domingo, 16 de junho de 2013
LITURGIA DO 11º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 16/06/2013
LITURGIA DO 11º DOMINGO
DO TEMPO COMUM
A Misericórdia Divina
diante do ser humano pecador!
PRIMEIRA LEITURA (2Sm 12,7-10.13)
Leitura do Segundo Livro de Samuel:
Naqueles dias, 7Natã disse a Davi: “Esse homem és tu! Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Eu te ungi como rei de Israel, e salvei-te das mãos de Saul.
8Dei-te a casa do teu senhor e pus nos teus braços as mulheres do teu senhor, entregando-te também a casa de Israel e de Judá; e, se isto te parece pouco, vou acrescentar outros favores.
9Por que desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o que lhe desagrada? Feriste à espada o hitita Urias, para fazer da sua mulher a tua esposa, fazendo-o morrer pela espada dos amonitas. 10Por isso, a espada jamais se afastará de tua casa, porque me desprezaste e tomaste a mulher do hitita Urias para fazer dela a tua esposa.
13Davi disse a Natã: “Pequei contra o Senhor”.
Natã respondeu-lhe: “De sua parte, o Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás! Entretanto, por teres ultrajado o Senhor com teu procedimento, o filho que te nasceu morrerá”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 31)
— Eu confessei, afinal, meu pecado/ e perdoastes, Senhor, minha falta.
— Feliz o homem que foi perdoado/ e cuja falta já foi encoberta!/ Feliz o homem a quem o Senhor/ não olha mais como sendo culpado,/ e em cuja alma não há falsidade!
— Eu confessei, afinal, meu pecado,/ e minha falta vos fiz conhecer./ Disse: “Eu irei confessar meu pecado!”/ E perdoastes, Senhor, minha falta.
— Sois para mim proteção e refúgio;/ na minha angústia me haveis de salvar,/ e envolvereis a minha alma no gozo./ Regozijai-vos, ó justos, em Deus,/ e no Senhor exultai de alegria!/ Corações retos, cantai jubilosos!
SEGUNDA LEITURA (Gl 2,16.19-21)
Leitura da Carta de São Paulo apóstolo aos Gálatas:
Irmãos: 16Sabendo que ninguém é justificado por observar a Lei de Moisés, mas por crer em Jesus Cristo, nós também abraçamos a fé em Jesus Cristo. Assim, fomos justificados pela fé em Cristo e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado.
19Aliás, foi em virtude da Lei que eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo, eu fui pregado na cruz.
20Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim. Esta minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e por mim se entregou.
21Eu não desprezo a graça de Deus. Ora, se a justiça vem pela Lei, então Cristo morreu inutilmente.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Lc 7,36-8,3)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.
37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume.
39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”.
40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, Mestre!”
41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro, cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?”
43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”.
44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume.
47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor”.
48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”.
49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?”
50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”
8,1Depois disso, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
H O M I L I A
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
Convém iniciar a meditação sobre a Palavra do Senhor deste Domingo recordando a primeira e principal das Bem-aventuranças; aquela que resume todas as demais: “Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3).
O Evangelho de hoje afirma que “Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus”. Que Boa-nova é esta, que Jesus pregava? Que nele, Deus se revelava como Pai cheio de amor e misericórdia, que se volta para o homem, inclina-se em direção a ele, para acolhê-lo, perdoá-lo, e caminhar com ele. Este anúncio requer uma decisão nossa: a conversão, isto é, um coração aberto à Boa-nova de Jesus; um coração capaz de acolher a presença salvífica de Deus e, cheio do amor do Senhor, abrir-se também para os outros, sobretudo para os pobres sejam de que pobrezas forem. E por que Jesus afirma que é dos pobres o Reino dos Céus? Esta pergunta é a chave para compreender as leituras de hoje. Vejamos.
