sábado, 14 de janeiro de 2012

POR QUE SERÁ QUE PERTENÇO AO MFC?


I
nteressante fazermos esta reflexão de tempos em tempos. Será que pertenço ao movimento porque já faz muito tempo e já me acostumei com a convivência dos companheiros de grupo, ou será porque conheço a finalidade do movimento como evangelizador das famílias?

É normal que nos acostumamos com a convivência dos companheiros de grupo e imprescindível reforçar isso a cada encontro e a cada confraternização. Esta união e integração do grupo servem inclusive de motivação para outros grupos que de repente estejam meio “cansados e desanimados”.

Como mefecistas somos visados e muitas vezes observados por outros casais sobre como “somos família” e como superamos os nossos problemas. Por isso, é importante nos abastecer sempre nos grupos, refletindo a palavra de Deus e sobre as dificuldades da família no mundo de hoje. Criar no MFC uma demanda (oração/formação e etc.) sobre as ferramentas necessárias para que as famílias superem os desafios do dia a dia e assim multiplicar para outras famílias. Reforçar o tradicional VER, JULGAR e AGIR em nossas reuniões e outros eventos do movimento. Vamos manter o carisma do MFC vivo, este carisma que há 62 anos norteou o movimento e o manteve vivo e forte despertando em todo mundo muitas lideranças que hoje não estão mais conosco no dia a dia do MFC, mas estão ativos na comunidade em outros movimentos, pastorais e atividades de capelas.

Graças a estes casais que antes de nós se dedicaram com muita ação é que o MFC se manteve e assim também termos a oportunidade de conhecer este movimento. Por isso, lembremos, que o MFC de hoje, é resultado do esforço de muitas pessoas do passado e cabe a nós, a continuidade para que outras pessoas e, inclusive nossos filhos, também tenham a honra de viverem essa experiência de família mefecista.

Somos Cristãos Católicos. Continuemos servindo a Cristo, trabalhando por um mundo melhor, no MFC, nos comprometendo com a evangelização de nossas famílias e de outras famílias, levando a palavra de Deus e as convidando para fazer parte do nosso meio.

A nossa Igreja e o MFC contam conosco!

Mensagem do Movimento Familiar Cristão
Santo Antônio da Platina - Paraná
Adaptado para o MFC Notícias

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SEGUNDA-FEIRA COMEÇAM AS VENDAS DAS CAMISAS DO BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA


O
 Movimento Familiar Cristão de Maceió em parceria com a Equipe Estadual Alagoas participa pela quarta vez consecutiva do JARAGUÁ FOLIA com o BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA.

O BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA, formado exclusivamente por mefecistas, seus familiares e amigos se concentrará a partir das 19 horas da sexta-feira, dia 10 de fevereiro, na Praça do Coreto (Avenida da Paz, em frente ao Memorial da República).

O Bloco sairá às 20h30min, seguindo para a Avenida Sá e Albuquerque (corredor do Jaraguá Folia) até a Praça 2 Leões, onde se dispersará.

Desde a concentração até o final do percurso o BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA estará acompanhado da ORQUESTRA DE FREVO DO MESTRE ALDO que tocará exclusivamente para o nosso bloco.

Esse ano, mais uma vez os mefecistas, seus familiares e amigos terão a oportunidade de mostrar no BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA o quanto é bom de frevo participando do JARAGUÁ FOLIA a melhor prévia carnavalesca que antecede o carnaval.

As camisas estarão à venda a partir da segunda-feira, dia 16 de janeiro. No inicio da segunda-feira (16), informaremos através do BLOG DO MFC ALAGOAS, os locais de vendas das camisas.

O JARAGUÁ FOLIA foi criado com a finalidade de fortalecer as festividades carnavalescas de rua, particularmente incentivando o renascimento de blocos de frevo, com as características culturais próprias do carnaval alagoano, o JARAGUÁ FOLIA está na sua 12ª Edição e é um sucesso confirmado por todos. Na sua 12ª Edição, o JARAGUÁ FOLIA contará com a participação de mais de 100 blocos, o que garante que o carnaval continua sendo uma festa para todas as idades e segmentos sociais.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - CRIS DE PATRIOTA

CORREIO MFC BRASIL 279



A crise que grassa pelo mundo afora é advertida, predominantemente, como crise econômica. Mas esta é uma visão redutiva da dimensão complexa da crise global na qual estamos imersos. No nosso quotidiano advertimos que, mesmo tendo o necessário ou até um pouco mais para viver dignamente, não estamos satisfeitos, nem contentes. Por exemplo, a falta de segurança afeta a nossa tranquilidade! A perspectiva de um futuro incerto para nossos filhos nos deixa preocupados!

