quinta-feira, 3 de junho de 2010

CORPUS CHRISTI

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes.

A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”. É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo.

HISTÓRIA
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264.

O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida.

Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo.

Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico.

A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: “Este é o meu corpo... isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim”.

A FESTA NO BRASIL
Em muitas cidades brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas, que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.

Em Maceió haverá procissão às 16 horas, saindo da Catedral até a Praça dos Martírios, Centro.

ARQUIDIOCESE PROMOVE FEIRA DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE

No primeiro sábado de cada mês, a Arquidiocese de Maceió realiza a FEIRA DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE na Igreja de São Gonçalo, no Farol, sempre após a Santa Missa das 5 horas, com Dom Antônio Muniz Fernandes, Arcebispo de Maceió.

Um CAFÉ DA MANHÃ REGIONAL ao preço de R$ 5,00 (cinco reais) por pessoa é oferecido paralelamente a FEIRA DA ESPERANÇA com produtos produzidos na Fazenda da Esperança, Acampamentos da CPT e Artesanatos.

As Pastorais da Pessoa Idosa e da Criança são responsáveis pelo evento que tem a supervisão da Arquidiocese de Maceió.

O MFC – MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE MACEIÓ convida todos os mefecistas a participarem da FEIRA DA ESPERANÇA E DA SOLIDARIEDADE e pede que divulguem ao maior número possível de cristãos alagoanos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PAI, MÃE, SOGRO, SOGRA... E O NOVO CASAL

Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de casal e família.
Mestre em Psicologia.

Em nossos Encontros com Noivos é comum ouvirmos: “Chamem nossos pais para um encontro como este”. Noivos sentem que seus pais não estão preparados para deixá-los formar uma nova família, sem interferir excessivamente.

No fracasso conjugal, parece que os casais não costumam considerar como importantes os problemas com a família ampliada (a família dele + a família dela). Este tema merece análise.

DEBAIXO DO VÉU DA NOIVA E DA CASACA DO NOIVO...
O casamento tende a ser erroneamente entendido como a união de dois indivíduos. O que ele realmente representa é “a união de duas famílias”, sistemas extremamente complexos. Cada nubente carrega ao altar seu “kit familiar”. A afirmação de que existem seis no leito conjugal é até suave em relação à realidade.

Às vezes, a incapacidade de estabelecer um relacionamento de casal indica que os pretendentes ainda estão muito emaranhados com suas próprias famílias e se tornam incapazes de definir um novo sistema e aceitar as implicações desse realinhamento. Os parentes por afinidade podem ser intrusivos demais e o novo casal ter medo de colocar limites.

ESTABELECENDO FRONTEIRAS E LIMITES
Como o novo casal vai estabelecer um território com alguma independência da influência dos pais dele e dela? O ideal para o novo casal seria manter independência em relação à família e ao mesmo tempo manter laços carinhosos com ela.

Um grande número de problemas conjugais deriva de problemas não resolvidos com a família dele e dela. É possível que um homem escolha uma esposa totalmente inaceitável para seus pais e então deixe que ela lute com eles a batalha que ele mesmo não foi capaz de travar, tornando-se assim um inocente espectador. Em vésperas de casar, uma noiva lamentava que sua futura sogra ainda fazia jantares para a ex-namorada do filho, agora seu noivo.

Um recém casado, ou até casado a mais tempo, pode estar sentindo que seus pais não lhe deram "permissão" para ter um bom casamento e então “cumpre a vontade deles” tornando-se um desastre na relação com a mulher (o homem). E pode ser mais fácil para uma nora odiar sua sogra por ser "intrusiva" do que enfrentar o marido por ele não se comprometer inteiramente com o casamento e não querer colocar limites em relação aos de fora e da sua família. Uma noiva se queixava que a sogra a recriminava porque não comia cebola e o noivo nada dizia. Ele respondeu que esperava o momento adequado. Ela contestou: Faz CINCO ANOS que você espera!

No tempo de noivado e primeiros meses de casamento fica muito mais fácil esclarecer as dificuldades e aceitar os membros da família ampliada do que durante outros estágios posteriores do ciclo de vida. Esta é a hora de listar o que incomoda, o que está bom, o que os dois vão conservar de suas famílias e quais padrões não serão adotados de jeito nenhum.

A falta de negociação antes e no começo do casamento será um problema para o futuro desse casamento: o cônjuge deixará de representar quem ele é, e passará mais vezes a representar o pai, a mãe, o irmão e a irmã.

OS PAIS TAMBÉM PRECISAM MUDAR
Os pais precisam modificar a maneira de lidar com os filhos depois do casamento. Uma cisão pode ser criada num casamento recente devido à intromissão dos pais, em geral sem muita percepção do que está causando mal estar.

Muita ajuda benevolente pode ser tão danosa para o jovem casal quanto a censura destrutiva.

Quando os pais continuam a prover apoio financeiro, há uma barganha implícita ou explícita sobre o direito que eles terão de ditar o modo de vida em troca daquele apoio.

O novo casal precisa aprender o poder da sua própria força como casal, e também a força dos pais ou outros familiares. Deve conhecer o poder manipulativo da família de origem.

O casamento requer que o casal negocie novos relacionamentos com irmãos, avós, sobrinhos e amigos. Com freqüência, as mulheres se aproximam mais da sua família de origem e os homens se afastam mais, mudando seu vínculo primário para a nova família nuclear (ciúmes).

O aumento da tensão dos pais em relação ao filho ou filha, ao genro ou nora, provavelmente seja uma manifestação do sentimento de perda do filho ou filha e não precisa ser tomada como algo pessoal.

