domingo, 22 de dezembro de 2013

HOJE, 220ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


Excepcionalmente neste domingo, 22 de dezembro de 2013, a MISSA DO MFC NO ALDEBARAN será às 9 horas. Participe e leve sua família para esse encontro com Cristo.


LITURGIA DO 4º DOMINGO DO ADVENTO - 22/12/2013

   
4º DOMINGO DO ADVENTO
    
  

PRIMEIRA LEITURA (Is 7,10-14)

Leitura do Livro do Profeta Isaías:
Naqueles dias, 10o Senhor falou com Acaz, dizendo: 11“Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”.

12Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei ao Senhor”.

13Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? 14Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 145)

— O rei da glória é o Senhor onipotente;/ abri as portas para que ele possa entrar!

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,/ o mundo inteiro com os seres que o povoam;/ porque ele a tornou firme sobre os mares,/ e sobre as águas a mantém inabalável.

— “Quem subirá até o monte do Senhor,/ quem ficará em sua santa habitação?”/ “Quem tem mãos puras e inocente o coração,/ quem não dirige sua mente para o crime.

— Sobre este desce a bênção do Senhor/ e a recompensa de seu Deus e Salvador”./ “É assim a geração dos que o procuram,/ e do Deus de Israel buscam a face”.

SEGUNDA LEITURA (Rm 1,1-7)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
1Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus, 2que pelos profetas havia prometido, nas Sagradas Escrituras 3e que diz respeito a seu Filho, descendente de Davi segundo a carne, 4autenticado como Filho de Deus com poder, pelo Espírito de Santidade que o ressuscitou dos mortos, Jesus Cristo, Nosso Senhor. 5É por ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado, a fim de podermos trazer à obediência da fé todos os povos pagãos, para a glória de seu nome.

6Entre esses povos estais também vós, chamados a ser discípulos de Jesus Cristo. 7A vós todos, que morais em Roma, amados de Deus e santos por vocação, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso Senhor Jesus Cristo.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Mt 1,18-24)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo.

20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo de seus pecados”.

22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

24Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLETINDO A PALAVRA
“ABRI AS PORTAS PARA QUE ELE ENTRE”
Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

SEU NOME SERÁ JESUS
O mundo tinha chegado a um grande desenvolvimento. O Império Romano fizera o altar para paz depois de ter massacrado os povos. Mas sentia-se vazio porque o coração humano não se satisfazia nem com a riqueza nem com o prazer nem com a vaidade. Para onde ir se ficamos o tempo todo no mesmo lugar? O que não vem do coração do homem jamais preenche a vida. O profeta Isaias indica ao longe a solução: “Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamará Emmanuel, que quer dizer, Deus Conosco” (Is 7,14). Aquele que veio na carne humana, como homem, preenche o coração de todo ser humano. A humanidade recebe a Divindade que o eleva à eternidade. Estamos contemplando o nascimento de Jesus. O salmo convida abrir as portas para que o Rei da Glória possa entrar. Este domingo está voltado para o nascimento de Jesus. Deus enviou seu Filho que nasceu, passou pela vida e a morte, ressuscitou e foi elevado à glória. A oração da missa convida a fazer o mesmo caminho: pela Encarnação passar pela Paixão para chegar à glória da Ressurreição. É um único Mistério de Salvação. S. Mateus, em seu evangelho, narra a origem de Jesus. Palavras simples que resumem em si toda a história. Usando as palavras a origem de Jesus foi assim, retoma as primeiras palavras do Gênesis  narrando a criação, para indicar que com Jesus começa um mundo novo. Ele é totalmente novo, mas pertence à família de Davi e pela fé é descendente de Abraão. Ele é a bênção que é dada a todas as nações da terra (Gn 22,18). A narrativa do anúncio a José traz um ensinamento profundo: O mistério de um homem chamado José. Se por um lado José entra na história da salvação ao lado de Maria no nascimento de Jesus, por outro é símbolo de todo o fiel que crê.  É um homem que não gerou na carne, mas gerou na fé para a salvação.  

