quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014 É TEMA DE REUNIÃO HOJE NA CÚRIA DE MACEIÓ


N
esta quarta-feira (18), às 9 horas, representantes dos organismos da Arquidiocese de Maceió se reúnem com o Monsenhor José Augusto, Vigário Geral, na Cúria Metropolitana para estudar o Texto Base da Campanha da Fraternidade 2014.

O objetivo do momento é preparar a reunião que acontecerá com representantes da sociedade civil e institucional no próximo ano. A presença do coordenador ou representante dos movimentos, pastorais e demais entidades ligadas à Arquidiocese de Maceió na reunião é imprescindível para o sucesso da reunião que acontecerá com os representantes da sociedade civil e institucional.

A Campanha da Fraternidade 2014 tem como tema “FRATERNIDADE E TRÁFIGO HUMANO” e o lema “PARA LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU (Gl 5,1)”. Com o objetivo geral de identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

Representantes da Coordenação de Cidade de Maceió e da Coordenação Estadual Alagoas do Movimento Familiar Cristão participam da reunião. Pela ECCi-Maceió, os casais Péricles e Ula (Coordenadores de Cidade) e Clerisvaldo e Ivanilda (Assessoria Cúria). Pela ECE-Alagoas, confirmou presença o coordenador estadual, Gilson Romeiro.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

10 DICAS PARA VIVER BEM UM RELACIONAMENTO

Prof. Felipe Aquino
Prof. Felipe Aquino
Do livro: Família, Santuário da Vida

U
ma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava com terapia conjugal, elaborou os 'dez mandamentos do casal'.

Gostaria de analisá-los, já que trazem muita sabedoria para a vida e a felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os nossos próprios.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
A todo custo, evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegura a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso nos convencermos de que, na explosão, nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: destroços, mortes e tristezas; portanto, jamais podemos permitir que a explosão chegue a acontecer. Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda (PE), tem um belo pensamento que diz: "Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura"

2. Nunca gritar um com o outro.
A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria. Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente e, por isso, precisa impor, pelos gritos, aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.

3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, mas no diálogo não. Portanto, se, por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro “vença” para que, mais rapidamente, ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de “guerra”, uma luta inglória. “A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral”, dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas. Não podemos nos esquecer de que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Às vezes, uma pequena discussão esconde, por muitos dias, o sol da alegria no lar.

4. Se for inevitável chamar à atenção, fazê-lo com amor.
A outra parte tem de entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva, pois esta é amorosa, sem acusações nem condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. Reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa lhe dizer. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos alguém por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente, não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que este mal não ocorra nos momentos de discussão. Nessas horas, o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta e tudo de mau pode acontecer em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas.

Nos tempos horríveis da Guerra Fria, quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou ao mundo: "A paz impõe-se somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade”. Ora, se isso é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo, “primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros”. E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: “Se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz”. Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz, e ela tem um preço: a nossa maturidade.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois, tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou, no dia anterior, para ferver o leite sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa.
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas se esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isso também com palavras. Especialmente para as mulheres, pois nelas isso tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância.

Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer! "Eu te amo”, “você é muito importante para mim”, “sem você eu não teria conseguido vencer este problema”, “a sua presença é importante para mim”, “suas palavras me ajudam a viver”… Diga isso ao outro, com toda sinceridade, toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.

9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas.
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos, não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isso é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam.
É a sabedoria popular que ensina isso. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será “não por lenha na fogueira”, isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes, é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes, será por um abraço carinhoso ou por uma palavra amiga. Todos nós temos a necessidade de um “bode expiatório” quando algo adverso nos ocorre. Quase inconscientemente, queremos, como se diz, “pegar alguém para Cristo”, a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. Isto é um mecanismo de compensação psicológica que age em todos nós nas horas amargas, mas é um grande perigo na vida familiar.

Quantas e quantas vezes acabam “pagando o pato” as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. Às vezes, são os filhos que apanham do pai que chega em casa nervoso e cansado; outras, é a esposa ou o marido que recebe do outro uma enxurrada de lamentações, reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.

