quarta-feira, 16 de junho de 2010


RELACIONAMENTO CONJUGAL COM QUALIDADE

Existem alguns fatores que interferem de maneira decisiva na qualidade do relacionamento.

A falta de tempo para o outro, cria um sentimento doloroso de distância e solidão no casamento. A comunicação e a intimidade se deterioram.

Muitos casais cuidam melhor de seus carros, suas casas, suas amizades e até de seus animais de estimação do que do seu casamento.

Periodicamente, ambos, juntos, precisam parar a fim de analisar a saúde do casamento. Isto não é algo que um possa fazer sozinho e apresentar ao outro. É um exercício mútuo, um check-up matrimonial.

A falta de tempo juntos também pode ser uma forma de se evitar o outro. Um ou ambos podem se esquivar de certos assuntos no relacionamento; o resultado claro é que esses assuntos jamais serão resolvidos e o relacionamento começará a perder vida.

A falta de tempo para o outro também tem sua cobrança na intimidade. Não apenas a sexual, a intimidade no sentido mais amplo, de estar perto um do outro, de criar cumplicidade.

As áreas que sugam a disponibilidade de tempo são normalmente: os filhos, o emprego e a carreira profissional, os envolvimentos com a igreja, as atividades comunitárias, o lazer e os esportes, problemas familiares, a busca por conhecimentos, os amigos...

O tempo adequado para e necessário para o casal permite o desenvolvimento e o aprofundamento da intimidade, permitindo que o relacionamento se torne sólido e durável.

Outro fator que interfere na qualidade do relacionamento são os pensamentos perniciosos. São eles: - TUDO ou NADA : radicalidade de opinião, minha verdade tem que ser aceita e vivida pelo cônjuge. Ex.: Conversão;

- LER PENSAMENTO: "Posso lê-lo como um livro", "Se ele(a) me ama, sabe que não gosto disso", "Sei o que ela(e) está pensando, e como sempre está errada(o). A experiência e o tempo fazem com que as pessoas modifiquem preferências, opiniões e até padrões de comportamento. É essencial que os cônjuges amem-se permitindo que tais mudanças se desenvolvam naturalmente. Não se deve construir uma barreira em volta do seu companheiro(a) presumindo que sabe o que está pensando, sentindo, precisando, fazendo;

- ROTULAR: Que poder tem um rótulo! O Deus das Escrituras distingue entre a ação e seu autor. Um pouco de mim não representa todo o meu ser.
Nenhum de nós somos completos. Ex.: decoração de sarcasmo nos casamentos: derrotado, enforcado, laçado.

Em uma das leituras das Escrituras para um casamento, Jesus dá aos seus discípulos dois rótulos: "sal da terra" e "luz do mundo". Mais do que ninguém Ele sabia do poder da palavra para construir.

- MANIA DE AMOR: quanto do amor jurado, persevera quando as rugas aparecem, quando precisa economizar, quando os corpos ficam mais fracos... Quantos casais realmente pensam na realidade futura de dez, trinta, cinqüenta anos? Apesar de proclamada por nossa cultura, a mania do amor é um mito.

Questões
1.Você e seu cônjuge gastam um bom tempo juntos?
2.Existem assuntos que vocês relutam em conversar?
3.Quais são as "coisas" que vocês automaticamente presumem um do outro?
4.Vocês conhecem ou lembram de apelidos ou rótulos que esmagam o espírito?


Texto Bíblico: Carta de São Paulo aos Colossenses - Cap. 3, v. 12 a 21.

terça-feira, 15 de junho de 2010

CONVOCAÇÃO PARA A ASSEMBLÉIA GERAL NACIONAL EM VILA VELHA, ES.

MFC – MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO - BRASIL
CONSELHO DIRETOR NACIONAL


EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO

Ficam os senhores Coordenadores Estaduais, Coordenadores Regionais, Coordenadores do Conselho Diretor Nacional (CONDIN) da gestão anterior e o Assessor Eclesiástico do Conselho Diretor Nacional, convocados a se reunirem em Assembléia Geral Nacional Ordinária – AGN, nos termos do Artigo 46 do Regimento Interno, que será realizada no dia 24 de julho de 2010, às 8:00 horas em primeira convocação com a presença de no mínimo, metade dos seus membros, às 8:30 horas em segunda convocação com qualquer número de seus integrantes, na Unidade Municipal de Ensino Fundamental Gov. Christiano Dias Lopes Filho, situada à Rua Ita, s/nº - Barra do Jucu na cidade de Vila Velha/Espírito Santo, para deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

1.
Traçar linhas gerais de ação do MFC Nacional;
2.
Eleger e dar posse ao(s) Coordenador(es) e Vice-coordenador(es) Regionais, com voto vinculado;
3.
Eleger entre os Coordenadores e Vice-coordenadores Regionais o(s) Coordenador(es) e Vice-coordenador(es) Nacional(is);
4.
Deliberar sobre a realização, quanto à data e local do Encontro Nacional seguinte;
5.
Deliberar sobre a prestação de contas dos órgãos da Administração acompanhada do Parecer do Conselho Fiscal;
6.
Deliberar sobre as alterações do estatuto;
7.
Eleição dos Membros do Conselho Fiscal.

Notas:
1. As deliberações da AGN serão tomadas por maioria simples dos votos colhidos, ressalvados os quoruns especiais previsto no Regimento;
2.
Para deliberar sobre alterações do estatuto serão necessários a presença e o voto favorável de, pelo menos, dois terços dos membros integrantes da AGN com direito a voto;
3.
Os integrantes da AGN têm direito a voz, cabendo o direito de voto somente aos Coordenadores Estaduais e Regionais. Cada um dos quais com direito a dois votos;
4. É facultado aos integrantes da AGN, se fazerem acompanhar às reuniões de tantos assessores quantos se tornarem necessários, apenas com direito a voz.


José Newton e Ariadna Ribeiro
Coordenadores Nacionais do Movimento Familiar Cristão - Brasil

JUNHO DE FESTAS JUNINAS

Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro são as festas juninas, que animam todo o mês de junho com muita música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro.

Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil.

Seria as festas juninas folclore ou religião? Até onde podemos distinguir entre ambos? Neste estudo não pretendemos atacar a religião católica, já que todos podem professar a religião que bem desejarem, o que também é um direito constitucional. mas tão somente confrontar tais práticas com o que diz a Bíblia.

Herança Portuguesa
A palavra folclore é formada dos termos ingleses folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradição) e significa “o conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; ou estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em suas lendas, crenças, canções e costumes.

Como é do conhecimento geral, fomos descobertos pelos portugueses, povo de crença reconhecidamente católica. Suas tradições religiosas foram por nós herdadas e facilmente se incorporaram em nossas terras, conservando seu aspecto folclórico. Sob essa base é que instituições educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas, expressão que carrega consigo muito mais do que uma simples relação entre a festa e o mês de sua realização.

Entretanto, convém salientar a coerente distancia existente as finalidades educacionais e as religiosas.

É bom lembrar também que nessa época as escolas, "em nome da cultura", incentivam tais festas por meio de trabalhos escolares, etc... A criança que não tem como se defender aceita, pois se sente na obrigação de respeitar a professora que lhe impõe estes trabalhos (sobre festa Junina), e em alguns casos é até mesmo ameaçada com notas baixas, porquê a professora, na maioria das vezes, é devota de algum santo, simpatizante ou praticante da religião Católica, que é a maior divulgadora desta festa. Neste momento quando se mistura folclore e religião, a criança -inocente por natureza - rapidamente se envolve com as músicas, brincadeiras, comidas e doces. Aliás, não existiria esta festa não fosse a religião. Inclusive existe a competição entre clubes, famílias ou grupos para realizarem a maior ou a melhor festa junina da rua, do bairro, da fazenda, sítio, etc...

Além disso, não podemos nos esquecer de que o teor de tais festas oscila de região para região do país, especialmente no norte e no nordeste, onde o misticismo católico é mais acentuado.

As mais tradicionais festas juninas do Brasil acontecem em Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco).

