segunda-feira, 25 de abril de 2011

DICAS ÚTEIS - PARA UMA VIAGEM TRANQUILA

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DICAS PARA UMA VIAGEM TRANQUILA

Para evitar surpresas desagradáveis em viagens, o Blog do Movimento Familiar Cristão pesquisou e elaborou dicas importantes para uma viagem tranquila com informações sobre a contratação de prestadores de serviços, hospedagem, pacotes de viagem, locação de automóveis, passagens aéreas e rodoviárias, dicas de saúde, dentre outros. Temas atuais como legislação sobre transporte de crianças em automóveis e direitos do consumidor em casos de atrasos e cancelamentos de vôos também integram as dicas.

A primeira dica importante para a preparação da viagem é escolher prestadores de serviços turísticos registrados no cadastro do Ministério do Turismo, o Cadastur (http://www.cadastur.turismo.gov.br).

O Ministério do Turismo, com apoio dos Órgãos Delegados de Turismo nos estados, checa a documentação das empresas e verifica se elas estão cumprindo todos os requisitos legais. É uma garantia para o consumidor, que, dessa forma, evita a contratação de serviços duvidosos.

Outra recomendação é que o turista leia atentamente as cláusulas dos contratos e guarde anúncios e materiais promocionais do pacote adquirido. Isso ajuda a evitar surpresas. No caso do descumprimento de itens do contrato, o consumidor pode recorrer ao PROCON.

OBSERVE OS ITENS ABAIXO RELATIVOS A VIAGENS

1. CONTRATO
Peça sempre o contrato de prestação de serviços, antes de assinar qualquer documento leia-o atentamente para certificar-se de que todas as cláusulas estão claras.

2. PREVINA-SE
Guarde sempre os materiais promocionais ou recortes de jornal que divulgaram a viagem ou excursão. Isso pode ser útil para formalizar uma reclamação ou denúncia.

3. CADASTUR
Escolha um prestador de serviços turísticos cadastrado no Ministério do Turismo.

4. REFERÊNCIAS
Consulte parentes e amigos que já tenham utilizado o serviço

MEIOS DE HOSPEDAGEM
Ø      Sempre solicite a confirmação por escrito da reserva em um meio de hospedagem, contendo as informações sobre a tarifa, o horário do check-in, o tipo de unidade habitacional, os serviços oferecidos e a forma de pagamento. Em caso de problemas na prestação de serviços, procure o órgão de proteção e defesa do consumidor local - PROCON e o Ministério do Turismo.

Ø      Leve a confirmação de reserva escrita com você.

Ø      Quando fizer a reserva saiba quais são as normas de cancelamento.

Ø      Quando ocorrer um overbooking no hotel onde foi feita a reserva a primeira coisa que o estabelecimento deve fazer é acomodar os hóspedes em outro local e garantir o transporte entre os hotéis. O hotel tem obrigação de acomodar o turista em outro local com categoria equivalente à contratada.

AGÊNCIAS DE TURISMO
Ø      De acordo com o art. 27 da Lei 11.771/08 (Lei do Turismo), somente Agências de Turismo regularmente cadastradas estão aptas a realizar excursões e passeios turísticos, a organização, contratação e execução de programas, roteiros, itinerários, bem como recepção, transferência e a assistência ao turista.

Ø      Procure saber se durante a viagem serão oferecidas opções de passeio ou serviços pelos quais você terá de fazer pagamento extra.

Ø      Verifique junto ao PROCON e as entidades de classe dos prestadores de serviços turísticos como: Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), Associação Brasileira de Indústria de Hotéis, entre outras, para confirmar se existe alguma queixa ou denúncia registrada contra o prestador escolhido.

Ø      Peça à agência, com alguns dias de antecedência, que lhe forneça:

- documento de confirmação de reserva do hotel;
- nota de débito ou recibo da fatura do hotel;
- passagens com assento marcado;
- etiquetas de bagagem personalizadas;
- roteiro de viagem;
- uma cópia da programação.

CANCELAMENTO
Se a agência cancelar o pacote turístico, e o motivo não for de responsabilidade do consumidor, o mais correto seria acionar o PROCON de seu Estado, visto que se trata de Direito do Consumidor. Também recomendamos entrar em contato com a ABAV de seu Estado, sendo esta a entidade representativa do setor de agências de turismo. A página da ABAV Nacional é http://www.abav.com.br/

GUIAS DE TURISMO
Ø      Sobre o recebimento de comissões por guias de turismo durante a execução de suas atividades, informamos que essa prática não é autorizada por qualquer norma legal ou instituição pública no Brasil. No caso do guia de turismo ser contratado por uma agência/operadora de turismo, é possível prever em contrato o recebimento de valores que compensem o trabalho do guia.