COM A CRISE GLOBAL, ASSOMA A QUESTÃO MORAL
*Giuseppe Staccone

Giuseppe Staccone

A
 produção e o consumo de bens materiais não bastam para alicerçar o bem-estar e a felicidade dos seres humanos. No avanço do processo de humanização chegamos ao patamar histórico, não consolidado, do “reconhecimento de todos por todos”! De fato, nós queremos o reconhecimento da nossa dignidade humana. Da nossa liberdade humana. Das nossas potencialidades humanas...

Nós, de forma mais ou menos consciente, buscamos a realização da nossa “dimensão” humana, de pessoas iguais e livres numa sociedade justa. Cada um de nós quer contar/valer na sociedade e não nos contentamos com ser, apenas, um número a ser contado ou uma unidade a ser catalogada.

Na sociedade do “capitalismo doentio”, em que vivemos, somos encaminhados, com doses maciças de publicidade, a viver como “indivíduos consumidores”! Os indicadores que mais contam, e dos quais mais se fala em nosso mundo globalizado, são os indicadores econômicos. Uma sociedade, qualquer sociedade, é avaliada pelos indicadores econômicos, e não por outros indicadores, que seriam mais complexos e mais indicativos da “qualidade de vida humana” que as pessoas vivem realmente.

Ao consumismo se sacrificam a identidade pessoal, a capacidade crítica de avaliação do que é bom ou ruim, justo ou injusto, necessário ou supérfluo; enfim, imola-se o discernimento pessoal que é o fundamento da liberdade e da dignidade da vida humana. Tudo se sacrifica para buscar uma “satisfação” imediata, fundada na posse e/ou no consumo de bens, materiais ou imateriais que sejam.

Junto ao consumismo, em nossas sociedades avulta o gigantismo da corrupção dos indivíduos e das instituições. No nosso mundo corrompido valem, sempre menos, as capacidades e o preparo das pessoas, pois os fatores de avanço econômico e social se prendem, sempre mais, aos “laços” familiares ou associativos, ao clientelismo, à militância política, à ligação com “máfias” ou agremiações poderosas...

Está patente que o crescimento dos consumos não ajudou a edificar sociedades mais reguladas e mais justas! Antes, fez emergir vícios e injustiças que favorecem a corrupção dos costumes e das leis, o oportunismo, a deslealdade e a desonestidade. Difunde-se, ao mesmo tempo, o ceticismo ético que afunda o prestígio dos valores necessários para cimentar uma justa convivência social e política.

Nesta situação assoma a “questão moral” como marco iniludível que desafia a modificar e renovar nossas vidas pessoais e nossas sociedades. A ética, de fato, nos questiona sobre o ponto essencial da convivência em sociedade: se damos a cada um aquilo que lhe é devido como ser humano! A democracia que adotamos está, por sua vez, fundada no valor da pessoa humana. É sim um conjunto de regras procedimentais, mas tem como objetivo favorecer a convivência harmoniosa entre todos os cidadãos, superando os conflitos com medidas em benefício do bem comum.

O desafio nos colhe no estádio avançado de uma “crise” global, não somente econômica, mas ecológica e de relações humanas, de valores e de atitudes associais, que pode destruir a nossa própria possibilidade de sobreviver como espécie humana. Disto nasce a urgência de mudanças profundas e inovadoras nas nossas atitudes mentais e práticas.

*Giuseppe Staccone é Italiano, graduado em Filosofia doutor em Teologia e em Letras por universidades romanas, trabalhou cerca de 20 anos no Brasil, antes na Pastoral das CEBs, na diocese de Viana, MA, depois como professor de Filosofia Política na Universidade Católica de Pernambuco e no ITER. Dedicou-se muito à Filosofia de Gramsci, à Ética e à Filosofia da Religião. Autor de vários livros e muitos artigos.

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do MFC.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

GRUPO LUZ PROMOVE 1º LUAU DE 2012

Sexta e Luciana, novos coordenadores do Grupo Luz


N
a gestão do casal coordenador Sexta e Luciana e do casal tesouraria Fernando e Manú, o GRUPO LUZ do Movimento Familiar Cristão de Maceió realizou no último sábado, 07, o seu primeiro LUAU de 2012 na belíssima Praia de Paripueira, litoral norte de Alagoas.

