terça-feira, 7 de maio de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 322

  
SABEDORIA ANTIGA
Poetisa Cora Coralina
 
Cora Coralina - Poetisa
E
u não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha.

Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.

O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.

Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa.

Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio! Sei que tenho muitos anos.

Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.

Você acha que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

CORA CORALINA, a querida poetisa goiana viveu 95 anos.
  
O CORREIO MFC inicia a publicação de um estudo muito realista sobre o consumo de drogas, agora com potencial maior de expansão pelo baixo custo do crack, acessível a ricos e pobres, especialmente a jovens e crianças. O autor Vinicius Bocato é estudante da Faculdade Cásper Líbero (SP), que pergunta, diante da repressão anunciada: “O OBJETIVO É TENTAR REDUZIR A VIOLÊNCIA OU ATENDER A UM DESEJO COLETIVO DE VINGANÇA?”

A PESTE DO SÉCULO XXI (I)
Vinícius Bocato

  
N
a última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu –, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer outro estudante da faculdade.

Esse novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja, cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi encaminhado à Fundação Casa.

Óbvio que a primeira reação é de indignação; acho válida toda a revolta da população, em especial da família do garoto, mas não podemos deixar que a emoção nos leve a atitudes irresponsáveis. Sempre que um adolescente se envolve em um crime bárbaro, boa parte da população levanta a voz para exigir a redução da maioridade penal. Alguns vão adiante e chegam a questionar se não seria hora do Estado se igualar ao criminoso e implantar a pena de morte no país. Foi o que fez de forma inconsequente o filósofo Renato Janine Ribeiro, em artigo na Folha de S. Paulo, por ocasião do assassinato brutal do menino João Hélio em 2007.

Além de obviamente não termos mais espaço para a Lei de Talião no século XXI, legislar com base na emoção nada mais atende do que a um sentimento de vingança. Não resolve (nem ameniza) o problema da violência urbana.

O que chama a atenção é a maneira como a grande mídia cobre essas tragédias. A maioria das matérias que vemos nos veículos tradicionais só reforçam uma característica do Brasil que eles mesmo criticam: somos o país do imediatismo. A cada crime brutal cometido por um adolescente, discutimos os efeitos da violência, mas não as suas causas. Discutimos como reprimir, não como prevenir. É uma tática populista que desvia o foco das reais causas do problema.

Abaixo exponho a lista de motivos pelos quais sou contra a redução da maioridade penal.

AS LEIS NÃO PODEM SE BASEAR NA EXCEÇÃO
A maneira como a grande mídia cobre estes crimes bárbaros cometidos por adolescentes nos dá a (falsa) impressão de que eles estão entre os mais frequentes. É justamente o inverso. O relatório de 2007 da UNICEF “Porque dizer não à redução da idade penal” mostra que crimes de homicídio são exceção:

“Dos crimes praticados por adolescentes, utilizando informações de um levantamento realizado pelo ILANUD [Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente] na capital de São Paulo durante os anos de 2000 a 2001, com 2.100 adolescentes acusados da autoria de atos inflacionais, observa-se que a maioria se caracteriza como crimes contra o patrimônio. Furtos, roubos e porte de arma totalizam 58,7% das acusações. 

Já o homicídio não chegou a representar nem 2% dos atos imputados aos adolescentes, o equivalente a 1,4 % dos casos conforme demonstra o gráfico abaixo.” E para exibir dados atualizados, dentre os 9.016 internos da Fundação Casa, neste momento apenas 83 infratores cumprem medidas socioeducativas por terem cometido latrocínio (caso que reacendeu o debate sobre a maioridade penal na última semana). Ou seja, menos que 1%.

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL NÃO DIMINUI A VIOLÊNCIA. O DEBATE ESTÁ FOCADO NOS EFEITOS, NÃO NAS CAUSAS DA VIOLÊNCIA
Como já foi dito, a primeira reação de alguns setores da sociedade sempre que um adolescente comete um crime grave é gritar pela redução da maioridade penal. Ou quase isso: dificilmente vemos a mesma reação quando a vítima mora na periferia (nesses casos, a notícia vira apenas uma notinha nas páginas policiais). Mas vamos evitar leituras ideológicas do problema.

A redução da maioridade penal não resolve nem ameniza o problema da violência. “Toda a teoria científica está a demonstrar que ela [a redução] não representa benefícios em termos de segurança para a população”, afirmou em fevereiro Marcos Vinícius Furtado, presidente da OAB. A discussão em torno na maioridade penal só desvia o foco das verdadeiras causas da violência.

