sexta-feira, 9 de agosto de 2013

MFC PARTICIPA DA FESTA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES

O
 MFC - Movimento Familiar Cristão de Maceió participa da FESTA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES, Padroeira da Cidade e da Arquidiocese de Maceió, que tem inicio no sábado – 17 de agosto de 2013, na Catedral de Maceió.

A solenidade de abertura da FESTA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES acontecerá às 6 horas do sábado (17), com o hasteamento da bandeira da Padroeira Nossa Senhora dos Prazeres, seguida da Celebração Eucarística e adoração ao Santíssimo Sacramento. Ao meio dia haverá a benção do Santíssimo Sacramento e às 18 horas o Terço Meditado.

Ainda no sábado (17), às 18 horas terá inicio a Caminhada da Família Militar, saindo do Quartel da Polícia Militar com destino à Catedral e às 19 horas acontecerá a Celebração Eucarística celebrada pelo Padre Fernando Antonio Bezerra da Silva – Capelão em exercício do 59º BMTz e concelebrada pelos padres Epitácio Palmeira – Capelão da Polícia Militar e Padre Judá Barbosa – Capelão do Corpo de Bombeiros. A animação será do Coral São Jorge (Polícia Militar) e as lideranças da noite serão dos Militares da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Forças Públicas Federais (Exercito, Marinha e Aeronáutica) e Polícia Civil.

A programação da FESTA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES tem sequencia no domingo (18) com o tema: “É preciso redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidencia sempre maior, a alegria e renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (Bento XVI), com Celebrações Eucarísticas às 6, 15 e 19 horas.

A Celebração Eucarística das 19 horas terá como celebrante e pregador o Padre Rodrigo Rios Batista - Administrador Paroquial de Porto de Pedras e as lideranças serão do Movimento Familiar Cristão, Cursilho de Cristandade e Equipes de Nossa Senhora.

Nesta Celebração das 19 horas, é importante a presença da família mefecista, se possível, vestida com a camisa do MFC.

A programação festiva em louvor a Nossa Senhora dos Prazeres tem sequencia nos dias seguintes, com Celebrações Eucarísticas, Adorações ao Santíssimo Sacramento, Terços Meditado, finalizando na terça-feira - dia 27 de agosto, com a Procissão triunfal com a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, saindo da Catedral e percorrendo as principais ruas do Centro de Maceió, encerrando-se na Praça dos Martírios com a Celebração Eucarística presidida por Dom Antônio Muniz Fernandes – Arcebispo Metropolitano de Maceió.

De 18 a 26, após a Missa das 6 horas, será servido um café matinal para os pobres de rua e à comunidade e após a Missa das 19 horas, haverá um momento de confraternização com musica e barracas com comidas típicas, ao lado da Catedral.


O Movimento Familiar Cristão será responsável pelo café matinal para os pobres de rua no dia 22 de agosto. Os membros do MFC estão convidados a participar da Missa das 6 horas e ajudar a organizar e servir o café matinal. Se possível, vestido com a camisa do MFC.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

EQUIPE DO MFC PARTICIPOU DA MISSA DA MISERICÓRDIA NO PAPÓDROMO

Membros da Equipe do MFC que trabalharam na Missa da Misericórdia
U
ma Equipe do Movimento Familiar Cristão coordenada pelo casal Rivoldo e Luciana (Grupo Iluminar) e membros de diversos Grupos de Base do MFC Maceió, participaram na tarde do último domingo (04), às 15 horas, no Papódromo, localizado às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, da MISSA DA MISERICÓRDIA.

A missa foi presidida pelo Arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, e foi conduzida pelo padre Augusto Jorge, titular da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, situada no bairro. “Este é um espaço de direito da Igreja e a missa aqui é uma oportunidade de sensibilizar a comunidade, os governantes e até mesmo nós”, afirmou Dom Antônio Muniz.