O espaço onde se reúnem todos os festejos do período são chamado de arraial. Geralmente é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.

Uma Suposta Origem das Festividades
Para as crianças católicas, a explicação para tais festividades é tirada da Bíblia com acréscimos mitológicos. Os católicos descrevem o seguinte:

“Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com freqüência, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Intemet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços, era dia 24 de junho. Começou, então, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, danças e muito mais!”.

Como podemos ver, a forma como é descrita a origem das festas juninas é extremamente pueril, justamente para que alcance as crianças.

As comemorações do dia de São João Batista, realizadas em 24 de junho, deram origem ao ciclo festivo conhecido como festas juninas. Cada dia do ano é dedicado a um dos santos canonizados pela Igreja Católica. Como o número de santos é maior do que o número de dias do ano, criou-se então o dia de “Todos os Santos”, comemorado em 1 de novembro. Mas alguns santos são mais reverenciados do que outros. Assim, no mês de junho são celebrados, ao lado de São João Batista, dois outros santos: Santo Antônio, cujas festividades acontecem no dia 13, e São Pedro, no dia 28.

Plágio do Paganismo
Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, já aconteciam festas populares durante o solstício de verão (ápice da estação), as quais marcavam o início da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos , como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Por exemplo: as cerimônias realizadas em Cumberland, na Escócia e na Irlanda, na véspera de São João, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crianças pela fumaça de fogueiras.

As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí temos uma das procedências do atual nome “festas juninas”.

Tais celebrações coincidiam com as festas em que a Igreja Católica comemorava a data do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo. O catolicismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão. Como o catolicismo ganhava cada vez mais adeptos, nesses festejos acabou se homenageando também São João. É por isso que no inicio as festas eram chamadas de Joaninas e os primeiros paises a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.

Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antonio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas. O curioso é que antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período. Os rituais tinham canto, dança e comida. Deve-se lembrar que a religião dos índios era o animismo politeísta (adoravam vários elementos da natureza como deuses).

As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”.

Sincretismo Religioso
Religiões de várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia, aproveitam-se desse período de festas juninas para manifestar sua fé junto com as comemorações católica. O Candomblé, por exemplo, ao homenagear os orixás de de sua linha, mistura suas práticas com o ritual católico. Assim, durante o mês de junho, as festas romanas ganham um cunho profano com muito samba de roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Paralelamente as bandas de axé music se espalham pelas ruas das cidades baianas durante os festejos juninos.

Um fator fundamental na formação do sincretismo é que, de acordo com as tradições africanas, divindades conhecidas como orixás governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo popular, os santos também tinham esse poder. “Iansã protege contra raios e relâmpagos e Santa Bárbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento. Cultuados nas duas mais populares religiões afro-brasileiros – a umbanda e o candomblé – cada orixá corresponde a um santo católico. Ocorrem variações regionais. Um exemplo é Oxóssi, que é sincretizado na Bahia com São Jorge mas no Rio de Janeiro representa São Sebastião. Lá, devido ao candomblé, o Santo Antônio das festas juninas é confundido com Ogun, santo guerreiro da cultura afro-brasileira.

Superstições

1- A Puxada do Mastro
Puxada do mastro é a cerimônia de levantamento do mastro de São João, com banda e foguetório. Além da bandeira de São João, o mastro pode ter as de Santo Antonio e São Pedro, muitas vezes com frutas, fitas de papel e flores penduradas. O ritual tem origem em cultos pagãos, comemorativos da fertilidade da terra, que eram realizados no solstício de verão, na Europa.

Acredita-se que se a bandeira vira para o lado da casa do anfitrião da festa no momento em que é içada, isto é sinal de boa sorte. O contrario indica desgraça. E caso aponte em direção a uma pessoa essa será abençoada.

2- As Fogueiras
Sobre as fogueiras há duas explicações para o seu uso. Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. Já os católicos acreditavam que era sinal de bom presságio. Conta uma lenda católica que Isabel prima de Maria, na noite do nascimento de João Batista , ascendeu uma fogueira para avisar a novidade à prima Maria, mãe de Jesus. Por isso a tradição é acendê-las na hora da Ave Maria (às 18h).

Você sabia ainda que cada uma das três festas exige um arranjo, diferente de fogueira? Pois é, na de Santo Antonio, as lenhas são atreladas em formato quadrangular; na de São Pedro, são em formato triangular e na de São João possui formato arredondado semelhante à pirâmide.

3- Os Fogos de Artifício
Já os fogos dizem alguns, eram utilizados na celebração para “despertar” São João e chamá-lo para as comemorações de seu aniversário. Na verdade os cultos pirolátricos são de origem portuguesa. Antigamente em Portugal, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha como finalidade espantar o diabo e seus demônios na noite de São João.

4- Os Balões
A saciedade “Amigos do Balão” nasceu em 1998 para defender a presença do ‘balão junino’ nessas festividades. O padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão e o inventor Alberto Santos são figuras ilustres entre os brasileiros por soltarem balões por ocasião das festas juninas de suas épocas, portanto podemos dizer que eles foram os precursores dessa prática.

Hoje, como sabemos, as autoridades seculares recomendam os devotos a abster-se de soltar balões pelos incêndios que podem provocar ao caírem em urna floresta, refinaria de petróleo, casas ou fábricas. Essa brincadeira virou crime em 1965, segundo o artigo 26 do Código Florestal. Também está no artigo 28 da lei das Contravenções penais, de 1941. O infrator pode ir para a cadeia. Não obstante, essa prática vem resistindo às proibições das autoridades. Geralmente, os balões trazem inscrições de louvores aos santos de devoção dos fiéis, como por exemplo, “VIVA SÃO JOÃO!“, ou a outro santo qualquer comemorado nessas épocas.

Todos os cultos das festas juninas estão relacionados com a sorte. Por isso os devotos acreditam que ao soltar balão e ele subir sem nenhum problema, os desejos serão atendidos, caso contrário (se o balão não alcançar as alturas) é um sinal de azar.

A tradição também diz que os balões levam os pedidos dos homens até São João. Mas tudo isso não passa de crendices populares.

OS SANTOS

SANTO ANTÔNIO
Alguns dizem que o nome verdadeiro desse santo não é Antônio, mas Fernando de Bulhões, segundo estes, ele nasceu em Portugal em 15 de agosto de 1195 e faleceu em 13 de junho de 1231.

Outros porém, afirmam que Fernando de Bulhões foi a cidade onde nasceu. Aos 24 anos, já na Escola Monástica de Santa Cruz de Coimbra, foi ordenado sacerdote.

Dizem que era famoso por conhecer a Bíblia de cor. Ao tomar conhecimento de que quatro missionários foram mortos pelos serracenos, decidiu mudar-se para Marrocos. Ao retomar para Portugal, a embarcação que o trazia desviou-se da rota por causa de uma tempestade, e ele foi parar na Itália. Lá, foi nomeado pregador da Ordem Geral.

Depois de um encontro com os discípulos de Francisco de Assis, entrou para a ordem dos franciscanos e foi rebatizado de Antônio. Viveu tratando dos enfermos e ajudando a encontrar coisas perdidas. Dedicava-se ainda em arranjar maridos para as moças solteiras. Sua devoção foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram erigir em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradição que as moças casadouras recorram a Santo Antônio, na véspera do dia 13 de junho, formulando promessas em troca do desejado matrimônio. Esse fato acabou curiosamente transformando 12 de junho no “Dia dos Namorados”.

A fama de casamenteiro surgiu mesmo depois de sua morte, no século XIV. Diz a lenda que uma moça pobre pediu ajuda a Santo Antonio e conseguiu o dote que precisava para poder casar. A história se espalhou e hoje é o santo que homens e mulheres recorrem quando o objetivo é encontrar sua metade.

No dia 13, multidões se dirigirem às igrejas pelo pão de Santo Antônio. Dizem que é bom carregar o santo na algibeira para receber proteção.