Ø      A categoria Guia de Turismo Excursão Nacional - Brasil/América do Sul possui habilitação para guiar durante as viagens Interestaduais, ou seja, administra todo o percurso e acompanha os turistas dentro do ônibus durante as viagens de um Estado para o outro. Também adota em nome da agência de turismo todas as atribuições de natureza técnica e administrativa necessárias ao bom andamento de todo o processo da viagem.

Ø      A categoria Guia de Turismo Regional possui habilitação para guiar durante as viagens e passeios organizados dentro de uma unidade federativa do qual possua autorização e nos atrativos do Estado. Vale ressaltar que um Guia de Turismo Regional que possui habilitação em uma determinada Unidade Federativa não possui autorização para Guiar em outra, por exemplo, um Guia de Turismo Regional - AL não possui autorização para Guiar em Pernambuco, ou vice e versa, para isso precisaria cursar o Curso Técnico em Guia de Turismo, categoria Regional para habilitação naquele estado.

ESTÁ PENSANDO EM ALUGAR UM VEÍCULO?

Ø      Sempre que desejar alugar um carro para viajar pelo Brasil, certifique-se, previamente, se possui o cartão de crédito solicitado como garantia pela locadora.

Ø      Ao alugar um carro não assine notas ou faturas em branco. Se a empresa fizer essa exigência, denuncie o fato, imediatamente, a um órgão de defesa do consumidor.

Ø      As despesas extras - seguros opcionais, impostos e combustíveis - deverão ser pagas no local de devolução do veículo.

Ø      Se alugar um veículo em outro país, verifique antes de viajar se pode pagar as diárias adiantadas no Brasil ou se tem de pagá-las no país onde vai retirar o veículo. O pagamento sempre deve ser feito em dinheiro, cheque de viagem ou cartão de crédito internacional.

Ø      Reserve com antecedência o veículo que deseja usar. Comunique à empresa suas preferências quanto à marca, ano de fabricação, modelo e equipamentos. Em geral, as locadoras pedem que o carro seja devolvido com o tanque cheio.

Ø      Examine cuidadosamente o carro ao recebê-lo. Se notar algum defeito, peça para trocar o veículo. Se, durante a viagem, o carro ou algum de seus equipamentos forem roubados, comunique imediatamente à locadora. No caso de problemas mecânicos, entre em contato com a locadora e peça a troca do veículo.

Ø      Durma algumas horas a mais das habituais antes de iniciar a viagem. Se vista de forma cômoda e adequada com o local que for visitar. Calce sapatos confortáveis para evitar bolhas e incômodos. Faça lanches leves antes de partir e não tome bebidas alcoólicas, sobretudo se for dirigir.

VIAGEM AÉREA

ATRASO OU INTERRUPÇÃO DE VÔO
Ø      Sempre que seu vôo atrasar, ou for interrompido por mais de quatro horas, em aeroporto de escala, seja qual for o motivo, a empresa aérea é obrigada a acomodar o passageiro em outro vôo, da própria empresa ou de outra, dentro de um prazo de quatro horas contadas a partir da hora do vôo do qual foi preterido. Se o passageiro aceitar viajar em outro voo no mesmo dia (após as quatro horas) ou no dia seguinte, a empresa, a fim de minimizar seu desconforto, ainda tem de proporcionar todas as facilidades, como refeições, telefonemas, transporte e acomodação, se for o caso.

Ø      Caso a companhia aérea não ofereça as facilidades acima, poderá ser feita uma reclamação oficial à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A ANAC poderá ser contatada pela internet: http://www.anac.gov.br/faleanac, pelo telefone 0800 725 4445 (ligação gratuita) ou nos postos de atendimento localizados nos aeroportos.

REEMBOLSO DE PASSAGEM
Ø      Caso queira solicitar reembolso de passagem, é necessário antes verificar a forma de pagamento da aquisição do bilhete de passagem, pois o bilhete adquirido pelo sistema de crediário somente será devolvido após a quitação do mesmo. No caso de cartão de crédito, o valor a ser reembolsado será debitado em sua fatura. Se o bilhete foi adquirido em dinheiro, a devolução é imediata, porém se foi por cheque, somente após a compensação do mesmo. O prazo máximo para pagamento do reembolso ao usuário é de 30 (trinta) dias, contados da data da solicitação do reembolso.

CANCELAMENTO DE VOO
Ø      Há três opções para o passageiro no caso de cancelamento de um vôo pela companhia aérea, que devem ser requeridas no balcão da própria companhia: receber o dinheiro da passagem de volta, ter o bilhete endossado por outra companhia ou remarcar a passagem para outro horário ou outro dia com a mesma empresa. Se não for atendido, o passageiro deve protocolar uma reclamação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e posteriormente buscar ressarcimento no âmbito do PROCON ou da Justiça. Cancelamentos também garantem o pagamento de transporte, hospedagem e alimentação. Todo cliente que se sentir lesado material ou moralmente, mesmo que receba assistência da companhia, tem o direito de acionar o PROCON ou a Justiça.