SEU NOME É SUA MISSÃO
Com palavras simples São Mateus ensina-nos como isso aconteceu a Encarnação. Deus quis ser humano como explica S. Paulo proclamando o esvaziamento de toda aparência de Divindade. Seu nome, Jesus – em hebraico Jehô-jeshû‘a - quer dizer o “Senhor é Salvação”. Ele entrou na história da humanidade através de um povo, Israel; de uma tribo, a de Judá; na família de Davi que tinha a realeza; nasceu de uma Virgem, pois é Filho do Altíssimo. Deus confiou totalmente no ser humano para levar seu Filho a realizar Sua missão. O Homem Deus, Jesus de Nazaré, é chamado então filho de José, o carpinteiro, e de Maria. José era um homem justo, quer dizer, que entendia das coisas de Deus e sabia escutá-lo. Por que o Anjo lhe fala só em sonhos? É um modo de explicar que é na noite da fé que entendemos a clarezas de Deus. Não podemos dizer que foi fácil. Aparição de Anjo ensina também que Deus fala no interior quando somos movidos pela fé.

O NATAL É UMA MISSÃO
José e Maria receberam a missão de abrir o caminho para a chegada do Emanuel, Deus Conosco. Paulo é escolhido para anunciar o Evangelho de Deus. O Natal que celebramos não é somente memória de um acontecimento Divino, mas é uma missão que quer levar a todos o conhecimento do Deus Conosco para que sejamos também Homens e Mulheres com Ele, isto é, assumindo a Divindade que habitou nossa Humanidade. Somos chamados a fazer o caminho de conversão a ver as misérias espirituais e humanas que fazem o povo sofrer e dar solução.

Que o Natal faça de nós uma bênção para o mundo.

ORAÇÃO
                             
Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à gloria da ressurreição. Amém!

*Editado por JorgeMacielNews


sábado, 21 de dezembro de 2013

QUESTIONÁRIO DO PAPA FRANCISCO PARA O SÍNODO EXTRAORDINÁRIO SOBRE A FAMÍLIA


QUESTIONÁRIO DO PAPA FRANCISCO PARA O SÍNODO EXTRAORDINÁRIO SOBRE A FAMÍLIA
   

O
 Papa Francisco enviou às dioceses do mundo o documento preparatório para a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, com o título “Os desafios da família no contexto da evangelização”, convocado pelo Sumo pontífice para outubro de 2014, destinada a especificar o “status quaestionis” e a recolher testemunhos e propostas dos Bispos para anunciar e viver de maneira fidedigna o Evangelho para a família. Em 2015, a segunda Assembleia Geral Ordinária procurar linhas de ação para a pastoral da pessoa humana e da família.

Dom Antônio Muniz
Dom Antônio Muniz, arcebispo metropolitano de Maceió, atendendo ao apelo do Papa pede às paróquias, movimentos, pastorais, associações e novas comunidades que façam chegar as suas famílias o questionário que deve ser respondido e devolvido até o final de janeiro do próximo ano.

Os membros do Movimento Familiar Cristão de Maceió devem imprimir e preencher o questionário abaixo e entregar a Coordenação de Cidade, na reunião do Conselho de Cidade, que acontecerá no dia 15 de janeiro de 2014, na Sede do MFC Maceió. Outra opção de envio é através do E-mail: mfcmaceio@gmail.com

Selecione o questionário, copie (Ctrl+c), cole no Word (Ctrl+v), responda as perguntas e salve no seu computador.
Depois é só enviar o arquivo por e-mail ou imprimir e entregar ao MFC MACEIÓ.

QUESTIONÁRIO

As seguintes perguntas permitiram às Igrejas particulares participarem, ativamente, na preparação do Sínodo Extraordinário, que tem a finalidade de anunciar o Evangelho nos atuais desafios pastorais a respeito da família.

1 - Sobre a difusão da Sagrada Escritura e do Magistério da Igreja a propósito da família

aa)   Qual é o conhecimento real dos ensinamentos da Bíblia, da Gaudium et Spes, da Familiaris Consortio e de outros documentos do Magistério pós-conciliar sobre o valor da família segundo a Igreja católica? Como os nossos fiéis são formados para a vida familiar, em conformidade com o ensinamento da Igreja?
bb)   Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente. Verificam-se dificuldades na hora de o pôr em prática? Se sim, quais?
cc)   Como o ensinamento da Igreja é difundido no contexto dos programas pastorais nos planos nacional, diocesano e paroquial? Que tipo de catequese sobre a família é promovida?
dd)   Em que medida – e em particular sob que aspectos – este ensinamento é realmente conhecido, aceite, rejeitado e/ou criticado nos ambientes extra-eclesiais? Quais são os fatores culturais que impedem a plena aceitação do ensinamento da Igreja sobre a família?

