terça-feira, 29 de janeiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 304
Há sacramentos humanos que são
sinais e expressão de valores humanos. Há sinais que é o reconhecimento da
presença de Deus e do seu amor em nossas vidas e na história humana. Ou fazem
referência explícita à nossa relação com Deus e ao compromisso do cristão com o
Seu projeto humanizador. São os sacramentos divinos. Suas expressões e ritos,
sinais sensíveis, são criações da cultura e tradição da Igreja, atualizados ao
longo dos séculos. Como sinais eficazes, essa eficácia virá da Graça, dom
gratuito de Deus.
OS
SACRAMENTOS DIVINOS (I)
*HELIO
AMORIM – MFC/RJ
S
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acramentos divinos
são incontáveis.
Tudo o que nos faz sentir a presença de Deus na história humana é sacramento.
Mas a Igreja privilegia alguns muito especiais e os celebra com ritos plenos de
significado. Esses sacramentos correspondem às realidades humanas mais
marcantes referidas a Deus. Nem sempre a
essência humanizadora desses sacramentos, o seu significado mais profundo e os
compromissos deles decorrentes são bem compreendidos por muitos cristãos.
Também nem sempre os ritos com que são celebrados contribuem para essa
compreensão. Nessa matéria, a linguagem
e conceitos usados na catequese continuam falhos e inadequados, ainda muito
presos a categorias superadas pelas concepções e conhecimentos próprios do
mundo moderno. Vêm sendo profundamente revistos, embora lentamente, com uma
saudável preocupação pedagógica: os ritos colaborando com uma catequese mais
adulta, superando reações conservadoras. Estes são os sacramentos mais
marcantes na vida do cristão.
Batismo: por definição, é a acolhida de uma pessoa por uma
comunidade. Jesus foi batizado por João Batista, como sinal de sua acolhida
pelo grupo dos que o seguiam. Usa-se a mesma palavra para o rito de acolhida
dos novos membros de qualquer grupo social. O piloto que participa da primeira
missão de combate dirá que teve o seu batismo de fogo e é acolhido pelos
veteranos como integrante do seu grupo.
Para
os cristãos, o batismo é o rito que marca a acolhida dessa pessoa pela
comunidade dos que aderiram ao projeto de Deus e constituem o Seu Povo, a
Igreja. Há muitos séculos, entretanto, predomina o batismo de crianças
recém-nascidas.
No
início do cristianismo não era assim. Só adultos, depois de uma longa
catequese, eram batizados. As crianças não têm consciência do que se passa. Por isso, não se trata, na atual prática da
Igreja, de um sacramento da criança, mas da comunidade que a acolhe. O rito
precisa da presença da comunidade cristã nesse ritual para assumir o
compromisso de orientar aquela criança para uma adesão futura e adulta ao
projeto de Deus. A comunidade delega aos pais e a alguns dos seus membros,
chamados padrinhos, a responsabilidade mais direta e próxima, mas não se exime da corresponsabilidade
coletiva pela formação da criança.
Que
comunidade é essa? Os cristãos formam a comunidade daqueles que aderiram ao
projeto humanizador de Deus. Mas vivem num mundo modelado pelos que não
aderiram, antes se rebelaram contra o projeto de Deus, representados por Adão e
Eva no relato mítico do Gênesis.
Essa
rejeição ao projeto de Deus, pela humanidade, constitui o pecado original assim chamado por ser a origem de todos os males do
mundo. Pelo batismo, a comunidade acolhe aquela criança que se insere no seio
do povo fiel ao projeto de Deus, ou seja, o povo que rejeitou o pecado
original. Por isso, se dirá que o batismo preservará a criança do pecado
original, não como um gesto que lava uma mancha na alma, herdada de personagens
míticos, mas o cuidado pelo risco sempre latente de desvio ao projeto de Deus.