DESISTÊNCIA OU ALTERAÇÃO DE VÔO
Ø      Se o passageiro desistir de seu vôo, ou quiser fazer qualquer outra alteração em sua viagem, deve antes consultar o seu agente de viagem ou a empresa aérea, tendo em vista as tarifas diferenciadas existentes e os vários procedimentos a serem observados para cada caso.

Ø      Quando o passageiro tiver problemas com uma empresa aérea, ele deverá primeiro buscar solução do problema junto à própria companhia prestadora do serviço. Caso não seja atendido ou fique insatisfeito com o atendimento recebido, o passageiro poderá procurar o Fale com a ANAC (http://www.anac.gov.br/faleanac).

Ø      O bilhete de passagem aéreo é um contrato de transporte firmado entre o passageiro e a empresa aérea, configurando-se como uma relação de consumo, que deve obedecer ao previsto no Código de Defesa do Consumidor.

EXTRAVIO DE BAGAGEM
Ø      Configurado o extravio de bagagem em vôos nacionais, o passageiro terá de ser indenizado pela empresa em até 150 (cento e cinquenta) Obrigações do Tesouro Nacional (OTN). Importante: todo passageiro tem a opção de declarar os valores atribuídos a sua bagagem, antes do embarque, e pagar uma taxa suplementar (uma espécie de seguro) estipulada pela empresa. Se esse é o caso, o passageiro terá de receber o valor declarado e aceito pela empresa. Nesse caso, da declaração de valores, a empresa tem o direito de verificar o conteúdo da bagagem. Ficam de fora dessa declaração os objetos considerados de valor, como jóias, papeis negociáveis ou dinheiro. Esses objetos devem ser carregados na bagagem de mão. Portanto, cuidado! A empresa está isenta de responsabilidade sobre a perda ou dano desses objetos.

Ø      No caso de vôos internacionais, a Convenção de Varsóvia limita a responsabilidade da empresa em U$ 20,00 (vinte dólares norte americanos), por quilo de bagagem extraviada. Também aqui o passageiro poderá optar por efetuar o despacho de seus pertences, resguardando-se por uma declaração especial de interesse na entrega de sua bagagem. Esse documento discrimina minuciosamente o conteúdo da mala. Somente com essa declaração o passageiro poderá ser indenizado, prevalecendo à responsabilidade do transportador sobre os bens ali contidos. Se o passageiro não fizer a declaração especial de interesse na entrega e não pagar taxa suplementar, não terá direito ao ressarcimento à indenização integral e sim à indenização limitada (vinte dólares por quilo).

VIAGEM DE ÔNIBUS
Confira as informações abaixo para garantir que a sua viagem por via terrestre transcorra exatamente como você planejou e sonhou.

CUIDADOS COM O BILHETE
Ø      Nas viagens de ônibus, guarde sempre o tíquete de bagagem e o bilhete de passagem. Eles são a garantia do passageiro no caso de extravio ou dano na bagagem.

CUIDADOS COM A BAGAGEM
Ø      Identifique sua bagagem por dentro e por fora, e transporte joias, documentos, aparelhos eletrônicos e telefone celular sempre na bagagem de mão.

Ø      Em viagens rodoviárias, o passageiro deve tomar certos cuidados como: identificar a mala por dentro e por fora com endereço de origem e de destino; se estiver transportando presentes, levar consigo, na bagagem de mão, as notas fiscais de compra; carregar os documentos pessoais e objetos de valor, como jóias, também na bagagem de mão e, por fim, exigir que um funcionário da empresa transportadora identifique toda a bagagem com um tíquete próprio, do qual uma parte fica com o passageiro.

SEGURO
Ø      Na contratação de serviço por uma agência de turismo para viagens terrestres é importante verificar os diferentes tipos de seguro disponíveis para contratação. Recomenda-se efetuar seguro pessoal e de bagagem.

LUGAR NUMERADO
Ø      Se você viajar de ônibus e comprar a passagem antecipadamente, com lugar numerado, e a empresa não lhe assegurar esse direito, você pode exigir outro tipo de transporte. Caso não consiga solucionar o problema, você poderá exigir na Justiça indenização por danos morais da empresa que lhe vendeu o bilhete.

CRIANÇAS
Ø      No Brasil, crianças de até 12 anos só podem viajar sozinhas se tiverem autorização do Juizado de Menores. Maiores de 12 anos podem viajar sem acompanhantes quando estiverem com seus documentos.

PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS
Ø      Em viagens de ônibus dentro do país, a orientação é para que os portadores de necessidades especiais se acomodem nas primeiras cadeiras, perto da porta, ou perto do banheiro. Em geral, não existem condições especiais para esses passageiros. Animais que guiam deficientes visuais são permitidos, desde que fiquem sob o controle do dono.

VIAGEM DE CARRO
Confira as informações abaixo para garantir que a sua viagem de carro transcorra exatamente como você planejou – sonhou.

Ø      Cheque as condições dos pneus (inclusive do estepe), dos freios e da bateria, além do nível do óleo e da água. Também veja se a documentação e o seguro não estão vencidos.

QUE DOCUMENTOS NÃO PODEM ESQUECER?
Ø      Carteira Nacional de Habilitação original, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo original, documentos próprios de trailers e carretas; carteirinha e telefone do seguro. Para qualquer país fora do Brasil é preciso ter em mãos o Seguro Internacional Contra Terceiros, conhecido como Carta Verde, um seguro que vale apenas no exterior e pode ter a validade apenas do tempo da viagem. Consulte sua corretora de seguros.

DICAS IMPORTANTES

FREADAS
Ø      Nunca freie sobre poças d'água. Se isso for inevitável, alivie o pedal rapidamente para que as rodas não travem.
Ø      Muito cuidado ao frear tendo caminhões na sua traseira. Pesados, eles percorrem uma área muito maior que um veículo comum até parar completamente.

VIAGENS LONGAS
Ø      Descanse bastante antes de iniciar sua viagem.
Ø      Se possível, viaje acompanhado por alguém que também possa revezar com você a direção.
Ø      Não beba nem tome qualquer medicação que possa interferir nos seus sentidos.
Ø      Não dirija por muitas horas. Faça paradas regulares, mesmo que não esteja cansado.
Ø      Faça uma revisão cuidadosa nos principais itens de segurança do veículo como freios, pneus, parte elétrica e direção.

ACIDENTES
Ø      Deparando-se com um acidente, antes de tentar prestar qualquer socorro, respeite a sua própria segurança. Evite ser, também, mais uma vítima.
Ø      Se já houver outras pessoas prestando socorro no local, siga adiante e tente avisar a autoridade mais próxima (Polícia Rodoviária, Concessionário da rodovia etc.)
Ø      Se você não é médico ou paramédico, evite mexer nas vítimas e nem permita que leigos removam as pessoas acidentadas. Aguarde o socorro apropriado e evite o agravamento das lesões por manipulação inadequada.
Ø      Sua principal função será evitar o pânico, confortar os feridos, pedir o socorro e sinalizar o local com triângulo, galhos ou lanternas.

ULTRAPASSAGENS
Ø      Nunca ultrapasse pela pista da direita.
Ø      Antes da ultrapassagem, certifique-se de que você tem uma visão total da estrada, olhando também os retrovisores.
Ø      Anuncie por meio dos sinais convencionais (luzes e setas) sua intenção de fazer a ultrapassagem.
Ø      Nunca ultrapasse em trevos, lombadas, curvas e passagens de nível ou onde a faixa que divide as pistas seja contínua.

DIRIGINDO NA CHUVA
Ø      Redobre a atenção para as condições da estrada nessas ocasiões, é possível a ocorrência de deslizamentos e quedas de barreiras.
Ø      Mantenha ligado o limpador de pára-brisa.
Ø      Não fume para evitar o embaçamento do vidro.
Ø      Evite freadas fortes.
Ø      Se o carro aquaplanar (deslizar sobre uma lâmina de água) não freie nem pise na embreagem. Solte o acelerador e deixe o atrito com água reduzir a velocidade até você sentir as rodas adquiriram contato com o piso.

ANIMAIS NA PISTA
Ø      Ao se deparar com animais de grande porte nas pistas (cavalos, bois, etc.) não buzine nem sinalize com os faróis. Isto assusta o animal que pode ter reações inesperadas. Feche os vidros, passe lentamente em marcha reduzida e avise o posto policial mais próximo.

VIAJANDO COM CRIANÇAS
Ø      O bebê-conforto é o meio mais seguro de transportar bebês de até 9 kg ou 13 kg (de acordo com a marca do equipamento). Ele deve ser instalado no banco de trás do carro e de costas para o movimento, para evitar o efeito chicote, capaz de quebrar o pescoço da criança, que ainda não é firme nesta idade. Os pequenos de 9 a 18 kg (mais ou menos de 1 a 4 anos de idade) devem se instalar na cadeirinha própria, de frente para o movimento. Ambas só estão bem presas no carro se não se movimentarem no máximo em dois centímetros. Crianças de 18kg a 36kg, mais ou menos de 4 a 10 anos, devem ficar no assento de elevação ou booster e presas com o cinto de três pontas. Mais altas, ficam protegidas no ponto correto e não correm o risco de ter os ossos esmagados em caso de acidente, já que o cinto não foi concebido para o seu tamanho. O assento de elevação ou booster só pode ser liberado para os maiores de 36 kg, que tenham mais de 1,45 m ou cerca de dez anos. Mas o cinto de segurança jamais deve ser desprezado. Mais informações, na ONG Criança Segura (www.criancasegura.org.br).