Quando os pais ou familiares interferem demais na nova família, um sinal vermelho está aceso: indica que o novo casal está fragilizado e ainda não estabeleceu limites claros para sua família e, portanto, torna-se co-responsável pela invasão dos pais. Precisa fortalecer-se e conquistar o respeito.

terça-feira, 1 de junho de 2010

GILSON E NANA COMEMORAM O 12º ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO

A família é a imagem de Deus, pois ela revela todo o seu mistério.

É uma aliança de pessoas que para essa aliança são chamadas amorosamente pelo pai maior, homem e mulher são requisitados para uma vida de comunhão e amor.

Matrimônio e doação, uma trégua exclusiva e irrevogável que fecunda, porém sem perda da individualidade de cada um, amor conjugal é mais que um simples contrato ou promessa é um pacto de duas vidas em uma só, deve ser fértil e confiante, pois muitos podem adivir dessa união com o objetivo de também servir a Deus, e ele confiou essa missão de crescer e multiplicar a vocês.

Ontem (segunda-feira, 31 de maio), fez 12 anos que GILSON e NANA (foto) foram convocados a participarem do poder do criador para transmitir o dom da vida, criaram ao longo dos anos uma comunidade de amor e confiança, um reino de esperança e de paz, pois doado o melhor de si sem egoísmo, sem uma maneira plena e total, que continuam a viver essa união tão bonita e sendo sempre abençoados por Deus.

O MFC MACEIÓ parabeniza o casal GILSON e NANA (Grupo Mãos Dadas) pela data tão especial e marcante na vida do casal.

Muitas Felicidades!

VALEU, VALÉRIA!

No próximo dia 13 de junho, pela ocasião de um ano de falecimento da mefecista cearense, Valéria Leite (foto), ex-coordenadora nacional, regional e estadual do MFC, a família mefecista estará orando pelo primeiro ano de sua chegada a casa do Pai. Missas serão celebradas por todo o Brasil. Em Alagoas, será celebrada na Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran.

Neste dia, familiares e amigos apresentarão a coletânea de depoimentos e mensagens, reunidas em forma de livro, intitulado “VALEU, VALÉRIA!”.

Valéria, por sua competência foi convidada para exercer importante cargo na gestão do prefeito Cambraia (Fortaleza-CE) e sempre afirmava nas reuniões de secretários que “Uma das funções da administração pública é ajudar os que estão na miséria, a sair da miséria. São eles que mais pagam impostos. Por cada bocado de farinha que comem, por cada palito de fósforo com que acendem a lamparina, já pagaram antes, na bodega, imposto ao governo”.

Valéria lutou e conseguiu que a população pobre, que bebia água suja e gastava com remédios o pouco dinheiro que tinha, recebesse do governo, filtro de barro para que consumisse água filtrada.

Valéria convocou membros do Movimento Familiar Cristão, para trabalharem como voluntários. Foram de casebre em casebre oferecendo o filtro e ensinando a usá-lo. Ao visitarem novamente os casebres no mês seguintes, decepção, muitas mães guardavam no filtro seco, pacotes de farinha e banana, para os ratos, não roerem os alimentos

Valéria imediatamente acionou os demais órgãos públicos e no outro dia apareceram funcionários com veneno de rato e o caminhão do lixo começou a passar ali, toda semana. Os filtros começaram a ser usados corretamente.

A partida prematura de Valéria entristece e enche de saudades todos àqueles que a conheciam, especialmente os mefecistas brasileiros que tanto a admiravam por seu exemplo de amor ao MFC, disponibilidade, justiça, discernimento, grandeza de coração, entre inúmeras qualidades que era possuidora. Valeu, Valéria!

segunda-feira, 31 de maio de 2010


NÃO PERDER O RUMO E O PIQUE
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Para não perder o "rumo", nem o “pique” você precisa garantir 3 coisas: ORAÇÃO, MEDITAÇÃO (reflexão sobre o que Deus espera de você) e os SACRAMENTOS. Estes são os meios para você ter uma vida espiritual sólida, que não desanima com “vento, temporal ou enchente”, como diz S. Matheus – cap. 7, v. 24.

Ter espiritualidade é andar na presença de Deus e conferir nossa vontade com a vontade do Pai. Viver assim, na alegria, na simplicidade e confiança, sem medo do pecado, e do inferno interior, é um estágio de vida que queremos alcançar. Este é o RUMO. Mas se sabemos o rumo, temos também que ter o “pique”. As pessoas que cuidam com atenção da casa, família, trabalho e se ocupam na comunidade, são pessoas que têm pique, que fazem este mundo mais humano.

O trabalho para o Reino de Deus é resultado da fé e doação das pessoas. Alguns lideram o trabalho em prol da comunidade, outros são puxados e acompanham os líderes, outros se acomodam e nada fazem. Isto é natural, pois exercemos nossa opção de querer ou não participar. É certo, porém, que quando se conclui um trabalho, seja ele qual for, nos sentimos realizados, satisfeitos interiormente e fortalecidos. É preciso que pratiquemos a ORAÇÃO, a MEDITAÇÃO e os SACRAMENTOS, para que recebamos de Deus o RUMO e o PIQUE. Sem isso a vida perde o sentido.

QUESTÕES:
1. Como você entendeu o texto?
2. Quais os rumos que você traçou para sua vida?
3. O que é para você espiritualidade sólida? Como está sentindo hoje, sua espiritualidade?
4. Estamos no rumo e no pique certo?

Texto Bíblico: Segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses- cap. 3, v. 3 a 7.

domingo, 30 de maio de 2010

SANTÍSSIMA TRINDADE


DEUS SE DÁ A CONHECER
Pe. Nilo Luza, ssp

Nem sempre é fácil captar o pensamento e os desejos de Deus. Podemos descobri-los na mensagem dos profetas, na Bíblia, na vida de Jesus, nos ensinamentos da Igreja, no exemplo de homens e mulheres comprometidos com um mundo melhor...