Uma outra curiosidade é que a imagem deste santo sempre aparece com o menino Jesus no colo. Você sabe por quê? Existem duas versões para isso: uma, diz que o menino representa o quanto ele era adorado pelas crianças; a outra, que ele era um pregador tão brilhante que dava vida aos ensinos da Bíblia. O menino seria a personificação da palavra de Deus.

É bastante comum entre as devotas de Santo Antônio colocá-lo de cabeça para baixo no sereno amarrado em um esteio. Ou então jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja satisfeito. Depois cantam:

“Meu Santo Antônio querido, Meu santo de carne e osso, Se tu não me deres marido, Não te tiro do poço”.

As festas antoninas são urbanas, caseiras, domésticas, porque Santo Antônio é o santo dos nichos e das barraquinhas.

Na A Tribuna de 14 de junho de 1997, página A8, lemos: “O dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi lembrado.., com diversas missas e a distribuição de 10 mil pãezinhos. Milhares de fiéis compareceram às igrejas para fazer pedidos, agradecer as graças realizadas e levar os pães, que, segundo dizem os fiéis, simbolizam a fé e garantem fartura à mesa”. Ainda para Santo Antônio, cantam seus admiradores:

“São João a vinte e quatro, São Pedro a vinte e nove, Santo Antônio a treze, Por ser o santo mais nobre”.

SÃO JOÃO
A Igreja Católica o consagrou santo. Segundo essa igreja, João Batista nasceu em 29 de agosto, em 31 A.D., na Palestina, e morreu degolado por Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé (Mt 14.1-12). A Bíblia, em Lucas 1.5-25, relata que o nascimento de João Batista foi um milagre, visto que seus pais, Zacarias e Isabel, na ocasião, já eram bastante idosos para que pudessem conceber filhos.

Em sua festa, São João é comemorado com fogos de artifício, tiros, balões coloridos e banhos coletivos pela madrugada. Os devotos também usam bandeirolas coloridas e dançam. Erguem uma grande fogueira e assam batata-doce, mandioca, cebola-do-reino, milho verde, aipim etc. Entoam louvores e mais louvores ao santo.

As festas juninas são comemoradas de uma forma rural, sempre ao ar livre, em pátios e/ou grandes terrenos previamente preparados para a ocasião.

João Batista, biblicamente falando, foi o precursor de Jesus e veio para anunciar a chegada do Messias. Sua mensagem era muito severa, conforme registrado em Mateus 3.1-11. Quando chamaram sua atenção para o fato de que os discípulos de Jesus estavam batizando mais do que ele, isso não lhe despertou sentimentos de inveja (Jo 4.1), pelo contrário, João Batista se alegrou com a notícia e declarou que não era digno de desatar a correia das sandálias daquele que haveria de vir, referindo-se ao Salvador (Lc 3.16).

Se em vida João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração, será que agora está aceitando essas festividades em seu nome, esse tipo de adoração à sua pessoa? Certamente que não!

SÃO PEDRO
É atribuída a São Pedro a fundação da Igreja Católica, que o considera o “príncipe dos apóstolos” e o primeiro papa. Por esse motivo, os fiéis católicos tributam a esse santo honrarias dignas de um deus. Para esses devotos, São Pedro é o chaveiro do céu. E para que alguém possa entrar lá é necessário que São Pedro abra as portas.

Uma das crendices populares sobre São Pedro (e olha que são muitas!) diz que quando chove e troveja é por que ele está arrastando os móveis do céu. Pode!

Na ocasião, ocorrem procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pesca-dores, o dia de São Pedro é sagrado. Tanto é que eles não saem ao mar para pescaria. É ainda considerado o santo protetor das viúvas.

A brincadeira de subir no pau-de-sebo (uma árvore de origem chinesa) é a que mais se destaca nas festividades comemorativas a São Pedro. O objetivo para quem participa é alcançar os presentes colocados no topo.

Os sentimentos do apóstolo Pedro, eram extremamente diferentes do que se apregoa hoje, no dia 29. De acordo com sua forma de agir e pensar, conforme mencionado na Bíblia, temos razões para crer que ele jamais aceitada os tributos que hoje são dedicados à sua pessoa.

Quando Pedro, sob a autoridade do nome de Jesus, curou o coxo que jazia à porta Formosa do templo de Jerusalém e teve a atenção do povo voltada para ele como se por sua virtude pessoal tivesse realizado o milagre não titubeou, mas declarou com muita segurança sua dependência do Deus vivo e não quis receber nenhuma homenagem (cf. Atos 3:12-16 ; 10:25,26).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

HOJE, REUNIÃO DO “ARRAIÁ DO MFC”

O Movimento Familiar Cristão de Maceió promoverá no recinto do Clube do Mascate o “ARRAIÁ DO MFC” no próximo sábado, dia 19 de junho.

Em reuniões preparatórias, ocorridas anteriormente, foi decidido que no evento haverá alimentação típica junina, bebidas, fogueira, show musical com Banda e Trio de forró-pé-de-serra, casamento matuto, quadrilha-junina, concursos de casal melhor dançarino, casal melhor caracterizado com trajes típicos, crianças (uma masculina e uma feminina) melhor caracterizada com trajes típicos, Grupo de Base com maior número de membros presente, mestre de cerimônia, etc.

A reunião para acertos finais acontece hoje, segunda-feira, 14, na Sede do MFC, a partir das 19h30min, com os representantes dos Grupos de Base que serão responsáveis pela organização e realização das diversas atividades programadas para o evento.

Para o sucesso do ARRAIÁ DO MFC é importante a presença dos responsáveis pela venda das bebidas, alimentação, decoração, atrações musicais, fogueira, limpeza, mesas/cadeira/toalhas/faixa, comissão julgadora, quadrilha junina, casamento matuto, portaria e mestre de cerimônia, nessa última reunião de acertos finais.

O sucesso do ARRAIÁ DO MFC depende de cada um de nós, mefecistas maceioenses e aqueles que desejarem participar da organização e equipe de trabalho do ARRAIÁ DO MFC sinta-se convidado a participar da reunião.

MEFECISTAS COMEMORAM DIA DOS NAMORADOS NA BODEGA DO SERTÃO

Os mefecistas Robinho e Mariana, Braga e Laís, Lúcio e Núbia, Felipe e Rosário (Grupo Ágape), Neto e Rita (Grupo Renovação II), Tião e Suely e Ailson e Simone (Grupo Caná da Galileia), se reuniram na noite do sábado passado (12), no Restaurante Bodega do Sertão, para comemorar o Dia dos Namorados.

Mas o evento não serviu apenas para comemorar o Dia dos Namorados. Todos abraçaram o casal Neto e Rita que comemoravam o 24º aniversário de casamento, data tão importante quanto o Dia dos Namorados.

Após degustarem o melhor da comida nordestina, os mefecistas dançaram muito, curtindo uma noite maravilhosa num ambiente de excelente qualidade com amigos. O Grupo se reencontra durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo, fazendo uma corrente positiva para a nossa seleção chegar ao hexa.

O evento foi organizado pelos casais Lúcio e Núbia (coordenadores) e Braga e Laís (eventos) do GRUPO ÁGAPE do MFC MACEIÓ.

O
Blog do MFC ALAGOAS aproveita para desejar ao casal Neto e Rita que o casamento a cada novo dia seja cada vez melhor. Que acreditem na sabedoria do Senhor, porque o casamento é uma criação divina. Não permitam que o tempo transcorra sem um gesto de carinho, uma palavra de ternura. Decidam-se por reviver os dias do namoro sempre, uma descoberta constante do outro. Não deixem para amanhã nem programe para uma data qualquer, executem hoje toda afetividade, amor e dedicação que sentem um pelo outro. Neto e Rita merecem toda felicidade do mundo.

domingo, 13 de junho de 2010

COMEMORA-SE HOJE O DIA DE SANTO ANTÔNIO, O SANTO CASAMENTEIRO

Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio) nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou.

Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália.

Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade.

A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias.

Após uma crise de hidropisia (acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo), Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX.

A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular.

Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiros é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

HOJE, 40ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

O MFC ALAGOAS manda celebrar hoje, domingo, dia 13, às 17h30min, na Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran, Missa pelo aniversário do 1º ano do falecimento da nossa companheira mefecista cearense, VALÉRIA LEITE, ex-coordenadora nacional, regional e estadual do MFC - Movimento Familiar Cristão.

A partida prematura de Valéria entristeceu e encheu de saudades todos àqueles que a conheciam, especialmente os mefecistas brasileiros que tanto a admiravam por seu exemplo de amor ao MFC, disponibilidade, justiça, discernimento, grandeza de coração, entre inúmeras qualidades que Valéria possuía.

Também hoje, familiares e amigos apresentarão em Fortaleza, Ceará, a coletânea de depoimentos e mensagens, reunido em forma de livro, intitulado “VALEU, VALÉRIA!”.

Confiantes no amor de Deus e na certeza de que agora ela está na graça do Pai, o MFC ALAGOAS convida os mefecistas e a comunidade cristã para participarem da Santa Missa das 17h30min, na Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran.

SEMANA DO MIGRANTE

Dom Demétrio Valentini *


Em pleno mês da copa, com os olhos voltados para a África, temos pela frente a Semana do Migrante. Aberta neste domingo dia 13, vai se concluir no próximo dia 20, quando no Brasil se celebra o Dia Nacional do Migrante.
-
A promoção e a organização da Semana do Migrante está a cargo do SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes, o organismo da CNBB incumbido de incentivar a acolhida e a valorização dos migrantes nas comunidades da Igreja.

Desta vez o SPM está completando 25 anos. Um motivo a mais para conferirmos a realidade migratória em nosso país, com as interpelações que ela nos apresenta. Ao longo destes 25 anos o SPM foi se firmando como uma importante referência para a problemática dos migrantes, seja pelos locais de acolhida, espalhados pelo Brasil afora, seja pela atuação sistemática, constante, atenta, de presença e acompanhamento aos migrantes em nosso país.

Para avaliar a importância da atuação da Igreja junto aos migrantes, nada melhor do que conferir os benefícios trazidos pela recente lei da anistia aos indocumentados, oferecendo a possibilidade de regularizarem sua permanência no país, aprovada recentemente. Sem o apoio do Setor de Mobilidade Humana da CNBB, dentro do qual se insere o Serviço Pastoral dos Migrantes, com certeza não se teria chegado a esta lei, com a abertura que ela apresenta, e com as possibilidades que ela proporciona. Uma lei com conteúdo muito humano, que honra o Brasil, e que serviria de exemplo para tantas situações que os migrantes vivem hoje no mundo.

É tradição firmada nestes 25 anos de atuação do SPM, assumir para a Semana do Migrante o mesmo tema da Campanha da Fraternidade. Além de boa, esta opção é estratégica, pois revela a importância de inserir as atividades pastorais num contexto mais amplo da ação da Igreja, para que encontrem respaldo e possam se integrar num processo permanente. Assim, em cada ano, o tema da Campanha da Fraternidade pode ser aprofundado, vendo suas incidências na realidade migratória, de acordo com a proposta de "uma economia a serviço da vida".

No que se refere à ação cotidiana do SPM, ela tem três focos distintos, que servem de referência para a atuação pastoral junto aos migrantes.

O primeiro deles é constituído pelas migrações sazonais. A cada ano, milhares de pessoas saem em busca de trabalho, sobretudo nos canaviais que se espalham pelo país. Os outros dois focos são os migrantes urbanos, e os imigrantes estrangeiros.

No mundo há situações muito mais tensas. Em cada época, os fluxos migratórios assumem feições que retratam a problemática que os suscita. Hoje a tensão migratória é resultado das grandes diferenças econômicas existentes no mundo, que não são fruto do acaso, mas têm causas bem identificadas.

O continente africano, que nestes dias está na mira de nossas atenções, serve de referência também para entendermos como se apresenta hoje o fenômeno migratório. A situação em alguns países africanos é tão dramática, que se fosse possível a população migraria toda para a Europa. Se as riquezas descobertas nos tempos da colonização européia tivessem sido aplicadas na própria África, com certeza não haveria hoje tantos africanos sonhando com a Europa e forçando a barra para atravessar o mediterrâneo.

As migrações têm o seu lado positivo, de intercâmbio de culturas e de nova composição étnica das nações. Mas revelam também o lado escuro dos processos de exploração que continuam produzindo impasses e provocando migrações forçadas.

Em tempos de copa do mundo na África, quando de novo o esporte serve de utopia da confraternização mundial, é salutar uma Semana do Migrante, para sonharmos com os caminhos que podem tornar este mundo uma casa habitável para todos, sem preconceitos, sem injustiças e sem discriminações.

* Bispo de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira

sábado, 12 de junho de 2010

GRUPO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Na sua terceira reunião pós-nucleação, realizada na última terça-feira, 8 de junho na residência do casal Cristiano e Kelly, a COMUNIDADE DE BETÂNIA da 27ª NUCLEAÇÃO DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE MACEIÓ, escolheu como nome definitivo “GRUPO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS”.

O Grupo se mostra feliz em participar da família mefecista e interessados no carisma do MFC que é a valorização do amor conjugal, a construção de famílias mais felizes para que o mundo seja mais justo e solidário. Nas reuniões já realizadas, o Grupo já mostrou um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de simpatia, resultando isso numa grande amizade fixada ao plano de Deus.

Já neste domingo, dia 13, na celebração do Sagrado Coração de Jesus, o Grupo participará da Santa Missa das 9 horas, na Igreja do Convento dos Capuchinhos, no Farol e em seguida se reunirão num almoço de confraternização.

O GRUPO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS estará novamente reunido no sábado, 19 de junho, no ARRAIÁ DO MFC e depois disso no sábado, 3 de julho, na sua quarta reunião na residência do casal Toninho e Sheila.

O Grupo é composto pelos casais: Cristiano e Kelly, Alvacy e Cristiane, Toninho e Sheila, Vinícius e Amanda, Rodrigo e Louise, Francisco e Juliana, e Cláudio e Tereza, e tem como auxiliares os casais Dácio/Anny e Décio/Méia.

A HISTÓRIA DO DIA DOS NAMORADOS

As comemorações dos Dias dos Namorados possuem várias explicações possíveis, baseada na tradição cristã, romana e pagã. A Igreja Católica reconhece três santos com o nome de Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no Século III, em Roma, onde os casais celebram seu dia, em 14 de fevereiro.

Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II, que queria constituir um exército romano grande e forte, mas não conseguiu atrair muitos soldados, porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias e partirem para a guerra. Assim, o imperador proibiu os casamentos entre jovens e Valentim, revoltado, resolve realizar casamentos secretos. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.

Já na Roma Antiga, a data era celebrada em 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) no festival. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das moças romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa moça seria a sua namorada durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).

Com o tempo, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França - e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializados no início do século XIX.

Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.

No Japão existem dois dias dos namorados. O primeiro é 14 de fevereiro, quando as mulheres dão presentes e chocolates para amigos, namorados e afins. E no dia 14 de março é a vez dos homens retribuírem o presente.

Ao contrário de boa parte do mundo, o Brasil definiu 12 DE JUNHO como o DIA DOS NAMORADOS, há exatos 60 anos, numa jogada de marketing que se tornou lendária.

Junho era um mês fraco de vendas, um hiato entre o dia das mães e o dia dos pais. Em 1949, o publicitário João Dória, que na época desenvolvia uma campanha publicitária para as hoje extintas Lojas Clipper, fixou-se no santo casamenteiro brasileiro, SANTO ANTÔNIO. Como se comemora o dia de SANTO ANTÔNIO em 13 de junho, Dória fixou o dia anterior, 12 DE JUNHO como motivo para se trocar presentes entre os namorados e ainda colocou um slogan bem bacana: "Não é só de beijos que se prova o amor". A campanha teve a benção da Associação Comercial de São Paulo e, hoje, a data é a terceira mais lucrativa para as lojas - perdendo para o Natal e o dia das mães.