Temos de nos vigiar e policiar nestas horas para não permitir que o sangue quente nas veias gere uma série de injustiças com os outros. E temos de tomar redobrada atenção com os familiares, pois, normalmente, são eles que sofrem as consequências de nossos desatinos. No serviço, e fora de casa, respeitamos as pessoas, o chefe, a secretária etc, mas, em casa, onde somos “familiares”, o desrespeito acaba acontecendo. É preciso toda a atenção e vigilância para que isso não aconteça. Os filhos, a esposa, o esposo, são aqueles que merecem o nosso primeiro amor e tudo de bom que trazemos no coração. Portanto, antes de entrarmos no recinto sagrado do lar, é preciso deixar lá fora as mágoas, os problemas e as tensões. Essas até podem ser tratadas na família, buscando-se uma solução para os problemas, mas, com delicadeza, diálogo, fé e otimismo.

Prof. Felipe Aquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos".

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

RECORDANDO AS MUDANÇAS NA IGREJA

Hélio Amorim - MFC/RJ
Hélio Amorim
MFC/RJ

Os mais jovens podem não acreditar nestas recordações...

N
o passado ainda recente, antes do Concílio Vaticano II, anos 60, aprendíamos nos bancos das nossas escolas católicas que a concepção do homem era dicotômica: corpo e alma, duas realidades distintas, uma destinada a sofrer "desterrada neste vale de lágrimas", a outra destinada ao céu ou inferno, com provável passagem purificadora pelo purgatório, no primeiro caso.

O corpo era um risco para a salvação, por estar fortemente sujeito às tentações do demônio, sempre presente e próximo de cada incauto, pronto a levá-lo à perdição.

A forma de se proteger da ação permanente do demônio onipresente eram as mortificações e sacrifícios auto impostos, a oração e leituras piedosas mas,  especialmente, as práticas religiosas que ofereciam o passaporte garantido para o céu.

A mais difundida era comungar em nove consecutivas primeiras sextas-feiras do mês. Segundo constava, numa revelação de Jesus em aparição a um dos santos da Igreja, essas nove comunhões assegurariam definitivamente a salvação. Todos então partiam para a conquista desse habeas corpus preventivo, alimentando secretamente a expectativa de liberdade total depois dessa conquista... e, cuidado: morrer antes da nona comunhão poderia pôr tudo a perder.

Acontece que essa salvação assim espertamente assegurada, não nos livraria de pagar a conta pelas bobagens cometidas durante a vida. Uma passagem purificadora pelo purgatório era quase inevitável, a menos que morrêssemos "em estado de graça", absolvidos no último momento de todas as culpas, pela confissão feita a um sacerdote.

Como essa possibilidade era precária, e considerando que a permanência no purgatório era determinada em dias, anos ou séculos, conforme a gravidade das nossas artes, éramos orientados a acumular créditos durante a vida. Chamavam-se indulgências. Nos livros de orações, cada uma terminava com a indicação correspondente dos créditos gerados cada vez que fosse recitada: 300 dias de indulgência, por exemplo. Algumas dessas orações eram apenas uma curta invocação, chamada jaculatória, para facilitar-nos decorar e repeti-las maquinalmente dezenas ou centenas de vezes ao dia.

Para a contabilidade, o colégio distribuía, no início de cada mês, um impresso em que devíamos anotar as indulgências que se conquistavam cada dia, com espaço para a totalização no fim do mês. Algumas orações, como uma de Santo Tomás de Aquino, asseguravam indulgência plenária, se rezadas imediatamente depois da comunhão. Desequilibravam a contabilidade e confundiam as anotações porque apagavam todas as penalidades de purgatório acumuladas até aquele momento...

Todas essas indulgências eram gratuitas, ao contrário de práticas do passado em que a história registra a sua venda habitual, pela Igreja, a personalidades pouco merecedoras, interessadas em comprar o céu a preços módicos (uma das razões alegadas por Lutero para romper com a Igreja há cinco séculos).

Por outro lado, os cristãos, mesmo adultos, estavam proibidos de ler uma imensa lista de livros que poderiam colocar em risco a sua fé. Era pecado grave desrespeitar o Index dos livros proibidos. Lá estavam, por exemplo, os de Darwin e dos seus seguidores, que elaboravam a teoria da evolução das espécies, derrubando a crença equivocada de que o relato bíblico da Criação fosse uma crônica histórica, já arranhada pelas descobertas de Copérnico e Galileu - todos eles cientistas a quem a Igreja pediu perdão.

Muitas outras restrições e proibições se acumulavam, engessando o desenvolvimento da consciência crítica dos cristãos para não se perderem, resultando em alienação e fuga à responsabilidade na construção do Reino.