A Graça que dá
eficácia ao batismo, sacramento comunitário, é oferecida por Deus à comunidade
dos cristãos,
especialmente aos pais e padrinhos, para que consigam ser fiéis ao compromisso
por todos eles assumidos. Mais tarde, conhecendo a responsabilidade própria do
ser cristão, consciente da sua missão, aquela criança do batismo prematuro de
acolhida, é convidada, já adulta, a confirmar, livremente, a sua adesão ao
projeto humanizador de Deus, com todas as suas consequências.
Essa
confirmação ou crisma, corresponde
ao batismo nas primeiras comunidades cristãs. A preparação para essa
confirmação exige, portanto, uma diligência muito especial, para não se reduzir
a um ritualismo inconsequente, no crismar por crismar, ou porque toda a turma
da escola católica vai por aí, como prática já institucionalizada e anualmente
repetida. A Graça que dará eficácia ao sacramento será derramada por Deus, como
sempre gratuitamente, sobre aquele cristão que assumiu, agora conscientemente,
sua missão humanizadora, como expressão de uma fé adulta.
Reconciliação. Acontece que o
cristão, por suas limitações humanas e pelas pressões sociais a que está
sujeito, é frequentemente infiel aos compromissos da missão que assumiu.
Afasta-se do projeto de Deus e se desumaniza ou contribui para a desumanização
dos outros. Deus então o convida amorosamente para reconhecer suas limitações e
restabelecer a rota que leva à plena humanização. O rito para celebrar esse
retorno também tem variado, ao longo dos séculos. Durante muito tempo e até
recentemente a passagem pelo confessionário em conversa com um sacerdote era a
única fórmula para ser perdoado.
Hoje
se entende que um encontro de reconciliação com Deus e o seu projeto também se
pode realizar no íntimo da consciência e do coração de cada cristão, num ato de
reconhecimento das próprias limitações e de ilimitada confiança no amor
gratuito de Deus. A Graça que dá eficácia a este sacramento é oferecida por
Deus ao cristão que precisa de forças para superar suas fragilidades e reforçar
suas resistências às influências externas negativas que tentam afastá-lo da
humanização.
* “Descomplicando a Fé” – Editora Paulus - (continua)
FRASE
PARA REFLETIR
A
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mudança não virá se
esperarmos por outra pessoa ou outros tempos. Nós somos aqueles por quem estávamos
esperando. Nós somos a mudança que procuramos.
(Barack Obama)
CRACK: INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA EM SP
O
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programa do governo de São Paulo para acelerar
as internações compulsórias de usuários de droga tem esbarrado na burocracia do
próprio governo estadual e na incapacidade para dar conta do número de pessoas
que procuram ajuda para parentes e amigos. O governo estadual anunciou dispor
de 691 leitos para a internação de usuários de drogas, dos quais 360 estão na
capital paulista, mas a disponibilidade dessas vagas não é imediata. Na
madrugada de segunda-feira, no primeiro dia da iniciativa estadual, os dez leitos
temporários disponíveis no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras
Drogas (Cratod) já estavam preenchidos. Nesta terça-feira, membros do anexo do
Poder Judiciário, instalado no centro de referência, reclamavam da falta de
leitos temporários para a internação de novos dependentes químicos que chegaram
ao local. A burocracia em disponibilizar vagas em clínicas de reabilitação, o
que poderia desafogar os leitos temporários no centro de referência, também foi
alvo de críticas.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
MEMBROS DO MFC RONDONÓPOLIS-MT VISITAM ALAGOAS
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| Jorge e Penha (MFC-AL) com membros do MFC Rondonópolis-MT |
O
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s casais Ercílio e Lindinalva, Edu e Noêmia, Reinaldo e Rosângela, membros do MFC – Movimento Familiar Cristão de Rondonópolis – Mato Grosso, e outros dezesseis rondonopolitanos estiveram visitando Alagoas no período de 22 a 26 de janeiro de 2013.
