segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
LITURGIA DO 5º DOMINGO DA QUARESMA - 25/03/2012
“QUEREMOS VER JESUS!”
O Senhor Jesus nos revela que sua glória passa pela experiência do grão de trigo que cai na terra para produzir e dar vida a todos os povos. A Campanha da Fraternidade deste ano, pedindo “Que a saúde se difunda sobre a terra”, nos ajuda a viver concretamente a experiência da Páscoa de Jesus na vida de nossas comunidades. Ela mantém e fortalece o espírito quaresmal, na busca da vida plena para todos.
5º DOMINGO DA QUARESMA
1ª Leitura: Jr 31,31-34
Salmo Responsório: 50
2ª Leitura: Hb 5,7-9
Evangelho: Jo 12,20-33
EVANGELHO
JOÃO 12,20-33
Naquele tempo, 20havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa.
21Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e disseram: “Senhor, gostaríamos de ver Jesus”.
22Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus.
23Jesus respondeu-lhes: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. 24Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto.
25Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
26Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.
27Agora sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. 28Pai, glorifica o teu nome!” Então veio uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e glorificarei de novo!”
29A multidão, que aí estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele”.
30Jesus respondeu e disse: “Essa voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. 31É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, 32e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”.
33Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer”.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz fruto.”
Concentremos, neste domingo, todo o nosso olhar no Senhor nosso, Jesus Cristo, e na sua missão salvadora. Para isto, comecemos pelo belíssimo evangelho deste hoje. Contemplemos o Senhor! Contemplemo-lo com os olhos, contemplemo-lo com a fé, contemplemo-lo com o coração!
Jesus estava no interior do templo de Jerusalém, no pátio interno, chamado Pátio de Israel. Ali, nenhum pagão podia entrar, sob pena de morte. Pois bem, dois gregos, dois pagãos, aproximaram-se de Filipe, que certamente estava na parte mais externa, no chamado Pátio dos Gentios, até onde qualquer pessoa podia chegar. Dois gentios, que procuravam com fervor o Deus de Israel, tanto que “tinham subido a Jerusalém para adorar durante a festa”. Com humildade, eles pedem: “Gostaríamos de ver Jesus!” Eles não podiam entrar no Templo, não poderiam ver Jesus, a não ser que este saísse e viesse aonde eles estavam. Filipe, então, foi a Jesus e lhe relatou o pedido dos gregos. Jesus, então, afirmou, de modo misterioso: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado!” Que mistério, caríssimos: para que os pagãos vejam Jesus, isto é, para que o contemplem com os olhos da fé, para que nele creiam e nele tenham a vida, é necessário que Jesus seja glorificado pela cruz e pela ressurreição! É necessário que Jesus, grão de trigo, que se faz Eucaristia, morra e dê fruto – e este fruto é toda a humanidade, judeus e gentios que nele acreditarão e nele terão a vida eterna: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz fruto”.
Jesus entregará ao Pai a sua vida, para frutificar em salvação para nós, para que possamos vê-lo, contemplá-lo e experimentá-lo como nossa Luz e nossa Vida!
Mas, não foi fácil a sua missão! A vida de Nosso Senhor foi toda ela uma entrega de amor, que culminou com a entrega mais absoluta na cruz. E isso custou! Como não nos impressionar com as misteriosas palavras da Epístola aos Hebreus? “Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem!” Que mistério tão grande, tão adorável! O Filho foi se consumindo durante toda a vida, fazendo-se, por nós, obediente ao Pai, até a morte e morte de cruz. O Filho amado, durante toda a sua existência humana foi, humildemente, buscando a vontade do Pai e a ela se entregando, mesmo quando foi percebendo que a vontade do Pai querido apontava para a cruz! Assim, tornou-se causa de salvação para todos nós, para os judeus e para os pagãos! Quanto tudo isso custou: “Agora sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, glorifica o teu nome!” Em Cristo, caríssimos, vai cumprir-se a promessa que o Senhor fizera pelo Profeta Jeremias: “Eis que virão dias em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança: imprimirei minha lei em suas entranhas e hei de inscrevê-la em seu coração. Todos me reconhecerão, pois perdoarei sua maldade e não mais lembrarei o seu pecado”. Eis, irmãos e irmãs: é na morte de Cristo que judeus e gentios entrarão para a nova e eterna Aliança no sangue do Senhor! Quanto somos valiosos, quanto custamos em dores e sacrifício, em doação e trabalhos ao Senhor! Quanto deveríamos amar àquele que nos amou até a morte e morte de cruz! Por isso mesmo São Pedro exclamará: “Sabeis que não foi com coisas perecíveis, com prata ou com ouro, que fostes resgatados da vida fútil que herdastes dos vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo” (1Pd. 1,18).