Jesus disse que ainda temos muito para aprender, e nem sempre conseguimos entender em profundidade suas propostas e exigências – sempre atuais e surpreendentes. O Espírito, porém, vai nos auxiliar na compreensão daquilo que Jesus viveu e ensinou. Passamos a vida inteira aprendendo; assim também podemos avançar na compreensão dos desejos de Deus.

A solenidade da Santíssima Trindade pode nos ajudar a percebê-los nas famílias que vivem o amor, o diálogo e a compreensão; nas comunidades que praticam a ajuda mútua, o respeito e a solidariedade; na sociedade onde encontramos justiça, empenho e união para superar os problemas e os conflitos.

Com a festa de hoje somos conduzidos a refletir sobre a identidade do Deus dos cristãos. Não basta afirmar que acreditamos em Deus – quase todo o mundo acredita num Deus. Mais importante é saber em que Deus acreditamos: num Deus solitário, num Deus castigador, num Deus vingativo... ou num Deus Trindade, num Deus comunhão de vida e solidário?

Esta solenidade litúrgica nos leva a conhecer o Deus de Jesus Cristo e nos comprometer com ele, mesmo sabendo que nunca conseguiremos penetrar plenamente em seu grande mistério. A exemplo do horizonte, ele está sempre diante de nós, mas nunca o alcançamos; sempre nos escapa, mas podemos nos deixar envolver por ele.

HOJE, 38ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

(Clique na imagem para melhor visualização)

sábado, 29 de maio de 2010


DORES DE CABEÇA EM CRIANÇAS

As crianças, bem como os adultos, têm dores de cabeça. Essas muitas vezes são difíceis de se diagnosticar naqueles menores de 5 anos mas, mesmo nessa idade, se a mãe for uma boa observadora, o diagnóstico pode ser feito normalmente.

Como os adultos, as crianças sofrem de todos os tipos de dores de cabeça mas, as mais comuns, são aquelas associadas a uma doença infecciosa, enxaqueca ou dor de cabeça tensional. Há outros tipos menos comuns, que incluem dores de cabeça após o traumatismo craniano, dores de cabeça associadas a tontura, vertigem e, raramente, tumores cerebrais. Esses grupos quase sempre têm outros sinais e sintomas que podem facilitar sua diferenciação das dores de cabeça recorrentes e benignas como a enxaqueca.

ENXAQUECA
Semelhante aos adultos, não há um exame diagnóstico ou marcador da enxaqueca nas crianças, logo o diagnóstico depende exclusivamente da história e exame físico. Uma das definições de enxaqueca na criança é que ela é um transtorno no qual há dores de cabeça recorrentes e paradoxais com intervalos sem sintomas, ocorrendo numa criança sadia e para o qual não se encontra outra causa. Isso é o melhor que se pode fazer em termos de definição.

A enxaqueca é mais comum em mulheres do que em homens mas, em crianças antes da puberdade, a incidência é de aproximadamente 2,5 % tanto em meninos como em meninas. Contudo, chegando aos 11 anos, há um predomínio crescente de meninas que se torna mais acentuado no grupo que vai dos 13 aos 15 anos. A enxaqueca pode começar muito cedo. Num grupo estudado que tinha enxaqueca aos 7 anos, a idade média do início era de 4,8 anos.

CARACTERISTICAS CLÍNICAS
A enxaqueca nas crianças não é muito diferente daquele dos adultos, mas os ataques são muito curtos, durando normalmente de 1 a 4 horas apenas. Os sintomas gastrointestinais, tais como náusea, vômitos e dor abdominal são muito mais proeminentes em pessoas jovens. As crianças que desenvolvem enxaqueca têm uma maior chance de ter sofrido de dor abdominal recorrente e têm uma maior tendência de ter sentido enjôos durante viagens do que crianças que não desenvolvem a enxaqueca.

Elas também têm uma maior chance de dormir pior e podem ser mais medrosas, fisicamente mais fracas e mais propensas à frustração. A dor de cabeça parece assumir um papel menos importante na enxaqueca das crianças do que ela tem nos adultos. Algumas crianças têm ataques de dor abdominal inexplicável, palidez, letargia, náuseas e vômitos mas, ao se questionar a criança cuidadosamente, em geral descobre-se a dor de cabeça. Essas crianças que, cedo na sua vida, não se queixam de dor de cabeça, acabam por faze-lo em ataques semelhantes quando mais velhas. Algumas crianças sofrem da enxaqueca clássica com uma aura porém, a sua incidência é menor do que os adultos.

OUTRAS VARIEDADES DE ENXAQUECA
Como no caso dos adultos, variantes incomuns da enxaqueca como a enxaqueca hemiplégica, enxaqueca oftalmológica e enxaqueca com tontura e vertigem ocorrem às vezes, mas são relativamente raras.

FATORES DESENCADEANTES
Os fatores desencadeantes em crianças são, na sua maioria, estressores de uma forma ou de outra. Incluem-se aí exercício, luzes brilhantes, barulho, falta de sono, falta de comida - principalmente pular o café da manhã, frio e excitação, por exemplo, uma desta de aniversário que se aproxima. Esses desencadeantes são essencialmente os mesmos dos adultos.

TRATAMENTO
Com as crianças, como nos adultos, o melhor tratamento é evitar os ataques reduzindo os fatores desencadeantes. As refeições devem ser regulares. Elas devem ter um café da manhã adequado antes de ir para a escola e, se possível, um almoço apropriado - não um lanche de batatinhas fritas e chocolate. Muitos pais temem que o fato da criança ter dores de cabeça indique algo sério, como um tumor cerebral. Isso raramente acontece, mas se há alguma dúvida a criança deve ser avaliada por um neurologista que, se necessário, irá fazer uma investigação completa.