Quem é o pobre na Bíblia? De que pobre Jesus está falando? Pobre é todo aquele que se encontra numa situação extrema, situação de fraqueza e impotência; pobre é todo aquele que se encontra numa situação limite na vida. O gravemente doente é um pobre, o que não tem casa e comida é um pobre, o discriminado e perseguido é um pobre, o que se sente só e sem amor é um pobre, o aidético, o que foi derrotado, o que foi incompreendido, o que foi pisado pelo peso da existência… Notemos que a pobreza em si não é um bem. E por que Jesus proclama os pobres bem-aventurados, dizendo ser deles o Reino dos Céus? Porque o pobre, na sua pobreza, toca o que a vida humana é realmente: precária, débil, incerta, dependente de Deus. Normalmente, nossa tendência é esquecer essa realidade, procurando mil muletas, mil apoios, mil ilusões: bens materiais, saúde, prestígio, amigos, ninho afetivo, poder… e julgamo-nos auto-suficientes, senhores de nós mesmos, perdendo a atitude de criança simples e confiante diante de Deus. Assim, auto-suficiente, ricos para nós mesmos, não nos achamos necessitados de um Salvador, fechamo-nos para o Reino que Jesus veio anunciar. Só o pobre pode, com toda verdade, tocar a debilidade da vida com toda crueza e verdade e, assim, os pobres têm muito mais possibilidades de abrir-se para o Reino.
As leituras deste Domingo ilustram-nos esta realidade. Primeiro, a pobreza de Davi que, apesar de forte militarmente e rei de Israel, não hesita em reconhecer seu pecado com toda humildade diante do profeta do Senhor: “Pequei contra o Senhor” – diz o rei. Davi não usa máscara, não procura justificar-se com desculpas esfarrapadas. Reconhece-se pequeno, frágil, limitado… humilha-se ante o Senhor. A resposta do Senhor é imediata: “De sua parte, o Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás”. Depois, as duas figuras contrapostas do Evangelho: de um lado Simão, cheio de si, de sua própria justiça, seguro de si próprio, julgando-se em dia com Deus e com seus preceitos e, por isso mesmo, fechado para a misericórdia e a delicadeza para com os outros. Jesus o desmascara: “Quando entrei na tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés… Tu não me deste o beijo de saudação… Tu não derramaste óleo na minha cabeça”. Simão, cheio de si, nunca pensou de verdade que precisasse de um Salvador e, por isso, não foi aberto para Jesus e para o Reino. Recebeu Jesus exteriormente, mas não aderiu a ele interiormente, de todo coração! Por outro lado, a mulher pecadora, adúltera pública, derrama as lágrimas e o coração aos pés de Jesus, com toda simplicidade, com toda sinceridade, do fundo de sua miséria… Reconhece-se pecadora, quebrada, infiel; sem máscara nenhuma, mostra-se ao Senhor e suplica sua misericórdia. Por isso, pode ouvir: “Teus pecados estão perdoados. Vai e paz!”
Somente quando experimentamos, de fato, esta pobreza, podemos verdadeiramente acolher Deus que nos vem em Jesus como Salvador. Caso contrário, diremos que cremos nele, mas somente creremos de fato em nós e em nossas mil riquezas econômicas, afetivas, sociais, psicológicas, espirituais… Assim, do alto da nossa auto-suficiência, tornamo-nos incapazes de acolher de verdade o Reino. Não é este o drama do mundo? Com nossa ciência, com nosso divertimento, com nossa liberação total, com nossos bens de consumo… quem precisa de um Salvador? Temos tudo, somos ricos, estamos bem assim e, sozinhos, nos bastamos!
Pois bem: faz parte do núcleo da convicção cristã que não nos bastamos, que somos pobres e, sozinhos, jamais nos realizaremos plenamente. É o que são Paulo exprime na segunda leitura da Missa: aos cristãos de origem judaica, ele recordava que a salvação não vem das obras da Lei de Moisés, de nossa própria bondade, mas unicamente da fé em Jesus, presente de Deus, misericórdia de Deus para nós. É esta, muitas vezes, a nossa dificuldade: compreender que somos todos pobres diante de Deus; precisamos dele, a ele devemos abrir nossa mente, nosso coração, nossa vida. Aí, sim, o Reino de Deus começará a acontecer e Deus em Cristo reinará de verdade na nossa vida e, através de nós, na vida do mundo.