CINTO DE SEGURANÇA
Ø      A obrigatoriedade do uso do cinto de segurança é para todos os ocupantes dos veículos, inclusive no banco de trás, independente da via que esteja sendo utilizada.
Ø      Mantenha os cintos sempre em bom estado e nunca prenda-os enrolado ou dobrado, para não reduzir sua eficiência.

CUIDADOS COM A SAÚDE

1. SEGURANÇA
Ø      Para a sua segurança, não ande em áreas desabitadas ou evitadas pela população local.

2. PREVINA-SE
Ø      Use preservativos em todas as relações sexuais, evitando assim as doenças sexualmente transmissíveis (DST), como HIV/AIDS, sífilis e hepatite B.

Ø      Usar repelentes à base de DEET (dietiltoluamida) nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante, para se proteger da picada de insetos.

Ø      Ao realizar a seleção de hotéis ou pousadas em áreas endêmicas para doenças transmitidas por mosquitos, como a malária, dar preferência para instalações com janelas, portas teladas e cortinados.

Ø      Lavar as mãos com água e sabão, principalmente depois de tossir ou espirrar; antes de tocar os olhos, a boca e o nariz; após usar o banheiro e antes das refeições.

Ø      É importante ter conhecimento e buscar orientação do médico se durante a viagem você pretende fazer atividade física, como caminhadas com alto grau de dificuldade.

3. SOL
Ø      Evite exposição excessiva ao sol, use protetor solar antes da exposição, reaplicando conforme orientação do fabricante. Utilize também óculos de sol, roupas leves, arejadas e chapéu de aba larga.

4. COMPLICAÇÕES
Ø      Apresentando qualquer alteração no seu estado de saúde, ainda dentro da aeronave, ônibus, embarcação ou outro meio de transporte, comunique o fato à equipe de bordo, que tomará as devidas providências, que incluem a notificação às autoridades sanitárias competentes.

Ø      Buscar assistência médica imediata em caso de febre ou qualquer outro sintoma, lembrando que não é recomendado tomar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Doril, etc.) para profilaxia contra a dengue, a malária e/ou febre maculosa.
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5. DICAS DE PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES
Ø      Evite caminhar descalço em áreas de matas ou plantações. Utilize, preferencialmente, calça e botas de cano longo ou bota com perneira (que protejam até o joelho). Antes de vestir qualquer calçado, batê-lo ao chão, com a boca virada para baixo, para prevenir picadas de animais peçonhentos. Em balneários, evitar andar descalço especialmente se tiver algum tipo de ferimento no pé.

Ø      Não coloque a mão em buracos, cuidado ao sentar em pedras e, acima de tudo, não manipule esses animais, por mais inofensivos que eles pareçam.

Ø      Examine cuidadosamente os locais onde for se apoiar (por exemplo, árvores, rochas etc.) durante a realização de trilhas ou caminhadas ecológicas.

Ø      Visite um médico antes da viagem: se o destino da viagem é o exterior, se informe sobre a situação sanitária do país de destino e cheque se será necessário tomar uma vacina contra alguma doença particular.

6. DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ÁGUA E ALIMENTOS
Ø      Lave as mãos com água e sabão, de forma frequente, e sempre antes de manipular ou consumir alimentos, após utilizar sanitários, meios de transportes/ou visitar locais com grande fluxo de pessoas.

Ø      A água mineral industrializada é a opção mais segura.

Ø      Quando a água não for tratada, utilize a fervura por pelo menos um minuto. Não sendo possível, a fervura ou filtragem, deve-se considerar o uso de agentes desinfetantes, por exemplo, o Hipoclorito de Sódio a 2,5%, colocando duas gotas em um litro de água e 30 minutos para consumir.

Ø      Evite frutas e verduras que não estejam íntegras. Não se esqueça de lavá-las em água corrente antes do consumo.

Ø      Fique atento à temperatura dos alimentos expostos para a venda (bufês, mercados, restaurantes e vendedores ambulantes). Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em temperatura adequada: os refrigerados, abaixo de 5°C, e os quentes, acima de 60°C. Procure ter certeza de que não estão em contato com materiais contaminantes.

