terça-feira, 22 de janeiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 303
A pessoa humana se exprime e se comunica através de sinais, símbolos e ritos. O sinal mais habitualmente usado é a palavra, falada ou escrita. Mas nem sempre as palavras bastam para traduzir pensamentos, ideias, sentimentos e emoções. Gestos simbólicos podem significar muito mais que longos discursos.
OS SACRAMENTOS HUMANOS
*HELIO AMORIM – MFC/RJ
Um aperto de mão é mais que um simples movimento de músculos e nervos mas sinal ou símbolo de respeito, cordialidade, compromisso mútuo. O abraço ou o beijo, a carícia ou o encontro sexual, tampouco são puras manifestações físicas ou biológicas, mas expressões de sentimentos, afeto e amor. O aplauso ou a vaia são mais que sons e ruídos produzidos por mãos e vozes humanas. São gestos simbólicos que exprimem sentimentos de satisfação ou repúdio.
Também objetos, coisas simples, podem ganhar um forte significado simbólico e tornar-se sinais de sentimentos profundos. Muitos desses simbolismos podem mesmo socializar-se e aderir a gestos e objetos, dando-lhes significados que ultrapassam a sua natureza e materialidade.
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o longo do tempo, vão sendo assim entendidos por todos e de certa forma se institucionalizam. Esses simbolismos, então, se incorporam à cultura de uma comunidade ou um povo.
Assim nos vemos cercados por esses sinais e ricos simbolismos, às vezes pessoais, outros culturais. A flor ressecada que alguém guarda há muitos anos entre as folhas de um livro, é muito mais que uma flor, simples órgão reprodutor de uma planta. É um sinal ou símbolo que, algum dia, alguém usou para exprimir o seu amor. Encontrar esse objeto simbólico ao folhear o livro, rememora o gesto e reacende sentimentos, provoca um calor interior que realimenta antigos sentimentos. A oferta de flores como sinal de afeto é mesmo um daqueles muitos simbolismos já incorporados à cultura de tantos povos.
Uma vela grossa e já deformada que vem sendo usada em todas as celebrações mais marcantes da família (aniversários e batizados, nascimentos e mortes), é preservada com cuidado e carinho, torna-se uma relíquia familiar, porque rememora cada um desses episódios, festivos ou sofridos, que nenhuma outra vela seria capaz de recordar.
Uma camisa rasgada e manchada de sangue, guardada zelosamente e exposta pelos companheiros do lavrador assassinado na luta por um pedaço de chão, deixa de ser uma simples camisa para se tornar símbolo dessa luta por justiça social. Cada vez que é vista (sinal sensível), recorda o sentido daquele triste episódio e realimenta nos companheiros (sinal eficaz) as razões, o ardor e a coragem para continuar a luta.
Se continuarmos a olhar o que nos cerca, vamos encontrar em gavetas e armários, muitos outros objetos carregados de significados que ultrapassam a sua natureza. A velha mesa herdada dos avós que se foram, na qual comemos os mingaus da nossa infância. O relógio que um pai falecido usou durante toda uma vida, e que nos faz recordar, com carinho, o seu gesto lento de tirá-lo do bolso para consultar as horas e nos mandar para a cama dormir.
A lista, para muitos, será interminável. Esses objetos, provavelmente não terão valor mercantil e teriam sido descartados se não tivessem adquirido um significado simbólico que os tornam inegociáveis.
Porque aqueles gestos e estes objetos já não são apenas gestos e objetos. São sinais sensíveis e eficazes, ou sacramentos humanos. Ganharam uma força que em si mesmos não possuíam, o poder de rememorar, alimentar e reavivar os sentimentos e emoções que exprimem e significam.
Ao repetirmos aqueles gestos, ao ver e tocar estes objetos simples, ressurgem, com renovado ardor, a saudade, a solidariedade, o afeto, o carinho, a indignação frente à injustiça, e tantos outros sentimentos e emoções. Então somos impelidos a vivê-los mais intensamente, traduzindo-os em práticas concretas.
Assim entendido, podemos compreender melhor os sacramentos divinos.