Que nos perguntemos: sou pobre ou sou rico? Reconheço devedor e dependente de Deus, realmente? Tenho-o como meu Salvador e minha riqueza? Aposto nele a minha vida? Tenho consciência que a vida não é minha de modo absoluto, mas é um do qual deverei prestar contas ao doador? O Senhor nos ajude e ilumine nosso coração e nossa mente!
ORAÇÃO
Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Amém!
Editado por Jorge – MFC ALAGOAS
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
ECE-ALAGOAS SE REUNIRÁ COM PARTICIPANTES ALAGOANOS DO 18º ENA
A
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Equipe de Coordenação Estadual do Movimento Familiar Cristão de Alagoas se reunirá com todos os mefecistas alagoanos, inscritos para participar do 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontece de 6 a 12 de julho, em Vitória da Conquista – Bahia.
A reunião acontecerá na próxima terça-feira – 18 de junho, a partir das 19 horas, na Sede do MFC, localizada na Rua Araújo Bivar, nº 580 – Pajuçara, em Maceió.
A finalidade desta reunião Pré-ENA é definir os últimos detalhes da participação alagoana no ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, evento realizado a cada três anos e que reúne integrantes do MFC de todo Brasil, para uma semana de estudos e reflexões sobre as ações do MFC em território brasileiro e latino-americano.
| Alagoanos e Sergipanos viajarão para o ENA em ônibus de Luxo com conforto e segurança |
A delegação alagoana, composta por 26 pessoas, será transportada em ônibus de luxo da empresa Veleiro Transportes e Turismo, com serviço de bordo, ar condicionado, TV, som, frigobar, banheiro e conduzido por 2 (dois) motoristas capacitados.
Na passagem por Aracaju – Sergipe se juntará à delegação alagoana 14 mefecistas sergipanos que também participarão do 18º ENA. A saída de Maceió está prevista para o dia 5 de julho.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
COMUNICADO DE FALECIMENTO - CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS
| CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS |
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C
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omunicamos
com pesar o falecimento de CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS, casado com Aunete,
membro do Grupo Amigos de Assis do Movimento Familiar Cristão de Maceió.
O
corpo está sendo velado na Capela nº 2 do Cemitério Campo Santo Parque das
Flores. O sepultamento está previsto para as 16 horas, desta quarta-feira, 12
de junho de 2013.
Confiantes
no amor de Deus e na certeza de que agora CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS está na
graça do Pai, elevemos os nossos pensamentos, em comunhão com a família, orando
pela sua alma, unidos no sentimento e na prece.
As
Coordenações de Estado e da Cidade de Maceió do Movimento Familiar Cristão
expressam seus sentimentos à família enlutada, nesse momento de dor e
sofrimento, com a certeza que Deus acolherá CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS em sua
maravilhosa graça.
Nossos relacionamentos, nossas vivências, nossas atuações
no MFC, geram um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de
simpatia, resultando nas nossas grandes amizades fixadas ao plano de Deus.
NAMORAR É PENSAR NO AMANHÃ
Cleto Coelho
Membro da Comunidade Canção Nova
O
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Dia dos Namorados movimenta muito dinheiro, desde cartões com mensagens românticas até joias valiosas; é um dos dias mais lucrativos do ano. Em resumo, há um incentivo para troca de presentes entre os apaixonados.
Mas o Dia dos Namorados também é um bom momento para se pensar no amanhã. Pai e mãe nós não escolhemos, filhos também não, mas o companheiro(a) de viagem, que seguirá lado a lado conosco, durante a vida, é no tempo do namoro que o escolhemos.
Escolher a pessoa certa, o futuro esposo ou esposa que vai fazer essa viagem de amor ao seu lado, é de grande responsabilidade, pois se trata de escolher a única pessoa que vai trilhar e construir, junto com você, um caminho de felicidade em meio às dificuldades, e sem fazer troca (não serviu ou não deu certo, não devolva o produto).