Momento de muita emoção para os fieis presentes
Para receber os milhares de fies que participaram da Missa da Misericórdia, o espaço passou por uma limpeza na manhã do domingo, quando foram retirados o lixo acumulado e o mato que tomava o local, abandonado há mais de duas décadas após a visita do Papa João Paulo II em 1991.

Antes da celebração os jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude foram acolhidos pela comunidade presente. A Arquidiocese propõe criar um santuário no local dedicado a João Paulo II e à Irmã Dulce.


A Missa da Misericórdia será celebrada nos primeiros domingos de cada mês com a presença de fieis católicos dos movimentos, pastorais e demais organismos da Arquidiocese de Maceió e toda comunidade.

Crédito das fotos: Fernando Fon (MFC MACEIÓ)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

MFC MACEIÓ SE INTEGRA A REDE DE COMUNICADORES DA ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ

M
embros de pastorais, movimentos e organismos da Arquidiocese de Maceió se reuniram na manhã do último domingo (4) para participar de um encontro sobre a Pastoral da Comunicação. O encontro que ocorreu no Instituto da Família, ao lado da Catedral de Maceió, teve como objetivo formar uma rede de comunicadores.

A formação iniciou com a explicação dos objetivos e funções da Pascom dentro da Arquidiocese. A Equipe da Pascom explicou sobre a rede de comunicadores e concluiu dizendo que é preciso estreitar as relações entre os veículos de comunicação da Arquidiocese e os movimentos, pastorais e demais organismos da Arquidiocese de Maceió. "Queremos estreitar as relações e juntos com vocês alimentar os veículos de comunicação disponíveis na arquidiocese, como o rádio, portal, Facebook e o Jornal O Semeador", disse Wagner Oliveira, jornalista a serviço da Pascom.

Os participantes ouviram uma explanação de como cada um desses meios funcionam e como deve ser o envio de notícias. Os presentes também receberam um manual de redação e realizaram um pequeno exercício de como elaborar um texto.

Cerca de 25 pessoas participaram do momento e foram convidados ao final a participar da 8° MUTIRÃO DE COMUNICAÇÃO, evento nacional, que será realizado em outubro deste ano em Natal – RN, proporcionando aos agentes de comunicação em geral, um importante aprendizado e a consequente troca de experiências com comunicadores de todo o Brasil.


O Movimento Familiar Cristão de Maceió esteve representado pelo mefecista Jorge Maciel, vice-coordenador de Cidade e atual responsável pelo setor de comunicação do MFC em Maceió. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

MFC MACEIÓ APOSTA NUMA GESTÃO PARTICIPATIVA

A
 atual Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió – Alagoas aposta numa gestão participativa, com o Conselho de Cidade, formado pelos Coordenadores de Grupos de Base - legítimos representantes das bases do MFC, participando da elaboração do plano de ações estabelecido para o triênio.

Desde que eleita, a Coordenação de Cidade vem visitando os Grupos de Base, participando de reuniões, ouvindo sugestões das Bases, interagindo com todos os membros para desenvolver um trabalho que proporcione melhorias para o MFC e seus membros.

CONSELHO DE CIDADE – JULHO/2013
No último dia 24 de julho, com a presença de representantes dos diversos Grupos de Base do MFC Maceió, aconteceu a 1ª Reunião do Conselho de Cidade da Gestão 2013/2016, na Sede do MFC, oportunidade que foram apresentadas as seguintes sugestões:

1) Aprofundamento litúrgico. Projetos para crescimento espiritual. Estudos Bíblicos;
2) Reuniões de integração intergrupos;
3) Preparação de casais para acompanhamento no pós-encontro;
4) Ações sociais;
5) Definir um domingo do mês para participação na MISSA DO MFC;
6) Retiro Quaresmal;
7) Encontro entre o mefecistas como forma de RENOVAÇÃO ESPIRITUAL;
8) Visita da Equipe Cidade aos Grupos de Base;
9) Motivar Equipe de Jovens;
10) Convite a casais para participação das reuniões em Equipes de Base.