E, no entanto, caríssimos em Cristo, é a cruz do Senhor, é seu sacrifício amoroso ao Pai por nós, o critério do julgamento do mundo. Como dizia Bento XVI, não são os grandes, os crucificadores, que salvam, mas o pobre e impotente Crucificado: “É agora o julgamento deste mundo. Agora o Chefe deste mundo vai ser expulso, e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”. Compreendem, meus caros, o que o Senhor está dizendo? Sua cruz é o critério do julgamento do mundo: tudo aquilo que não couber na cruz, tudo aquilo que fugir da lógica da cruz, é lixo, é palha para ser queimada! É o amor manifestado e derramado na cruz que vence satanás, que vence o pecado, que vence a morte e nos dá a vida plena. Não é a força, o sucesso, as razões humanas, o prestígio que salvam! Eis a loucura de Deus: é Cristo elevado na cruz quem libertará os gregos que estavam do lado de fora, sem poder entrar no povo da antiga aliança. Cristo morrerá por eles, por nós, para que todos, atraídos a ele, formemos um novo povo, a Igreja, povo da Nova e Eterna Aliança, selada no sacrifico do Senhor, neste mesmo Sacrifício Eucarístico que agora estamos celebrando nos ritos da sagrada liturgia! Quanta bondade, quanta misericórdia! Que dom tão grande recebemos do Senhor! Na cruz, de braços abertos, o Salvador nosso une judeus e pagãos num só povo, o novo Povo, a Igreja, sua amada esposa una, santa, católica e apostólica!
É este, caríssimos, o mistério que a Palavra do Senhor nos convida a contemplar neste último Domingo antes do início da Grande Semana. Mas, do alto da contemplação, o Senhor nos surpreende com um convite, um desafio, quase que uma ordem inesperada: “Se alguém me quer servir, siga-me, onde eu estou estará também o meu servo”. – Nós queremos, sim, te servir, Senhor nosso! Dá-nos a força de te seguir até onde estás: estás na cruz e estás na glória. Jamais chegaremos a esta sem passar por aquela, porque quem não ama a tua cruz não verá a tua luz, a luz da tua glória! Senhor, concede-nos, como fruto da santa Quaresma, um coração generoso para ir contigo, fazendo, como tu, a vontade do Pai na nossa vida! Senhor, dá-nos a graça de unirmo-nos mais intensamente a ti nestes benditos e santos dias que se aproximam, nos quais faremos memorial nos santos mistérios, da tua Paixão, Morte e Ressurreição, pelas quais fomos salvos e libertos! “Dai-nos caminhar com alegria na mesma caridade que te levou a entregar-te à morte no teu amor pelo mundo”. A ti a glória, ó Cristo Deus, hoje e para sempre!
ORAÇÃO
Dai-nos, ó Pai, um coração puro e pleno de paz, para que se instaure nele a paz que supera toda a violência, fruto do pecado e da morte. Amém!
Editado por MFC ALAGOAS
sábado, 24 de março de 2012
SEREIS UMA SÓ CARNE - Parte 9 - Artigos do Prof. Felipe Aquino
OBSTÁCULOS AO AMOR CONJUGAL
(Parte 1/2)
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uitos são os obstáculos à vivência cotidiana do amor conjugal. Vamos analisar essas dificuldades, lembrando que a beleza do casamento está justamente no fato de o casal conseguir fazer vencer o amor sobre as diferenças pessoais de cada um. O amor, quando vence, soma as divergências e gera a complementação harmoniosa.
Quais os problemas que quebram a unidade do casal?
MENTIRA – Por menor que seja, ela gera a desconfiança para com o outro a falta de confiança, é lógico, gera o ciúme; e este, a briga. Por isso, o casal não pode permitir a mentira em seu meio. Cuidado, porque ela tem pernas curtas.
MODA – Todos gostam de andar na moda. Contudo, não tem sentido, por exemplo, a esposa querer seguir a moda que seu esposo desaprova, e vice-versa. A primeira pessoa a quem devo agradar com o meu modo de vestir, falar, etc., é aquela com quem eu estou casado. Não tem sentido agradar aos outros e desagradar o marido (ou à esposa).
COMPARAÇÕES – É comum o péssimo hábito que alguns casais têm de ficar se comparando com outros casais. A esposa, muitas vezes, fica querendo que seu marido seja como o marido da vizinha, que compre uma casa como a da vizinha, um carro como o da amiga, etc. O marido, por sua vez, gostaria que sua esposa se vestisse como a vizinha, ou fosse culta como a esposa de seu amigo, etc.
