terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 309
Na segunda (11), Bento XVI surpreendeu os católicos do
mundo inteiro. Anunciou a decisão em latim, em uma reunião do conselho de
cardeais.
“Queridos
irmãos, convoquei vocês para comunicar uma decisão de grande importância para a
vida da Igreja. Depois de ter repetidamente reexaminado minha consciência
perante Deus, cheguei à certeza de que minhas forças, devido a minha idade
avançada, não são mais adequadas para o exercício do ministério de Pedro”,
anunciou.
O Papa disse também que, no mundo de hoje, sujeito a
rápidas mudanças, é necessário vigor do corpo e do espírito, e que nos últimos
meses ele sentiu que suas forças se deterioravam ao ponto de ter que reconhecer
a incapacidade de cumprir o trabalho que lhe foi confiado. Bento XVI falou que
por essa razão e ciente da gravidade da renúncia, ele deixava o cargo. Disse
ainda que, a partir do dia 28 de fevereiro, às 20h pelo horário de Roma seu lugar
estará vago.
O teólogo Bernard Häring, já falecido, escreveu o anúncio
que ele esperava do papa a ser eleito depois do falecimento de João Paulo II,
na linha do papado anterior de João XXIII. Na próxima sucessão de Bento XVI, a
proposta de Häring, parcialmente transcrita a seguir, poderá ser lembrada.
NADA É
IMPOSSÍVEL
Uma proposta
profética do teólogo Bernard Häring antes da eleição de Bento XVI.
O anúncio papal que não aconteceu
(...) “A conversão ecumênica reforçou
e promoveu um espírito de diálogo, de respeito, e de busca conjunta da verdade.
Apesar do pleno conhecimento das dificuldades ainda existentes, proponho hoje
alguns pontos para a vida da Igreja Católica, tendo em vista a tão desejada
unidade dos cristãos:
1
– Já que o trono, a tiara e os títulos pomposos eram sintomas de patologias
profundas e causa de irritação entre Igrejas irmãs, proíbo energicamente que se
chame o Papa com títulos como “Sua Santidade”. E nem sequer o título de Santo
Padre me agrada, pois Jesus, na Sua Grande oração pela Unidade, chama Seu Pai
de “Pai Santo” (Jo, 17, 11). Esperamos que, no futuro, jamais alguém se permita
chamá-lo “Santíssimo”, ou “Beatíssimo”.
2
– Não existirão mais os chamados “prelados de honra de Sua Santidade”. Os
cardeais da Igreja Romana não se vestirão de púrpura “como fazem os ricos”. No
Vaticano não mais títulos como “Eminência” ou “Excelência”. Somos todos irmãos
em torno de Cristo, humilde servo de Deus, que se fez homem para a nossa
salvação.
3
– Os diversos diálogos interconfessionais das últimas décadas produziram
resultados surpreendentes. Ouvindo juntos a palavra de Deus, conseguimos
remover muitos obstáculos sendo, por isso, chegada a hora de pôr fim a todas as
consequências possíveis e dar passos decisivos, rumo à unidade e à
reconciliação, numa fecunda diversidade.
4
– Como sinal desse renovado fervor, o “Pontifício Conselho para a Unidade dos
Cristãos” será elevado ao nível dos mais importantes Dicastérios Romanos,
melhor ainda, tornar-se-á Congregação, com a específica competência de criar e
animar estruturas capazes de favorecer o processo e o acolhimento dos
resultados provenientes dos diálogos interconfessionais, em estreita
colaboração com as Conferências Episcopais e as Faculdades Teológicas de todo o
mundo .
5
– 0 Papa propõe-se a fazer todo o possível para tornar viva e operante a
Colegialidade em todos os níveis. Para recuperar as estruturas sinodais do
primeiro milênio, muito teremos a aprender das Igrejas irmãs que conservaram e
desenvolveram com muita eficácia aquelas estruturas.
6
– Tendo em vista a função ecumênica do Bispo de Roma, todas as Conferências
Episcopais e todos os Patriarcados participarão da eleição dele. As modalidades
exatas serão determinadas pelo próximo Sínodo dos Bispos.
7
– 0 mesmo Sínodo decidirá sobre a função e o futuro do “corpo diplomático”. Até
mesmo o nome não é mais aceitável. As Igrejas não podem definir-se como
instituição diplomática. Bem ao contrário, precisamos é de organismos
completamente diferentes, que sirvam para a missão da Igreja na promoção da Paz
e da Justiça.