*Descomplicando a fé” – Editora Paulus (Continua)
CRACK
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s governos federal e locais e a sociedade estão perdendo a batalha do crack. Os efeitos dessa peste que se alastra são desastrosos. A droga é barata, de fácil obtenção por traficantes e venda indiscriminada para adultos e crianças que se drogam em cracolândias em pontos visíveis das cidades.
O quadro é assustador para a população que contempla esses infernos sem poder intervir. O retorno dos viciados à vida normal é quase impossível e a morte prematura é uma certeza cruel.
Autoridades de governos e polícias locais não sabem ainda o que fazer. Predominando menores, meninos e meninas, não é admitida a detenção dos usuários. O transporte e o tráfico da droga são facilitados pela natureza das pedras desse veneno. A disseminação do uso e a dependência imediata gerada nas primeiras experiências torna o problema ainda mais desafiador.
Surgem agora anúncios de repressão policial com detenção de usuários, como tentativa desesperada de salvação das vítimas. Logo se levantam vozes de protesto contra a prisão dos infelizes drogados, sem consideração de idade. Organizações se equivocam em considerar essa repressão salvadora como atentado à liberdade intocável dos usuários condenados a morrer antes do tempo.
Preferimos qualificar essas medidas como tentativa desesperada de libertação dessa escravidão fatal de tantas vítimas. Pelo menos vale como experiência para avaliação posterior de sua eficácia.
DESLIGUE A TV
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este momento, mais uma vez, sua excelência a opinião pública está mobilizada para decidir a cada semana quem vai para o paredão do Big Brother Brasil – a monstruosidade mais idiota, deseducativa e lucrativa jamais produzida pela TV. Produto importado, explorado em muitos outros países que também contam com espectadores ingênuos com vocação incubada de voyeurs.
São pessoas hipnotizadas pela propaganda, olhando pelo buraco da fechadura televisiva os comportamentos artificiais e ensaiados de alguns personagens inexpressivos, disputando ganhar o seu primeiro milhão.
Conselho para preservar a sua inteligência: desligue, mude de canal. A TV tem programas bons. Procure e escolha.
FRASES DE VLADIMIR MAIAKÓVSKI
Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.
A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo.
Você não pode deixar ninguém invadir o seu jardim para não correr o risco de ter a casa arrombada.
Poderiam ordenar-me: "Mata-te na guerra". Teu nome será o último coágulo de sangue em meus lábios rasgados pelas balas.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
RETIRO DE REFLEXÕES DO MFC MURICI
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| Participantes do Retiro de Reflexões do MFC Murici |
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Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas
realizou no último sábado (19), um RETIRO DE REFLEXÕES, finalizando o Livro
PONTO DE PARTIDA, temário editado pelo MFC - Movimento Familiar Cristão. A
partir de agora os Grupos nucleados na última Nucleação, passarão a adotar em
suas reuniões o Livro UM PASSO ADIANTE, também editado pelo MFC.
O
evento teve inicio às 9 horas na Chácara São Francisco, distante 10 quilômetros
do Centro de Murici, com um momento litúrgico coordenado por Gastão Florêncio
de Miranda, membro do MFC MACEIÓ e orientador dos Grupos de Base recém-nucleados.
O
evento teve continuidade com os temas sugeridos pelo temário Ponto de Partida,
com reflexões e depoimentos que fizeram crescer a espiritualidade de cada
MeFeCista presente no retiro.
A
coordenação do retiro foi do casal Gastão e Eluza, membros do MFC MACEIÓ, que
acompanham os Grupos formados na última Nucleação do MFC MURICI.
Por
volta das 13 horas houve uma pausa para o almoço, onde foi servida uma
deliciosa feijoada e outras iguarias da culinária nordestina.
Depois
de alimentados e um rápido descanso, o retiro teve continuidade com a
sequencia dos trabalhos, apresentados nesta segunda etapa por Cristiano de
Claudia. Às 15 horas, padre André, pároco de Murici e assessor eclesiástico do
MFC, celebrou a Santa Missa.
O
retiro foi encerrado com uma avaliação positiva, onde todos se disseram
premiados com o resultado promovido pelo MFC através do temário Ponto de
Partida.