Cada qual é um casal, único e diferente dos demais. Por isso, as comparações não têm sentido. É lógico que devemos aprender as coisas boas dos outros, mas sem perder a própria originalidade. Muitas vezes, o casal faz o que não pode, gasta o que não tem, só para ser como os outros.
Cada cônjuge tem que aceitar o outro como ele é; reconhecer e aceitar suas qualidades e defeitos; a partir daí, ajudar o outro a crescer, respeitando a sua própria individualidade e o seu processo de evolução. Não adianta ficar sonhando com alguém perfeito, não somos casados com anjos, somos casados com seres humanos.
PARENTES – O sangue fala muito forte dentro de nós. Ninguém gosta de ouvir falar mal de seus pais e de seus irmãos. Isso vale também, e muito, para o casal. Jamais o marido deve falar mal dos sogros e cunhados para a esposa, e vice-versa. Não ofenda os parentes dele porque você estará ofendendo a ele, indiretamente. É preciso saber preservar a família do outro. Quando o marido critica a sogra para a esposa, esta fica entre a cruz e a espada, sem saber como agir, já que ama os dois. Cuidado com a força do sangue!
RESENTIMENTOS – Quando se tira a casca de uma ferida, ela volta a sangrar e a doer. Isso é o que alguns cônjuges fazem um com o outro. Muitas vezes, num momento de desentendimento, lembranças e ofensas antigas são propositalmente trazidas à tona, reavivando mágoas e sofrimentos adormecidos. Esse tipo de comportamento vingativo e desleal é altamente destruidor para o casal, uma vez que alimenta o ódio e a vingança que são venenosos para o amor.
DESRESPEITO – Como é doloroso você presenciar um marido ofendendo sua esposa com gritos, palavrões, ofensas e até tapas!... Como é triste a esposa ofender o marido!... Um dia eles juraram amor eterno aos pés do altar! Veja bem, eu me caso com aquela pessoa que escolhi entre todos que conheci, para com ela construir uma vida a dois. Como é então que agora eu fico ofendendo e desrespeitando esta pessoa? Não tem o menor sentido. O respeito ao outro é fundamental. Devemos nos proibir de ofender o outro com pensamentos, palavras e gestos, sobre pena de quebrarmos a vida conjugal.
Um dia um conferencista disso a uma plateia constituída de homens: “Vou dar-lhes uma receita para que vocês sejam tratados como reis por suas esposas”. É claro que todos ficaram muitos curiosos. Então O sábio, conferencista concluiu: “Tratem suas esposas como rainhas! (...)”.
BRIGAS – O casal muitas vezes se desentende porque não combina certas coisas com clareza e objetividade. Alguém já disse que “o que é combinado não é caro”. Muitas discussões surgem porque as coisas não são bem definidas. Sobre cada decisão a ser tomada pelo casal, é preciso que haja acordo mútuo e compromisso de cumprir o estabelecido. Por exemplo, às vezes o casal briga porque o marido quer sair, passear, e a festas, e a esposa não gosta ou não quer ir. Ou então, a esposa quer almoçar fora e o marido não quer ir para não gastar. E assim por diante... Como resolver esses problemas frequentes? É preciso dialogar e decidir caso a caso. Nem tudo ao mar nem tudo à terra. Nem apenas satisfazer a vontade de um, nem apenas do outro. Nos casos acima, por exemplo, o casal poderia estipular quantas vezes por mês ou por ano irá jantar fora ou passear, e deixar tudo bem combinado para ser cumprido por ambos. O improviso e as indefinições é que gera as brigas.
Conheci um casal que tinha combinado até a hora de brigar. Só discutiriam no quarto na hora de dormir. Acontece que, na maioria das vezes, quando chegava a hora de brigar o sangue já tinha esfriado e a briga não acontecia acabavam se entendendo.
No próximo sábado veja mais sobre Dinheiro; Educação dos Filhos; Temperamento; Indelicadeza e Reprovação; Aparência Física; Reclamação e Autopiedade.
LINKS DOS ARTIGOS “SEREIS UMA SÓ CARNE” PUBLICADOS NO BLOG
sexta-feira, 23 de março de 2012
ENCENAÇÃO DA VIA SACRA MOVIMENTA MFC EM ALAGOAS
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efecistas de Limoeiro de Anadia, Matriz de Camaragibe e Maceió viverão momentos de grande emoção com a encenação da VIA SACRA nos próximos dias 28 (Limoeiro de Anadia), 30 (Matriz de Camaragibe) e 31 (Maceió).