Quando se requer tratamento medicamentoso, as drogas menos tóxicas devem ser usadas. Na prática, isso significa paracetamol. Se o enjôo é um problema, seu médico pode prescrever uma droga antiemética como a metoclopramida ou a domperidona. Se essas foram dadas, o médico deve alertar os pais que a criança pode vir a ter movimentos involuntários. Embora sem conseqüências a longo prazo, esses sintomas podem incomodar ou seja, a droga não deve ser tomada outra vez. No Reino Unido, a aspirina não é recomendada para crianças menores do que 12 anos por causa da possibilidade delas desenvolverem uma doença chamada Síndrome de Reye, que acomete o fígado e os rins.

Se o tratamento adequado é usado no ataque, raramente é necessário dar medicações diárias para preveni-lo, sendo que elas só devem ser dadas se as dores de cabeça forem realmente incapacitantes. Muitos pais ficam preocupados que suas crianças desenvolvam dores de cabeça durante a época das provas. É muito raro que isso aconteça, uma vez que as dores de cabeça, se ocorrerem, quase sempre aparecem quando as provas terminam.

DORES DE CABEÇA TENSIONAIS
As dores de cabeça tensionais e de contração muscular podem ocorrer em crianças e são relativamente freqüentes em adolescentes. Essas dores de cabeça podem ocorrer quase todos os dias. Elas não têm duração específica - podem durar menos do que uma hora ou o dia todo. As dores de cabeça tensionais são diferentes da enxaqueca porque não há sintomas prodrômicos ou aura e, embora a criança algumas vezes diga que está doente, ela raramente vomita.

Assim como na enxaqueca, não há sinais físicos de anormalidade e o diagnóstico pode ser feito unicamente depois de se obter um relato cuidadoso. Se possível, deve-se primeiro ver a criança sozinha e daí, seus pais. Finalmente, deve-se ver os pais sem a criança. Isso porque é a criança que tem a dor de cabeça e ela é a pessoa que sabe o quão ruim a dor de cabeça é e como ela é. Os pais podem dizer o quanto ela atrapalha a vida da criança, qual a sua freqüência e quais os fatores que tendem a precipitar a dor de cabeça.

TRATAMENTO
Se o diagnóstico é de dor de cabeça tensional deve-se lembrar que essas dores de cabeça provavelmente não respondem às drogas usadas na enxaqueca embora, em alguns casos, o paracetamol ou a aspirina possam ajudar. O importante é encontrar uma causa e, muito freqüentemente, ela é um problema familiar de algum tipo. Pode ser que a criança esteja usando a dor de cabeça para evitar alguma coisa que ela ache desagradável - o desejo de não ir à escola é um exemplo bem simples. Se este é o motivo, a razão de não gostar da escola deve ser buscada. A criança pode ser motivo de chacota na escola e os pais devem discutir o problema com o professor.

Em outras circunstâncias, a criança pode estar reagindo a problemas entre o casal e sua dor de cabeça é usada para se aproveitar da situação ou como expressão de sua tristeza. Existe ainda um outro grupo no qual a criança se queixa de dor de cabeça quando o problema real é alguma coisa bem diferente. Quando isto ocorrer, a criança e sua família podem estar precisando de ajuda médica ou psicológica adicional.

PONTOS CENTRAIS
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A enxaqueca pode começar muito cedo.

- Os ataques são bem mais curtos que nos adultos, mas a dor abdominal, náusea e vômitos são mais comuns.

- Falta de comida é um dos fatores desencadeantes da enxaqueca em crianças. Deve-se encorajá-las a ter refeições regulares.

- As dores de cabeça tensionais na criança podem ser causadas por atritos familiares e medo da escola.

Fonte: ISTOÉ - GUIA DA SAÚDE FAMILIAR - volume 2 "ENXAQUECA E DORES DE CABEÇA" paginas 55 a 60.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

JUNHO TEM "ARRAIÁ DO MFC"

O MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE MACEIÓ realiza, no sábado, dia 19 de junho, sua tradicional Festa Junina com direito a muito forró-pé-de-serra, banda de forró, barracas com bebidas e comidas típicas.

Na parte das brincadeiras, haverá “casamento matuto”, “quadrilha junina”, concursos de “melhor dançarino” e “casal melhor caracterizado de matuto”. Vários prêmios serão sorteados entre os presentes. O evento tem por objetivo a confraternização junto aos mefecistas, seus familiares e amigos.

O clima de Copa do Mundo e de Festa Junina tomará conta do ARRAIÁ DO MFC que acontecerá nas dependências do Clube Social do Mascate Utilidades, localizado no Distrito Industrial de Maceió, no Tabuleiro do Martins. O local dispõe de amplo local interno para estacionamento com segurança.

O MFC MACEIÓ pretende propiciar a todos os mefecistas, familiares e amigos uma festa junina pra deixar saudades a todos àqueles que lá estiverem.

Os ingressos estarão disponíveis a partir da próxima terça-feira, dia 1º de junho ao preço de R$ 10,00 (dez reais). Crianças abaixo de 12 anos não paga.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

GRUPOS DE BASE DO MFC ADEREM A CAMPANHA DO LEITE EM PROL DA CASA DO POBRE

Os Grupos de Base do MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE MACEIÓ aderiram à CAMPANHA DO LEITE, que tem a finalidade de arrecadar mensalmente um 1 litro de “Leite Líquido Integral” por membro, para a CASA DO POBRE.

A CASA DO POBRE pertence a Arquidiocese de Maceió e sobrevive de doações, além de ter certificado de fim filantrópico, concedido pelo Conselho Nacional de Assistência Social, para prestar atendimento a pessoas carentes.

O abrigo de longa permanência acolhe idosos abandonados pelas famílias, solitários e sem moradia. A CASA DO POBRE tem como finalidade primordial proporcionar paz interior, descanso e bem-estar a todos os seus moradores nesta sua etapa de vida. Atualmente tem como seu administrador, o Cônego João Neto.