Ø      Evite a ingestão de alimentos preparados com carnes de animais exóticos ou silvestres não regularizados.

Ø      Evitar o consumo de alimentos vendidos por ambulantes, água, gelo, sorvetes e sucos de origem duvidosa, alimentos crus, as preparações culinárias que contenham ovos crus, leite e seus derivados sem pasteurização carnes exóticas cruas e/ou mal passadas – como de jacaré, avestruz, javali – e ter cuidado antes de ingerir peixes e frutos do mar, que podem causar alergias e, em alguns casos, sintomas neurológicos. É recomendável dar preferência a restaurantes e lanchonetes indicados por algum morador do local.

Ø      Não beber água de rios, riachos, cachoeiras e outras fontes naturais, pois podem apresentar contaminação biológica ou química, como por exemplo, fezes de animais e substâncias químicas.

Ø      A embalagem dos alimentos deve estar íntegra e conter no rótulo pelo menos a identificação do produtor e a data de validade.

ECOTURISMO – TURISMO RURAL – TURISMO SOL E PRAIA - TURISMO NÁUTICO - CUIDADOS E PREVENÇÃO DE DOENÇAS TRANSMITIDAS POR VETORES
No Brasil, um número elevado de infecções e doenças, como a malária, a febre amarela, a doença de chagas e a dengue, são transmitido por insetos e outros vetores em alguns destinos turísticos. Dessa forma, para preservar a sua saúde, cada viagem demanda cuidados específicos, conforme as recomendações a seguir:

Ecoturismo
• Turismo Rural
• Turismo de Sol e Praia

RISCOS
Ø      Febre amarela e outras arboviroses transmitidas por mosquitos, hantavirose, esquistossomose, raiva, febre maculosa, animais peçonhentos, leishmaniose, encefalite, doença de Chagas, acidentes (causas externas), malária, doenças cardiovasculares, diabetes, gripe, dengue, histoplasmose e doenças transmitidas pela água e por alimentos.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Ø      Informe-se sobre a prevalência de doenças na região a ser visitada, com a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde. Se houver recomendação de vacina contra a febre amarela, o turista deve se vacinar pelo menos 10 dias antes da partida. Para mais informações, acesse o site: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29491&janela=1

Ø      Antes de organizar pacotes de ecoturismo e de prática de esportes aquáticos, informe-se nas Secretarias Municipais de Saúde sobre a existência de coleções de águas – rios, lagoas, açudes etc – que apresentem risco de transmissão de esquistossomose. A recomendação é especialmente válida para locais de água parada ou rios com pouca correnteza. Antes de entrar nessas coleções de águas, o turista deve observar se existem caramujos que, se infectados, podem transmitir a esquistossomose.

Ø      Informar-se sobre a ocorrência de registro recente de surto de meningite na região a ser visitada.

Ø      Em caso de turismo em cavernas ou grutas, certifique-se de que as mesmas estejam autorizadas para visitação. O turista deverá usar máscaras nesses ambientes.

Ø      No caso de acampamentos ou trilhas, vestir sempre roupas claras com manga longa e usar sapatos fechados, além de chapéu ou boné, repelente e protetor solar. Em relação à malária, o cuidado deve ser redobrado entre o pôr-do-sol e ao amanhecer.

Ø      Montar acampamento longe de locais com a presença de roedores. Ninhos, escombros, lixões, acúmulos de lenhas ou produtos agrícolas, palhas ou outros materiais são bastante frequentados por esses animais. No acampamento, os alimentos e resíduos devem ser mantidos em recipientes fechados e à prova de ratos.

Ø      Não deitar diretamente no solo, em ambientes rurais e/ou silvestres. A transmissão de hantavirose se dá por meio da inalação de partículas virais presentes no solo.

Ø      Não comer frutos desconhecidos ou encontrados no chão, pois podem ser venenosos.

Ø      Procurar levar o próprio alimento – de preferência, pronto e industrializado, que possa ficar fora da geladeira e que não estrague com o calor. Também é importante verificar as condições de armazenamento dos alimentos para humanos e animais, em recipientes resistentes, de plástico ou metal, e com tampa, para evitar a atração de roedores e outros animais.

Ø      Não depositar fezes perto de lagoas e rios. Na ausência de instalações sanitárias, procurar locais distantes das coleções ou curso de águas para defecar e cobrir as fezes com terra.

Ø      Não deixar que restos de comidas, inclusive de animais, e outros produtos ricos em matérias orgânicas cheguem até as águas, pois servem de alimentos para os caramujos.

Ø      Levar sacos plásticos para colocação do lixo produzido nos passeios. Os resíduos de plástico, de metal e de outros materiais não biodegradáveis devem ser levados de volta. Os orgânicos precisam ter destino adequado e seguro, para que não sejam fonte de contaminação.