Em Limoeiro de Anadia a VIA SACRA acontecerá na quarta-feira, dia 28, a partir das 19 horas, partindo da entrada principal da Fazenda São Jorge, percorrendo dois quilômetros até o Povoado Terra Nova.
Em Matriz de Camaragibe a VIA SACRA acontecerá na sexta-feira, dia 30, no perímetro urbano da Cidade, com a participação da comunidade católica (divulgaremos a programação completa nos próximos dias).
A VIA SACRA do MFC MACEIÓ acontecerá no Rancho Pé de Pinhão, em Marechal Deodoro, com a seguinte programação:
17h00min – Recepção dos Mefecista, Familiares e Amigos;
17h30min - Momento do Lava Pés;
18h00min - Via Sacra, visita às estações e teatro;
19h00min – Missa;
20h00min - Jantar Medieval.
A apresentação da VIA SACRA, TEATRO e JANTAR MEDIEVAL serão gratuitos para os mefecistas, familiares e amigos.
quinta-feira, 22 de março de 2012
COM TODO RESPEITO - Artigo de Marco Mota
A |
pós ser coroado imperador do Sacro Império Romano Germânico, passou a ter tanta autoridade quanto o papa. Desta forma, conseguiu consolidar o império franco, do qual fazia parte a França, além de grande faixa da Catalunha, Navarra e Aragão (atual Espanha) os Países Baixos, a Alemanha e a Itália Central e Setentrional.
Apesar de ter somente o conhecimento da leitura e não o da escrita, incentivou às artes e às ciências, investiu na reforma da grafia das letras, fundou escolas e incentivou o ensino.
Entrei no google e pesquisei a vida do Imperador Carlos Magno, colocando um nome que ouvi de meu filho: império carolíngio. Fiquei curioso com essa palavra, e me atrevi a procurar saber o que significava. É referente a história francesa, e ocorrido por volta do ano 800.
Não desejo aqui discutir a importância do imperador na história universal. Confesso a minha ignorância, de aos 61 anos (beirando 62) ter desconhecido detalhes do período carolíngio. No entanto, confesso que em nenhum momento senti falta de ter ocupado meu cérebro com esse dado. Consegui passar até agora muito bem sem essa informação.
Tenho pena de meus filhos, quando os vejo ocupando as suas memórias, e parte importante de seus tempos, tendo que estudar detalhes constantes de um conteúdo esdrúxulo. Aprendem por repetição, e com o intúito de prestar provas nos colégios onde estudam. A única vantagem é que logo esquecem. Enfim, é tempo perdido por quem ensina e por quem aprende. O que me revolta é que todo esse tempo poderia ser aproveitado de forma diferente. Por exemplo, ajudando os jovens alunos a se tornarem mais criativos e libertos. Ajudando-os a descobrirem suas potencialidades e suas vocações. Incentivando-os para que sigam os caminhos escolhidos.
O problema é que criatividade não é matéria cobrada nos vestibulares, e nós pais (sinto-me também culpado) escolhemos para eles estudarem, os colégios com maior índice de aprovação nos diversos processos seletivos.
Com todo respeito ao imperador Carlos Magno, espero ver chegar o tempo em que os detalhes de sua história escrita há muito tempo, exista apenas como fonte para os que possam se interessar nesse tipo de aprofundamento. Espero ver chegar o tempo em que a inteligência dos jovens de meu país, não mais seja ocupada por um conteúdo curricular repleto de inutilidades. Espero ver chegar esse tempo, que por infelicidade deles nunca chegará, e com todo respeito.
quarta-feira, 21 de março de 2012
MEFECISTAS PERCORREM 24 KM DE BIKE
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| Dácio, ,Kelly, Anny, Lucila e Flávio |
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s mefecistas maceioenses Flávio, Lucila, Dácio, Anny e Kelly realizaram no último domingo (18) uma caminhada de bike percorrendo aproximadamente 24 km, do Alagoinhas na Ponta Verde até após a Ponte Divaldo Suruagy (DETRAN-AL), na divisa de Maceió com Marechal Deodoro.
Apesar do despreparo físico e dos diversos tombos de Lucila (que não foram poucos), a turma é perseverante e realizará uma nova caminhada no próximo domingo (25), com saída às 8 horas do Alagoinhas. O Grupo convida os mefecistas adeptos de bicicletas a se unirem a eles para percorrem juntos o percurso.