Em
relação a tudo aquilo que se refere à ligação e à comunicação contínua entre o
Bispo de Roma e as Igrejas locais, serão encontrados modelos semelhantes aos do
primeiro milênio.
8
– Uma ponderada interpretação teológica do primado do Papa, feita à luz da
Palavra de Deus e dos documentos dos Concílios, demonstrou que o magistério e o
governo do Papa só estão plenamente integrados no interior da Igreja.
Motivo
pelo qual o Papa não é um mestre de fé de fora para dentro ou de cima para
baixo. Ele faz parte dos discípulos reunidos em torno de Cristo, único Mestre,
e faz parte tanto da “Igreja Docente” quanto da
“Igreja Discente”.
No
exercício de sua atividade pastoral para a Igreja Universal, ele é obrigado a
seguir o exemplo do humilde Servo de Deus, Jesus Cristo. Por isso, ele
observará escrupulosamente o principio da subsidiariedade.
9
– 0 Papa tem o direito de saber o que se crê na Igreja, com sinceridade de
consciência e com a liberdade dos filhos de Deus. Não poderá exercer o seu
magistério e ministério da unidade se não existir um amplo espaço de diálogo
franco e sincero dentro da Igreja.
É
por isso que, certo de poder contar com
consenso dos irmãos Bispos, faço abolir, com efeito imediato, o que, no
Código de Direito Canônico, está prescrito sobre punibilidade do não
assentimento em relação aos documentos não infalíveis do Papa.
(Cân. 1371 — Seja punido com justa pena: 1)
quem, fora do caso previsto no cân. 1364 § 1, ensinar uma doutrina condenada
pelo Romano Pontífice ou pelo Concílio Ecuménico, ou rejeitar com pertinácia a
doutrina referida no cân. 750 § 2 ou no cân. 752, e, admoestado pela Sé
Apostólica ou pelo Ordinário, não se retrata)
10
– Além da comum profissão de fé e dos votos ou promessas batismais, não se
farão mais, na Igreja Católica, juramentos particulares de fidelidade e
lealdade. Basta seguir a palavra firme de Jesus: “Seja o vosso falar: sim, sim;
não, não. Tudo o que disso passa, procede do maligno” (Mt. 5,37).
Já
que vivemos da contínua antecipação de confiança que nos é concedida por Deus,
também nós faremos todo o possível para criar uma atmosfera de confiança
recíproca. Por este motivo, estão abolidos todos os instrumentos de controle e
se criará um clima de confiança uns nos outros.
11
– Todos os problemas polêmicos, como, por exemplo, a função da mulher na
Igreja, a participação das mulheres nos processos decisórios de toda a Igreja e
uma eventual ordenação das mulheres para o sacerdócio ministerial, serão
discutidos no diálogo ecumênico e dentro da Igreja com franqueza, respeito e
paciência. E a decisão final terá caráter estritamente colegial.
12
– A Cristandade inteira, todos os discípulos de Cristo, juntos, são chamados a
ser luz do mundo, sacramento de paz, de justiça, de salvação e de cura. Por
isso, buscaremos um diálogo respeitoso com todas as religiões não-cristãs, mais
ainda, com todos os homens de boa vontade.
Perscrutando os sinais dos tempos, daremos
especial atenção ao evangelho da paz e ao caminho da não-violência, a exemplo
de Jesus, aproveitando também, com muita alegria, tudo o que a graça de Deus
operou, em relação a isto, entre as religiões não-cristãs. (...)”
CARTA DO
IMPERADOR VESPASIANO PARA SEU FILHO TITO (79 dC)
“Tito,
meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, Imperador. Espero que os
deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos,
acalmando os vulcões e os jornalistas.
De
minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pares a construção
do Colosseum. Em menos de um ano ele
ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória.
Alguns
senadores te criticarão, dizendo que deveríamos investir em esgotos e
escolas. Não dê ouvidos a esses
poucos. Pensa: onde o povo prefere
pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio? Num
estádio, é claro.
Será
uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por omnia saecula
saeculorum, e sempre que o olharem dirão: ‘Estás vendo este colosso? Foi
Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou’.
Outra
vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos
nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão.
‘Moralistas
e loucos dirão, que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem
que é melhor usar roupas novas que remendadas. Vel caeco appareat (até um cego
vê isso). Portanto, deves construir esse estádio em Roma.