O Instituto Não Violência é bem enfático quanto a isso: “As pesquisas realizadas nas áreas social e educacional apontam que no Brasil a violência está profundamente ligada a questões como: desigualdade social (diferente de pobreza!), exclusão social, impunidade (as leis existentes não são cumpridas, independentemente de serem “leves” ou “pesadas”), falhas na educação familiar e/ou escolar principalmente no que diz respeito à chamada educação em valores ou comportamento ético, e, finalmente, certos processos culturais exacerbados em nossa sociedade como individualismo, consumismo e cultura do prazer.


(Leia a continuação deste artigo no próximo Correio MFC)

LITANIA DA PAZ
Pr. Edison Fernando de Almeida


Dirig: Chega de escuridão
Todos: Queremos a luz da vida
Dirig: Chega do silêncio do medo
Todos: Queremos o barulho dos gestos de amor
Dirig: Chega de balas que se perdem
Todos: Queremos vidas que se encontram
Dirig: Chega da doença da solidão
Todos: Queremos a bênção da comunhão
Dirig: Chega de razões que justificam a guerra
Todos: Queremos as desrazões do amor
Dirig: Chega o apenas falar de paz
Todos: Queremos colhê-la, / lá onde verdadeiramente brota, / no pomar dos nossos atos de justiça.
Dirig: Chega de esperar por sinais da paz
Todos: Queremos ajudar a construí-los.
Dirig. Oremos:
Todos: Senhor, / ajuda-nos a transformar / as armas do mundo / em novos empregos; / as bombas dos poderosos / em pesquisas para curar; / as intenções destruidoras, / em forças construtoras / de um novo tempo, / uma nova sociedade, / um novo ser. / Senhor, / ajuda-nos a forjar Contigo / o milagre da Paz. Amém!
Selma Amorim - Composição – ágatas, lápis azuis, pedras semipreciosas, cristais sobre acrílico.

domingo, 5 de maio de 2013

187ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITURGIA DO 6º DOMINGO DA PÁSCOA - 05/05/2013





 6º DOMINGO DA PÁSCOA
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou!”




PRIMEIRA LEITURA (At 15,1-2.22-29)

Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias, 1chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés”.

2Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos.

22Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos.

23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós.

25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 66)

— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,/ e sua face resplandeça sobre nós!/ Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos.
— Exulte de alegria a terra inteira,/ pois julgais o universo com justiça;/ os povos governais com retidão,/ e guiais, em toda a terra, as nações.
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!/ Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,/ e o respeitem os confins de toda a terra!

SEGUNDA LEITURA (Ap 21,10-14.22-23)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João:
10Um anjo me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino.

12Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel.

13Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente.

14A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

22Não vi templo na cidade, pois o seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro.

23A cidade não precisa de sol nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz, e a sua lâmpada é o Cordeiro.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 14,23-29)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 23“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.

25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.

27Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.

28Ouvistes o que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.

29Disse-vos isso, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“A RESSURREIÇÃO DÁ VIDA À COMUNIDADE”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

ELE FEZ MORADA ENTRE NÓS
Jesus morreu e ressuscitou para reconciliar o Universo com Deus e consigo mesmo. Cada vez mais esta reconciliação está presente no mundo. Por isso o Salmo 66 canta: “Que todas as nações vos glorifiquem e a face de Deus resplandeça sobre todos”. Fizera a promessa de enviar o Espírito Santo para nos ensinar e recordar, isto é, pôr em ação o evangelho. A primeira comunidade enfrentou um grave problema: Os judeus convertidos à fé cristã queriam impor sobre os pagãos convertidos as práticas e tradições judaicas e os preceitos das leis antigas. Paulo não aceitava essa opinião. Havia uma grande perturbação na comunidade. Jesus nos deu a paz e não a perturbação (Jo 14,27). Reuniram-se em Jerusalém, discutiram e deram a resposta libertadora. Por isso decidiram, juntamente com o Espírito Santo, a não impor nenhum peso aos pagãos convertidos, a não ser as coisas necessárias. Não olharam a si próprios e seus gostos, como costumamos fazer, mas para o bem da Igreja. A comunidade é uma morada. Nas leituras nós encontramos três moradas: A morada de nosso coração, pois diz: “Aquele que me ama guardará minha palavra e Nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14,23); A outra morada é a Igreja, novo povo de Deus, que é iluminada e amparada pelo Espírito Santo, tendo os doze apóstolos que são seus fundamentos (At 151ss); Morada também é a Jerusalém Celeste, a cidade santa, cujos alicerces são os doze apóstolos. Deus é seu templo e o Cordeiro é sua luz (Ap 21). Em nossas comunidades temos a presença do Espírito Santo que ensina, anima e santifica através dos sacramentos pascais, como as orações da liturgia de hoje lembram. A fé é espiritual, mas se concretiza em pessoas que vivem juntas e procuraram viver o amor de Jesus. Teremos muitas dificuldades, mas a solução não está em ideologias, mas no Espírito Santo que nos recorda o que Jesus ensinou. Deus veio fazer morada entre nós.