A arrecadação se dará através de doações nas reuniões dos Grupos de Base e a coordenação do Grupo fará a entrega do leite arrecadado na reunião mensal de coordenadores à Equipe Cidade, que entregará a CASA DO POBRE.

A intenção da campanha é ajudar a minimizar a despesa da CASA DO POBRE com a compra de leite líquido, bastante utilizado na alimentação diária dos idosos.

Os mefecistas devem convidar seus parentes e amigos para aderirem à campanha do leite. Os que desejarem, pode visitar a CASA DO POBRE às quintas-feiras e aos domingos, das 14 às 16 horas, na Rua Santo Antônio, 1083, Vergel do Lago (defronte ao Colégio Rui Palmeira).

quarta-feira, 26 de maio de 2010


BRAGA E LAÍS COMEMORAM 3 ANOS DE CASAMENTO
Hoje (quarta-feira, 26 de maio), BRAGA e LAÍS, membros do Grupo Ágape, comemoram 3 anos de casamento e mais uma janela se abre diante de seus olhos, mais um espinho é retirado da flor, restando somente a beleza de tão bela data.

Os sintomas da felicidade de BRAGA e LAÍS se traduzem do otimismo, na fé, na esperança e no empenho por se ser melhor a cada dia.

O Grupo Ágape deseja que BRAGA e LAÍS continuem firme pelos caminhos da virilidade e suas verdades.

Que BRAGA e LAÍS continuem trilhando pelos vales da vida, pois encontrará o mais belo jardim, o jardim que representará a realização de seus maiores sonhos.

FELIZ ANIVERSÁRIO!

ACONTECEU REUNIÃO DE COORDENADORES E AVALIAÇÃO DA 27ª NUCLEAÇÃO

Sob a coordenação do casal James e Fátima, a Equipe Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió e os coordenadores de Grupos de Base estiveram reunidos na segunda-feira (24), das 19h30min às 22h30min, no auditório da Sede do MFC ALAGOAS, para uma reunião com o objetivo de avaliar o desempenho do MFC MACEIÓ e seus Grupos de Base, estabelecer metas e trocar informações referentes às atividades mefecistas no âmbito de Maceió.

A reunião foi iniciada com uma oração onde o Espírito Santo foi invocado, seguido da leitura do Evangelho, após, todos tiveram a oportunidade de comentar o Evangelho. Houve as recomendações de praxes e a apresentação dos mefecistas do Rio Grande do Sul, Jorge e Deonira La Rosa. A reunião prosseguiu seguindo uma pauta estabelecida.

O primeiro assunto da pauta que foi discutido com os coordenadores foi a Festa de São João do MFC, tradicional ARRAIÁ que este ano acontecerá no Clube Social do Mascate Utilidades, no Distrito Industrial de Maceió. Vamberto, vice-coordenador do MFC MACEIÓ, fez uma explanação da programação do ARRAIÁ DO MFC e do projeto do evento, com o envolvimento dos Grupos de Bases na organização operacional do evento. Aberta a discussão, o evento foi aprovado por unanimidade dos presentes e deve acontecer no próximo dia 19 de junho.

A Equipe Cidade propôs que fosse feita uma comissão composta pela Equipe Cidade e coordenadores de Grupos de Base para uma audiência com Dom Antonio Muniz, arcebispo de Maceió. Aprovado por unanimidade, o mefecista Rainey Marinho ficou encarregado de manter contato com o Padre Manoel Henrique para marcar a data da audiência.

Em julho, antes do 17º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontecerá em Vila Velha, Espírito Santo, os coordenadores aprovaram a realização da FESTA DA SAUDADE, que deve acontecer no Restaurante Panorâmico da Casa da Indústria, no Farol, com musica ao vivo e espaço para dança. A Festa da Saudade marcará a despedida da atual gestão na coordenação da Equipe Cidade.

Outra ação aprovada pelos coordenadores foi a CAMPANHA DO LEITE para a CASA DO POBRE da Arquidiocese de Maceió, atualmente administrada pelo Cônego João Neto. Os mefecistas que desejarem colaborar, mensalmente devem levar 1 (um) litro de Leite Líquido Integral para sua reunião de Grupo de Base, o coordenador os entregará a Equipe Cidade na reunião mensal de coordenadores que os repassará a Casa do Pobre.

A tesouraria do MFC MACEIÓ se mostrou preocupada com o grande número de mefecistas em atraso com suas mensalidades, pedindo que os coordenadores fizessem um apelo em seus Grupos de Base para que houvesse a regularização do débito.

A Equipe Cidade vem estudando medidas sociais para colocar em prática no MFC MACEIÓ, tendo já convidado alguns mefecistas que tem atuação na área de assistencialismo social e aproveitando a presença do casal Jorge e Deonira La Rosa, escritores, terapeutas de casal e de família, mestres em psicologia, membros do MFC/RS, diretores da instituição filantrópica "Casa da Criança", que realiza trabalho com as crianças em horário reverso ao da escola com o intuito de retirá-las das ruas e do crime e com grande experiência na área de assistencialismo social, os convidou para relatar aos coordenadores sua experiência na área de assistencialismo. Jorge e Deonira La Rosa relataram suas experiências aos coordenadores que ouviram atentamente o casal do Rio Grande do Sul.

Após a reunião de coordenadores, iniciou-se a AVALIAÇÃO da 27ª NUCLEAÇÃO, onde a avaliação aconteceu por “Equipes de Trabalho”, com a participação de dirigentes, assessores, coordenadores e membros das Equipes de Trabalho. Algumas observações foram feitas para que sejam observadas na próxima nucleação, devendo haver uma reunião com os últimos cinco casais coordenadores de nucleação, para que seja confeccionado um relatório detalhado sobre a melhor metodologia para se utilizar na próxima nucleação.