Participaram
do RETIRO DE REFLEXÕES os MeFeCistas Roberto e Luzia, Valmir e Ana, Cristiano e
Claudia, Geraldo e Leda, Marcos e Cida, Ednaldo e Núbia, Claudio e Paula,
Claudio e Juliana, Lau e Nete, José Lino e Graça, Pedro e Mayara, Carlinhos e
Cícera, Antenor e Salete, Zezinho e Neide, Heleno e Milena, Antonio e Maria
José, Márcia, Marciana, Lourdinha e Nazaré. De Maceió, participaram os orientadores
Gastão e Eluza, Jorge e Penha.
domingo, 20 de janeiro de 2013
LITURGIA DO 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 20/01/2013
2º DOMINGO
DO TEMPO COMUM
SER MENSAGEIRO INCANSÁVEL DO BEM E DA JUSTIÇA!
Uma coisa é o que Deus já fez; outra
é o que ele ainda quer fazer em nós e por meio de nós. A vida é caminhada, e
ainda não chegamos. Confiamos na Salvação, pois Deus está no coração daqueles
que perseveram na fé. Que o Espírito Santo aja em nós, nos ilumine e desperte
tudo o que de bom trazemos e podemos fazer em vista do bem comum, no serviço e
na doação aos irmãos e irmãs.
LITURGIA DA
PALAVRA
1ª Leitura: Is 62,1-5
Salmo Responsório: 95
2ª Leitura: 1Cor 12,4-11
Evangelho: Jo 2,1-11
EVANGELHO
João 2,1-11
Naquele tempo, 1houve
um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente.
2Também
Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
3Como o
vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus
respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe
disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.
6Estavam
seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam
fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus
disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a
boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles
levaram.
9O
mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não
sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que
tinham tirado a água.
10O
mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o
vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos
bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”
11Este
foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e
manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Padre Helder Salvador
Reitor do Seminário São João Maria Vianney - Cariacica/ES
A liturgia de hoje
apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a
relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu
com o seu Povo (a esposa). A questão
fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus.
O texto do Evangelho da
liturgia é a primeira parte do Evangelho de João, comumente chamada “O Livro
dos Sinais”, pois o evangelista relata uma série de sete sinais que, passo por
passo, revelam quem é Jesus, e qual é a sua missão. (Embora algumas bíblias traduzem o termo grego que João usa por
“milagre”, a tradução mais acertada é: “Sinal”). O primeiro desses sinais aconteceu no
contexto das bodas de Caná, o nosso texto de hoje. Como quase todo o evangelho de João, o relato
está carregado de simbolismo, onde pessoas, números e eventos funcionam
simbolicamente, para nos levar além da aparência das coisas, numa caminhada de
descoberta sobre a pessoa de Jesus.
Um dos temas centrais do Evangelho de João
é o da “hora” de Jesus. A "hora”
não se refere à cronometria, mas a hora de glorificação de Jesus, por sua morte
e ressurreição. Em resposta ao pedido
feito por Maria (note que João nunca se
refere a ela pelo nome, mas pelo título “mulher”), usando duma maneira
assaz estranha este termo para a sua mãe, João quer indicar que Jesus rejeita
uma esfera meramente humana de ação para Maria, para reservar para ela um papel
muito mais rico, ou seja, o da mãe dos seus discípulos. Maria somente vai aparecer mais uma vez neste
evangelho – a pé da cruz, onde ela e o Discípulo Amado assumem um
relacionamento de Filho e Mãe. E devemos
lembrar que o Discípulo Amado simboliza a comunidade dos discípulos do Senhor,
ou seja, nós hoje.
Apesar da nossa tradição
piedosa mariana, é importante não reduzir a ação da Maria no texto à duma
incomparável intercessora. Embora seja
comum esta interpretação na devoção popular, não se sustenta do ponto de vista
exegética. É melhor ver Maria aqui como discípula exemplar, pois embora a resposta
de Jesus indique um distanciamento entre a sua expectativa e a visão dele, ela
continua com confiança nele e leva outros a acreditar nele.