Enfim,
meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: ad captandum vulgus, panem et
circenses (para seduzir o povo, pão e circo).
Esperarei
por ti ao lado de Júpiter”.
Vespasiano,
Imperador de Roma
FRASES PARA
REFLETIR
Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os
braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades
para admirar as partes isoladas. (Sêneca)
Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do
corpo. (Confúcio)
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. (Antoine de
Saint-Exupéry)
A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente
ciosos da felicidade um do outro. (Platão)
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma
montanha. (Confúcio)
domingo, 17 de fevereiro de 2013
LITURGIA DO 1º DOMINGO DA QUARESMA - 17/02/2013
LITURGIA DO
1º DOMINGO
DA QUARESMA
PRIMEIRA
LEITURA (Dt 26,4-10)
Leitura
do Livro do Deuteronômio:
Assim Moisés falou ao povo: 4“O
sacerdote receberá de tuas mãos a cesta e a colocará diante do altar do Senhor
teu Deus.
5Dirás, então, na
presença do Senhor teu Deus: ‘Meu pai era um arameu errante, que desceu ao
Egito com um punhado de gente e ali viveu como estrangeiro. Ali se tornou um
povo grande, forte e numeroso. 6Os egípcios nos maltrataram e
oprimiram, impondo-nos uma dura escravidão.
7Clamamos, então, ao
Senhor, o Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu a nossa voz e viu a nossa
opressão, a nossa miséria e a nossa angústia. 8E o Senhor nos tirou do Egito
com mão poderosa e braço estendido, no meio de grande pavor, com sinais e
prodígios. 9E conduziu-nos a este lugar e nos deu esta terra, onde corre leite
e mel.
10Por isso, agora trago
os primeiros frutos da terra que tu me deste, Senhor’.
Depois de colocados os frutos diante
do Senhor teu Deus, tu te inclinarás em adoração diante dele”.
— Palavra do Senhor.
—
Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 90)
- Ao
invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo/ e a seu lado eu estarei em suas dores.
- Quem habita ao abrigo do Altíssimo/ e vive à
sombra do Senhor onipotente,/ diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção,/
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.
- Nenhum mal há de chegar perto de ti,/ nem a
desgraça baterá à tua porta:/ Pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos/ para em
todos os caminhos te guardarem.
- Haverão de te levar em suas mãos,/ para os
teus pés não se ferir n’alguma pedra:/ Passarás por sobre cobras e serpentes,/
pisarás sobre leões e outras feras.
- “Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo/ e
protegê-lo, pois meu nome ele conhece./ Ao invocar-me, hei de ouvi-lo e
atendê-lo/ e a seu lado eu estarei em suas dores”.
SEGUNDA
LEITURA (Rm 10,8-13)
Leitura
da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 8O que diz a
Escritura? “A palavra está perto de ti, em tua boca e em teu coração”. Essa
palavra é a palavra da fé, que nós pregamos.
9Se, pois, com tua
boca confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o
ressuscitou dos mortos, serás salvo. 10É crendo no coração que se
alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se consegue a salvação. 11Pois
a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não ficará confundido”.
12Portanto, não importa
a diferença entre judeu e grego; todos têm o mesmo Senhor, que é generoso para
com todos os que o invocam.
13De fato, todo aquele
que invocar o Nome do Senhor será salvo.
— Palavra do Senhor.
—
Graças a Deus!
EVANGELHO (Lc 4,1-13)
Naquele tempo, 1Jesus,
cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo
Espírito. 2Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não
comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. 3O diabo
disse, então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em
pão”. 4Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o
homem’”
5O diabo levou Jesus
para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo 6e
lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isto
foi entregue a mim e posso dá-lo a quem quiser. 7Portanto, se te
prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”.
8Jesus respondeu: “A
Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”.
9Depois o diabo levou
Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo e lhe disse: “Se
és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! 10Porque a Escritura diz:
‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ 11E
mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”.
12Jesus, porém,
respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”.
13Terminada toda a
tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.
— Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
REFLEXÃO
"Quaresma"
por Pe. Luiz Carlos de Oliveira C.Ss.R.
AS
TENTAÇÕES
O povo de Israel andou 40 anos pelo
deserto para entrar na Terra Prometida. O número 40 simboliza o tempo de espera
da ação de Deus no qual se manifesta a fragilidade humana e a força da
tentação. Priva-nos das falsas seguranças humanas que são consumismo, o poder e
os prazeres. É o momento em que o tentador chega. O número 40 está presente em
diversos lugares na Escritura, sendo o mais significativo, o jejum de Jesus.
