sábado, 10 de março de 2012
SEREIS UMA SÓ CARNE - Parte 7 - Artigos do Prof. Felipe Aquino
OITO CARACTERÍSTICAS DOS CASAIS PRÓSPEROS
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usan Page, uma escritora americana, diz em seu livro “The 8 Essential Traits of Couples Who Thrive” – 8 Características Essenciais dos Casais Prósperos -, que os casais precisam de: (1) Desejo; (2) Boa vontade; (3) Valores bem definidos; (4) Limites; (5) Perspectiva; (6) Comunicação; (7) Intimidade; e (8) Prazer.
1 – DESEJO:
Não é preciso ser muito erudito em matéria de relacionamento para saber que num casamento onde falta desejo, alguma coisa provavelmente está errada ou fora do lugar. Como um casamento onde os cônjuges não têm desejo poderia ser “florescente”? O amor conjugal naturalmente leva a um sadio desejo, que é ingrediente essencial para que este amor seja fecundo e co-participe com Deus na Criação, gerando vida. Isso é “florescer”. O que eu tenho feito para não deixar que o desejo se “apague” no meu casamento? Falo coisas agradáveis para minha(eu) esposo(a)?
2 – BOA VONTADE:
Para que um casamento seja próspero é extremamente necessário que ambos os esposos sejam sempre favoráveis à relação. Em qualquer circunstância, principalmente em ocasião de problema ou tensão, é necessário que o objetivo de cuidar do “nosso” ao invés do “meu” seja sempre propriedade. Ter boa vontade é ter uma disposição favorável em relação ao matrimônio. O que eu tenho feito pelo bem da minha relação com meu(inha) esposo(a)? Que atitude despojada eu gostaria de ter (- eu + nós) na relação? Tenho observado as atitudes do(a) meu(inha) esposo(a) nesse sentido? Qual é a minha resposta para essas atitudes?
3 – VALORES BEM DEFINIDOS:
Os cônjuges devem procurar cultivar valores em comum. Bons valores, de preferência. Isso deve começar desde a fase do namoro, pois o matrimônio, principalmente o matrimônio cristão, está ordenado para missão de gerar e educar a prole. É responsabilidade dos pais entregar à vida filhos bem formados em valores sólidos e cristãos. Que tipo de valores eu tenho cultivado no nosso lar? Que tipo de ambiente está esperando por nossos filhos (se eles ainda não vieram)? Que tipo de exemplo estou dando pra os meus filhos (se eles já vieram)? Que tipo de cultura (musicas, livros, revistas, filmes...) eu estou introduzindo na minha casa e na minha família?
4 – LIMITES:
Liberdade é uma coisa boa. Disso não resta duvidas. Mas quem, em sã consciência, concordaria que a liberdade sem limites favoreceria um ambiente saudável? Infelizmente, o coração do homem foi corrompido pelo mal e pelo pecado. Para uma boa convivência social, ele precisa de leis. Para uma boa vivência religiosa, orientada para o bem, o Senhor teve que lhe dar mandamentos. O homem sempre precisa que lhe indiquem até onde ele pode ir. Dentro do matrimônio não é diferente. Apesar dos cônjuges ainda terem, cada um, sua individualidade, eles agora são uma só carne. São agora um só corpo e um só espírito, e, portanto, sua liberdade também deve ser limitada, para o bem do(a) esposo(a) e para o bem do próprio matrimônio. Tenho abusado da minha liberdade em relação à minha(eu) esposa(o) e meus filhos? Tenho respeitado a individualidade da minha(eu) esposa(o)? Converso amavelmente com meu(inha) esposo(a) sobre suas atitudes que eu considero abusos? Ouço com atenção e respeito quando ela/ele faz o mesmo?
5 – PERSPECTIVAS:
Um matrimônio próspero, precisa ter perspectivas de futuro. Para isso, é preciso que o casal seja providente, seguro e prevenido. Isso não acontece quando cada um trabalha egoisticamente, cada um para si. É preciso ter atitudes em comum que conduzam um para o outro, e os dois para o futuro. É claro que, como diz o velho ditado, “o futuro a Deus pertence”. Mas é fundamental que o casal esteja em sintonia quando fala do futuro. É preciso que os planos do marido e da esposa sejam compatíveis! Imagine um casal onde o marido faz planos de conseguir um emprego na capital enquanto a esposa está super empolgada com o trabalho voluntário que começou recentemente na paróquia. O momento de conflito seria eminente! Tenho conversado com minha(eu) esposa(o) sobre os nossos planos e objetivos para o futuro? Conversamos sobre planejamento familiar e orçamento familiar? Quais são as nossas prioridades?