TURISMO NÁUTICO
RISCOS - DTAs, meningite, doenças cardiovasculares, sarampo, rubéola e gripe. Informações importantes

Ø      Se possível, realize uma vistoria no navio, checando a infra-estrutura, as condições de segurança, a disponibilidade de medicamentos e a existência de equipamentos de pronto socorro, como desfibriladores e medidores de pressão arterial.

Ø      Organize uma lista com os serviços médicos disponíveis em cada parada e elabore um guia de telefones e de endereços dos mesmos. Em caso de emergência, você saberá a quem recorrer.

Ø      Verificar se a embarcação escolhida tem um plano de limpeza e desinfecção diária da mobília, corrimão, puxadores de portas e outros equipamentos.

Ø      Informar-se sobre os riscos apresentados em cada parada do navio, principalmente em relação ao consumo de água e alimentos. O turista, dentro ou fora do navio, deve evitar o consumo de alimentos crus e/ou mal passados, e dê preferência aos alimentos bem cozidos e aos que ficam expostos em balcões térmicos aquecidos ou refrigerados – sobremesas, saladas e molhos frios.

Ø      Procurar atendimento médico se ocorrer com você ou algum familiar ou amigo, três ou mais episódios de diarréia em um intervalo de 24 horas. Informar imediatamente a tripulação do navio, que, por sua vez, deve informar o episódio à ANVISA.

Ø      Levar em conta as dicas para turismo em grandes centros, assim que o navio aportar nas cidades.
Ø      Observar se a acomodação escolhida possui boa ventilação.

Ø      Procurar um médico, no caso de febre, tosse e/ou dor de garganta.

DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ANIMAIS
As zoonoses incluem várias infecções que podem ser transmitidas ao homem por meio do contato com animais.

Ø      Em caso de contato acidental, mordedura, lambedura ou arranhadura por mamíferos (ex. cão, gato, morcego etc.), lave o local atingido com água corrente e sabão, e procure imediatamente a assistência de saúde para avaliação e, se necessário, aplicação de vacina e soro anti-rábico.

Ø      No Brasil, os acidentes com animais peçonhentos mais comuns são causados por escorpiões, serpentes, aranhas, abelhas, lagartas e arraias. Em caso de acidente, não realize procedimentos caseiros, procure imediatamente o serviço de saúde local para que você seja encaminhado à Unidade de Atendimento de Acidentes por Animais Peçonhentos do município ou estado.

Ø   Informe-se sobre a disponibilidade de soro antiofídico, antiaracnídeo e antiescorpiônico, além da vacina e do soro anti-rábico humano, em unidades de saúde da região a ser visitada.

Imprima e guarde com você... Um dia poderá precisar.

domingo, 24 de abril de 2011

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - JOÃO & PATY CASSELLA

LITURGIA DO DOMINGO DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO


Neste Santo Domingo somos convidados a ressuscitar com o Mestre e nos tornar testemunhas e anunciadores da vitória da Vida sobre a morte, do Bem sobre o Mal. Do seio da Terra, que geme em dores de parto, surge a vida para que cada um de nós a tenha de forma plena e abundante. A exemplo de Maria Madalena, devemos assumir nossa missão como testemunhas da Ressurreição de Jesus e anunciá-lo a todos que ainda não O conhece. Venha! Participe! Seja um anunciador do Reino Deus.

PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO
1ª Leitura: Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos 10,34.37-43
Salmo: 117
2ª Leitura: Leitura da carta de São Paulo aos Colossenses 3,1-4
Evangelho: João 20,1-9
  
EVANGELHO – JOÃO 20,1-9
No primeiro dia da semana, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Ela saiu correndo e foi se encontrar com Simão Pedro e com o outro discípulo, aquele que Jesus mais amava. Disse-lhes: "Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram". Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, e o outro discípulo correu mais depressa, chegando primeiro ao túmulo. Inclinando-se, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Simão Pedro, que vinha seguindo, chegou também e entrou no túmulo. Ele observou as faixas de linho no chão, e o pano que tinha coberto a cabeça de Jesus: este pano não estava com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. O outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também, viu e creu. De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

Palavra da Salvação – Glória a vós, Senhor.

HOMILIA PROF. DIÁCONO MIGUEL A. TEODORO
As tradições mais antigas sobre Jesus, elaboradas pelas primeiras comunidades após a ressurreição, tinham como tema a paixão e a ressurreição de Jesus, daí as detalhadas e longas narrativas sobre esta paixão e ressurreição que encontramos nos quatro evangelhos. Predominava, então, o anúncio da morte meritória e redentora de Jesus, seguida de sua ressurreição gloriosa, anúncio este característico da pregação de Paulo, apóstolo.