2 - Sobre o matrimônio segundo a lei natural
aa)   Que lugar ocupa o conceito de lei natural na cultura civil, quer nos planos institucional, educativo e acadêmico, quer a nível popular? Que visões da antropologia estão subjacentes a este debate sobre o fundamento natural da família?
bb) O conceito de lei natural em relação à união entre o homem e a mulher é geralmente aceite, enquanto tal, por parte dos batizados?
cc) Como é contestada, na prática e na teoria, a lei natural sobre a união entre o homem e a mulher, em vista da formação de uma família? Como é proposta e aprofundada nos organismos civis e eclesiais?
dd) Quando a celebração do matrimônio é pedida por batizados não praticantes, ou que se declaram não-crentes, como enfrentar os desafios pastorais que disto derivam?

3 – A pastoral da família no contexto da evangelização
aa)   Quais foram as experiências que surgiram nas últimas décadas em ordem à preparação para o matrimônio? Como se procurou estimular a tarefa de evangelização dos esposos e da família? De que modo promover a consciência da família como “Igreja doméstica”?
bb)   Conseguiu-se propor estilos de oração em família, capazes de resistir à complexidade da vida e da cultura contemporânea?
cc)   Na atual situação de crise entre as gerações, como as famílias cristãs souberam realizar a própria vocação de transmissão da fé?
dd)   De que modo as Igrejas locais e os movimentos de espiritualidade familiar souberam criar percursos exemplares?
ee)   Qual é a contribuição específica que casais e famílias conseguiram oferecer, em ordem à difusão de uma visão integral do casal e da família cristã, hoje credível?
ef) Que atenção pastoral a Igreja mostrou para sustentar o caminho dos casais em formação e dos casais em crise?

4 – Sobre a pastoral para enfrentar algumas situações matrimoniais difíceis
aa)   A convivência ad experimentum é uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-la numericamente?
bb)   Existem uniões livres de fato, sem o reconhecimento religioso nem civil? Dispõem-se de dados estatísticos confiáveis?
cc)   Os separados e os divorciados recasados constituem uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-los numericamente? Como se enfrenta esta realidade, através de programas pastorais adequados?
dd)   Em todos estes casos: como vivem os batizados a sua irregularidade? Estão conscientes da mesma? Simplesmente manifestam indiferença? Sentem-se marginalizados e vivem com sofrimento a impossibilidade de receber os sacramentos?
ee)   Quais são os pedidos que as pessoas separadas e divorciadas dirigem à Igreja, a propósito dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação? Entre as pessoas que se encontram em tais situações, quantas pedem estes sacramentos?
ff) A simplificação da praxe canônica em ordem ao reconhecimento da declaração de nulidade do vínculo matrimonial poderia oferecer uma contribuição positiva real para a solução das problemáticas das pessoas interessadas? Se sim, de que forma?
gg)   Existe uma pastoral para ir ao encontro destes casos? Como se realiza esta atividade pastoral? Existem programas a este propósito, nos planos nacional e diocesano? Como a misericórdia de Deus é anunciada a separados e divorciados recasados e como se põe em prática a ajuda da Igreja para o seu caminho de fé?

5 - Sobre as uniões de pessoas do mesmo sexo
aa)   Existe no vosso país uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimônio?
bb)   Qual é a atitude das Igrejas particulares e locais, quer diante do Estado civil promotor de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, quer perante as pessoas envolvidas neste tipo de união?
cc)   Que atenção pastoral é possível prestar às pessoas que escolheram viver em conformidade com este tipo de união?
dd)   No caso de uniões de pessoas do mesmo sexo que adotaram crianças, como é necessário comportar-se pastoralmente, em vista da transmissão da fé?

6 - Sobre a educação dos filhos no contexto das situações de matrimônios irregulares
aa)   Qual é nestes casos a proporção aproximativa de crianças e adolescentes, em relação às crianças nascidas e educadas em famílias regularmente constituídas?
bb)   Com que atitude os pais se dirigem à Igreja? O que pedem? Somente os sacramentos, ou inclusive a catequese e o ensinamento da religião em geral?
cc)  Como as Igrejas particulares vão ao encontro da necessidade dos pais destas crianças, de oferecer uma educação cristã aos próprios filhos?
dd)   Como se realiza a prática sacramental em tais casos: a preparação, a administração do sacramento e o acompanhamento?