Ora, o famoso Index dos livros proibidos desapareceu, e as teorias de Darwin, já agora muito desenvolvidas e documentadas, são ensinadas nas escolas católicas.

A separação entre o corpo e a alma, como duas realidades distintas e superpostas, herança do neoplatonismo, já não faz parte da doutrina católica. A história humana é valorizada, não é tempo de degredo ou exílio, e o mundo não deve ser um vale de lágrimas. O cristão é desafiado a empenhar-se na construção de um mundo justo e fraterno, para que assim seja feita a vontade de Deus, aqui na terra, como já prometido para o céu.

Muito mais foi mudando ao longo destes anos ainda recentes, e vão continuar mudando neste papado. É um processo saudável de purificação de crenças e normas que mantinham cristãos adultos no nível de fé infantil.

As muitas falas surpreendentes e a primeira exortação apostólica de Francisco, “Evangelii Gaudium”, já avançam decididamente na depuração de doutrinas e práticas ensinadas nas últimas décadas.

Texto extraído do CORREIO MFC BRASIL Nº 345 de 14/12/2013


domingo, 15 de dezembro de 2013

HOJE, 219ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


LITURGIA DO 3º DOMINGO DO ADVENTO - 15/12/2013

   
3º DOMINGO DO ADVENTO



PRIMEIRA LEITURA (Is 35,1-6a.10)

Leitura do Livro do Profeta Isaías:
1Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. 2Germine e exulte de alegria e louvores. Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus.

3Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. 4Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para nos salvar”.

5Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. 6aO coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos.

10Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos; cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 145)

— Vinde, Senhor, para salvar o vosso povo!

— O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.

— O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído,/ o Senhor ama aquele que é justo,/ é o Senhor que protege o estrangeiro.

— Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde os caminhos dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião, o teu Deus reinará.

SEGUNDA LEITURA (Tg 5,7-10)

Leitura da Carta de São Tiago:
Irmãos: 7Ficai firmes até à vinda do Senhor. Vede o agricultor: ele espera o precioso fruto da terra e fica firme até cair a chuva do outono ou da primavera.

8Também vós, ficai firmes e fortalecei vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.

9Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está às portas. 10Irmãos, tomai por modelo de sofrimento e firmeza os profetas, que falaram em nome do Senhor.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Mt 11,2-11)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 2João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, 3para lhe perguntarem: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?”

4Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: 5os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. 6Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!”

7Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis.
9Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. 10É dele que está escrito: “Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. 11Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLETINDO A PALAVRA
“A VINDA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA”
Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

ELE VEM PARA NOS SALVAR
A antífona de entrada “Alegrai-vos sempre porque o Senhor está próximo” dá a este domingo o nome de “Gaudete” (alegrai-vos). Nesse sentimento pedimos na oração da Missa “que possamos chegar às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia”. Até as cores dos paramentos lembram o sol nascente simbolizando a vinda de Cristo que se aproxima. Usa-se a simbologia da aurora que traz as primeiras luzes do sol. Já sentimos a alegria do nascimento de Jesus que se aproxima. A alegria é fruto do Espírito. A vinda de Cristo não se reduz ao Natal, mas se anuncia como gloriosa na Páscoa. Tiago convida a ficar como o agricultor que espera o precioso fruto da terra (Tg 5,7). Nesse ano a liturgia traz a figura de João Batista que vê nas obras de Cristo os sinais do prometido Messias. E manda discípulos seus perguntar se Êle é Aquele que deve vir (Mt 11,3). João vê que em Jesus se realizam as promessas do Antigo Testamento. Jesus mostra que os milagres realizados correspondem à profecia de Isaias e de outros profetas (Is 35,5): “Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, os pobres são evangelizados (Mt 11,5).. João é a figura da espera coerente. Por isso Jesus o elogia como mais que um profeta. Mas o menor no Reino de Céus é maior do que João. Jesus é este menor do Reino. João é testemunho da integridade. Não é um ramo que é levado de um lado para o outro pelo vento. Não segue ideologias que atraem as pessoas para o vazio.  Não vive do luxo dos prazeres, como Herodes que tb estava no deserto. João é um profeta. É um modelo para os cristãos como diz Tiago: “Tomai por modelo de sofrimento e firmeza os profetas que falaram em nome do Senhor” (Tg 5,10). João se alegra com a vinda do Messias e dá por cumprida sua missão.