O simbolismo da água
tornada vinho é também importante. Não
era qualquer água - era a água da purificação dos judeus. Com esta história, João quer mostrar que
doravante os ritos judaicos de purificação estão superados, pois a verdadeira
purificação vem através de Jesus.
Podemos entender isso como a mudança duma prática religiosa baseada no
medo do pecado, uma prática que excluía muita gente, para uma nova relação
entre Deus e a humanidade, a partir de Jesus.
Assim, em Cana, Jesus começa a substituir as práticas do judaísmo do
Templo, que vai continuar ao longo do Evangelho de João.
A quantia do vinho chama
a atenção – 600 litros! O vinho em
abundância era símbolo dos tempos messiânicos, e, na tradição rabínica, a
chegada do Messias seria marcada por uma colheita abundante de uvas. Assim João quer dizer que a expectativa
messiânica se realiza em Jesus. As talhas
transbordantes simbolizam a graça abundante que Jesus traz.
A figura do mestre-sala
é também simbólica, bem como os serventes.
Aquele, que devia saber a origem do vinho da festa, não sabia, enquanto
estes sim. Assim, o mestre-sala represente
os chefes do Templo que não sabiam a origem de Jesus enquanto os servos
representam os discípulos que acreditaram nele.
Fazendo comparação entre
o vinho antigo e o novo, João quer reconhecer que a Antiga Aliança era boa, mas
a Nova a superou. Os ritos e práticas judaicos,
ligados à purificação e ao sacrifício, não têm mais sentido, pois uma nova era
de relacionamento entre a humanidade e Deus começou em Jesus.
O ponto culminante do
relato está em v,11: “Foi em Caná que Jesus começou os seus sinais, e os seus
discípulo acreditaram nele”. A fé deles
não é intelectual ou teórica, mas o seguimento concreto do Mestre, na formação
de novos relacionamentos de amor. Passo
por passo, o autor vai revelando Jesus através de sinais para que nós, possamos
"acreditar que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, acreditando, tenhamos a vida em
seu nome” (Jo 20,31).
ORAÇÃO
Deus eterno e
todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do
vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Amém!
Editado por JORGE/MFC-AL
sábado, 19 de janeiro de 2013
PREGUIÇA - Artigo do Prof. Felipe Aquino
PREGUIÇA
Prof. Felipe Aquino
Membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II
“O trabalho mais duro do mundo é não fazer nada”
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trabalho não é uma penalidade, mas uma colaboração. Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem “a lei severa e redentora do trabalho”, como disse Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado” (Gn 3,19). A partir da tragédia do pecado original, o trabalho passou a ser um veículo redentor para o homem, além de ser o meio pelo qual ele é chamado a ser cooperador de Deus na obra da construção do mundo.
Michel Quoist disse que “o trabalho não é uma punição, mas uma honra que Deus concede aos homens. O Pai não quis acabar sozinho a criação, por isso convida Sua criatura a colaborar com Ele”.
O Senhor derrama Sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. Este caminha para a perfeição. Não foi sem razão que Confúcio disse certa vez: “Deus colocou o trabalho como sentinela da virtude”.
O trabalho traz para o homem uma misteriosa e agradável recompensa que ninguém e nada pode tirar. O trabalho sério imprime, na própria matéria, o espírito, e isto glorifica o Criador. Se com humildade oferecemos a Ele o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno; e esta é a grande recompensa do trabalhador. Esta reflexão nos deixa entrever todo o mal da preguiça. Nenhum bem valioso e nenhuma virtude autêntica podem ser conquistadas sem o trabalho diligente e paciente.
Lamentavelmente, criou-se também entre nós católicos a triste cultura de se “ganhar a vida na sorte”, recorrendo-se às “senas” milionárias e às loterias alienantes. Esta não é a vontade de Deus para o homem sobre a Terra. “Ganharás o teu pão com o suor do teu rosto”, “quem não quiser trabalhar, que não coma”, esta é a lei santa, severa e redentora do Senhor. Querer viver sem trabalho é como desejar a própria maldição nesta vida. Nos momentos mais críticos da vida é o trabalho a tábua da salvação para todos nós.
Facilmente percebemos quantos males sociais advém do ócio e da preguiça. Para compreender a sua gravidade ela é classificada como um “pecado capital”.