Os rondonopolitanos saíram de Rondonópolis-MT com destino à Aracaju-SE, onde ficaram hospedados na orla da Praia de Atalaia. Em Aracaju, o grupo decidiu conhecer o litoral alagoano, seguindo em cinco veículos para à célebre Praia do Francês, considerada uma das dez mais bonitas do mundo, de areia clara, fina e fofa, com muitos coqueirais, de águas mansas e transparentes, protegida por arrecifes e com uma infraestrutura de bares e restaurantes para todos os gostos.
A Praia do Francês tem ingredientes para satisfazer a todos que buscam diversão, descansar ou praticar esportes. A poucos quilômetros de Maceió, capital do estado, a praia está localizada no município de Marechal Deodoro, onde nasceu o proclamador da república brasileira.
Os rondonopolitanos chegaram a Alagoas através do Rio São Francisco, navegando as águas do Rio da Integração Nacional, o “Velho Chico”, de balsa, entre as cidades de Neópolis-SE e Penedo-AL. Percorrendo todo o litoral sul alagoano, conhecendo as belíssimas praias e lagoas exuberantes que fazem parte do contexto paisagístico da chamada Região Lagoas e Mares do Sul, integrada pelos municípios de Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Jequiá da Praia, Coruripe, Feliz Deserto e Piaçabuçu.
Ao saber da presença dos irmãos do MFC Rondonópolis-MT, o casal comunicação estadual Alagoas e SERCOM do CONDIR/NE - Jorge e Penha, foram até a Praia do Francês para encontrar os visitantes. Além da troca de experiências mefecistas com os casais Ercílio e Lindinalva, Edu e Noêmia, Reinaldo e Rosângela os alagoanos Jorge e Penha discutiram com os rondonopolitanos sobre as belezas naturais de Alagoas, passando algumas sugestões para os visitantes.
O casal alagoano, representando o MFC ALAGOAS, se colocou à disposição, para qualquer necessidade e desejou uma feliz estadia em Alagoas. Os visitantes se disseram encantados com as belezas naturais de Alagoas e a acolhida do seu povo. Os visitantes retornaram a Rondonópolis-MT na manhã do sábado (26).
domingo, 27 de janeiro de 2013
LITURGIA DO 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 27/01/2013
3º DOMINGO
DO TEMPO COMUM
“CUMPRE-SE
HOJE EM MIM A PALAVRA!”
Aprendamos
hoje a atitude que Deus espera de nós diante de sua Palavra. Que a acolhamos
“de pé”, com decisão. E, principalmente, que Jesus nos ensine a pormo-nos de
imediato a cumprir essa Palavra. Com Ele, digamos: hoje está se cumprindo a
Palavra que estamos acabando de ouvir! E na Eucaristia, Ele nos dê força para essa
nossa pronta decisão.
LITURGIA DA
PALAVRA
1ª
Leitura: Ne 8,2-4a.5-6.8-10
Salmo
Responsório: 18B
2ª
Leitura: 1Cor 12,12-14.27
Evangelho: Lc
1,1-4; 4,14-21
EVANGELHO
Lucas 1,1-4;
4,14-21
1Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se
realizaram entre nós, 2como nos foram
transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e
ministros da palavra.
3Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu
desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti,
excelentíssimo Teófilo. 4Deste modo, poderás
verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste.
Naquele tempo, 4,14Jesus voltou para a
Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.
15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam.
16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume,
entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a
passagem em que está escrito: 18“O Espírito do
Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a
Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos
cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um
ano da graça do Senhor”.
20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que
estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura
que acabastes de ouvir”.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique
Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
Há três aspectos na Liturgia da
Palavra de hoje dignos de particular atenção.
Primeiro. O evangelho apresenta-nos o
início da obra de Lucas. Aí tem-se uma dedicatória e uma apresentação da obra a
um certo “Teófilo”. E Lucas afirma expressamente que “após um estudo cuidadoso
de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo
ordenado para ti… Deste modo poderás verificar a solidez dos ensinamentos que
recebeste”. Estas palavras nos revelam a seriedade do testemunho dos
evangelhos. Não são fábulas, não são delírios! São, isto sim, um testemunho de
fé! Testemunho de quem crê, de quem tem razões para crer e querem fazer com que
outros creiam e creiam com razão profunda!