Por que Jesus faz este tempo de deserto? Ele resume em si todo o anseio de
libertação vivido pelo povo no Egito e também sua caminhada pelo deserto. O
povo foi tentado pela fome, pela idolatria do bezerro de ouro e pela provocação
a Deus. Jesus é tentado pelo pão, pelo prazer da riqueza e pelo desejo de
resolver tudo nos milagres. “As tentações de Jesus se reduzem a três pontos
básicos: a fácil popularidade reduzindo a salvação a simples questão econômica
dando pão; o espetáculo da fé por interesses e o poder a todo custo através do
milagre” (Virgílio Pasqueto). Estas tentações resumem todas as outras. Podemos
traduzir nos termos: o consumismo, o prazer e o desejo do espetáculo. Estas
tentações estão penetradas na sociedade atual. Por que se quer acabar com Jesus
e sufocar a Igreja na sociedade de primeiro mundo? Porque Jesus ensina que
esses males se curam com o pão da Palavra, com a humildade da oração e com a
adoração a Deus. Por isso a primeira leitura traz o texto da profissão de fé do
hebreu ao levar os primeiros ao templo para reconhecer Deus como fonte de tudo:
“Por isso, agora trago os primeiros frutos da terra que Tu me deste, Senhor”
(Dt 26,10). A tentação é o empenho do mal de desviar Jesus do caminho de sua
fidelidade a Deus que passa pela vida escondida, fraqueza e a humilhação da
cruz. As tentações mostram que o homem tende a construir a própria grandeza
esquecendo-se de Deus e de seus semelhantes. Enquanto atravessamos o deserto da
vida somos convidados a nos deixar guiar pelo Espírito Santo, pois Jesus era
guiado por Ele. Colocando-nos a serviço do Senhor, alimentando-nos de sua palavra
e abandonando todo desejo de domínio e poder sobre os outros. O jejum quaresmal
não é passar a fome, mas tirar o consumismo, a vaidade e o poder que nos
invadem.
PÁSCOA
DA LIBERDADE
Rezamos no salmo 90 o sentimento de
Jesus em sua tentação: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual
confio inteiramente” (Sl 90,2). Por isso Deus o exaltou (Fl 2,9). A Quaresma
não tem outro sentido a não ser conduzir-nos a celebrar a Páscoa que é a
libertação e a vitória total sobre o mal e a morte. Rezamos o Pai Nosso que
Deus não nos deixe cair em tentação, mas nos livre do Mal. A vitória de Jesus é
nossa vitória. S. Agostinho diz que sofremos as tentações com Cristo e com Ele
vencemos. Jesus já nos redimiu uma vez por todas (Hb 7,27). Vivendo a Quaresma
podemos celebrar a Páscoa.
VIVER
DE SUA PALAVRA
A Páscoa é para todo o universo, pois
“todo aquele que invocar o nome de Jesus será salvo” (Rm 10,11). Podemos viver
a Palavra. Este tempo santo é rico da Palavra de Deus. Rezamos “Dai-nos desejar
o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca”
(Pós-comunhão). A Quaresma é tempo da caridade. A conversão nos conduz também
ao irmão necessitado. Sem isso, jamais podemos entender o gesto de Jesus de dar
a Vida para que tivéssemos vida. Vamos ter vida se a dermos ao irmão.
ORAÇÃO
Ó Deus, que o Espírito de fortaleza,
permaneça sempre conosco, nas horas da tentação, para que, como Jesus, sejamos
firmes em superá-las.