Temos de entender a dignidade e a importância do trabalho humano no plano de Deus. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém”. (1Ts 4,11-12)
É tão importante o trabalho para o homem que o Talmud dos judeus diz: “Nenhum trabalho, por mais humilde que seja, desonra o homem”. E ainda: “Não ensinar ao filho a trabalhar é como ensinar-lhe a roubar”. E uma máxima rabínica dizia que “o trabalho mais duro do mundo é não fazer nada”.
O nosso grande João XXIII, de inesquecível memória, o gigante do Vaticano II, disse certa vez: “O trabalho deve ser concebido e vivido como vocação e missão, como tributo à civilização humana”.
A maior parte da nossa vida transcorre no trabalho de cada dia; seja ele braçal ou mental, doméstico ou empresarial, profissional ou particular. E o trabalho foi colocado em nossa vida por Deus como um meio de santificação. Para nos mostrar sua importância fundamental, Jesus trabalhou até os trinta anos naquela carpintaria humilde e santa de Nazaré. E para nos mostrar que todo trabalho é importante, Ele assumiu o trabalho mais humilde, o de carpinteiro, que era desprezado no Seu tempo. São Bento de Núrcia tomou como lema da vida dos mosteiros “Ora et Labora!” (Reza e Trabalha!).
O nosso Catecismo ensina que: “O trabalho não é uma penalidade, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (CIC, §378). Falando da vida oculta de Jesus na família, quando de Sua visita à Terra Santa, o Papa Paulo VI disse em Nazaré: “ (…) uma lição de trabalho. Nazaré, ó casa do “Filho do Carpinteiro”, é aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei severa e redentora do trabalho humano (…)” (05/01/1964).
O Fundador do “Opus Dei”, o Beato Monsenhor Escrivá de Balaguer, dizia: “enquanto houver homens sobre a terra, por muito que se alterem as técnicas de produção, haverá sempre um trabalho humano que os homens poderão oferecer a Deus, que poderão santificar”. São Paulo disse aos coríntios: “Quer comais ou bebais ou façais qualquer outra coisa, façais tudo para a glória de Deus” (1Cor 10,31). Se até o simples comer e beber devem dar glória a Deus, quanto mais o trabalho! Aos colossenses São Paulo explica mais claro ainda: “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3,17).
É preciso notar bem esse “tudo quanto fizerdes”; nada fica de fora, nada é profano na nossa vida. Tudo deve ser feito, sem preguiça e sem lamúria, “em nome do Senhor”, isto é,“Nele” e “por Ele” para dar graças ao Pai.
Um pouco adiante, o apóstolo insiste novamente: “Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens. Sabeis que recebereis como recompensa a herança das mãos do Senhor. Servi ao Senhor Jesus Cristo” (Cl 3,23).
“Fazei-o de bom coração”, quer dizer, fazer com amor e não por interesse; e “como para o Senhor não para os homens.”
Aqui está o ponto mais importante. Tudo o que fazemos deve ser feito “para o Senhor” sem preguiça e sem reclamação para não perdermos o mérito da boa ação. Não importa o que seja, se é grande ou pequeno, deve ser feito tendo o Senhor como “Patrão”. Se você é lavadeira, então lave cada camisa ou cada calça com todo o capricho, como se o próprio Jesus fosse vesti-las. Se você é professor, prepare bem a sua aula, ministre-a com capricho e sem preguiça, como se Jesus fosse um aluno que quer aprender. Se você é um médico, atenda cada paciente sem preguiça e sem má vontade, como se o próprio Jesus fosse o doente.
“Sabeis que recebereis como recompensa a herança das mãos do Senhor.”
*Prof. Felipe Aquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos".
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
MFC MURICI PROMOVE RETIRO ESPIRITUAL
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O
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Movimento Familiar Cristão de Murici – Alagoas
promove neste sábado, 19 de janeiro de 2013, um RETIRO ESPIRITUAL encerrando o
Livro Ponto de Partida e iniciando o Livro Um Passo Adiante, temários editados
pelo MFC - Movimento Familiar Cristão.