7 - Sobre a abertura dos esposos à vida
aa)   Qual é o conhecimento real que os cristãos têm da doutrina da Humanae Vitae a respeito da paternidade responsável? Que consciência têm da avaliação moral dos diferentes métodos de regulação dos nascimentos? Que aprofundamentos poderiam ser sugeridos a respeito desta matéria, sob o ponto de vista pastoral?
bb) Esta doutrina moral é aceite? Quais são os aspectos mais problemáticos que tornam difícil a sua aceitação para a grande maioria dos casais?
cc)   Que métodos naturais são promovidos por parte das Igrejas particulares, para ajudar os cônjuges a pôr em prática a doutrina da Humanae Vitae?
dd) Qual é a experiência relativa a este tema na prática do sacramento da penitência e na participação na Eucaristia?
ee) Quais são, a este propósito, os contrastes que se salientam entre a doutrina da Igreja e a educação civil?
ff) Como promover uma mentalidade mais aberta à natalidade? Como favorecer o aumento dos nascimentos?

8 - Sobre a relação entre a família e a pessoa
aa) Jesus Cristo revela o mistério e a vocação do homem: a família é um lugar privilegiado para que isto aconteça?
bb) Que situações críticas da família no mundo contemporâneo podem tornar-se um obstáculo para o encontro da pessoa com Cristo?
cc) Em que medida as crises de fé, pelas quais as pessoas podem atravessar, incidem sobre a vida familiar?

9 - Outros desafios e propostas
Existem outros desafios e propostas a respeito dos temas abordados neste questionário, sentidos como urgentes ou úteis por parte dos destinatários?


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

PALAVRA REALIZADA

Dom José Alberto Moura, CSS
Dom José Alberto Moura, CSS
Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

J
á, às vésperas do Natal, contemplamos o que acontece com o plano de Deus para a humanidade. Ele nos havia falado através da criação, da natureza e dos profetas, que sua aliança conosco seria em ordem ao amor, profundamente realizador. Isto supõe sempre a liberdade de aceitarmos ou não sua palavra orientadora. O não humano nos desgastou e nos colocou em nossa insuficiência. Sem Ele não temos base adequada de realização. Estragamos com o convívio, com a natureza e toda a sorte de promoção do bem de cada um.
Foi preciso que Deus pronunciasse outra Palavra, em seguida, para mostrar o rumo da vida dentro da compreensão de nosso ser humana. O Filho assumiu nossa carne e nos fala do jeito nosso para compreendermos a Palavra do Pai. Em Jesus temos a Palavra realizada e realizadora. É preciso escutá-la, aceitá-la, assumi-la e transmiti-la. Isso é a tarefa que o nascimento de Deus-humano nos apresenta. Jesus é a Palavra do Pai que se torna um de nós e nos vai indicando o caminho que leva à vida de plena realização. A história presente é de fundamental importância, com os cuidados de quem segue as pegadas do Filho, para acertarmos o caminho da vida.

Na conversa do anjo com Maria, anunciando sua maternidade em relação ao Filho de Deus, foi-lhe dito: “Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lucas 1,33). De fato, em toda a caminhada humana na terra, é preciso aceitarmos o reino do Filho. Só Ele nos dá garantia de vida plena e salvação na terra e para o céu. Quando Ele reina, há solidariedade, justiça, entendimento, compaixão, inclusão social, união de esforços para a promoção da vida, da família e do bem comum. A natureza é respeitada. Não há concentração de terra, de dinheiro, de fruto da ciência e da cultura nas mãos de alguns em detrimento dos demais. O exercício do poder e das vocações se dá na dimensão do serviço a todos. Ninguém passa necessidades. O caráter é cultivado para o bem. A mídia se torna um instrumento de promoção da verdade, da dignidade da vida, da família e da boa educação... Até se aprenderá com as plantas a necessidade de frutificação: “Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor” (Cântico 2,13). Recebemos talentos e devemos fazê-los frutificar em bem da coletividade.