REUNIÕES ECCi
Para que isso possa acontecer, a ECCi – Equipe de Coordenação de Cidade se reunirá na Sede do MFC nos dias 14 e 28 de agosto, 11 e 25 de setembro, 9 de outubro, 13 de novembro e 11 de dezembro. Reuniões extras devem acontecer, dependendo da necessidade da Coordenação e dos membros que compõe a ECCi.

CONSELHO DE CIDADE – AGOSTO/2013
A reunião do Conselho de Cidade sempre acontecerá na terceira quarta-feira de cada mês, e neste mês de agosto já está definida para o dia 21, a partir das 19h30min, na Sede do MFC na Rua Araújo Bivar, 580 – Pajuçara. Oportunidade que os Coordenadores, Tesoureiros e Auxiliares de Grupos de Base tratarão de importantes assuntos relacionados ao MFC Maceió.

A Coordenação de Cidade eleita para o triênio 2013/2016 é composta por Péricles e Ula (Grupo Vida) e Jorge e Penha (Grupo Caná da Galileia).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

É PRECISO PERDER O MEDO DE ERRAR

“O humilde não tem medo de errar”

Dom Rafael Llano Cifuentes
Arcebispo Emérito de Nova Friburgo (RJ)

Q
uem se reconhece e se aceita, quem é humilde, não tem medo de errar. Por quê? Porque se, depois de ponderar, prudentemente, a sua decisão, ainda cometer um erro, isso não o surpreenderá, pois sabe que é próprio da sua condição limitada. São Francisco de Sales dizia de uma forma muito expressiva: “Por que se surpreender que a miséria seja miserável?”.

Lembro-me ainda daquele dia em que subia a encosta da Perdizes, lá em São Paulo, para dar a minha primeira aula na Faculdade Paulista de Direito, da PUC (Pontifícia Universidade Católica). Ia virando e revirando as matérias, repetindo conceitos e ideias. Estava nervoso; não sabia que impressão causariam as minhas palavras naqueles alunos de rosto desconhecido. E se me fizessem alguma pergunta a qual eu não saberia responder? E se, no meio da exposição, eu esquecesse a sequência de ideias?

Entrei na sala de aula tenso, com um sorriso artificial. Comecei a falar. Estava excessivamente pendente do que dizia, nem olhava para a cara dos alunos. Falei quarenta e cinco minutos seguidos sem interrupção, sem consultar uma nota sequer.

Percebi, porém, um certo distanciamento da “turma”, um certo respeito. Um rapaz, muito comunicativo e inteligente, talvez para superar a distância criada entre o grupo e o professor, aproximou-se e me cumprimentou: “Parabéns, professor. Que memória! Não consultou, em nenhum momento, os seus apontamentos. Foi muito interessante!"
Assista também: "O Senhor está do meu lado", com padre José Augusto

Respirei, mas, desconfiado, quis saber: "Você entendeu o que eu disse?" Admirou-se com a minha pergunta; não a esperava. Sorrindo, encabulado, confessou-me: "Entendi muito pouco, e, pelo que pude observar, a 'turma' entendeu menos ainda".

A lição estava clara: "Dei a aula para mim e não para eles. Dei a aula para demonstrar que estava capacitado, mas não para ensinar”. Faltara descontração, didática, empatia; não fizera nenhuma pausa, nenhuma pergunta. Fora tudo academicamente perfeito, como um belo cadáver. Fora um fracasso.

Lembro-me também que, quando descia aquela encosta, fiz o propósito de tentar ser mais humilde, de preparar um esquema mais simples, de perder o medo de errar, esse medo que me deixara tão tenso e tão cansado; de pensar mais nos meus alunos e menos na imagem que eles pudessem fazer de mim. E se me fizessem uma pergunta a qual não soubesse responder, o que diria? Pois bem, diria a verdade, que precisava estudar a questão com mais calma e, na próxima aula, lhes responderia. Tão simples assim.