PRECISAMOS SER A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER ACONTECER

Jeane Katia dos Santos Silva
Autora do livro: "O Filho de Deus à luz das Sagradas Escrituras"


Temos vivido os dias difíceis dos quais o apóstolo Paulo e o próprio Jesus falaram que haveria de acontecer. Em nossos dias, as pessoas estão tão sedentas de ouvirem coisas agradáveis aos ouvidos (comichões nos ouvidos, conforme palavras de Paulo), que nem se importam de estarem ou não sendo manipuladas. É o famoso ditado que diz 'me engana que eu gosto!'. E, como um "bom" político faria, basta tão-somente dizer o que as pessoas querem ouvir.

Nos tempos medievais, o povo era manipulado por que era ignorante (não detinha o conhecimento). Hoje, é manipulado, porque prefere se acomodar na idéia equivocada de que se cumprir com todos seus deveres como dizimistas e ofertantes, será merecedor de receber de volta 100 vezes mais. Vale lembrar, que receber 100 vezes mais é promessa! Contudo, deturparam-na e, deram a ela um sentido novo: o sentido do merecimento! E isso sem falar que a colocaram como objetivo final e não como consequência de uma vida de fé. Não percebe, por exemplo, que Jesus ao falar da oferta da viúva pobre estava, na verdade, denunciando a oferta dos demais, cujas motivações não agradavam a Deus. Pergunto: "Se eu dizimo e/ou oferto motivada pelo desejo de receber 100 vezes mais ou, se eu ajudo um irmão que está em necessidade porque desejo receber em troca100 vezes mais, onde está a virtude nisso?" Não seria esse meu ato de ofertar um ato motivado no egoísmo e na ganância? Certamente que sim. Repito: A prosperidade não é um fim em si mesmo, antes deve ser vista apenas como consequência. Porém, em nossos dias, as pessoas tem agido como super crentes merecedores do favor de Deus. Por que "pagaram" tem direito de receber. Mas, o que é Graça? Não é favor imerecido? Parece que se esqueceram disso. Alteraram o sentido, deturpando-o segundo sua própria conveniência.

Abro aqui um parêntese: Os dízimos e as ofertas são uma ordenança bíblica. Mas, eu entendo que o dizimar mal (refiro-me à motivação) é tão errado quanto não dizimar. Mas isso ninguém prega nos púlpitos de igrejas, contanto que dizimem.

Da mesma forma, como Lutero denunciou as práticas abusivas da Igreja em seu tempo, precisamos também denunciar toda essa abusividade que hoje tem sido praticada. A pergunta, é: "Estarão dispostos a ouvir? Ou preferirão se acomodarem no alento das palavras agradáveis ao ouvido?".

Sabe, quando penso sobre isso, duas passagens bíblicas me veem à mente: 1) O texto de João capítulo 6 em que Jesus diz à multidão: "Vocês vem a mim, por que eu lhes dou pão. Mas, EU SOU o Pão da Vida"; 2) e, isto me remete a uma passagem no livro de Êxodos em que Deus disse a Moisés que colocaria um anjo adiante do povo hebreu e, que em tudo o que eles fizessem seriam prósperos, mas, que Ele não estaria adiante do povo, por que eram pessoas de dura cerviz, ao que Moisés, respondeu: "Senhor! Se Tu não estiveres adiante de nós, não arredarei o pé deste lugar". Vejo que Moisés entendeu muito bem o significado do que Deus estava lhe dizendo.

E assim, como foi naquele dia, assim tem sido em nossos dias. Deus não anula uma promessa feita! Pedir e dar-se-vos-á, não é mesmo? Mas, isso não significa dizer que Deus esteja aprovando condutas. Só demonstra que Ele não vai contra Sua própria Palavra.
Voltando ao texto de João 6, vejo que quando Jesus terminou de fazer aquele duro discurso a multidão se foi; "então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna". Penso que essa resposta de Pedro deva ser motivo de nossa reflexão.

Mas, afinal, qual deve ser a postura de todo aquele que se diz cristão diante desse quadro tão terrível de nossos dias? Deixemos as Escrituras nos dá essa resposta: 1) "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (II Crônicas 7:14); e, 2) "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus". (Romanos 12:1-2).

Ter a mente de renovada e transformada implica em ter uma mente impregnada da mensagem de Jesus: Uma mensagem de quem ama incondicionalmente, mas, aponta o caminho a ser seguido.

Entendo que somente permanecendo em Cristo e em seus ensinamentos, estaremos aptos a fazermos a diferença no contexto atual em que vivemos. Aptos a sermos sal e luz para o mundo. Mas, isso envolve renúncia e mudança de motivação: da egoísta para aquela que é segundo o coração de Deus.

Sou, porém, levada a concluir, que não adianta apontarmos os defeitos da Igreja atual. Precisamos antes de tudo, sermos a mudança que queremos ver acontecer.

Quanto à mensagem Cristã ela é simples. Ela só se torna complicada quando tentamos distorcê-la a fim de torná-la conveniente aos nossos interesses. E, é dessas distorções por conveniência, que resultam as muitas e equivocadas interpretações que tem sido vistas em nossos dias.

Uma coisa é certa, se andássemos nos ensinamentos de Cristo, faríamos a diferença nesse mundo perdido em meio às trevas. A igreja do primeiro século cresceu rapidamente (quantidade qualitativa) por que viram na vida diária dos primeiros cristãos, o Jesus que eles pregavam. É isso que nos falta hoje como igreja! No caso deles, foi dessa identificação com o Jesus que pregavam que resultou-lhes o nome cristãos. No nosso caso, será que realmente temos sido cristãos? Será que eu realmente tenho mostrado as características de um verdadeiro cristão? Penso que isso deva ser motivo da minha e da sua reflexão. Devo dizer, que isso que em nossos dias fizeram com a mensagem cristã eu também rejeito, mas, eu não rejeito o cristianismo dos primeiros cristãos, antes pelo contrário, eu anseio.