Nos próximos dias teremos novidades desse Grupo que pretende se organizar para realizar caminhadas de bike nos dias de domingo, terça e sexta-feira.
terça-feira, 20 de março de 2012
NASCEU HELOÍSA, FILHA DE CACÁ E POLLYANA
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| Heloísa, filha de Cacá e Pollyana |
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| Os pais Cacá e Pollyana |
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ob as bênçãos de São José, protetor da família, nasceu nesta segunda-feira, 19 de março, a criança HELOÍSA MARIA FARIAS DE GOUVEIA, filha do casal Antonio Carlos Gouveia (Cacá) e Pollyana (Grupo Superação).
Heloísa nasceu com 3,450 quilos e 49,5 centímetros, esbanjando saúde, calma e alegria.
O Movimento Familiar Cristão parabeniza o casal pelo nascimento de Heloísa, desejando muitas felicidades a toda família.
O SENTIDO DA PERTENÇA
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oje, faremos uma reflexão sobre uma identidade (característica), que é muito discutida, e às vezes torna-se polêmica e em alguns momentos é mal compreendida e interpretada: A CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA. Este artigo deve ser entendido como um momento de estudo, aprofundamento, conhecimento e não de cobrança, se algum atraso houver. Acreditamos que após este artigo, com os seus esclarecimentos, muita coisa há de mudar.
Considerando que o Movimento Familiar Cristão é uma Entidade sem fins lucrativos, é muito tolerável e necessário compreender que a sua manutenção seja realizada pelos seus próprios membros. Permita-nos, chamá-la de PERTENÇA.
Vamos fazer uma pausa para estas reflexões:
- O QUE O MFC REPRESENTA PARA MIM?
- QUAL A SUA IMPORTÂNCIA PARA MINHA FAMÍLIA?
- COMO ERA MINHA VIDA ANTES DE CONHECER E PARTICIPAR DO MFC, E COMO É AGORA?
- O QUE MUDOU?
Muito bem, após este momento de reflexão acerca de nossa visão sobre o MFC - MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, e o que ele representa para cada um de nós, podemos afirmar que tudo o que dissemos traduz-se ao que chamamos de SENTIDO DA PERTENÇA. A melhor definição para o sentido da pertença é: pertença são os benefícios que recebemos de tudo quanto o MFC realiza.
O sentido da pertença é descobrirmos que participamos deste movimento e temos consciência do que ele representa para nós.
Muitos nunca avaliaram antes, tudo o quanto, a sua participação neste movimento lhe oferece como pessoa; ao seu matrimônio; como casais; aos seus filhos, como pais; a todos os seus como família.
Participar de um movimento como o nosso, é uma graça. Uma Graça Divina. Porém toda graça para se tornar efetiva, isto é, para ficar, exige ação. A ação da graça mefecista é trabalhar sempre para que a família seja valorizada, para que seja capaz de, dignamente, ter e educar os seus filhos, viverem em harmonia, para que sejamos todos, fermento, e pelo nosso trabalho aconteça à evangelização e a humanização das pessoas, e que estas ações transformem a sociedade.
Portanto, para que o MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, em todos os seus níveis de atuação (CIDADE, ESTADO, REGIONAL, NACIONAL), possa caminhar, é necessário dinheiro. Alias hoje, mais do que nunca, o mundo globalizado, exige que para toda e qualquer ação, por mínima que seja, é preciso dinheiro. Infelizmente não tem como ser diferente.
Nenhum economista, por mais inteligente que seja ainda não apresentou nenhuma fórmula, que faça o HOMEM viver, progredir, e tornar possíveis suas realizações, se não tiver suporte financeiro para isso. Também é assim no MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO. Sem dinheiro, não podemos fazer a nossa mensagem chegar a outros lugares. Sem dinheiro não concretizamos o objetivo do MFC “que é a humanização, a evangelização, a promoção, a assistência social e a educação da família, capacitando-a para o desenvolvimento dos valores humanos e cristãos para que possa cumprir a sua missão de formadora de pessoas, educadora na fé e promotora do bem comum”.
COM TODA A SINCERIDADE CRISTÃ, É POSSÍVEL, SEM DINHEIRO REALIZAR ESTAS TAREFAS, E CONCRETIZAR NOSSOS OBJETIVOS?
A esta altura você deve estar se perguntando: mas com quanto devo contribuir, para que o MFC possa tornar possível os seus objetivos? A contribuição varia de cidade para cidade, mas a maioria das cidades vem recebendo o valor de R$ 10,00 (dez reais) a R$ 20,00 (vinte reais) por casal. É bom que se diga, há muito tempo, a inflação já corroeu muito esse valor. Portanto, percebemos que o valor de contribuição, não é exagero.