O interessante é ver que cada país celebra o DIA DOS NAMORADOS de um jeito. Na Inglaterra, São Valentim virou Jack Valentine e dá doces às crianças. No País de Gales, é Sto. Dwynwen que abençoa os namorados em 25 de janeiro. Na Catalunha, ao contrário do resto da Espanha, existe a festividade de São Jorge para esse fim. Na Suécia, o "Dia de Todos os Corações" foi criado por vendedores de flores na década de 60 e é celebrado em 14 de fevereiro. Na Finlândia e na Estônia, comemora-se a amizade e não a paixão (o que faz sentido). Já na Romênia, os namorados trocam presentes em 24 de fevereiro para celebrar o Dragobete.

Independente que seja em 14 de fevereiro, ou qualquer outra data, aqui no Brasil é comemorada hoje, 12 DE JUNHO, véspera do dia de SANTO ANTÔNIO e é dia dos eternos namorados se amarem cada vez mais.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

FALTAM POUCOS DIAS PARA O SORTEIO DO NETBOOK

BRINQUEDO DE JESUS

Mons. Pedro Teixeira Cavalcante
Doutor em Teologia


Santa Teresinha, na sua Autobiografia, escreve: “Desde algum tempo, eu me oferecera ao Menino Jesus para ser seu brinquedinho, dissera-lhe para não se servir de mim como de um brinquedo de valor, que as crianças se contentam de olhar sem ousar tocá-lo, mas como de uma bolinha sem nenhum valor que podia jogar no chão, pisar com o pé, furar, deixar em um canto ou, então, apertar sobre seu coração se isso lhe desse prazer...”.

Essa conversa pode parecer muito infantil, mas, examinando-a bem, é de uma profundidade extraordinária. De uma maneira simples, mística, feminina e amorosa, santa Teresinha traduz algumas palavras de Jesus, quando diz que só o ama e só é seu discípulo quem guarda a sua palavra, quem cumpre seus mandamentos. Na verdade, ser brinquedo de Jesus significa colocar-se a sua disposição para tudo, em todos os momentos. Significa sempre dizer sim aos convites de Deus. Significa disponibilidade total, humildade completa, resignação sem mágoa, aceitação tranquila dos dissabores cotidianos, não reclamar diante das picadas de alfinete, anuência alegre a todo desígnio do Pai a nosso respeito.

Ser brinquedo de Jesus é ainda aceitar ficar onde ele nos colocar, mesmo que seja desprezado atrás da porta; é ser como uma bola que pode ser chutada, furada e até mesmo abandonada, porque já não se deseja mais tê-la, usá-la; é ficar indiferente quando Jesus der mais atenção a outros brinquedos seus, porque são mais preciosos e mais bonitos.

Como se vê, não é fácil nem infantil ser brinquedo de Jesus, como santa Teresinha quis ser e o foi. Com efeito, é preciso ter fibra e coragem para, como acontece com uma bola, levar chutes e pontapés à vontade e ainda ficar pronto para ser desprezado ou atender novamente aos caprichos divinos de Jesus.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ARRAIÁ DO MFC CONFIRMADO PARA O DIA 19 DE JUNHO

O sábado, 19 de junho, será de festa no Clube do Mascate, no Distrito Industrial de Maceió, onde se realizará a tradicional festa junina “ARRAIÁ DO MFC”.

Mefecistas, famílias inteiras, participarão da grandiosa festa, num verdadeiro espírito democrático de congraçamento, para comemorar com toda a família mefecista, mais uma passagem de uma das nossas mais tradicionais festas, o “ARRAIÁ DO MFC”.

O “ARRAIÁ DO MFC” é um momento em que todas as Equipes de Base se unem, num evento único, e o espírito de união e solidariedade se solidifica, estreitando laços, quebrando distancias e protocolos sociais. Assim, os nossos relacionamentos, nossas vivências, nossas atuações no MFC, geram um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de simpatia, resultando nas nossas grandes amizades fixadas ao plano de Deus.

O Movimento Familiar Cristão de Maceió contará com a parceria de grandes amigos, na organização de sua festividade junina. Dessa vez será importante o apoio do Grupo Mascate, especialmente do casal Neto e Rita na cessão do local, no apoio da Anoreg e suporte de vários mefecistas para a montagem de toda a estrutura do evento, que contará com muito forró-pé-de-serra, bebidas, comidas típicas, a tradicional quadrilha-junina, casamento matuto e prêmios para os mefecistas “casal melhor caracterizado” que ganhará um jantar no Restaurante Le Corbu; “casal melhor dançarino de forró” que ganhará um jantar no Restaurante Wanchaco; “a criança do sexo masculino melhor caracterizado” e “a criança do sexo feminina melhor caracterizada” receberão R$ 100,00 (cem reais) cada.

O Grupo de Base com o maior número de participantes presentes na festa receberá R$ 300,00 (trezentos reais), havendo empate, ganhará o Grupo que tiver o maior número de membros quites com a tesouraria do MFC MACEIÓ, persistindo o empate será realizado um sorteio.

No "ARRAIÁ DO MFC" será entregue um Netbook, sorteado pela centena do 1º Prêmio da Loteria Federal do dia 19 de junho. Os bilhetes continuam sendo vendidos ao preço de R$ 5,00 (cinco reais) e o valor arrecadado será para a aquisição de mobiliário e equipamentos para a Sede do MFC.

No "ARRAIÁ DO MFC" o ingresso custará apenas R$ 5,00 (cinco reais) por pessoa maior de 12 anos. Animará o “ARRAIÁ DO MFC” o Conjunto Forró-Pé-de-Serra Xililique e Lula Brinquinho e sua Banda que tocará os sucessos do melhor forró brasileiro. O local dispõe de amplo estacionamento interno com segurança.

Assim, o Movimento Familiar Cristão de Maceió reafirma o seu compromisso de ter como carisma a construção de famílias mais felizes para que o mundo seja mais justo e solidário, lutando para construir uma sociedade mais justa e igualitária, baseada no amor e na solidariedade.

Convide seus companheiros de Grupo, seus familiares e amigos e participe do “ARRAIÁ DO MFC”.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

CARTÓRIO POSTAL CHEGA A MACEIÓ

Presente em vários Estados, o serviço de CARTÓRIO POSTAL chega a Maceió, numa parceria com os Correios e com cartórios de todo o Brasil. O sistema permite que uma pessoa em Maceió solicite a segunda via de certidões emitidas por cartórios do interior de Alagoas, do Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e de qualquer outro ponto do país. O pagamento é efetuado somente no momento de receber o documento, cuja entrega pode ser feita em domicílio.

Certidões de nascimento e óbito, protestos de títulos e cheques, escrituras, registros de imóveis, segunda via de documentos: estes são apenas alguns dos exemplos de documentos públicos registrados que agora podem ser solicitados sem que o usuário precise percorrer o caminho burocrático entre os diversos tipos de cartórios de registro civil, de registro de imóveis, de títulos e notas existentes em cada cidade.

O CARTÓRIO POSTAL não é um cartório, mas sim um prestador de serviços cartorários, que atua como um intermediário entre pessoas físicas e jurídicas e os inúmeros cartórios do país, facilitando os trâmites e oferecendo suporte e consultoria jurídica.

O documento continua sendo gerado pelos cartórios originais: a diferença é que chega às mãos do usuário em muito menos tempo e com menos burocracia. Outra grande vantagem está na rede nacional que compõe o serviço. “Um cartório oficial só pode emitir certidões de seu próprio arquivo, não tem o poder de solicitar documentos em outras cidades”, explica o mefecista maceioense Rainey Marinho, um dos sócios responsáveis pela implantação do serviço em Alagoas. Como o CARTÓRIO POSTAL trabalha com parcerias, é capaz de coordenar à distância até mesmo pesquisas complexas, como a busca de bens de uma pessoa, o rastreamento de heranças ou descobrir se um imóvel em outra cidade está desimpedido.

Além da comodidade e agilidade, outro diferencial do CARTÓRIO POSTAL é a assessoria cartorária, desenvolvida para oferecer ajuda em determinados tipos de processos. No setor imobiliário, por exemplo, um dos destaques é o serviço de “Pasta Pronta”, uma espécie de kit que contém todos os documentos e procedimentos exigidos pelos bancos ou construtoras na hora de se fazer um financiamento.