O
evento acontecerá na Chácara São Francisco, distante 10 quilômetros do Centro
de Murici. Os participantes sairão de Murici às 7h30min com destino ao local do
RETIRO ESPIRITUAL, em um ônibus especialmente fretado para conduzir os
MeFeCistas.
A
coordenação do RETIRO ESPIRITUAL será do casal Gastão e Eluza, membros do MFC MACEIÓ,
que acompanham os Grupos formados na última Nucleação do MFC MURICI.
O
inicio está previsto para as 8 horas, às 15 horas haverá o encerramento com a
realização da Santa Missa, celebrada pelo Padre André, pároco de Murici e
assessor eclesiástico do MFC MURICI.
Participam
do RETIRO ESPIRITUAL os MeFeCistas Roberto e Luzia, Valmir e Ana, Cristiano e
Claudia, Geraldo e Leda, Marcos e Cida, Ednaldo e Núbia, Claudio e Paula,
Claudio e Juliana, Lau e Nete, José Lino e Graça, Pedro e Mayara, Carlinhos e
Cícera, Antenor e Salete, Zezinho e Neide, Heleno e Milena, Antonio e Maria
José, Márcia, Marciana, Lourdinha e Nazaré. De Maceió, confirmaram presença os
MeFeCistas Gastão e Eluza, Jorge e Penha.
Será
um dia de muito estudo e preparação espiritual para o crescimento dos
participantes, ampliando a abertura da alma para o Espírito Santo de Deus.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
CAMISAS DO BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA JÁ ESTÃO À VENDA
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J
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á
está disponível nos pontos de vendas as camisas do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA,
bloco carnavalesco organizado pelo MFC - Movimento Familiar Cristão, que participará
da 13ª Edição do JARAGUÁ FOLIA.
O
evento é considerado como a maior prévia carnavalesca do Nordeste, e está
confirmado para o dia 1º de fevereiro de 2013, a partir das 18 horas, no bairro
histórico de Jaraguá, em Maceió, com a participação de mais de setenta blocos
tocando exclusivamente frevo.
A
prévia carnavalesca JARAGUÁ FOLIA já está na sua 13ª edição e participam blocos
carnavalescos de movimentos sociais e religiosos, sindicatos, empresas, órgãos
públicos, grupos de amigos, academias, escolas e faculdades, entre outros.
O
BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA, formado exclusivamente por membros do Movimento
Familiar Cristão, seus familiares e amigos, participa do JARAGUÁ FOLIA pela
quinta vez consecutiva, com os foliões brincando com toda segurança, dentro da
harmonia já peculiar nos eventos que o MFC realiza.
O
BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA vai se concentrar a partir das 19 horas no Coreto da
Avenida da Paz de onde sairá para desfilar no Corredor da Folia (Rua Sá e Albuquerque), às 20 horas, com
o acompanhamento da ORQUESTRA DE FREVO MESTRE ALDO, que tocará exclusivamente
para o Bloco.
Nesta
13ª edição do JARAGUÁ FOLIA, os Blocos ao adentrarem ao Corredor da Folia (Rua Sá e Albuquerque), devem se manter
em movimento constante, somente sendo permitida a parada do Bloco defronte a
Associação Comercial por um período não superior a dez minutos.
As
camisas do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA já estão a venda para os membros do Movimento
Familiar Cristão nas lojas MASCATE MALHAS (vizinho
a Casa da Indústria) e MASCATE CONFECÇÕES (defronte o CEPA), localizadas na Avenida Fernandes Lima, no Farol,
e com membros da Equipe Estadual e Equipe Cidade de Maceió ao preço de R$ 15,00
(quinze reais).
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
E QUANDO A VIDA NOS DIZ "NÃO"?
E QUANDO A VIDA NOS DIZ
"NÃO"?
Padre Adriano Zandoná
Missionário da Comunidade Canção Nova
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| Padre Adriano Zandoná |
“Nem sempre as portas estarão
fechadas”
N
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em
sempre quando a vida nos diz "não", tal resposta tem a finalidade de
nos encerrar em um tempo de esterilidade. O "não" pode também se
manifestar como a possibilidade de trilharmos um novo caminho, adentrando por
uma nova porta que a nós se inaugura neste específico momento. Há momentos nos
quais, de maneira antecipada e, quem sabe, até precipitada, tudo definimos e
estabelecemos dentro de nós, idealizando nossos sonhos e metas de maneira
irrevogável. Entretanto, em muitas circunstâncias, as realidades acabarão não
acontecendo da maneira como planejamos, e nesses peculiares invernos, poderá –
intensamente – nos visitar a frustração.