No Filho Deus pronuncia sua Palavra definitiva. Acolhendo-a somos capazes de ser também pessoas de palavra porque assumimos a Palavra ou o Verbo feito carne. Vivemos, então, a vida nova que nos impulsiona a realizar o que Deus nos propõe. Nossa convivência se torna outra: de amor, respeito e promoção da dignidade humana, a partir dos mais deixados de lado. Tornamo-nos pessoas do bem, mesmo se isso exigir sacrifício, doação, disponibilidade, renúncias e superação do egoísmo. Cooperamos incansavelmente com a justiça e a paz! Com o Verbo feito carne também nos tornamos pessoas que dão vida e esperança para todos. Como o apóstolo Paulo vivemos a vocação: “É por ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado” (Romanos 1,5).

Fonte: CNBB


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A AMIZADE E O TEMPO - Artigo de James Magalhães de Medeiros

A AMIZADE E O TEMPO

James Magalhães de Medeiros
MFC Maceió

T
em razão o Pe. Fábio de Melo, quando nos orienta a virar a página e colocar um ponto final nas coisas que nos fazem mal, pois a vida é um círculo e não um quadrado. Daí a necessidade de termos pressa para sermos felizes, inclusive porque não sabemos quanto tempo nos resta. E o mais interessante ainda é que temos ciência do início, do começar, mais nada sabemos sobre a caminhada, e muito menos da chegada.

Foi assim que tudo começou, apenas a certeza de que “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. ...”, conforme nos ensina o Eclesiastes, 3.

Foi de um encontro casual, quando muitos tentaram ingressar na Universidade, pelo vestibular, e com a publicação do resultado, que foi definida a turma do curso de Direito, que iniciou o ano letivo de 1969, na Faculdade de Direito, no prédio que atualmente pertence a  Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Alagoas.

Com o tempo os anos foram passando e a convivência pavimentou uma amizade verdadeira e sólida no seio daquela turma, que, mesmo após a solenidade de formatura, os Bacharéis de 1973, turma “José Sílvio Barreto de Macedo”, continuaram se reunindo, duas, três vezes por ano, até que o sentimento da verdadeira amizade tocou mais forte, sendo então batizada de TURMA “AMIGOS PARA SEMPRE”, que perdura até os dias atuais.

Concluído o período do Curso de Direito, cinco anos, tivemos as solenidades de conclusão, que aconteceram nos dias 14 e 15 de dezembro de 1973, quando, já diplomados, partimos para realizar os sonhos da profissão, seguindo cada um a sua aptidão e o seu perfil pessoal.

Mesmo com a dispersão, em decorrência das conquistas alcançadas, o sentimento da amizade continuou a unir o grupo, até o momento presente, quando completamos quarenta anos de formados. A alegria é uma só, no semblante de cada um de nós.

Não vou citar os nomes das pessoas integrantes da turma, primeiro para não cometer injustiças, e segundo, porque são vários e o espaço disponível não comportaria, todavia ressalto que tudo que construímos e vivemos, deve-se a liderança da colega e amiga, Promotora de Justiça, aposentada, Maria Amélia Rebelo Brandão, que, com a sua humildade e o seu carisma liderou a galera, nos mantendo unidos e amigos para sempre.

Motivados pela amizade e pelo exemplo, homenageamos a colega e amiga, Amélia, com uma placa, na qual foi inserida uma sentimental mensagem, da qual destacamos o que segue, como lição de vida: “... Fomos importantes uns para com os outros. Compartilhamos sonhos e projetos. Lágrimas foram derramadas e sorrisos, estampados. Tristezas sentidas e muitas alegrias. Mas os repetidos e amoráveis momentos de união fraternal seriam de certo impossíveis de realização se não tivéssemos a tua liderança. Foste a maestrina que orquestrou e regeu a sinfonia dos nossos corações, plasmando a turma “AMIGOS PARA SEMPRE”... .


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014 É TEMA DE REUNIÃO HOJE NA CÚRIA DE MACEIÓ


N
esta quarta-feira (18), às 9 horas, representantes dos organismos da Arquidiocese de Maceió se reúnem com o Monsenhor José Augusto, Vigário Geral, na Cúria Metropolitana para estudar o Texto Base da Campanha da Fraternidade 2014.

O objetivo do momento é preparar a reunião que acontecerá com representantes da sociedade civil e institucional no próximo ano. A presença do coordenador ou representante dos movimentos, pastorais e demais entidades ligadas à Arquidiocese de Maceió na reunião é imprescindível para o sucesso da reunião que acontecerá com os representantes da sociedade civil e institucional.