VENCEDOR DA CORRUPÇÃO DO PECADO
A liturgia de hoje celebra a Ressurreição mostrando seus principais resultados: “Destruindo a morte, garantiu-nos a vida em plenitude” (prefácio). Ela não foi somente o fato de um homem sair vivo da sepultura onde fora colocado morto, mas uma vitória sobre a morte e sobre todo o tipo de mal. Vemos na primeira leitura como vence o mal da perturbação e da divisão da comunidade. Por isso a paz que Jesus nos dá não corresponde às expectativas do mundo. Na Roma pagã havia um altar chamado altar da paz. Nele se comemorava a paz que havia no mundo. Isso depois de dominar e levar sofrimento a tantos povos. Quanta dor e sangue devem ter corrido. A paz de Jesus é o Shalom, isto é, a plenitude da riqueza de Deus. A morada de Deus é a casa da paz.

SACRAMENTOS PASCAIS
Como a Quaresma, a Páscoa é um grande sacramento no qual celebramos os sacramentos fundamentais da vida cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia que nos colocam em relação com Deus numa comunidade. O ensinamento de Jesus não leva ao individualismo. A celebração nos anima a corresponder a esse Mistério. Nós o fazemos através dos sacramentos do amor (Oferendas) que são frutos da Ressurreição. São fonte da espiritualidade que constrói uma nova criação (prefácio). Eles infundem em nossos corações a força da Eucaristia que é alimento salutar (Pós comunhão) que nos dão uma vida de comunidade repleta do Shalom de Deus. Poderemos vencer as divisões, confortados pelo Espírito Santo.

ORAÇÃO
                             
Deus todo-poderoso, dai-nos celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra do Cristo Ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

sábado, 4 de maio de 2013

MARIA, ROSTO MATERNO DE DEUS!


MARIA, ROSTO MATERNO DE DEUS!
Escrito por Padre Evaristo Debiasi

Dizem os místicos que "Deus é Pai e Mãe, ou melhor, um Pai com coração de mãe". Toda criação viva é constituída pela presença do masculino e do feminino.

D
eus, em sua bondade eterna, providenciou para que também em nossa caminhada humana rumo a eternidade não faltasse a presença do masculino e do feminino. Aqui, Maria, aparece como a expressão da ternura e do rosto materno de Deus, do feminino em nossa vida cristã. Aliás, é assim, que a Bíblia e a Igreja sempre nos apresentaram Maria.

Maria, no Antigo Testamento (AT), é pré-anunciada já no Gênesis quando Deus diz que enviaria uma mulher que “calcaria a cabeça da serpente” (Gen 3,15).  Está visualizada nas grandes figuras femininas, como Éster, Judite, Rebeca, etc. Isaias a pré-anuncia como a “virgem que nos traria o Salvador da humanidade" (Is 7,14). E no Novo Testamento (NT), não somos nós, mas a própria eternidade que através do anjo Gabriel a saúda, dizendo: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendito é o fruto do teu ventre, Jesus” (Lc 1,28s). Isabel a reconhece como a Mãe do Salvador. “Donde me vem a honra de receber a Mãe de meu Salvador” (Lc 1,43), como profetiza que “será bendita por todas as gerações” (Lc 1,48).

Maria não é apenas a Mãe de um grande homem, nem do maior dos profetas, mas a Mãe do Filho de Deus, de nosso único Salvador e Redentor. Ela gerou e educou Jesus, o Filho do Deus vivo. Marcou presença na vida de Jesus, da gestação até a hora de sua morte e ressurreição. Foi o próprio Cristo Quem a entregou a nós ao pé da cruz nos momentos finais de nossa redenção. "Mãe, eis aí teu filho, filho eis aí tua Mãe" (Jo 19,26). Ela se fez e se faz presença no Pentecostes, na Igreja nascente e através de toda a história dos dois mil anos do cristianismo.