Fato é, que ao olhar para os Evangelhos, em nenhum momento eu vi neles o incentivo no sentido de afastamento da igreja - muito pelo contrário. Inclusive, não vi incentivo nesse sentido, nem mesmo, quando percebi a visão realista que Jesus tinha de como o mundo reagiria a Ele (Mateus 24:12). E, quando medito na parábola do joio e do trigo vejo quão patente essa realidade da igreja de nossos tempos lhe era, por ocasião de Sua crucificação e, ainda assim, Ele julgou que valia a pena morrer na cruz em meu lugar e no seu.

Gostaria de encerrar deixando o seguinte comentário de Philip Yancey: "À medida que observo o restante da vida de Jesus, vejo que o padrão da restrição estabelecido no deserto persistiu até o fim. Nunca percebi Jesus torcendo o braço de alguém. Antes, declarava as conseqüências de uma escolha, depois jogava de volta para a pessoa. Jesus tinha uma visão realista de como o mundo reagiria a ele: 'E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de quase todos esfriará'. Em suma, Jesus demonstrou um incrível respeito pela liberdade humana...". (Extraído do livro "O Jesus que eu nunca conheci" - autor Philip Yancey).
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FONTE: webartigos.com

terça-feira, 25 de maio de 2010

VOCÊ GOSTARIA QUE SEU MARIDO MUDASSE?

Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de Casal e de Família,
Mestre em Psicologia, Membro do MFC/RS


Então, tente mudar você mesma. Comece por aceitar seu homem como ele é, e não como você gostaria que ele fosse. Um cavalheiro precisa ser aceito, apreciado e aprovado - especialmente pela mulher da sua vida.

O contrário da aceitação é a rejeição. O homem odeia a rejeição. A mulher também, claro. Mas o homem é particularmente sensível, porque ele encara a rejeição como um ataque à sua virilidade. Seu desejo de evitar a rejeição é tão forte que, se ele perceber que você o rejeita, vai correr na sua frente e rejeitá-la primeiro.

Aceitar o marido como ele é significa não tentar mudá-lo. Você talvez consiga que ele mude algumas coisas - tirar o lixo de seu escritório, estender a toalha molhada, acompanhá-la ao cinema de vez em quando, ficar menos horas no computador -, mas não pode mudar quem ele é e, se tentar, ele vai se ressentir muito.

Isso não quer dizer que você deve a-do-rar tudo o que seu marido faz. Mas, se estiver aborrecida com ele, tente expressar seus sentimentos sem acusá-lo ou culpá-lo (Bom desafio para sua criatividade!). Em nossa sociedade, o homem está treinado para se defender de qualquer coisa que seja percebida como um ataque. Se você o fizer ficar na defensiva, ele não jogará mais no seu time.

Aceitar seu homem como ele é não significa que você deva reduzir-se à uma gelatina pastosa que se adapta a qualquer vasilha - e não espere que ele faça o mesmo por você. Aceitação não é sinônimo de submissão. Antes, significa respeito. Ou será que é você quem sabe o que é ideal para ele?

A grande aceitação do homem é a aceitação sexual. O homem, em geral, deseja sexo com maior freqüência e é aí que pode experimentar a odiosa rejeição. Quando a deseja e você o repele, ele sente aquela dor e, se esse é seu comportamento mais ou menos regular, ele começa a rejeitar aquela mulher por quem se sente rejeitado (você!). Também é verdade que você não deve aceitar sexo se não está disposta, mas, há muitas coisas que você pode dizer ou fazer, sem que ele se sinta rejeitado. Ele se sentirá até lisonjeado, depende de você.

E se você não quiser aceitar o sujeito? Bem, se você simplesmente não consegue aceitar o homem que está na sua vida como ele é - ou ele não consegue aceitá-la como você é - então, a situação deve ser repensada. Se você estiver envolvida nesse tipo de relacionamento, peça ajuda para resolverse. Aceitação é uma coisa que não se consegue fingir, precisa sentir.

segunda-feira, 24 de maio de 2010


VIVA A ANTIGA ORDEM MUNDIAL

Ontem estava conversando com alguns colegas de trabalho sobre a durabilidade das coisas no mundo de hoje. Televisões quebram mais rápido, geladeiras resfriam menos com o passar dos anos. Liquidificadores, nem é bom falar, são completamente descartáveis. Você procura consertar e o preço do conserto junto com o da peça nova rivalizam com a compra de um novo. Nossa sociedade hoje cultiva o descartável: carros, eletrodomésticos, roupas. Não é diferente com relacionamentos, amizades, amores, tudo está incluído no rol dos descartáveis.

Tornou-se extremante fácil migrar de um amigo para outro. Ao primeiro sinal de corrosão na amizade as pessoas vão embora sem sequer deixar para trás um aceno de mão, um abraço. Apenas seguem seu caminho. Trocam até de religião de acordo com a necessidade.
Buscam o Deus pronto-socorro, quando não procuram outros deuses. As dificuldades cotidianas apertam, começam a procurar o caminho mais fácil.

As convicções ficaram frágeis e às vezes quase inexistentes. Dizia um dos colegas na conversa:

- O homem tem que se adequar à modernidade, essa é a nova ordem mundial.

Amigos, se a nova ordem mundial baseia-se nessa premissa, ela não me convém. Devemos nos entregar de corpo e alma à elevada tarefa de solidificar o amor e a religião em nossas casas. O bom pai e a boa mãe devem sem temor demonstrar, entre eles e seus filhos, a força do laço que os une, solidificando esse elo com a presença incontestável de Deus no seu Lar.