Todo o Grupo se encontrou às 19 horas em frente a Pousada da Léa, seguindo para o Catamarã “Preocupação Zero” para navegarem até alto mar. Com a maré baixa, o ambiente foi decorado com mesas, cadeiras, luzes artificiais, tochas e bebidas e comidas. De volta à praia, o Grupo encerrou a noite na Barraca do Peixinho com uma Seresta.

Participaram da festa bastante animada, os mefecistas Miltinho, acompanhado da filha Duda, Geraldo e Euzi, Fernando e Manu (tesoureiros do Grupo), PC e Renata, BB e Roberta, Sexta e Luciana (coordenadores do Grupo), Maurício e Carleane, Fábio e Camila, Charley e Dani, e André e Isabella. Alguns casais do Grupo ficaram hospedados na Pousada da Léa e no domingo curtiram mais uma vez o mar de Paripueira.

A coordenação atual informou que o Grupo Luz já tem seu planejamento para 2012.

O REGISTRO EM FOTOS







terça-feira, 10 de janeiro de 2012

COMUNICADO DE FALECIMENTO - ANA MELO LEÃO DA CUNHA

Comunicamos com pesar o falecimento de ANA MELO LEÃO DA CUNHA, mãe da mefecista Mara de Diógenes (Grupo Superação).

O corpo está sendo velado no Cemitério Campo Santo Parque das Flores. Às 15 horas acontecerá uma Missa e o sepultamento está previsto para às 17 horas.

Confiantes no amor de Deus e na certeza de que agora ANA MELO LEÃO DA CUNHA está na graça do Pai, elevemos os nossos pensamentos, em comunhão com a família, orando pela sua alma, unidos no sentimento e na prece.

As Coordenações de Estado e da Cidade de Maceió do Movimento Familiar Cristão expressam seus sentimentos à família enlutada, nesse momento de dor e sofrimento, com a certeza que Deus acolherá ANA MELO LEÃO DA CUNHA em sua maravilhosa graça.

Nossos relacionamentos, nossas vivências, nossas atuações no MFC, geram um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de simpatia, resultando nas nossas grandes amizades fixadas ao plano de Deus.

ANIVERSARIANTE DO DIA - MÉIA DE DÉCIO

MENSAGEM DE BERNARDO PONTES FILHO

Bernardo e Matheus


I
nfelizmente essa mensagem não segue no momento de alegria e comemoração como seria se eu estivesse anunciando a cura do meu filho após uma longa e árdua batalha contra uma doença tão covarde como essa que acabamos de enfrentar, mais segue como forma de agradecimento de um pai, uma família que acabaram de passar pelo pior momento de suas vidas, que durante esses 07 meses, 17 dias e 16 horas sempre tiveram a certeza de que nunca estiveram sozinhos. Pois tenha sido através de recados, orações, visitas, ações de solidariedade, mensagens pela internet ou ligações, sempre estivemos com o carinho e a presença de cada um de vocês junto de nós e principalmente junto do nosso querido Matheus Bernardo.

Por mais que seja difícil de entender e se conformar diante de uma perda tão improvável como essa, sabemos que uma coisa é certa. Há um tempo para tudo nessa vida: o amanhecer, o meio dia, e o anoitecer. Da mesma forma, há um tempo para semear e colher; nascer, viver, partir, renascer e seguir... É natural o espírito IMPERECÍVEL entrar e sair dos corpos perecíveis... O difícil e seguir em frente para os que ficam.

Mais o Grande Arquiteto do Universo, o Supremo Comandante de todas as vidas e todos os tempos o nosso DEUS, nos abençoa e nos conforta sempre! Basta ter fé. Afinal... Todos estão destinados a isso, mesmo que não entendamos agora o porquê da tão precoce a partida do nosso Matheus, mais assim é a vida.