Sua presença na Igreja e na humanidade é muito conhecida. Aparece em Lourdes, para nos pedir conversão. Em Fátima intercede pela Rússia e pela humanidade. No México, Guadalupe, intervem a favor de nossos índios. Em Aparecida, pede para reconhecermos os negros como iguais a todos, em Medjugorje pede que voltemos para seu Filho, etc...  Não há como negar. Maria está no coração de Deus e dos povos. Aparece como figura diretamente ligada ao cumprimento da Promessa de Deus no AT, como a Mãe de Cristo e da Igreja no NT. Ela gestou Jesus, Deus feito Pessoa humana em nosso meio. Ela é a especial presença da ternura de Deus no plano salvador da humanidade, do Gênesis ao Apocalipse, como em toda a história da vida da Igreja de Jesus.

Deus nos criou "a sua imagem e semelhança", como homens e mulheres, como família, onde o masculino e o feminino fazem parte da essência de nossa natureza humana e divina. Deus é Pai com coração de Mãe, onde Maria aparece como "o rosto materno de Deus" a favor de toda a humanidade.

No mês de maio, a Jesus nossa gratidão por nos ter dado Maria como Mãe da Igreja e nossa Mãe. Nosso especial afeto, carinho, amor, gratidão e preces pela existência de nossas queridas mães terrenas que nos geraram para a vida, para o amor e para fé em Deus.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

FESTA JUNINA DO MFC MACEIÓ SERÁ DIA 1º DE JUNHO


 
A
 Equipe de Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió definiu para o sábado, dia 1º DE JUNHO, a partir das 20 horas, a sua tradicional FESTA JUNINA com direito a muito forró-pé-de-serra com a Banda de Xílilico do Forró, barracas com bebidas, comidas típicas, fogueira, brincadeiras e parque infantil para as crianças.

O clima de FESTA JUNINA tomará conta do ARRAIÁ DO MFC que acontecerá nas dependências do COOPERCLUBE - Clube dos Funcionários da Cooperativa dos Usineiros, na Rua Dr. Messias de Gusmão, nº 80, Pajuçara (vizinho ao Colégio Incentivo – por trás do estádio do CRB).

No ARRAIÁ DO MFC vai ter a tradicional “Quadrilha Junina” em duas versões: a primeira com os Jovens do MFC e a segunda com os adultos presentes na festa. O evento tem por objetivo a confraternização junto aos mefecistas, seus familiares e amigos.

Os convites individuais estão em fase de confecção e serão vendidos por R$ 15,00 (quinze reais) com os coordenadores de Grupos de Base e membros da Equipe de Coordenação de Cidade. Criança até 12 anos não paga.

Esta será a última Festa Junina da Equipe Cidade Gestão 2010/2013 e uma programação especial está sendo preparada com muito carinho para proporcionar a família mefecista uma Festa Junina que vai deixar saudades.

Em breve estaremos divulgando a programação completa e os pontos de vendas do s convites individuais do ARRAIÁ DO MFC.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

MFC BRASIL - EDITAL DE CONVOCAÇÃO


EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Ficam os senhores Coordenadores Estaduais, Coordenadores Regionais, Coordenadores do Conselho Diretor Nacional (CONDIN) da gestão anterior e o Assessor Eclesiástico do Conselho Diretor Nacional, convocados a se reunirem em Assembleia Geral Nacional Ordinária – AGN, nos termos do Art. 18 do Estatuto e Art. 46 do Regimento Interno, que será realizada no dia 07 de julho de 2013, às 17:15h em primeira convocação com a presença de no mínimo, metade dos seus membros, às 17:45h em segunda convocação com qualquer número de seus integrantes, no Instituto de Educação Euclides Dantas - IEED, situado à Rua Siqueira Campos, s/nº - Praça Guadalajara - Bairro Recreio, na Cidade de Vitória da Conquista - Bahia, para deliberarem sobre a seguinte:

ORDEM DO DIA:

1.    Traçar linhas gerais de ação do MFC Nacional, Gestão 2013/2016;
2.   Eleger e dar posse ao(s) Coordenador(es) e Vice-coordenador(es) Regionais, com voto vinculado, Gestão 2013/2016; 
3. Eleger entre os Coordenadores e Vice-coordenadores Regionais o(s) Coordenador(es) e Vice-coordenador(es) Nacional(is),  Gestão 2013/2016;
4.    Deliberar sobre a realização quanto à data e local do 19º ENCONTRO NACIONAL - ENA;
5.    Deliberar sobre a prestação de contas dos órgãos da Administração acompanhada do parecer do Conselho Fiscal;
6.    Eleição dos Membros do Conselho Fiscal, Gestão 2013/2016.