A pessoa escolhida não é um produto que se compra ou troca. Os cônjuges precisam ser conquistados e reconquistados todos os dias e em todas as várias fases do relacionamento, é necessário aprender esperar o processo do outro.
O que você espera de um namoro? Construir uma vida juntos significa respeitar a individualidade de cada um e também estar atento para perceber se essa individualidade não está prejudicando o relacionamento. O risco nessa construção é o pensar só em si, “o prazer individual” em todas as áreas: sexual, profissional, espiritual, com as amizades...
Os dois caminhando unidos, de mente e coração, mesmo pensando de formas diferentes, mas querendo chegar juntos a um ideal, felizes com que for alcançado, exige um relacionamento equilibrado, com harmonia nas decisões.
No tempo do namoro, os dois não podem perder o propósito do ficar juntos; nem sempre serão só abraços e beijos. O lindo do relacionamento é quando os dois continuam se abraçando e se beijando mesmo diante de uma situação difícil. É quando um olha para o outro e diz: “Nada pode nos separar, porque o beijo que demos lá no altar sempre irá nos sustentar!”.
Namorar é bom, faz bem e não pode cair no esquecimento durante casamento. Por isso, aproveite esta data para reafirmar o amor que você tem pelo seu companheiro.
Feliz Dia dos Namorados!
terça-feira, 11 de junho de 2013
MEMBRO DO MFC MACEIÓ ESTÁ NA UTI DA SANTA CASA
| Cícero Rodrigues dos Santos Grupo Amigos de Assis - MFC Maceió |
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É
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grave o estado de saúde do mefecista CÍCERO
RODRIGUES DOS SANTOS, casado com Aunete, membro do Grupo Amigos de Assis do
Movimento Familiar Cristão de Maceió.
Cícero
de Aunete encontra-se internado na Unidade de Tratamento Intensivo Cardíaca da
Santa Casa de Misericórdia de Maceió, após sofre um novo infarto do miocárdio.
Ano passado, após sofre uma queda da própria altura, Cícero se submeteu a uma
cirurgia e quando se recuperava em casa, sofreu um infarto do miocárdio, ficando
internado por vários dias na Unidade de Tratamento Intensivo Cardíaca da Santa
Casa de Misericórdia de Maceió.
O
Movimento Familiar Cristão de Maceió conclama a todos que façam orações,
pedindo pela Providência Divina na recuperação de CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS e
o conforto que a família nesse momento necessita.
A oração é a principal
forma de ajudar, pois o nosso Deus é o Deus do Impossível. "Tudo posso
naquele que me fortalece" (Fl 4,13).
segunda-feira, 10 de junho de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 326
CRÍTICA À INJUSTIÇA NO MUNDO
E A
REFORMA DA IGREJA
Jung Mo Sung
Diretor da Faculdade de Humanidades e
Direito da
Universidade Metodista de São Paulo
São da teologia
da libertação todas as pessoas que, em nome da fé cristã, se indignam com a
injustiça social e se colocam ao lado das pessoas pobres? Não, porque isso
seria dizer que a teologia da libertação ou cristianismo de libertação têm
monopólio da opção pelos pobres. Como se todas as pessoas cristãs que optam
pelos pobres fossem consciente ou inconscientemente da teologia da libertação.
O que seria muita pretensão ou ignorância da história e da teologia.
Se a teologia da
libertação (TL) não tem esse monopólio, a sua metodologia teológica faz
diferença ou tanto faz assumir qualquer tipo de reflexão teológica desde que se
faça opção pelos pobres? Isto é, qual é a relevância ou contribuição da TL hoje
no momento em que a Igreja Católica tem um papa que viveu, vive e que quer
exercer o seu papado em solidariedade com os pobres?
|
E
|
m
primeiro lugar, é preciso lembrar que a opção pelos pobres não é a única
característica da TL. Junto com essa opção vem outras rupturas com a forma
anterior de fazer a teologia e uma delas é a compreensão de que os problemas de
injustiça e do mal não são frutos apenas da má vontade ou má intenção dos
poderosos, mas frutos também da própria dinâmica da estrutura econômica e
social. Em outras palavras, não basta mudar a consciência e o coração das
pessoas, mas é preciso também mudar as estruturas injustas e o próprio espírito
que move essas estruturas. Para se referir a essas questões, a TL utilizou-se
da expressão "pecado estrutural” – pecado que se comete ao cumprir as leis
e exigências da estrutura social e econômica (Um livro importante da TL sobre
essa questão hoje é "A maldição que pesa sobre a lei”, de Franz
Hinkelammert) – e a noção de idolatria.