Editado por Jorge – MFC ALAGOAS
sábado, 16 de fevereiro de 2013
BENTO XVI VOLTA A EXPLICAR O MOTIVO DE SUA RENÚNCIA
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O Papa Bento XVI voltou a explicar os motivos de sua renúncia durante a Catequese da quarta-feira, 13
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Portal Canção Nova
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N
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o
início da audiência geral, na quarta-feira, 13, o Papa Bento XVI reiterou o
motivo pelo qual renunciou ao ministério petrino. Acolhido por um longo aplauso
dos fiéis presentes para a catequese, o Santo Padre voltou a explicar que
examinou sua consciência diante de Deus e está consciente de que não está mais
em condições de prosseguir como Bispo de Roma, ministério a ele confiado em 19
de abril de 2005. Veja abaixo o que disse o Papa:
Caros irmãos e irmãs,
Como sabeis, decidi renunciar ao ministério que o Senhor
me confiou a 19 de abril de 2005. Fi-lo em plena liberdade, para o bem da
Igreja, depois de ter rezado longamente e de ter examinado diante de Deus a
minha consciência, bem consciente da gravidade desse ato, mas também consciente
de já não estar em condições de prosseguir o ministério petrino com aquela
força que ele exige. Sustenta-me e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de
Cristo, O qual nunca fará faltar a sua guia e o seu cuidado. Agradeço a todos
pelo amor e pela oração com que me tendes acompanhado. (aplausos). Obrigado,
senti quase fisicamente nestes dias nada fáceis para mim, a força da oração que
o amor da Igreja, a vossa oração, me traz. Continuai a rezar por mim, pela
Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor o guiará.
Ainda
na quarta-feira, à tarde, Bento XVI presidiu a Celebração das Cinzas, na
Basílica Vaticana.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
ECE-ALAGOAS - ATO CONVOCATÓRIO Nº 01/2013
ATO CONVOCATÓRIO Nº
01/2013
O Coordenador Estadual do Movimento Familiar
Cristão do Estado de Alagoas, no uso de suas atribuições estatutárias e
regimentais, e considerando os normativos contidos no Edital de Convocação nº
001/2013, de 06 de fevereiro de 2013,
R E S O L V E:
CONVOCAR os Coordenadores e Vice-Coordenadores
Municipais do Movimento Familiar Cristão, cuja Coordenação esteja em regular
funcionamento, para participarem do processo eletivo que elegerá os
Coordenadores e Vice-Coordenadores, para o triênio 2013/2016, a ser realizado
no dia 16 de março do corrente ano, no horário de 09h00min às 12h00min, na sede
do MFC ALAGOAS, em Maceió;
CRIAR a Comissão Eleitoral, que será formada pelos
membros: Fiel/Claudete, Gilson/Nana e Palmeira/Milena, a qual será presidida
pelo primeiro e secretariada pelo terceiro; e
INDICAR os membros Jorge/Penha e
Flávio/Lucila para atuarem como Suplentes, os quais substituirão os membros
efetivos em suas faltas e impedimentos.
Publique-se e
Cumpra-se.
Maceió, 14 de Fevereiro
de 2013
James e Fátima Medeiros
Casal Coordenador
Estadual
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
CORREIO MFC BRASIL Nº 308
Os pobres, hoje, incomodam muitos,
comovem outros. Muitos se tornam indiferentes diante da dor e dos clamores dos
pobres. Uns pensam que basta fazer filantropia. Outros se comprometem com a
causa dos pobres e por eles doam a vida.
Como o evangelho de Lucas e o livro de Atos dos Apóstolos encaram os
pobres?
OS POBRES NA OBRA DE LUCAS.
E EM NÓS?
FR. GILVANDER LUÍS MOREIRA
No evangelho de Lucas (Lc) os pobres
não são espiritualizados, como o evangelho de Mateus pode sugerir à primeira
vista, mas têm conotações concretas. São carentes economicamente,
marginalizados e excluídos socialmente. Não têm relevância na sociedade. Os
Atos dos Apóstolos (At), 2º volume da obra lucana, aprofundam mais essa
radicalidade. O apóstolo Pedro, por exemplo, declara-se em absoluta pobreza,
não tendo nem prata e nem ouro, mas somente a Palavra que revigora e reanima os
cansados (At 3,6).
O
|
contraste entre ricos e pobres transcende as
dimensões socioeconômicas. A categoria pobre compreende presos, cegos,
oprimidos (Lc 4,18), famintos, desolados, aborrecidos, difamados, perseguidos,
marginalizados (Lc 6,20-22), coxos, leprosos, surdos e até mortos (Lc 7,22).
Para a ideologia hegemônica, que é sempre a da classe dominante, pobres são a
escória, os dejetos e a imundície da sociedade. São usados e não amados. A
riqueza é, quase sempre, uma armadilha mortal para a pessoa humana, pois,
muitas vezes, envolve a pessoa em um processo de desumanização, ao prometer
estabilidade, reforçar a autossuficiência e causar muitas injustiças.
No
evangelho de Lucas, as bem-aventuranças têm uma orientação social (Lc 6,20-23).