Tenho a certeza que onde quer que esteja o nosso querido Matheus nesse momento ele está bem e sem dor, pois prometemos um ao outro que jamais iríamos nos separar durante essa batalha, e dissemos um ao outro que no momento em que ele estivesse fraco eu iria ser forte e o levantaria, da mesma forma que quando eu estivesse fraco ele seria forte e me levantaria. E nesse momento de tamanha dor e sofrimento que o meu coração está enfrentando, onde jamais eu iria suportar enfrentar sem ele, é que tenho a certeza que meu filho está cumprindo a sua parte do acordo e agora mais forte do que nunca, ele ao lado do Pai Todo Poderoso está me segurando para que assim eu possa seguir em frente e tenha a força e fé necessária para testemunhar isso a cada um de vocês.

Desejo de coração que a força Divina do amor mais elevado possa iluminar e confortar nossos corações nesse momento de tamanha dor, que cada um de vocês possa daqui pra frente viver imensamente a maravilha de cada momento, momento que com certeza sempre passa, mais as lembranças... Essas com certeza carregaremos até o final de nossas vidas em nossos corpos perecíveis aqui na terra. E são 13 anos de milhares de lembranças boas e momentos bem vividos e alegres como ele sempre fez questão de viver que temos para lembrar-se do nosso querido e eterno Matheus.

Com certeza no dia em que estivermos na morada do Pai, matando nossa sede na fonte de água viva, ai sim poderemos entender melhor o sentido da vida. Mais enquanto esse tempo não chega, sejamos felizes agradecendo a Deus pelas oportunidades que Ele nos concede a cada amanhecer de ser um ser humano melhor e dar o real valor a cada momento que vivemos.

Bernardo Pontes Filho
Grupo Caná da Galileia - MFC Maceió – AL.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

BENTO XVI EXPLICA O SENTIDO DO BATISMO NA INFÂNCIA

Bento XVI
Mirticeli Medeiros - Portal Canção Nova

A
pós a celebração da Missa na Solenidade do Batismo do Senhor, o Papa Bento XVI se dirigiu à sacada do Palácio Apostólico para rezar com os fiés a tradicional oração mariana do Ângelus. Durante o discurso que precedeu a oração, o Santo Padre fez um discurso no qual explicou o real sentido do Batismo, Sacramento que nos eleva à qualidade de Filhos de Deus.

"O Batismo é um novo nascimento, que precede o nosso fazer. Com a nossa fé podemos ir ao encontro de Cristo, mas somente Ele pode fazer-nos cristãos e dar a esta nossa vontade, a este nosso desejo a resposta, a dignidade, o poder de nos tornarmos filhos de Deus que nós mesmos não temos", explicou.

O Pontífice, que administrou o batismo a 16 crianças na Capela Sistina neste domingo, 08, aproveitou a celebração deste acontecimento para fazer uma breve catequese sobre a administração desse Sacramento, o qual acontece comumente na infância.

"Precisamos ter claro que ninguém se faz homem: nascemos sem o nosso próprio fazer, o passivo de ter nascido precede o ativo do nosso fazer. O mesmo também se diz do ser cristão: ninguém pode fazer-se cristão somente pela própria vontade, também ser cristão é um dom que precede nosso fazer", ressaltou.

DISCURSO, NA ÍNTEGRA, DO PAPA BENTO XVI:
Queridos irmãos e irmãs

Hoje celebramos a festa do Batismo do Senhor. Esta manhã conferi o Batismo a 16 crianças e por isto, gostaria de propor uma breve reflexão sobre nosso ser filhos de Deus. Antes de tudo, partamos do nosso ser simplesmente filhos: esta é a condição fundamental que nos une. Nem todos são pais, mas todos seguramente são filhos. Vir ao mundo não é nunca uma escolha, não nos vem pedido antes de nascer. Mas durante a vida, podemos amadurecer uma atitude livre em relação a própria vida: podemos acolhê-la como um dom e, em um certo sentido, tornar aquilo que já somos: filhos. Esta passagem sinaliza uma etapa de maturidade do nosso ser e no relacionamento com nossos pais, que se enche de reconhecimento. É uma passagem que nos torna também capazes de ser também genitores, não biologicamente, mas moralmente.

Também em relação a Deus somos todos filhos. Deus é a origem da existência de toda criatura e é Pai em modo singular de cada ser humano: tem como ele ou com ela uma relação única, pessoal. Cada de nós é querido, é amado por Deus. E também nesta relação com Deus, por assim dizer, podemos renascer, isto é, nos tornar aquilo que somos, Isto acontece mediante a fé, mediante um sim profundo e pessoal a Deus como origem e fundamento da nossa existência. Com este “sim” eu acolho a vida como dom do Pai que está nos céus, um Pai que não vejo, mas no qual creio e que sinto no profundo do coração ser o Meu Pai e de todos os meus irmãos em humanidade, um Pai imensamente bom e fiel.

