domingo, 2 de setembro de 2012

LITURGIA DO 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 02/09/2012


      
   
“COLOCAR EM PRÁTICA A PALAVRA SEMEADA NO CORAÇÃO!”
A Palavra de Deus somente é bem praticada quando nosso coração é cheio de boa intenção. De fato, é de nossa consciência que nascem as boas ou más intenções, as boas e as más ações, nos ensina Jesus. Ele não quer uma religião cheia de regras rituais, mas sim, um coração cheio de bondade, que não se deixa contaminar por más intenções.

  
22º Domingo Comum
     
1ª Leitura: Dt 4,1-2.6-8
Salmo Responsório:  14
2ª Leitura: Tg 1,17-18.21b-22.27
Evangelho: Mc 7,1-8.14-15.21-23

EVANGELHO
MARCOS 7,1-8.14-15.21-23

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus.

2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.

5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?”

6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”.

14Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai, todos, e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju-Sergipe

A palavra de Deus deste XXII domingo chama atenção para o modo como o cristão deve viver sua prática religiosa: com sinceridade diante de Deus, humildade e amor para com os outros e não de forma legalista, fria e auto-suficiente. Com efeito, Jesus critica duramente os escribas e fariseus, que vieram de Jerusalém para observá-lo e questioná-lo. Qual é o problema deles? Certamente eram homens piedosos e queriam seguir a Lei de Deus. O problema era o espírito com o qual faziam: extremamente legalista. Vejamos.

1) A lei de Deus (para os judeus, expressa na Torah) é santa: “Agora, Israel, ouve as leis e os decretos que eu vos ensino a cumprir... Nada acrescentareis, nada tirareis à palavra que vos digo, mas guardai os mandamentos do Senhor vosso Deus...” (1ª leitura). Ora, o zelo dos fariseus e dos escribas eram tais e com uma mentalidade de tanto apego à letra pela letra, que se tornaram extremamente legalistas. Eles diziam: “Façamos uma cerca em torno da Lei”, ou seja, criaram pouco a pouco um número enorme de preceitos para evitar qualquer desobediência, ao menos remota, à lei. Preceitos humanos que foram obscurecendo a pureza da lei de Deus e sua característica de ser sinal de amor. Por exemplo: (a) A Lei dizia que o castigo não poderia ultrapassar as quarenta varadas. Os fariseus permitam somente trinta e nove, para evitar qualquer perigo de ultrapassar a conta da lei. (b) A lei proibia o trabalho no sábado. Os escribas e fariseus insistiam que até carregar o instrumento de trabalho no sábado era já um pecado: o alfaiate não poderia carregar sua agulha no sábado. (c) A lei prescrevia abluções (banhos rituais para o culto) só para os sacerdotes. Os fariseus queriam impô-las a todo o povo. A intenção era boa.... mas o resultado, não: tornava a religião algo pesado, legalista e apegado a tantos detalhes que fazia esquecer o essencial: o amor a Deus e ao irmão! Os preceitos humanos obscureciam a intenção divina!

2) A Lei não fora dada para ser um fardo que tira a liberdade e entristece a vida, mas como sinal do amor de Deus, que orienta e indica o caminho com ternura: “Vós os guardareis... porque neles está a vossa sabedoria e inteligência... Ouve as leis que vos ensino a cumprir para que vivais e entreis na posse da terra prometido pelo Senhor Deus” (1ª leitura). A lei e toda prática religiosa devem ser caminho de vida, e não um fardo insuportável e asfixiante, tornando a religião algo tristonho e pesado, como se fosse obra de um Deus ciumento e invejoso da nossa felicidade! Jesus critica os fariseus e os escribas por isso: tornaram a religião um fardo pesado e triste, ao invés de ser primeiramente um relacionamento com Deus, íntimo, feliz e amoroso!

3) Jesus censura também os escribas e fariseus pela incapacidade de distinguir entre o essencial e o secundário; em discernir o que vem Deus e o que é meramente prática e tradição humanas, talvez boas e louváveis, mas não essenciais. Em matéria de religião, nem tudo tem igual valor, nem tudo tem a mesma importância. A medida de tudo é o amor: o amor é a plenitude da lei (Rm. 13,10); só o amor dá sentido a todas as coisas!

Outro motivo de crítica é que uma religião assim, apegada a preceitos exteriores, torna-se desatenta do coração, sem olhar a intenção com que se faz e se vive. Cai-se na hipocrisia (a palavra hipócrita vem de hypokrités = ator teatral): uma religião meramente exterior, sem aquelas atitudes interiores, que são as que importam realmente: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam!” (evangelho). É sério: a atitude exterior (lábios) não combina com o interior (coração)! As práticas externas valem quando são sinal de um compromisso interior de amor e conversão em relação a Deus. É importante observar que Jesus não condena as práticas exteriores, mas a sua supervalorização e a sua atuação sem sinceridade: “Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas” (Mt. 23,23).

4) Há também o perigo da auto-suficiência: a pessoa sente-se segura de si mesma por causa de suas práticas: “Ah, eu vou à missa todo domingo, rezo o terço e dou esmola! Estou em dia com Deus!” O homem nunca está em dia com Deus. Pensar assim, é deixar de perceber que tudo é graça e que jamais mereceremos o amor que Deus nos tem gratuitamente. Sem contar que tal atitude nos leva, muitas vezes, a nos julgar melhores que os outros, desprezando os que julgamos mais fracos ou imperfeitos! Era exatamente o que ocorria com os fariseus: “Este povo que não conhece a lei são uns malditos!” (Jo 7,49); “Tu nasceste todo no pecado e nos ensinas?” (Jo 9,34); “Ó Deus, eu te dou graças porque não sou como o resto dos homens, ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano!” (Lc. 18,11). É interessante comparar estas atitudes com as que São Paulo recomenda aos cristãos em Rm. 12,3-13.

5) Jesus convida a ir ao essencial: vigiar as intenções e atitudes do nosso coração, pois “o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior” (evangelho). Com um coração puro, poderemos reconhecer que tudo de bom que temos é dom de Deus (“Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes!” – 2ª leitura) e que, diante dele, somos sempre pobres e pecadores, necessitados de sua misericórdia. Isto nos abre de verdade para o amor aos outros e para a compaixão: somos todos pobres diante de Deus: “A religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo”.

6) Concluindo: Como vai nossa prática religiosa, pessoal e comunitariamente? Buscamos um relacionamento amoroso, íntimo e pessoal com o Senhor ou nos contentamos com uma prática meramente exterior? Julgamo-nos melhores que os outros diante de Deus? Às vezes dizemos: “Eu não merecia este mal...” – julgando-nos credores de Deus! Dizemos também: “Há tanta gente pior que eu; por que aconteceu comigo?” – julgando-nos melhores que os outros!
O que é mais importante na nossa vida de fé? E na nossa vida em comunidade? O salmo de meditação da missa de hoje dá ótimas pistas para um exame de consciência.

Vivemos num mundo de muitos mestres, de muitas opiniões, de muita gente entendida sobre tudo que fala sobre tudo... Há tantos caminhos, tantas propostas, tanta gente com ares de sábio... Os meios de comunicação nos propõem tantas coisas: livros, televisão, rádio, Internet, jornais, revistas... E, no entanto, para nós, que cremos, o Senhor que nos orienta e educa na sua santa Palavra, recebida, guardada, crida, contemplada e ensinada pela Igreja, o Senhor é o único caminho, a única verdade, a única luz! É disso que fala a Palavra de Deus deste Domingo santo.

A grande tentação do nosso tempo é pensar que nossa razão é o critério da verdade, é a medida do bem e do mal. Assim, é certo, é bom, é aceitável o que nós julgamos ser ou o que a maioria, o senso comum julgam ser bom. Se agora o divórcio é um bem, então que seja; se nos tempos atuais a união homossexual é norma, então que seja aprovada; se nos cânones da ciência manipular embriões humanos é correto, então vá lá; se todo mundo tem numa boa relações pré-matrimoniais, então para que se opor? Eis aqui: o homem agora se julga adulto, emancipado, liberado: ele próprio julga poder definir sua vida, construí-la a seu modo. Para que um Deus que me diga o que fazer? Para que uma Igreja com ares de mãe e de mestra? Ninguém precisa mais disso! Esta é a mentalidade hodierna...

E, no entanto, para quem crê, há um Deus que é o Senhor da vida, de quem nós vimos e para quem vamos: “Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do Alto, descem do Pai das luzes: de livre vontade ele nos gerou pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas!” Nossa vida não é nossa de modo absoluto; não nos fizemos a nós mesmos. Tua vida, ó homem, é vida recebida gratuita e amorosamente; é dom de Deus, para que vivas na amizade com ele e, acolhendo sua Palavra sejas gerado para uma vida verdadeira, vida plena, vida eterna!

E, no entanto, quanto é difícil esta atitude de compreender a vida como um dom que recebemos! Quão grande a tentação de viver como donos absolutos da existência! Pois bem, o Senhor nos convida, o Senhor nos ordena a que vivamos abertos à sua Palavra, para que vivamos de verdade: “Agora, Israel, ouve! Para que, fazendo-o, vivais! Nada tireis, nada acrescenteis às palavras que vos digo, mas guardai os mandamentos do Senhor vosso Deus! Vós os guardareis e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência.” Tristes de nós quando nos julgamos sábios a nossos próprios olhos e desprezamos a Palavra do Senhor e as orientações da sua Igreja, que dele recebeu a missão e a autoridade de nos educar nos caminhos do Senhor! Pensemos, caríssimos irmãos – que cada um pense: tenho construído a minha vida, segundo a Palavra do Senhor? Tenho feito minhas opções de vida de acordo com a moral cristã custodiada e ensinada maternalmente pela Igreja?
No mundo da idolatria da autonomia, não é fácil a madura atitude de sair de nós mesmos e deixar que o Senhor e sua Igreja nos guiem. Entretanto, este é o caminho do cristão verdadeiro, do católico coerente e maduro! Na segunda leitura de hoje, São Tiago nos exorta com palavras muito claras e diretas, sem deixar margem para ilusões: “Recebei com humildade a Palavra que em vós foi implantada, e que é capaz de salvar as vossas almas! Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos!” Não deveríamos nos enganar com falsos raciocínios, não deveríamos dar ouvidos àqueles – mesmo dentro da Igreja, infelizmente, mesmo padres, infelizmente, mesmo teólogos, infelizmente – que tentam mundanizar o cristianismo para fazê-lo mais atraente. Escutai, caríssimos, a advertência do Senhor: “Vós abandonais os mandamentos de Deus para seguir a tradição dos homens!” Também São Paulo nos previne para que não caiamos nas teias de uma vã filosofia, uma sabedoria segundo o mundo e não segundo o Espírito de Cristo! Nunca esqueçamos: uma vida verdadeiramente cristã exige de nós fidelidade ao Senhor, ruptura com o que é mundano e um coração aberto para os necessitados: “A religião pura e sem mancha diante de Deus: assistir os órfãos e viúvas e não se deixar contaminar pelo mundo!” Estejamos atentos, amados no Senhor, porque o que passa disso vem do maligno!

Supliquemos nesta missa que o Senhor converta o nosso coração para que nossa vida pessoal e familiar, nossa vida social e profissional seja pautada pelo Evangelho, pela lei de Cristo. Qual será o fruto de uma existência assim? Experimentar a proximidade do Senhor, do Deus vivo e cheio de ternura na nossa existência. Não é isso que diz o próprio Senhor na primeira leitura de hoje? “Qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nossos Deus, sempre que o invocamos?” Sim! Esta é a verdadeira grandeza nossa, de nossa família, de nossa Pátria! Não simplesmente o desenvolvimento econômico, social ou tecnológico, mas, antes de tudo e sobre tudo caminhar com o Senhor e experimentá-lo ao nosso lado, sabendo que somos uma sociedade que é aberta para Deus...

Certamente, não é nesse caminho que o mundo caminha; não é essa a estrada pela qual a nossa sociedade vai se movendo... mas deve ser essa a nossa direção, esse o nosso rumo. Nunca esqueçamos que somos as primícias de uma nova criação, de um novo mundo, de um modo de viver que seja alternativo, diferente, luz e sal desse mundo sem graça: “de livre vontade o Pai nos gerou pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas!” – Senhor, converte o nosso coração! Dá-nos um coração capaz de te escutar, um coração de carne e não de pedra, um coração para obedecer e te amar! Livra-nos de nós mesmos, Senhor, e faze-nos para o mundo sinais e instrumentos da verdadeira liberdade – aquela que somente tu sabes dar e somente tu podes dar! A ti a glória, ó Deus santo, que vives e reinas com o teu bendito Filho na unidade do Santo Espírito, pelos séculos dos séculos!

ORAÇÃO
Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Amém!

LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”

Editado por MFC ALAGOAS
   

sábado, 1 de setembro de 2012

SÁBADO, DIA DEDICADO A NOSSA SENHORA



"Que em cada um de vós haja a alma de Maria para bendizer o Senhor; e Em cada um de vós esteja o seu espírito, para exultar em Deus!" (Santo Ambrósio)

A
 Igreja dedica o Sábado a Nossa Senhora porque foi no 1° Sábado Santo que ela viveu sem Jesus, com Jesus morto.

Após o escurecer de Sexta-Feira Santa, quando a enorme pedra fechou a boca da sepultura, Maria passou a ficar sem Jesus, sem o amado Filho. Naquele momento, para ela o tempo parou. Foi o Sábado do grande e doloroso repouso, o Sábado do grande silêncio, o Sábado da grande solidão, da morte e do luto. Foi o único dia de sua preciosa vida, que ela viveu sem ter Jesus vivo. Foi o Sábado da imensa dor de Maria.

Para consolá-la por tamanha dor a Igreja decidiu dedicar-lhe todos os sábados, com a intenção de confortá-la e compensá-la pela morte do amado Filho. Os outros filhos adotivos se apresentam para consolá-la. Portanto, o Sábado é consagrado a Maria para alegrá-la em sua solidão e tristeza. O Sábado mariano é como aurora: ele antecede e anuncia o aparecimento do Domingo, o dia do Sol Divino, Jesus.

Fonte: Pe. Antonio Lorenzatto, Livro da Família 1997.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

PRECISA-SE DE SANGUE "A+"



L
embramos a todos que o mefecista CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS, casado com Aunete, membro do Grupo Amigos de Assis do Movimento Familiar Cristão de Maceió, se encontra internado na Santa Casa de Misericórdia de Maceió e continua necessitando urgentemente de SANGUE “A POSITIVO”.

Cícero, oriundo da 28ª Nucleação precisa se submeter a uma cirurgia, mas suas plaquetas estão baixíssimas e só com a reposição através do sangue é possível normalizar e o mesmo ser operado.

Os doadores devem se dirigir ao Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Maceió e informar que quer doar sangue para CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS.

O doador deve levar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação); estar bem de saúde; ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 68 anos incompletos; pesar mais de 50 Kg; não estar em jejum (evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação).

Agradecemos e pedimos a todos, que orem pela recuperação da saúde de CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS, já que a oração é a principal forma de ajudar, pois o nosso Deus é o Deus do Impossível. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4,13).

ACOLHIMENTO, UMA FORMA CONCRETA DE AMAR



C
omo Dom Bosco, precisamos ser sal e luz no mundo "O Sal é bom. Mas se este perde o sabor, com que se há de salgar? Não serve nem pra jogar na terra, nem para o esterco, mas só para ser jogado fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc 14,34-35).

Somos criados por Deus para uma finalidade: sermos Seus filhos e adorá-Lo, por isso o nosso primeiro chamado é a santidade. (cf. Ef 1,4). Se nossa vida perde este sentido primário [a santidade], não serve para mais nada, pois fica sem sabor. Então, seremos apenas seres ambulantes num espaço chamado Terra.

Como consagrados pelo batismo, escolhidos e separados por Deus e para Ele, recebemos do Senhor uma missão. Porém, cada pessoa chamada recebe dons diferentes para que a missão aconteça com a contribuição de cada um. No entanto, os dons recebidos de Deus precisam ser instrumentos eficazes para nossa vida e para a vida dos outros. O dom se torna "graça" quando colocado à disposição da vida daqueles que nos rodeiam.

Dom Bosco tinha virtudes espetaculares: a bondade e o acolhimento. A Família Salesiana tem um pouco dessa essência de Dom Bosco, mas para não perdê-la, precisamos renová-la a cada dia.

O acolhimento é, antes de tudo, ver no outro aquilo que ele é sem colocar-lhe máscaras. Na Canção Nova – um ramo da videira Salesiana –, experimentamos por meio dos testemunhos dos peregrinos que nos visita, a eficácia do acolhimento. As pessoas, ao se encontrarem com um membro da Canção Nova, não têm receio de abrir seu coração e partilhar de suas vidas, pois se sentem acolhidas como se fosse pelo próprio Cristo.

Esta é nossa missão: comunicar ao mundo a vida nova que Cristo nos trouxe. Precisamos ser “sal” e dar sabor, com nossa vida de consagrados, à vida dos nossos irmãos. Para que isto aconteça é necessário assumir nossa identidade de consagrados.

Seja qual for o lugar - na escola, no trabalho, na paróquia, no ônibus, em todo tempo e lugar -, sejamos acolhedores. O mundo está carente de amor e nós podemos dar a ele o amor puro e gratuito que recebemos de Deus.

Que o Senhor nos dê esta graça!

Adailton Batista
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

EQUIPE MFC JOVEM SE REÚNE NA SEDE DO MFC ALAGOAS

Equipe trabalhando em prol do MFC JOVEM


A
 Equipe de coordenação estadual do Movimento Familiar Cristão de Alagoas, formada por Flávio e Lucila, Palmeira e Millena, e Gilson e Nana, responsáveis pela organização e realização do ENCONTRO DE JOVENS DO MFC, se reuniu na noite da terça-feira (28) na Sede do MFC com vários mefecistas comprometidos com o trabalho, para discutir e definir o cronograma de trabalho que será utilizado durante toda a preparação do encontro que acontecerá inicialmente em Maceió.

Durante a reunião a equipe discutiu a liberação e formato da ficha de inscrição e o cadastro das equipes de direção e serviços. Outro assunto discutido foi à realização do encontrão que reunirá dirigentes, coordenadores e membros das equipes de serviço que atuarão no encontro.

Com o planejamento estratégico definido para ser utilizado durante o 1º ENCONTRO DO MFC JOVEM DE ALAGOAS a equipe trabalha para realizar o encontro com a participação de 40 (quarenta) jovens na faixa etária dos 14 aos 17 anos que acontecerá na Casa dos Cursilhos, em Maceió, nos dias 9, 10 e 11 de novembro próximo, iniciando às 18 horas da sexta-feira e concluindo-se no domingo por volta das 18 horas.

FEIJOADA DO MFC 
A equipe promove no DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2012, uma FEIJOADA com a finalidade de arrecadar fundos para a realização do ENCONTRO DO MFC JOVEM DE MACEIÓ.

A feijoada se realizará na MANSÃO FARIAS, no alto do bairro de Cruz das Almas, com vista privilegiada para o mar, das 10 às 15 horas com musica ao vivo (Grupo de Pagode de Mesa e Musicas de Barzinho com Miltinho, Jan, Rainey, Souza e o grupo de Canto Santa Cecília do MFC Maceió), FESTIVAL DE CALDINHOS de feijão, dobradinha e sururu (a partir das 10h), e a partir das 12h30min será servido à tradicionalíssima FEIJOADA. Haverá serviço de bar com bebidas quentes, cervejas, refrigerantes e água mineral, mas o mefecista poderá levar sua bebida preferida.

Os ingressos estão disponíveis no MASCATE MALHAS (Av. Fernandes Lima, 347 - Farol), LOJA BONTEMPO (Av. Dr. Antônio Gomes de Barros, 165 – Jatiuca) e com as Equipes de Coordenação Estadual e Coordenação do MFC JOVEM.

O Grupo de Base com maior número de membros presentes e o Grupo de Base que levar o maior número de convidados receberão prêmios. Haverá sorteio de prêmios através dos ingressos devidamente preenchidos e colocados na urna que estará na entrada da Mansão Farias.

O ingresso individual adulto custa R$ 20,00 e crianças entre 6 e 11 anos custa R$ 10,00. Adquira logo o seu ingresso, a quantidade é limitada.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

MEFECISTA PRECISA DE SANGUE "A+"



O
 mefecista CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS, casado com Aunete, participante do Grupo Amigos de Assis do Movimento Familiar Cristão de Maceió, se encontra internado na Santa Casa de Misericórdia de Maceió.

Cícero, oriundo da 28ª Nucleação, vai se submeter a uma cirurgia e necessita urgentemente de SANGUE “A POSITIVO”.

Os doadores devem se dirigir ao Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Maceió e informar que quer doar sangue para CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS.

O doador deve levar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação); estar bem de saúde; ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 68 anos incompletos; pesar mais de 50 Kg; não estar em jejum (evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação).

Agradecemos antecipadamente a todos os doadores e pedimos a todos, que orem pela recuperação da saúde de CÍCERO RODRIGUES DOS SANTOS, já que a oração é a principal forma de ajudar, pois o nosso Deus é o Deus do Impossível. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl 4,13).

ONDE MORAS?


Gustavo Covarrubias Rodríguez

“A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, dizia o poeta Vinícius de Moraes. Lendo e meditando o Evangelho, poderíamos dizer, parafraseando esse grande compositor, que a “vocação cristã é a arte do encontro com a/nossa humanidade, embora haja tantos ‘desencontros’ na Igreja”...

A
 passagem de referência, na qual fundamos – evitando, na medida do possível, o ‘fundamentalismo’ – a afirmação anterior, são os versículos 35-42, do capítulo I do Evangelho da Comunidade de João. Ela situa-se entre o testemunho de João Batista e as bodas de Canaã, em meio a uma série de buscas e encontros, pautados pelas palavras dos envolvidos nessa dinâmica:

- “Eis o Cordeiro de Deus”. Cordeiro é também servo. João, que encontrara o Nazareno fazendo fila no Jordão, aponta para Jesus, reconhecendo nele o servo sofredor e provocando a reação de dois discípulos seus. Estes, aceitando o testemunho-provocação do precursor, por própria iniciativa, vão trás Jesus.

- “O que vocês estão procurando?”. Acontece outro encontro: os discípulos vão em frente e Jesus olha pra trás. Convergência: eles vão, Ele vem. O motor que dinamiza e possibilita a experiência é a busca, a inquietação, o honesto e sincero desejo de encontrar, a permanente abertura... As primeiras palavras de Jesus, no Evangelho de João, são uma pergunta radical, sem cuja resposta a vida carece de sentido!

- “Mestre, onde moras?” Surpreendentemente, os discípulos parecem não estar interessados em doutrinas ou teologias. Não perguntam quem é Jesus, mas onde ele mora, donde ele aprendeu a ser mestre. Interessa-lhes a vida, com suas riquezas e condicionamentos.

- “Venham, e vocês verão”. Jesus não indica um lugar fixo, estático, fechado. Nem cátedras nem catedrais. Exige uma atitude dinâmica, de permanente atenção e de promessa cumprida no fim de um processo. Ele é o Mestre peregrino, que não tem onde reclinar a cabeça. É a Palavra que “se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1,14). Sua morada é a humanidade! Só se descobre o “lugar” onde Deus mora humanizando-se!

Só se pode ser discípulo de Jesus sendo cada vez mais “gente”... André (homem = humanidade) e o outro discípulo “permaneceram com ele”, a partir daquele encontro, quando o sol começava a declinar, nas proximidades da noite... Faz-se experiência do encontro na incerteza do futuro, na assunção do risco, quando as dificuldades batem à porta, quando o caminho se estreita e o horizonte parece sumir da vista. Permanência é fidelidade.

- “Nós encontramos o Messias”. Mais um encontro. A verificação da experiência pessoal passa pelo crisol da comunidade. Se o encontro é autêntico, outros encontros acontecerão. O exemplo arrasta!

- “Você é Simão, o filho de João. Você vai se chamar Cefas”. Encontrando Jesus, encontrando os outros, encontramo-nos a nós mesmos! Reconhecemos a nossa identidade e assumimos a nossa missão: inserir-nos na corrente do seguimento e do testemunho daquele que veio de encontro à nossa humanidade, assumindo-a, para que todos encontrem nele vida!

- “Siga-me”. Ai, sim! Depois de vários encontros, vem a confirmação de um chamado – mandamento que exige total disponibilidade a fazer caminho... caminhando.

- “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu...”. De encontro em encontro, a fé nasce, se fortalece e se expressa com autenticidade. Só tem o legítimo direito de proclamar que o homem histórico chamado Jesus de Nazaré, o filho do carpinteiro José, é o Servo de Javé, o Mestre e o Senhor, quem percorreu com Ele o caminho da humanização e quem está disposto a abraçar, como o sentido da própria caminhada, a tarefa de fazer deste mundo de desencontros um mundo mais humano!

Muitas vezes o texto em questão foi e continua sendo alimentando certos fundamentalismos “vocacionais”. Vocação não é busca de privilégios nem alienação. Vocação, em João, não é fruto de uma simples experiência particular nem da revelação individual de Deus, mas processo comunitário. Ela nasce do testemunho daqueles que, buscando sinceramente, encontraram... E as nossas comunidades cristãs, propiciam realmente o encontro com a humanidade, o seguimento de Jesus e o testemunho-missão? Ou tornam-se, cada vez mais, guetos onde a comodidade, o intimismo e a fuga – camuflagem do desencontro – se refugiam?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

MFC MACEIÓ PROPORCIONA CAFÉ DA MANHÃ AOS POBRES DA CATEDRAL

Equipe de Serviço do MFC no Café dos Pobres da Catedral
Dom Antônio Muniz e Padre Celso


N
o sábado, 25 de agosto, o Movimento Familiar Cristão de Maceió organizou e serviu o CAFÉ DOS POBRES, logo após a Missa das 6 horas da manhã na Catedral, celebrada pelo arcebispo, Dom Antônio Muniz Fernandes e concelebrada pelo Padre Celso Alípio Mendes Silva, pároco da Catedral e com animação do Coral Água Viva da Paróquia do Aldebaran.

Muitos pobres foram à Catedral
Os pobres da Catedral, na sua maioria formado por moradores de rua, tomaram o Café da Manhã composto de cuscuz, carne moída com salsicha, pão, café, leite, queijo, presunto, sucos, achocolatados, bolos, biscoitos, frutas e outros itens que fazem parte de um desjejum digno da pessoa humana.

Para oferecer as pessoas em extrema pobreza uma maior oferta de itens servidos no Café dos Pobres, o MFC contou com doações de vários membros, de produtos que foram servidos aos irmãos necessitados, que nem sempre podem tomar um desjejum digno.

Os pobres no salão da Catedral
Muitos mefecistas pertencentes aos diversos Grupos de Base de MFC Maceió participaram da Santa Missa e como voluntários da Equipe de Serviço que serviu o café da manhã aos pobres da Catedral.

Mesmo com os pobres repetindo a refeição quantas vezes quisessem, graças a Deus houve sobra de produtos que foram doados aos religiosos que diariamente dão assistência a moradores de rua no centro de Maceió.

Coral Água Viva
A ação serviu para amenizar a fome dos irmãos mais desprovidos e mostrar que devemos cada vez mais agradecer a Deus pelo pão nosso de cada dia.

domingo, 26 de agosto de 2012

HOJE, 151ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

   

LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”

LITURGIA DO 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 26/08/2012


  
   
“SÓ VÓS, SENHOR, TENDES
PALAVRAS DE VIDA ETERNA!”
Quando participamos da Eucaristia estamos nos comprometendo a viver e atuar na realidade que nos cerca. Aceitamos quando Jesus se revela na Palavra e no Pão partilhado. Entretanto, quando Ele nos pede que caminhemos na mística da encarnação e da doação da vida, então nos escandalizamos e queremos voltar atrás. Mas “a quem iremos, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna”.

    
   21º Domingo Comum
DIA DAS VOCAÇÕES LEIGAS
DIA NACIONAL DO CATEQUISTA

1ª Leitura: Js 24,1-2a.15-17.18b
Salmo Responsório:  33
2ª Leitura: Ef 5,21-32
Evangelho: Jo 6,60-69

EVANGELHO
JOÃO 6,60-69

Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”

61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não crêem”.

Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo.

65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”.

66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele.

67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?”

68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju-Sergipe

Nenhum cristão jamais poderá dizer que foi enganado pelo Senhor! Deus nunca se mascarou para nós, nunca nos falou palavras agradáveis para nos seduzir, nunca agiu como os nossos políticos; Deus não usa botox! Ele é um Deus verdadeiro, leal, honesto! Não esconde suas exigências, não omite suas condições para quem deseja segui-lo e servi-lo…

Escutamos na primeira leitura de hoje Josué mandando o povo escolher: seguir os ídolos, que são de fácil manejo, que não exigem nada ou, ao invés, seguir o Senhor, que é exigente, que é Santo e corrige os que nele esperam? O próprio Josué dirá: “Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não tolerará as vossas transgressões, nem os vossos pecados!” (Js 24,19) Vede, meus caros, que o nosso Deus não se preocupa com popularidade, não faz conta do número de fiéis, não abranda suas exigências para ser aceito, mas sim, faz conta da fidelidade ao seu amor e ao seu chamado!

O que aparece na primeira leitura torna-se ainda mais claro e dramático no evangelho. Após dizer claramente que sua carne é verdadeira comida e seu sangue é verdadeira bebida, muitos discípulos se escandalizaram com Jesus (os protestantes ainda hoje se escandalizam e não crêem na palavra do Salvador…). E Jesus, o que faz? Muda sua palavra? Volta atrás no ensinamento para ser popular, para ser compreendido e aceito, para encher as igrejas? Não! Popularidade, aceitação, bom-mocismo nunca foram seus critérios! Ainda que sua palavra escandalize, ele nunca volta atrás. O Senhor nunca se converte a nós; nós é que devemos nos converter a ele! Pode-se manipular os ídolos; nunca o Deus verdadeiro!

É importante prestar atenção! Diante dos discípulos escandalizados e murmuradores, que faz Jesus? Apresenta o critério decisivo: a cruz. Escutai, irmãos, o que diz o Senhor: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes?” Lembremo-nos que, para o Evangelho de São João, a subida de Jesus para o Pai começa na cruz: ali ele será levantado! Vede bem, meus irmãos, que não poderá seguir o Senhor, não poderá suportar as palavras do Senhor, aquele que não estiver disposta a contemplá-lo na cruz! E Jesus previne: “O Espírito é que dá vida; a carne não adianta nada! As palavras que vos falei são Espírito e vida!” Compreendei, caríssimos meus: somente se nos deixarmos educar pelo Santo Espírito, somente se deixarmos os pensamentos e a lógica à medida da carne, isto é, à medida da mera razão humana, é que poderemos compreender as coisas de Deus, coisas que passam pela cruz de Cristo! Quando se trata do escândalo do Evangelho, “a carne não adianta nada”! Não nos iludamos: entregues à nossa própria razão, pensaremos como o mundo e jamais acolheremos Jesus e suas exigências! E, no entanto, o Senhor continua: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido por meu Pai!” Vede bem, meus caros: acolher Jesus, compreender suas palavras e acolhê-las, por quanto sejam difíceis e duras, é graça de Deus e somente abertos para a graça poderemos realizá-lo! Como acolher a linguagem da cruz, sem mudar de vida? Como acolher as exigências do Senhor, sem a conversão do coração, sem nos deixarmos guiar pela imprevisível liberdade do Santo Espírito? Quando isso acontece, experimentamos como o Senhor é bom, o quanto é suave, o quando é doce segui-lo!

Um belíssimo exemplo disso, a Palavra de Deus nos dá hoje recordando a vida da família cristã. São Paulo pensa o lar cristão como uma pequena comunidade de discípulos de Cristo, uma pequena Igreja e dá conselhos estupendos! O sentimento que deve nortear o comportamento familiar é o amor. Que amor? O das músicas e das novelas? Não! Aquele amor manifestado na cruz, aquele entre Cristo e a Igreja! Que beleza, que desafio, que sonho: marido e mulher se amando como Cristo e a Igreja se amam, marido e mulher sendo felizes na felicidade um do outro: “Sede solícitos uns para com os outros!”

Para o cristianismo, meus caros, a família cristã não é primeiramente uma instituição humana, mas uma instituição divina, um sacramento da Igreja. Mais ainda: a família é a primeira Igreja, a primeira comunidade de irmãos em Cristo. Ali, é Jesus quem deve reinar, ali é o santo e doce temor de Deus quem deve regular a convivência. Que desgraça hoje em dia a paganização, a secularização, a banalização da família cristã. Atentos, cristãos: a família é santa, a família é sagrada, a família não pode ser profanada pelo desamor, pela indiferença, pela imoralidade, pela violência, pelo consumismo, pela opressão, pela divisão, pela vulgarização! Que beleza, meus caros, um homem e uma mulher unidos no amor com a bênção do Senhor gerando filhos, gerando amor feito carne, feito gente, para o mundo, para a Igreja, para a vida! Este é o sonho do Senhor para a família! Este e só este! Aos olhos de Deus, não há outra forma legítima e aceitável de união familiar! Um homem, uma mulher; um esposo, uma esposa e os filhos – eis o sonho, eis a bênção, eis a felicidade quando se vive isso de acordo com o amor de Deus em Cristo! Que bênção a convivência familiar! Que doçura poder partilhar as alegrias e tristezas, as lutas e dificuldades num lar cristão, onde juntos se rezam, juntos partilham, juntos vencem-se as dificuldades! São Paulo, encantado com essa realidade, exclama: “É grande este mistério!” Que mistério? O mistério do amor entre marido e mulher, da sua união que gera vida, que é doçura e complementaridade. E o Apóstolo continua: “E eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja!” Atenção! São Paulo está dizendo que a comunhão familiar é imagem da comunhão entre Cristo e a Igreja!

É fácil, caríssimos, viver a família assim? Não! Como não é fácil levar a sério a Palavra do Senhor! E Jesus, mais uma vez, nos pergunta: “Isto vos escandaliza?” Escandaliza-vos o matrimônio ser indissolúvel? Escandaliza-vos a fidelidade conjugal? Assusta-vos o dever de gerar filhos com generosidade e educá-los com amor e firmeza? “Quereis também ir embora?”

Caríssimos, que nossa resposta seja a de Pedro, dada em nome dos Doze e de todos os discípulos: “A quem iremos, Senhor? Caminhar contigo não é fácil; acolher tuas exigências nos custa; compreender teus motivos às vezes é-nos pesado… Mas, a quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus!”. Que as palavras de Pedro sejam as nossas e, como Josué, possamos dizer: “Eu e minha família serviremos o Senhor!” Amém.

Escolher a Deus – um Deus difícil! Os ídolos são fáceis e muitos!

O Senhor é exigente; e não volta atrás na sua palavra, mesmo quando essa escandaliza. O critério é a cruz (o Filho do homem subindo e julgando). Somente pode compreendê-lo no Espírito, a carne não serve aqui! – Ser cristão não é questão de propaganda ou munganga: é graça; é o Pai quem atrai!

Muitos já não andavam mais com ele… Quereis ir embora?

Senhor, só tu tens palavras de vida eterna: és o Santo de Deus!

Provai e vede quão suave é o Senhor!

Uma família que serve o Senhor: a lei que regula é o amor, o mesmo que se contempla na entrega de Cristo, selando a aliança com a Igreja.

ORAÇÃO
Ó Deus que elevais os humildes e encheis os pobres de bens, olhai para nossa fraqueza, e, através de vossas Palavras de vida eterna, fazei-nos manter os nossos passos no caminho de vosso Filho. Que vive e reina para sempre. Amém!

LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”

Editado por MFC ALAGOAS 

sábado, 25 de agosto de 2012

O “JUIZ SEM ROSTO”

  
O “JUIZ SEM ROSTO”

A
 questão da insegurança pessoal de magistrados vem aparecendo como tema de destaque nos noticiários brasileiros. Lembremo-nos do triste caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli, que foi covardemente assassinada no dia 11 de agosto, com 21 tiros, em frente a sua casa, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Diante desse fato estarrecedor, surge a indagação: o que fazer para efetivar a defesa pela manutenção do Estado Democrático de Direito?

Respondo a pergunta lançando a análise da lei 12.694, que foi sancionada na última terça-feira, 24/07/12, alterando procedimentos de julgamento para os casos envolvendo organizações criminosas. A lei trouxe alterações e inclusões ao Código Penal, Código de Processo Penal, Código de trânsito Brasileiro e também versa sobre a proteção pessoal das autoridades judiciárias e suas famílias. Ela fortalece o sistema de justiça para o combate ao crime organizado, criando a figura do “juiz sem rosto”. “Protege-se o magistrado que atua em casos que envolvam organizações criminosas”.

Segundo a nova lei, em seu artigo 9º, diante de situação de risco decorrente do exercício da função das autoridades judiciais e suas famílias, tal fato deverá ser comunicado à Polícia Judiciária que avaliará a necessidade, o alcance e os parâmetros da proteção pessoal. A prestação da proteção pessoal será comunicada ao Conselho Nacional de Justiça e verificado o descumprimento dos procedimentos de segurança definidos pela Polícia Judiciária, esta encaminhará relatório ao CNJ, quando membro da Magistratura ou ao CNMP, quando membro do CNMP.

Agora, o juiz poderá decidir pela formação de um colegiado, já em primeira instância, para a atuação das práticas processuais nesses casos. O colegiado será formado pelo juiz do processo e por dois outros juízes escolhidos por sorteio eletrônico.

Observamos que, aos poucos, vêm surgindo vários pontos positivos no combate à criminalidade organizada, seja com a produção legislativa, investigações, CPI’s, entre outros procedimentos que conduzem o ordenamento jurídico a um novo cenário nacional e internacional.

Esperamos agora novos posicionamentos e decisões da doutrina e dos Tribunais Superiores em relação ao tema do que vem a ser organização criminosa e acreditamos que muito além de um “juiz sem rosto”, a nova lei faça surgir um “juiz com vida” e com atuação imparcial e segura.