Com o evangelho de Marcos, em torno da década de 60, manifesta-se uma preocupação e ampliar este anúncio resgatando as memórias de Jesus de Nazaré, em sua vida terrena, seguindo-se os evangelhos de Mateus, Lucas e João. Em Atos dos Apóstolos, na fala de Pedro é destacada a ação terrena de Jesus de Nazaré, desde o batismo de João até sua morte na cruz, explicitamente atribuída aos judeus (primeira leitura). Pode-se perceber que haviam duas tradições sobre a ressurreição: a mais primitiva versava sobre o encontro do túmulo vazio pelas mulheres, a qual foi complementada pela tradição das aparições de Jesus ressuscitado.

No evangelho de Marcos encontra-se apenas a tradição do túmulo vazio, tendo sido feito um acréscimo tardio sobre as aparições. Em Mateus, Lucas, e João, percebe-se a juxtaposição destas duas tradições.

Nesta narrativa de João sobre o encontro do túmulo vazio é mencionada a ida de Maria Madalena, a sós, ao túmulo. Maria Madalena vivencia o mesmo estado de alma que os demais discípulos. O detalhe, "ainda estava escuro", indica a desorientação e o desamparo dos discípulos. A comunidade sente-se perdida sem Jesus.

O túmulo é mencionado sete vezes, o que revela a predominância da idéia de Jesus morto. Jesus era o apoio da comunidade. Depois da crucifixão viam-no como aniquilado e passivo.

Com isto sentem-se debilitados e impotentes. O "escuro" (skótos) lembra as trevas (skotías) e o caos primordiais aos quais se sucede a criação. Agora está em vias dos discípulos tomarem consciência da nova criação presente em Jesus, desde seu nascimento.
Encontrando o túmulo vazio, Maria Madalena não percebe o sinal: com Jesus, não se trata de prestar culto a um morto em seu túmulo. Acha que tiraram o corpo e corre a avisar Pedro e o discípulo que Jesus amava. Ambos correm ao túmulo. Vêem apenas as faixas de linho e o pano. A reação de Pedro não é mencionada.

Porém o discípulo que Jesus amava vê e crê. Crê que a morte não interrompeu a vida. Ele é testemunha do amor eterno e divino de Jesus, manifesto na temporalidade, porém permanecendo sempre em comunhão de vida com o Pai. A este amor todos somos chamados. É o alcance do amor de Deus, que comunicando sua própria vida, situa a todos além da temporalidade e da morte: quem crê em Jesus permanecendo com ele no amor, já participa da ressurreição.

ORAÇÃO
Pai, desperta no meu coração uma fé verdadeira em Cristo ressuscitado, presente e vivo em nosso meio, vencedor da morte e do pecado.

HOJE, 83ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

sábado, 23 de abril de 2011

A RESSURREIÇÃO DE JESUS

Professor Felipe Aquino
Professor Felipe Aquino
Canção Nova
A Ressurreição de Jesus é um fato histórico inegável. O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2).

Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo S. Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).

S. Paulo disse: “Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados [...] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).

“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. Diz São Pedro no dia de Pentecostes: “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”. (Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).

A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: A paz esteja convosco!”. Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que  surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles”. (Lc 24, 34ss)

Aos Apóstolos amedrontados, que julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos.

Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pois se tratava de pessoas muito realistas que, inclusive, duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).

Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.

Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram dissipá-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. “Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15).

E Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz. Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi um escândalo. Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não serem presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.

É de se notar ainda que a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio. Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.

Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor. Será que em nome de uma fantasia, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? O testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava. O edifício do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. Assim, é muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada.

A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé… Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17).

A Ressurreição de Jesus é a base da fé; São Paulo chama Cristo ressuscitado “o Primogênito dentre os mortos” (Cl 1, 18). A Ele, ressuscitado em primeiro lugar, seguir-se-á a ressurreição dos irmãos: “Cada qual na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, por ocasião da sua segunda vinda; a seguir, haverá o fim” (1Cor 15, 23s).

“Quando estávamos mortos em nossos delitos, (Deus Pai) vivificou-nos juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2, 5s). “Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Pensai nas coisas do alto, e não nas da terra, pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então vós também com Ele sereis manifestados em glória”. (Cl 3, 1-4)

“Fostes sepultados com Cristo no Batismo; também com Ele ressuscitastes, porque acreditastes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos”. (Cl 2, 12). “Se nos tornamos uma só coisa com Ele por uma morte semelhante à sua, seremos também uma só coisa com Ele por uma ressurreição semelhante à sua” (Rm 6,5).
“Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele” (Rm 6,8).

“Pelo batismo fomos sepultados com Cristo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6,4).