Num mundo de tantas verdades, de
tantas mentirinhas, de tantas seitas, lendas e mitos… Num mundo que virou um
enorme coquetel de religiões, onde cada um faz a sua, na sua medida e do seu
modo, na proporção e no gosto do seu comodismo, é preciso recordar que somente
em Cristo Deus revelou-se plenamente; somente Cristo é a Verdade do Pai;
somente ele, o Caminho para Deus; somente nele, a Vida em abundância! Mas,
ainda aqui, é preciso dizer mais, por mais chato que possa parecer! Cristo é o
único Caminho, Verdade e Vida… mas não qualquer Cristo! Não um Cristo
inventado, não um Cristo “meu”, do meu tamainho e do meu gosto! O Cristo que o
Pai revelou, o Cristo vivo e atuante, é aquele presente na Palavra guardada,
pregada e testemunhada pela Igreja com a assistência do Espírito Santo; é
aquele que se dá nos sacramentos da Igreja; é aquele presente na Igreja que no
Credo professamos como sendo única, católica e apostólica. Num mundo de tantas
dúvidas, Cristo presente na sua Igreja católica seja a nossa certeza, a nossa
segurança, o nosso rochedo!
Um segundo aspecto. Ainda o evangelho
de hoje, nos apresenta Jesus na sinagoga de Nazaré: “O Espírito do Senhor está
sobre mim, porque ele me consagrou com a unção”. Quando deu-se esta
consagração? No batismo às margens do rio Jordão. Há quinze dias meditávamos
sobre este mistério: o Pai, o Senhor, ungiu Jesus com o Espírito Santo como
Messias de Israel. E qual a sua missão? “consagrou-me com a unção para anunciar
a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos
cegos a recuperação da vista, para libertar os oprimidos e para proclamar um
ano da graça do Senhor”. Eis a missão de Jesus, o Messias: acolher, consolar,
perdoar, libertar, fazer viver. Mas, para que experimentemos Jesus assim, é
necessário que nós mesmos descubramos que somos pobres, que somos tão carentes,
tão limitados, tão pequenos. Quando descobrimos isso, quando vemos que o mundo
é assim, então experimentamos também que, em Jesus, Deus veio a nós, Deus
deu-se a nós, Deus estendeu-nos as mãos, abriu-nos os braços e aconchegou-nos
no coração.
É por isso que a pessoa, os atos e as
palavras de Jesus são Boa-nova, Boa-notícia, ou, em grego, Evangelho! E a
Boa-nova é precisamente esta: Deus nos ama, está conosco em Jesus; veio para
ficar, para permanecer para sempre na nossa vida e no coração do mundo!
Aqui entra, precisamente, o terceiro
aspecto da Palavra deste domingo: este Jesus permanece conosco na potência
sempre presente e atuante do seu Espírito Santo, presente de modo potente e
soberano na Igreja que Jesus fundou. Já no domingo passado, vimos que a Igreja
é a Esposa do Cristo, cheia do vinho abundante do Espírito Santo, que nela
suscitava tantos dons, tantos carismas, tantos ministérios, tanta vida. Pois
bem, a segunda leitura da missa de hoje insiste nesta idéia e aprofunda-a ainda
mais.