6 – COMUNICAÇÃO:
A comunicação é fundamental para que todas as outras características se desenvolvam. Basta reler nos itens anteriores, quantas vezes eu fiz a pergunta: “Converso com meu(inha) esposa(o)...?”; “Conversamos...?”; “Falo...?”, “ouço...?”. O que eu faço quando percebo que minha(eu) esposa(o) quer conversar comigo? Normalmente eu percebo? E quanto a mim? O que eu faço, por iniciativa minha, no sentido de favorecer o diálogo? Que outras formas criativas eu uso para me comunicar com minha(eu) esposa(o) que só nós dois conhecemos (gestos, caricias, bilhetinhos com “códigos”, etc.)?
7 – INTIMIDADE:
Intimidade é uma palavra, hoje, tão desvirtuada quanto “amor”. Quando se fala em intimidade, muitos logo pesam em sexo. A intimidade entre os esposos certamente favorece uma sexualidade muito mais sadia, mas isso só acontece na medida em que o casal se doa, ou seja, se entrega totalmente um ao outro. E isso só é possível na medida em que um conhece o outro totalmente. Intimidade não é sexo. Intimidade é abertura, conhecimento do outro. Ser íntimo de seu esposo(a) é conhecê-lo(a) em sua essência. Naquilo que o(a) constitui: sua alma, seus valores, seus anseios, seus medos, suas inseguranças, suas dores, suas alegrias, suas fantasias, seus sonhos... A intimidade é construída sobre três pilares: tempo, diálogo e cuidado. Quando conheço minha(eu) esposa(o)? Posso dizer que sou intimo dela(e)?
8 – PRAZER:
Finalmente o prazer. Sem o prazer, que casal pode se considerar próspero? E aqui não falo apenas de prazer sexual, pois qualquer pessoa pode testemunhar muitos casais prósperos que estão já na velhice, muito provavelmente já não tem mais sexo, e mesmo assim mostram tanto prazer de viver, tanto prazer de estar juntos, que tanta vitalidade chega a contagiar! Quem não sente uma santa inveja ao ver um casal assim? Quem não gostaria de chegar na velhice assim também? Estou falando de olhar para aquela criatura e sentir prazer em dizer para si mesmo: “Minha esposa / meu esposo!”. Prazer gera alegria e satisfação. Se o matrimônio tem a função de antecipar aqui na terra a imagem do amor de Deus ao qual estamos destinados com fim último, e que nos proporcionará a satisfação e alegria plenas que nosso coração tanto busca, é óbvio que o matrimônio teria a capacidade de gerar também alegria de satisfação (prazer). Sinto prazer em estar ao lado da pessoa que escolhi amar por toda vida?
Está faltando algo no seu matrimônio? Se a tua resposta foi “sim”, comece a mudar isto desde agora. Depende mais de você do que qualquer outra pessoa.
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sexta-feira, 9 de março de 2012
2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA - COMUNICADO
COMUNICADO
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organização do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA avisa a todos que nesta manhã, foi surpreendida com a informação que o Catamarã da Alegria apresentou problemas mecânicos no seu motor, impossibilitando seu funcionamento neste sábado, dia 10.
Em respeito aos nossos mefecistas e amigos que fizeram suas reservas, tentamos a contratação de outro Catamarã, mas não encontramos outro nas dimensões do Catamarã da Alegria, para este sábado.
Diante do exposto, não nos resta alternativa senão a de cancelar o 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA, que ocorreria neste sábado, dia 10 de março.
Durante a próxima semana, informaremos a nova data do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA, que deverá ocorrer num sábado de Lua Cheia.
Certos da compreensão de todos, desde já agradecemos e nos colocamos a disposição para quaisquer outros esclarecimentos.
COMISSÃO ORGANIZADORA DO
2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA
RESTAM POUCAS VAGAS PARA O 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA
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| Clique na imagem para melhor visualização |
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Equipe Estadual do Movimento Familiar Cristão em Alagoas e o MFC Marechal Deodoro trabalham para que o 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA, nas águas da Lagoa Manguaba e Prainha da Barra Nova, programado para amanhã, sábado - dia 10 de março, com saída prevista para às 20h30min, do Bar Marujo, no povoado Massagueira, seja um sucesso.
A procura tem sido muito boa e restam poucas vagas. Os interessados em participar do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA devem fazer sua reserva com Vamberto através do telefone 8884-1195 ou com Jorginho através dos telefones 9901-0306 e 8852-8979. O valor do convite individual é de R$ 30,00 (trinta reais)
O Catamarã percorrerá as águas calmas da Lagoa Manguaba com musica ao vivo, passando pelas ilhas do sistema lagunar, com uma parada na Prainha da Barra Nova, onde a Barraca do Ivan estará funcionando especialmente para os integrantes do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA. A saída da Prainha está previsto para uma hora da madrugada do domingo.