Que tranquilidade a minha ao subir a encosta no dia seguinte! E que agradecimento dos alunos ao verem a minha atitude mais solta, mais desinibida, mais simpática! Uma lição que tive de reaprender muitas vezes ao longo da minha vida de professor e de sacerdote: a simplicidade, a transparência e a espontaneidade são o melhor remédio para a tensão e a timidez e o recurso mais eficaz para que as nossas palavras e os nossos desejos de fazer o bem tenham eco.


Não olhemos as pupilas alheias como se fossem um espelho, no qual se reflete a nossa própria imagem; não estejamos pendentes da resposta que esse espelho possa dar às perguntas que a nossa vaidade formula continuamente: "O que é que você pensa de mim? Gostou da colocação que fiz?" Tudo isso é raquítico, decadente, cheira ao mofo do próprio "eu", imobiliza e retrai, inibe e tranca a espontaneidade. Percamos o medo de errar e erraremos menos.

domingo, 4 de agosto de 2013

FELIZ DIA DO PADRE

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HOJE, 200ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


LITURGIA E HOMILIA DO 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 04/08/2013

      
 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM
“Feliz quem vence a ganância!”
  

PRIMEIRA LEITURA (Ecl 1,2; 2,21-23)

Leitura do Livro do Eclesiastes:
2“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade”. 2,21Por exemplo: um homem que trabalhou com inteligência, competência e sucesso, vê-se obrigado a deixar tudo em herança a outro que em nada colaborou. Também isso é vaidade e grande desgraça.

22De fato, que resta ao homem de todos os trabalhos e preocupações que o desgastam debaixo do sol? 23Toda a sua vida é sofrimento, sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração. Também isso é vaidade.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 89)

— Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós!
— Vós fazeis voltar ao pó todo mortal,/ quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!”/ Pois mil anos para vós são como ontem,/ qual vigília de uma noite que passou.
— Eles passam como o sono da manhã,/ são iguais à erva verde pelos campos:/ de manhã ela floresce vicejante,/ mas à tarde é cortada e logo seca.
— Ensinai-nos a contar os nossos dias,/ e dai ao nosso coração sabedoria!/ Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis?/ Tende piedade e compaixão de vossos servos!
— Saciai-nos de manhã com vosso amor,/ e exultaremos de alegria todo o dia!/ Que a bondade do Senhor e nosso Deus/ repouse sobre nós e nos conduza!/ Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

SEGUNDA LEITURA (Cl 3,1-5.9-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses:
Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; 2aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.

4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

5Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria.

9Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir 10e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador, em ordem ao conhecimento.

11Aí não se faz distinção entre judeu e grego, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 12,13-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”.

14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?”

15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.

16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’.

18Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’

20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda esta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’

21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Padre Luiz Carlos de Oliveira
Missionário Redentorista