A sede do CARTÓRIO POSTAL em Maceió esta localizada na Av. Moreira e Silva, nº 821-A, Farol e o atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, mas o serviço também pode ser solicitado pelo site http://www.cartoriopostal.com.br. O telefone para atendimento ao público é o (82) 3326-2367.

O CARTÓRIO POSTAL foi fundado em 1992 e hoje é uma das empresas que mais atua em diversas áreas de registros públicos, tendo como objetivo oferecer a seus clientes, obtenção de documentos públicos em todo o Brasil com o contínuo compromisso de atender às necessidades da população com eficiência e originalidade. O trabalho é desenvolvido em parceira com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Atualmente o CARTÓRIO POSTAL conta com diversas unidades no país e está implantando unidades na Espanha, Portugal e Irlanda. Para fundamentar este crescimento, em 2007 a administração da empresa adotou um modelo de expansão de negócio, através da criação de uma rede franqueada no Brasil e exterior.
-
A principal meta do CARTÓRIO POSTAL é consolidar-se como a primeira empresa do país a garantir um atendimento inovador, moderno e seguro, visando a excelência na prestação dos serviços cartorários.

MEU CORPO, MINHA VIDA: O QUE ESTOU FAZENDO?
-
Hoje eu acordei e me dei conta de que vários anos já se passaram em minha vida e que devo sim, assumir esta realidade, responsabilidade, compromisso e amadurecer a cada dia.
-
E como faço isso?
-
Sendo um bom homem, um bom esposo, um bom pai, um bom profissional. “Bom o cassete”, tenho que ser o melhor que posso ser e disponibilizar os dons que Deus me deu a serviço da humanidade.
-
Minha felicidade e a dos que me rodeiam devem ser prioridade! Preciso e muito, de Jesus na minha vida.
-
A gente passa a vida inteira fazendo projetos, imaginando coisas, sonhando o quê e como vou realizá-los. Sonhos virtuais, ilusórios, concretos, tangíveis, impossíveis.
-
Lutamos sempre para alcançar o primeiro lugar, o topo, e muitas vezes sem nem planejar, e sem saber se ele realmente existe.
-
A nossa vida não é Fórmula 1, mas é pura velocidade, o tempo é cruel e não para.
-
Não conseguimos muitas vezes nem olhar para nós mesmos e nem nos olhos dos outros ou do próximo ou de quem dizemos que amamos e está ao nosso lado, não conseguimos nem sorrir o quanto gostaríamos.
-
Temos vontade de fazer muitas coisas malucas; como gritar, rolar no chão, jogar dominó, sair na quinta dos amigos, assistir um jogão, curtir nossa paixão, tomar um cervejão, coisas que nos deixam felizes, principalmente por sermos nós mesmos.
-
A gente se preocupa tanto com contas a pagar, com o trabalho, com o que falam de nós e outros conflitos muitas vezes nascidos de uma babaquice sem precedentes e que sempre nos estressam, e o mais incrível, com coisas simplesmente insignificantes.
-
Chega um momento que é preciso mudar, transformar nossa vida em algo realmente útil para tornar este mundo um pouco melhor, agir agora e não só fazer planos para um futuro, que pode não existir, ou talvez sim e às vezes até por apenas alguns segundos de vida.
-
A partir do momento que entendemos o que é viver em Jesus Cristo, o que isto significa realmente, sua profundidade e a seriedade, aí poderemos fazer nossas orações e reflexões e quem sabe resolvermos mudar e passarmos de vítima a protagonista, de telespectador a ator, de uma pessoa qualquer a um Cristão, e quem sabe poder ser feliz fazendo o outro feliz.
-
Hoje eu acordei e me dei conta que estou vivo, graças a Deus.
-
O que vou fazer? Só depende de mim, pois Cristo já o fez.
-
-
Jesus replicou-lhes: Credes agora!...
-
Eis que chega a hora, e ela chegou, em que vos dispersareis, cada um para o seu lado, e me deixareis sozinho. Mas não estou só, porque o Pai está comigo. Eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: Eu venci o mundo. (Jo 16, 31-33).

terça-feira, 8 de junho de 2010

ABUSO SEXUAL INFANTIL

A interação com a família e demais pessoas de nossa comunidade tem aspectos muito satisfatórios; porém, nem sempre é dessa forma. Lamentavelmente, existem pessoas cuja conduta, por diversas razões, não é construtiva; entre essas, temos aquelas que por abuso de confiança, superioridade física, intelectual e econômica procedem contra a integridade sexual de crianças e adolescentes, apesar de saber que ditas condutas constituem delitos contemplados em nosso ordenamento jurídico-penal.

SETE PASSOS PARA PREVENIR O ABUSO SEXUAL INFANTIL

Essas condutas negativas não devem ser toleradas, mas denunciadas e processadas penalmente. A vítima deve receber atenção física e psicológica. Como na maioria dos fatos que podem causar danos, é melhor agir de maneira preventiva. Por isso, nos permitimos transcrever algumas recomendações para prevenir o abuso sexual a crianças e adolescentes: especialistas recomendam explicar-lhes sobre a existência das agressões sexuais; nunca deixá-los sozinhos e fora do alcance de um adulto confiável e manter sempre presente que "qualquer um" pode converter-se em agressor. Não é por acaso que mais de 70% dos abusos são intrafamiliares.

1. FALE COM ELES/ELAS TRANQUILAMENTE SOBRE AS AGRESSÕES SEXUAIS
Seus filhos/as devem saber da existência de abusos sexuais e de como estes acontecem. Se você estabeleceu com seus filhos/as regras de segurança em outras áreas de sua vida, as precauções relativas ao abuso sexual se converterão em uma parte natural de suas conversas sobre segurança em geral. Se acreditam não ter ferramentas para falar sobre esse tema com seus filhos/as, peça ajuda a seus professores ou pediatra. Eles sabem como fazê-lo sem que as crianças e adolescentes sintam-se assustadas ou agredidas. Aqui vão algumas sugestões de abordagens apropriadas de acordo à idade:

18 meses: ensine a seu filho/a os nomes apropriados das partes do corpo;
3 a 5 anos: ensine a sua criança as "partes privadas" do corpo e a dizer "NÃO" a qualquer oferta sexual. Dê a eles/as respostas diretas a suas perguntas sobre sexo;
5 a 8 anos: explique-lhe as normas de segurança quando estiverem longe de casa e a diferença entre um carinho bom e um carinho não apropriado. Alente seu filho/a a falar sobre experiências que o/a amedrontaram;
8 a 12 anos: ensine segurança pessoal; explique as regras de conduta sexual aceitas pela família;
13 a 18 anos: destaque a segurança pessoal; explique a violação, as enfermidades sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada.

2. ATENTA SUPERVISÃO
O abuso infantil acontece quando um adulto está sozinho com a criança. Sua atenta supervisão é a melhor proteção contra o abuso sexual. Nunca as deixe sozinhas e fora de seu alcance. Não permita que vão comprar algo sozinhos, que vão a banheiros públicos sem companhia (por exemplo em shoppings e restaurantes), que brinquem na rua enquanto você faz os trabalhos domésticos e não pode vigiá-los; nem se distanciem da casa; cuidar para que qualquer pessoa não entre na sua casa. Basta uma fração de segundos para que uma criança desapareça.

3. CONHEÇA BEM A PESSOA QUE DELES CUIDA
Peça que outro adulto responsável e confiável fique atento quando você mesmo/a não possa fazê-lo. Tente conhecer bem a pessoa com quem fica seu filho/a. Se tem poucas opções e deve deixá-lo sozinho/a com alguém que não é de sua máxima confiança, procure que sejam observados por outras pessoas, tais como vizinhos, ou familiares, durante o dia.