TRANSFORMAÇÕES DA VINDA DE CRISTO
O profeta Isaias acena para os tempos futuros dando ânimo aos que estavam desanimados: “Dizei às pessoas deprimidas: ‘Criai animo, não tenhais medo!... Ele vem para nos salvar... não mais conhecerão a dor” (Is 11,3.10). A transformação proclamada por Isaias anima o povo muito sofrido com o desastre nacional. A promessa da volta do exílio traz uma renovação. Esta renovação traz vida nova aos cegos, cochos, aleijados. É o que Jesus apresenta como prova aos discípulos enviados por João: “Ide contar a João o estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a visa, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os cegos vêem... Deus em sua fidelidade faz justiça aos oprimidos, dá alimento aos famintos... abre os olhos aos cegos... ampara o órfão e a viúva” (Sl 145). Socorrer os sofredores é uma atitude Divina. O tempo do Advento coloca em nossas mãos a responsabilidade de dar esse testemunho ao mundo, cuidando dos necessitados. O papel do cristão é animar os sofredores com atitudes concretas. Assim será profeta. Deverá ser firme na fé e não um caniço agitado pelo vento.

PLENITUDE DOS BENS
A oração da missa chama ao tempo do tempo de Natal: “Chegar às alegrias da salvação e celebrá-la com intenso júbilo na solene liturgia”.  Cristo não vem para o castigo, mas para dar a recompensa de Deus. Ele vem para nos salvar (Is 35,4). Com Ele temos a plenitude dos bens. Vivemos a plenitude da Graça na celebração do Natal, por isso é preciso preparar-se para as festas (Oração final). A melhor forma da graça é aquela que transforma a vida em graça. Jesus se fez tudo para todos. É nosso modelo e força.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia. Amém!

Editado por JorgeMacielNews


sábado, 14 de dezembro de 2013

CONFRATERNIZAÇÃO EM MURICI E MISSA EM MACEIÓ MOVIMENTA O MFC NESTE SÁBADO (14)

    
O
 Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas se reúne na noite deste sábado (14), para a tradicional confraternização natalina com a presença de seus dirigentes, assessor eclesiástico, membros, familiares e amigos.

No próximo sábado, 21 de dezembro, a família mefecistas muriciense promove a 1ª Festa “CRIANÇA E O MENINO JESUS NESTE NATAL”, no Ginásio de Esportes de Murici, a partir das 15 horas, quando serão distribuídos lanches e presentes com as crianças carentes da comunidade.

MFC MACEIÓ

A Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió manda celebrar neste sábado (14), às 19 horas, Missa em Ação de Graças no Santuário de Nossa Senhora de Fátima (Ponta da Terra), próximo a Sede do MFC, em agradecimento pelo ano que se finda e pedir ao Pai Maior, bênçãos para o ano que se aproxima.

A Coordenação da Equipe Cidade de Maceió convida toda a família mefecista maceioense para participar com sua família desta Santa Missa em Ação de Graças.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

MFC MACEIÓ MANDA CELEBRAR MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS NESTE SÁBADO, 14

O
s membros do Movimento Familiar Cristão de Maceió elegeram no dia 3 de abril último, por unanimidade, os casais Péricles e Ula (Grupo Vida) e Jorge e Penha (Grupo Caná da Galileia), para coordenador e vice-coordenador da Equipe de Coordenação de Cidade de Maceió, para o triênio 2013/2016.

Antes mesmo de assumir, a coordenação e vice-coordenação eleita foi buscar o oxigênio necessário para desenvolver um trabalho dentro das diretrizes e metodologia mefecista, participando do 18º ENA – Encontro Nacional do MFC, e Vitória da Conquista – Bahia, em julho de 2013.

Retornando de Vitória da Conquista, já empossados nos cargos, a coordenação trabalhou para formar a Equipe Cidade e suas assessorias, que é composta da secretaria e patrimônio; tesouraria, assessoria eclesiástica; assessoria de comunicação; assessoria de expansão de nucleação e pós-encontro; assessoria de canto; assessoria de eventos e ações sociais; assessoria de liturgia, espiritualidade e ligação com a Cúria; assessoria de formação de jovens.

A preocupação da nova coordenação e de toda equipe foi de implantar o planejamento participativo a partir da elaboração do Plano de Ação. O grande lance da apresentação da Estrutura Organizacional foi à análise da estrutura piramidal do MFC, destacando-se sua inversão, ou seja, as Equipes Base, através da formação do Conselho, são na verdade a mola propulsora de toda a estrutura do movimento. As assessorias existem para por em prática os desejos e anseios das Equipes Base.