NOTA: VOTO POR REPRESENTAÇÃO

Nos termos do Art. 94 do Regimento Interno: “O exercício do voto nas Assembleias Gerais Nacionais e reuniões de natureza deliberativa é pessoal e secreto, admitindo-se, na impossibilidade manifesta da presença do titular de direito, a sua representação mediante a outorga de procuração particular, com firma reconhecida em cartório, ao(s) Coordenador(es) do CONDIR da sua região, não sendo admitido o substabelecimento da procuração.”

                                                 Curitiba (PR), 30 de Abril de 2013.

Eduardo Lange Filho e Ismari de Souza Lange
Coordenadores Nacionais do Movimento Familiar Cristão – Brasil
Gestão 2010/2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

INSCRIÇÕES PARA O 18º ENA SE ENCERRAM NESTA TERÇA-FEIRA (30)



T
ermina impreterivelmente nesta terça-feira – 30 de abril, as inscrições para o 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO que acontecerá de 6 a 12 de julho do corrente ano, em Vitória da Conquista – Bahia.

O processo é totalmente on-line e realizado no Site do MFC VITÓRIA DA CONQUISTA - www.mfcconquista.org onde o internauta encontrará um questionário com perguntas e respostas sobre o ENA, uma espécie de tira-dúvidas que ajudará a todos no processo de inscrição, visando o esclarecimento de alguns pontos importantes.

Com a criação do formulário digital, de fácil entendimento e autoexplicativo, o interessado fará o preenchimento e realizará os procedimentos indicados pelo Site.

A inscrição só será efetivada após o pagamento da taxa de inscrição e a validação através da Coordenação Estadual. Antes de efetuar o depósito correspondente ao pagamento da sua inscrição, entre em contato com o coordenador de seu estado e confirme a sua participação.

As inscrições serão confirmadas de acordo com o quadro de vagas disponíveis para cada estado. Caso o estado não tenha atingido a quantidade máxima de vagas reservadas, as vagas que sobraram serão remanejadas para os estados que preencheram todas as vagas e ainda tenham membros pré-inscritos para participarem do ENA.

OFICINAS
   
Os participantes do 18º ENA, ao se inscreverem on-line, terão que optar pela oficina que deseja participar, é oferecido 11 diferentes opções de oficinas, o participante deverá se inscrever em duas opções, para participar de uma.

CONFIRA A LISTA DE OFICINAS QUE ACONTECERÃO NO
18º ENA EM VITÓRIA DA CONQUISTA – BAHIA
Nucleação e Caminhada dos Jovens;
Vivência e experiência da nucleação no MFC no Brasil;
Religiosidade e espiritualidade;
Resgatando vida – experiência para o tratamento da sobriedade;
Envelhecimento e sexualidade, vivência do tempo e relacionamento afetivo;
Consumismo e sustentabilidade: como trabalhar a preservação do meio ambiente no MFC;
Conjugalidade e parentalidade, desafios para as famílias hoje (marido e mulher, pais e filhos);
Formação nas equipes-base: Reuniões e Temários, Fato e Razão;
Projetos sociais e de formação: como organizar;
Papel dos leigos e leigas na sociedade e na Igreja instituição;
Vivências em grupos para a formação de novas lideranças.

e participe do maior evento do MFC no Brasil.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

PRAZO PARA INSCRIÇÕES PARA O 18º ENA ESTÁ SE ESGOTANDO!


CORREIO MFC BRASIL Nº 321




OS CONSULTORES DO PAPA
Dom Demétrio Valentini
Bispo da Diocese de Jales - SP

Dom Demétrio Valentini
Ao completar o seu primeiro mês como “Bispo de Roma”, o Papa Francisco tomou a decisão mais importante do seu pontificado. Ele constituiu um grupo de cardeais, para ajudá-lo no governo da Igreja. A medida é original. Nenhum papa partilhou, oficialmente, o seu poder com outras pessoas. Mas além de original, esta medida tem objetivos bem claros e importantes.

V
erdade que desde Paulo VI, logo depois do Concílio, a sugestão de formar um grupo de “conselheiros próximos”, uma espécie de “senado” que acompanhasse o papa nas decisões que ele deve tomar, começou a ser excogitada, como resposta aos anseios de maior participação que o Concílio tinha suscitado.
  