VAIDADE DAS VAIDADES
O salmo nos leva a rezar: “Ensinais-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria” (Sl 89,12). Jesus conta a parábola sobre o homem que teve uma grande colheita e se sentiu garantido para gozar tantos anos, mas não se lembrou que a vida não depende dele e lhe será tomada. Isso é a loucura. A liturgia da Palavra leva-nos à refletir sobre a vaidade do acúmulo dos bens, pois mesmo que alguém tenha muitos bens, a vida de um homem não consiste na abundância destes bens”(Lc 12,15). Para completar este pensamento, lemos no Eclesiastes sobre esta vaidade de acumular e deixar para outro que em nada colaborou (Ecl 2,21). Havia uma mentalidade, que ainda existe em certos grupos cristãos, que a riqueza é sinal da bênção de Deus. Jesus se contrapõe a isso com esta parábola. Jesus não diz contra os bens, mas contra a ganância que pode endurecer o coração e deixar a riqueza de Deus. Por isso indica o caminho para relativizar as riquezas com seu devido uso não para si, mas para ser rico diante de Deus (21). O consumismo é uma idolatria (Cl 3,5). Jesus chama este tipo pessoas de sem inteligência (Lc 12,20). O grande pecado da humanidade, que é uma das tentações que vemos no início do ministério de Jesus, é viver para as riquezas. Isso invadiu todo o mundo. Aumenta os bens materiais, as possibilidades de vida e aumenta o número dos necessitados. Os pobres sofrem mais não só por não ter, mas pela doença da ganância que os toma também. Pior é a situação dos que tiveram algo mais e foram vítimas da ganância dos outros. É o fracasso humano que os afunda mais ainda. Complicado neste quadro é a busca da religião, de Deus, da oração só para ter bem materiais. É a chamada teologia da retribuição: Dizem que os bens materiais são bênçãos de Deus. E o que não tem bens, é maldito? Jesus não diz isso.

AGIR COMO HOMEM NOVO
A leitura da carta de Paulo aos Colossenses responde ao problema das riquezas vividas na ganância: “Se vós ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo… Aspirai às coisas celestes e não às terrestres” (Cl 3,1-2). A Ressurreição transforma também os valores humanos. Os bens são bons quando transformados em bens eternos. Bens são para serem partilhados. Quem os tem não precisa ficar sem, mas que os outros também não fiquem sem. D. Helder diz que não se deve reverter o quadro dos pobres que ficam ricos e dos ricos que fiquem pobres. “Nem ricos nem pobres, mas todos irmãos”. Ressuscitados no batismo, somos chamados a viver uma vida nova. Paulo convida a fazer morrer ao que é da terra, isto é, viver um modo de vida novo segundo o evangelho de Jesus.

DESPOJAR-SE
Jesus indica esse novo modo de vida ao cristão: “A vida do homem não consiste na abundância dos bens” (Lc 12,1). Resume assim todo modo de viver o Evangelho. Em diversos lugares falou dos bens materiais. Ele próprio deu o exemplo sendo despojado: “O Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Mt 8,20). Paulo insiste na pobreza de Cristo: “Embora fosse rico, se fez pobre por causa de vós, para enriquecer-vos com sua pobreza” (2Cor 8,9). O que deve ser abandonado são os vícios que nos levam à pobreza moral, para chegarmos à riqueza dos bens materiais vividos no espírito do Evangelho. Diz Paulo: “Vós vos despojastes do homem velho e de sua maneira de agir e vos revestistes do homem novo que se renova segundo o Criador” (Cl 2,3,9-10).

ORAÇÃO
                             
Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Amém!

Editado por JorgeMacielNews

sábado, 3 de agosto de 2013

O MFC EM ALAGOAS


O
 MFC - Movimento Familiar Cristão surgiu em Alagoas, na cidade de Maceió, no ano de 1965, com o endosso da Arquidiocese de Maceió, onde foi realizado um encontro e nucleados sessenta e cinco (65) casais. Não chegou a completar um ano de atuação, pois, naquela época, o Arcebispo de Maceió, Dom Miguel Fenelon Câmara, recebeu um comunicado do Exercito, solicitando a dissolução do MFC, o que foi feito, infelizmente.

O único documento arquivado, daquela época, nos anais do MFC ALAGOAS, é um exemplar do Boletim Informativo do Movimento Familiar Cristão, Nº 3, de 1965, denominado “FAMÍLIA”, onde estão publicadas varias matérias e o editorial “MATRIMÔNIO SÍNTESE DA VIDA SACRAMENTO”, assinado por Frei Lucas Moreira Neves, um dos responsáveis pela expansão do MFC por todo o Brasil.