Os participantes do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA devem vestir camisas brancas e receberão no Catamarã da Alegria um “colar havaiano” e uma “bandana” para caracterizar o ambiente do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA que promete ser especial e diferenciado.
RESTAM POUCAS VAGAS
FAÇA LOGO SUA RESERVA
NOS TELEFONES:
8884-1195 – 9901-0306
8852-8979
quinta-feira, 8 de março de 2012
PARABÉNS MULHER!
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Dia Internacional da Mulher, que celebramos hoje, 8 de março, teve origem nas manifestações femininas por melhorias em suas vidas, mormente no que diz respeito aos direitos essenciais como condições mais favoráveis de trabalho, salários justos e o direito ao voto. Esta data foi oficialmente reconhecida e adotada pelas Nações Unidas em 1975, Ano Internacional da Mulher, para lembrar os sofrimentos, as discriminações e as violências sofridas pela mulher, bem como as melhorias sociais, políticas e econômicas conquistadas.
Entre todas as datas comemorativas esta deveria ser a mais festejada, comemorada, pois referente à mulher: amiga, esposa, filha e, a mais sublime de todas: mãe. A mulher traduz em sua leveza de anjo protetor toda a felicidade de que o bicho homem precisa. Ela empresta ao mundo o componente de harmonia e de amor que edifica e transforma.
A beleza sempre teve na mulher sua substância e expressão mais forte. Assim foi na Mitologia Grega que divinizou Afrodite e, nas épicas histórias: Helena, Cleópatra e Dalila. A imagem bela da mulher marca a poesia, a música, a pintura e a escultura; perpassa o sublime e o trágico. Porém, se esse sentimento é permanente, mudam os comportamentos, as formas de tratar a mulher: ora é pedestalizada e submissa, ora é demonizada e oprimida. A cultura de cada época tece a dialética da história feminina.
Não faz muito tempo, existiam funções e comportamentos privativos do homem ou da mulher, campos demarcados e até mesmo opostos. A mulher ficava em casa cozinhando, lavando, criando filhos e costurando as roupas do seu amo e senhor - o despótico, incontestado, másculo e valente marido, trabalhava duro ou vadiava, fazia a guerra ou assaltava - mas só ele era o chefe da família, só ele ditava leis e costumes, só ele governava nações.
Hoje a coisa está diferente. A mulher fica em casa tão pouco quanto o homem. Frequenta universidades, dirige empresas, maneja metralhadoras, tripula astronaves, elege-se chefe de Estado e fala de igual para igual com o marido.
Assim, confiante e feliz, é que neste dia dedicado internacionalmente as mulheres, o MFC – Movimento Familiar Cristão saúda com muito carinho e confiança a todas as mulheres mefecistas.
PARABÉNS MULHERES...
QUAL SEJA A HOMENAGEM,
É AINDA MUITO POUCO
POR TUDO QUE VOCÊS MERECEM!
quarta-feira, 7 de março de 2012
ZERADA - Artigo de Marco Mota
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esolvi recolocar a foto de minha família na parede do consultório. Nela estão eu, Inês e os 10 filhos. Todos que a olham imaginam que ali estão oito filhos e dois netos. Lucca e Louise foram os filhos que tivemos já depois dos cinquenta anos. Assim, os temos mesmo como filhos-netos.
Em casa vivemos os desafios educacionais que envolvem três gerações. Ainda temos adolescentes e pré-adolescentes, com suas realidades distintas. Em determinados momentos misturamos o nosso comportamento com o de avós, quando tudo permitimos. Outras vezes, somos duros e intransigentes como os pais muitas vezes devem ser. O bom é que entre conflitos de gerações e dificuldades administrativas (gerenciamos uma família que é uma micro-empresa), nos divertimos mais do que temos problemas.
Recentemente vivemos a primeira comunhão de Lucca e Louise. A vantagem de estudarem em colégio cristão e com educação religiosa católica, é que essa parte da educação que deve ter a participação dos pais é também dividida com a escola.
A fase de preparação levou uns seis meses, entre reuniões e logística que envolve, entre outras coisas, as roupas, os livrinhos, as lembrancinhas e ensaios para a cerimônia. No entanto, o mais importante foi a preparação espiritual para receber pela primeira vez o corpo de Cristo. Isso envolve a compreensão do sentido do sacramento, e implica na confissão dos pecados acumulados.