Dirigem-se aos discípulos como os verdadeiramente pobres, famintos, aflitos,
injustiçados e excluídos do mundo onde há organização para uma minoria e caos
para a maioria. Lucas não tende a espiritualizar a condição dos seus
discípulos, como à primeira vista faz Mateus nas bem-aventuranças (Mt 5,1-12).
As prescrições que Mateus acrescenta — pobres em espírito, fome e sede de
justiça — respeitam a condição de diversos membros da comunidade mista a quem a
narração evangélica é dirigida. Em Lucas a pobreza, a fome, a aflição, o ódio e
o exílio caracterizam a situação concreta e existencial dos discípulos e das
discípulas de Jesus Cristo, que é quem Jesus declara feliz.
No
evangelho segundo Lucas aparece nitidamente uma opção pelos pobres, contra a
pobreza. Os ricos não são excluídos a priori, mas são convidados a abandonar a
idolatria do capital e do poder e a tornarem-se pobres. O servo sofredor padre
Alfredinho dizia: “O mundo vai virar um paraíso no dia em que os ricos
desejarem passar fome”. Lucas é duro contra os ricos e a riqueza (Lc 6,24).
“Cuidem
dos enfraquecidos!” (At 20,35). Eis um apelo forte do apóstolo Paulo no seu
testamento espiritual, escrito por Lucas, que conservava na mente e no coração
a imagem de Paulo como alguém que dava atenção especial aos empobrecidos. É provável
que nas comunidades de Lucas, no fim do século I, um desejo grande de
fidelidade ao passado estivesse gerando esquecimento dos empobrecidos e
excluído. Estes nem sempre podem respeitar as regras da comunidade. Para Paulo,
o sinal por excelência da autenticidade do ministério era o amor desinteressado
e gratuito aos pobres. Essa opção
aparece de modo muito eloquente quando Paulo diz às comunidades de Antioquia
que a única coisa que a Assembleia de Jerusalém fez questão de alertar foi:
“Nós só deveríamos
nos lembrar dos pobres...” (Gálatas 2,10). No discurso aos presbíteros, em At
20,17-35, Lucas alerta para o cuidado com os pobres, porque provavelmente os
presbíteros estavam preocupando-se menos com aqueles e agindo mais como “os
falsos pastores que apascentam a si mesmos e devoram as ovelhas” (Ezequiel
34,8-10). Estariam eles gastando mais energias com os ritos do que com a
promoção humana dos excluídos e com a luta por justiça?
A
teologia lucana propõe uma mística evangélica que seja uma Boa Notícia para os
pobres, isto é, para cegos, surdos, mudos, presos, alienados, doentes e
pecadores; enfim, para marginalizados e excluídos. Lucas é muito realista,
porque percebe que a Boa Notícia para os pobres é, normalmente, péssima notícia
para os opressores e violentadores dos pobres. Lucas defende não toda e
qualquer notícia, mas apenas aquela que traz qualidade de vida para todos e
para tudo, a partir dos oprimidos.
Jesus
de Nazaré, segundo Lucas, encontra-se com os pobres e com eles se compromete.
Sua vida, que conhecemos também por suas posturas e ensinamentos,
caracteriza-se por encontros com pessoas do seu círculo de amizade e com
pessoas do mundo dos excluídos. Jesus foi sempre um inconformado com as
injustiças e com os sistemas injustos, um sonhador que cultivava a utopia
bonita do Reino de Deus no nosso meio.
Jesus
tinha os pés no chão, mas o coração nos céus. Era um profeta, alguém sensível,
capaz de captar os sussurros e os apelos de Deus por meio das entranhas dos
fatos históricos. O Galileu foi uma testemunha, um mártir, que não apenas disse
verdades, mas doou a vida pelas verdades que defendia.
Jesus
e seu movimento, em uma postura altamente irreverente, deixam-se envolver,
apaixonar-se, compadecer-se pelo povo sofrido e revelam um grande esforço de
transformação. Desmistificam o que é mistificado pelo senso comum.
Des-idolatram deuses e ídolos que concorrem em uma imensa gritaria tentando
seduzir as pessoas para projetos escravizadores. Des-sacralizam o poder,
desmascarando o poder religioso, o político e o econômico que, endeusados,
promovem grandes atrocidades. Des-dualizam a forma de encarar a realidade — com
Jesus, “o véu do templo se rasga” (Lc 23,45) e “ninguém deve chamar de impuro
aquilo que Deus criou” (At 10,15). Não há mais separação entre puro e impuro,
entre santo e pecador, entre transcendência e imanência, entre dentro e fora,
entre sagrado e profano, entre céu e terra, entre humano e animal etc. Tudo e
todos são banhados pela dimensão divina e transcendente da vida. Em cada um(a)
de nós estão o feminino e o masculino, o bem e o mal, o sagrado e o profano.
