramente comerciais. Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.

Liturgicamente, a data não existe no calendário da Igreja Católica Apostólica Romana, mas os fiéis-católicos celebram, não só amanhã - segundo domingo de maio, o DIA DAS MÃES, mas a cada dia, pois todas merecem respeito e carinho, em suas diversidades e formas de amar.

Nesse Dia das Mães, festeje-a muito, afinal,
Mãe transmite o amor de Deus nesse mundo.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

MFC MACEIÓ VAI HOMENAGEAR AS MAMÃES NO SEU DIA


O
 Movimento Familiar Cristão de Maceió vai homenagear as MÃES com a distribuição de rosas e mensagens durante a Santa Missa Dominical das 17h30min deste domingo, dia 12 de maio, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças, no Aldebaran.

A proposta da Equipe Cidade é que as Mamães estejam presentes com seus filhos, familiares e amigos na Santa Missa celebrada pelo Cônego João Neto em homenagem àquela a quem nos gerou, a quem está sempre disposta a nos acolher e proteger: Nossas “Mães”.

Todas as Mães serão homenageadas pela Equipe Cidade que se programa para que a celebração seja mais do que especial para as Mamães presentes.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

DROGAS E GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA FORAM TEMAS DE PALESTRA PARA O MFC JOVEM DE MACEIÓ


MFC JOVEM NO COLÉGIO MADALENA SOFIA

C
onvidado para fazer uma palestra na última terça-feira (07), para os integrantes do MFC JOVEM DE MACEIÓ, o atual vice-coordenador da ECCi-Maceió, Rainey Marinho, usou a criatividade e transformou o espaço reservado ao MFC JOVEM, no Colégio Madalena Sofia em um programa de auditório.

Rainey montou uma estrutura parecida com o Programa do Jô, programa de entrevistas apresentado por Jô Soares na Rede Globo de Televisão. O sexteto, grupo de instrumentistas que tocam seus instrumentos logo no início do Programa do Jô, e na entrada dos convidados foi substituído pela dupla Jan e Geraldo (Equipe de Canto do MFC Maceió). O garçom chileno Luis Alexander Rubio Bernardes (Alex), sempre alvo de piadas de Jô, foi substituído por Jorginho (Comunicação MFC Alagoas). Os auxiliares do auditório foram Lucila de Flávio, Anamaria de Rainey, Euzilene de Geraldo, Adenylde de Jan, Ana Lúcia de Amauri, Penha de Jorge e Lúcio de Cacilda. O próprio Rainey, por sua semelhança com o Jô, foi o entrevistador.

Hosana Marques Luz falou sobre "Drogas"
Rainey convidou duas personalidades bastante conhecidas da sociedade alagoana, a médica Hosana Marques Luz e a pedagoga Claudia Medeiros. A primeira entrevistada de Rainey foi a médica Hosana Marques Luz, integrante do Grupo Lia de Solero (MFC MACEIÓ), que respondeu perguntas sobre “drogas”, explicando suas origens, dependências, efeitos, consequências, recuperação e vários outros tópicos sobre drogas, especialmente na adolescência. Hosana distribuiu vários exemplares do livro “Fé na Prevenção – Conversando Sobre Drogas com Jovens”, editado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, órgão do Governo Federal.

Claudia Medeiros falou sobre
"Gravidez na Adolescência"
A segunda entrevistada foi a pedagoga Claudia Medeiros, que respondeu perguntas sobre o assunto “gravidez na adolescência”. Claudia iniciou sua participação falando de sua gravidez aos quinze anos, repassando sua experiência de ser mãe na adolescência. A entrevistada falou ainda sobre as principais causas da gravidez na adolescência, prevenção, comportamento, reação familiar, vivencia social, entre outros temas pertinentes ao assunto.

Além de responder as perguntas do entrevistador, as entrevistadas responderam perguntas da plateia, formada por integrantes do MFC JOVEM DE MACEIÓ.

Os jovens aprovaram a forma dinâmica como foram expostos os temas relacionados a “drogas” e “gravidez na adolescência”, principalmente pela forma diferenciada como foi apresentada por Rainey e seus entrevistados. No final, uma opinião unânime... o evento foi Show!

terça-feira, 7 de maio de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 322

  
SABEDORIA ANTIGA
Poetisa Cora Coralina
 
Cora Coralina - Poetisa
E
u não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha.

Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.

O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.

Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa.

Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio! Sei que tenho muitos anos.

Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.

Você acha que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

CORA CORALINA, a querida poetisa goiana viveu 95 anos.
  
O CORREIO MFC inicia a publicação de um estudo muito realista sobre o consumo de drogas, agora com potencial maior de expansão pelo baixo custo do crack, acessível a ricos e pobres, especialmente a jovens e crianças. O autor Vinicius Bocato é estudante da Faculdade Cásper Líbero (SP), que pergunta, diante da repressão anunciada: “O OBJETIVO É TENTAR REDUZIR A VIOLÊNCIA OU ATENDER A UM DESEJO COLETIVO DE VINGANÇA?”

A PESTE DO SÉCULO XXI (I)
Vinícius Bocato

  
N
a última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu –, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer outro estudante da faculdade.

Esse novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja, cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi encaminhado à Fundação Casa.