Chegado o dia da confissão, levei-os ao colégio com essa finalidade. Quando retornei à noite para casa fui conversar um pouco com eles para saber como estavam se sentindo (depois de “aliviar” a carga dos pecados). Primeiro conversei com Lucca. E aí filho como foi a conversa com o padre? Ele respondeu que tinha sido legal. Contei tudo que me lembrava que tinha feito de errado, e depois ele mandou rezar dez Ave Maria e dez Pai Nosso. Depois procurei a Louise com a mesma indagação: e aí filha como foi a conversa com o padre? Diferentemente do Lucca, que foi logo contando a penitência, ela se mostrou um pouco na defensiva desejando logo encerrar a conversa. Eu insisti, e qual foi a penitência? Ela prontamente respondeu: isso é coisa minha e do padre, e não posso revelar. Persisti: filha não tem nada a ver, seu irmão me disse qual foi a penitencia dele e não vejo nenhum problema nisso. Ela rapidamente disparou: vinte Ave Maria e vinte Pai Nosso.
Eu, de brincadeira, falei: aí filha, estava carregadinha, não é mesmo? E ela respondeu: é pai, mas agora eu estou zerada.
terça-feira, 6 de março de 2012
COORDENADORES E ASSESSORIAS DA 29ª NUCLEAÇÃO DO MFC MACEIÓ SE REÚNE HOJE
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| Miltinho e Val, coordenadores da 29ª Nucleação |
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Equipe de coordenação da 29ª NUCLEAÇÃO DO MFC MACEIÓ, que acontecerá no período de 4 a 6 de maio próximo, se reunirá nesta terça-feira, dia 6 de março, a partir das 19h30min, no auditório da ANOREG (Av. Humberto Mendes, nº 179, Poço – às margens do Riacho Salgadinho, após a Igreja Nossa Senhora do Carmo), com todos as assessorias e coordenadores das Equipes de Serviços que trabalharão na 29ª Nucleação.
Nesta reunião, a Equipe que tem na coordenação-geral o casal Milton e Val (Grupo Irmãos na Fé) e na vice-coordenação-geral o casal Gilson e Nana (Grupo Mãos Dadas), apresentarão todo o planejamento montado e também os compromissos de data e prazo assumidos.
Já definidos as coordenações das equipes de Canto; Vigília; Marta; Paulo Apostolo; Pós-Encontro; Secretaria; Tesouraria; Ligação; Bem-Estar; e Liturgia. Na reunião a Equipe de coordenação definirá nomes para composição das demais equipes de serviço.
A reunião também terá a participação dos coordenadores da ECCi – Equipe de Coordenação de Cidade e será aberta para qualquer membro do Movimento Familiar Cristão.
SÁBADO ACONTECE O "LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA"
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Equipe Estadual do Movimento Familiar Cristão em Alagoas e o MFC Marechal Deodoro confirmam para o próximo sábado, dia 10 de março, com saída programada para às 20h30min horas, do Bar Marujo, no povoado Massagueira o 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA nas águas da Lagoa Manguaba e Prainha da Barra Nova.
O Catamarã percorrerá as águas calmas da Lagoa Manguaba com musica ao vivo, com uma parada na Prainha da Barra Nova, onde a Barraca do Ivan estará funcionando especialmente para os integrantes do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA. A saída da Prainha está previsto para uma hora da madrugada do domingo.
Os participantes do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA devem vestir camisas brancas e receberão no Catamarã da Alegria um “colar havaiano” e uma “bandana” para caracterizar o ambiente do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA que promete ser especial e diferenciado.
Apenas Setenta Convites foram disponibilizados ao custo unitário de R$ 30,00 (trinta reais) e os interessados em participar do 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA devem fazer sua reserva com Vamberto através do telefone 8884-1195 ou com Jorginho através dos telefones 9901-0306 e 8852-8979.
O 2º LUAU DO MFC NO CATAMARÃ DA ALEGRIA será um sucesso e bem diferente dos eventos já realizados pelo MFC.
segunda-feira, 5 de março de 2012
MFC ALAGOAS PARTICIPA DE REUNIÕES NO INTERIOR
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| Elusa, Gastão, Jorge e Padre Marlúcio |
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s mefecistas Jorge e Penha (assessoria de comunicação estadual), representando a ECE - Equipe de Coordenação Estadual do Movimento Familiar Cristão em Alagoas, acompanhados dos mefecistas Gastão e Elusa (ex-coordenadores estaduais) estiveram reunidos na manhã do domingo (04), com o Pároco de Limoeiro de Anadia, Padre Marlúcio Luis Damião, para tratarem da VIA SACRA promovida pelo MFC naquela cidade com a participação de mefecistas de Arapiraca e região.
A VIA SACRA deste ano acontecerá na quarta-feira, dia 28 de março, a partir das 19 horas, com a participação de mefecistas e da comunidade católica de Limoeiro de Anadia e dos seus diversos povoados.