Outra preocupação da nova coordenação foi à realização de reuniões abertas da Equipe Cidade nas 2ªs quartas-feiras de cada mês e de reuniões abertas do Conselho de Cidade na 3ªs quartas-feiras de cada mês, oportunidade que os Grupos de Base participam com seus coordenadores, tesoureiros e auxiliares, com o Grupo tendo voz e voto nas decisões do MFC Maceió.

De julho a setembro, a coordenação de Cidade visitou vários Grupos de Base, mostrando a importância da pertença financeira, promovendo a divulgação dos projetos da atual gestão para o triênio e a necessidade de uma participação mais ativa dos Grupos de Base nas decisões do MFC Maceió.

Em setembro, com o apoio dos Grupos de Base, aconteceu a 30ª Nucleação do MFC Maceió, a primeira da atual gestão, que proporcionou a inclusão de vinte e seis novos casais na família mefecista.

No final de novembro aconteceu a 2ª Nucleação do MFC Jovem de Maceió, com o apoio da ECCi-Maceió e na coordenação dos jovens Bárbara e Diogo (Coordenação Geral), Anielly (Batente), Rodrigo (Canto), Maria Clara (Anjos), Luiza (Liturgia), Rafaela (Ligação) e Ana Kelly (Bem Estar). A supervisão ficou sob a responsabilidade dos casais Flávio e Lucila (Grupo Caná da Galileia) e Palmeira e Millena (Grupo Sagrada Família). Diversos casais do MFC Maceió trabalharam nas diversas equipes de trabalho, colaborando com o sucesso do evento, onde cinquenta jovens concluíram o encontro, atentos à fidelidade que deles é exigida: crescimento na fé, humildade na aceitação das missões, aumento no compromisso em suas tarefas, crescimento e responsabilidade como integrante de sua igreja.

Uma proposta dos Grupos de Base do Movimento Familiar Cristão de Maceió, com total apoio da Equipe de Coordenação de Cidade (ECCi), aconteceu no domingo - 8 de dezembro, o DIA DA FAMÍLIA, uma manhã de atividades na orla de Maceió, com atrações musicais, palestras motivacionais, atividades educativas, recreação para crianças e adultos com a participação de animadores e palhaços, distribuição de camisas e bolas personalizadas alusivas ao evento, leques, adesivos  e outros brindes. Uma programação totalmente direcionada as famílias que teve uma grande repercussão na sociedade alagoana e serviu para o congraçamento de centenas de mefecistas e seus familiares.

E para concluir 2013 com as bênçãos da Santíssima Trindade, a Equipe de Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió, manda celebrar neste sábado – 14 de dezembro, a partir das 19 horas, uma Santa Missa em Ação de Graças, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Rua Domingos Lordsleen, Ponta da Terra (Rua por trás da Sede do MFC).

Todos os mefecistas, familiares e amigos estão convidados a participar da Santa Missa em Ação de Graças, oportunidade de agradecer as bênçãos recebidas neste ano que se finda e pedir bênçãos para o ano que se aproxima.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

AMOR E PAZ NO NATAL - Artigo de James Magalhães de Medeiros

AMOR E PAZ NO NATAL

James Magalhães de Medeiros
James Magalhães de Medeiros
Grupo Mãos Dadas - MFC Maceió

M
ais um dezembro em nossas vidas e tudo se repete. Mais um natal. Mais alegrias e tristezas em um mundo hostil e adverso às nossas boas pretensões. Para as criaturas de fé, sempre existirá uma esperança, pois foi o próprio Jesus que disse: “quando tudo parecer perdido e a esperança desaparecer, procure por Mim, estarei ao teu lado, embora não me vejas”. Assim acontece com os que tem fé, com os que amam, com os que tem esperança.

Pois é, vivemos em um mundo sem diálogo, sem amor, sem sorriso. Afinal, o que somos e onde estamos? Podemos afirmar que somos seres humanos, que somos família e que vivemos em sociedade. O que acontece é que vivemos tão desatentos em nosso caminhar, pensando muito mais no ter, e esquecendo do ser, que deixamos de construir o que é mais importante para a nossa convivência com a família, com as pessoas que estão próximas, com a sociedade como um todo.

Não podemos viver o natal, isto é, mais um natal, sem planejarmos mudanças que objetivem uma vida de amor e de paz. Sim, de amor, pois não se terá paz, senão através do amor, e quem ama educa e constrói um mundo de paz.