A Campanha da Fraternidade 2014 tem como tema “FRATERNIDADE E TRÁFIGO HUMANO” e o lema “PARA LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU (Gl 5,1)”. Com o objetivo geral de identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

Representantes da Coordenação de Cidade de Maceió e da Coordenação Estadual Alagoas do Movimento Familiar Cristão participam da reunião. Pela ECCi-Maceió, os casais Péricles e Ula (Coordenadores de Cidade) e Clerisvaldo e Ivanilda (Assessoria Cúria). Pela ECE-Alagoas, confirmou presença o coordenador estadual, Gilson Romeiro.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

10 DICAS PARA VIVER BEM UM RELACIONAMENTO

Prof. Felipe Aquino
Prof. Felipe Aquino
Do livro: Família, Santuário da Vida

U
ma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava com terapia conjugal, elaborou os 'dez mandamentos do casal'.

Gostaria de analisá-los, já que trazem muita sabedoria para a vida e a felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os nossos próprios.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
A todo custo, evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegura a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso nos convencermos de que, na explosão, nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: destroços, mortes e tristezas; portanto, jamais podemos permitir que a explosão chegue a acontecer. Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda (PE), tem um belo pensamento que diz: "Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura"

2. Nunca gritar um com o outro.
A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria. Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente e, por isso, precisa impor, pelos gritos, aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.

3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, mas no diálogo não. Portanto, se, por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro “vença” para que, mais rapidamente, ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de “guerra”, uma luta inglória. “A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral”, dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas. Não podemos nos esquecer de que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Às vezes, uma pequena discussão esconde, por muitos dias, o sol da alegria no lar.

4. Se for inevitável chamar à atenção, fazê-lo com amor.
A outra parte tem de entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva, pois esta é amorosa, sem acusações nem condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. Reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa lhe dizer. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos alguém por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente, não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que este mal não ocorra nos momentos de discussão. Nessas horas, o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta e tudo de mau pode acontecer em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas.

Nos tempos horríveis da Guerra Fria, quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou ao mundo: "A paz impõe-se somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade”. Ora, se isso é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo, “primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros”. E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: “Se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz”. Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz, e ela tem um preço: a nossa maturidade.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois, tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou, no dia anterior, para ferver o leite sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa.
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas se esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isso também com palavras. Especialmente para as mulheres, pois nelas isso tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância.

Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer! "Eu te amo”, “você é muito importante para mim”, “sem você eu não teria conseguido vencer este problema”, “a sua presença é importante para mim”, “suas palavras me ajudam a viver”… Diga isso ao outro, com toda sinceridade, toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.

9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas.
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos, não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isso é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam.
É a sabedoria popular que ensina isso. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será “não por lenha na fogueira”, isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes, é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes, será por um abraço carinhoso ou por uma palavra amiga. Todos nós temos a necessidade de um “bode expiatório” quando algo adverso nos ocorre. Quase inconscientemente, queremos, como se diz, “pegar alguém para Cristo”, a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. Isto é um mecanismo de compensação psicológica que age em todos nós nas horas amargas, mas é um grande perigo na vida familiar.

Quantas e quantas vezes acabam “pagando o pato” as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. Às vezes, são os filhos que apanham do pai que chega em casa nervoso e cansado; outras, é a esposa ou o marido que recebe do outro uma enxurrada de lamentações, reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.

Temos de nos vigiar e policiar nestas horas para não permitir que o sangue quente nas veias gere uma série de injustiças com os outros. E temos de tomar redobrada atenção com os familiares, pois, normalmente, são eles que sofrem as consequências de nossos desatinos. No serviço, e fora de casa, respeitamos as pessoas, o chefe, a secretária etc, mas, em casa, onde somos “familiares”, o desrespeito acaba acontecendo. É preciso toda a atenção e vigilância para que isso não aconteça. Os filhos, a esposa, o esposo, são aqueles que merecem o nosso primeiro amor e tudo de bom que trazemos no coração. Portanto, antes de entrarmos no recinto sagrado do lar, é preciso deixar lá fora as mágoas, os problemas e as tensões. Essas até podem ser tratadas na família, buscando-se uma solução para os problemas, mas, com delicadeza, diálogo, fé e otimismo.

Prof. Felipe Aquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos".