quarta-feira, 27 de março de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 315


HORIZONTES DA RELIGIÃO
EDUARDO HOORNAERT
TEÓLOGO, HISTORIADOR, ESCRITOR
Eduardo Hoornaert
  
G
ostaria de delinear aqui, de forma muito abreviada, alguns horizontes que condicionam nossa visão da religião. Não enxergar esses horizontes é correr o perigo de cometer erros graves de interpretação em termos de análise da religião.

São cinco pontos.

1. Religião não é conhecimento. Para nossos antepassados, religião significava conhecimento. No largo período entre os anos 2000 aC e 1000 dC (entre o antigo império egípcio e a expansão do islã), em todo o âmbito da África do norte, do oriente médio e da Europa do sul, o culto a Deus era tido como ‘ciência’. Tudo era interpretado por meio de imagens religiosas como caos e cosmos, criação e fim de mundo, céu e inferno, bem e mal, virtude e pecado, salvação e condenação, deus e satanás, vida e morte. Só a partir do ano mil da era cristã a compreensão da religião e dos textos religiosos começa a mudar. Há uma lenta e progressiva secularização da vida e do conhecimento que desemboca nos tempos em que vivemos.

2. Religião não é representação Quando se fala em religião, a primeira coisa que costuma vir à mente é sua representação. Pensamos em religião protestante, islâmica, espírita, católica, hindu, budista, embora muitos já percebam que religião não é o mesmo que doutrina, moral ou dogma. Instâncias que organizam a vida religiosa não devem ser confundidas com a religião em si. O dogma, por exemplo, expressa o consenso estabelecido entre participantes de uma determinada assembleia em torno de um ponto controvertido. Pertence, portanto, ao registro da representação política. O mesmo se diga da celebração religiosa. Em si, a celebração não é um ato religioso, se por religião se entende aquilo que passa na intimidade da pessoa (fascínio, emoção, sonho, encanto). Há como celebrar cerimônias religiosas com dignidade, sem que as pessoas envolvidas estejam necessariamente imbuídas de sentimentos religiosos.

3. Religião tem a ver com sistema neural. A religião pertence ao ser íntimo da pessoa. Jorra da mesma fonte que produz música, poesia e arte. Há neurocientistas que afirmam que a própria constituição de nosso corpo explica as persistentes tendências religiosas que observamos ao longo da história da humanidade. A religião seria a expressão de uma capacidade específica do ser humano, que consistiria na capacidade de ‘sentir’ a presença de algo que não se manifesta diretamente aos cinco sentidos, mas - de uma ou outra forma - se ‘revela’. Algo como pressentir, no tremular do capim, a possível presença de uma cobra. A cobra se ‘revela’ por sinais quase imperceptíveis. Da mesma forma, Deus se nos ‘revela’ e nos fornece uma explicação plausível para o emaranhado de eventos que defrontamos na vida. Em suma, a capacidade de descobrir alguma ‘revelação’ nas coisas ou nos acontecimentos e de costurar esses eventos ‘revelados’ em enredo coeso constituiria o que chamamos religião. Vale a pena acompanhar o que um neurocientista como Antônio Damásio tem a dizer sobre esse assunto, especialmente quando escreve sobre o ‘cérebro sensível’ (the feeling brain) e que ‘o cérebro cria o homem’.

4. Religião não serve para explicar as coisas. O discurso religioso não profere afirmações de cunho cognitivo nem emite opiniões. Não diz a verdade nem erra, se por verdade e erro entendemos coisas relacionadas à cognição. Só erra (ou acerta) quem emite opinião. O discurso religioso não tem opinião a defender, pois não descreve ocorrências nem define objetos. Sua função consiste em expressar sentimentos, dinamizar ações, oferecer segurança, ativar esperança, abrir horizontes. No momento em que se quer saber qual o conteúdo cognitivo de determinadas terminologias religiosas (como encarnação, aparição, ressurreição, ascensão, céu, inferno, milagre, salvação), elas perdem seu sentido. Pois a religião não serve para explicar as coisas, ela nos transporta para além do universo da cognição e nos introduz no universo propriamente humano da ação e revelação (no sentido acima indicado), do desejo, da esperança, do compromisso. A religião não é nem indicativa, nem afirmativa, nem informativa. Quando alguém diz ‘tenho fé em Deus’, ele não está se referindo a uma ocorrência, mas a uma ‘revelação’. Ele está em busca de um sentido para a vida. Por isso mesmo, quem diz ‘não penso em Deus’, não diz o contrário de quem diz: ‘tenho fé em Deus’. Apenas sente as coisas de maneira diferente. Quem diz ‘depois de minha morte, serei julgado por Deus’ não contradiz aquele que diz ‘eu não penso no último juízo’. Pois aqui não se trata de opiniões, mas de sentimentos. É por isso que religião não se discute. Como não respeitar quem beija a foto de um ser querido, manda celebrar uma missa por seu pai falecido ou pede a absolvição dos pecados antes de morrer? Ateísmo e religião não são teorias rivais, são sentimentos diferentes.

5. Finalmente: não conhecemos a Deus. Somos herdeiros de uma longa tradição bíblica, o que nos pode dar a impressão que ‘conhecemos a Deus’. Mas, já no século XVII, o filósofo Spinoza (1633-1677) nos mostrou os perigos dessa pretensão. Ele lembra que, embora todos os teólogos digam que Deus é mistério e que esse mistério não é desvendado pela bíblia, houve sempre tentativas para descobrir vestígios de Deus nos relatos bíblicos. Finalmente chegou-se à conclusão que esses pretensos relatos são na realidade obras literárias, com tudo que isso implica. Aos poucos, por meio de estudos pormenorizados, os pretensos relatos bíblicos, do livro êxodo, por exemplo, vão sendo despojados de sua base histórica. Até hoje nenhum documento ou monumento do Egito antigo encontrado por arqueólogos ou filólogos atesta a presença de hebreus em suas terras. Não foi encontrada em torno de Jericó a muralha mencionada no livro de Josué, apesar de exaustivas escavações. A descrição topográfica de Jerusalém feita nos textos bíblicos referentes aos reinados de Davi e Salomão não encontra nenhuma verificação arqueológica. Não se consegue descobrir em torno do monte Sinai nenhum resto (em cerâmica, por exemplo) da passagem de um importante agrupamento de pessoas por aqueles desertos, apesar do impressionante relato bíblico da permanência dos hebreus com Moisés ao pé do monte. Os caminhos da arqueologia e da bíblia levam para horizontes diferentes. Arqueologia é ciência e bíblia é literatura. Spinoza tira a conclusão que se impõe: não é sensato falar em ‘verdade’ quando se fala em Deus, pois este só se aproxima de nós em forma de imagens e comparações. O caminho para Deus passa por imaginações e afetos. Nós, seres humanos, não temos capacidade de conhecer a Deus, somos pequenos demais. Andando na superfície de um minúsculo planeta que gira em torno de uma estrela de quinta categoria, nem conseguimos tomar consciência da imensidão em que vivemos mergulhados ao longo de nossas breves vidas. Apesar de sua curiosidade incansável, de sua viva inteligência e dos enormes progressos intelectuais e materiais, o homem não avançou praticamente nada, em termos da compreensão de Deus, desde os tempos em que foi redigida a epopeia de Gilgamesh (2000 anos aC). Ele só consegue captar algo sobre Deus por meio de uma imaginação precária e incerta. Infelizmente, a filosofia religiosa de Spinoza ainda é pouco conhecida e insuficientemente valorizada entre nós.

FRASES DE CHARLIE CHAPLIN
(CARLITOS)
"A fé desempenha em nossa vida um papel mais impor­tante do que supomos, e é o que nos permite fazer mais do que pretendemos. Creio que aí está o elemento precursor de nossas ideias. Sem a fé não se teriam elabo­rado jamais hipóteses e teorias, nem se teriam inven­tado as ciências ou as matemáticas. Estou convencido de que a fé é um prolongamento do espírito: negar a fé é condenar-se e condenar o espírito que engendra todas as forças criadoras de que dispomos."
"Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca em nível mais alto do que o de qualquer político."
"A juventude constitui um extraordinário fator de otimismo, pois ela sente por instinto que a adversidade é apenas transitória, e que a desgraça permanente é tão pouco viável quanto o caminho estreito e reto da virtude."
"Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olha para trás... mas vai em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te."


segunda-feira, 25 de março de 2013

CONCLUÍDO O RETIRO QUARESMAL DO MFC


Participantes do Retiro Quaresmal do MFC

O
 Movimento Familiar Cristão em Alagoas e a Equipe de Coordenação de Cidade de Maceió, concluíram na tarde deste domingo (24), no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro, o RETIRO QUARESMAL DO MFC, com palestras, orações e reflexões próprias para o momento que antecede a Semana Santa.

O evento iniciou-se às 18 horas da sexta-feira (22), com a recepção e acomodações dos participantes nos dormitórios. Em seguida todos participaram do Santo Terço, seguido do jantar. Logo após, a coordenação do evento informou as regras e as informações necessárias para o aproveitamento total do final de semana. Ainda na sexta-feira, houve o momento da Via-Sacra e a noite foi concluída com uma reflexão com Toinho e Neném (MFC Maceió).

Ismari e Eduardo - MFC Curitiba/PR
No sábado (23), os participantes despertaram às 6 horas e às 7 horas foi servido o café da manhã. Às 8 horas, o casal Eduardo e Ismari (MFC Curitiba) proferiu a palestra “QUARESMA, VALORES, JESUS CRISTO COMO MODELO”. Em seguida aconteceu um momento de motivação com o testemunho de vida do casal Vamberto e Marly.

Ainda na manhã do sábado, após o lanche, aconteceu à palestra do Cônego João Neto (Pároco do Aldebaran), que falou sobre o momento quaresmal e a participação do cristão. Antes de ser servido o almoço, aconteceu uma dinâmica com os casais Rivoldo/Luciana e Lúcio/Cacilda com o tema: “COMO VIVENCIAMOS VALORES: (ACEITAÇÃO, COMPREENSÃO, LEALDADE, HONESTIDADE, ORDEM, PRUDÊNCIA, LIBERDADE,...)”.

À tarde do sábado iniciou-se com os palestrantes Eduardo e Ismari e Antônio Carlos e Ângela (MFC Curitiba) falando sobre os “VALORES, PAPEL QUE OCUPO/EXERÇO NO MEIO - SOCIEDADE, IGREJA, FAMÍLIA”. À tarde foi concluída com momento de louvor, motivação e o Santo Terço.

Ângela e Antônio Carlos - MFC Curitiba/PR
Após o jantar, os participantes participaram do momento litúrgico com o Padre Manoel Henrique de Melo Santana (assessor eclesiástico), com a benção da água, benção e procissão de Ramos, lava-pés, fração do pão, exposição e adoração ao Santíssimo.

No domingo (24), o despertar foi às 7 horas, com o café da manhã servido às 8 horas. Às 9 horas, o Padre Manoel Henrique falou sobre “ESPIRITUALIDADE DA SEMANA SANTA”, um momento muito rico em informações para todos que participaram do RETIRO QUARESMAL DO MFC.

A manhã do domingo teve continuidade com uma palestra do casal Antônio Carlos e Ângela (MFC Curitiba) que falaram sobre “VALORES HUMANOS E CRISTÃOS”. Em seguida aconteceu a Santa Missa do “DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR”, celebrada pelo Padre Manoel Henrique de Melo Santana. O evento foi encerrado com um delicioso almoço.

Participaram 55 membros dos diversos Grupos de Base do Movimento Familiar Cristão de Maceió e Murici, que saíram maravilhados com o momento proporcionado pelas coordenações do MFC ALAGOAS e MFC MACEIÓ, que se uniram na realização do RETIRO QUARESMAL DO MFC, que já deixa saudades e todos na expectativa que as futuras administrações de Cidade e Estado deem continuidade a esse maravilhoso evento, que proporcionou aos participantes, momentos de muita espiritualidade, conhecimento, reflexões e orações, num ambiente maravilhoso, que proporcionou muita paz àqueles que participaram do RETIRO QUARESMAL DO MFC.

domingo, 24 de março de 2013

HOJE, 181ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITURGIA DO DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR - 24/03/2013



  
 DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO

DO SENHOR



PRIMEIRA LEITURA (Is 50,4-7)

Livro do Profeta Isaías:
4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.

5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.

6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.

7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 21)

— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
— Riem de mim todos aqueles que me veem,/ torcem os lábios e sacodem a cabeça:/ “Ao Senhor se confiou, ele o liberte/ e agora o salve, se é verdade que ele o ama!”
— Cães numerosos me rodeiam furiosos,/ e por um bando de malvados fui cercado./ Transpassaram minhas mãos e os meus pés/ e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas vestes/ e sorteiam entre si a minha túnica./ Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,/ ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos/ e no meio da assembleia hei de louvar-vos!/ Vós, que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,/ glorificai-o, descendentes de Jacó,/ e respeitai-o, toda a raça de Israel!

SEGUNDA LEITURA (Fl 2,6-11)

Carta de São Paulo apóstolo aos Filipenses:
6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 23,1-49)

Leitor 1: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo † segundo Lucas.
Naquele tempo, 1toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos. 2Começaram então a acusá-lo, dizendo:
Ass.: “Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei”.
Leitor 1: 3Pilatos o interrogou:
Leitor 2: “Tu és o rei dos judeus?”
Leitor 1: Jesus respondeu, declarando:
Pres.: “Tu o dizes!”
Leitor 1: 4Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:
Leitor 2: “Não encontro neste homem nenhum crime”.
Leitor 1: 5Eles, porém, insistiam:
Ass.: “Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui”.
Leitor 1: 6Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:
Leitor 2: “Este homem é galileu?”
Leitor 1: 7Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias. 8Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. 9Ele interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu.
10Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência. 11Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos. 12Naquele dia Herodes e Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.
13Então Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse:
Leitor 2: 14“Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; 15nem Herodes, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. 16Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.
Leitor 1: 18Toda a multidão começou a gritar:
Ass.: “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!”
Leitor 1: 18Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio. 20Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. 21Mas eles gritaram:
Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Leitor 1: 22E Pilatos falou pela terceira vez:
Leitor 2: “Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.
Leitor 1: 23Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles aumentava sempre mais. 24Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. 25Soltou o homem que eles queriam — aquele que fora preso por revolta e homicídio — e entregou Jesus à vontade deles.
26Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus. 27Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. 28Jesus, porém, voltou-se e disse:
Pres.: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! 29Porque dias virão em que se dirá: ‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. 30Então começarão a pedir às montanhas: ‘Cai sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’ 31Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”
Leitor 1: 32Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus. 33Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. 34Jesus dizia:
Pres.: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”
Leitor 1: Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus. 35O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:
Ass.: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”
Leitor 1: 36Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, 37e diziam:
Ass.: “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”
Leitor 1: 38Acima dele havia um letreiro: “Este é o Rei dos Judeus”. 39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:
Leitor 3: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”
Leitor 1: 40Mas o outro o repreendeu, dizendo:
Leitor 4: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”.
Leitor 1: 42E acrescentou:
Leitor 4: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.
Leitor 1: 43Jesus lhe respondeu:
Pres.: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.
Leitor 1: 44Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde, 45pois o sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio, 46e Jesus deu um forte grito:
Pres.: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.
Leitor 1: Dizendo isso, expirou.
(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)
Leitor 1: 47O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus, dizendo:
Leitor 5: “De fato! Este homem era justo!”
Leitor 1: 48E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito. 49Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram a distância, olhando essas coisas.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
Portal Deus Conosco

UMA ESCOLA PARA NÓS
A celebração do Domingo de Ramos tem dois momentos: O primeiro é a procissão jubilosa que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém sendo acolhido pelo povo. É o Rei que vem a sua cidade para dela tomar posse. Preanuncia Sua definitiva glória na Jerusalém Celeste. Com esta glorificação iniciamos as celebrações da Semana Santa, de modo particular do Tríduo Sacro da Morte, Sepultura e Ressurreição do Senhor, celebrando com Ele a Páscoa. No segundo momento, temos a Missa que já apresenta a temática da Paixão. Nela contemplamos o Cristo em sua dor. Ele é o Servo sofredor que abre os ouvidos para prestar atenção como discípulo (Is 50,4). Em todo Seu mistério de Paixão não se sente humilhado, porque tem a confiança e a certeza que Deus está com Ele, “pois ao Senhor se confiou” (Sl 22,9). E em suas últimas palavras faz a declaração final de amor no total abandono: “Pai, em vossas mãos entrego meu Espírito” (Lc 2,46). A lição da Paixão é a humildade. Cristo já o demonstrou na atitude de lavar os pés dos discípulos na Ceia. Somente na chave da humildade podemos entender o Mistério do sofrimento de Cristo e de sua Ressurreição. Foi aí que o Pai o acolheu. Ele se fez escravo vencendo toda vaidade e prepotência. O Cristo que foi humilhado ao extremo na cruz vence pela glorificação. A morte pela cruz não é só sofrimento. É a maior prova pela qual passou Jesus. Morrer na cruz significava a rejeição feita por Deus, pois diz a Escritura: “Maldito (rejeitado por Deus) o que morre pelo madeiro da cruz”. Por isso clama: “Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes” (Sl 22,1). É uma escola para nossos momentos de desespero.

O UNIVERSO NÃO SE CALA
O universo geme como em dores de parto (Rm 8,22). A natureza sofre, o homem e a mulher sofrem dores cruéis diante das dificuldades da fome, sede, doença, violência e humilhações por parte dos deuses do mundo. Mas o Universo não se cala. Jesus disse que se os discípulos se calassem, as pedras gritariam (Lc 19,39-40). Estão unidos à dor de Cristo. Há também os gritos de glorificação que surgem da natureza. Mesmo sofredores sabem abrir o coração para Deus. O Universo, em sua beleza, é uma grandiosa glorificação de Deus, pois Cristo participou da matéria que foi o seu corpo. Ao acolher Cristo, o homem dá voz ao universo e louva, como as crianças em Jerusalém. O Sangue de Cristo molhou a terra para fecundá-la e fazer germinar um mundo novo.

DOMINGO DE RAMOS HOJE
Rezamos na bênção dos ramos pedindo para “frutificar em boas obras”. Não nos desiludamos porque alcançamos o que buscamos (Pós-Comunhão). Não podemos perder de vista a condição de humildade que Cristo assumiu encarnando-se. É o caminho para viver hoje o mistério de Jesus. O mundo só terá sua exaltação no dia que a humanidade compreender que é necessário se abaixar e para servir os humilhados. Não basta, aos que têm fé, crer e admirar o mistério, mas, “com humildade e retidão de espírito para acolher o Verbo de Deus que se aproxima” (S. André de Creta). Sempre estamos acolhendo Aquele que vem, como rezamos: Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! Vemos por outro lado a rejeição dos chefes do povo. Se eles rejeitaram Jesus é porque rejeitavam o projeto de Deus para o povo e todo o Universo. É o mesmo que acontece hoje pelo mundo que recusa o evangelho e a Igreja que o anuncia. Este sacrifício da Cruz que nós celebramos na Eucaristia, nos traz o perdão dos pecados. Por suas chagas fomos curados (Is 53,5).

ORAÇÃO
                             
Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão e ressuscitar com ele em sua glória.  Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

sexta-feira, 22 de março de 2013

COMEÇA HOJE O RETIRO QUARESMAL DO MFC ALAGOAS


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omeça hoje – sexta-feira (22), a partir das 18 horas, no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro-AL, o RETIRO QUARESMAL DO MFC com a participação de mefecistas de diversos Grupos de Base do Movimento Familiar Cristão.

A Equipe Litúrgica do RETIRO QUARESMAL DO MFC, formada pelos casais Gastão e Eluza, Rivoldo e Luciana, Fernando e Luciana Fon, Júlio e Sônia, Lúcio e Cacilda, membros do MFC MACEIÓ, organizaram um Retiro, onde os participantes viverão o tempo sagrado da Quaresma, de preparação para a Páscoa, a maior festa do cristianismo. Esse tempo litúrgico, que se constitui numa grande graça de Deus e convida-nos à conversão, à mudança de mentalidade e de atitudes, a fim de que possamos celebrar dignamente os mistérios da morte e ressurreição de Jesus Cristo.


Os participantes viverão momentos como a via-sacra, palestras direcionadas ao tempo quaresmal, orações e reflexões próprias para o evento. A conclusão do RETIRO QUARESMAL DO MFC acontece no domingo (24), com a Santa Missa de Ramos e o almoço de encerramento.