A concentração acontece defronte à entrada principal da Fazenda São Jorge, percorrendo dois quilômetros até o Povoado Terra Nova. Durante o percurso, cruzes de 2 metros de altura por 1,5 metros de largura e 15 centímetros de diâmetro, serão fixadas a cada 135 metros e iluminadas por tochas, sinalizando as 15 estações da VIA SACRA
A cada Estação haverá meditações e reflexões com o Padre Marlúcio, e a apresentação do Grupo de Teatro do Colégio Nossa Senhora da Conceição de Limoeiro de Anadia, vestidos com vestes da época de Jesus Cristo. Cânticos religiosos serão entoados pelos fieis que acompanharem a VIA SACRA.
Já no Povoado Terra Nova, o Grupo de Teatro do Colégio Nossa Senhora da Conceição, sob a direção do Professor Everaldo, promoverá a encenação da Ressurreição do Senhor.
A VIA SACRA será finalizada com a benção do Padre Marlúcio e a partilha do Pão e do Vinho com todos os fiéis que participarem da VIA SACRA.
Outra reunião acontecerá nos próximos dias em Limoeiro de Anadia, com todas as lideranças que participarão da VIA SACRA, quando serão definidos os últimos detalhes do evento que promete reunir milhares de pessoas.
MURICI
No sábado (03), os casais Jorge/Penha e Flávio/Lucila, membros das Assessorias Especiais da Equipe de Coordenação Estadual do MFC ALAGOAS, estiveram na Cidade de Murici, participando de reuniões de Grupos de Base oriundos da última Nucleação.
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| Grupo Ágape - MFC Murici |
Às 17 horas, os mefecistas maceioenses se reuniram com os membros do GRUPO ÁGAPE, na residência do casal Nô e Salete. O tema da reunião foi o “Diálogo”, extraído do temário Ponto de Partida, editado pelo MFC.
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| Grupo Tempo de Desafio - MFC Murici |
Às 20 horas, os casais visitantes se reuniram com os membros do GRUPO TEMPO DE DESAFIO, na residência do casal Ednaldo e Núbia. O tema da reunião foi “O time escolhido pelo mestre dos mestres”, onde o texto retratava que Jesus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.
Os casais maceioenses foram acompanhados nas reuniões pela mefecista Márcia Calazans, coordenadora da ECCi.
domingo, 4 de março de 2012
LITURGIA DO 2º DOMINGO DA QUARESMA - 04/03/2012
UM PAI QUE SACRIFICA
O PRÓPRIO FILHO?
Domingo da transfiguração de Jesus, garantia da nossa própria transfiguração. Diferente de Abraão, Deus não poupou seu próprio Filho, que, por nosso amor, assumiu nossa natureza desfigurada e foi sacrificado sobre a cruz. Mas, a transfiguração foi o anúncio de sua ressurreição. Que hoje Ele nos alimente para sermos missionários da transfiguração da doença e da dor.
2º DOMINGO DA QUARESMA
1ª Leitura: Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18
Salmo Responsório: 115
2ª Leitura: Rm 8,31b-34
Evangelho: Mc 9,2-10
EVANGELHO
MARCOS 9,2-10
Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles.
3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar.
4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.
5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo.
7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!”
8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles.
9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos.
10Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
TRANSFIGURAÇÃO
Surpreende-nos, que neste tempo quaresmal, de tanta sobriedade, a Mãe católica nos coloque diante dos olhos Jesus transfigurado. Não seria mais adequado este texto num dos domingos da Páscoa? Cabe tanta glória, tanta luz, tanto esplendor, neste tempo de oração, penitência, esmola e combate espiritual? Mas, não duvidemos: a Igreja tem seus motivos; motivos sábios, motivos de mãe que educa com carinho.
Primeiramente, a glória de Jesus no Tabor, antegozo da sua ressurreição, anima-nos e alenta-nos neste caminho quaresmal. Ao nos falar da oração, da penitência, da esmola, ao nos exortar ao combate aos vícios e à leitura espiritual, a Igreja, fazendo-nos contemplar o Transfigurado, revela-nos qual o objetivo da batalha da Quaresma: encontrar o Cristo cheio de glória e, com ele, sermos glorificados. Olhai o Tabor, irmãos, e vereis o que o Senhor preparou para nós! Pensai no Tabor, e a penitência terá um sentido, as mortificações deste tempo serão feitas com alegria! Que diz o Evangelho? Diz que, diante dos apóstolos, Jesus transfigurou-se: “Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”. Eis! A Transfiguração é uma profecia, uma antecipação da glória da Páscoa; e a Páscoa de Cristo é a garantia da nossa glorificação. Porque Cristo morreu e ressuscitou, nós também, mortos com ele, seremos daquela multidão vestida de branco, de que fala o Apocalipse! (Ap 7,9) Então, ânimo! As observâncias da santa Quaresma não são um peso, mas um belo caminho, um belo instrumento para conduzir-nos à Páscoa do Senhor!