É
horrível desejar tanto uma realidade e, por fim, deparar-se com a sua não
realização. Contudo, não é só quando a vida sorri que podemos ser felizes.
Muitas vezes, a felicidade que nos espera será preparada pelas lágrimas, sendo
que estas podem se tornar um sólido alicerce para a construção de uma madura
realização em nossa história. As lágrimas podem também gerar vida e recomeços,
e o não, pode se tornar um específico lugar onde se pode refletir e escutar a
Verdadeira voz, que poderá nos conduzir à mais perfeita realização.
Neste
processo de deparar-se com o "não" se faz essencial a confiança.
Confiar em um motivo Maior no qual possamos recostar nossas fragilidades, pois
sempre haverá um concreto sentido (significado) no qual poderemos ancorar nossas
esperanças e depositar as nossas lágrimas. Faz-se necessário confiar nos planos
de nosso Autor, pois, diante de cada circunstância, Ele sempre verá mais longe
e comtemplará o real muito melhor que nós mesmos.
É
preciso, de fato, confiança e abandono, mesmo quando a vida diz
"não", pois o "não" – conduzido por Deus – torna-se fonte
de vida e de felicidade para nós. É preciso dizer "sim" aos
"nãos" que Deus nos apresenta, acreditando que Ele conhece nossos
sonhos e que, quando nos diz "não", é porque está nos preparando algo
infinitamente superior ao que esperávamos.
Seus
planos são perfeitos, e no centro deles estamos nós. É preciso treinar a
audição para o Infinito e sempre n’Ele esperar, dizendo constantemente
"sim" às realidades nas quais Ele nos insere. De tal forma em tudo
cresceremos, adquirindo uma sabedoria e maturidade ímpares, que nos farão
adentrar naquilo que é próprio da Eternidade. Cresçamos com os
"nãos", treinemos a confiança e nos abandonemos aos cuidados deste
singular e infinito Amor!
*Adriano Zandoná é padre e
missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em Filosofia e Teologia, é
articulista e apresenta o programa “Em sintonia com meu Deus” de segunda a
sábado – 6h15min – pela TV Canção Nova.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 302
2013: CORAGEM PARA SE RENOVAR
Leonardo Boff
Há mais de quinze anos publiquei no Jornal do Brasil, hoje existindo apenas pela internet online, um artigo com o título “Rejuvenescer como águias”. Relendo aquelas reflexões me dei conta de como elas são ainda atuais e adequadas aos tempos maus sob os quais vivemos e sofremos. Retomo-as para alimentar nossa esperança enfraquecida pelas ameaças que pesam sobre a Terra e a Humanidade.
Se não nos agarrarmos a alguma esperança, perdemos o horizonte de futuro e corremos o risco de nos entregarmos ao desamparo imobilizador ou à resignação estéril.
Neste contexto lembrei-me de um mito da antiga cultura mediterrânea sobre o rejuvenescimento das águias.
D
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e tempos em tempos, reza o mito, a águia, como a fênix egípcia, se renova totalmente. Ela voa cada vez mais alto até chegar perto do sol. Então as penas se incendeiam e ela toda começa a arder. Quando chega a este ponto, ela se precipita do céu e se lança qual flecha nas águas frias do lago. E o fogo se apaga. Mas através desta experiência de fogo e de água, a velha águia rejuvenesce totalmente: volta a ter penas novas, garras afiadas, olhos penetrantes e o vigor da juventude. Seguramente este mito constitui o substrato cultural do salmo 103 quando diz: ”O Senhor faz com que minha juventude se renove como uma águia”.
E aqui precisamos revisitar C.G. Jung que entendia muito de mitos e de seu sentido existencial. Segunda esta interpretação, fogo e água são opostos. Mas quando unidos, se fazem poderosos símbolos de transformação.