4. AUTOCUIDADO
Ensine seus filhos/as a zelar por sua própria segurança, a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos e a nunca passear com alguém que não conhecem. Diga-lhes o que podem fazer se alguém se aproxima. Se uma pessoa fica olhando para eles/as ou os toca de uma forma que não gostam, devem contar para você o quanto antes. Diga-lhes que podem confiar em você, pois sempre vai acreditar neles e protegê-los. Explique-lhes também que no caso de você não estar presente, que busquem a ajuda de uma pessoa mais velha imediatamente quando um adulto os faça sentir incômodos ou os assustar. Nessas situações, também é oportuno chamar a atenção, gritar e criar um escândalo.

5. QUALQUER UM PODE AGREDI-LOS
Recorde-lhes que muitas crianças são vítimas de pessoas que eles conhecem e que é totalmente correto dizer não, mesmo aos parentes próximos e aos amigos. Anime-os a contar a vocês ou para outro adulto imediatamente se qualquer pessoa os toca ou chega até eles/as de forma estranha. Fale-lhes da existência de abusos sexuais por pessoas familiares e conhecidas e não somente os que são cometidos por pessoas desconhecidas. Também podem abusar deles/as familiares, amigos ou vizinhos. 85% dos abusos são protagonizados por pessoas conhecidas.

6. NINGUÉM PODE TOCÁ-LOS INTIMAMENTE
Ensinamos aos nossos filhos que sempre devem obedecer às pessoas adultas, fazendo-os acreditar que estas sempre sabem o que é melhor, o que está bem. Às vezes, os obrigamos a beijar as pessoas que não desejam fazê-lo. Esta educação contribui para que possam acontecer os abusos. Por isso, ensine que eles/as têm o direito à privacidade de seu corpo e que ninguém deve tocá-lo ou olhá-lo de uma forma desagradável. Pode negar-se a isso, seja quem for esse adulto. Explique-lhes também as formas em que os agressores tratam de intimidar a suas vítimas para que guardem o abuso em segredo. Ensine-lhes que nunca devem calar apesar das ameaças recebidas.

7. INTERNET
É uma grande porta de entrada para os abusadores, devemos supervisionar o uso que nossos filhos possam fazer da rede. Explique-lhes que não devem dar seus dados pessoais ou de suas famílias (nomes, endereço, telefones) por internet nem entregar suas senhas a qualquer pessoa. Que nunca se junte ou programe encontros com pessoas que conheceu pela rede sem que você saiba quem são, já que existem muitos adultos que se fazem passar por crianças e cujo fim é abusar de pequenos como ele/ela. Que não use câmara web para relacionar-se (não seja instalada) e que não aceite pessoas que não conhece como amigos, nas redes sociais, como Facebook, Orkut e outras. E que estabeleça privacidade de seu perfil.

Como adotar estes cuidados tranquilamente, sem exageros ou “terrorismo” - que podem ter efeitos negativos para o desenvolvimento da uma sexualidade madura dos filhos?

Os pais estão em geral preparados para uma educação saudável da sexualidade dos filhos? Precisam de orientação? Você pode ajudar? Como?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

COMUNIDADE DE BELÉM AGORA É GRUPO SÃO JOÃO

No último sábado, 5 de junho, na residência do casal Felipe e Rosário, a Comunidade Belém da 27ª Nucleação do MFC MACEIÓ, composta pelos casais Manoel e Gleide, Álvaro e Lara, Djerson e Ana, Diego e Vanessa, Claudovan e Neide, Lúcio e Elza, e Portela e Ceone, escolheram o nome do Grupo: “GRUPO SÃO JOÃO”, inspirados na época junina que estamos vivenciando.

O Grupo também definiu que o casal Djerson e Ana assumirá a coordenação do Grupo São João e representarão o Grupo nas reuniões do Conselho Cidade do MFC e demais eventos do MFC MACEIÓ.

O Grupo que tem como auxiliares os casais Neto/Rita, Felipe/Rosário e Lúcio/Núbia, realizou a sua segunda reunião pós Nucleação e vem demonstrando ter muita disposição em se engajar na caminhada mefecista.

O Grupo confirmou presença no ARRAIÁ DO MFC que acontece no próximo dia 19 de junho, no Clube do Mascate Utilidades, no Distrito Industrial de Maceió.

Em virtude dos Festejos Juninos e da Copa do Mundo que acontecem neste mês de junho, o Grupo marcou a terceira reunião para o dia 2 de julho, e se reunirão a cada quinze dias.

EXPECTATIVAS DO FUTEBOL

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales, SP

Já foi dada a largada. Já soou o apito inicial. Mesmo que a abertura da copa só aconteça neste próximo dia 11 de junho, basta ver as propagandas para dar-nos conta que já começou o jogo maior, do qual todos participam. Cada técnico só pode colocar onze em campo. A copa escala todo mundo. Todos nos sentimos atores, e se não conseguimos chutar o pênalti, temos nossa área de combate, onde tentamos fazer o possível para garantir a vitória.

A prioridade absoluta deste mês especial, que começa no dia 11 de junho e vai até 11 de julho, é sem dúvida o futebol. Até a política promete ficar de lado. Tanto que os candidatos acenam com gestos de boa vontade, de que não vão atrapalhar as jogadas com sua presença inoportuna. Mesmo que cultivem o desejo secreto de colocar a vitória da seleção a serviço de sua candidatura. Mas isto são dividendos a serem faturados depois. Agora, o politicamente correto é mostrar que a torcida pela nossa seleção une preferências clubísticas e até adversários políticos. Ao menos nas aparências. Pois também faz parte do jogo, aparentar que o futebol faz esquecer até os desejos mais secretos.

No meio deste clima contagiante, fica difícil pedir licença para refletir um pouco. O que não deixa de ser estratégico. Pois se nestes dias não usamos a cabeça, corremos o risco de perder a cabeça, como infelizmente as estatísticas das copas sempre comprovam.

Então, vamos para o minuto de silêncio. O momento de reflexão. A pausa para compreender de onde vem a força contagiante do esporte.

Não é difícil perceber a semelhança do esporte, seja qual for, com as artes bélicas. O esporte nasceu da guerra. Ou ao menos seus inícios se inspiraram nas batalhas. Como as guerras são cruéis, porque ceifam estupidamente vidas humanas, foi uma idéia genial fazer de conta que se guerreava, mas ninguém precisava morrer, mesmo havendo vencedores e perdedores.

Se todos fizessem assim, daria para promover uma copa do mundo em cada ano, em muitos países: na Palestina escalando judeus de um lado e árabes do outro, no Iraque escalando xiitas contra sunitas, no Afeganistão convocando a família Bush contra a Al-qaeda. E poderíamos até modificar os confrontos determinados pela FIFA e colocar de imediato o jogo entre as duas Coréias, escalando o ditador Kim Jong-il como capitão e centro avante do time norte coreano!

Em todo o caso, o esporte mostra como existem energias insuspeitadas dentro das pessoas. Se fossem mobilizadas para causas comuns, o que poderia se conseguir em pouco tempo não está escrito.

Nem é difícil escalar estas causas, que poderiam valorizar o entusiasmo de todos entrarem em campo. Se fosse promovida, por exemplo, a copa do mundo contra o analfabetismo, promovendo o mutirão mundial para erradicar a incapacidade de interpretar e de produzir símbolos, numa atividade que desperta e aguça a inteligência, pois a alfabetização produz isto mesmo, que enorme batalha dava para empreender no mundo inteiro, e como seria suado chegar à meta e vencer as últimas resistências, como quem dribla o último defensor e até o próprio goleiro!

Ou se fosse promover outra copa mundial, destinada a saciar a fome do último mendigo, certamente não faltariam alimentos, logo descobriríamos que se ganharia o jogo distribuindo melhor os estoques, como quem sabe passar a bola no momento certo da jogada estratégica.

E assim seria com outros campeonatos para vencer as epidemias, que ultimamente estão se escalando por conta da inépcia dos governos.

Afinal, o esporte mostra como existem tantas energias desperdiçadas, por falta de motivação e de articulação. Quem sabe, nestes dias de absoluta prioridade do futebol, não deixemos de pensar nem percamos a cabeça. E seja qual for a seleção vencedora, que todos nos sintamos escalados a lutar pelas verdadeiras causas da humanidade, que graças a Deus ainda dá sinais de vida!