Mas, a leituras de hoje colocam-nos também diante de uma outra realidade, bela e profunda. Comecemos pela primeira leitura, na qual Deus pede a Abraão tudo quanto ele tinha: “teu filho único, Isaac, a quem tanto amas”. Isaac era tudo para Abraão: por ele, tinha deixado Ur na Caldéia, por ele, tinha esperado mais de trinta anos, por ele, tinha suportado todas as provas... E, agora, já idoso, sem nenhuma possibilidade de ter mais filhos, agora que o menino já esta crescidinho e Abraão pensava poder descansar, Deus o pede a Abraão. Que prova, caríssimos! A fé de Abraão, aqui, chega quase que ao absurdo! Mas, ele foi em frente e “estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho”.
Deus tinha o direito de pedir isso a Abraão? Deus tem o direito de nos provar, de tantas vezes nos pedir coisas que não compreendemos bem? Tem o direito de pedir fé e confiança diante dos percalços da vida? Poderíamos responder dizendo simplesmente que “sim”, porque ele é Deus; deu-nos tudo e pode pedir-nos o que desejar. Mas, não é essa a resposta que a Palavra de Deus nos indica na liturgia de hoje. Ele nos pode pedir, certamente, e nós devemos dar, com certeza, porque ele mesmo, o nosso Deus, nos deu tudo! Ele, que pede que Abraão lhe sacrifique o filho único e amado, é o mesmo Deus que, como diz São Paulo, na segunda leitura deste hoje, “não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós!” Eis o grande mistério: Deus, no seu amor por nós – primeiro pelo povo de Israel, descendência de Abraão, e, depois, por toda a humanidade, com a qual ele deseja formar o novo povo, que é a Igreja – Deus, no seu amor por nós, entregou à morte o seu Filho único, o Amado, o Justo e Santo, aquele no qual ele coloca todo o seu bem-querer. Não é assim que ele no-lo apresenta hoje no monte Tabor? “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” É este Filho que será entregue à morte. O Evangelho de Lucas nos diz que, precisamente nesta ocasião, Jesus transfigurado falava com Moisés e Elias “sobre a sua partida, isto é, a sua morte, que iria se consumar em Jerusalém” (Lc. 9,31). E no Evangelho de São Marcos, que escutamos, o próprio Jesus, ao descer da montanha, “ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos”. Compreendei, caríssimos: sobre o monte Tabor, com o Transfigurado envolto em glória, paira a sombra da paixão, da morte do Filho amado e único, que o Deus de Abraão entregará por nós até o fim. Ao filho de Abraão, a Isaac, Deus poupou no último momento; não poupará, contudo, o seu próprio Filho!
Isso nos revela a dimensão do amor de Deus, da sua paixão pela humanidade, do seu compromisso salvífico em nosso favor! Ele pode nos pedir tudo, caríssimos, e nós deveríamos dar-lhe tudo, porque, ainda que não compreendamos, ele deseja somente o nosso bem, a nossa vida, a nossa salvação. Somos preciosos a seus olhos! Escutai o apóstolo: "Se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus que não poupou seu próprio filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo juntamente com ele? Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está à direita de Deus, intercedendo por nós?” Eis, pois, amados em Cristo, a dimensão e a profundidade, a largura e a altura do amor de Deus por nós! Deixemo-nos, portanto, tocar no nosso coração; convertamo-nos! Abramo-nos para o Senhor! Arrependamo-nos de nossas indiferenças, de nossa frieza, de nosso fechamento! Tenhamos vergonha de tanta incredulidade e desconfiança de Deus, simplesmente porque não entendemos seu modo de agir! Que Santo Abraão, nosso pai na fé, e a Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe na fé, intercedam por nós para uma verdadeira conversão quaresmal. E que, realizando com generosidade a amor, as práticas quaresmais, cheguemos às alegrias da Páscoa e contemplemos nos santos mistérios da liturgia, a face do Cristo glorificado.
ORAÇÃO
Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Amém!
Editado por MFC ALAGOAS
sábado, 3 de março de 2012
SEREIS UMA SÓ CARNE - Parte 6 - Artigos do Prof. Felipe Aquino
DIFERENÇAS PSICOLÓGICAS
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eus, na sua infinita sabedoria, criou o homem e a mulher completamente diversos, para que pudessem se atrair e se completar maravilhosamente. Se os analisarmos detalhadamente, veremos que em tudo são diferentes e complementares: no corpo, na mente e no coração. São como duas mãos que perfeitamente se entrelaçam e se voltam para adorar o Criador.
Tantas vezes é justamente aí que residem muitas causas de desentendimentos. Por isso, é necessário que cada um se conheça a si mesmo e conheça também o outro, e que ambos tenham em mente que são diferentes em tudo. É no amor e na compreensão – jamais na violência de qualquer espécie – que as diferenças se ajustaram sem atrito, formando um tudo harmonioso. O casal, conhecendo seus aspectos semelhantes e divergentes, poderá exercer toda sua criatividade e comunicação. As diferenças de raça, classe social, cultura e costumes que cada um trás para o casamento, devem ser ajustadas mediante uma revisão de conceitos, preconceitos e tabus anteriormente adquiridos.