Porque Cristo ressuscitou e nos deu o
seu Espírito Santo, nós, como Igreja, desde o nosso Batismo, somos o Corpo de
Cristo: “Vós, todos juntos, sois o Corpo de Cristo e, individualmente, sois
membros deste Corpo”. É juntos, como Comunidade, como membros da Igreja, que
somos o Corpo vivo do Cristo; Corpo vivificado pelo Espírito Santo! É uma
idéia, esta, que deveria estar sempre diante de nós! A Igreja não existe por
ela mesma: ela vive do Espírito do Cristo; a Igreja não escolheu o Cristo: ela
foi por ele amada, por ele fundada, por ele escolhida e é por ele sustentada e
vivificada; o Cristo não pertence a Igreja: a Igreja é que pertence a Cristo e,
na força do Espírito é sempre amada e renovada por ele. Ele nunca vai
abandoná-la, nunca vai traí-la, nunca vai renegá-la!
E mais ainda: no seu Amor, isto é, no
seu Espírito, ele suscita no corpo da Igreja, que é o seu Corpo, tantos membros
diferentes, com dons e carismas tão diversos! É o que São Paulo nos recorda na
leitura de hoje. Ninguém pode ser cristão sozinho! Cristo não é salvador
pessoal de ninguém! Ele é o Salvador do Corpo que é a Igreja (cf. Ef 5,23)! Nós
somos salvos no Corpo de Cristo, enquanto membros do povo da Aliança, que é a
Igreja. Nesta, quem nos une é o Amor de Cristo e nela, cada um de nós tem uma
missão, uma função! Qual é a sua? Quais são as suas? Pai ou mãe de família,
educando novos membros para o Corpo de Cristo? Agente de pastoral engajado
diretamente na evangelização? Jovem que se esforça para dar um generoso
testemunho de coerência e amor a Cristo? Empresário, funcionário público,
empregado, que no seu trabalho procura ter um comportamento digno do Evangelho?
Qual o seu papel na Igreja? Rico ou pobre, forte ou fraco, jovem ou ancião,
todos temos como honra e dignidade ser membros do Corpo do Senhor, sustentados
e vivificados pelo Espírito do Senhor, destinatários da salvação e da
consolação que ele nos trouxe, do carinho e da ternura do Pai que ele derramou
sobre nós.
Desde domingo passado que a Palavra
vem nos questionando sobre o nosso modo de ser e viver nossa pertença a Cristo
e à sua Igreja. Pensemos, e não recebamos em vão a graça de Deus, para que, um
dia, possamos participar da vida plena daquele que Senhor que, feito homem por
nós, vive e reina para sempre. Amém.
ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a
nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho,
frutificar em boas obras. Amém!
LEMBRE-SE:
“SE NÃO PARTICIPARMOS DA
MISSA, DE NADA VALE NOSSO ESFORÇO SEMANAL.”
Editado por Jorge/MFC ALAGOAS
sábado, 26 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
CÔNEGO JOÃO NETO COMEMORA O 9º ANIVERSÁRIO COMO PÁROCO DO ALDEBARAN
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| Côn. João Neto |
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esta sexta-feira (25) o Cônego João José de Santana Neto, comemora com a comunidade católica do Aldebaran o 9º aniversário como pároco da Paróquia de Santa Catarina Labouré.
Cônego João Neto nasceu na cidade de Simão Dias, em Sergipe, foi ordenado Padre no dia 25 de março de 1999. Há nove anos é o pároco da Igreja de Nossa Senhora das Graças da Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran.
Cônego João Neto é atualmente o diretor administrativo do Colégio Arquidiocesano de Maceió; Representante da Arquidiocese de Maceió à frente da Santa Casa de Misericórdia; Interventor da Casa dos Pobres; e Secretário Arquidiocesano.
O MFC - Movimento Familiar Cristão parabeniza o cônego João Neto por mais um ano no comando da Paróquia de Santa Catarina Labouré, pedindo ao Pai que não lhe falte a Graça Divina em sua vida e que continue frutuoso o exercício de seu ministério.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
JÁ À VENDA AS CAMISAS DO BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA
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C
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ontinuam a disposição da família MeFeCista, nos pontos de vendas e com membros das
Equipes Cidade e Estado, as camisas do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA, bloco
carnavalesco organizado pelo MFC, que participará da 13ª Edição do JARAGUÁ
FOLIA.