Em 1980, vinte e um (21) casais e o padre Fábio Bertole, todos do MFC da Bahia, chegaram a Maceió com o objetivo de restabelecer o nosso movimento. Com a ajuda de casais participantes do encontro de 1965, foi planejado e realizado o considerado 1º Encontro de Casais, no período de 21 a 23 de março, no qual foram nucleados trinta e três (33) casais.

Desde a sua reativação em 1980, o Movimento Familiar Cristão em Alagoas continuou realizando e participando de eventos importantes, que marcaram a sua história, a exemplo de: ENCONTRO DE JOVENS, ENCONTRO ESTADUAL, ENCONTRO REGIONAL, ENCONTRO NACIONAL (12º ENA), ENCONTRO MUNDIAL (2000), ASSEMBLEIA GERAL DA CONFEDERAÇÃO INTERNACIONAL DOS MFC’S, REUNIÕES DO CONDIR-NE, CONDIN, AGLA e ECE.

O MFC em Maceió realizou até o momento 29 Nucleações, nucleando mais de novecentos (900) casais. No interior alagoano foram nucleados pessoas e casais nas cidades de Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos, Atalaia, Chã Preta, Limoeiro de Anadia, Taquarana, Murici, Santana do Ipanema, Coité do Noia, União dos Palmares, Matriz de Camaragibe, Marechal Deodoro e Arapiraca.

Em novembro de 2009, o sonho da Sede Própria foi concretizado. O casal James e Fátima Medeiros, coordenadores da Equipe de Coordenação Estadual Alagoas, conseguiu junto ao Governo do Estado, a cessão gratuita de um imóvel localizado na Rua Araújo Bivar, nº 580, no Bairro da Pajuçara, em Maceió. O imóvel foi reformado para atender as necessidades do MFC com auditório, salas para Secretaria, Coordenação da Equipe Cidade e Estadual, Leitura e Lazer, Copa e Arquivo, tudo climatizado.

Em 19 de março de 2010, com a presença de mefecistas, autoridades civis e eclesiásticas foi inaugurada a SEDE ESTADUAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO EM ALAGOAS, com o descerramento da placa da inauguração da Sede e da placa alusiva aos “30 ANOS DO MFC EM ALAGOAS”. A benção das instalações foi presidida pelo Padre Manoel Henrique de Melo Santana, assessor eclesiástico do MFC ALAGOAS.

Ainda na gestão de James e Fátima Medeiros, o MFC ALAGOAS foi reconhecido e considerado de Utilidade Pública Estadual e de Utilidade Pública Municipal.

Foram coordenadores do MFC ALAGOAS os casais: Mariano e Teresinha; Dilermano e Lourdes; Lima Verde e Iracy; Nunes e Maridalva; Toinho e Neném; Marco Mota e Inês;  Clênio e Juju; Artur e Vivien; Manoel e Zoélia; Geraldo e Nazaré; Huayna e Eliana; Valverde e Rosa; Gastão e Eluza; Porfírio e Gal; Cláudio e Beth; James e Fátima, e atualmente são coordenadores de estado o casal Gilson e Nana.

O setor de comunicação do MFC ALAGOAS iniciou suas atividades com o informativo impresso - BOAS NOVAS, que era distribuído trimestralmente com os membros do Movimento em Alagoas. Com a chegada da globalização e a necessidade de informar online, foi criado o “BLOG DO MFC ALAGOAS”, atualizado pela assessoria de comunicação estadual com notícias do MFC em Alagoas.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 331

   
DAS REDES, DOS ESTÁDIOS E DAS RUAS
NEI ALBERTO PIES
PROFESSOR E ATIVISTA DE DIREITOS HUMANOS - RS
   
Nei Alberto Pies, professor da rede estadual do RS
e rede municipal de Passo Fundo-RS. Licenciatura em
Filosofia e especialista em metodologia do ensino religioso.
Educador popular e ativista de direitos humanos.
Associado à Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo
há 15 anos. Desde o ano de 2007 publica artigos em
periódicos e jornais locais e regionais, relacionados com os
temas da cidadania, direitos humanos, inclusão, política,
filosofia e educação.
É impossível dissociar o momento festivo da Copa das Confederações que se realizou no Brasil das manifestações cívicas e cidadãs por melhoria de condições de vida dos brasileiros. Embora recorrente a tese de que o futebol pode servir de “amnésia do povo”, devemos nos perguntar diante de fatos relevantes que envolveram o esporte e a cidadania no Brasil.
   