Enquanto o homem é fisicamente forte, combativo, dinâmico e dotado de raciocínio frio e rigoroso, a mulher é mais graça e encanto físico, mas intuitiva, direta, cordial e dotada de maior percepção das causas imediatas. Enquanto o homem tende a dominar as pessoas e as coisas com espírito de decisão e iniciativa, tem uma visão segura dos objetivos, com a preocupação voltada para a síntese e é preso ao essencial, a mulher é mais voltada para a compreensão, o detalhe. Enquanto o homem tem a visão do conjunto, sensível à harmonia do todo, juízo lógico, possui pouca sensibilidade e maior controle emocional, é egocêntrico, racionalista e menos imaginativo, a mulher é mais imaginação, mais sentimento, com variações súbitas de humor por influência dos fenômenos fisiológicos. Enfim, enquanto o coração do homem é o mundo, o mundo da mulher é o seu coração. Enquanto o homem foi preparado por Deus para ser pai, esposo e cabeça do lar, a mulher foi preparada para ser mãe, esposa e coração do lar.
A mulher fala, em média, 7000 palavras por dia, o seu psiquismo é voltado para o detalhe, e ela gosta de detalhar bem as coisas que explica; já o homem, fala em média apenas 4000 palavras por dia. Deus nos fez assim; mas se não soubermos disso, pode haver muita briga no casamento porque um acha que o outro fala demais ou de menos. É apenas uma saudável diferença entre os sexos. É por isso que muitas vezes o homem chega em casa já cansado, querendo descansar, e não tem paciência para ouvir a esposa que quer contar tudo o que aconteceu durante o dia, e com muitos detalhes. Tenha paciência e ouça a esposa...
A perfeita adaptação psicológica exige boa vontade do casal. É preciso cuidar que sob a capa de “características psicológicas” masculinas ou femininas não se escondam maus hábitos, vícios ou comportamentos inaceitáveis. O espírito dominador de muitos homens, por exemplo, não pode ser justificado como sendo uma característica natural da psicologia masculina.
A comunhão do casal, terminando com o individualismo, se dará quando semelhanças e diversidades se conjugarem em vez de se prejudicarem. A comunhão surge, sobretudo, do diálogo, e não só do olhar, da linguagem e da realização de tarefas comuns aos dois. A descoberta do outro exigirá um “sim” sincero às diferenças, e o desejo profundo de desenvolver as potencialidades dele, empenhando-se em descobrir e conhecer seu temperamento, sua educação familiar, seu meio social, seu esforço pessoal para a construção de sua própria personalidade.
Em geral, o marido espera de sua esposa, por exemplo, atração física, o capricho pessoal, carinho, zelo doméstico sem exagero, compreensão do sentido do seu trabalho e estimulo para o esforço que lhe cabe desenvolver. A mulher espera do marido, entre muitas outras coisas, compreensão, segurança que advém da maturidade do marido, afeição, um pouco de romance, atenção às qualidades pessoais, atenção a pequenos fatos, datas e detalhes de sua apresentação, tão importantes para ela, estimulo para sua realização pessoal, inclusive profissional. Quantas brigas poderiam ser evitadas se os maridos não esquecessem as datas e detalhes que são importantíssimos para as mulheres. Enfim, na vida a dois, cada um deverá estar atento para descobrir e fazer aquilo que agrada ao outro e o faz crescer como pessoa.
Jamais poderá existir, entre marido e mulher, o espírito competitivo que leva cada um a ver no outro um rival. Quanto mais a mulher for autenticamente feminina e o homem autenticamente masculino, maior riqueza e beleza haverá na sua unidade. Longe de nós as idéias e os movimentos que querem igualá-los, destruindo a sua complementaridade. Ambos são igualmente dignos e ricos “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gn 1,26).
São Paulo diz aos casais cristãos: “Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja (...) Maridos amém as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (...). Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama-se a si mesmo. Certamente ninguém jamais aborreceu a sua própria carne ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja” (Ef 5,21-23 a 25,28-29).
O Papa Leão XIII nos explica melhor ainda: “O marido é o chefe da família e a cabeça da mulher; e esta, portanto, porque junto é carne de sua carne e ossos de seus ossos, não deve sujeitar-se a obedecer seu marido como escrava, mas como companheira, isto é, de tal modo que a sujeição que lhe presta não seja destituída de acordo nem de dignidade” (Encíclica Arcanum 10/2/1880)1.