Não podemos esquecer que “A família existe no mundo e para o mundo. E é atenta às necessidades e prioridades deste mundo e desta sociedade que deve desenvolver sua identidade e suas prioridades formativas e ativas. A família não é um fim em si mesma, mas existe para que o mundo seja melhor e mais humano. ...” segundo nos ensina a teóloga Maria Clara Lucchetti Bingemer.

Ora, consequentemente um mundo melhor e mais humano fica a depender do que a família recebe de positivo e negativo do mundo externo e do que é capaz de construir no seu núcleo, na mesma proporção, com a visão de uma sociedade igualitária e humana. São muitos os desafios e podemos destacar a violência, em todas as suas formas, como sendo fatores de desagregação da instituição familiar. O pior de tudo é que só enxergamos a violência fora da nossa família, e muitas vezes ela está dentro da nossa casa, mas não somos capazes de ver ou de sentir, pois o protecionismo exacerbado esconde a realidade do presente, proporcionando sofrimento e amargura no futuro.

Nesses últimos dias li algo muito interessante, que gostaria de partilhar, pois traz uma mensagem muito forte sobre a criação de nossos filhos e que servirá de lição contra a violência, principalmente para os pais que desejam filhos heróis, sem passar pelo sabor da derrota. O escrito me chegou através de e-mail, e diz respeito a carta que Abraham Lincoln enviou para o professor de seu filho, da qual transcrevo dois trechos, apenas: “Ensine-o a perder, mas também a saber gozar a vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso. … Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. ...”

Desejo a todas as famílias um feliz natal, com muito amor e muita paz.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A NUCLEAÇÃO DO SONHO E DA FÉ!

Flávio Monteiro
Flávio Monteiro
Coordenador do MFC Jovem
MFC Maceió

T
enho por hábito escrever um "diário" após cada nucleação que participo, relatando fatos interessantes e que me chamaram a atenção.

Acredito sempre que toda nucleação dá certo... Nunca vi nenhuma que deu errado. Então, nesse caso, alguém pode perguntar: “Por que você escreve sobre algo que sempre tem o mesmo final?” - Respondo: "Apesar de o final ser o mesmo, o enredo nunca é igual".

Se essa nucleação pudesse ter um título, seria a nucleação do Sonho e da Fé!

O sonho de muitos jovens que se prepararam durante um ano, e de outros que esperaram o mesmo tempo para poder participar, respectivamente. Sonhos que me foram expostos com muita ansiedade, insegurança, lágrimas, incertezas... Mas principalmente com muita perseverança.

Diante de tanta expectativa e sonho, só nos restava mergulhar de corpo, alma e coração junto com vocês. Houveram muitas dificuldades... desencontros... reencontros e encontros também. Encontrei muito talento, comprometimento, disposição e abnegação pela causa do Pai. Individualmente, houve quem teve grandes dificuldades e até perdas... O que dizer de quem teve a mãe no centro cirúrgico 24 horas antes do início da nucleação e, nem mesmo assim, abriu mão de estar contribuindo? Eu digo que isso se chama FÉ!

No serviço Cristão, vejo muita gente dando desculpas incabíveis para não estar disponível para a causa Dele. Houveram vários outros casos, esse foi apenas um que tomei por exemplo por ter sido o mais recente ao evento.

Por fim, gostaria de dizer a vocês que se dedicaram tanto e com uma expressão no rosto de tamanha alegria, que estarei orando continuamente para que Deus esteja sempre enviando seu Espírito Santo a cada um de vocês, para que essa FÉ e dedicação, que tive a honra e privilégio de vivenciar com vocês, nunca tenha fim. E para os que estão chegando, que sejam todos contagiados por essa mesma FÉ, e que unidos vocês possam trazer muitos outros para mais pertinho de Cristo. Sejam sempre e unicamente, instrumentos!

Sem dúvida, a história dessa nucleação teve um Autor que soube fazer de cada personagem, um ator principal. Como dizia a canção que cantamos muito na nucleação: “Jesus pode escrever a sua história de novo...”

A chance de dar tudo errado era o que eu tinha em mim, mas Ele foi fiel comigo...
Junte suas forças e clame a Deus, Ele escuta o grito do seu fraco coração.

Eu não tinha nada e agora eu tenho vida, e uma nova história linda, escrita pelo dedo de Deus!"

Um beijo no coração de todos vocês e que Deus os abençoe, com amor.