O dinheiro arrecadado com a contribuição dos mefecistas na cidade é totalmente utilizado em prol do movimento. Do valor de contribuição, de cada R$ 1,00 recebido como contribuição, R$ 0,50 fica com a Equipe Cidade, R$ 0,25 vão para a Coordenação Estadual, R$ 0,125 vão para a Coordenação Regional (CONDIR) e R$ 0,125 vão para a Coordenação Nacional (CONDIN).
Depois de conhecer como é feita a divisão do dinheiro de contribuição, podemos destacar algumas das principais necessidades, para o bom andamento do MFC, onde e como este dinheiro é utilizado:
- VIAGENS: todas as despesas com viagens que os mefecistas realizam, são pagas pelo caixa do MFC, correspondente ao seu coordenador. Assim as cidades pagam a de seus coordenadores, o estado dos seus, e assim sucessivamente. Porém o CONDIR (Conselho Diretor Regional) e o CONDIN (Conselho Diretor Nacional), quando viajam, têm suas despesas sempre com valores altos, isto devido às distâncias, quase sempre necessitando de viagens aéreas.
- FORMAÇÃO: A formação é uma das grandes preocupações do MFC, e hoje meta do próximo triênio. A formação é o principal fazer do MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO, pois o MFC é mais de formação que de ação, isto é, está mais para preparar o mefecista, porque depois de evangelizado e formado, é natural que ele se engaje para o trabalho. Muito bem, mas a formação sempre que é desenvolvida gera custos, seja impressão ou cópias de material, viagem dos agentes formadores, e outros materiais que sempre são necessários.
- EVENTOS: O MFC realiza vários eventos durante o ano. Muitos desses eventos necessitam de suporte financeiro para as mais diversas necessidades.
- SOCIAL: O MFC em muitas cidades desempenha um trabalho visando o bem estar das pessoas mais necessitadas, seja com alimentos, roupas, medicamentos, e até mesmo material escolar.
- SEDE: O MFC para manter suas Sedes tem despesas mensais com telefonia, internet, energia, água, limpeza e conservação, vigilância, funcionários, etc.
Depois do que tudo que foi dito, acreditamos, estamos mais preparados e conscientes para compreender que o MFC, para continuar levando sua mensagem, para continuar seu desenvolvimento e crescimento, é fundamental que tenha um suporte financeiro. Sabemos que nas cidades esse suporte é composto pelos eventos que são realizados, somados à contribuição de seus membros, mas quando saímos da esfera das cidades, a ECE (Equipe de Coordenação Estadual), o CONDIR (Conselho Diretor Regional) e o CONDIN (Conselho Diretor Nacional), dependem única e exclusivamente dos valores repassados pelas cidades, valores estes que devem corresponder a 50% (cinquenta por cento) de cada membro que contribuiu. Portanto, caro amigo mefecista, a sua contribuição é que sustenta o MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO. A caminhada deste movimento, suas iniciativas, seus compromissos, seus investimentos, suas ações, D-E-P-E-N-D-E-M de sua consciência em contribuir mensalmente com o valor que está estipulado pela coordenação de sua cidade.
É necessário e providencial neste momento acerca do SENTIDO DA PERTENÇA, em que estamos aprofundando nosso conhecimento, e tirando nossas dúvidas sobre a contribuição financeira, ressaltarmos que no momento atual o MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO vive uma situação “anêmica” em relação à contribuição financeira de seus membros, pois a maioria das Equipes-Base não está mantendo em dia os seus compromissos.
Sempre que um mefecista, que esquece ou atrasa a contribuição, esta esquecendo e atrasando a EVANGELIZAÇÃO, A PROMOÇÃO, A FORMAÇÃO, A EDUCAÇÃO E A HUMANIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS.
Acreditamos que este assunto ainda não está esgotado, porém, vai contribuir para despertar nossa consciência a respeito desta responsabilidade que temos com o nosso Movimento, certos de que este nosso gesto possibilitará que outras pessoas e outras famílias possam também conhecer, e receberem todo o benefício que o MFC nos proporciona.
Para encerrar essa reflexão sobre o SENTIDO DA PERTENÇA, vamos com muita humildade, fazer uma reflexão:
COMO ESTÁ A CONTRIBUIÇÃO DE NOSSA EQUIPE-BASE?
ESTAMOS EM DIA?