Sobre o que se baseia esta fé em Deus Pai? Se baseia em Jesus Cristo: a sua pessoa e a sua história nos revelam o Pai, o fazem conhecer, o quanto é possível deste modo. Crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, nos conduz a renascer do alto, isto é, de Deus, que é amor (Jo 3,3). E precisamos ter claro que ninguém se faz homem: nascemos sem o nosso próprio fazer, o passivo de ter nascido precede o ativo do nosso fazer. O mesmo é também se diz do ser cristão: ninguém pode fazer-se cristão somente pela própria vontade, também ser cristão é um dom que precede o nosso fazer: devemos renascer em um novo nascimento. São João diz: A quantos o acolheram deu o poder de se tornarem filhos de Deus (Jo 1,12). Este é o sentido do Sacramento do Batismo, o Batismo é um novo nascimento, que precede o nosso fazer. Com a nossa fé podemos ir ao encontro de Cristo, mas somente Ele mesmo pode fazer-nos cristãos e dar a esta nossa vontade, a este nosso desejo a resposta, a dignidade, o poder de nos tornarmos filhos de Deus que de nós mesmos não temos.

Caros amigos, este domingo do Batismo do Senhor conclui o Tempo do Natal. Rendamos graças a Deus por esse grande mistério, que é fonte de regeneraçção para a Igreja e para o mundo inteiro. Deus se fez Filho do Homem, para que o homem se tornasse filho de Deus, mediante o Batismo. À Virgem Maria, Mãe de Cristo e de todos aqueles que creem nEle, pedimos que nos ajude a viver realmente como filhos de Deus, não com as palavras, e não somente com as palavras, mas com os fatos. Escreve ainda São João: “Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho Jesus e nos amemos uns aos outros, este é o preceito que Ele nos deu (I Jo 3,23).

domingo, 8 de janeiro de 2012

ANIVERSARIANTE DO DIA - SANDRA DE ERMI

HOJE, 120ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

LITURGIA DA EPIFANIA DO SENHOR - 08/01/2012




“SEJAMOS ESTRELA A GUIAR OS IRMÃOS ATÉ JESUS!
Jesus é a Luz para os que estão nas trevas. Quem O acolhe, transforma-se em luz, em estrela que atrai outros e os guia até Jesus para que O adorem e O tenham como seu Deus e Guia. E esses novos iluminados se fazem também novas estrelas a guiar outros irmãos até Jesus! Que a Eucaristia nos ilumine e nos faça sempre mais estrela-guia até Jesus!

EPIFANIA DO SENHOR
1ª Leitura: Is 60,1-6
Salmo Responsorial:  71
2ª Leitura: Ef 3,2-3a.5-6
Evangelho: Mt 2,1-12

EVANGELHO
MATEUS 2,1-12
1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém.

4Reunindo todos os sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer.

5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta:

6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.

7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.

9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.

10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.

11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.

12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Padre Queiroz

EPIFANIA - VIEMOS DO ORIENTE ADORAR O REI.

Hoje celebramos com alegria a solenidade da Epifania do Senhor, palavra que significa manifestação. Os magos tinham cores diferentes, representando todos os povos. Um era branco, outro negro e o terceiro pardo. Aquela criança que nasceu tão humilde numa gruta é o rei não só de Israel, mas de todas as nações.

Os presentes oferecidos à criança são uma retribuição pelo grande presente que a humanidade recebeu: a redenção. Eles têm também sentido simbólico, indicando as características daquela criança:

1) O ouro é o rei dos metais; Jesus é o rei dos reis. Oferecer ouro a Jesus é reconhecê-lo como o Senhor da nossa vida. Somos de Deus. “Eu te chamo pelo nome, tu és meu” (Is 43,1).

2) O incenso é usado para o culto a Deus; Jesus é Deus. Oferecer-lhe incenso é reconhecer a sua divindade. Os magos voltaram felizes, porque têm agora onde adorar. “Onde está o teu tesouro aí está o teu coração” (Mt 6,21).