O
JARAGUÁ FOLIA é a maior prévia carnavalesca do Nordeste, e está
confirmado para o dia 1º de fevereiro de 2013, a partir das 18 horas, no bairro
histórico de Jaraguá, em Maceió, com a participação de mais de setenta blocos
tocando exclusivamente frevo.
A
prévia carnavalesca JARAGUÁ FOLIA já está na sua 13ª edição e participam blocos
carnavalescos de movimentos sociais e religiosos, sindicatos, empresas, órgãos
públicos, grupos de amigos, academias, escolas e faculdades, entre outros.
O
BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA, formado exclusivamente por membros do Movimento
Familiar Cristão, seus familiares e amigos, participa do JARAGUÁ FOLIA pela
quinta vez consecutiva, com os foliões brincando com toda segurança, dentro da
harmonia já peculiar nos eventos que o MFC realiza.
O
BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA vai se concentrar a partir das 19 horas no Coreto da
Avenida da Paz de onde sairá para desfilar no Corredor da Folia (Rua Sá e Albuquerque), às 20 horas, com
o acompanhamento da ORQUESTRA DE FREVO MESTRE ALDO, que tocará exclusivamente
para o Bloco.
As
camisas do BLOCO FAMÍLIA NA FOLIA já estão à venda para os membros do Movimento
Familiar Cristão nas lojas MASCATE MALHAS (vizinho
a Casa da Indústria) e MASCATE DISTRIBUIDOR (defronte o CEPA), localizadas na Avenida Fernandes Lima, no Farol,
e com membros da Equipe Estadual e Equipe Cidade de Maceió ao preço de R$ 15,00
(quinze reais).
Toda
a renda obtida com a venda das camisas do Bloco será revertida para os
programas de evangelização do MFC.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
SEJA UM DOADOR... SALVE VIDAS!
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ão
engorda nem emagrece, não vicia, não enfraquece, não é desperdiçado, não
transmite doenças e muito menos dói. Os mitos são muitos, mas o fato é que a DOAÇÃO
DE SANGUE é um ato simples e generoso, que pode salvar muitas vidas.
De
acordo com dados do Ministério de Saúde, apenas 1,8% da população adulta do
Brasil faz doações regulares de sangue, quando o ideal, conforme estabelecido
pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é que 5% da população do país sejam doadoras.
“O sangue e seus componentes salvam muitas vidas, porém
ainda existem medos, crenças e desconhecimento que evitam o aumento do número
de doadores. Nem todos sabem que todo material utilizado na coleta do sangue é
descartável, o que elimina qualquer possibilidade de risco de contaminação”, explica Dante
Langhi Júnior, diretor administrativo da Sociedade Brasileira de Hematologia e
Hemoterapia (SBHH).
No
Brasil, alguns procedimentos específicos são obrigatórios antes e depois da
doação, a fim de prevenir complicações para o doador e contaminação para o
receptor. O primeiro passo é a pré-triagem, quando é verificada a pressão,
batimento cardíaco, peso, altura, temperatura e um rápido exame para ver se têm
anemia. Concluída essa etapa, o doador passa pela triagem, para detectar,
através de um questionário, se o doador está em condições de doar.
Na
última etapa, cerca de 450ml de sangue são coletados. Todo o processo demora,
em média, 30 minutos. Depois de recolhido, bolsas de sangue são encaminhadas
para o Laboratório do HEMOAL, onde são feitos testes sorológicos, que avaliam
se o doador tem doenças como sífilis, chagas, HIV, HTLV, hepatite B e C. Caso
alguma delas seja detectada, o sangue é imediatamente descartado.
Em
Alagoas, o HEMOAL é referência em doação de sangue. Todo o sangue doado é
armazenado. Após a coleta, a bolsa é fracionada em componentes sanguíneos (concentrado de hemácias, de plaquetas e
plasma). A bolsa de sangue é dividida de acordo com a necessidade do
paciente. Com uma só bolsa de sangue doada, se salva até quatro vidas.