Enfim,
oxalá esta rápida retrospectiva sobre a relação de Jesus e seus discípulos/as
com os pobres nos inspirem na construção de uma sociedade para além do
capitalismo e para além do capital.
ECONOMIA E
POLÍTICA
R
|
ecordes
no trabalho (IBGE): desemprego médio no ano de 5,5% em 2012 é o menor em 10
anos. No final do ano ainda baixou para 4,7%. O total de ocupados atingiu a
marca inédita de quase 23 milhões de pessoas com emprego formal. Renda subiu
4,1%, maior alta na década. O rendimento médio dos brasileiros foi estimado em
cerca de 1.800,00 reais, crescendo 4,1% em relação a 2011. O salário mínimo
aumentou 14%, a maior alta em 10 anos. (O
GLOBO - 12/02/13).
O
|
Senado Federal e a Câmara dos Deputados
elegeram Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves para presidir as duas casas
do Congresso Nacional, num acordo de bastidores entre líderes do governo e da
oposição, com voto secreto envergonhado. Dispensado o rigor da “ficha limpa”.
Será somente exigida dos candidatos em 2014. Líder do mesmo partido será o
deputado Eduardo Cunha, com currículo conhecido.
FRASES PARA
REFLETIR
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta
nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Luís Fernando Veríssimo
Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada,
sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível,
inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro.
Miguel Esteves Cardoso
As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o
presente e encaram o futuro sem medo.
Epicuro
Você que inventou a tristeza, ora, tenha a fineza de “desinventar”.
Chico Buarque
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
CARNAVAL NO BRASIL
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N
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o
Brasil a origem do carnaval também é objeto de muita discussão. Alguns
historiadores se baseiam na festa de comemoração realizada pelo povo carioca
para receber a Família Real no Rio de Janeiro como o marco zero do carnaval.
Outros
estudiosos já citam o aparecimento dos primeiros cordões de foliões nas ruas do
Rio de Janeiro, no início dos anos 20, como o surgimento do que mais se
aproxima do carnaval de hoje.
Mas
a popularização do carnaval no Brasil acontece mesmo é com o surgimento das
marchinhas, com destaque para a primeira composição realizada especialmente
para o carnaval, Abre Alas de Chiquinha Gonzaga, feita sob encomenda para o
cordão Rosas de Ouro, em 1899.
Em
1917 surge no Rio de Janeiro, o samba, um novo gênero musical, nascido nas
festas das tias baianas, com um ritmo que mistura o lundu, o frevo e a polca e
que se tornou a identidade de expressão do povo brasileiro.
Foi
ao som do samba que o carnaval se consagrou com a festa mais brasileira das
festas, marcando a identidade do País. E hoje, com certeza, a festa mais
consagrada no Mundo, sendo considerado o maior espetáculo da terra.
OS PRIMEIROS BAILES DE CARNAVAL NO
BRASIL
O
primeiro baile de máscaras de que se tem notícia no Brasil foi realizado no
Hotel Itália, no antigo Largo do Rócio, no Rio de Janeiro, em 1840, por
iniciativa dos próprios proprietários italianos, empolgados pelo sucesso dos
grandes bailes de máscaras da Europa.
A
repercussão foi tamanha que muitos outros se seguiram a este, marcando, também
através do carnaval, as diferenças sociais que atingiam a sociedade brasileira:
de um lado, a festa de rua, ao ar livre e popular; do outro, o carnaval de
salão que agradava, sobretudo à classe média emergente no País.
Dos
salões, os bailes transferiram-se aos teatros, animados principalmente pelo
ritmo da polca - primeiro gênero a ser adotado como música carnavalesca no
Brasil - e depois, envolvidos pelo som da quadrilha, da valsa, do tango, do
"cake walk", do "charleston" e do maxixe. Até então, esses
ritmos eram executados apenas em versão instrumental.
Somente
por volta de 1880 os bailes passaram a incluir a versão cantada, entoada pelos
coros. Em 1907, foi realizado o primeiro baile infantil, dando início às
famosas matinês.