O fogo simboliza o céu, a consciência e as dimensões masculinas no homem e na mulher. A água, ao contrário, a terra, o inconsciente e as dimensões femininas no homem e na mulher.
Passar pelo fogo e pela água significa, portanto, integrar em si os opostos e crescer na identidade pessoal. Ninguém ao passar pelo fogo ou pela água permanece intocado. Ou sucumbe ou se transfigura, porque a água lava e o fogo purifica.
A água nos faz pensar também nas grandes enchentes como conhecemos em 2010 nas cidades serranas do Estado do Rio. Com sua força tudo carregaram, especialmente o que não tinha consistência e solidez. São os infortúnios da vida.
E o fogo nos faz imaginar o cadinho ou as fornalhas que queimam e acrisolam tudo o que é ganga e não é essencial. São as notórias crises existenciais. Ao fazermos esta travessia pela “noite escura e medonha”, como dizem os mestres espirituais, deixamos aflorar nosso eu profundo sem as ilusões do ego. Então amadurecemos para aquilo que é em nós autenticamente humano e verdadeiro. Quem recebe o batismo de fogo e de água rejuvenesce como a águia do mito antigo.
Mas abstraindo das metáforas, que significa concretamente rejuvenescer como a águia? Significa entregar à morte todo o velho que existe em nós para que o novo possa irromper e fazer o seu curso. O velho em nós são os hábitos e as atitudes que não nos engrandecem: a vontade de ter razão e vantagem em tudo, o descuido consigo mesmo, com a casa, com nossa linguagem e com o desrespeito para com a natureza, bem como a falta de solidariedade para com os necessitados, próximos e distantes.
Tudo isso deve ser entregue à morte para podermos inaugurar uma forma de convivência com os outros que se mostre generosa e cuidadosa com a nossa Casa Comum e com o destino das pessoas. Numa palavra, significa morrer e ressuscitar.
Rejuvenescer como águia significa também desprender-se de coisas que um dia foram boas e de ideias que foram luminosas, mas que lentamente, com o passar dos anos, se tornaram ultrapassadas e incapazes de inspirar um caminho para o futuro. A crise atual perdura e se aprofunda porque os que controlam o poder tem conceitos velhos, incapazes de oferecer respostas.
Rejuvenescer como águia significa ter coragem para recomeçar e estar sempre aberto a escutar, a aprender e a revisar. Não é isso que nos propomos a cada novo ano?
Que o ano de 2013 que se inaugura, seja oportunidade de perguntar o quanto de galinha existe em nós que não quer outra coisa senão ciscar o chão e o quanto de águia há ainda em nós, disposta a rejuvenescer ao confrontar-se valentemente com os tropeços e as crises da vida e buscar um novo paradigma de convivência.
E não podemos esquecer aquela Energia poderosa e amorosa que sempre nos acompanha e que move o inteiro universo. Ela nos habita, nos anima e confere permanente sentido de lutar e de viver.
Que o Spiritus Creator nunca nos falte!
ECONOMIA PARA INICIANTES
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m viajante chega numa cidade e entra num hotel. Na recepção, entrega duas notas de R$100,00 e pede para escolher um quarto.
Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem, coincidentemente, também deve R$200,00 e quita a dívida.
O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar uma dívida de... R$200,00.
O veterinário, com a duas notas em mãos, vai ao hotel onde, às vezes, paga a hospedagem de seus clientes de outras cidades e não havia pago uma conta recente. Valor total da dívida: R$200,00. Ele avisa ao gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse momento, o viajante retorna dos quartos, diz não ser o que esperava, pega as duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou nenhum centavo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!
Assim funciona a economia internacional...
FRASES DE GEORGE BERNARD SHAW
A reputação de um médico se faz pelo número de pessoas famosas que morrem sob seus cuidados.
A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos.
O pior pecado contra nosso semelhante não é o de odiá-los, mas de ser indiferentes para com eles.
Nenhuma pergunta é tão difícil de se responder quanto aquela cuja resposta é óbvia.
Nunca resisto a tentações, porque eu descobri que coisas que são ruins para mim não me tentam.
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