Fonte: http://www.diocesedejales.org.br/palavradobispo/palavradobispo_detalhes.asp?id=1210

domingo, 6 de junho de 2010


PARTILHAR É MULTIPLICAR
Pe. Paulo Bazaglia, ssp


Apenas cinco pães e dois peixes para cinco mil homens. Podemos imaginar como soaram as palavras do mestre aos discípulos que queriam ficar livres da multidão: “Vocês é que devem dar-lhes de comer”.

É cômodo a nós, cristãos, despedir os famintos e ignorar suas necessidades. É cômodo falar de Deus e de religião e, diante de necessidades básicas como o alimento, dizer às pessoas que se virem. É cômodo jogar para Deus responsabilidades que são nossas. É cômodo rezar para que Deus resolva a fome no mundo, fugindo à responsabilidade de ajudar o irmão faminto que bate à porta.

Quando falamos que Jesus “multiplicou” os pães, corremos o risco de continuar esperando dele o milagre mágico. E de não dar atenção suficiente às suas palavras, que pedem compromisso concreto. As palavras de Jesus são palavras divinas e, quando postas em prática, necessariamente se realizam.

Jesus chama os discípulos à responsabilidade. Nossa missão no mundo é enfrentar as necessidades e misérias humanas. Jesus pede que os discípulos organizem a multidão em grupos e distribuam o alimento por ele abençoado e partido. Assim, partilhando o que Deus abençoa, a comida se multiplica e ainda sobra.

Mais que partir pães e peixes, Jesus, com o ensinamento e a vida, doa-se a si mesmo à humanidade. Celebrar o Corpo e o Sangue de Cristo, portanto, é participar deste mistério de salvação, de um Deus que mata a fome da alma e conta conosco para acabar com a fome física que assola o mundo.

O mestre nos ensina a ir contra a lógica do acúmulo, dos que pensam ser preciso primeiro juntar as riquezas para depois dividi-las. Jesus propõe uma economia solidária de partilha. E isso começa dentro de nós, em nossa consciência, nas pequenas comunidades, nas associações de bairro... Nós mesmos temos algo a fazer, para que Jesus continue sendo pão para este mundo faminto. Fome de pão material e fome de Deus só se saciam com a partilha da vida e dos bens. Aí está o grande milagre de Deus, que multiplica o que partilhamos.

HOJE, 39ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN

sábado, 5 de junho de 2010


A Igreja tem um velho problema por resolver. A cada momento se vê envolvida com desvios de comportamento sexual de um número preocupante de clérigos que causam estragos na sua credibilidade e rombos em suas finanças.

A CRISE TEM CAUSAS A REMOVER
Hélio e Selma Amorim*

Os casos graves e numerosos de pedofilia desocultados em vários países, tentativamente encobertos sistematicamente pela hierarquia superior, vêm sendo amplamente divulgados mundo afora, gerando justa revolta e indenizações milionárias às vítimas dessas agressões.

Autoridades religiosas têm manifestado preocupações sobre o risco de desdobramentos de comportamentos incorretos no exercício futuro de suas funções, já que sacerdotes estarão sempre envolvidos com grupos de diferentes faixas etárias, em colégios religiosos e paróquias, muitas vezes envolvendo crianças ou adolescentes sem maturidade para defender-se de eventuais assédios de natureza sexual.

Também se vão revelando nos seminários de formação de sacerdotes elevado percentual de jovens homossexuais e consequentes práticas de homossexualismo em níveis e freqüência acima dos índices sociais desse aspecto da sexualidade humana. O Vaticano chegou a anunciar há cerca de um ano uma mega operação mobilizando grande número de inspetores para visitar 229 seminários norteamericanos e investigar a incidência do problema do homossexualismo. Visava à exclusão de candidatos ao sacerdócio que apresentassem essa tendência sexual, o que seria uma discriminação inaceitável.

Esse quadro – certamente realista – ressalta o fato de estar a Igreja lidando com uma das questões não ou mal resolvidas nas doutrinas, disciplinas e práticas eclesiais. A sexualidade humana foi sendo demonizada ao longo dos séculos, na construção do corpo de doutrinas e normas eclesiásticas, nem sempre rigorosamente evangélicas. Foram elaboradas por santos teólogos varões, celibatários forçados, geralmente submetidos a uma formação castradora do impulso sexual, para serem capazes de defender-se do risco de envolvimentos afetivos e assédios de forte estimulação de sua sexualidade que pusessem em risco o voto do celibato imposto.

A castração intencional de um impulso tão fundamental é uma violência contra a pessoa humana e contra Deus que nos dotou a todos desse estímulo rico para a construção de relações interpessoais profundas e humanizadoras. Para construí-las e constituir família fomos criados.

Por outro lado, a sublimação livre e espontânea desse impulso, não condicionada ou induzida por pressões psicológicas e preconceituosas contra a sexualidade, para abraçar uma vocação rara e especial de serviço ao Povo de Deus, em situações limites, é sem dúvida um valor heróico. Não é o caso da maioria dos sacerdotes designados para gerir uma paróquia ou exercer o magistério em seminários e universidades católicas, atividades compatíveis com a constituição de uma família e a realização plena da sexualidade que alimenta uma rica vivência afetiva querida por Deus.

Arriscamo-nos a afirmar que na norma do celibato obrigatório está a origem dos problemas que a Igreja pretende resolver de forma canhestra e preconceituosa. O homossexualismo não é uma enfermidade ou deformação de caráter. A ciência ensina que tem origem na formação biopsíquica original do ser humano, que definirá sua constituição sexual não apenas orgânica e morfológica, mas o direcionamento do impulso para relações afetivas profundas homo ou heterossexuais. A ampla predominância da segunda tendência na sociedade não permite desqualificar a outra como deformação ou enfermidade psíquica.

Em suma, a vocação para o sacerdócio pode ser viva e verdadeira tanto no homossexual como no heterossexual que também tenha uma forte e bela vocação para o casamento e a paternidade. Um e outro não deveriam ser impedidos de abraçá-las, por não se configurar qualquer incompatibilidade.

O crescimento da participação de homossexuais no conjunto de candidatos e no próprio clero já ordenado pode ser explicado também pela norma do celibato obrigatório. Com efeito, o homossexual justifica socialmente a sua dificuldade para relações afetivas com mulheres por seu voto de celibato solenemente assumido. Sente-se, por outro lado, atraído por integrar-se a uma corporação exclusivamente masculina, que corresponde ao tipo de convivência próprio de sua constituição sexual. Nos seminários, ao longo de anos de convivência, acresce a possibilidade do envolvimento afetivo e da prática homossexual que agora estará sendo investigada naqueles países.

É claro que ninguém acredita tratar-se de um fenômeno exclusivo dos países já reconhecidamente afetados. É uma advertência aos reitores de todos os seminários do planeta, para que não adotem esse repúdio preconceituoso de homossexuais. Tampouco a homossexualidade explicará os desvios para a pedofilia criminosa. É mais provável que esse tipo de assédio tenha autores heterossexuais cujo impulso sexual tenha sido reprimido por aquela formação castradora que acaba aflorando sob formas odiosas de comportamento.

É chegado ainda que tardio o tempo propício para a discussão ampla da sexualidade na vida da Igreja e em suas normas e doutrinas questionáveis sobre essa rica realidade humana. O mesmo se aplica à persistente exclusão das mulheres do acesso ao sacerdócio, uma expressão inaceitável do medo da feminilidade nos espaços do clero e governo da Igreja.

Essa visão deformada da sexualidade também interfere freqüente e indevidamente nas doutrinas sobre relações conjugais, no planejamento familiar, e de modo injustificável na acolhida “generosa” e humilhante aos que fracassaram no casamento e reconstruíram a sua vida afetiva com benefícios para todos os envolvidos, minimizando os efeitos sofridos da separação irreversível.

*Membros do MFC - Movimento Familiar Cristão e do INFA Instituto da Família.