Outra
característica marcante da TL foi a afirmação de que não se pode fazer a
Teologia da Libertação sem a libertação da teologia (tese desenvolvida principalmente
por Juan Luís Segundo), isto é, a crítica da injustiça do mundo pressupõe a
crítica da teologia cristã e da própria Igreja porque essas tem sido, em muitas
ocasiões, cúmplices da injustiça e do pecado. É assumir explicita e
conscientemente a antiga noção de que a Igreja é santa e pecadora, que ela
também precisa se converter continuamente. Em termos da teologia protestante, é
a Igreja reformada sempre em reforma.
Feita
essa "recordação” de alguns dos princípios da TL, voltemos à pergunta: em
que sentido a Igreja Católica (aqui me refiro explicitamente a Igreja Católica,
mas o raciocínio vale também para todas as igrejas cristãs) pode contribuir na
luta pela vida digna de todas as pessoas e preservação do meio ambiente?
O papa Francisco denuncia
as injustiças que persistem.
|
Neste
desafio, é claro que a pessoa e a postura do papa Francisco traz novos alentos
e esperanças à Igreja Católica e também para cristãos de outras denominações e
pessoas que, não sendo (mais) cristãs, ainda se simpatizam com essa tradição
espiritual. Contudo, se as reflexões da TL tem algum valor, precisamos recordar
que para superar as injustiças e o pecado do mundo não bastam novas consciências,
novas pessoas, é preciso mudar também as estruturas sociais e econômicas, assim
como as principais instituições da ordem global.
E
para que a Igreja e as teologias possam contribuir nessa luta, é preciso fazer
autocrítica que questione também as leis e estruturas que regem e estabelecem
os limites das ações das igrejas. Só na medida em que conseguirmos, no interior
da própria igreja, distinguir a lei (que implica também em estruturas
institucionais) – que é necessária e boa, mas que mata (segundo o ensinamento
do apóstolo Paulo), e que por isso precisam ser sempre reformadas – do Espírito
que nos move a lutar pela Vida é que nossas críticas à ordem social serão
percebidas como coerentes e "autênticas”. Em outras palavras, um papa
humilde que se solidariza com os pobres e as vítimas das injustiças é muito
significativo e importante para a Igreja e o mundo hoje, mas sem uma reforma profunda
nas estruturas e leis da Igreja não poderemos criticar de modo radical as leis
e estruturas do capitalismo global. Só assim podemos mostrar ao mundo que nem
as leis da igreja são eternas e imutáveis, e por isso os neoliberais também não
podem pretender que as leis do mercado capitalistas sejam eternas e imutáveis
(idolatria do mercado).
E,
é claro, a reforma da Igreja não pode se restringir à reforma da burocracia do
Vaticano, mas também aos temas ainda considerados tabus, como o papel das
mulheres na Igreja e a distinção ainda tão radical entre o clero e o laicato.
MAIS UM DITADOR CRUEL
NA PRISÃO
Eric Nepomuceno
Efraín Ríos
Montt, o sanguinário ditador que aterrorizou a Guatemala no início dos anos
oitenta, foi finalmente condenado pela Justiça de seu país, a 80 anos de
prisão, por crime de genocídio e delitos contra a humanidade. Perdeu vigência,
assim, a lei de anistia proclamada pelos militares na véspera de passar o poder
aos civis, há dezessete anos.
|
M
|
ão
de ferro, coração perverso, alma cruel, botas de chumbo: com esse instrumental
Efraín Ríos Montt foi o sanguinário ditador de turno na Guatemala, entre março
de 1982 e agosto de 1983.