Mas a sugestão só agora toma forma, com o grupo constituído pelo Papa nesta semana. Vale a pena intuir as intenções desta medida. São diversos ângulos por onde dá para ir entrando, na tentativa de compreender o alcance desta iniciativa.

Podemos começar pela data. A medida foi tomada depois que ele completou o primeiro mês de pontificado. Todos já iam se perguntando, depois dos gestos e das primeiras mensagens, quais seriam suas decisões práticas, para implementar as esperanças que suscitou. A data serve de indicativo do que ele de fato quer fazer. A medida de agora faz parte, portanto, do seu plano de governo.

Outra observação importante. Escolheu cardeais de todos os continentes. Isto significa, claramente, que as medidas que ele espera implementar com a ajuda desses seus “consultores” são para toda a Igreja. Ele quer sentir de perto a realidade de cada continente. De certa maneira, ele busca os mesmos objetivos dos “sínodos continentais”, instituídos por João Paulo II. E quem sabe, com um grupo menor de pessoas, a dinâmica de trabalho possa ser mais ágil.

O critério de escolha foi claramente geográfico. Mas observando atentamente, há diferenças significativas. A África, a Ásia, a Austrália, um representante de cada continente, o que parece normal. Mas a Europa ficou só com um Cardeal, de Munique, na Alemanha, e um bispo para o encargo prático de secretário. Mas a diferença maior está na América Latina, de onde ele chamou dois cardeais, do Chile e de Honduras, respectivamente o Cardeal Errazuris, e o Cardeal Maradiaga. E ainda da América, o Cardeal de Boston.

Diante destas constatações, é evidente a intenção do papa de valorizar a Igreja da América Latina. Ele assume o desafio que muitos já lhe sugeriram: temos um Papa vindo da América Latina, que universalize para toda a Igreja os valores positivos da caminhada da Igreja da América Latina.

Mas nesta constatação dá para intuir outra segurança que o papa Francisco está buscando. Ele quer “sentir firmeza” com a boa experiência que ele teve na Conferência de Aparecida, em 2007, quando foi coordenador da equipe de redação. E seus auxiliares imediatos eram o Cardeal Errazuris, do Chile, e o Cardeal Maradiaga, de Honduras. Agora, chamou os dois, privilegiando a América Latina com dois representantes, que foram seus companheiros no momento talvez mais importante que teve, antes de ser papa, a Quinta Conferência da América Latina. E ainda por cima estabeleceu o Cardeal Maradiaga como coordenador do grupo todo.

Portanto, dá para esperar muitos encaminhamentos, decorrentes desta importante iniciativa do papa Francisco. Ele quer encontrar um primeiro consenso entre estes seus auxiliares mais próximos, para contar com o consenso de todos, nas importantes decisões que a Igreja e a humanidade estão esperando em nosso tempo.

NOTÍCIAS
“PAPA FRANCISCO DESOBEDECE AS REGRAS DO VATICANO”
 
O Papa Francisco pegou uma cadeira para
o guarda suíço, porque ele estava de pé
a noite toda. E também lhe ofereceu alimentos.
Q
uando deixou seu apartamento em Santa Marta, o Papa Francisco   encontrou um guarda suíço fora de sua porta. O Papa perguntou o que ele fazia ali, e se ele tinha ficado acordado a noite toda.

- Sim, respondeu o guarda.

- De pé? - perguntou o Papa Francisco. Você não está cansado?

- É meu dever, Sua Santidade, para a sua segurança.

O Papa Francisco, olhou para ele, voltou para o seu apartamento e, momentos depois, voltou com uma cadeira entre as mãos.

- Pelo menos sente e descanse - disse o Papa.

O guarda respondeu:

- Desculpe-me Sua Santidade, mas não posso, as regras não permitem isso.

- As regras? - disse Francisco.

- Meu capitão, Sua Santidade...  - disse o guarda.

- ​​Bem, mas eu sou o Papa e lhe peço para se sentar.

Mais tarde, o Papa Francisco voltou com um pouco de pão e presunto, entregou-o ao guarda e disse:

- Bom apetite, meu irmão.

FRASES PARA REFLETIR
Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo. Pitágoras
A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro. Platão
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha. Confúcio
De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar. Platão
As pessoas dividem-se entre aquelas que poupam como se vivessem para sempre e aquelas que gastam como se fossem morrer amanhã. Aristóteles

Ilustração: Selma Amorim.
Composição – pedras semipreciosas, cristais e vegetais mineralizados sobre acrílico - 20x50 cm