Caso a resposta seja negativa, permita-nos propor um gesto concreto: um esforço de todos de nossa equipe para atualizarmos o nosso compromisso, e quem sabe até, um gesto de mefecistas conscientes: melhorar o seu valor.
segunda-feira, 19 de março de 2012
DEFINIDA COORDENAÇÃO-GERAL DA NUCLEAÇÃO DO MFC EM MATRIZ DE CAMARAGIBE
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| Fiel e Claudete - Coordenadores da Nucleação de Matriz de Camaragibe |
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ECE - Equipe de Coordenação Estadual do Movimento Familiar Cristão de Alagoas esteve reunida na última sexta-feira, dia 16, para tratar da expansão do MFC em Matriz de Camaragibe e deliberaram pela realização de uma Nucleação (Encontro de Casais) em parceira com a ECCi - Equipe de Coordenação de Cidade de Matriz de Camaragibe, nos dias 18 e 19 de agosto próximo.
A ECE definiu os nomes de Fiel e Claudete (Grupo Amigos para Sempre) para a coordenação-geral da Nucleação de Matriz de Camaragibe, devendo promover as condições necessárias, junto aos Grupos de Bases, para realizar a Nucleação, dentro da metodologia do Movimento Familiar Cristão.
Nesta segunda-feira (19), Fiel e Claudete – Coordenadores da Nucleação, e Jorge e Penha – Assessoria de Comunicação e Blog, estarão em Matriz de Camaragibe para conhecer o local onde acontecerá a Nucleação e participar de uma reunião com a ECCi – Equipe de Coordenação de Cidade, tratando de assuntos relacionados a Nucleação.
VIA SACRA EM MATRIZ DE CAMARAGIBE
Quando da visita à Matriz de Camaragibe nesta segunda-feira, 19, os mefecistas da ECE e ECCi discutirão com o pároco local, os detalhes finais para a realização da VIA SACRA em Matriz de Camaragibe, na sexta-feira, dia 30 de março, nos mesmos moldes da realizada pelo MFC em Limoeiro de Anadia e Maceió.
domingo, 18 de março de 2012
LITURGIA DO 4º DOMINGO DA QUARESMA - 18/03/2012
DEUS É FIEL À ALIANÇA!
A história humana, por causa das nossas infidelidades e pecados, é tecida de muitas dores e sofrimentos. Ganância, prepotência, orgulho e mentira provocam situações de escravidão e morte. Contudo, Deus não abandona a Humanidade. Por causa do imenso amor com que nos ama, Ele é fiel à sua aliança em favor da vida e da liberdade para todos.
4º DOMINGO DA QUARESMA
1ª Leitura: 2Cr 36,14-16.19-23
Salmo Responsório: 136
2ª Leitura: Ef 2,4-10
Evangelho: Jo 3,14-21
EVANGELHO
JOÃO 3,14-21
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.
20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.
— Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe
“Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações” (Is. 66,10s).
Estas palavras de Isaías dão o tom da liturgia deste domingo, chamado pela liturgia de domingo Laetare – domingo “Alegra-te!” No meio da Quaresma, na metade do caminho para a a celebração da Ressurreição do Senhor, a Igreja nos convida à alegria pela aproximação da Santa Páscoa. Daí hoje a cor rosa e as flores na igreja. “Alegra-te, Jerusalém!” – Jerusalém é a Igreja,é o Povo santo de Deus, o novo Israel, é cada um de nós... Alegremo-nos, apesar das tristezas da vida, apesar da consciência dos nossos pecados! Alegremo-nos, porque a misericórdia do Senhor é maior que nossa miséria humana!
Como o povo da Antiga Aliança, também nós tantas vezes somos infiéis – já devíamos ter visto isso claramente a essa altura da Quaresma! É trágico, na primeira leitura, o resumo que o livro das Crônicas traçou da história de Israel: “Todos os chefes dos sacerdotes e o povo multiplicaram suas infidelidades, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs. O Senhor Deus dirigia-lhes a palavra por meio de seus mensageiros, porque tinha compaixão do seu povo. Mas, eles zombavam dos enviados de Deus, até que o furor do Senhor se levantou contra o seu povo e não teve mais jeito”. Com estas palavras dramáticas, o Autor sagrado nos explica o motivo do terrível e doloroso exílio da Babilônia: Israel fez pouco de Deus, virou-lhe as costas; por isso mesmo, foi expulso do aconchego do Senhor na Terra que lhe fora prometida, perdeu a liberdade, o Templo, a Cidade Santa, e tornou-se escravo no Exílio de Babilônia. Aqui aparece toda a gravidade do pecado, que provoca a ira de Deus! É sempre essa a consequência do pecado: o exílio do coração, a escravidão da vida! A Escritura nos ensina, caríssimos, que Deus nunca faz pouco do nosso pecado, nunca passa a mão na nossa cabeça, jamais faz de conta que não pecamos! Jamais despensa de modo leviano as nossas infidelidades! E por quê? Porque realmente nos ama, nos leva a sério, faz conta de nós! Ora, o pecado, afastando-nos de Deus, nos desfigura e nos faz perder o rumo e o sentido da existência. Por isso mesmo, causa a ira de Deus!