E Pio XI resume esplendidamente: “Se efetivamente o homem é a cabeça, e a mulher é o coração (do lar): se um tem o primado do governo, também a outra pode e deve atribuir-se como coisa sua o primado do amor” (Encíclica Casti Connubii, 31/12/1930)2.
Nenhuma instituição pode funcionar se possuir duas cabeças. Isso é particularmente verdadeiro no lar. Muitos psicólogos e educadores modernos parecem dar à mulher a ideia de que a submissa é uma noção antiquada que teve o seu fim junto com o século XIX. Entretanto, temos hoje mais mulheres, homens e crianças frustradas do que em qualquer outra época. Com a degradação da imagem do pai e crescente dominação da mãe, temos testemunhado um aumento da delinqüência juvenil, da rebelião, da homossexualidade e do divorcio. Deus é quem quis que, no lar, o homem fosse a cabeça e a mulher o coração, e para isso os preparou. Não há inferioridade em tal disposição, apenas complementaridade.
Submissão não significa escravidão e, geralmente, a mulher descobre que se sente melhor quando dócil do que quando é dominadora. Tenho visto que, quando a mulher entende e aceita o seu lugar no casamento, acaba descobrindo que a reação do marido é de delicadeza e de bondade, o que coloca ponto final às hostilidades entre eles.
Haverá ocasiões em que ela terá de fazer algumas coisas que realmente não queria; mas, semeando obediência, colherá muitas bênçãos. Especialmente as mulheres que tem um temperamento mais agressivo do que o do marido terão que lutar mais nesse sentido, entendendo que essa é a vontade de Deus para a felicidade do lar. Elas precisarão estar atentas para vencer a inclinação intuitiva de tomar decisões espontâneas antes do marido.
Deus nunca pediria à mulher que se sujeitasse ao marido, se não fosse para o bem dela. Também em relação às finanças isso é importante. Está se tornando cada vez mais comum as esposas trabalharem fora do lar para ajudar o marido e se realizar profissionalmente, o que é justo. Entretanto, há certos riscos que é preciso evitar. Se a mulher trabalha e usa seu dinheiro em separado, pode desenvolver um sentimento de independência e suficiência própria que Deus não desejou para a esposa.
O casamento pode ser mais feliz ou a mais medíocre experiência da vida. Deus criou o sexo opostos para se completarem. Ele quis que o homem e a mulher se unissem em matrimônio de modo que cada um pudesse dar aquilo que falta ao outro. Por isso é preciso saber usar da inteligência para que essas diferenças não produzam incompatibilidades.
Muitos casais estão tão apaixonados que, antes do casamento, vêem somente as qualidades do outro. Depois de casados, entretanto, as fraquezas de cada um começam a aparecer.
Muitos pensam que a adaptação conjugal é sempre fácil. Antes do casamento, tudo parece tão simples. Os dois só se encontram durante algumas horas por dia ou por semana e é fácil reservar, para essas poucas horas, o melhor humor, a melhor aparência, as qualidades e o encanto pessoal. Será isso tão fácil quanto se viver junto, todos os dias, todas as noites do ano inteiro?
O processo de adaptação conjugal dura a vida toda, mas fase mais importante é certamente a do inicio da vida a dois, que exigirá sacrifício, concessões mútuas, compreensão, fraqueza recíproca, respeito e amor.
As estatísticas mostram que 50% dos casais que se separam o fazem antes de três anos de casados. São as fraquezas de um que irritam as fraquezas do outro e geram os conflitos de temperamento. Mas as diferenças não precisam ter conseqüências desastrosas e não constituem ameaça para um casamento. A atitude do casal para com as divergências é que vai determinar o sucesso ou a ruína do matrimônio.
Muitos casamentos estáveis de hoje experimentam fortes conflitos no passado. Essas crises podem contribuir para o crescimento do amor. É preciso saber resolver os conflitos.
Se você, por exemplo, sente frustração, ressentimentos ou qualquer forma de hostilidade, pare e olhe objetivamente para aquilo que os causa. Em seguida, depois de pedir a Deus que ajude com sua sabedoria, fale com seu marido sobre a falha dele, com amor, sem reclamações e condenações, objetivamente, no momento apropriado e sem se emocionar demais. Nunca fale com raiva e sempre lhe dê tempo para pensar sobre o que você disse. Então, deixe o assunto a cargo de Deus e peça-lhe para enchê-los do Seu amor, de modo que vocês possam amar-se verdadeiramente, apesar de suas fraquezas.
Seguindo repetidamente esse procedimento, você comprovará que sua reação diante das ações do seu comportamento será dirigido por Deus, e seu amor aumentará de tal maneira que cobrirá uma infinidade de fraquezas, fazendo com que vocês se complementem tão harmoniosamente quanto duas mãos que se entrelaçam e se põem a adorar Aquele que os uniu para sempre.
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