S
eguem as perguntas: a) a Copa das Confederações e a Copa do Mundo são as nossas vilãs no Brasil? (ou serviram como parte do pretexto para os jovens e estudantes verbalizarem seus sentimentos de abandono, desmando e desconsideração por parte da nossa classe política?); b) dá para imaginar (ou ignorar) o Brasil sem a cultura do samba, da boa acolhida e hospitalidade, do jeitinho brasileiro e do futebol? c) qual seria a grave consequência política no Brasil se a nossa seleção tivesse perdido os jogos? d) que lições o Brasil pode tirar da postura do treinador e de seus jogadores em campo pela Copa das Confederações e da postura dos muitos brasileiros que saíram às ruas clamando mudanças?

Os brasileiros reinventaram-se pelas redes sociais. A sedução inicial da internet “anestesiou”, não por muito tempo, os anseios e as necessidades mais imediatas e concretas de nossa geração jovem. Era o tempo do descobrimento, do encantamento. Passado este tempo, as redes sociais chamaram as ruas para a “verbalização” dos descontentamentos generalizados. Que coisa bem boa e bem feita!

Os jovens descobriram que o poder das ruas é mais eficiente do que o poder das redes. Mas não precisavam ter-se revoltado contra o nosso futebol, porque o poder também está no futebol. O futebol brasileiro reflete as nossas diferenças, as nossas potencialidades, os nossos talentos, a nossa criatividade. O futebol é um dos espetáculos brasileiros que representam muito do nosso povo, de sua postura e de sua vontade de vencer e apresentar-se ao mundo. O esporte é o lugar da superação, da disciplina, da projeção pessoal e coletiva, do descortinar das possibilidades.

O Brasil sai desta Copa e das manifestações totalmente revisado. Todos nós estamos fazendo novas e importantes interpretações do nosso modo de ser, pensar e agir brasileiros. Os jovens que, corajosamente ocuparam lugar nas ruas descobrem-se sujeitos políticos, mas descobrem também que não podem desconsiderar as posições políticas e partidárias que já fazem a nossa democracia, pois democracia não se faz sem partidos (mas também não somente com eles).

Nossa classe política percebeu que precisa estar mais atenta aos clamores das minorias, dos jovens, dos trabalhadores e de todos aqueles que historicamente foram os mais esquecidos e mais sacrificados. O nosso povo começa a se acordar para permanecer em vigilância pelas práticas decentes que nos façam superar a endêmica corrupção que corrói a política brasileira. Aprendemos, ainda, que não podemos criminalizar quem luta, de forma pacífica, desde sempre, por mais cidadania, democracia e direitos humanos no Brasil, a partir das ruas.

Os brasileiros, no futebol, nas redes e nas ruas, descobrem-se novos sujeitos, capazes de reinventar a sua história e os destinos de seu país. Os estádios e as ruas sempre foram, essencialmente, espaços de construção de identidade, de cultivo de bons valores humanos e espaço para viver e experimentar os melhores relacionamentos. Se o Brasil redescobre o poder das ruas, redescobre também o poder que tem o esporte e o futebol.

Redes sociais, ruas e futebol podem ser sempre lugares democráticos para a gente avançar a partir das ideias e dos ideais da maioria dos brasileiros. A Seleção Brasileira foi, nessa Copa, o reflexo dos potenciais da nossa nação. Jogou com coerência, espírito colaborativo (de equipe) e respeito aos seus adversários.