3) A mirra é uma resina que tem duas propriedades: perfumar e evitar o apodrecimento. Por isso untavam os defuntos com essa resina. Indica que Jesus vai terminar sua vida terrena sendo assassinado, mas este não será o seu fim. Nenhum sofrimento é o fim. Unido com Jesus, todo sofrimento torna-se um trampolim. Nós também queremos dar presentes a Jesus.

“Retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.” Deus protege seus filhos e filhas, e lhes indica outro caminho, se necessário. “Não perdereis um só fio de cabelo.”

“Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado.” Jesus veio transformar; quem está preso ao mal e não quer ser transformado, persegue Jesus ou seus discípulos. A Comunidade cristã é a continuação de Jesus na terra. Ela tem a mesma missão e também a mesma sorte dele; uns a acolhem, outros perseguem. “Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10,16).

O nosso testemunho produz dois efeitos contrários, como aconteceu com a notícia do nascimento de Jesus: uns se alegram e outros se inquietam. A presença do Reino de Deus alegra os que amam a verdade e suscita ódio aos que vivem na mentira. “Teus filhos vem de longe...” (Is 60,1-6). O Reino de Deus representa uma ameaça aos que se opõem a ele. Desses a estrela se esconde.

A viagem da vida tem uma estrela que nos guia. E nós também somos chamados a ser estrelas, indicando às pessoas onde está Cristo. “Vós sois a luz do mundo”. Nós agradecemos a Deus todas as pessoas que ele mandou para nos indicar o caminho dele e da santa Igreja: nossos pais, nossa catequista, o pároco, a avó... E queremos ir em frente, fazendo o mesmo.

Certa vez, um pai e seu filho de onze anos foram pescar em um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

Veio a noite e, de repente, a vara do garoto se envergou, indicando que havia algo enorme no anzol. O pai olhava com admiração, enquanto o filho, habilmente, erguia o peixe da água. Era o maior peixe que ele já tinha visto.

Sua pesca, porém, só era permitida na temporada. O pai e o filho olhavam para o peixe bonito, suas guelras para trás e para frente.

O pai então acendeu um fósforo e olhou para o relógio: pouco mais de vinte e duas horas. Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada.

Disse ao menino: “Você tem de devolvê-lo, filho! Vai aparecer outro”. “Mas não tão grande quanto este”, disse a criança, choramingando.

O garoto olhou à volta do lago, não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente a olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, pelo tom de voz do pai, ele sabia que a decisão era inegociável. Devagarinho tirou o anzol da boca do peixe e o devolveu à água. O peixe movimentou-se rapidamente e desapareceu.

Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje o garoto é um arquiteto bem sucedido. Ele leva seus filhos para pescar no mesmo local. Sua intuição estava correta: nunca mais conseguiu pegar um peixe tão maravilhoso como o daquele dia. Entretanto, sempre vê o mesmo peixe, sempre que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo ou errado. Agir corretamente quando se está sendo observado é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando.

Essa conduta correta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o peixe à água. A ética é como uma moeda de ouro: tem valor em toda parte.

Epifania é manifestação de Cristo. A sociedade precisa conhecer a verdadeira face de Cristo: caminho, verdade, vida.

“Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe.”

Naturalmente, Maria mostrou o Menino Jesus a eles. E mostrou sorrindo, como fazem todas as mães, ao mostrar seu bebê para uma visita. Este foi o momento exato da Epifania, o momento em que o Filho de Deus é apresentado ao mundo, representado naqueles magos. E Maria foi o instrumento usado por Deus para realizar esta primeira Epifania. Ela não só gerou Jesus, mas o mostrou e manifestou ao mundo.

Várias vezes Maria Santíssima mostrou: na apresentação no Templo, nas Bodas de Caná, e o mostrou em muitos outros momentos, evidentemente.

Aí está uma virtude de Maria, que podemos imitar: apresentar Jesus, pois ele é o grande amigo que as pessoas poderiam ter, se déssemos uma mãozinha.

O mundo atual padece de uma doença terrível: a noite do espírito, ou a ausência de Deus. Maria fez, e continua fazendo, a parte dela. E nós?... Não é Deus que se ausenta, mas as pessoas que se ausentam dele. Imagine um satélite girando no espaço, e que perde o contato com o centro espacial. Ele fica girando sem rumo, até cair, ou se desintegrar no espaço. É o que acontece com quem anda desconectado de Deus. Muitos são Epifania de Cristo pela própria vida.

Viemos do Oriente adorar o Rei.

ORAÇÃO
Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu. Amém!