As
novidades não pararam por aí e as modalidades se multiplicavam, como as festas
em casas de família, bailes ao ar livre, em praças públicas, bailes infantis, e
até mesmo bailes em circo.
EM 1909, SURGE O PRIMEIRO CONCURSO,
PREMIANDO:
A
mais bela mulher, a fantasia mais bonita e a melhor dança. Os prêmios eram
jóias valiosas e somente os homens tinham direito a voto. Enfim, o carnaval
crescia a cada ano, passando a fazer parte da realidade cultural do país,
enquanto na Europa já se notava a sua decadência.
Por
essa mesma época, a classe média preparava-se para invadir as ruas com outra
novidade européia: os desfiles de carros alegóricos. O pioneiro da idéia foi o
romancista José de Alencar, um dos fundadores de uma Sociedade denominada
Sumidades Carnavalescas.
O CARNAVAL NO RIO DE JANEIRO
No
decorrer dos anos, diferentes manifestações populares caracterizaram o carnaval
no Rio de Janeiro, cada qual com um objetivo que ia além da mera diversão.
As
grandes sociedades, com seu “teor crítico-educativo”, e os blocos e ranchos,
com seu caráter de resistência, apesar das diferentes formas de manifestações
que utilizavam no carnaval de rua para se expressar, souberam conviver entre si
durante anos, utilizando um espaço público em comum, que é a rua, para desfilar
sua folia.
Foi
firmada então a identidade de propósitos na sociedade carioca.
AS ESCOLAS DE SAMBA
Nas
primeiras décadas do século XX, o quadro de manifestações do carnaval de Rua do
Rio de Janeiro estava formado.
As
grandes sociedades desfilavam seus enredos de crítica social e política
apresentadas ao som de óperas, ornamentadas por luxuosas fantasias em cima de
enfeitados carros alegóricos.
Os
ranchos passaram ao som de sua marcha característica e os blocos carnavalescos
servindo como diversão às camadas mais pobres da sociedade, que habitavam os
morros e subúrbios cariocas formaram os ingredientes necessários para a
formação das escolas.
O
surgimento das escolas de samba veio desorganizar essas distinções.
Através
de uma rápida ascensão na vida cultural da cidade, que culminou, em parte, com
a decadência e o gradual desaparecimento do carnaval de rua carioca, as escolas
de samba tornaram-se o destaque maior dos dias de reinado de Momo, interligando
diferentes camadas sociais em seus dias de desfile.
As
escolas sambas, nascidas nos morros e subúrbios cariocas, ocupam hoje com o seu
desfile o lugar de “maior espetáculo” (do carnaval do Rio de Janeiro e do
Brasil).
As
escolas de samba surgiram por volta de 1920, período histórico no qual cada
camada social tinha uma forma particular de brincar o carnaval.
O
núcleo social de formação das escolas de samba foram os blocos: eles tinham a
função de representar de forma positiva, em diferentes áreas da cidade, o grupo
social que os compunham. Uma maior ampliação do espaço social desses moradores
dos morros e subúrbios cariocas era pretendida, então, por detrás da formação
das escolas.
A
primeira disputa entre escolas de samba aconteceu em 7 de fevereiro de 1932, na
Praça Onze, no Rio de Janeiro e foi organizada pelo jornalista Mário Filho.
Preocupado
com a falta de assunto para o seu jornal, O Mundo Sportivo, entre os meses de
dezembro e março, criou o primeiro concurso de escolas de samba.
A
promoção teve grande repercussão na imprensa e no carnaval seguinte, em 1933, o
jornal O Globo assumiu o desfile. Dois anos depois a Prefeitura do Rio passou a
subvencionar o evento, oficializando-o como parte do carnaval carioca.
Em
1942, surge a Avenida Presidente Vargas, com a demolição da Praça Onze. Surge
assim o novo local de desfiles, que perduraria por muitos anos.
As
escolas começam a ganhar espaço dos ranchos e das grandes sociedades na disputa
pela hegemonia do carnaval.
Em
1946, surge o samba-enredo, com o governo municipal proibindo que as escolas
cantem versos improvisados, levando para o local da apresentação uma música
pronta.
O
desfile das escolas de samba não parava de crescer e na metade da década de 50
a classe média passa a frequentar os ensaios das escolas.
Em
1957, o desfile foi realizado na Avenida Rio Branco. A alta sociedade se rende
à popularização crescente e passa a assistir o desfile.
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