Sigamos, pois, jogando pela cidadania, pelos direitos humanos e pela liberdade de sermos o que sonhamos ser.

SIMPLICIDADE: MENOS É MAIS*
SELVINO HECK
*Reprodução parcial de artigo de Selvino Heck, ex deputado estadual RS, membro do Movimento Fé e Política. Publicado por Adital.

Selvino Heck
Agora, jovens de classe média estão começando a dar exemplos de simplicidade. Diz Jelson Oliveira, pesquisador da PUC do Paraná: "Adotar a ideia da simplicidade é estar disposto a abrir mão do excesso de bens de consumo. O aumento da procura por outra forma de viver é um sintoma do cansaço com uma sociedade altamente consumista”. Ou o escritor carioca Alex Castro, que diz: "Tenho menos objetos e mais tempo livre para mim. Não posso imaginar troca mais sensata”.

T
er pouco e viver com pouco não significa menos intensidade de vida. Cercar-se apenas do necessário não significa frustração. Significa preocupar-se com o essencial, aquilo que de fato interessa e é necessário para viver bem. Como os índios vivem ou viviam? Por que rodear-se de bens, boa parte sem qualquer utilidade?

A sociedade do consumo e do ter faz as pessoas olharem só para si mesmas, só para os seus interesses egoístas. Por que ganhar sempre, sempre mais, acumular infinitamente, virar bilionário como um brasileiro que se jactava de ser um dos mais ricos do mundo? (Aliás, no caso, todo o império, que era de fachada, caiu como um castelo de cartas. Mas ele foi capa de revistas, era citado como exemplo, o ‘self made man’ capaz de tudo, sem limites, poderoso, bajulado por políticos, meios de comunicação, socialaites e companhia).

A natureza agradece se os tempos de simplicidade tornarem-se parte da vida das pessoas. Aí vai ser possível e sobrar espaço, horas e minutos para olhar para quem está do lado; saborear suas virtudes; conviver. Aí, haverá disponibilidade afetiva para sentir o gosto da goiaba tirada no pé; salivar o vinho que não custa centenas ou milhares de reais, ou a cachaça caríssima que só alguns abençoados podem beber. Aí, vai ser possível olhar o céu azul com naturalidade; caminhar mais com os pés descalços na terra nua e no barro; sentir a água banhando a pele suavemente; comer a gostosura do pinhão ou do milho cozido na chapa do fogão a lenha; deixar-se envolver pelo vento frio e fresco do final da tarde ou o sol cálido na praia deserta.

capital e o ter nunca garantiram a felicidade. O acúmulo de bens nunca assegurou a paz. Ao contrário, levou a guerras e a mortes, a tiranias e ditaduras, a perseguições e exílios. E as árvores foram sumindo no horizonte, assim como os riachos deixaram de correr, o ar tornou-se impuro, a chuva parecia ácida e o tomate cheio de veneno.

Há um tempo para cada coisa. Há um horizonte e uma utopia de bem viver a serem buscados e construídos. Menos é mais. O simples pode ser muito. Pode ser tudo.

FRASES DO PAPA FRANCISCO
Selma Amorim
ArtinNatura
"Participar da vida política é uma maneira de honrar a democracia. Seria necessário distinguir entre a Política com P maiúsculo e a política com P minúsculo."
“A sociedade política só irá resistir se a satisfação das necessidades humanas for a nossa vocação. Esse é o papel do cidadão. (...) As pessoas são sujeitos históricos, o que significa cidadãos e membros da nação. O Estado e a sociedade devem gerar condições sociais que promovam e atuem como guardiãs de seus direitos, permitindo que sejam construtoras de seu próprio destino".
"Não existe uma única violação da dignidade de um homem ou de uma mulher que possa ser justificada por qualquer outra coisa ou ideia. Nem uma única.”
“Quando uma pessoa ou um povo vende sua dignidade, ou a barganha, todo o resto perde consistência e deixa de ter valor".