Relacionamentos não envelhecem nem desgastam. Eletrodomésticos sim. Pois, só envelhece quem já nasce pronto. Amar o outro requer ajustes. Exige doação, partilha e entrega. Uma busca diária pela evolução do bem viver.

O que dizer de um amor exercitado durante vinte cinco anos? Amanhã, Miltinho e Val celebram bodas de prata de uma vida baseada no exercício dos dois pilares que versei acima: amor e religião. Ao longo do casamento viveram no afeto mutuo e criaram seus frutos com a firmeza da rocha e a suavidade da seda, respeitando sempre as coisas de Deus. Nas atribulações do dia-a-dia, que não são poucas, encontram tempo para dedicar-se a sublime tarefa de “amar uns aos outros”.

Eles comemoram seu aniversário de matrimônio, mas todos nós estamos em festa. Uma alegria imensa por eles celebrarem seu não enquadramento na “nova ordem mundial”.

O carisma de nosso movimento baseia-se no testemunho. Ele, meus amigos, é prova de vida.

Como dizia o incomparável Chico Buarque de Holanda: “mirem-se no exemplo...”

A Miltinho, Val e família um Feliz Aniversário.

domingo, 23 de maio de 2010

HOJE, 37ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

Nós os católicos, todos os domingos, temos por obrigação de participar da SANTA MISSA. Diz a Igreja que aquele que não participar da SANTA MISSA aos domingos, a menos que seja por doença ou uma justificativa muito coerente, cometerá falta grave.

Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianey dizia: "Um domingo sem Missa é uma semana sem Deus".dia do or. São João Maria Vianey dizia: "Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus".
Todos os domingos, sempre às 17h30min, na Igreja de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran, a SANTA MISSA, celebrada pelo cônego João Neto, tem a participação de mefecistas maceioenses na acolhida e liturgia.
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Especialmente, neste domingo, dia 23, a SANTA MISSA na Igreja de Santa Catarina Labouré, será celebrada em agradecimento pelo êxito da 27ª NUCLEAÇÃO DO MFC MACEIÓ. Participe e leve sua família.

SOLENIDADE DO PENTECOSTES

No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu com poder sobre os Apóstolos; teve assim início a missão da Igreja no mundo. O próprio Jesus tinha preparado os Onze para esta missão aparecendo-lhes várias vezes depois da sua ressurreição (cf. Act 1, 3). Antes da ascensão ao Céu, ordenou que "não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem que se cumprisse a promessa do Pai" (cf. Act 1, 4-5); isto é, pediu que permanecessem juntos para se prepararem para receber o dom do Espírito Santo. E eles reuniram-se em oração com Maria no Cenáculo à espera do acontecimento prometido (cf. Act 1,14).

Permanecer juntos foi a condição exigida por Jesus para receber o dom do Espírito Santo; pressuposto da sua concórdia foi uma oração prolongada. Desta forma, encontramos delineada uma formidável lição para cada comunidade cristã. Por vezes pensa-se que a eficiência missionária dependa principalmente de uma programação atenta e da sucessiva inteligente realização mediante um empenho concreto. Sem dúvida, o Senhor pede a nossa colaboração, mas antes de qualquer resposta nossa é necessária a sua iniciativa: é o seu Espírito o verdadeiro protagonista da Igreja. As raízes do nosso ser e do nosso agir estão no silêncio sábio e providente de Deus.

As imagens que São Lucas usa para indicar o irromper do Espírito Santo o vento e o fogo recordam o Sinai, onde Deus se tinha revelado ao povo de Israel e lhe tinha concedido a sua aliança (cf. Êx 19, 3ss). A festa do Sinai, que Israel celebrava cinquenta dias depois da Páscoa, era a festa do Pacto. Falando de línguas de fogo (cf. Act 2, 3), São Lucas quer representar o Pentecostes como um novo Sinai, como a festa do novo Pacto, na qual a Aliança com Israel se alarga a todos os povos da Terra. A Igreja é católica e missionária desde a sua origem. A universalidade da salvação é significativamente evidenciada pelo elenco das numerosas etnias a que pertencem todos os que ouvem o primeiro anúncio dos Apóstolos (cf. Act 2, 9-11).

O Povo de Deus, que tinha encontrado no Sinai a sua primeira configuração, hoje é ampliado a ponto de não conhecer qualquer fronteira de raça, cultura, espaço ou tempo. Diferentemente do que tinha acontecido com a torre de Babel (cf. Jo 11, 1-9), quando os homens, intencionados a construir com as suas mãos um caminho para o céu, tinham acabado por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente. No Pentecostes o Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem geram sempre divisões, erguem muros de indiferença, de ódio e de violência.

O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é Amor. Mas como entrar no mistério do Espírito Santo, como compreender o segredo do Amor? A página evangélica conduz-nos hoje ao Cenáculo onde, tendo terminado a última Ceia, um sentido de desorientação entristece os Apóstolos. A razão é que as palavras de Jesus suscitam interrogativos preocupantes: Ele fala do ódio do mundo para com Ele e para com os seus, fala de uma sua misteriosa partida e há muitas outras coisas ainda para dizer, mas no momento os Apóstolos não são capazes de carrregar o seu peso (cf. Jo 16, 12). Para os confortar explica o significado do seu afastamento: irá mas voltará; entretanto não os abandonará, não os deixará órfãos. Enviará o Consolador, o Espírito do Pai, e será o Espírito que dará a conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d'Ele que se ofereceu, amor do Pai que o concedeu.

É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser "expressão e instrumento do amor que d'Ele promana" (Deus caritas est 33). Reunida com Maria, como na sua origem, a Igreja hoje reza: "Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!".
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Fonte: Wiki Canção Nova