Pois bem, o Senhor levou, então, seu povo para o terrível deserto do Exílio para corrigi-lo e fazê-lo voltar de todo o coração para Aquele que é seu único bem, sua verdadeira riqueza – aquele que é o seu Deus! É por misericórdia que ele corrige Israel, por misericórdia que nos corrige: “Pois o Senhor não rejeita para sempre: se ele aflige, ele se compadece, segundo sua grande bondade. Pois não é de bom grado que ele humilha e que aflige os filhos do homem” (Lm. 3,31-33). Deus é amor e misericórdia. A leitura do Livro das Crônicas nos mostrou que, uma vez Israel convertido, corrigido, o Senhor fá-lo voltar para a Terra sempre prometida. Sim, efetivamente, “não é de bom grado que ele humilha e que aflige os filhos do homem”.
Esta mesma idéia que tantas vezes aparece no Antigo Testamento, cumpre-se de modo definitivo em Cristo Jesus. Hoje, o Senhor, com palavras comoventes, explica a Nicodemos a sua missão: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho unigênito, para que não morra todo aquele que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. Porque “estávamos mortos por causa de nossos pecados”, Deus, na sua imensa misericórdia, nos deu a vida no seu Filho único. Vede: há duas realidades que são bem concretas na nossa existência. Primeiro, a realidade do nosso pecado. Nesta metade de caminho quaresmal, é preciso que tenhamos a coragem de reconhecer que somos pecadores, que temos profundas quebraduras interiores, paixões desordenadas, desejos desencontrados que combatem em nós...
Quantas incoerências, quantos fechamentos para Deus e para os outros, quantas resistências à graça, quantas máscaras! A humanidade é isso! Não somos bonzinhos! Somos todos feridos, todos doentes, todos pecadores, todos necessitados da salvação! Mas, ao lado dessa realidade tão triste, há uma outra: Deus não se cansa de nós; estende-nos a mão para nos tirar do nosso atoleiro e nos salvar! Essa mão estendida é o seu Filho Jesus! Deus amou tanto o mundo, levou-nos tão a sério, que entregou o seu Filho, o Amado, o Único, o Santo! Grande o nosso pecado, imensa a misericórdia de Deus em Cristo; grande a nossa treva, imensa a Luz de Deus que nela brilhou em Cristo; grande o nosso egoísmo; imenso o amor de Deus manifestado em Cristo; grande a nossa morte; imensa a Vida que nos foi dada em Cristo Jesus, nosso Senhor!
A grande tentação de nossa época é fazer pouco de Deus e, cinicamente, mascarar nosso pecado. Quantos cristãos adulteram, roubam, fornicam, abortam, negligenciam seus deveres para com Deus e com a Igreja, desobedecem aos mandamentos, e não estão nem aí. É um espírito de descrença, de falta de atenção e delicadeza para com o Senhor. Vemos isso em tanta gente de Igreja... Aqueles que nos corrigem são chamados logo de reacionários, fechados, sem misericórdia, duros, insensíveis para o mundo atual... E no entanto, a Palavra do Senhor é clara: é necessário que fixemos o olhar em Cristo que se entregou por nós e reconheçamos a gravidade e a concretude do nosso pecado! Volta, Israel! Volta, Igreja de Cristo! Volta, povo do Senhor! Voltemos! Em Cristo Jesus, nosso Salvador, “Deus quis mostrar a incomparável riqueza da sua graça!” Não brinquemos com o amor de Deus, não recebamos em vão a sua correção!
Recordemos que hoje, no Evangelho, após mostrar o imenso amor de Deus pelo mundo, a ponto de entregar o Filho amado, Jesus nos previne duramente: Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito”. Ora, caríssimos, acreditar no nome de Jesus não é aderir a uma teoria, mas levá-lo a sério na vida pelo esforço contínuo de conversão à sua Pessoa divina e à sua Palavra santa!
Crede não com palavras vãs! Crede com o afeto, crede com o coração, crede com os lábios, mas, sobretudo, crede com as mãos, com os vossos atos, com a prática da vossa vida! De verdade creremos na medida em que de verdade nos abrirmos para a sua luz; pois “o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz”.
Que o Senhor nos dê a graça de ver realisticamente nossos pecados, reconhecê-los humildemente e confessá-los sinceramente, para celebrarmos verdadeiramente a Páscoa que se aproxima e dela participar eternamente na glória do céu.
ORAÇÃO
Ó Deus, que por vosso Filho realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Amém!
Editado por MFC ALAGOAS
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