A
população precisa se conscientizar que o sangue doado é usado em cirurgias,
emergências, pessoas com câncer, ou seja, é muita gente que precisa e depende
desse sangue. O doador precisa ter consciência da importância da sua ação, e
muito amor ao próximo. Quem doa, faz toda a diferença.
Ninguém
está livre de precisar de uma transfusão de sangue. Ninguém está livre de
sofrer um acidente, de passar por uma cirurgia ou por um procedimento médico em
que a transfusão seja absolutamente indispensável. O sangue doado não faz a
menor falta para o doador. Consequentemente, nada justifica que as pessoas
deixem de doá-lo. O processo é simples, rápido e seguro.
Para
doar sangue é preciso estar em bom estado de saúde, idade entre 18 e 65 anos e
pesar acima de 50 quilos. No dia da doação, é necessário ter se alimentado e
dormido, pelo menos, seis horas seguidas e não ter ingerido bebida alcoólica. Também
é preciso levar um documento de identidade com foto.
E
ao doar sangue você sente a satisfação de beneficiar outras pessoas que não têm
outra opção. Elas dependem apenas do gesto de pessoas como você para se sentir
melhor.
SEJA UM
DOADOR... SALVE VIDAS!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 303
A pessoa humana se exprime e se comunica através de sinais, símbolos e ritos. O sinal mais habitualmente usado é a palavra, falada ou escrita. Mas nem sempre as palavras bastam para traduzir pensamentos, ideias, sentimentos e emoções. Gestos simbólicos podem significar muito mais que longos discursos.
OS SACRAMENTOS HUMANOS
*HELIO AMORIM – MFC/RJ
Um aperto de mão é mais que um simples movimento de músculos e nervos mas sinal ou símbolo de respeito, cordialidade, compromisso mútuo. O abraço ou o beijo, a carícia ou o encontro sexual, tampouco são puras manifestações físicas ou biológicas, mas expressões de sentimentos, afeto e amor. O aplauso ou a vaia são mais que sons e ruídos produzidos por mãos e vozes humanas. São gestos simbólicos que exprimem sentimentos de satisfação ou repúdio.
Também objetos, coisas simples, podem ganhar um forte significado simbólico e tornar-se sinais de sentimentos profundos. Muitos desses simbolismos podem mesmo socializar-se e aderir a gestos e objetos, dando-lhes significados que ultrapassam a sua natureza e materialidade.
A
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o longo do tempo, vão sendo assim entendidos por todos e de certa forma se institucionalizam. Esses simbolismos, então, se incorporam à cultura de uma comunidade ou um povo.
Assim nos vemos cercados por esses sinais e ricos simbolismos, às vezes pessoais, outros culturais. A flor ressecada que alguém guarda há muitos anos entre as folhas de um livro, é muito mais que uma flor, simples órgão reprodutor de uma planta. É um sinal ou símbolo que, algum dia, alguém usou para exprimir o seu amor. Encontrar esse objeto simbólico ao folhear o livro, rememora o gesto e reacende sentimentos, provoca um calor interior que realimenta antigos sentimentos. A oferta de flores como sinal de afeto é mesmo um daqueles muitos simbolismos já incorporados à cultura de tantos povos.
Uma vela grossa e já deformada que vem sendo usada em todas as celebrações mais marcantes da família (aniversários e batizados, nascimentos e mortes), é preservada com cuidado e carinho, torna-se uma relíquia familiar, porque rememora cada um desses episódios, festivos ou sofridos, que nenhuma outra vela seria capaz de recordar.
Uma camisa rasgada e manchada de sangue, guardada zelosamente e exposta pelos companheiros do lavrador assassinado na luta por um pedaço de chão, deixa de ser uma simples camisa para se tornar símbolo dessa luta por justiça social. Cada vez que é vista (sinal sensível), recorda o sentido daquele triste episódio e realimenta nos companheiros (sinal eficaz) as razões, o ardor e a coragem para continuar a luta.