Um
dos feitos mais extraordinários de Ríos Montt, um cristão fundamentalista de
uma dessas seitas evangélicas desmesuradas, foi ter conseguido ser
especialmente cruel numa era de extrema crueldade em seu país: foram dizimados
em 40 anos mais de 250 mil indígenas, que formam a imensa maioria da população
e padeceram bestialidades permanentes. Não foi ele o único verdugo em décadas
de sangue. Mas, vale recordar: soube se destacar pela fúria sangrenta.
Agora esse ancião de
86 anos e olhar perdido conheceu o que sempre negou a quem perseguiu e
aniquilou: justiça. No final, a sentença: 80 anos de prisão, por crime de
genocídio e delitos contra a humanidade.
PENSAMENTOS DE
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
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SELMA AMORIM
Composição pedras semipreciosas,
cristais, vegetais perenizados sobre acrílico.
(20x50 cm)
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Apenas um raio de sol
é suficiente para afastar várias sombras.
Ninguém é
suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro e, ninguém é
totalmente destituído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.
Senhor, dai-me força
para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para
aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para
distinguir uma coisa da outra.
A cortesia é irmã da
caridade, que apaga o ódio e fomenta o amor.
Comece fazendo o que
é necessário, depois o que é possível e de repente você estará fazendo o
impossível.
Todos os seres são
iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e divinos e seu destino final.
domingo, 9 de junho de 2013
LITURGIA DO 10º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 09/06/2013
LITURGIA DO 10º DOMINGO
DO TEMPO COMUM
Dando vida, Deus visita seu povo!
PRIMEIRA LEITURA (1Rs 17,17-24)
Leitura do Primeiro Livro dos Reis:
Naqueles dias, 17sucedeu que o filho da dona da casa caiu doente, e o seu mal era tão grave que ele já não respirava. 18Então a mulher disse a Elias: “O que há entre mim e ti, homem de Deus? Porventura vieste à minha casa para me lembrares os meus pecados e matares o meu filho?”.
19Elias respondeu-lhe: “Dá-me o teu filho!” Tomando o menino do seu regaço, levou-o ao aposento de cima onde ele dormia, e o pôs em cima do seu leito. 20Depois, clamou ao Senhor, dizendo: “Senhor, meu Deus, até a viúva, em cuja casa habito como hóspede, queres afligir, matando-lhe seu filho?”.
21Depois, por três vezes, ele estendeu-se sobre o menino e suplicou ao Senhor: “Senhor, meu Deus, faze, te rogo, que a alma deste menino volte às suas entranhas”.
22O Senhor ouviu a voz de Elias: a alma do menino voltou a ele e ele recuperou a vida. 23Elias tomou o menino, desceu com ele do aposento superior para o interior da casa, e entregou-o à sua mãe, dizendo: “Eis aqui o teu filho vivo”. 24A mulher exclamou: “Agora vejo que és um homem de Deus, e que a palavra do Senhor é verdadeira em tua boca”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 29)
— Eu vos exalto,/ ó Senhor,/ pois me livrastes,/ e preservastes minha vida da morte!
— Eu vos exalto,/ ó Senhor,/ pois me livraste,/ e não deixastes rir de mim meus inimigos!/ Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes,/ quando estava já morrendo!
— Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,/ dai-lhe graças e invocai seu santo nome!/ Pois sua ira dura apenas um momento,/ mas sua bondade permanece a vida inteira;/ se à tarde vem o pranto visitar-nos,/ de manhã vem saudar-nos a alegria.
— Escutai-me,/ Senhor Deus,/ tende piedade!/ Sede, Senhor,/ o meu abrigo protetor!/ Transformastes o meu pranto em uma festa,/ Senhor meu Deus,/ eternamente hei de louvar-vos!
SEGUNDA LEITURA (Gl 1,11-19)
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.
11Asseguro-vos, irmãos, que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. 13Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14e como progredia no judaísmo, mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas.
15Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue 17nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco. 18Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Lc 7,11-17)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”.
17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira, e por toda a redondeza.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
H O M I L I A
Mons. José Maria Pereira
Diocese de Petrópolis-RJ
O SENHOR DA VIDA!
O Evangelho do X Domingo (Lc 7, 11-17), nos apresenta Jesus que se encontra com um cortejo fúnebre. Uma pobre viúva chora a morte do seu único filho. “Ao vê-la, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores” (Lc 7, 13). E movido pela compaixão, diz Jesus: “Jovem, Eu te ordeno, levanta-te” (Lc 7, 14). Como à mãe pediu que não chorasse, ao filho morto ordena que se levante! Somente quem é Senhor da vida pode falar desta maneira e com palavras que fazem aquilo que exprimem! “O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe” (Lc 7, 15).
Comentando este fato do filho da viúva da Naim, diz São Josemaria Escrivá: “Explica o evangelista que Jesus Se compadeceu: talvez a Sua comoção tivesse também sinais externos, como pela morte de Lázaro. Jesus não era, nem é, insensível ao sofrimento que nasce do amor, nem sente prazer em separar os filhos dos pais. Supera a morte, para dar a vida, para que aqueles que se amam convivam [...].
Cristo sabe que O rodeia uma grande multidão, a quem o milagre encherá de pasmo e que há de ir apregoando o sucedido por toda aquela região. Mas o Senhor não age com artificialismo, só para praticar um feito; sente-Se particularmente afetado pelo sofrimento daquela mulher; não pode deixar de a consolar. Então, aproximou-Se e disse-lhe: não chores (Lc 7,13). Que é como se lhe dissesse: não te quero ver desfeita em lágrimas, pois Eu vim trazer à terra a alegria e a paz. E imediatamente se dá o milagre, manifestação do poder de Cristo, Deus. Mas antes já se dera a comoção da Sua alma, manifestação evidente da ternura do coração de Cristo, Homem” (Cristo que passa, nº 166).
A alegria da mãe ao recuperar vivo o seu filho recorda a alegria da Igreja pelos seus filhos pecadores que retornam, pelo Sacramento da Confissão, à vida da graça. Comenta Santo Agostinho: “A mãe viúva alegra-se com o seu filho ressuscitado. A mãe Igreja alegra-se diariamente com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele, morto quanto ao corpo, estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem chora nem se vê. Busca estes mortos o que os conhece, o que os pode fazer regressar à vida” (Sermo 98,2).
O milagre que Jesus fez, ressuscitando o filho da viúva, nos dá um grande exemplo dos sentimentos que devemos ter diante das desgraças alheias. Devemos aprender de Jesus! E para termos um coração semelhante ao seu, devemos recorrer em primeiro lugar à oração: “Temos de pedir ao Senhor que nos conceda um coração bom, capaz de se compadecer das penas das criaturas, capaz de compreender que, para remediar os tormentos que acompanham e não poucas vezes angustiam as almas neste mundo, o verdadeiro bálsamo é o amor, a caridade: todos os outros consolos apenas servem para distrair por um momento e deixar mais tarde um saldo de amargura e desespero” (São Josemaria Escrivá, é Cristo que passa, nº 167).
Pois bem, assim como o amor a Deus não se reduz a um sentimento, mas leva a obras que o manifestem, assim também o nosso amor ao próximo deve ser um amor eficaz. É o que nos diz S. João: “Não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e de verdade” (1 Jo 3,18).
Jesus Cristo ao falar do Juízo, declarou: “Vinde benditos de meu Pai… tive fome e me destes de comer…” (Mt 25, 31-40).
Peçamos a Deus uma caridade vigilante, porque, para se conseguir a salvação é necessário reconhecer Cristo que nos sai ao encontro nos nossos irmãos, os homens. Todos os dias Ele sai ao nosso encontro: na família, no trabalho, na rua… Ele, Jesus.
ORAÇÃO
Ó Deus, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Amém!
Editado por Jorge – MFC ALAGOAS
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