Óbvio que a primeira reação é de indignação; acho válida toda a revolta da população, em especial da família do garoto, mas não podemos deixar que a emoção nos leve a atitudes irresponsáveis. Sempre que um adolescente se envolve em um crime bárbaro, boa parte da população levanta a voz para exigir a redução da maioridade penal. Alguns vão adiante e chegam a questionar se não seria hora do Estado se igualar ao criminoso e implantar a pena de morte no país. Foi o que fez de forma inconsequente o filósofo Renato Janine Ribeiro, em artigo na Folha de S. Paulo, por ocasião do assassinato brutal do menino João Hélio em 2007.

Além de obviamente não termos mais espaço para a Lei de Talião no século XXI, legislar com base na emoção nada mais atende do que a um sentimento de vingança. Não resolve (nem ameniza) o problema da violência urbana.

O que chama a atenção é a maneira como a grande mídia cobre essas tragédias. A maioria das matérias que vemos nos veículos tradicionais só reforçam uma característica do Brasil que eles mesmo criticam: somos o país do imediatismo. A cada crime brutal cometido por um adolescente, discutimos os efeitos da violência, mas não as suas causas. Discutimos como reprimir, não como prevenir. É uma tática populista que desvia o foco das reais causas do problema.

Abaixo exponho a lista de motivos pelos quais sou contra a redução da maioridade penal.

AS LEIS NÃO PODEM SE BASEAR NA EXCEÇÃO
A maneira como a grande mídia cobre estes crimes bárbaros cometidos por adolescentes nos dá a (falsa) impressão de que eles estão entre os mais frequentes. É justamente o inverso. O relatório de 2007 da UNICEF “Porque dizer não à redução da idade penal” mostra que crimes de homicídio são exceção:

“Dos crimes praticados por adolescentes, utilizando informações de um levantamento realizado pelo ILANUD [Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente] na capital de São Paulo durante os anos de 2000 a 2001, com 2.100 adolescentes acusados da autoria de atos inflacionais, observa-se que a maioria se caracteriza como crimes contra o patrimônio. Furtos, roubos e porte de arma totalizam 58,7% das acusações. 

Já o homicídio não chegou a representar nem 2% dos atos imputados aos adolescentes, o equivalente a 1,4 % dos casos conforme demonstra o gráfico abaixo.” E para exibir dados atualizados, dentre os 9.016 internos da Fundação Casa, neste momento apenas 83 infratores cumprem medidas socioeducativas por terem cometido latrocínio (caso que reacendeu o debate sobre a maioridade penal na última semana). Ou seja, menos que 1%.

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL NÃO DIMINUI A VIOLÊNCIA. O DEBATE ESTÁ FOCADO NOS EFEITOS, NÃO NAS CAUSAS DA VIOLÊNCIA
Como já foi dito, a primeira reação de alguns setores da sociedade sempre que um adolescente comete um crime grave é gritar pela redução da maioridade penal. Ou quase isso: dificilmente vemos a mesma reação quando a vítima mora na periferia (nesses casos, a notícia vira apenas uma notinha nas páginas policiais). Mas vamos evitar leituras ideológicas do problema.

A redução da maioridade penal não resolve nem ameniza o problema da violência. “Toda a teoria científica está a demonstrar que ela [a redução] não representa benefícios em termos de segurança para a população”, afirmou em fevereiro Marcos Vinícius Furtado, presidente da OAB. A discussão em torno na maioridade penal só desvia o foco das verdadeiras causas da violência.

O Instituto Não Violência é bem enfático quanto a isso: “As pesquisas realizadas nas áreas social e educacional apontam que no Brasil a violência está profundamente ligada a questões como: desigualdade social (diferente de pobreza!), exclusão social, impunidade (as leis existentes não são cumpridas, independentemente de serem “leves” ou “pesadas”), falhas na educação familiar e/ou escolar principalmente no que diz respeito à chamada educação em valores ou comportamento ético, e, finalmente, certos processos culturais exacerbados em nossa sociedade como individualismo, consumismo e cultura do prazer.


(Leia a continuação deste artigo no próximo Correio MFC)

LITANIA DA PAZ
Pr. Edison Fernando de Almeida


Dirig: Chega de escuridão
Todos: Queremos a luz da vida
Dirig: Chega do silêncio do medo
Todos: Queremos o barulho dos gestos de amor
Dirig: Chega de balas que se perdem
Todos: Queremos vidas que se encontram
Dirig: Chega da doença da solidão
Todos: Queremos a bênção da comunhão
Dirig: Chega de razões que justificam a guerra
Todos: Queremos as desrazões do amor
Dirig: Chega o apenas falar de paz
Todos: Queremos colhê-la, / lá onde verdadeiramente brota, / no pomar dos nossos atos de justiça.
Dirig: Chega de esperar por sinais da paz
Todos: Queremos ajudar a construí-los.
Dirig. Oremos:
Todos: Senhor, / ajuda-nos a transformar / as armas do mundo / em novos empregos; / as bombas dos poderosos / em pesquisas para curar; / as intenções destruidoras, / em forças construtoras / de um novo tempo, / uma nova sociedade, / um novo ser. / Senhor, / ajuda-nos a forjar Contigo / o milagre da Paz. Amém!
Selma Amorim - Composição – ágatas, lápis azuis, pedras semipreciosas, cristais sobre acrílico.