Se continuarmos a olhar o que nos cerca, vamos encontrar em gavetas e armários, muitos outros objetos carregados de significados que ultrapassam a sua natureza. A velha mesa herdada dos avós que se foram, na qual comemos os mingaus da nossa infância. O relógio que um pai falecido usou durante toda uma vida, e que nos faz recordar, com carinho, o seu gesto lento de tirá-lo do bolso para consultar as horas e nos mandar para a cama dormir.
A lista, para muitos, será interminável. Esses objetos, provavelmente não terão valor mercantil e teriam sido descartados se não tivessem adquirido um significado simbólico que os tornam inegociáveis.
Porque aqueles gestos e estes objetos já não são apenas gestos e objetos. São sinais sensíveis e eficazes, ou sacramentos humanos. Ganharam uma força que em si mesmos não possuíam, o poder de rememorar, alimentar e reavivar os sentimentos e emoções que exprimem e significam.
Ao repetirmos aqueles gestos, ao ver e tocar estes objetos simples, ressurgem, com renovado ardor, a saudade, a solidariedade, o afeto, o carinho, a indignação frente à injustiça, e tantos outros sentimentos e emoções. Então somos impelidos a vivê-los mais intensamente, traduzindo-os em práticas concretas.
Assim entendido, podemos compreender melhor os sacramentos divinos.
*Descomplicando a fé” – Editora Paulus (Continua)
CRACK
O
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s governos federal e locais e a sociedade estão perdendo a batalha do crack. Os efeitos dessa peste que se alastra são desastrosos. A droga é barata, de fácil obtenção por traficantes e venda indiscriminada para adultos e crianças que se drogam em cracolândias em pontos visíveis das cidades.
O quadro é assustador para a população que contempla esses infernos sem poder intervir. O retorno dos viciados à vida normal é quase impossível e a morte prematura é uma certeza cruel.
Autoridades de governos e polícias locais não sabem ainda o que fazer. Predominando menores, meninos e meninas, não é admitida a detenção dos usuários. O transporte e o tráfico da droga são facilitados pela natureza das pedras desse veneno. A disseminação do uso e a dependência imediata gerada nas primeiras experiências torna o problema ainda mais desafiador.
Surgem agora anúncios de repressão policial com detenção de usuários, como tentativa desesperada de salvação das vítimas. Logo se levantam vozes de protesto contra a prisão dos infelizes drogados, sem consideração de idade. Organizações se equivocam em considerar essa repressão salvadora como atentado à liberdade intocável dos usuários condenados a morrer antes do tempo.
Preferimos qualificar essas medidas como tentativa desesperada de libertação dessa escravidão fatal de tantas vítimas. Pelo menos vale como experiência para avaliação posterior de sua eficácia.
DESLIGUE A TV
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este momento, mais uma vez, sua excelência a opinião pública está mobilizada para decidir a cada semana quem vai para o paredão do Big Brother Brasil – a monstruosidade mais idiota, deseducativa e lucrativa jamais produzida pela TV. Produto importado, explorado em muitos outros países que também contam com espectadores ingênuos com vocação incubada de voyeurs.
São pessoas hipnotizadas pela propaganda, olhando pelo buraco da fechadura televisiva os comportamentos artificiais e ensaiados de alguns personagens inexpressivos, disputando ganhar o seu primeiro milhão.
Conselho para preservar a sua inteligência: desligue, mude de canal. A TV tem programas bons. Procure e escolha.
FRASES DE VLADIMIR MAIAKÓVSKI
Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.
A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo.
Você não pode deixar ninguém invadir o seu jardim para não correr o risco de ter a casa arrombada.
Poderiam ordenar-me: "Mata-te na guerra". Teu nome será o último coágulo de sangue em meus lábios rasgados pelas balas.
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